ABELHA JATAÍ

25 de nov de 20088comentários

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ABELHA JATAÍ
A abelha indígena sem ferrão jataí é abelha das mais conhecidas na América Tropical. Vive desde Missiones na Argentina, até o sul do México (Nogueira-Neto 1970). A primeira citação sobre esta espécie foi feita por H. Müller, em 1875. No início do século XX, outros pesquisadores também se interessaram pela abelha jataí como von Ihering (1903), Mariano-Filho (1911) e F.Muller (1913) etc. Atualmente, dezenas de trabalhos científicos tratam desta espécie de abelha. (Base de Dados da USP-Ribeirão Preto).
Segundo Silveira et al 2002, o gênero Tetragonisca Moure, 1946 têm apenas três espécies reconhecidas sendo duas presentes na fauna brasileira: T. angustula (Latreille, 1811) e T.weyrauchi (Schwarz, 1943), esta com ninhos aéreos. A distribuição geográfica da primeira espécie é bem ampla ocorrendo nos Estados de AM, AP, BA, CE. ES, GO, MA, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RO, RS, SC E SP. A distribuição da weyrauchi é mais restrita, ocorrendo no AC e RO, acrescida de MT por Nogueira-Neto (Cortopassi-Laurino & Nogueira-Neto 2003) e na Bolívia na cidade de Cobija.
A abelha jataí é das espécies mais adaptáveis em relação ao hábito de nidificação. Vive nas grandes e pequenas cidades, nas florestas virgens e capoeiras, nos cerrados, nos moirões de cerca, nos ocos dos paredões de pedra, etc (Nogueira-Neto 1970). Já foi observada também nidificando em garrafas tipo pet, em ninhos abandonados de pássaros como nos do joão de barro, em caixas de medidores de luz, em frutos tipo cabaça, etc. Entretanto, em ambientes naturais ou pouco alterados, esta espécie utiliza mais comumente ocos de árvores, nidificando, com freqüência, na sua parte basal, ou no "pé de pau" como é conhecido popularmente.

Abelha Jataí
Figura 1 -
Entrada de um ninho Jataí

A morfologia da entrada do ninho é típica: um tubo com 3 a 4 centímetros de comprimento, com abertura que permite passagem de várias abelhas ao mesmo tempo, construído de cera ou cerume com pequenos orifícios na parede (Fig 1). A entrada é fechada à noite e só reaberta pela manhã. A presença de várias abelhas sentinelas que ficam voando muito tempo nas proximidades da porta do ninho, também é típica. Raramente e provavelmente associado com épocas de enxameagem ou atividade intensa, a entrada do ninho é composta de duas aberturas (Fig 2).

Abelha Jataí
Figura 2 -
Entrada de um ninho Jataí
composta de duas aberturas.

O fato de esta abelha ser facilmente localizada na natureza, pois constrói seus ninhos em locais de fácil visualização, e de ser manejada com facilidade, adaptando-se muito bem em vários tipos de caixas de observação, fez com ela fosse a espécie de abelha das mais estudadas pela comunidade acadêmica brasileira. Foram levantadas 104 bibliografias específicas, onde a espécie é citada no título do trabalho. Foram consultadas as Bases de Dados do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto e a Webofsciece, respectivamente em 12/2003 e 03/2005. Foram acrescidos ainda os dados do III Seminário Mesoamericano sobre Abejas sin Aguijón realizado em Tapaxula, México em 11/2003.
A Base de Dados Bibliográficos sobre Abelhas, arquivada na Faculdade de Medicina da USP-Ribeirão Preto, continha, na data consultada, uma lista de 1604 trabalhos sobre meliponíneos. Os gêneros mais estudados são as Melipona (51,4%), Scaptotrigona (10,9%), Plebeia (8,1%) e Tetragonisca (6,2%) indicando a abundância e a facilidade de uso destes ninhos. Sabemos que as abelhas mais criadas são as Melipona, que produzem maior quantidade de mel e cujo manejo é bem desenvolvido. Quando os espanhóis chegaram ao México, há mais de 500 anos, os nativos já criavam a Melipona beechei. Mas, para a grande maioria das 300 espécies de abelhas identificadas no Brasil, existem poucas informações sobre sua biologia e manejo.
Nessa Base de Dados, o enfoque especial dado à abelha Tetragonisca angustula, mostrou 96 citações, e que esta espécie foi mais estudada sob os aspectos da meliponicultura (19,8% das citações), da biologia (16,6%), da genética bioquímica e molecular (15,6%), e do comportamento (14,6%). Os dados de biologia estão relacionados com as características gerais das abelhas (sistema glandular, feromônios, morfometria, termorregulação, determinação de sexo), enquanto os de comportamento com as atitudes e reações das abelhas em relação ao ambiente (substituição de rainhas, divisão de trabalho, coleta, enxameagem, etc). Estas pesquisas foram disponibilizadas predominantemente na forma de resumos em congressos nacionais (53,0%) e em trabalhos de mestrado e doutorado (14,5%) sugerindo que os aspectos de divulgação deste assunto estão direcionados para um publico específico. Livros para o público em geral são apenas 3,2%, e as informações estão disponibilizadas predominantemente em português (86,2%) e em inglês (13,8%).
Quanto às necessidades que as abelhas têm para sobreviver, podemos citar em primeiro lugar, o local de nidificação. Os ninhos de algumas abelhas reúnem condições tão específicas que ainda não foi possível criá-las em laboratório. Melipona fuliginosa ou uruçu boi é até o momento, um bom exemplo. O ninho sobrevive no tronco de árvores fora da floresta nativa, mas Nogueira-Neto (comunicação pessoal) não obteve bom resultado transportando-as para caixas racionais.
Os meliponíneos nidificam predominantemente em ocos de árvores: 67,5% dos meliponíneos do Panamá (Roubik 1983). Muitas espécies de árvores apresentam ocos, porém algumas espécies são mais utilizadas pelas abelhas. Essa constatação, também feita em algumas regiões brasileiras, indica que devemos saber mais sobre quem são estas espécies de árvores, e que características elas possuem para terem sido escolhidas pelas abelhas para nidificar. O conhecimento destes detalhes favorece a inclusão do assunto no Programa Nacional de Florestas do MMA que pretende realizar a expansão da base florestal plantada e a recuperação de áreas degradadas e favorece o conhecimento dos volumes que cada abelha necessita para viver. As observações indicam que a jataí ocupa volumes entre 2-3 litros.
Algumas observações feitas em zonas preservadas indicam que algumas abelhas nidificam com freqüência na mesma espécie de árvore. Em ambientes perturbados esse aspecto não tem sido observado, talvez relacionado com a maior versatilidade das abelhas que sobrevivem nestes ambientes.

 

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1 - LOCALIZAÇÃO

NÃO INSTALAR O MELIPONÁRIO EM MONTANHAS OU MORROS PARA NÃO DESGASTAR AS ABELHAS, PROLONGANDO O SEU TEMPO DE VIDA.

INSTALE O MAIS PRÓXIMO POSSÍVEL DAS FLORADAS APÍCOLAS .

DE PREFERÊNCIA À LOCAIS PRÓXIMOS DE RESIDÊNCIAS PARA EVITAR ROUBOS .

NÃO ESCOLHA LOCAIS PRÓXIMOS DE ESTRADAS, EVITANDO O EXCESSO DE MOVIMENTOS E POEIRAS.

2 – ALIMENTO

O LOCAL ESCOLHIDO DEVE POSSUIR UMA BOA QUANTIDADE DE FLORES ATRATIVAS AS ABELHAS, ELAS PRECISAM COLETAR PÓLEM E NÉCTAR (ROTEINA E AÇÚCAR ) DURANTE A MAIOR PARTE DO ANO.

SE NECESSÁRIO PODERÁ SER PLANTADO ESPÉCIES BENÉFICAS , AUMENTANDO O ( PASTO ) APÍCOLA AO REDOR DO MELIPONÁRIO .

3 - ÀGUA POTÁVEL

AS ABELHAS TAMBÉM NECESSITAM DE ÁGUA POTÁVEL PAR VIVER. CASO SEJA PRECISO INSTALE UM BEBEDOURO, NÃO ESQUECER DE COLOCAR UM PEDAÇO DE MADEIRA ( PRECISA FICAR FLUTUANDO ), PARA EVITAR O AFOGAMENTO DAS ABELHAS. A ÁGUA DEVERÁ SER TROCADA TODOS OS DIAS .

4 - VENTOS

LOCAIS ONDE POSSA EXISTIR COM FREQUÊNCIA INTENSA VENTANIA DEVEM SER DESCARTADOS .

SE PRECISO PLANTE ÁRVORES “ QUEBRA VENTO “ AO REDOR DO MELIPONÁRIO .

A PLANTA POPULARMENTE CONHECIDA COMO “ COROA DE CRISTO “ PODERÁ SER PLANTADA AO LADO DAS CERCAS DIVISAS DA PROPRIEDADE , ALÉM DAS FLORES APRECIADAS PELAS ASF, OS ESPINHOS IMPEDEM A INVASÃO POR INTRUSOS .

5 – POLUENTES

NÃO DEVEMOS ESCOLHER LOCAIS DE LANÇAMENTOS DE AGENTES POLUENTES, ASSIM COMO LUGARES QUE FAZEM USO DE PRODUTOS E DEFENSIVOS QUÍMICOS .

6 - SOMBRA

DE PREFERÊNCIA À LOCAIS SOMBREADOS, PODE SER ; GALPÕES , VARANDAS , BEIRAL DE CONSTRUÇÃO, ÁRVORES, ETC .

EVITE ÁRVORES QUE DÃO FRUTOS PESADOS ; JACA , ABACATE , MANGA , LARANJA ,

ETC . A QUEDA DE FRUTOS GRANDES PODERÁ DANIFICAR ÀS COLMÉIAS .

SE O LOCAL ESCOLHIDO NÃO FOR COBERTO, ÀS COLMÉIAS TERÃO DE SER COBERTAS COM TELHAS DE BARRO .

NÃO USE TELHAS DE AMIANTO , AS MESMAS SÃO CANCERÍGENAS .

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1 - A CAIXA RACIONAL PNN ( PAULO NOGUEIRA NETO ) , FOI IDEALIZADA POR ESTE “ MONSTRO “ DA MELIPONICULTURA , TODOS NÓS DEVEMOS MUITO A ÊLE , PARA O QUAL PARTICULARMENTE TIRO O CHAPÉU !

2 - Algumas pequenas modificações foram experimentadas por muitos Meliponicultores , e por serem úteis foram incorporadas.

3 - A Caixa objeto deste artigo , foi confeccionada por JORGE VENSON , Meliponicultor de ( Içara / SC ) , o qual tive a FELICIDADE de conhecer em Dezembro/2006 .

4 - Ela é composta de 3 Módulos :

Ninho.............. = Modulo nº 1

Caixa............... = Modulo nº 2

Sobrecaixa...... = Modulo nº 3

5 - AS MEDIDAS SÃO INTERNAS , sendo que as medidas externas dependerá da espessura da madeira que será usada . No caso de regiões frias deverá ser usado madeiras com 3 cm de espessura no mínimo, e para regiões quentes poderá ser de 2 cm e até mesmo de 1,5 cm , desde que a Colméia fique protegida do Sol .

Medidas Internas em Centímetros :

Comprimento: 29 cm

Largura..........: 14 cm

Altura Livre...: 6 cm

6 - Devemos usar madeiras de lei , que não tenha mau cheiro e que não seja alvo de cupim .

7 - Quando se tratar de Colméia pequena DEVERÁ ser usado inicialmente SÓMENTE DOIS MODULOS , o NINHO ( MODULO Nº1) e à SOBRECAIXA (MODULO Nº 3 ) . Depois que a Colméia se fortalecer deverá ser colocado á CAIXA ( MODULO Nº 2 ) .

8 - Nas fotos estão as medidas internas e demais detalhes da Caixa .

Nota : O presente artigo tem como finalidade orientar os iniciantes na Criação das Abelhas Sem Ferrão ( ASF ) . Esperamos estar colaborando , sugestões e comentários serão bem vindos.

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+ comentários + 8 comentários

carlos alberto de souza
12 de maio de 2010 19:31

estou iniciando a criaçaõ de abelha jatai, ja trabalho com a apis melifera
quero saber saber quais os meio de defesa da jatai ja que ela naõ possui ferraõ
godtaria da confirmaçaõ ela enrola no cabelo entra no ouvido e no nariz
aguardo respota

28 de maio de 2010 22:52

prezado amigo, a especies nativas,têm poucos inimigos naturais, sendo as formigas as principais e claro o homen, entre as suas principais defesas está um odor exalado por suas grandulas que afastam os passaros, com relação ao contrle das formigas, tem um capitulo dedicado ao controle das mesmas na criação da abelha europeia.

Francisco Redling
27 de outubro de 2011 16:05

na varanda de minha casa formou um tubo de +- 30 cm dessa abelha,me despertou o interesse de poder cria-las. como faço para captura-las,e como criar uma colméia favor passar as medidas Grt.e obrigado

27 de outubro de 2011 16:15

Olá amigo no pé direito da cobertura formou um tubo dessa abelha jatai e me despertou o interesse de cria-las como faco para montar uma caixa,e captura-las sem danificar o tubo, pois o mesmo esta com +- 30cm Grt Aguardo resp.

30 de julho de 2012 20:19

boa noite colega ,eu também estou começando uma criação de abelha jatai, porem não sei a especie.estou com um problema duas colmeia abandonou a caixa,gostaria que você me orienta-se sobre o que esta acontecendo para elas estar irem embora grato desde já obrigado

30 de julho de 2012 20:22

boa noite colega ,eu também estou começando uma criação de abelha jatai, porem não sei a especie.estou com um problema duas colmeia abandonou a caixa,gostaria que você me orienta-se sobre o que esta acontecendo para elas estar irem embora grato desde já obrigado

m.jataneto@gmail.com

alex
8 de agosto de 2012 21:36

eu tenho uma colmiea em uma cabaça,contudo notei que certo dia as abelhas fecharam a entrada da colméia e não mais sairam, serrá devido o inverno que aqui no noroeste do Paraná na é rigoroso ou elas foram emborsa?

Anônimo
23 de setembro de 2012 23:28

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