31 de jul de 2015

Receitas com Carne de Caprinos e Ovinos


O rei de todas as mesas

Carneiro ou bode? Gosto não se discute: a carne de caprinos e ovinos conquista, a cada dia, um lugar na mesa do brasileiro


No Brasil, cada vez mais, a carne de caprinos e ovinos vai deixando de ficar restrita apenas a ocasiões e lugares especiais e passa a ser incorporada nas refeições cotidianas do homem urbano - das mais simples às mais sofisticadas. Pela sua versatilidade, esta carne se presta
a vários preparos e não apenas àqueles, como se imagina, mais complicados e trabalhosos. Pode-se preparar tanto um prato com o legítimo tempero regional, quanto se aventurar por uma receita étnica - originária do Caribe, Mediterrâneo, África ou Ásia.
A carne fornecida por bodes, cabras, carneiros e ovelhas é apreciada por pessoas das mais variadas culturas e podemos detectar esta preferência através de receitas tão famosas que, praticamente, viraram pratos nacionais. Na Grécia, por exemplo, a carne de cordeiro (o carneiro ainda novo) é moída, disposta em camadas alternadas de berinjela e molho béchamel, temperada com canela, para virar a moussaka. A Índia nos oferece o lamb curry com a intensidade de suas especiarias (a carne de cordeiro em cubos é condimentada com curry, cominho e coentro, suavizados pelo acompanhamento de legumes, ervilhas secas e nozes). A sóbria Grã-Bretanha surge com a shepherd’s pie, ou torta do pastor, um prato ideal para climas frios, feito com carne de cordeiro em cubos, molho de tomate e cogumelos, cobertos com purê de batatas. A elegante França nos brinda com o gigot d’agneau (perna de cordeiro condimentada), que na região da Provença leva temperos como alho, alecrim e tomilho, e na Borgonha, zimbro.
É claro que nós, do lado de baixo do Equador, não poderíamos ficar indiferentes ao sabor e às qualidades nutricionais da carne desses animais. A facilidade no seu modo de preparo também é uma vantagem para os cozinheiros novatos e chefs veteranos. Pode-se fazer praticamente tudo com esse tipo de carne sem que ela perca suas qualidades de textura e sabor: assar, brasear, churrasquear, fritar, saltear ou cozinhar. Caprinos e ovinos têm em sua carne uma excelente fonte de ferro, proteína, zinco, niacina e vitamina B. Cerca de 200 gramas de qualquer corte são traduzidos para algo em torno de 176 calorias, ou seja, 7% da necessidade diária recomendada para um adulto entre 25 e 50 anos. Apenas 36% do total de sua gordura é saturada, o restante é mono ou polinsaturada. A mesma quantidade contém apenas 76 miligramas de colesterol. Numa época em que o culto ao corpo saudável domina as escolhas na hora da refeição, a carne de caprinos e ovinos oferece as qualidades da carne vermelha sem suas desvantagens.
Os fãs de caprinos e ovinos se dividem em relação ao sabor. Há aqueles que não abrem mão da delicadeza encontrada nos animais mais jovens (cabritos e cordeiros), embora exista também uma legião que prefere o sabor da carne dos animais adultos (bode e carneiro) que, com o tempo, assume um tom mais escuro e um gosto mais forte, bem característicos. Os cordeiros e cabritos apresentam uma carne bem clara, parecida com a da vitela, de sabor sutil, e não toleram muito tempo de fogo. São tenras e precisam ser desfrutadas no ponto perfeito, ainda levemente rosadas.
A carne de caprinos e ovinos suporta bem o congelamento, desde que obedecidas as regras básicas de armazenamento - as mesmas utilizadas para outros tipos de carne vermelha. Ela deve ser guardada em sua embalagem original e mantida bem fechada na parte mais fria da geladeira (entre 1 e - 5°). Filés duram de dois a quatro dias e peças maiores até cinco dias. Uma vez moída, ela deve ser consumida em 24 horas, pois o processo de trituração acelera sua deterioração. Depois de cozida, ela deve ser guardada apenas quando estiver completamente fria, envolta em papel alumínio. No congelamento, pedaços pequenos podem ser guardados por até quatro meses e os maiores por até nove meses. A embalagem precisa estar bem ajustada à carne para evitar a entrada de ar.
Ao adquiri-la fresca, é importante observar se a carne está rosada, com veios de gordura visíveis. Deve-se evitar a carne escura, molhada e mole. A gordura que envolve os cortes dever ter cor creme (a cor amarela é indesejada, pois deixa um gosto de ranço no final) e ser bem firme. Peças grandes normalmente vêm com um revestimento externo de pele bem fina, que parece um papel. Se estiver enrugada ou seca, é preferível evitar. Esta película deve ser retirada antes do cozimento, mas mantida nas peças que forem assadas inteiras.
Vários e saborosos são os cortes das carnes de ovinos e caprinos e não será difícil encontrar uma receita para melhor prepará-los. Só para começar, oferecemos algumas delas que nos foram fornecidas por alguns dos melhores restaurantes da cidade. As costeletas, por exemplo, prestam-se a um cozimento rápido e ficam deliciosas apenas levadas à churrasqueira ou à grelha com um raminho de alecrim. Basta retirar o excesso de gordura e deixá-la assar por cerca de três minutos de cada lado. A paleta, uma parte rosada e particularmente saborosa, com poucos veios de gordura que ajudam a manter a umidade, é excelente para grandes assados no forno. Regadas com molho, torna-se iguaria inesquecível (confira a receita fornecida pelo Talude)


GUISADO DE CABRA




Paleta
de cordeiro

Paleta de cordeiro Talude

Ingredientes:
Uma paleta de cordeiro de 1,5 kg
2 cebolas
1 cabeça de alho
Manjericão a gosto
1 copo de suco de laranja
1 colher de caldo de galinha
1 colher de sopa de catchup
1 xícara de extrato de tomate
1 xícara de azeite
100 ml de água
Sal a gosto

Preparo:
Bata todos esses ingredientes no liquidificador. Deixe a paleta mergulhada nesse molho de um dia para o outro. Assar no forno junto com o molho (tempo médio de 40 minutos).

Bode Guisado

Bode Guisado Entre Amigos

Ingredientes:
1 kg de carne de bode
Hortelã
Alecrim
Agrião
2 tomates
2 cebolas
2 pimentões
Alho
Cheiro verde
6 colheres de extrato de tomate
Sal a gosto

Preparo:
Em uma panela coloque a carne do bode junto com os ingredientes. Acrescente 1 litro de água e deixe ferver em fogo brando por 3 horas.

Sugestão de acompanhamento:
Arroz branco, macaxeira e pirão do próprio molho.

Lombo
de cordeiro

Lombo de cordeiro recheado ao molho
de manjericão e batata prensada

Lombo de cordeiro recheado ao molho

Ingredientes:
800 g de lombo de cordeiro
300 g de presunto tipo Parma
100 g de tomate concassé
50 g de manjericão
100 ml de azeite
Sal e pimenta a gosto
Oito batatas sem casca
Dois dentes de alho picado
0,5 g de açafrão
20 ml de azeite
Sal e pimenta a gosto
100 g de aparas de cordeiro
Um dente de alho picado
50 g de cebola picada
80 g de manjericão
Uma folha de louro
200 ml de água
50 g de tomate concassé
20 g de manteiga sem sal

Preparo:
Abra o lombo ao meio e tempere com sal e pimenta. Disponha sobre ele o tomate, o presunto de Parma e o manjericão. Enrole a carne com os recheios formando um medalhão, amarre-o com um barbante e reserve. Em uma frigideira aquecida com azeite sele ambos os lados do lombo. Corte a batata em rodelas e coloque no centro de um papel laminado juntamente com o alho picado, o açafrão, o azeite, e sal e pimenta a gosto. Feche formando um envelope e leve ao forno por 15 minutos. Depois de assadas, enforme as batatas em um aro, conferindo-lhes um formato prensado. Em uma panela pequena, faça um refogado com a manteiga, o alho, a cebola e as aparas. Deixe dourar e adicione o manjericão, a folha de louro, a água e o tomate. Deixe apurar até o conteúdo reduzir pela metade e adquirir uma consistência cremosa. Peneire. Disponha por cima das batatas e dos medalhões.

* Para se fazer o tomate concassê basta dar um corte no fruto e mergulhá-lo em água quente por alguns instantes. Em seguida, retire a pele e as sementes.

Rocambole
de cordeiro

Rocambole de cordeiro ao molho de menta



Rocambole de cordeiro ao molho de menta Blu’nelle

Ingredientes:
1 kg de batata cozida e amassada
2 ovos
50 g de parmesão ralado
1 colher de sopa de margarina
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sal
1 xícara de creme de leite

Preparo:
Cozinhe a batata e passe pelo espremedor. Ainda quente, acrescente por etapas o resto dos ingredientes. Leve em uma forma de rocambole forrada por um papel manteiga, pincele com margarina e polvilhe com farinha de trigo. Leve ao forno por dez minuto a 160° graus até que doure.

Ingredientes do recheio:
1 kg de pernil de cordeiro cortado em pedaços
4 dentes de alho amassados
1 maçã ácida sem sementes cortada em pedaços
1 ramo de tomilho
1 xícara de molho inglês
2 folhas de louro
1 pitada de pimenta-do-reino
1 xícara de vinho tinto seco
2 cebolas raladas
2 colheres de sopas de margarina
1 lata de creme de leite
Sal a gosto

Preparo:
Faça uma marinada com vinho, molho inglês, alho, tomilho, louro, pimenta e sal. Acrescente o pedaço de pernil e deixe descansar por uma hora. Leve ao fogo junto com a maçã até que a carne fique macia. Passe a carne pelo processador e reserve o caldo. Refogue a cebola com a margarina junte a carne e o creme de leite. Para o molho menta: pegue o caldo que reservou acrescente 300 g de menta e leve ao fogo para reduzir.

Cabrito à Serrana



Cabrito à Serrana

Ingredientes:
2 pernas de cabrito
2 dentes de alho
4 folhas de louro
1 ramo de alecrim
2 colheres de sopa de páprica doce
1 cálice de bagaceira
700 ml de vinho branco
200 ml de azeite
1 kg de batata
200 g de bacon
6 cebolas pequenas

Preparo:
Faça uma marinada de 24 horas com o cabrito, alho, louro, páprica, vinho branco, alecrim, azeite, sal e pimenta. Coloque as pernas do cabrito no tabuleiro e leve ao forno para assar. Corte as batatas em 4 com casca e ponha para assar. Faça um refogado com bacon e cebola e junte a batata. quando ela estiver quase assada sirva junto com o cabrito.

Bode assado



Bode assado

Entre Amigos

Ingredientes:
600 g de filé de bode temperado apenas no sal grosso

Preparo:
Asse o bode na brasa, apenas isso. Sirva com farofa, vinagrete e arroz branco.











CARNE DE CAPRINOS


BarbecuePartyInvitations





A carne de caprino – que tem no Brasil um grande produtor mundial, sendo a região Nordeste a responsável por 90% da produção nacional – é apresentada como melhor alternativa para quem deseja uma alimentação mais saudável. Muitos médicos têm incentivado o consumo, por considerá-la uma alternativa viável para o brasileiro. 

VANTAGENS 
O Nordeste brasileiro semi-árido tem sido assumido, durante séculos, como área de vocação pecuária, especialmente, para a exploração dos ruminantes domésticos. Notadamente os caprinos e ovinos, face à característica de adaptação e ecossistemas adversos que é fortemente influenciado pelos seus hábitos alimentares. 
“A criação de caprinos, essencialmente nordestina – comenta Geraldo Magela, tradicional criador da região – será a redenção do Nordeste, por se tratar da região mais propícia para a sua criação, devido ao clima com baixo índice pluviométrico”. Ele acredita que em pouco mais de 10 anos o Brasil se transformará no principal produtor mundial de caprinos”. 
Para o secretário da Agricultura de Eunápolis, Everaldo Borges, “estaremos firmes no mercado internacional, porque Governos federal, estadual e municipal (Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sebrae e criadores) conseguiram enxergar que esta é a vocação natural do Nordeste, que não adianta lutar contra a natureza, só caprinos conseguem conviver com a seca”, raciocina o secretário. 
CARNE SAUDÁVEL 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou as características das principais carnes e os dados evidenciam que a carne de caprinos é a de mais baixo teor calórico, e que a sua gordura saturada é 44% mais baixo até mesmo que a do frango despelado. Outros aspectos importantes da carne de caprino é o seu teor protéico similar e teores de ferro superiores as demais carnes. 
Dados existentes na literatura internacional mostram que apenas 30% da gordura existente na carne de caprinos é formada por ácidos graxos saturados. A carne de caprinos, independente da idade, da raça e da região onde é produzida, apresenta uma boa fonte de proteína, com uma gordura saudável, apresentando conseqüentemente, um risco mínimo de consumo de colesterol.

HIGIENIZACAO DAS INSTALACOES DOS CAPRINOS

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Higienize as instalações


A higiene é um conjunto de medidas visando preservar a saúde dos animais, sendo constituído de limpeza e desinfecção.
A limpeza das instalações deverá ser realizada diariamente ou, pelo, menos a cada dois dias.A desinfecção deve ser feita a cada 30 dias no sistema intensivo, e a cada 60 dias no sistema semi-intensivo.
- Faça a limpeza do curral de chão batido.
- Limpe o curral usando rodo de madeira.
- Varra o curral com vassoura.
RETIRE AS FEZES DO CURRAL:
-A retirada de fezes pode ser feita com carro de mão, balde ou outro recipiente disponível.
- Coloque as fezes em esterqueira.Quando não houver esterqueira, as fezes devem depositadas em local cercado, para evitar contaminação dos animais.Faça a limpeza do piso ripado.
- Raspe com espátula as fezes.
- Limpe o piso ripado com vassoura.
- As fezes acumuladas abaixo do piso ripado devem ser retiradas periodicamente e levadas paraa esterqueira ou para um local cercado.
A DESINFECÇÃO DAS INSTALAÇÕES:
A desinfecção consiste na aplicação de produtos químicos para diminuir as chances de ocorrência de doenças.Para desinfetar devem ser utilizados produtos à base de iodo, amônia quaternária, hipoclorito de sódio (água sanitária) ou cresol.
- Prepare a solução para desinfecção da instalação.
a) Prepare solução de iodo

- Coloque 20 litros de água em um balde. 

- Meça 200 ml de tintura de iodo a 10%. 
- Coloque 200 ml de tintura de iodo no balde. 
- Misture a solução utilizando um agitador de madeira.

b) Prepare a solução de hipoclorito de sódio.

- Coloque20 litros de água em um balde. 

- Meça 200 ml de hipoclorito de sódio a 10%. 
- Coloque 200 ml de hipoclorito de sódio no balde. 
- Misture a solução.

c) Prepare a solução de cresol.

- Coloque20 litros de água em um balde. 

- Meça 20 ml de creolina 
- Coloque 20 ml de creolina no balde 
- Misture a solução.


d) Prepare solução de amônia quaternária 

A recomendação do fabricante deve ser seguida.
DESINFETE AS INSTALAÇÕES PULVERIZANDO COM SOLUÇÃO:
A desinfecção das instalações deve ser feita com uma das soluções citadas anteriormente.
Precaução: Na pulverização da solução desinfetante o operador deve utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) ou, pelo menos, luvas, botas e máscara para prevenir intoxicações.
a) Reúna o material.
Pulverizador costal, balde com a solução, máscara, luvas, botas, pano)
b) Coloque a solução no pulverizador.
Precaução: Quando, ao colocar a solução ocorrem respingos ou vazamentos na parte externa do pulverizador, deve-se enxugá-lo com um pano para evitar contato da solução com a pele do operador, previnindo-se intoxicações.
c) Pulverize as paredes, as cercas e o piso das instalações.
DESINFETE AS INSTALAÇÕES UTILIZANDO VASSOURA DE FOGO:
A vassoura de fogo é um equipamento também conhecido com lança-chamas, que, ligado a um botijão de gás, funciona como um maçarico.
A " vassoura " deve ser passada na instalação uma vez por semana no sistema intensivo, e a cada trinta dias no sistema semi-intensivo.

Precaução: 

1 - nos materiais combustíveis ( madeira, plástico, fios) o lança-chamas deve ser passado rapidamente para evitar queima. 
2 - O registro do botijão dese ser fechado ao final de cada operação.

PRODUÇÃO DE CARNE CAPRINA: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS

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“PRODUÇÃO DE CARNE CAPRINA: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS

1. Introdução
Muito se tem falado sobre a caprinocultura de corte nacional, particularmente sobre o seu futuro, pois de seu passado todos reconhecem a importância social, embora raras vezes seja levantado um exemplo de um empreendimento de sucesso. Com a expansão da raça Boer, o interesse pela caprinocultura de corte tomou proporção jamais vista na caprinocultura de corte mundial e esse efeito pode ser claramente percebido no Brasil. Porém esse boom esteve em primeiro momento muito mais associado à venda de animais puros para reprodução do que à produção de carne propriamente dita. Embora essa visão seja a predominante, a cada dia evidencia-se que, para o desenvolvimento sustentável da atividade, muitos outros elementos devem ser adicionados à equação. Fica claro que a atividade só irá prosperar se evoluir como um todo, com os diversos elos da cadeia produtiva participando do processo e ser tratada como um agronegócio, ou seja, com profissionalismo e uma visão empresarial.
2. Situação atual da caprinocultura do Brasil e no mundo
Segundo a FAO (2001), o rebanho mundial de caprinos em 2000 era de 715.297.550 cabeças, das quais 96% estão em países em desenvolvimento, com apenas 4% nos países desenvolvidos. Há 40 anos atrás o efetivo caprino dos países desenvolvidos era de 31,7 milhões de cabeças, sendo atualmente de 29,1 milhões, o que representa um decréscimo de 9%, enquanto nos países em desenvolvimento esse número era de 315,9 milhões em 1961 e de 686,2 milhões em 2000, mostrando um aumento de 117%.
Atualmente a China é o maior rebanho mundial, com 148,4 milhões de cabeças, o que representa 20% do efetivo mundial. Em seguida vêm a Índia e o Paquistão. O Brasil fica na décima colocação, com um rebanho de 12.600.000 cabeças, cerca de 2% do rebanho mundial.
Com relação à distribuição do efetivo caprino brasileiro, pelos dados do IBGE (2001), referentes ao censo agropecuário de 1996, o quadro apresenta um padrão idêntico ao mundial. Considerando-se as regiões Sul e Sudeste como desenvolvidas e Norte, Centro-Oeste e Nordeste com o em desenvolvimento, 4% dos caprinos estão no primeiro grupo e 96% no segundo.
Vale ressaltar que 94% do rebanho nacional está na região Nordeste, onde prevalecem condições edafo-climáticas desfavoráveis. Nessa situação os caprinos assumem uma grande importância social, pois chegam a ser a única fonte de renda em determinadas circunstâncias e deles depende a sobrevivência de muitos nordestinos. Porém, talvez até mesmo associado a esse papel, o mesmo no Nordeste raras vezes a caprinocultura é vista como uma atividade de empresarial e é freqüentemente considerada uma atividade marginal, e não uma atividade de grande potencial econômico.
O próprio nordestino, criador de “bode”, evidencia claramente o seu procedimento associando uma imagem de maior status ao criador de boi, renegando a espécie que de fato o sustenta.
Nas demais regiões do país, onde o efetivo é muito maior, muitos assimilaram de maneira distorcida o conceito de “rusticidade” dos caprinos, imaginando que, se no Nordeste, onde as condições são precárias, se produz “bode”, os resultados obtidos em condições mais “favoráveis” seriam muito melhores. A realidade não é bem essa, e sob certos aspectos é mais difícil criar caprinos nas tais condições “favoráveis”.
3. Os novos cenários
Alguns conceitos vêm transformando radicalmente as atividades pecuárias de interesse econômico. Embora não se esquecendo do papel social da caprinocultura, essa nova realidade deve ser absorvida também por essa atividade. Deve-se enfocar:
- o “agronegócio da caprinocultura”, onde o objetivo não é produzir mais cabritos ou kg de carne por área ou por matriz: o objetivo é produzir mais lucro para o empresário. Logicamente, certos conceitos complementares não devem ser esquecidos, como sustentabilidade do investimento e a utilização de práticas ecologicamente adequadas. Diz respeito ao tratamento de uma atividade agropecuária como um negócio a “cadeia produtiva da caprinocultura”, onde deve estar clara a idéia de que ninguém está sozinho na atividade. No assunto em questão, a produção de caprinos envolve desde os fornecedores de insumos até o consumidor final, passando pelos serviços de extensão e pesquisa, abatedouros, açougues, supermercados, restaurantes, curtumes, indústria calçadista e de vestuário, entre tantos outros elementos que poderiam aqui ser mencionados.
No meio de tudo isso está o caprinocultor. Ele tem sido o foco das maiores atenções, mas o segmento menos organizado, que menos tem evoluído, que menos tem se tecnificado, e em conseqüência disso, o segmento que paga as contas. Acaba por sustentar os elos precedentes e posteriores da dita “cadeia produtiva”. A partir do momento que ele se conscientizar de que desenvolve um agronegócio, vai se preocupar com seu desenvolvimento econômico de uma forma mais abrangente, vai entender a importância da utilização de tecnologia mais adequada, e perceber que ao se reunir em associações e cooperativas ele beneficia o seu vizinho, mas que também é beneficiado com isso. Vai, então, visualizar com mais clareza que o sucesso de seus fornecedores depende do seu sucesso, e que ele também é responsável pelo sucesso do segmento para o qual fornece seu produto. Então entenderá que todos têm que participar da discussão do futuro da atividade. Se cada segmento der o seu quinhão de colaboração, todos se beneficiarão e a atividade poderá, de fato, prosperar.
Um dado importante e que deve ser a base de todo esse processo, é o mercado efetivo e o potencial, e o que vem acontecendo com ele. Se observado o que vem acontecendo no Brasil nos últimos 40 anos, o quadro é desanimador: o consumo de carne é rigorosamente o mesmo nas últimas 4 décadas. Se, por outro lado, for avaliado o mercado potencial, e comparando-se o histórico de outras carnes, algumas simulações feitas para a Região Sudeste indicam que, para alcançar o consumo médio mundial per capita de carne caprina, o rebanho dessa região deveria se multiplicar 40 vezes. Se consideradas as perspectivas do mercado mundial, em especial dos países árabes, que já por mais de uma vez fizeram sondagens da possibilidade de exportação do Brasil, evidencia-se um mercado potencial muito promissor.
4. Sistemas de Criação
Classicamente, existem três sistemas básicos de criação: intensivo, semi-intensivo e extensivo. Esses conceitos estão associados ao nível de tecnologia e produtividade, bastante elevada no primeiro, e precário ou quase inexistente no último. Portanto, a criação em pastejo rotacionado pode ser considerado um sistema intensivo, assim como a utilização racional da caatinga pode ser considerado semi-intensivo, da mesma forma que uma pastagem artificial utilizada sem uma manejo adequado pode ser considerada um sistema extensivo.
Qualquer sistema de criação deve considerar uma série de áreas de atuação. Todos os itens estão interligados e os resultados só serão satisfatórios se a atuação ocorrer em todos os segmentos, de forma contínua, organizada e coordenada, com o nível de esforço necessário e compatível com cada setor. Principalmente, é fundamental o conceito de adequação ao sistema de produção, ou seja, o que funciona em uma situação não apresentará necessariamente os mesmos resultados em um sistema com características diferentes.

4.1. Nutrição

Com relação à nutrição, o principal objetivo deve ser o de maximizar as potencialidades de cada região, aproveitando da melhor forma possível o que ela pode oferecer. Portanto, em regiões de terras férteis e clima favorável, deve-se considerar a utilização intensiva de insumos, buscando-se alta produtividade. Em regiões menos privilegiadas, deve-se buscar otimizar o seu potencial de produção sustentável, ou seja, o quanto é possível produzir, com investimentos passíveis de retorno, e de forma sustentável, sem degradar a vegetação existente e sem prejudicar o ambiente. Portanto, em algumas regiões haverá alimento suficiente para lotações de até 50 cabras por hectare e com animais prontos para o abate aos 4 meses de idade ou até menos. Em outras regiões, a lotação será medida em hectares por animal e o abate será muito mais tardio, pois caso se utilize uma lotação muito elevada, os alimentos disponíveis simplesmente se extinguirão em pouco tempo. Uma situação não é necessariamente melhor do que a outra. É, sim, mais ou menos adequada a cada realidade. A identificação da potencialidade de cada região deverá determinar as opções alimentares mais adequadas. 

4.2. Instalações
Com relação às instalações, deve-se, inicialmente, definir com clareza quais as suas finalidades: deve proteger os animais das intempéries climáticas e de predadores, dando-lhes maior bem estar, favorecer a rotina de trabalho e as práticas de manejo pertinentes. Deve ser muito bem planejada, pois sua vida útil é longa, normalmente superior a 10 anos, não raro chegando aos 30 anos. Um erro de concepção pode implicar em dificuldades operacionais que teriam sido evitadas com um pouco mais de cuidado e atenção. Além disso, esse é um investimento realizado na fase de implantação do projeto, quando normalmente o fluxo de entradas ainda não se estabeleceu, e implica em um elevado montante de recursos financeiros. Portanto, pode acarretar um impacto nos custos variáveis, uma vez que pode influenciar no desempenho dos animais e da mão-de-obra.
Outro aspecto a considerar são as particularidades de cada região, tanto no que diz respeito aos fatores climáticos, quanto no que diz respeito aos materiais disponíveis. Certamente as instalações utilizadas no Sertão de Pernambuco serão diferentes das necessárias para a Zona da Mata Mineira ou do Brejo Paraibano.
Com relação ao nível de investimento, mais do que nunca se deve considerar sua relação benefício:custo, logicamente atrelado à disponibilidade de recursos. Ainda, vale ressaltar que as instalações não melhoram ao longo do tempo. Muito pelo contrário, pioram, se desgastam, se deterioram, sendo algo complexo e oneroso sua recuperação ou melhoria, diferente do que pode ser feito com os demais itens.
4.3. Sanidade
A sanidade do rebanho deve ser considerada em vários aspectos e momentos. No início da atividade, a preocupação deve ser definir com bastante clareza os cuidados a serem tomados, para começar com o rebanho "limpo". Esse é o melhor momento, talvez o único, para evitar a entrada de importantes problemas sanitários no rebanho. A idéia de que no início da atividade não há necessidade de se preocupar muito com esse aspecto, que depois que as coisas tiverem mais organizadas é possível “limpar” o rebanho, é totalmente equivocada. Ainda nesse contexto, sempre que possível é conveniente a utilização de rebanho “fechado”, ou seja, rebanhos onde, após a aquisição inicial de animais, só sai, entrando apenas animais utilizados para o melhoramento genético do rebanho. Nessa situação, minimiza-se o risco de entrada de novas doenças no rebanho.
Além das doenças, deve-se preocupar com caracteres indesejáveis no rebanho. É o caso da politetia, por exemplo. É uma característica hereditária que, uma vez introduzida, dificilmente será erradicada. Outro aspecto diz respeito aos chifres: se a opção for por trabalhar com animais mochos ou descornados, a presença de alguns animais chifrudos poderá vir a ser um transtorno. Além disso, ao se utilizar fêmeas mochas deve haver um cuidado especial na escolha dos machos, para se evitar problemas de intersexualidade. Esses cuidados devem ser ainda maiores quando se utiliza machos naturalmente mochos.
A outra linha de atuação diz respeito aos problemas sanitários introduzidos no criatório, muitos dos quais inevitáveis. Para eles, deve-se estabelecer práticas de rotina adequadas, para minimizar o seu impacto. Em alguns casos o correto é a erradicação da doença. Em outros, o razoável são as práticas que minimizam os prejuízos e que permitam um convívio aceitável com a doença.
Portanto, de uma forma geral, esse assunto deve freqüentemente ser considerado, desde o início da atividade e durante todo o seu transcorrer. Um momento de descuido pode colocar abaixo anos de trabalho sério e cuidadoso.

4.4. Reprodução

O desempenho reprodutivo determina, em grande parte, a quantidade a ser comercializada e é através dela que o melhoramento genético se efetiva. Da fertilidade, principalmente quando associada à prolificidade, depende o número de animais nascidos. Mas de uma boa habilidade materna depende o número e as condições em que os cabritos são desmamados.
Alguns procedimentos simples podem ter um importante impacto em seu desempenho, como separação das crias antes de entrarem na idade reprodutiva, para evitar cruzamentos indesejáveis, escolha e manejo adequado dos reprodutores, suplementação alimentar estratégica.
Práticas mais sofisticadas permitem uma importante aceleração nos resultados, mas exigem uma grande organização do rebanho e níveis de investimento mais elevados. Encontram-se nessa situação a inseminação artificial e a transferência de embriões. A primeira deve se popularizar mais rapidamente, ainda porque é fundamental para programas de melhoramento mais consistentes. A segunda, ainda por um bom tempo, deverá ficar restrita aos criatórios de elite, que comercializam reprodutores e matrizes.
De qualquer forma, mais uma vez o fundamental é definir quais as exigências e as potencialidades de cada sistema, e determinar as práticas de manejo reprodutivo mais adequadas a cada um.

4.5. Manejo

As práticas de manejo são totalmente dependentes do sistema de criação adotado, e devem ser definidas em sua função. Um conceito que deve ficar claro é que a produção de carne deve ser desenvolvida em sistemas bem mais simples do que a produção de leite. Como a receita por matriz é substancialmente menor, o custo também deve ser reduzido ao mínimo, para que o investimento se viabilize. Esse aspecto leva a um outro ponto importante: a questão da escala, que deve ser bem maior na caprinocultura de corte do que na de leite.
As práticas de manejo estarão intimamente associadas a esses conceitos, pois na produção de carne um homem deverá ser responsável por um número de animais muito maior do que na exploração de leite. Isso implica em encarar a atividade de uma maneira mais massal e simplificar ao máximo as diversas operações. Logicamente, sistemas mais intensivos terão uma maior demanda de mão de obra, mas isso deverá estar vinculado a um aumento de receita compatível.

4.6. Melhoramento genético

Esse certamente é um ponto crítico. Ele está intimamente ligado com todos os tópicos até aqui abordados. Da mesma forma que não existe o alimento perfeito, não existe a raça perfeita. Existe, sim, a raça, ou, talvez melhor, o tipo de animal mais adequado a cada sistema de produção. Porém, estranhamente, muitas vezes esse é o primeiro tema a ser considerado pelo interessado em ingressar na atividade. Na realidade, deveria ser um dos últimos, vindo depois de um levantamento cuidadoso das potencialidades e limitações de cada situação.
Segundo Gipson, “todos os caprinos são caprinos de corte”, uma vez que pode ser abatido e consumido. E esse conceito é compartilhado por muitos. Porém, quando se encara a caprinocultura de corte por um prisma empresarial, dando-lhe o enfoque de uma atividade especializada, existem muitas características desejáveis nos animais para que se obtenha bons resultados.
Deve-se buscar animais com um bom rendimento de carcaça, com uma proporção músculo:gordura:ossos adequada e com uma boa distribuição do músculo na carcaça. Ou seja, é conveniente um elevado rendimento de uma carcaça com um bom volume de músculo e a gordura necessária para garantir sua suculência, conservação e sabor, com uma maior proporção de deposição muscular nos cortes mais nobres.
Porém, isso não basta: não se pode esquecer a qualidade dessa carne. Nesse item devem ser consideradas as características visuais, sensoriais e nutricionais. Em outras palavras, o consumidor deve olhar para a carne e se sentir atraído por ela, mas essa manifestação favorável deve permanecer quando de seu consumo, com o atendimento às suas expectativas em termos de paladar. Se ainda for uma carne com aspectos nutricionais atraentes, como baixos níveis de colesterol, tanto melhor.
Mas não basta: é fundamental um bom ritmo de crescimento, situação em que devem ser considerados os pesos e os ganhos em peso para diferentes idades. Muitas vezes os menos avisados se impressionam com reprodutores muito grandes e pesados, mas se esquecem que não é esse o tipo de animal habitualmente consumido. Portanto, deve-se buscar aquele animal que apresente melhor desempenho para o peso de abate exigido pelo mercado em questão.
As características reprodutivas também devem ser consideradas, buscando-se animais que não sejam sazonais, com uma boa fertilidade e prolificidade, com um pequeno intervalo de partos e cabras com uma boa habilidade materna, que permitam a obtenção de um bom número de cabritos desmamados por cabra.
Em outras palavras, é desejável que uma boa proporção das cabras conceba, mas que além disso seja gerado um bom número de cabritos por parto e que esses nascimentos ocorram com regularidade ao longo do ano. Mas não basta nascer: a cabra deve ser capaz de cuidar bem de sua(s) cria(s), favorecendo o seu desmame em boas condições.
Se o intervalo de partos for curto, melhor ainda: o número de partos e conseqüentemente de crias desmamadas será maior ao longo da vida produtiva da cabra.
Outros aspectos que também devem ser considerados são adaptabilidade e resistência a doenças. Os animais devem se adaptar e produzir de maneira eficiente em diferentes condições climáticas e de manejo, sendo pouco susceptíveis a problemas sanitários como endoparasitoses.
Uma vez conhecidas as características desejáveis nos animais destinados à produção de carne, deve-se avaliar o material disponível na região ou para importação, para decidir com o que trabalhar. Ao se estudar a necessidade de importação de animais deve-se antes de tudo, comparar o desempenho da população existente e dos produtos de cruzamentos com a raça importada em questão. Se o desempenho da população local for superior, não se justifica a importação, partindo-se então para a seleção do material disponível. Caso os cruzamentos com a raça exótica apresentem resultados superiores, deve-se avaliar que proporção dessa raça apresenta o melhor desempenho. Se forem os animais puros, o caminho são os cruzamentos absorventes; se forem animais cruzados, a informação necessária é qual a proporção de cada raça que permite o melhor desempenho. De um estudo sério e cuidadoso, buscando respostas a essas questões, é que deve partir a orientação da importação ou não de uma nova raça e a forma mais adequada para a sua utilização. Vale lembrar que na avaliação da melhor raça, ou proporção de raças, o que deve ser observado é o desempenho econômico dos produtos.
Hoje existe uma verdadeira apologia aos caprinos Boer, raça de origem sul-africana que tem sido aclamada pelo mundo como a grande produtora de carne dos caprinos. De fato, trata-se de uma raça com excepcionais características: uma excelente carcaça, animais com um bom desempenho, mas o que de fato se conhece dessa raça nos dias de hoje? Embora o volume de informações disponíveis nos mais variados veículos de comunicação seja enorme, aquelas de boa qualidade, provenientes de trabalhos de pesquisa sérios e isentos, são raras. E mais: é difícil identificar dentre um volume tão grande de informações no que de fato se pode confiar.
Uma informação equivocada que é freqüentemente apresentada com relação à raça Boer é de que ela é a única raça caprina especializada para corte. Ela pode até ser a melhor, mas certamente não é a única. Dentre outras, pode-se mencionar a Kiko, a Miotônica, a Spanish, a Savana e a própria Pigmy, além da Anglo Nubiana, considerada uma raça de dupla aptidão por excelência.
Dentre as raças utilizadas para produção de carne caprino, no mundo, podem ser citadas:
¨ Boer – A raça Boer tem esse nome por ser a palavra alemã que representa carne. Provavelmente é derivada de cabras indígenas africanas com possível contribuição de raças indianas e européias, no século passado. Os caprinos Boer “melhorados” surgiram no início deste século, quando um grupo de criadores iniciou a criação de um caprino tipo carne com boa conformação, alta taxa de crescimento e fertilidade, pelo branco curto e marcações vermelhas na cabeça e peito. Desde 1970 esta raça foi incorporada ao Esquema Nacional de Teste de Desempenho de Ovinos e Caprinos de Corte da África do Sul, o que faz com que seja a única raça caprina envolvida efetivamente em teste de desempenho para produção de carne. São animais grandes, com altura de 82 a 90 cm para machos e 65 a 80 cm para fêmeas. Quanto ao peso, os machos pesam de 80 a 90 kg e as fêmeas entre 50 e 70 kg, ainda que possam alcançar pesos maiores. Tem orelhas pendentes e chifres. Originalmente tinha pêlo curto de cores variadas, mas atualmente é preferivelmente branca com cabeça e peito vermelhos.
¨ Kiko – Esta raça australiana de corte foi desenvolvida em duas décadas de seleção intensiva. Foi iniciada pelo cruzamento de cabras australianas selvagens (já descritas) com bodes de raças leiteiras (especialmente Anglo Nubiano), com a primeira geração de progênie fêmea sendo selecionada para conformação geral, vigor, temperamento, prolificidade, taxa de crescimento e, especialmente, tamanho e, então, retrocruzadas com bodes leiteiros. A palavra Maori para carne é “kiko”.
¨ Miotônica ou Tennessee – São animais de tamanho médio, com pelagem branca, preta ou em faixas. Conta a história que todos os caprinos dessa raça nos Estados Unidos descendem de 4 animais deixados no Tennessee no início do século. São animais que sofrem de um miotonia hereditária, que faz com que os membros animais por vezes fiquem rígidos, por alguns segundos.

¨ Spanish – São caprinos com origem não necessariamente espanhola ou mexicana, encontrados inicialmente no Texas, vêm de uma herança mista, havendo pouca padronização na aparência ou desempenho. Geralmente apresentam orelhas curtas. 

¨ Australiana e Neo-zelandeza selvagem – Não são genuinamente selvagens, mas sim animais domésticos que fugiram ou foram libertados. Se intercruzaram amplamente com a maioria das raças, formando um grupo heterogêneo. Apresentam baixa produtividade nas condições em que vivem, mas têm considerável potencial para maiores produções em ambiente mais favorável. Tem sua importância pela sua disponibilidade e número, sendo abatidos e exportados para diversos países.
¨ Pigmy – É uma raça originária das West African Dwarf e apresentam principalmente uma coloração denominada Agouti, com marcas dorsais e faciais escuras. São animais pequenos, pesando de 15 a 25 kg. É um caprino resistente e adaptável a diversos climas. Também são utilizados como “pets”.
¨ Anglo Nubiana – É considerada uma raça de dupla aptidão (carne e leite). Esta raça foi desenvolvida na Inglaterra a partir de raças indianas, africanas e européias leiteiras. São animais grandes, onde as fêmeas podem chegar a 90 kg e os machos, 140 kg. Com pelagem de qualquer coloração ou padrão, têm orelhas longas e pendentes.
Contudo, não há muitos resultados disponíveis na literatura de resultados de desempenho, no Brasil, da maioria destas raças. Na tabela abaixo podem ser observados alguns resultados das mesmas.
Em termos de Brasil, especial atenção deve ser dada às raças nativas, como Moxotó e Canindé, e a grande maioria do rebanho nordestino, que não apresenta uma padronização, mas apresenta uma série de características comuns e que constituem o grande efetivo nacional.
5. Considerações Finais
Se as considerações finais fossem baseadas na situação atual da caprinocultura de corte nacional, nos índices de produtividade alcançados pelos produtores e na adequação dos sistemas às diferentes realidades, o quadro seria desanimador. A outra alternativa é considerar o potencial do Brasil para o desenvolvimento dessa atividade, o tamanho do rebanho nacional e as perspectivas de mercado nacional e mundial. A opção mais adequada parece ser reconhecer as limitações atuais da atividade, tanto no campo tecnológico quanto de organização, para determinar onde há necessidade de maior atenção e investimento, seja por parte dos produtores, seja por parte dos fornecedores de insumos, consumidores e governo. Se isto for feito de maneira séria e organizada, o Brasil poderá, em breve, ser o mais importante país no cenário da caprinocultura de corte mundial. Se isso não for feito, se prevalecer o interesse de uns poucos, de grandes lucros hoje e nenhuma preocupação com o amanhã, a caprinocultura será mais uma atividade mal explorada, onde poucos ganharão muito e a maioria esmagadora amargará repetidos prejuízos, será mais um vazio no cenário nacional...

30 de jul de 2015

A ARTE DE INCUBAR OVOS



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Sala de Ovos

Na Sala de Ovos, os cuidados vão desde o recebimento, até o momento de colocar os ovos na incubadora. Como fazer o recebimento, classificação, armazenagem e momento de incubação dos ovos.
Recebimento dos ovos
O ideal para se receber os ovos no incubatório é no período em que os funcionários possam executar os procedimentos de fumigação de forma correta, evitando-se que os ovos permaneçam no fumigador por muito tempo, quer sejam fumigados ou não.
Os cuidados no armazenamento dos ovos na granja devem ser estendidos ao transporte, evitando-se que os ovos sofram durante o trajeto da granja para o incubatório, principalmente quando as distâncias forem superiores a 30 km e estradas ruins.
Ovos estocados na granja em salas climatizadas devem ser transportados em caminhões com isolamento térmico para evitar possíveis condensações da casca em função das diferenças de temperatura.
Na fumigação de ovos resfriados na granja, deve-se evitar os aquecimentos prolongados no fumigador, também para evitar possíveis condensações da casca e aumentar a ação de desinfetante nos pontos condensados e que possam causar mortalidades embrionárias acima do normal.
a) Fumigação
No recebimento dos ovos são necessários alguns cuidados específicos para que os ovos não sofram interferências de temperatura e fumegantes que podem causar mortalidades embrionárias.
 Temperatura de Fumigação: 25 à 30 graus Celsius
 Umidade relativa: 55 à 70%
 Tempo de exposição: 10 à 20 minutos
 Concentração de desinfetante: A concentração de desinfetante não devem ultrapassar a DOSE TRÍPLICE (quando os ovos não foram fumigados nas granjas) e DOSE SIMPLES (para ovos fumigados nas granjas).
Obs .: Os cuidados com a temperatura e umidade devem ser observados e sempre que possível mantidos porém, quando os sistemas instalados não atenderem a necessidade de aquecimento e umidificação em até 10 minutos antes de iniciar FUMIGAÇÃO, é melhor para o embrião que não se espere mais tempo e a FUMIGAÇÃO seja iniciada imediatamente (épocas de frio e ovos mantidos em câmara fria nas granjas).
Fumigação Simples/MT3
Formol: 14 cc
Permanganato de Potássio: 7 g
Paraformaldeído: 2 g
Obs .: não deixe os ovos dentro do fumigador mais do que o tempo necessário para a fumigação e exaustão (máximo de 50 minutos totais), pois podem aumentar a ocorrência de mortalidades embrionárias precoce devido ao tempo exposto ao formol e à temperaturas não ideais para o estoque dos ovos.
b) Conferência de Ovos
Os ovos após a fumigação são levados para a sala de ovos onde devem ser separadas por lote e data da produção conferidas as quantidades e comparadas com as informações recebidas da granja, depois devem aguardar o momento de classificação.
Obs. 1 : algumas empresas conferem os ovos antes da fumigação.
Obs. 2 : cuidados para não misturar lotes e datas de produção.
Classificação dos ovos
As classificações dos ovos variam de acordo com as atividades afins de cada empresa, obedecendo a regras nem sempre consideradas como ideais, atendendo muitas vezes a necessidade de redução de mão de obra, os gerentes são envolvidos e, nem sempre a qualidade do produto final é considerada.
A classificação dos ovos deve atender a critérios básicos como:
a) Separação por faixa de pesos
Mercado Aberto (Vendas)
1) 50 a 56 g
2) 57 a 66 g
3) 67 g ou acima
Integração
1) 48 a 54 g
2) 55 a 62 g
3) 63 g ou acima
Obs: as faixas acima descritas podem ser alteradas de acordo com condições de vendas e ou de bases de aproveitamento de ovos e também o tipo de equipamentos (incubadoras e bandejas) disponíveis.
b) Qualidade da casca
(porosa enrugada, trincas)
Limpeza
A higiene dos ovos é fator primordial para que os pintos possam nascer sem problemas sanitários (onfalite, aspergilose).
Ovos de postura de chão ou limpados, devem ser de preferência incubados separados, pois o risco de apodrecimento é maior, levando a contaminações das incubadoras.
Idade das matrizes
Manter os ovos de diferentes idades de matrizes, incubados em máquinas diferentes para que se possam controlar os horários de carregamento e também as temperaturas e umidades das máquinas é importante para se conseguir melhor qualidade dos pintos no nascimento.
Estocagem
As condições de estocagem dos ovos podem determinar uma eclosão BOA ou RUIM.
A condição ideal para a estocagem dos ovos deve atender a:
 Dias de estoque
 Idade das matrizes
 Linhagens (postura ou corte)
Como padrão médio podemos considerar como condições boas as temperaturas entre 18 a 21 graus Celsius para ovos estocados até 7 dias e umidade relativa entre 70 a 85%.
Quando a estocagem for superior à 7 dias, a temperatura deve ficar entre 16 à 18 graus Celsius.
Lotes de matrizes novas devem ser incubados a partir do terceiro dia de produção e lotes de matrizes velhas (mais de 48 semanas) devem ser incubados entre 2 e 4 dias de produção para que se obtenha o melhor resultado de eclosão.
Obs. 1 : Estoques maiores devem ser considerados com perdas na eclosão.
Obs. 2 : Ovos considerados comerciais ( defeitos de casca, sujos, etc ), podem e devem ser incubados como ovos reaproveitados, otimizando os custos de produção; Estes ovos necessitam de cuidados específicos como incubação em máquinas separadas e acompanhamento da parte sanitária.
Preparação da carga
É importante que alguns itens sejam considerados para o carregamento dos ovos:
 Datas de produção
 Idade das matrizes
 Horário previsto para a retirada dos pintos
 Época do ano
 Pré-aquecimento
 Linhagem
 Número de pintos por cliente
Incubação de ovos sala de máquinas
Neste encarte técnico sobre incubação, vamos analisar vários procedimentos e lembrar alguns detalhes muitas vezes esquecidos no dia a dia do incubatório.
Após a preparação da carga, os ovos devem ser transferidos para a sala de máquinas incubadoras para os procedimentos de incubação.
Horário de incubação O horário para a incubação dos ovos deve ser determinado em função da idade da matriz, tempo de estocagem dos ovos, época do ano, horário previsto para o início dos trabalhos com os pintos e também os horários predeterminados para a entrega dos pintos nas granjas.
O tempo previsto para o nascimento dos pintos (período de incubação + nascedouros) gira em torno de 496 horas para épocas de verão a 510 horas no inverno; Outros fatores poderão influir também no tempo total de incubação:
1. Temperatura e umidade das salas A temperatura ideal das salas de incubação gira em torno de 22 a 28 graus Celsius com uma umidade relativa em torno de 60%;
Obs. : Temperaturas abaixo ou acima das faixas recomendadas poderão causar atrasos ou adiantamentos no nascimento;
A umidade relativa das salas com níveis abaixo de 50% poderá exigir um tempo de funcionamento maior dos bicos pulverizadores das incubadoras mantendo a temperatura de operação da incubadora abaixo do normal e aumentar o tempo de incubação.
2. Renovação de ar das salas
A taxa de renovação de ar das salas deve atender as necessidades de troca de ar das incubadoras mais a troca de ar do ambiente; Podemos considerar que para cada 1000 ovos incubados, precisamos de aproximadamente 200 m³ de ar por dia.
Exemplo:
Casp CM125 = 200x124.000/1000 = 24.800 m³ /dia ou
1000 m³ /hora
Petersime 576 = 200x57.600/1000 = 11.520 m³ /dia ou
500 m³ /hora
Obs. : A taxa de renovação de ar total da sala de incubação deve ficar entre 15 trocas para épocas frias e até 30 trocas para épocas de calor. Com temperatura estável em 24 graus Celsius a taxa de renovação de ar pode ficar em torno de 22 trocas/hora.
3. Tipo de Incubadora
As incubadoras podem influir no tempo total de incubação em função de regulagens de ventilação, perdas de caloria nas incubações e nas transferências.
Incubadoras de grande capacidade de ovos quando mal reguladas, podem variar o tempo total de incubação com maior intensidade que incubadoras de média capacidade.
4. Temperatura de operação das incubadoras
As temperaturas das incubadoras podem interferir no tempo de incubação em até 2 horas por fração de graus Celsius.
Temperaturas baixas atrasam o nascimento dos pintos e podem aparecer muitos pintos BALOFOS, com umbigos mal cicatrizados e muitos ovos bicados com pintos vivos sem sair da casca;
Temperaturas altas adiantam o nascimento e podem causar grande número de pintos refugos com umbigos mal cicatrizados, pintos mortos nas bandejas e também grandes quantidade de embriões mortos entre 19 e 21 dias.
5. Tempo de estocagem dos ovos
O tempo de estocagem dos ovos antes da incubação não deve ultrapassar 7 dias, sendo que o ideal é incubar os ovos entre 2 e 5 dias;
Dependendo da idade das matrizes e dias de estocagem, o tempo de incubação pode aumentar em até 6 horas. Exemplo:
IDADE MATRIZ DIAS ESTOQUE HORAS INCUBAÇÃO
35                                             5                                     0
35                                             8                                     2
35                                             10                                   4
50                                             3                                     0
50                                             5                                     2
50                                             8                                     4
6. Idade das matrizes
Manter as diferentes idades das matrizes em incubadoras separadas facilita as regulagens de temperatura, umidade e ventilação, permitindo maior uniformidade do nascimento.
7. Linhagem
Linhagens diferentes, sempre que possível, devem ser incubadas em máquinas separadas, pois existem diferenças entre as linhagens que podem alterar as condições gerais do nascimento:
 Tamanho do ovo
 Qualidade da casca
 Cor (escura e clara)
8. Fumigações
O programa de fumigações nas incubadoras deve atender os objetivos de um bom controle sanitário sem provocar mortalidades embrionárias.
Dosagens recomendadas:
Formol + Permanganato de Potássio:
Formol = 14 cc por m³
Formol = 14 cc por m³
Tempo = 6 a 10 minutos
Paraformaldeído:
Paraformaldeído = 2,5 g por m³
Tempo = 10 minutos
Pano de Gase:
Pano de gase = simples 5 ml por m³
Tempo = 15 minutos
9. Hora correta para a fumigação
O melhor horário para se fazer a fumigação nas incubadoras com um mínimo de mortalidades embrionárias fica entre 12 e 18 horas após a 1ª carga da semana para máquinas de estágio múltiplo de 6 (duas cargas na semana).
Exemplo: cargas nas 2ª e 5ª feiras as 6:00 h da manhã; fumigação é na 2ª
feira entre 18:00 e 24:00 h. Para incubadoras com apenas 1 carga na semana, fazer a fumigação entre 12 e 18 h após a carga dos ovos.
Nascedouros
Vários fatores devem ser considerados importantes na qualidade dos pintos:
 Limpeza Geral;
 Desinfecção;
 Transferência e regulagens (ventilação/temperatura/umidade);
 Horário de retirada dos pintos.
 Limpeza geral
Começa na limpeza geral dos equipamentos e da sala após o nascimento dos pintos para a manutenção da qualidade dos pintos do próximo nascimento, pois a higiene/sanitária é fator fundamental na qualidade dos mesmos.
Iniciar a limpeza pulverizando uma solução desinfetante para diminuir a poeira em suspensão, retirar toda a sujeira grossa com o auxílio de vassoura e lavar com água, sabão e bucha. É importante que a limpeza seja complementada com a limpeza dos painéis elétricos usando pistola de ar comprimido.
A limpeza do teto externo dos nascedouros precisa ser cuidadosa para evitar que fiquem pontos sem a devida limpeza e também não sejam afetados os equipamentos instalados na parte superior dos nascedouros (sistema abertura de ventilação, motores, base dos termostatos, solenoides, etc).
Desinfecção após a lavagem, desinfetar os nascedouros, carrinhos e
bandejas com solução desinfetante (800ppm), usando bomba de pressão (usar 10 litros de solução por nascedouro e 10 litros de solução a cada 100 m³ de sala).
Exemplo: Sala com 6 nascedouros e metragem de 11x10x4 = 440 m³. Usar mais ou menos 100 litros de solução desinfetante.
Após a desinfecção geral da Sala e dos nascedouros, ligar os nascedouros para a secagem.
Obs: A desinfecção úmida bem feita após a lavação, substitui a fumigação tríplice com formol antes da transferência.
Após a transferência, temos várias opções de desinfecção:
A mais usada é a desinfecção com formol líquido, através de evaporação contínua, com trocas entre 06 a 08 horas, usando 10 ml de formol por metro 3 de área de nascedouro. Obs.: é também a mais combatida devido as restrições ao uso do formol.
Os sistemas automáticos de desinfecção úmida através de pulverizadores instalados dentro dos nascedouros, ainda funcionam de forma experimental, principalmente por falta de equipamentos adequados e também por falta de avaliações técnicas (e implicações diretas na qualidade dos pintos), dos desinfetantes mais usados nas desinfecções dos incubatórios (quaternários de amônia, glutaraldeídos).
Obs: O volume de solução desinfetante usada dentro do nascedouro deve ser equivalente 0,2 ml x mt 3 x hora de produto base, a concentração da solução deve ser de 300 ml produto base (50% concentração produto ativo) x 20 litros água.
Exemplo: 01 nascedouro com 20 m³ de área:
20 m³ x 0,2 ml = 4 ml produto base por hora
1 litro de solução = 15 ml produto base
Pulverizar 270 ml solução desinfetante por hora.
Obs: Na preparação da solução desinfetante , observar a concentração do produto ativo e padronizar para base de 50%, usando a fórmula abaixo para determinar a quantidade de produto base para 20 litros água:
Exemplo:
Produto base para 20 l de água = (300/y) x 50
Onde y = 80% produto ativo
(300/80) x 50 = 188 ml
Nova solução = usar 188 ml do novo produto em 20 litros de água.
Produtos a base de peróxidos e ácidos acéticos, usar 300 ml x 20 litros de água (para produto base com concentração de produto ativo de 15% ).
Transferência e regulagens
A transferência deve ser feita com 19 dias, ou seja, com 456 horas completas de incubação. É prática comum, nos finais de semana, fazer as transferências dos ovos com 18 dias de incubação. Este manejo pode reduzir a mão de obra nos finais de semana, mas pode causar perdas de eclosão quando não observados alguns cuidados:
 Ritmo de trabalho: o ritmo do trabalho deve ser moderado para evitar batidas nos ovos e provocar estresse.
 Temperatura sala: cuidar da temperatura (mínimo de 25 Graus Celsius) e também da ventilação da sala durante a transferência.
 Temperatura/umidade do nascedouro: o ideal é manter a temperatura e a umidade do nascedouro com os valores iguais aos da incubadora até completar 19 dias de incubação, evitando possíveis atrasos do nascimento.
 Regulagem ventilação: a entrada e saída de ar do nascedouro devem ser reguladas para um mínimo de trocas (máximo de 10 trocas por hora).
Os cuidados acima descritos devem ser base também para as transferências nos horários normais, menos as regulagens de temperatura e umidade que devem ser:
 Temperatura: 98 a 98,5 graus Fahrenheit.
 Umidade: a regulagem de umidade nos nascedouros depende de muitos fatores, podendo ir de 84 até a 90 graus Fahrenheit.
As condições para as regulagens serem alteradas estão nas diferenças de:
Idade da matriz: matriz no início de produção (casca muito espessa com pouca liberação de umidade) e também no final de produção (ovos muito grandes e com muito líquido para ser eliminado) podem ter regulagens de umidades mais baixas.
Qualidade da casca: a qualidade da casca pode influir diretamente nas trocas de temperatura e perdas de umidade dos ovos durante o período de incubação.
Linhagem: algumas linhagens têm maior dificuldade em eliminar líquido durante o período de incubação, necessitando uma umidade mais baixa durante a incubação, ou então, ser trabalhada uma regulagem de umidade mais baixa nas primeiras horas de nascedouros.
Umidade de incubação: a umidade de nascedouro deve ser de 01 a 02 graus Fahrenheit acima da umidade de incubação, (menos nas transferências feitas com 18 dias onde a regulagem deve ser mantida até completar os 19 dias de incubação).
Horário de retirada dos pintos
Tempo ideal de incubação = 496 a 510 h. O horário de retirada dos pintos deve ser estabelecido para que os pintos sejam retirados e processados num período máximo de 18 horas, e as entregas (expedição) sejam feitas até um máximo de 36 horas entre a retirada dos pintos, o processamento e a chegada à granja destino.
Algumas empresas retiram, processam e expedem os pintos num período bem mais curto (10 a 15 h), isto é possível no caso de integrações, porém é importante que os pintos processados desta forma estejam mais adiantados na hora do saque para evitar que os eles não tenham a vivacidade necessária nas primeiras horas de granja. Também é importante que os pintos sejam soltos com um mínimo de 6 horas de luz natural para a acomodação na granja.

SALA DE PINTOS

(seleção, sexagem, vacinação, condições de armazenagem, temperatura umidade e ventilação da sala, expedição dos pintos).
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Os manejos de Sala de Pintos dependem da atividade comercial da EMPRESA.
Os processos de: seleção, sexagem, vacinação e horários de entrega dos pintos, devem atender as necessidades COMERCIAIS básicas.
1. Procedimentos
Retirada dos pintos:
A retirada dos pintos deve obedecer a critérios determinados para o manejo dos pintos conforme programa de incubação, manejos específicos como sexagem e horários de expedição.
Fatores importantes a serem considerado e que, devem ser determinados ainda no momento da incubação são: linhagem, tipo do ovo (faixa de peso e formato), idade da matriz data da postura (estoque).
Linhagem:
Linhagens diferentes precisam de condições diferentes (temperatura, umidade e tempo de incubação).
O motivo principal é a Pigmentação (casca escura tem maior dificuldade em trocas internas / externas e precisa de mais horas de incubação).
Tipo do ovo:
Formato:
Fórmula:
Altura/largura (ovos com formatos fora do padrão aumentam o tempo de incubação e têm maiores índices de mortalidades embrionárias em todas as fases de desenvolvimento dos embriões).
Formato Eclosão Diferença
< 70 90 % 10 %
70 a 74 95 % 4 a 6 %
75 a 79 100 % 0 %
> 80 100 % 8%
Obs.:
Para achar o padrão dos ovos de um lote, pegar 100 ovos da postura do dia (10 ovos por caixa aleatoriamente) e fazer a medição com a ajuda de um paquímetro. O lote estará dentro de um padrão considerado normal quando 80% dos ovos estiverem entre 75 a 79 de índice.
Faixa de peso:
A melhor faixa de peso dos ovos para a incubação está entre 56 e 70 gramas.Faixas de peso diferentes, alteram condições operacionais internas das incubadoras, aumentando ou diminuindo tempo total de incubação.
Idade da matriz
De acordo com a idade da matriz, o tempo de incubação vai se alterando de forma que, durante as 8 semanas iniciais, os nascimentos tendem a atrasar devido ao tamanho do ovo e qualidade da casca (espessura) e, após 30 semanas de produção, atrasam devido ao tamanho do ovo e a quantidade de líquido que deve ser eliminado durante o período de incubação.
Algumas linhagens, devido à qualidade da casca e tamanho do ovo, podem atrasar o nascimento em até 06 horas.
Data de postura (estoque)
O estoque de ovos influi diretamente no tempo total de incubação (ver quadro no capítulo "Incubação de Ovos Sala de Máquinas").
2. Retirada dos Pintos
Obs. 1 :
Quando dois ou mais lotes estiverem prontos ao mesmo tempo, a retirada dos pintos deve começar pelo lote de matrizes mais novas.
Obs 2 :
Retirar os pintos de acordo com a planilha de incubação dos ovos e planilha de expedição dos pintos, observando os manejos determinados para o cliente como sexagem e vacinação.
3. Seleção
 Visual (aspecto visual dos pintos penugem)
 Bicos e olhos
 Pernas
 Umbigo (contaminação)
 Tamanho
 Hidratação
Grande número de incubatórios fazem os manejos de seleção, em conjunto com a retirada dos pintos e após a execução dos demais manejos (sexagem, vacinação), fazem um repasse de seleção.
A qualidade deste tipo de seleção depende de alguns fatores:
 Faixas de separação tipos dos ovos
 Horário correto de retirada
 Idade das matrizes
Obs: toda seleção pode ser bem ou mal feita, o que vai determinar a qualidade da seleção é o treinamento e a qualidade da mão de obra.
4. Sexagem
A sexagem dos pintos de corte é determinada por manejos de criação e abate dos frangos; A sexagem provoca estresse nos pintos como também pode causar lesões de asa e abdômen, levando a um quadro de:
 Aumento da mortalidade inicial
 Condenação de asa no abate
Obs. 1 : É importante ressaltar que a sexagem dos pintos deve ser complementada com a criação dos frangos separados nas granjas, com fornecimento de ração adequada ao sexo e delineamento de abate com ênfase aos ganhos específicos de cada sexo.
Obs. 2 : Alguns criadores de frango (independentes e até integrações), exigem os pintos sexados apenas para ter ¨certeza¨ de que está recebendo meio a meio de machos e fêmeas.
5. Vacinação
A vacinação no incubatório é obrigatória contra a Doença de Marek, porém, a maioria dos pintos de corte é vacinada também contra a Doença de www.fazendacalifornia.com | E-mail:
fazendacalifornia@fazendacalifornia.com
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Gumboro e, durante o período de calor e chuvas (setembro a março), também podem ser vacinados contra a Bouba Aviária.
Vacinação de Bronquite não é comum e deve ser analisado caso a caso,
quando for solicitado pelo cliente, pois alguns cuidados devem ser tomados
para evitar problemas de transmissão horizontal (repicagem) do vírus vacinal dentro do setor de incubação: • A vacinação de Bronquite deve ser o último manejo com os pintos antes da expedição.
 Fazer a vacinação fora do prédio do incubatório.
 Todos os pintos que estiverem na sala devem ser vacinados (quando somente parte dos pintos serão vacinados, primeiro deve ser feita a expedição dos pintos que não serão vacinados para depois proceder a vacinação) e desinfetar a sala.
Equipamentos de apoio:
 Geladeira
 Banho maria
 Fogão
 Panela de pressão
 Vacinadoras
Preparação da vacina
Após a esterilização dos materiais de uso na vacinação (seringa, agulha, mangueira), iniciar a preparação da vacina.
 Adição de Antibióticos (*)
 Adição de Gumboro
 Adição de Bouba Suave
 Adição de Marek
(*) Obs.: Quando for necessário o uso de Antibióticos junto a vacina, a adição do Antibiótico deve ser feito em primeiro lugar e com tempo suficiente para que haja estabilidade do pH e, não interfiram na qualidade da vacina. (gentamicinas precisam de um mínimo de 20 minutos para estabilizar o PH ).
Vacinação
Qualidade da aplicação
Podemos considerar uma vacinação bem feita quando, nos testes de avaliação (sistema de corantes) encontramos:
 Bem Vacinados > 95 %
 Mal Vacinados < 3 %
 Não Vacinados < 2 %
Tempo preparação / aplicação: (não deve ser superior a 45 minutos)
6. Condição ambiental da sala
As condições ideais para a permanência dos pintos na sala são:
 Temperatura: 22 a 26 graus Celsius
 Umidade relativa: 60 %
 Troca de ar: 100 m 3 /hora x m 2 sala
Exemplo: Uma sala de 10 x 20 = 200 m 2 x 100 = 20.000m 3 de ar / hora
Velocidade ar entre caixas = 60 m por minuto
A quantidade de ar disponível na sala depende da quantidade de pintos e dos manejos realizados na sala e principalmente da qualidade do ar (temperatura e umidade) porém, o fator fundamental é a distribuição do ar dentro da sala com fluxo contínuo de movimentação permitindo o arrasto do ar quente e viciado de dentro das caixas de pintos.
Observações: A distribuição e a movimentação do ar dentro da sala devem seguir alguns pontos:
Entrada de ar no oposto da saída (entradas por cima, saída por baixo) e distribuídas de forma a manter fluxo e velocidade do ar entre as caixas de pintos; Quando a entrada do ar for através de distribuição por ductos sobre a laje, a retirada do ar deve ser através de venezianas (ou até exaustores) instaladas na parte de baixo das quatro paredes da sala, de forma a manter o fluxo entre as caixas e provocar o arrasto da massa de ar quente produzida pelos pintos.
O fornecimento de ar com temperatura acima do ideal (22 a 26 graus Celsius) provoca a necessidade de maior quantidade de trocas de ar e, pode provocar perdas de umidade acima do normal dos pintos, aumentando o risco de desidratação.
7. Expedição de pintos A expedição dos pintos é o fechamento dos trabalhos realizados durante 21 dias de incubação (sem esquecer a produção dos ovos) e manter a qualidade dos pintos passa por cuidados como:
 Limpeza e desinfecção furgão
 Funcionamento dos exaustores, ventiladores e dampers de entrada de ar
 Treinamento e conscientização dos motoristas
8. Automação Equipamentos de apoio como esteiras e mesas de sexagem e vacinação
ajudam muito na qualidade geral dos pintos pois, além de facilitar e agilizar o ritmo
de trabalho, evita o retrabalho e o stress provocado por manejos constantes de retirar
e colocar os pintos nas caixas duas vezes em cada manejo específico.
Este trabalho sobre a “ARTE DE INCUBAR” foi da avipa-avicultura integral e
patologia animal de São Paulo-Brasil.
Contribuiu para este manual a AVIPA, disponibilizando trechos da sua Publicação a
“A ARTE DE INCUBAR”.


Selo de Pureza dos Bufalos

 
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ABCB dá mais um passo em prol da bubalinocultura

Almejado desde 1986, quando os primeiros produtores de derivados de leite de búfala vinham tentando elaborar o selo de pureza segundo os padrões italianos. Resultante do árduo trabalho de muitas pessoas, enfim saiu o tão esperado e sonhado “SELO DE PUREZA”, promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos - ABCB, cujo objetivo é garantir aos consumidores, um produto puro, sem mistura, além de fomentar e proteger a Bubalinocultura das fraudes cometidas pelas indústrias que substituindo o leite de búfala pelo de vaca, diminui a demanda do leite de búfala e conseqüentemente seu preço, desmotivando assim os pecuaristas a investirem na Bubalinocultura. 
Outro importante objetivo do SELO DE PUREZA, é estar protegendo o consumidor que acreditando estar comprando “mozzarella di búfala” quando na verdade tem levado um produto misto ou até mesmo o “fior di late” ou seja, mussarela só de leite de vaca. 
Abaixo, apresenta-se aos interessados, o Regulamento do Selo de Pureza, através dele você poderá obter conhecimento e informações de como o selo estará sendo implantado e fiscalizado, e o que é necessário ser feito pelos laticínios interessados para associar-se e poder usufruir do nosso SELO DE PUREZA. 


  
Regulamentos do Selo de Pureza 

 
Art. 1o Fica instituído, no âmbito da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, (ABCB) o “Selo de Pureza” (Selo), cuja utilização será regida por este regulamento, sendo exclusiva dos respectivos associados, mediante assinatura e registro do “Termo de Autorização e Compromisso”, conforme minuta anexa e parte integrante do presente Regulamento, devidamente registrado no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, para conhecimento de terceiros. 
Art. 2o O Selo será exclusivamente aplicado aos derivados do leite de búfala, produzidos exclusivamente com leite de búfala, de origem conhecida da ABCB e sujeitos ao regime de controle e análise de pureza estabelecido neste Regulamento. 
Art. 3o O Selo corresponderá ao modelo depositado pela ABCB junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, observando as características e dimensões previstas na anexa Arte Final do logotipo, que fica fazendo parte integrante do presente Regulamento. 
Art. 4o A autorização para a utilização do Selo, contida no acima mencionado “Termo de Autorização e Compromisso”, vigorará pelo tempo em que o produtor se mantiver associado à ABCB e cumulativamente cumprir integralmente suas obrigações previstas no presente Regulamento, devendo a utilização cessar imediatamente, caso o produtor, por qualquer motivo, deixe de ser associado à ABCB, renuncie ou tenha sua autorização cassada por descumprimento de quaisquer de suas obrigações previstas no presente Regulamento. 
Art. 5o Até 30 (trinta) dias após a assinatura do “Termo de Autorização e Compromisso” o associado deverá apresentar, para exame e aprovação da ABCB, a arte final de seus rótulos, com a inclusão do Selo, devendo ater-se à forma aprovada até que qualquer alteração seja examinada e aprovada pela ABCB. 
Art. 6o O controle permanente da fabricação dos derivados do leite de búfala, e da utilização do Selo, conforme prevista neste Regulamento, será feito através do Grupo Técnico de Controle (GTC), constituído dos técnicos da ABCB, presidido pelo presidente do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) e composto, no mínimo de três e no máximo de dez membros, nomeados pela Diretoria da ABCB, mediante indicação dos associados, tendo por base os seus conhecimentos da criação de búfalas leiteiras e produção de derivados do leite de búfala. Os membros do GTC terão mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzidos. As reuniões do GTC terão periodicidade trimestral, devendo constar da agenda da reunião o exame dos relatórios de visita e análises, realizados no período. Das reuniões do GTC serão lavradas atas, que serão encaminhadas à consideração da Diretoria da ABCB, incluindo as recomendações, sugestões e medidas punitivas aprovadas pelo GTC . 
Art. 7o Compete ao presidente do GTC selecionar o técnico para efetuar a visita ao laticínio, bem como contratar de forma terceirizada o Laboratório e o apoio técnico necessário ao serviço de análises dos produtos e controle da utilização do Selo, conforme previsto no presente Regulamento. 
Art. 8o As práticas de controle e as análises para a confirmação da pureza dos produtos serão feitas com base nos métodos aprovados pelas autoridades italianas para a “mozzarella di bufala campana” com as modificações e adaptações que forem aprovadas pelo GTC. Garantida a pureza do produto, os produtores não serão obrigados a revelar segredos de produção ou alterar seus métodos, desde que estes sejam compatíveis com as exigências do SIF/DIPOA, do Ministério da Agricultura. 
Art. 9o As vistorias nos laticínios e as análises dos produtos serão feitas com a periodicidade considerada adequada pelo GTC, devendo os técnicos conferir a origem do leite utilizado, anotar a quantidade de leite recebida e colher amostras de leite e/ou seus derivados, para posterior análise laboratorial. A critério e com a periodicidade que o GTC julgar adequada, a coleta de material para análise poderá ser feita nos pontos de venda ou consumo dos produtos. 
Art. 10 Constatada em análise a presença de proteínas de leite bovino ou de origem diversa do leite de búfala em produtos autorizados a utilizar o Selo, o produtor será imediatamente notificado do laudo, sendo os técnicos deslocados para o laticínio produtor para determinar a origem da mistura. O deslocamento será feito às expensas do produtor, que, além de arcar com os custos adicionais, deverá colaborar com os técnicos para que o problema seja sanado o mais cedo possível. Uma vez sanado o problema e ainda às expensas do produtor, o GTC, a seu critério, aumentará a freqüência das vistorias e das análises a serem feitas no laticínio do produtor, até que se certifique de que a mistura cessou. 
Art. 11 O GTC desenvolverá e recomendará aos produtores métodos práticos de controle de pureza do leite recebido na plataforma, de forma a permitir suspeita de mistura do leite recebido. Em tal caso, a pedido do produtor, o GTC dará apoio técnico para a confirmação e origem da eventual mistura. Constatada a mistura por denúncia do próprio produtor, não será esta contada para o efeito de reincidência. 
Art. 12 Constatada a reincidência de mistura, dentro do prazo de seis meses da mistura anterior, o GTC julgará, dando ao produtor ampla defesa, se o produtor agiu com culpa ou dolo, devendo, em ambos os casos, cancelar a autorização para o uso do Selo, bem como ser aplicada multa no valor deR$5.000,00. Se o GTC entender que o produtor agiu com dolo ou má fé, proporá à Diretoria da ABCB a sua expulsão dos quadros associativos da ABCB. 
Art. 13 Além da contribuição associativa devida à ABCB, os produtores autorizados ao uso do Selo deverão arcar com as despesas e custos necessários ao serviço de controle de pureza dos derivados do leite de búfala através de uma contribuição adicional, de periodicidade mensal, proporcional à quantidade de leite recebida em seus laticínios. Anualmente, o GTC juntamente à Diretoria da ABCB, preparará o orçamento das despesas e custos necessários à manutenção dos serviços, determinando o valor a ser cobrado dos produtores autorizados e fixando a respectiva contribuição, acrescida de 10%, para constituição de fundo de reserva. Para a determinação da quantidade de leite recebida, será utilizada a declaração do produtor, sujeita a confirmação durante as visitas técnicas aos laticínios, observada a sazonalidade da produção do leite de búfala. 
Art. 14 Os recursos provenientes da contribuição adicional dos produtores autorizados serão mantidos pela ABCB em conta bancária à parte. 
Art. 15 O presente Regulamento está em vigor, devidamente aprovado pela Assembléia Geral Extraordinária da ABCB do dia 05 de agosto de 2000. 
Art. 16 Como medida transitória, a autorização para o uso do Selo entrará em vigor imediatamente, mediante assinatura do compromisso dos produtores de respeitar a pureza dos derivados do leite de búfala de sua produção e declaração da quantidade de leite recebida em sua plataforma, ficando a critério do primeiro GTC escolhido iniciar as vistorias e análises com a periodicidade adequada, tão logo os recursos das contribuições adicionais o permitam, sem ônus para o Caixa da ABCB. 
Art. 17 Competirá à Diretoria da ABCB resolver os casos omissos. 
Art. 18 O presente Regulamento será periodicamente revisto, à luz da 
experiência obtida com a sua aplicação, ficando a primeira revisão prevista para agosto de 2001. 
Completados 5 anos da introdução do programa, em que pese envolver ainda pequena parcela dos Laticínios que processam leite bubalino, as indústrias participantes tem experimentado significativo crescimento no leite bubalino processado, atingindo no período crescimento médio 31,9 % ao ano, período em que se observou retração no consumo dos derivados bovinos. Isto tem permitido que o preço do leite pago ao produtor represente hoje cerca de 2 vezes o valor pago pelo leite bovino e, diversamente das flutuações observadas no mercado de leite bovino, o preço pago ao leite bubalino tem se mostrado constante a cada ano.