9 de dez de 2017

Criação de Agapornis roseicollis



O Agapornis roseicollis é uma das espécies do género Agapornis, originários da África. Descoberta no sudoeste da África em 1793, os pesquisadores pensaram ser um subespécies de Agapornis pullarius, mas em 1817 foi reconhecida como uma espécie diferente
O A. reseicollis mede cerca de 15 a 16cm e apresenta grande variedade de mutações. Os filhotes são semelhantes em aparência, mas as fêmeas podem ter a cabeça de coloração mais pálida.
É encontrado no sul da África em populações selvagens em Simon's Town, África do Sul. Os escapes de cativeiro são freqüentes em muitas partes do mundo então aves selvagens têm habitado áreas metropolitanas por exemplo no Phoenix, no Arizona

Reprodução de Agapornis Roseicollis

 Na reprodução de Agapornis Roseicollis um dos "espinhos" é a diferenciação entre o machos e as femeas, visto que os mesmos não apresensentam dimorfismo sexual, ou seja, não existe do ponto de vista fisico diferenças entre machos e femeas. 
Esta é básicamente uma das maiores dificuldades na criação destas aves.
Embora não exista diferenciação aparente entre as aves de sexo diferente,podemos ter algumas pistas quanto ao seu sexo.Mas o grau de sucesso é de cerca de 20 a 30% .
1) Através da apalpação dos ossos da bacia e em aves adultas, que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos       (* Ver imagem 1 no final da folha)
2) As fêmeas normalmente são ligeiramente maiores, têm a cabeça e o abdomen mais arredondado que os machos. Fazem também mais barulho. 
Se pretendermos saber de forma exacta qual o sexo da ave, o único metodo infalivel é analise de DNA por amostra de sanguesou penas. Eu pessoalmente quando não consigo determinar o sexo utilizo os serviços da STAB VIDA, que é um laboratório existente em Portugal

Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de caricias,  permanecendo maior parte do tempo juntos. Os agapornis atingem sua maturidade  sexual por volta dos 7/8 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade. Um casal é formado pela própria escolha das aves.  Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão   reproduzir-se. Embora as chances aumentem não são absolutas.  Os casais formam-se naturalmente.
Os agapornis podem reproduzir-se o ano inteiro mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2  ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e  cuidados dos ovos e filhotes levando-os à exaustão caso fiquem  efectuando reproduções uma após a outra. Notar que nas épocas de  procriação deve ser fornecido papa de ovo diariamente, sobretudo quando  nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular (dia sim , dia não) as verduras. Os pais, na época da reprodução, podem ficar  mais arredios e mesmo agressivos.  Isto é natural devido ao instinto básico de cuidado e protecção das  crias. Será sempre bom lembrarmo-nos disto .
Por vezes é observado um  comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal  qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à  noite pode acarretar este comportamento.
A colocação de um ninho  próprio para agapornis (vendido nas pet shops) fornece o estímulo  necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos a simular o mais possível o ambiente natural de nidificação na  natureza onde os agapornis criam os ninhos no alto das árvores.
Uma fêmea pode ter de 3 a 5 ninhadas anuais se procriar ininterruptamente,  mas, para descanso, é aconselhável que, após 3 ninhadas, os ninhos sejam removidos. Além dos poleiros, devem ser colocados na gaiola galhos de árvores, palha, pedaços de  madeira, etc., que os pássaros usarão para a construção do ninho. O  ninho, propriamente dito, deve ser de madeira com um orifício frontal. A fêmea geralmente põe 4 a 6 ovos, com intervalos de dois dias entre um e outro. O período de incubação é de aproximadamente 23 dias após a colocação do 3º ovo e, com 35 dias  aproximadamente, os filhotes estão emplumados e começam a abandonar o  ninho.

Mesmo durante o período do cio, os Agapornis não lutam entre  si, excepção feita para quem se aproxima da entrada do ninho.Não  obstante o seu tamanho reduzido, adoram ninhos grandes, do tipo usado  para Caturras e Roselas. Carregam materiais para o ninho, pelo que na  época de nidificação devem tê-los sempre ao seu dispor. Destes, vai  depender o seu sucesso como criador. O material correcto é a folha de  palmeira, porém, na sua falta, uso com excelentes resultados a agulha do pinheiro, que se manterão húmidas por muito tempo. Cabe aqui um parêntesis e informar que a humidade é um elemento primordial na reprodução de Agapornis. Sem esta estar presente nos ninhos, não há qualquer sucesso.  Não esquecer ter sempre água para o banho.

Para aqueles que vivem nas  cidades e os dois citados materiais estejam fora do seu alcance, podem  usar papel absorvente, que se corta em tiras. Com este, os Agapornis  fazem pequenas bolas que transportam para o ninho. Com os banhos, as  penas molhadas, o papel irá absorver a humidade e os resultados  aparecerão.Uma excepção, quanto ao tipo de ninho a fornecer aos  Agapornis: os Pullaria. No habitat natural, nidificam nas termiteiras,  que são morros construídos pelas formigas térmitas. Como estes estão  cheios de galerias e câmaras, os S. Tomé usam-nos para nidificar. Como  vencer o problema? Os Ingleses usam blocos de turfa, e, entre nós, sei  de excelentes resultados com blocos de cortiça. Se o viveiro for  espaçoso, por que não construir um morro com argila?
Prefira matrizes de criadores renomados e pássaros anilhados. Escolha aves com no máximo com 2 anos, sabendo que poderão criar até os 7 anos ou mais.
Logo  formado o casal, começará a montagem do ninho, nesta época forneça  material (folhas de palmeira, agulhas de pinheiro, etc.) para as aves fazerem os  ninhos, se isso não acontecer (as aves não se entenderem) em 3 ou 4  semanas, ocorreu alguma incompatibilidade e o casal deve ser desfeito.  Acontecendo tudo correctamente dar-se-a o inicio da postura.
Os ovos são postos dia sim dia não, normalmente variam de 4 a 6 ovos, a  incubação começa no terceiro ovo, o nascimento ocorre 23 dias após o 3º ovo. A fêmea garante a alimentação dos filhotes até que comam  sozinhos, os machos ajudam na tarefa, passando comida para as fêmeas ou  até alimentando os filhotes. Aproximadamente com 10 dias de vida deve-se anilhar as crias com as anilhas invioláveis para facilitar sua  identificação, estas anilhas são obtidas nos Clubes Ornitológicos ou em lojas da especialidade. As crias devem ser separadas dos pais o mais tarde possível, isso ocorre quando a fêmea inicia uma nova postura e acaba por expulsá-las do  ninho.
Em viveiros, colocar os ninhos o mais distantes possivel  e 50% a mais ninhos que de  casais, para evitar que os casais lutem entre si .
Híbridos - é bom  falar um pouco nesta situação ou opção - A hibridação de duas espécies,  não deverá ser feita, pois ajuda a acabar com as linhagens puras, a  hibridação além de ter como resultado aves não férteis, apesar de alguns cruzamentos originarem aves férteis(personatas vs fichers), não terão valor para nenhum  criador sério. A conservação de um fenótipo puro é muito importante pois irá ajudar no apuramento de mutações.
A fêmea de Agapornis é  habituada a cuidar bem de filhotes com diferentes idades. Na fase  reprodutiva é aconselhável que a alimentação seja reforçada,  acrescentando-se um pouco mais de aveia à dieta, aumentando-se a  variedade de frutas, legumes e verduras, e acrescentando-se suplemento  vitamínico na água ou ração.
Para saber se o ovo esta fecundado, pode utilizar  uma lanterna atrás do ovo num local escuro para observar após  cerca de 10 dias e ver se o ovo é fértil. Se houver algo escuro o ovo é  fértil, se o ovo for totalmente claro, então não é. Ovos não  fertilizados não significam que os pássaros não são bons, apenas que eles  podem ser muito jovens (ou velhos) ou eles não tiveram boas condições  para o acasalamento. A maioria dos Agapornis são óptimos pais.
Quando é a primeira postura de uma fêmea é preciso cuidado porque pode haver  dificuldades a pôr os ovos e também na construção do ninho, por outro  lado quando as crias nascem, muitas vezes as fêmeas inexperientes não  as alimentam, geralmente na segunda postura o problema resolve-se e a fêmea corrige as falhas anteriores.
Algumas vezes as fêmeas depenam as crias, se não for possível resolver o problema alterando a  dieta ou fornecendo mais material para o ninho, é melhor vender ou  trocar a fêmea e colocar outra fêmea com o macho,se existir interesse em fazer uma criação selectiva as crias devem ser anilhadas com anilhas  oficiais, quando as crias saem do ninho , e se tratar de uma colônia  devem ser vigiadas para evitar agressões de outros casais.
As crias  podem ser separadas assim que começam a comer, mas podem ficar com os  pais até as crias da ninhada seguinte estarem para nascer, quando forem  separadas devem ser postas junto com aves da sua idade e nunca com aves  adultas. Dentro de uma ninhada os maiores serão geralmente fêmeas e os  mais pequenos machos.

A partir dos 5 anos a produtividade de um casal  começa a diminuir e será melhor substitui-lo por um casal novo, no entanto  os casais podem criar pelo menos ate aos 8 anos de idade.
Quando  estão preparados para criar, à que fornecer uma dieta variada, será  necessário uma fonte cálcio fresca e limpa, uma boa fonte de proteínas e ao mesmo tempo em dias alternados a quantidade suficiente de vitaminas  A, D e E na sua dieta. A maioria dos loros não se afastam demasiadamente dos seus ninhos.
        O mesmo sucede com os agapornis. Podem  nidificar sobre o solo de uma simples caixa de madeira, no entanto,  deverá oferecer material para que possam construir o seu próprio ninho  dentro da caixa: Ramas de Pinheiro, Folhas de Palmeira, Tufa e mesmo  aparas de pinheiro verde.
As fêmeas novas, poderão não conseguir chocar convenientemente os primeiros ovos, nomeadamente por falta de  experiência, porém, com alguma paciência da nossa parte, podemos  constatar que na segunda postura conseguem tirar filhotes. É necessário  observarmos as nossas aves nesta altura porque com o frio podem ter  problemas na postura e o ovo pode ficar preso na cloaca, podendo vir a ser  fatal para a ave. Quando isto acontece, podemos auxiliar a fêmea  utilizando água morna e ajudando com os dedos a expelir o ovo. 
No caso de anilhar as suas aves deverá fazê-lo por volta dos sete  aos dez dias, de forma a que a anilha ainda possa passar na pata e não  possa cair no ninho sem que nos possamos aperceber.
Quando saem do  ninho ainda vão  aprender a comer sozinhos e desenvolverem os instintos  de defesa para com os outros pássaros.  Se criar em colônia tenha  atenção aos filhotes, pois estes apesar de serem defendidos pelos pais  em particular pelo macho, estão sujeitos a serem atacados pelos outros  membros da colônia. Eu pessoalmente só separo os filhotes quando a fêmea está no fim do próximo choco ou  quando começam a nascer os filhotes. Raramente acontece os pais atacarem os filhotes quando estes abandonam o ninho, mas caso isto aconteça a  única solução é mesmo a separação dos filhotes dos pais

Alguns tipos

Roseicollis verde

Temos também
em verde jade.

Roseicollis arlequim jade

Temos também
em verde, oliva
e violeta.

Roseicollis golden americano verde

Temos também
em verde, jade
e violeta.
Roseicollis golden japonês oliva

Temos também
em verde, jade
e violeta.
Roseicollis lutino 

Roseicollis pastel cobalto

Temos também em azul.

Roseicollis pastel arlequim violeta

Temos também em  arlequim azul, arlequim cobalto e arlequim malva.

Criação

Antes de começar sua criação, verifique o local onde irá colocar as suas aves para que elas habitem de maneira satisfatória.
Não tome decisões precipitadas, na aquisição de aves.
Adquira aves de qualidade, sexadas, anilhadas e de preferência em criadores que garantam uma boa alimentação, higiene nas aves e instalações, que usem uma habitação correcta e adequada para a criação e descanso das mesmas, e que prezem o seu bem estar e saúde.
Escolha aves jovens com idade até dois anos, apesar das aves reproduzirem até aos 8 anos de idade (+-) quando são bem tratadas.
A questão mais complicada que existe na criação dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas (espécies onde não há dimorfismo sexual). Esta é a maior dificuldade que muitos encontram quando desejam iniciar a sua própria criação. 
Mesmo para criadores mais experientes é díficil distinguir o sexo das aves, principalmente em aves jovens e que ainda não criaram. Um método infalível onde as probabilidades são de 99,9% para a determinação do sexo dos agapornis, é a analise por DNA que por amostra de sangue ou de penas. 
Alguns cruzamentos tem mutações auto sexadas, ou seja, ligadas ao sexo, e a partir daí, pela cor, pode-se determinar desde pequeno o sexo das crias, 100% fiável. 

Exemplo: Macho Verde portador de Lutino vs Fêmea Verde = As crias verdes são machos e fêmeas, e as crias Lutino são todas fêmeas.

Nas aves adultas consegue-se diferenciar mais facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o abdomen mais arredondado que os machos. Mas mesmo assim é um método onde podem existir algumas falhas.


Roseicollis Selvagem



Agapornis é um género de aves psitaciformes, onde se classificam os inseparáveis, pássaros-do-amor ou periquito-namorado. São aves barulhentas e activas em liberdade e cativeiro, e dadas a demonstrações de afecto para com membros da sua espécie e donos humanos.

Vivem em regiões secas relativamente arborizadas. É uma ave colorida e pequena, que atinge por volta de 15 cm (variando pouco de espécie para espécie).

Vivem em pequenos bandos. Alimentam-se essencialmente de fruta, vegetais, ervas e sementes.

Esperança média de vida: 10 anos

Distinção entre os sexos: Não é fácil, embora haja algumas formas mas não muito seguras, exemplo:

Observar os ossos pélvicos os machos tem os mais fechados e pontiagudos, e a fêmea mais abertos e arredondados.

As fêmeas carregam os materiais para o ninho entre as asas e a rabadilha, o macho normalmente transporta

com o bico.

Elas gostam mais de picar papel.

Normalmente são maiores, mais barulhentas e mais bravas do que os machos, mas existem excepções.

Geralmente estas aves dão-se bem em conjunto. Ocasionalmente, podem brigar, mas estes confrontos raramente são graves. Podem ser criadas juntamente com outras espécies de periquitos, mas não aconselhável. Se está a pensar fazer criação destas três espécies não é aconselhável junta-las todas no mesmo aviário, derivado a poderem acasalar espécie com espécie, exemplo: (Fischeri x Personata) ou (Roseicollis x Fischeri), e os filhos destes nunca poderem fazer criação e nem sequer ter nenhum valor no mercado. Não devem ser mantidas também aves mais delicadas ou mais pequenas no mesmo aviário ou gaiola.



   Alojamento

  Pode colocar estas aves numa gaiola ou aviários em recintos fechados ou ao ar livre, mas evite correntes de ar. Tanto as gaiolas como os viveiros devem ser feitos de materiais resistentes derivado aos poderosos bicos destas aves. Deve evitar de colocar plantas uma vez que as aves destroem-nas num ápice. Estas aves não necessitam de nenhum aquecimento se estiverem ao ar livre durante o Inverno, mas é aconselhável ter um abrigo nocturno para as proteger dos dias mais frios e da geada. Deve ter em atenção a forma de colocar os viveiros ou gaiolas, estes devem ficar virados para o amanhecer uma vez que estas aves adoram o sol pela manhã, evitando assim o sol e o calor que se faz à tarde.



   Alimentação

  Dê a estas aves uma mistura de sementes própria, existente nas lojas de animais e complemente com frutos mas sem sementes, algumas delas são venenosas. Dê também mistura de pombos demolhada em água durante dois dias no frigorífico, espinafres, cenoura, agrião, ¼ de massaroca de milho verde eles vão adorar, nunca dê alface a estas aves, pode causar problemas intestinais.

  As verduras devem ser muito bem lavadas, por causa dos insecticidas. Devem ser fornecidas frescas e mudadas diariamente.

  Nunca esquecer em época de criação, muda da pena, ou como estimulo à criação, dar sempre suplementos e alimentos à base de ovos e papa de criação.

  Em relação aos comedouros e bebedouros, os ideais são os redondos, em barro vidrado, com rebordo para facilitar

o pouso. Além de práticos, também são de fácil limpeza.

  Enquanto à água, tanto a de beber como a do banho deve ser sempre fresca, limpa, e mudada diariamente.

  Conselho: Adquira a alimentação das suas aves sempre em lojas especializadas, além de conter mais Variedade e Qualidade, também fica mais barato. Verifique também se no fundo do saco ou pacote de sementes se contem pó, se tiver não traga, pode causar doenças nas suas aves.



   Criação

  Os Roseicollis são destas três espécies de Agapornis, os mais fáceis de criar, no entanto em qualquer delas pode ser difícil acasalar as aves derivado a ser difícil distinguir os sexos e estes darem se bem em simultâneo, fêmeas com fêmeas e machos com machos. O melhor a fazer se quiser fazer criação destas aves é em vez de comprar duas aves, compre quatro ou mais pares, assim de certeza que conseguirá obter alguns casais.

  Se já adquiriu as aves e lhe aconteceu comprar por engano um casal que no fundo não é um casal, evite de trocar uma dessas aves, cujo o sexo você já sabe, por uma que você não sabe de que sexo será. Em vez de trocar, adquira outra ou mais aves, e não se esqueça que não basta ser macho e fêmea para acasalar, é preciso as aves gostarem uma da outra, o que por vezes não acontece. Siga este conselho e verá resultados, se não será sempre tempo perdido.

  Coloque as aves num viveiro e deixe que sejam eles a escolher os companheiros, após verificar que os casais já estão formados, retire-os e coloque-os em gaiolas individuais, tamanho aconselhável da gaiola por casal é de 80 x 50 x 50. É aconselhável não fazer criação de aves com menos de um ano de idade. Coloque os ninhos, estes devem ter 25 x 20 x 15 como medida.

  Quando em viveiro, devem ser colocados em número superior ao dos casais, para que possam escolher livremente. Após a escolha poderão ser retirados os excedentes para evitar abandonos.

  As fêmeas Roseicollis transportam os materiais para o ninho entre as asas e as penas da rabadilha, mas sendo este um processo demoroso e cansativo para ela, deverá ajuda-la a colocar algumas aparas de madeira (já à venda em lojas especializadas), e coloque na gaiola uma folha de palmeira. Em relação aos Fischeris e Personatas, estes são verdadeiros artistas na construção do ninho, ficando muito mais elaborado.

  As fêmeas colocam entre 3 a 6 ovos, que chocam durante um período de 20 a 23 dias aproximadamente.

  Após 40 dias do nascimento, as crias começam a sair dos seus ninhos, sendo a cor destes mais pálida e com manchas negras no bico, obtêm a cor definitiva após 6 meses.

  Um casal em boas condições poderão ter várias criações por ano, até atingirem uma idade de 8 anos, mas não é aconselhável permitir-mos mais de três criações por ano, para isso retire o ninho da gaiola ou viveiro, se isso não for o suficiente e a fêmea continuar a colocar ovos e choca-los no chão, tente virando a gaiola de posição.

Espécies e habitats
Oito das nove espécies de Agapornis podem ser encontradas na África continental. Uma é originária de Madagascar (Agapornis canus. A. roseicollis pode ser encotrada em Angola e na Namíbia. A espécie A. personata encontra-se na Tanzânia. Cada espécie tem uma distribuição geográfica distinta.

As espécies de Agapornis são:

Agapornis canus
Agapornis pullarius
Agapornis taranta
Agapornis swinderniana
Agapornis roseicollis
Agapornis fischeri
Agapornis personatus
Agapornis lilianae
Agapornis nigrigeni

5 de dez de 2017

Agapornis personatus



Agapornis personatus (por vezes grafado Agapornis personata) é uma das nove espécies de Agapornis, pequenas aves da família dos louros (Psittacidae). A espécie é nativa do nordeste da Tanzânia e amplamente criada sob cativeiro como mascote.

Caracteristicas
O “inseparável mascarado” é um dos Agapornis mais pequenos, com um tamanho médio entre 12,5 e 15 cm. A sua principal característica é a cor negra ou "marrom" quase negro da cabeça, com cada olho rodeado de um anel branco, que o faz parecer estar mascarado. O bico é vermelho brilhante. O dorso é de um verde mais escuro que o ventre e nas asas tem plumas de voo negras. Tem o peito amarelo, que se continua no pescoço, incluindo a nuca. Machos e fêmeas têm idêntica aparência externa, mas os jovens têm cores mais pálidas.

A mutação azul foi descrita originalmente em aves selvagens, na década de 1920, mas já foram descritas outras mutações, em termos de cor, resultantes de seleção em avicultura.

Alimentação
Estes periquitos exigem uma dieta variada, principalmente de sementes, fruta ou vegetais frescos. Não convém dar-lhes nada salgado, nem contendo cafeína ou chocolate. O abacate e algumas outras frutas dessa família são venenos para os papagaios em geral

Reprodução
No seu ambiente natural, os inseparáveis fazem normalmente o ninho num buraco de uma árvore, que forram com folhas e outros elementos vegetais. A postura consiste em quatro ou cinco ovos brancos, que a fêmea incuba por cerca de 20 dias, sendo alimentada pelo macho.

PERSONATAS.

É uma das quatro espécies que apresenta um aro branco em volta dos olhos ( personata, fischers, lilianae e nigrigenis) e é também conhecida por “Black” devido á sua cabeça ser preta.. Mede aproximadamente 16 cm e pesa de 48 a 55g, sendo que as fêmeas são sempre maiores que os machos. Não apresenta dimorfismo sexual e é a segunda espécie de agapornis em maior número no mundo.


A criação de personatas é um pouco mais difícil que os roseicollis , mas sem maiores problemas . Os personatas são a espécie de agapornis que constrói o ninho de forma mais elaborada, fazendo ninhos cobertos com material carregado pela fêmea no bico
A postura é de 4 a 5 ovos, podendo chegar aos 8, e o período de incubação é de 22 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 5 a 6 semanas de vida.










28 de nov de 2017

Criação do Calafate - LONCHURA (PADDA) ORYZIVORA



O Calafate é originário das da ilhas indonésias como Java, Sumatra e Bornéo, costumam voar em bandos e são vistos como uma praga nas plantações de arroz. Seu nome científico significa "comedor de arroz". É chamado também de Pardal de Java ou Pada. O nome popular Calafate vem dos calfat, como eram chamados os marinheiros encarregados de vedar as juntas das embarcações, na função de calafetar o navio, normalmente com estopa para impedir a passagem de ar ou água.À sua semelhança, o Calafate faz seu ninho como se fosse uma bola oca e o fecha bem, de forma que sobre apenas uma pequena abertura para entrada de forma que a luz não se infiltre muito.

A Indonésia e suas ilhas pertenciam, desde o século 17, à Holanda, cujos marinheiros espalharam o Calafate pelo mundo. Na trilha de difusão da espécie começaram por Zanzibar, Ilhas Maurício, Santa Helena e continuaram pela Índia, Malásia e parte da China. Só em 1890 chegaram  à Europa, e na Suíça sua primeira criação amadora bem-sucedida foi realizada.

No Brasil, o Calafate está há mais de 40 anos. Vive e se desenvolve muito bem já que é uma ave de clima quente. Chegou aqui através de criadores brasileiros que foram buscá-lo na Europa e de marinheiros orientais que aportavam trazendo exemplares na bagagem.

Características

Possuem diversas variações de cores e penas sedosas. São ativos e curiosos e na natureza vivem em bandos. Sua coloração original é a cabeça preta e branca, com o restante do corpo em dois tons de cinza. Com os cruzamentos selecionados encontramos uma grande variedade de cores, incluindo pássaros inteiramente brancos.
Tamanho: Podem chegar a 15 cm.
Estas aves adaptam-se perfeitamente à vida num aviário misto. É possível adquirir casais destas aves, mas é aconselhável juntá-las em pequenos grupos.
Desde que exista espaço suficiente para todas as aves, não deve haver problemas. De um modo geral, não importunam outras espécies.

Confinamento

Em local protegido de ventos e chuvas, com bastante claridade. Viveiro: até 5 casais - 1,5 m (comprimento) x 1 x 1 com tela só na frente, coberto totalmente com telhas de barro.
A gaiola deve ser grande (mínimo de 70 cm de comprimento x 40 cm de largura e 30 cm de altura) para o casal e, se possível, possuir alguma planta ou camuflagem. Um ninho semelhante ao usado para Periquitos Australianos (20 x 20 x 20 cm) é recomendado. 
Os Calafates adoram banhar-se e esta atividade deve ser permitida diariamente para refrescá-los e deixar suas penas em boas condições. O banho relaciona-se também com o comportamento coletivo destes pássaros, pois quando um começa a banhar-se os outros o seguem. 
Mantê-los em local iluminado longe de correntes de ar e frio é muito importante já que são aves tropicais. Limpe sempre os recipientes de água e comida, bem como a gaiola. 

Reprodução

A identificação sexual pode ser feita pelo canto do macho, já que a fêmea não canta, é esta a forma mais segura para a distinção dos sexos, existe também o dimorfismo sexual, no macho adulto o bico ocupa uma área maior na face e tem o anel em volta dos olhos mais vermelho, mas este tipo de identificação requer um pouco de experiência com a espécie
Início de março até final de outubro. Botam de 4 a 10 ovos que eclodem após 14 a 18 dias. Os filhotes são separados dos pais aos 40 dias, quando se inicia uma. Os calafates são grandes criadores, cuidam dos filhotes como poucos pássaros e reproduzem com muita facilidade. São pássaros que não devem ser misturados com outras espécies, por serem muito agressivos, mas podem ser criados em colônias sem problemas. Para que façam o ninho deve-se fornecer farto material, como grama japonesa, sisal, grama preta ou capim barba de bode que é o preferido deles.
Tipos de calafate


O Calafate, cujo nome científico é Lonchura oryzivora, pertence a família Estrildidae e em inglês é chamado de Java sparrow. Ele é popularmente conhecido como Pardal-de-Java e Pássaro-do-Arroz. São pássaros pequenos, bonitos e tranquilos, fazendo com que o adorável Calafate seja muito popular em gaiolas e aviários por muitos anos. Por serem aves que não necessitam de contato físico com os donos, ao contrario de uma Calopsita por exemplo, eles são muitas vezes procurados como opções maravilhosas para proprietários de aves que sejam muito jovens ou idosos.

O pássaro Calafate é uma ave originária das ilhas de Java, Bali e, provavelmente, Madura, na Indonésia. Posteriormente foram amplamente introduzidos em muitas partes do mundo, tornando-se “nativos” destas regiões. Antigamente, era difundido e abundante na sua região natal, mas os números caíram desastrosamente. O Calafate pode ser difícil de ser encontrado, principalmente em Java. As populações selvagens (na Indonésia, pelo menos) também aparentemente estão caindo rapidamente.

Características físicas do Calafate
Os Calafates são aves pequenas, com média de 12 a 15 centímetros de comprimento do bico à ponta dos penas da cauda. Por causa de seu pequeno tamanho, eles tornaram-se aves de estimação muito populares entre aqueles que não têm espaço suficiente para abrigar uma grande espécie de ave.
Eles têm bicos impressionantes, que parecem poder fazer alguns danos sérios, no entanto, os Calafates são inofensivos. Os machos e as fêmeas de Calafate são praticamente idênticos na aparência. Há uma série de maneiras de distinguir entre machos e fêmeas. Os machos, por exemplo, normalmente vão cantar e executar uma dança característica.
A melhor maneira de diferenciar o sexo dos Calafates é olhando o macho na época de reprodução, neste caso, o cúlmen (parte superior do bico, em especial quando o bico se encontra com a cabeça) fica com um inchamento bem aparente. A cor da região vai ficar num tom de vermelho vivo nos machos, além disso o anel ao redor dos olhos também ficará mais forte nos machos do que nas fêmeas, contudo o bico é mais fácil de perceber.
Diferenças do Calafate Macho e Fêmea
Normalmente o Pardal de Java têm costas cinzentas, cabeça e penas da cauda pretos, tórax de barrigas num tom cinzento-canela, e grandes manchas brancas em suas bochechas. Algumas pessoas dizem que eles se parecem com pinguins em miniatura. Eles têm bicos laranja-avermelhado brilhantes e pele cor de laranja em suas pernas e pés.
Outra característica distintiva do Calafate é o fino anel laranja ao redor de seus olhos. Os machos e as fêmeas da espécie apresentam a mesma coloração em sua plumagem. Existem várias mutações de cor disponíveis no comércio de animais.
Quando adequadamente tratados em cativeiro, o Pardal de Java podem viver até 10 anos. É claro que existem alguns relatos de pássaros que tem vivido por mais tempo.
A Alimentação do Calafate
Estes pássaros se tornaram famosos por comerem basicamente arroz quando estão soltos na natureza. Em cativeiro ele prefere comer uma boa mistura de sementes de alta qualidade. Muitos proprietários relatam sucesso alimentá-los com misturas de sementes que são vendidos para Periquito-Australiano. Para uma alimentação equilibrada, a alimentação do Calafate deve ser complementada com itens como frutas, legumes e verduras frescas.
Criando e reproduzindo o Calafate
O Calafate reproduz melhor quando estão em uma colônia, onde os pássaros prontamente podem estimular um ao outro para se reproduzir. O macho vai carregar pedaços de palha para o ninho antes de realizar a dança do acasalamento para a fêmea. Ele, muitas vezes, curva-se diante dela, estala seu bico, e salta no poleiro para exibir-se para a fêmea.
Alguns machos podem não cantar durante a exposição para a fêmea. Fêmeas receptivas irão solicitar a cópula ficando abaixada no poleiro e tremendo o rabo. Uma pequena briga pode ocorrer após o acasalamento. A fêmea de Calafate irão botar de 4 a 6 ovos, que irão nascer após 15 a 16 dias, estando os filhotes prontos para serem separados dos pais após os 35 dias de vida.
Você deve colocar caixas ninho do tamanho usado pelos Periquitos Australianos, e material de construção grosso, como a fibra de coco ou capim seco. Os casais podem construir um ninho volumoso e redondo, feito de grama e fibra, com uma entrada lateral. Alguns casais podem revestir o interior do ninho com penas.
Ambas as aves irão incubar os ovos durante o dia, mas só a fêmea incuba durante a noite. Após o nascimento dos filhotes, forneça alimentos de forma abundante, especialmente ovo cozido ou farinhada a base de ovo, e até mesmo larvas de tenébrio. Os filhotes irão dormir no ninho até que eles estejam prontos para serem separados.
Comportamentos sociais do Calafate
Eles são pássaros sociais, mas são muito tímidos para ter uma verdadeira interação humana direta. Em vez disso, eles são mais indicados para serem criados em casais ou em pequenos bandos dentro de uma gaiola espaçosa ou num aviário. Se você está pensando em comprar um Pardal de Java, seria ideal que você pudesse ter, pelo menos, dois ou até mesmo três. Estas aves não podem ser mantidas isoladamente ou irão ficar muito deprimidas, sem ter outro passarinho para lhes fazer companhia!
Atividades para o Calafate
O Calafate, como a maioria das espécies de tentilhões, são pássaros pequenos e extremamente ativos, que parecem ter quantidades infinitas de energia. Devido a isso, e porque eles não gostam da manipulação humana, eles devem ter a disposição uma gaiola de voo que seja alta, para que eles tenham espaço para voar, brincar, escalar, saltar, e fazer exercícios físicos. Estas aves são animais de estimação ideais para pessoas que não têm tempo suficiente para se relacionar e interagir com um papagaio ou outro pássaro, porque não é necessário que o retire da gaiola para brincar.
Potenciais problemas na criação de Calafate
Se você está interessado em manter o Pardal de Java como animal de estimação, é importante fazer uma boa pesquisa, tanto quanto possível, e aprender tudo o que puder sobre esses passarinhos, e ler este guia já é um ótimo sinal. Eles são conhecidos por serem uma espécie muito resistente e raramente adoecem, se cuidadas adequadamente. Se você estiver empenhado em oferecer os melhores cuidados possíveis aos seus Pardais de Java, certamente será recompensado com animais de estimação saudáveis e felizes, que serão muito divertidos de assistir e ouvir.
Aonde comprar Calafate
Antes de trazer para casa um casal ou um pequeno bando de Calafates, converse com criadores locais e reunir suas dicas sobre como fornecer o melhor ambiente em casa para estas aves. Você pode até considerar juntar o seu clube sociedade avicultura ou aves locais para que você possa aprender com as experiências dos outros membros.

25 de nov de 2017

Criação de Agapornis



Originário do continente africano foi descoberto em 1793 e levado para a Europa em 1860. Conhecidos também como Love Birds ou Pássaro do Amor, a palavra AGAPORNIS significa no grego, “Pássaro do Amor” e tem como principal característica de viver em casais. Chegaram ao Brasil, na década de 80.

Havia poucos criadores e não havia um campeonato definido exclusivamente para esta espécie. Na década de 90 Paul Richard e Fabio Tiezzi começam a importar diversas espécies de agapornis, inclusive o roseicollis violeta, sensação do início daquela década, como os opalinos nos dias de hoje.

Os Roseicollis surgiram e habitam uma região da Costa Ocidental da África do Sul e seu sudoeste, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e montanhas de até 1600 metros.

Os Personatas vivem no nordeste da Tanzânia entre savanas e árvores isoladas. Os Fischeris vivem na região que vai do sudoeste ao sul do Lago Vitória, no norte da Tanzânia.

Os Nigrigenis vivem do sudoeste da Zamíbia até Livingstone, no norte da Zamíbia com o leste de Zimbabue.

Os Lilianes vivem no sul da Tanzânia, nordeste de Moçambique, oeste da Zamíbia e norte do Zimbabue, entre 800 e 1000 metros de altitude.

O Cana é encontrado na ilha de Madagascar e nas ilhas Maurício, Rodrigues e Zanzibar. Esta espécie só é encontrada na sua coloração original.

Todas as mutações foram conseguidas em cativeiro e mesmo assim, não existe registro de criadores com mutação na atualidade, no Brasil.

Dentre as espécies, ainda temos o Pullária, o Taranta e o Swinderniana.

Reprodução
Antes de começar sua criação, verifique o local onde irá adequar suas aves. Após o 8º dia da gala, surge o primeiro ovo. As aves botam em dias alternados, de 4 a 6 ovos por postura. Os ovos eclodem após 21 a 23 dias. Normalmente, ocorrem nascimentos em dias consecutivos, durante o prazo de 7 dias. Assim, temos filhotes da mesma ninhada, de diferentes tamanhos. Para evitar esse problema, podemos retirar os ovos à medida vão sendo botados para devolvê-los ao ninho após o término da postura, o que não é aconselhável para criadores iniciantes. Quem tiver mais de um casal criando ao mesmo tempo, poderá trocar os filhotes de ninho, deixando todos os de tamanho aproximado em cada ninho.

Os anéis devem ser colocados nos filhotes entre o 8º e o 12º dia do nascimento. Coloca-se os anéis deixando os dedo do filhote na horizontal, sendo 2 para frente e dois para trás, passando-se o anel até acima do pé.

Após 25 dias, a perda de filhotes é praticamente nula. O "desmame" se dá após 60 dias. Algumas fêmeas, antes do desmame, tentam expulsar os filhotes dos ninhos para iniciar uma nova postura, chegando a arrancar suas penas. Para evitar isso, deve-se colocar na gaiola farto material para confecção de novos ninhos. Algumas fêmeas podem arrancar as penas dos filhotes sem ser na época da criação. Isso se deve principalmente à carência de vitaminas que é encontrada no caule das penas, no sangue. Elas costumam arrancar essas penas e alimentar os próprios filhotes.

Após a separação dos pais, deve-se colocar os filhotes em uma gaiola ou viveiro com, pelo menos 80cm de comprimento para que possam voar e desenvolver a musculatura.
Não se deve mexer no bando formado até que realize a primeira muda de penas, 5 a 6 meses após o nascimento. Durante o período da muda, as aves costumam apresentar febre, parecendo até mesmo doentes. Esse é um período perigoso que requer muita atenção quanto à alimentação dos filhotes. Aumente a quantidade de aveia também nesta época.



Ninhos

Caixas de madeira que podem ser horizontais ou verticais. As horizontais - 30x15cm com divisória. A parte do fundo, superfície côncava, onde a fêmea coloca os ovos. As verticais facilitam o choco e proporcionam um percentual maior de nascimento. Podem ser de 20cm de altura x 15cm profundidade x 15cm frente. Coloque palha de milho no piso da gaiola para que a fêmea confeccione o ninho e coloque um pouco de serragem dentro do ninho.

Os Agapornis de aro branco (Fischeri, Personata, Nigrigenis) carregam a palha no bico, inteira; às vezes até pedaços do sabugo de milho e o que tiver por perto. Os roseicollis colocam os fios de palha entre as penas do rabo e as levam para o ninho. Dentro do ninho elas soltam a palha e fazem movimentos circulares, confeccionando o ninhos. Os Roseicollis quase sempre só a fêmea faz isso e os machos costumam fazer após "velhinhos" - após aproximadamente 5 anos.

Acasalamento

Após adquirir aves saudáveis, que não estejam sujas ou "encorujadas", de preferência em criadores e verificarmos nossas condições e instalações para que o casal habite de maneira satisfatória.

Escolha aves com idade de até dois anos, apesar dessas aves reproduzirem até aproximadamente seus 10 anos de idade.
A questão mais controversa que existe na criação dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas (espécies onde não há dimorfismo sexual). Esta é a maior dificuldade de quem deseja iniciar a criação e até mesmo em criadores experientes. Um método infalível para a determinação do sexo dos agapornis, é a analise de DNA quer por amostra de sangue ou de penas e que custa em torno de R$13,00. Alguns cruzamentos tem mutações sex-linked, ou seja, ligadas ao sexo, e a partir daí, pela cor, pode-se determinar desde pequeno o sexo do agapornis. Em adultos consegue-se diferenciar mais facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o abdômen mais arredondado que os machos.

Antes de iniciar os acasalamentos e colocar os ninhos, é aconselhável vermifugar todas as aves do plantel. Faça este procedimento apenas uma vez ao ano para não debilitar muito as aves. Na semana seguinte ao vermífugo, pode-se fornecer misturado à água para beber, um composto de vitaminas.
Devo criar em gaiolas ou em colônias?
A criação de agapornis pode ser feita tanto em colônia quanto em gaiolas individuais, dependendo do espaço, tempo e, principalmente dos nossos objetivos na criação.

Podem ser criados em gaiolas com medidas de 80x50x50cm; já um viveiro para criação em colônia, vai depender da quantidade de casais que se deseja ter. Um viveiro de 2 metros de comprimento por 1 metro de altura e 1 de profundidade, caberá tranqüilamente 5 casais. É importante salientar que deve-se ter 2 ninhos para cada fêmea, diminuindo assim o risco de brigas.
A criação em gaiolas proporciona um controle genético maior e uma reprodução mais rápida e acertada, ao passo que em colônias não há controle genético. A vantagem da colônia é a maior facilidade para limpeza.

Os acasalamentos começam tão logo o casal esteja adaptado ao novo ambiente. O macho começa a entrar no ninho, verificando o novo território. A fêmea começa a picar a palha de milho e carregá-la para o ninho.

Oito dias após a cópula ou acasalamento propriamente dito, a fêmea começará a botar os ovos em dias alternados. Botam entre quatro e sete ovos normalmente.

O tempo de choco é de aproximadamente 23 dias para os agapornis. Nos Tarantas, esse período é de 30 dias. Após o nascimento dos filhotes, a fêmea é quem os alimenta recebendo a comida dada pelo macho através da regurgitação deste no bico dela.

Os agapornis são aves exóticas de constituição robusta e de criação muito fácil, sendo pouco sujeitos a doenças. Sua criação constitui uma distração encantadora e a venda de seus numerosos filhotes permitem o retorno das despesas feitas com o magnífico entretenimento. Quando se fala em reprodução de agapornis, existem, basicamente, duas formas distintas utilizadas para isso. A primeira seria a criação em colônia, onde vários casais dividem o mesmo viveiro, simulando as condições naturais. O segundo sistema se trata da criação em gaiolas onde cada casal ocupa uma gaiola separadamente.

Os agapornis possuem o instinto de domínio territorial. Por isso, quando é introduzido um bando para criar de uma vez só em um viveiro, há uma briga generalizada, por um período, que é chamado de escolha de um líder do bando. Esse líder fica responsável por avisar a chegada de um estranho ao bando. Sendo assim, em casos de morte de alguma ave, é recomendável retirar o(a) viúvo(a), em vez de colocar um outro agapornis no lugar, pois, provavelmente, este será rechaçado pelo bando.

Esse tipo de criação gera vários problemas, sendo um deles este que acabamos de abordar. Outro problema, que é mais técnico, é que o agapornis é fiel até que se troque a sua parceira, sendo muito comum uma fêmea ser “coberta” por vários machos e, nem sempre, os filhotes são do casal que o criador supõe. Sendo assim, caso o criador tenha a intenção de criar, corretamente, uma linhagem, ele nunca deve confiar no resultado de um casal criado em colônia.

Outro problema que pode ser encontrado pelo criador está relacionado ao aspecto de produção que, além da disputa territorial, também sofre com a disputa pelo ninho, levando à falta de tranquilidade das fêmeas, na época de postura, o que resulta em uma produção inferior a 50%, equiparando-se a um casal que é criado individualmente na gaiola.

Falando em criação nas gaiolas, essa é a forma mais trabalhosa para o criador. No entanto, se este deseja fazer uma seleção de características, esta é a melhor alternativa. Para começar uma criação, um conselho importante é quanto à quantidade inicial de aves. Todos os criadores de experiência dizem o mesmo: “Comece a criação com apenas poucos casais e procure adquiri-los de um criador conhecido”. Uma criação pequena é importante para conferir prática e experiência, assim, com o tempo, vai-se aumentando a produção.

Aos criadores que desejam iniciar a criação de agapornis, mas o orçamento não permite a aquisição de mais que cinco casais, a dica é: é preferível adquirir cinco casais excelentes e caros a dez agapornis baratos e de uma linhagem inferior. Nessa criação, a parte mais interessante e importante, sem dúvida, é a escolha da matriz. Uma ave, tecnicamente ruim, fora dos padrões, alimenta-se na mesma proporção de uma excelente linhagem e dá o mesmo trabalho, portanto, a única diferença é o resultado e a satisfação de ter criado uma ave campeã.

Quanto ao acasalamento, no Brasil, os agapornis criam durante todo o ano. No entanto, para que haja um bom acasalamento, irá depender das condições do casal. É preciso que tanto o macho quanto a fêmea estejam em perfeitas condições; não se deve fazer o acasalamento com pássaros que estejam mudando de penas, jovens demais, ou muito velhos, doentes ou que acabaram de se recuperar de alguma doença. Enfim, só se deve fazer o acasalamento com aves saudáveis e aptas para a reprodução.


18 de nov de 2017

Criação do Diamante de gold



Diamante de gold 

Ele é conhecido no Brasil como diamante de gould, tem o nome cientifico de poephila gouldiae é da família dos estrildidae e pertence à ordem dos passeriformes.
O gould é um dos pássaros mais cobiçados no mundo inteiro por sua delicadeza e lindas cores, no Brasil ainda não é tão conhecido, mas vem abrindo caminho graças a técnicas de criação cada vez mais aprimoradas por vários criadores que vem se dedicando a eles e assim garantindo sua presença em pet shops de todo o pais. Não tenha duvida, se você entrar em uma loja de pássaros e se deparar com um gould dificilmente resistirá em ao menos se aproximar dele e ao se aproximar com certeza vai querer o levar para casa.

Descoberta

Ele foi descoberto e descrito pela primeira vez em 1833 na Austrália, em inglês é conhecido como Lady Gouldian finch, uma homenagem que seu descobridor o expedicionário, naturalista e ornitólogo, John Gould, fez a sua esposa Elizabeth, quando ela faleceu. Elizabeth era uma. hábil desenhista de pássaros e foi ela quem registrou as primeiras imagens do pássaro, que o casal pesquisou junto em expedições na Austrália realizadas no século XIX.

Cores

Cabeça vermelha: ( Poephila mirabilis)
Cabeça preta: (Poephila gouldiae)
Cabeça amarela: ( Poephila armitiana)

Classicos
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Verde
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Verde
Cabeça Laranja/Peito Roxo/Costa Verde
Mutações
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Amarela
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Azul
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Amarela
Cabeça Cinza/Peito Roxo/Costa Pastel
Cabeça Amarela/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Preta/Peito Branco/Costa Verde
Cabeça Branca/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Verde
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel

Alimentação

O gould é um pássaro granívoro, por isso deve ser alimentado com sementes, 30% alpiste, 70% de painço, mistura esta que deve ser soprada e reposta todos os dias,   verduras como almeirão, espinafre, ou chicória  podem ser  servidas,  a farinhada é essencial para a boa saúde do pássaro e deve ser servida diariamente, especialmente na época de reprodução e muda de penas, também podemos servir osso de siba, ou casca de ovos de galinha torrada por 20 a 30 minutos e triturada, os dois produtos são fontes de cálcio essenciais para os pássaros principalmente na época da postura, quando e em especial as fêmeas precisam de reposição de cálcio. Para completar, uma tigela de areia de rio lavada, deve ser deixada a disposição dos pássaros, a  areia é um elemento muito importante para a saúde dos pássaros. É ótimo para a higiene e para mantê-los em boas condições de saúde, pois contém minerais, cálcio e  auxilia na digestão das aves. Em cativeiro quando tratado corretamente vive de sete a nove anos.

Cuidados

Os diamantes de gould são pássaros delicados e sensíveis, merecendo do seu dono total dedicação e cuidados, principalmente na época de muda de penas, época esta que é sem duvida a mais delicada da vida de um pássaro, onde as perdas podem ser grandes para os criadores se não forem tomados os cuidados necessários. Nesta época o criador deve reforçar a alimentação, ter sempre a mão um energético, como o açúcar de uva, proteger o pássaro de correntes de vento e evitar ao maximo o estresse causado por manuseio, barulho e sustos. Sempre que possível manter o menor numero de pássaros na mesma gaiola, evitando assim disputas por alimentos e brigas.    

Trocando os ovos:  

Em geral, temos que ter cinco casais de Manon para cada casal de exóticos (Diamante Gould, Diamante Sparrow, Star Finsh, Bavette), aumentado a probabilidade de coincidência entre os períodos de reprodução de uma espécie e outra. O processo todo acontece da seguinte forma: coincidindo a postura de ovos do casal de exóticos e de um dos casais de Manon, substitui-se os ovos do Manon pelos da outra espécie. Graças a seu instinto, papai e mamãe Manon chocarão os ovos alienígenas como se fossem seus, sem descuidar dos filhotes durante todo o período de alimentação até chegarem à fase adulta. 

CONDIÇÕES IDEAIS PARA CRIAÇÃO

Alguns pássaros são resistentes ao frio, mas a maioria deles e entre eles o gould tem grandes problemas com mudanças bruscas de temperatura, principalmente quando ela cai rapidamente o que é normal nas madrugadas do inverno brasileiro. Nesse caso a presença de uma fonte calor que mantenha uma temperatura razoável e constante é imprescindível para a boa saúde da criação.    Um bom aquecedor não é muito barato, mas, é a solução mais plausível para a solução deste problema. Este deve ser de preferência com termostato automático que mantém a temperatura do ambiente conforme queremos.  Aqui no criadouro usamos aquecedores de julho a dezembro, mantendo uma temperatura de 16 graus tanto durante o dia quanto durante as madrugadas.
Porque 16 graus?
Mantenho 16 graus de temperatura por ser o pico térmico durante o dia dentro do local onde estão os pássaros, regulando o termostato para 16 graus alem de proporcionar uma temperatura agradável ainda fazemos economia de energia, já que o aquecedor só funcionara quando a temperatura diminui e fica em stand by quando estiver novamente na temperatura desejada.
O aquecedor que uso aqui é o Magnun DeLonghi de fabricação italiana.
Porque a escolha dele?
Existem inúmeros tipos de aquecedores que funcionam com resistências elétricas, ventiladores e até ar condicionado, mas esses ressecam e queimam o ar, alem de fazerem barulho o que prejudica os pássaros podendo ser mais prejudiciais até do que se não os usássemos.
O aquecedor Magnun DeLonghi é elétrico silencioso e não queima o ar, pois trabalha internamente com um óleo especial que nunca é trocado, alem disso também não cheira como outros aquecedores que dão aquele cheiro de fio queimado, poluindo o ar do ambiente.

UMIDADE: Estas aves habitam uma zona úmida da Austrália, mas sempre com temperaturas altas, daí que em cativeiro lhes devemos proporcionar diferentes umidades de acordo com a temperatura  que estão sujeitos. A umidade recomendada é de 55 a 65% para temperaturas da ordem dos 22 graus, e de 65 a 70% para temperaturas superiores.  

LUMINOSIDADE: Não é necessária uma intensidade de luz exagerada, na realidade o importante será o tempo de luz que deve ser das 6:00 as 18:00 horas.

Instalações

Gaiolas: para 1 casal, ao menos 50 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 30 cm de altura. 

Acessórios: Em gaiolas, 2 poleiros de 10mm de diâmetro, bem afastados e longe das laterais, um bebedouro tipo ampola quatro comedouros tipo meia lua, uma vasilha para banho, dois porta vitaminas do tipo unha(comprido) para farinhada e um ninho tipo caixa de madeira com medidas de 20x20x20.

Reprodução

Identificação do sexo:  O macho faz o corte movimentando-se no poleiro, alem de serem facilmente diferenciados das fêmeas por eles terem cores muito mais vivas que elas, a cauda do macho também é diferenciada por ser mais comprida. Na época de acasalamento é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro.

Como proceder
Com 11 meses pode-se formar os casais de gould, que em normalmente 10 ou 15 dias iniciam a postura. É muito difícil casais de goulds chocarem seus ovos em tempo integral e criarem seus filhotes, na grande maioria das vezes não o fazem. O correto é que usemos manons como amas, em numero de no mínimo cinco casais deles para cada casal de gould. As posturas devem se iniciar no final de fevereiro com um  intervalo de sete a quinze dias do final de uma ao inicio da outra, que não devem ultrapassar um total de cinco para não prejudicar o casal.
Quando os goulds começarem a botar, separe ovo por ovo em um recipiente com palha de painço, quando pararem, passe estes ovos para os manons, todos de uma só vez, para que os filhotes nasçam todos no mesmo dia. Estes ovos devem ser girados ao menos uma vez ao dia, de forma que a face que estava voltada para cima fique para o lado de baixo, e assim consecutivamente, impedindo que a gema venha a se colar a um dos lados internos da casca, o que inutilizaria o ovo.
Ao final da terceira postura dos goulds, separe o macho da fêmea e de um tempo de 15 dias para que eles descansem, depois retorne o casal para mais duas posturas. No final de agosto você deve novamente separa-los para que fiquem fortes para o inicio da muda de penas, período este que depois da época da postura é o mais delicado na vida de um gould.
Lembre-se de reforçar a farinhada nestes dois períodos da vida deles e fornecer casca de ovos de galinhas torradas e trituradas, ou osso de siba, para que a fêmea não se desclassifique, areia também é muito importante para a vida de qualquer pássaro e não deve faltar durante todo o ano.

Filhotes
Os ovos eclodem com aproximadamente 15 dias, com 22 dias de vida o filhote deve sair do ninho, ficam independentes entre 40 e 48 dias, com este tempo de vida separe-os dos pais ou da ama para iniciar nova postura. Não é aconselhável mais de 6 posturas por ano, sendo o ideal no maximo cinco. Quando casal também choca, fazer no maximo 4 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20x20x20x cm. Como forração forneça grama japonesa, grama preta, sisal, capim barba de bode ou raízes de capim. Se você como eu não participa de torneios ou campeonatos, não tem necessidade de anilhar os filhotes com anilhas oficiais, podendo apenas usar anilhas feitas por você mesmo apenas para controle do plantel.

Dá até para desconfiar se não houve algum retoque nas fotos que retratam o diamante-de-gould (Chloebia gouldiae), tão impressionante é a combinação de cores vibrantes das penas da ave. De autoria da natureza, os contornos bem definidos e precisos, no entanto, tiveram uma ajuda do homem. A formação do plantel de colorido exuberante é resultado de anos de dedicação de criadores no cruzamento entre espécies e na seleção de várias gerações.

Mutações com novos tons e marcações surgidas nas últimas décadas aumentaram ainda mais o interesse pela criação do diamante-de-gould. Considerada uma das mais belas aves de gaiola do mundo, tem no verde, amarelo, azul e branco as cores mais comuns para o corpo; laranja, vermelho e preto para a face; e roxo e branco para o peito.

Quando jovem, porém, a plumagem da cabeça e do pescoço é cinza e a das asas e da cauda verdeazeitona. O bico negro tem ponta avermelhada, que mais tarde torna-se amarelo, enquanto pernas e pés são marrom-claros. Nos primeiros 12 dias de vida, o diamante-de-gould passa despido, com a pele cor-de-rosa à mostra
Para chamar a atenção dos predadores e dar mais segurança aos filhotes, os machos têm um colorido mais intenso que as fêmeas. Com caudas menores, as mães tentam se manter camufladas nos ninhos junto com as crias. Apesar de mais adaptado a gaiolas, o diamante-de-gould pode conviver com outras aves em viveiros, desde que não seja um ambiente com excesso de exemplares e espécies agressivas.

A ave, que mede de 12 a 14 centímetros, tem comportamento dócil, ideal para ser criada em cativeiro. Ao ser domesticada, acostumou-se com a aproximação de pessoas e, por isso, não se mostra arredia na lida diária. Tratada adequadamente, vive por mais de dez anos.

O diamante-de-gould é apreciado como animal de estimação e, para muitos colecionadores, como ave para apresentação em exposições e concursos. De origem australiana, o diamante-de-gould foi descoberto em meados do século XIX pelo ornitólogo britânico John Gould, cuja esposa deu nome ao pássaro.

Mãos à obra

>>> Início No momento da compra, dê preferência para aves adultas, pois os filhotes necessitam de atenção especial no período de mudança de penas. Também evite adquirir exemplares com penas arrepiadas, emboladas ou ausentes pelo corpo e com pés grosseiros. Por ser pouco mais delicada do que a maioria das aves, melhor se o criador contar com alguma experiência com espécies mais rústicas. A criação não exige autorização.

>>> Ambiente Não deixe as instalações da ave em local com correntes de ar, nem mesmo durante os meses com temperatura mais elevada. O lugar, no entanto, deve ser arejado e protegido da incidência de sol forte. Se for algum cômodo ocioso adaptado na residência ou na propriedade rural, precisa contar com janelas. Use telas de 4 milímetros para impedir a entrada de invasores.

>>> Gaiolas A ave se adapta melhor aos pequenos exemplares. Recomenda-se como medidas 60 por 40 por 40 centímetros de tamanho e 12 milímetros (espaçamento da grade). Chamados de voadeiras, vários modelos são vendidos no comércio especializado. Os de arame galvanizado são os mais indicados. Verifique se possuem no piso uma grade sobressalente em bandeja, o que torna a limpeza mais prática.

>>> Acessórios As gaiolas devem ser equipadas com dois poleiros de 10 milímetros de diâmetro cada. Como opção, podem ser usados galhos de árvores bem torneados. Para o banho, disponibilize uma vasilha de plástico, mesmo material para o bebedouro e o comedouro.

>>> Ninho Uma alternativa é usar uma caixa de madeira de 20 por 14 por 14 centímetros. No interior dela, forre com grama japonesa, raízes de capim, corda de sisal desfeita ou material pronto (que pode ser encontrado em lojas especializadas). Inclua uma divisória para formar um local para os ovos e outro para a movimentação dos filhotes. Facilite a circulação de ar deixando três furos nas extremidades da tampa.

>>> Alimentação É baseada em sementes (alpiste, painço branco, painço-português, senha, milheto, gergelim branco e com casca), farinhada (farinha de rosca e de ovo) ou rações balanceadas disponíveis em lojas de produtos agropecuários. Forneça também hortaliças, como jiló, almeirão, catalônia, couve, espinafre, mostarda e chicória, além de frutas, como maçã e pera.

>>> Cuidados Não se esqueça de trocar a água do bebedouro diariamente. Aproveite para limpá-lo usando escova, pincel ou esponja e sabão neutro. Para assegurar a saúde da criação, mergulhe-o em solução de cloro por algumas horas e enxague-o em água corrente. O comedouro também deve ser lavado, mas, no dia a dia, esvazie-o para que não haja acúmulo de pó.

>>> Reprodução Ocorre a partir dos 10 meses de idade da fêmea, que bota de quatro a seis ovos em cinco a seis posturas por ano. É indicado descanso de um mês ao casal após três acasalamentos. Os pais revezam para chocar os ovos, que levam, em geral, 14 dias para incubação. Mas, como a mãe não cuida bem dos filhotes, a recomendação é substituí-la por amas de outras espécies. A cria torna-se independente entre 45 e 50 dias, quando deve ser separada dos pais ou da ama. Com 1 ano de idade, atinge a plumagem completa de adulto.