20 de set de 2017

CUIDADOS SANITÁRIOS COM AS GALINHAS CAÍPIRAS



CUIDADOS SANITÁRIOS

Apesar das galinhas caipiras possuírem uma excelente rusticidade, ao contrario do frango industrial, isso não evita a contaminação por fungos, vírus e bactérias. Por isso, o avicultor deve observar, diariamente, o comportamento das aves para identificar, o mais 30 rápido possível, algum tipo de anomalia. E, percebendo algum sintoma de doença, deve fazer a separação das aves para aplicar o tratamento devido.
Além disso, fazer uma limpeza, dentro e fora do galpão, seguida de desinfecção das instalações das aves é de extrema importância para diminuir, significativamente, a contaminação nos criatórios.
Aliado a isso, o avicultor deve manter um programa de vacinação preventiva atualizado. Pois, com esse cuidado ele pode evitar grandes perdas em seu aviário.
O programa de biosseguridade deve ser orientado por um médico veterinário responsável pelo plantel, com base na PNSA (Programa Nacional de Sanidade Avícola) e em concordância com os órgãos oficiais regionais. Esses cuidados são necessários para atender os programas de controle e erradicação de enfermidades como micoplasmose, salmonelose e a doença de newcastle que estão sendo executados e, atualmente encontram-se em diferentes estágios de implantação nos Estados. (EMBRAPA)
8.1 – Controle de Parasítas
Para evitar problemas como: fraqueza, anemia e até a morte das aves, o avicultor deve fazer um controle sistemático de parasitas externos (piolhos, pulgas, ácaros, carraças, barbeiros e carrapatos) e internos (vermes lombrigas). As aves infestadas com esses parasitas podem desenvolver raquitismo, diarréia e, consequentemete, baixa produção.
Para o combate dos parasitas internos deve-se usar os vermífugos de amplo expectro e para os externos, o uso de inseticida deve ser adotado. Nesse caso, o avicultor deve usar rigorosamente os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e, em alguns casos, evitar que atinja as aves com os produtos usados. Para uma aplicação segura é fundamental seguir as orientações de uso dos produtos oferecidas pelos fabricantes.
O uso de hortelã miúda, tronco e folha de bananeira oferecidos na alimentação alternativa das aves e a colocação de folha de tabaco e citronela dentro dos ninhos e do aviário tem se mostrado como um eficiente método de prevenção desses parasitas.
8.2 – Restrição de Visitas
Para manter o aviário com um bom controle de biosegurança é muito importante o produtor manter um rigoroso controle de visitantes/curiosos em seu projeto, pois as pessoas podem, sem querer, trazer enfermidades para o seu plantel através de seus calçados e roupas. As visitas permitidas devem passar por um processo de higienização e, se possível, fazer a troca de roupas e sapatos, fornecidos pelo avicultor, para que possam entrar nos aviários com segurança. O ideal é que apenas o tratador possa entrar nos galpões e piquetes.
8.3 – Vazio Sanitário
O vazio sanitário é um intervalo, de extrema importância, entre o lote que sai e o lote que chega ao galpão. É uma das etapas de biosegurança mais importante para garantir ao próximo lote de aves, um ambiente com menor numero de microorganismos w.criargalinha.com.br 31 nocivos à saúde dentro do galpão. Nesse intervalo, algumas práticas de limpeza e desinfecção devem ser executadas para que o vazio sanitário atinja a sua máxima eficiência.
O uso de produtos que possam auxiliar o avicultor nesse propósito e que tenham sua eficácia comprovada é de fundamental importância para que, os agentes patológicos sejam diminuídos ou eliminados.
Dependendo das ocorrências de enfermidades no lote anterior, o intervalo de vazio sanitário pode ser de 15, 30 ou 60 dias. O que vai definir o tempo de duração do vazio sanitário é a intensidade das doenças em níveis baixos, médios ou altos, respectivamente.
Além do período de vazio sanitário, a realização de um programa de limpeza contínuo no aviário é fundamental para a manutenção da saúde do plantel.
8.4 – Cronograma de Vacinação
A melhor maneira de evitar as doenças em um projeto de criação de aves, ainda é seguir um bom programa de vacinação. E para atender as granjas de criação de galinha caipira o avicultor deve procurar um médico veterinário em sua região, para que o mesmo possa desenvolver um programa específico para a localidade onde se pretende montar o aviário. Com base nas informações sobre as doenças mais freqüentes na região do criatório, o médico veterinário irá elaborar um cronograma de vacinação que possa auxiliar o avicultor no que se refere ao controle de doenças mais comuns nas aves domésticas (modelo abaixo).
Idade Doença Via de aplicação 1 dia (incubatório) Marek + Gumboro + Bouba (suave) Subcutânea
7 dias New Castle (B1) + Broquite Infecciosa
(H120) + Gumboro Ocular
35 dias Bouba (forte) Membrana da asa 35 dias New Castle (LS) + Bronquite Infecciosa
(H52) + Gumboro Ocular
50 dias Coriza Infecciosa (aquosa) Intramuscular) 70 dias New Castle (LS) + Bronquite Infecciosa
(H52) + Gumboro Ocular
100 dias Encefalomielite Aviária Água de bebida (sem cloro) 120 dias Coriza 
Infecciosa (oleosa) Intramuscular 135 dias New Castle + Gumboro + Bronquite
Infecciosa (tríplice oleosa)
Intramuscular



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