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9 de out. de 2019

Tuberculose Bovina



Cientistas rastreiam tuberculose bovina por meio de DNA

Por meio de mutações observadas no genoma da bactéria Mycobacterium bovis, agente causador da turberculose bovina, cientistas estão rastreando a transmissão da doença em animais ou no rebanho. O trabalho é de pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (MS), em projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e aprovado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Esse é o primeiro resultado da pesquisa recém-iniciada e com duração prevista de dois anos.

“Constatamos que fazendas próximas ou que comercializaram animais têm isolados de Mycobacterium bovis idênticos geneticamente. Com isso, avançamos no conhecimento das relações entre genótipos e distribuição espacial de cepas de M. bovis”, relata o imunologista Flábio Ribeiro de Araújo, pesquisador da Embrapa. Ele ressalta que esse conhecimento é importante aos estudos de manutenção e disseminação de focos de tuberculose bovina, essenciais para o sucesso de medidas de erradicação da doença. “Uma metodologia de rastreamento de focos de tuberculose bovina baseada em mutações de sítio único terá como clientes potenciais o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose do Ministério da Agricultura (Mapa), além das agências estaduais de vigilância sanitária”, prevê.

Araújo comenta que os experimentos foram realizados em animais do Rio Grande do Sul e servem de base para as demais regiões. “Sequenciamos isolados provenientes de cultivo de tecidos de bovinos obtidos pelos serviços veterinários desse estado em seis propriedades rurais”, conta. Cada isolado de bovino acompanha dados de localização do foco, origem dos animais, movimentações prévias, resultados de diagnóstico pela prova intradérmica (teste cervical comparativo), sorologia, cultivo e nested-PCR de tecidos.

O cientista relata que próximo passo será trabalhar, estaticamente, a relação da distância física entre as propriedades e o número de mutações idênticas. Esse é um dos objetivos da doutoranda Rudielle Andrade, do programa de Ciências Veterinárias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), orientada por Araújo. Andrade realizou treinamento na área no Instituto Sanger, no Reino Unido.

Monitorando a bactéria em humanos

Outra frente de trabalho tem sido desenvolvida por pesquisadores de instituições do norte do País (Amazonas e Pará). Eles trabalham com o sequenciamento de isolados dessas regiões e com um detalhe inédito: foco em humanos. “Se encontrarmos M. bovis em humanos, vamos correlacionar quão parecidos são com os isolados de bovinos da região. Se isso for confirmado, será a primeira descrição no Brasil de tuberculose zoonótica, o que representa muito para os estudos”, acentua Araújo. Pioneiramente, esses testes são realizados no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Manaus (AM), ligado à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), parceira do projeto.

Os estudos estão sob os cuidados dos pesquisadores Paulo Alex Carneiro (Instituto Federal do Amazonas – IFAM e Centro de Epidemiologia Comparada da Michigan State University – MSU), John Kaneene (MSU), Haruo Takatani e Christian Barnadd (Agência Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas – ADAF) e Marlucia Garrido e Ana (FVS-AM).

O grupo de pesquisa ainda é formado por especialistas de diversas instituições, como Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade de São Paulo (USP), e Secretaria da Pecuária, Agricultura e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

Sobre a doença

A tuberculose bovina é uma doença infectocontagiosa crônica causada pela bactéria M. Bovis, que acomete animais e humanos. Entre os animais atingidos estão bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres, como javalis, por exemplo. Sua presença na fazenda implica exclusão da propriedade do rol de exportação do produto para alguns mercados e o pesquisador alerta que a carne de um animal infectado não pode ser consumida, pois representa risco à saúde. “A forma mais comum de o ser humano se infectar é consumir leite cru ou derivados de animais infectados. A ingestão de carne não inspecionada também é um potencial risco”, ressalta Araújo.

O cientista da Embrapa conta que o diagnóstico da doença em animais não é fácil, porque nem sempre eles apresentam sintomas. No entanto, animais infectados podem apresentar emagrecimento ou problemas respiratórios. Araújo relata que quanto mais tempo o animal estiver infectado, pior será a situação dele e da própria propriedade. “O desenvolvimento da doença é progressivo e causa lesões no sistema linfático e no pulmão. A queda na produção gira em torno de 10% a 15%”, esclarece.

“A tuberculose é um obstáculo comercial e uma doença importante, por isso, são necessários estudos avançados, como os que já estão em andamento, para conhecer com mais detalhes a transmissão da doença, sua origem e disseminação e dessa forma construir linhas de controle, combate e erradicação,” defende o pesquisador.

Fonte: Embrapa

A tuberculose bovina é doença infectocontagiosa de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium bovis, da família Mycobacteriaceae. Acomete principalmente bovinos e bubalinos e pode afetar também suínos, equinos, aves, pequenos ruminantes, cães e gatos e humanos. Já foi erradicada em alguns países desenvolvidos, sendo sua maior prevalência em países em desenvolvimento.

São bacilos, ácido-álcool resistentes, de morfologia variável, encontrados em solo, água e pastagens por até dois anos. Os reservatórios naturais são gambás, búfalos e veados. As lesões características tem aspecto nodular principalmente em pulmões e linfonodos. Os impactos econômicos são: queda no ganho de peso e na produção leiteira, descarte precoce de animais, eliminação de animais de alto valor zootécnico, condenação de carcaças na inspeção frigorífica, morte de animais e perda da credibilidade do criador.


Há alguns fatores predisponentes como:

Raças leiteiras, superlotação, estado nutricional e fatores ambientais (umidade e pouca ventilação). Geralmente a doença é introduzida no rebanho pelo contato direto ou indireto com rebanho infectado, por exemplo: a partir da aquisição de novos animais ou participação de eventos com outros animais.

As fontes de transmissão são por animais infectados, aerossóis, pastagens, água e alimentos contaminados; raramente o homem passa a doença para o animal. As portas de entrada são principalmente pelo trato respiratório e digestivo, mas também mucosas e feridas de pele. Animais infectados podem eliminar através por várias vias, dependendo da localização: gotículas e secreções respiratórias, leite, colostro, sêmen, fezes e urina.

O animal é infectado e as bactérias são fagocitadas no local por macrófagos produzindo uma inflamação granulomatosa progressiva. Forma-se um tubérculo no local de infecção e nos linfonodos regionais. Há formação de lesões secundárias necróticas e firmes e, quando ocorre ruptura destas lesões, espalha-se para serosas e órgãos parenquimatosos, via linfática e sanguínea, tornando-se generalizada.

Possui quatro formas de apresentação: pulmonar, ganglionar, intestinal e cutânea. É comum a ocorrência de animais assintomáticos, porém, os animais doentes apresentam emagrecimento, hipertrofia ganglionar, dispneia e tosse seca.

A forma de transmissão para humanos pode ocorrer pela via digestiva, através do consumo dos produtos lácteos não pasteurizados, causando lesões extra-pulmonares, ou ainda pela via respiratória- mais comum em técnicos laboratoriais e industriais, que lidam diretamente com animais doentes. Para evitar a contração da doença recomenda-se beber apenas leite pasteurizado, ser vacinado com BCG e evitar contato com bovinos infectados. Crianças, idosos e imunodeprimidos são mais suscetíveis e requerem cuidados extras.

O diagnóstico de tuberculose pode ser direto, através do isolamento do agente e identificação bioquímica, histopatológico ou ainda detecção de DNA e, pode ser indireto, através da tuberculinização (avaliação da resposta imunológica ao M. bovis), sendo este o teste mais utilizado na rotina clínica de campo.

Não há recomendação de tratamento para tuberculose em bovino. A maioria dos casos não responde ao tratamento e contribui para o surgimento de cepas resistentes, além da eliminação de medicamentos no leite.

As formas de controle são:

Animais com mais de 6 semanas fazem teste anual, sendo que os positivos devem ser isolados e descartados.Limpeza e desinfecção do ambiente e exames clínicos em todos os animais e tratadores da propriedade.

No Brasil existe o Programa Nacional e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal – PNCRBT que é Conjunto de estratégias desenvolvidas visando erradicar a Brucelose e Tuberculose. Dentre estas estratégias há o controle de trânsito, testes diagnósticos regulares, educação sanitária, entre outros.

Fontes:

Oliveira, Sergio J. de, Guia Bacteriológico prático: microbiologia veterinária. 2ª Ed. Canoas: Ed. Ulbra, 2000




19 de set. de 2018

Fabricação de Queijo Minas Artesanal



Queijo minas frescal, ou simplesmente queijo minas, é um queijo brasileiro e segundo o regulamento técnico do Mercosul de identidade e qualidade:"entende-se por queijo minas frescal o queijo fresco obtido por coagulação enzimática do leite com coalho e/ou outras enzimas coagulantes apropriadas, complementada ou não com ação de bactérias lácticas. 
Queijo de minas" (ou "Queijo minas" como é popularmente chamado), diz respeito a todo e qualquer queijo produzido em Minas Gerais, independente de local ou processo de cura. Por outro lado, em alguns estados do Brasil o nome se tornou sinônimo do queijo frescal, ou queijo branco, como é conhecido em alguns lugares do país. Nesse caso, o queijo minas corresponde ao queijo fresco, com pouco tempo de cura e ainda no processo de dessoração (perda de líquido). O uso do nome queijo minas para certos tipos de queijo se deu pelo fato histórico de que Minas Gerais sempre foi o mais tradicional produtor de laticínios do país.específicas.

Etapas de produção do Queijo Minas

Leite 

Após a ordenha, o leite é imediatamente encaminhado para a queijaria, que deve ser próxima ao curral. Ao ser colocado no tanque de fabricação, ele é filtrado em dessoradores de náilon. Este é colocado na saída do cano que dá acesso do exterior da queijaria para o tanque. O leite deve chegar à queijaria em, no máximo, 40 min, para que mantenha a temperatura e diminuam os riscos de contaminação.

Coagulação 

Quando se utiliza o coalho líquido, ele pode ser colocado, diretamente no tanque de fabricação, ou em conjunto com o pingo. Já o coalho em pó deve ser diluído em água potável ou leite antes de ser adicionado. 

Adição da cultura 

Pela tradição de produção do Queijo Canastra, é utilizado o pingo extraído da produção do queijo do dia anterior. Devem ser adicionados 0,5% de pingo em leite, ou seja, cerca de meio litro de pingo para cada 100 L de leite. Como para o Queijo do Serro, para a fabricação da primeira massa de queijo, ou quando o produtor perde o pingo, o queijo pode ser fabricado acrescentando cerca de 150 g de raspa de um queijo que apresente ótima qualidade. 

Repouso 

O leite com o coalho e o pingo, que é o fermento utilizado nesse queijo, deve permanecer em repouso, por cerca de 2 horas, para que ocorra a reação de seus microrganismos que irão coalhar a mistura.

Corte da massa 

Uma técnica bastante utilizada pelos produtores do Canastra, para verificar se a massa está no ponto de corte, é quebrando-a com a mão. Ela deve estar firme e o soro brotar límpido e rapidamente. Quando a massa está no ponto ela é batida com auxílio de uma pá. Esta operação deve ser feita, lentamente, para evitar a formação de grãos muito pequenos, o que diminui o rendimento do queijo. 

Repouso 

Com o objetivo de aumentar a resistência dos grãos, deve-se mantê-los, em repouso, por um período de cerca de 15 min. Isso é fundamental para que os grãos formem uma película mais firme e resistente, evitando que a massa se quebre em demasia. 

Retirada do soro 

Retire o excesso do soro com o auxílio de um balde de aço inoxidável ou de plástico. É comum, nessa operação, a retirada de muitos grãos junto ao soro. Por isso, para aumentar o rendimento, é indicado verter o soro, sobre um dessorador, retirando os grãos retidos na tela.
Para se proceder à enformagem, a coalhada é colocada na forma e pressionada, até eliminar todo o soro. Por fim, surge o queijo em sua forma compacta.

Enformagem 

Primeiramente, coloque cerca de 2 litros de coalhada, em um dessorador de náilon, em cima de um escorredor. Confine-a, torcendo a parte superior do dessorador. À medida que o soro é eliminado, torça um pouco mais a parte superior, pressionando o conteúdo. Depois de retirado o excesso de soro, a coalhada, ainda confinada no dessorador, é colocada na forma e constantemente pressionada, até eliminar todo o soro.

Lavagem 

De forma geral, duas a três lavagens, de cada lado da forma, são suficientes para a retirada do excesso de soro. Após a lavagem, os queijos devem ser deixados para escorrer por alguns instantes. 

Salga 

O sal grosso é mantido na superfície do queijo por um período de, aproximadamente, 6 horas, quando o excesso de sal deve ser retirado. Em seguida, o queijo deve ser virado e, nova camada de sal espalhada sobre a outra superfície. Desse outro lado, o sal é mantido por mais 12 h. Como sobraram resíduos de sal do outro lado, a salga agora ocorre dos dois lados. 

Retirada do sal 

Passadas as 12 horas de salga, o restante do sal pode ser retirado e os queijos, mantidos na forma por mais 6 h, quando eles são desenformados e lavados em água até completa retirada do sal aderido em sua superfície. 

Cura 

Depois de lavados, os queijos são encaminhados para cura, que deve ser realizada em bancadas de madeira ou em fibra de vidro. Estes devem ser arrumados de forma a permanecer um espaço de cerca de 4,0 cm entre eles. 

Acabamento 

Assim que termina o processo de cura, um ralador deve ser passado em todos os lados do queijo. A parte ralada produz uma massa fina, utilizada para o acabamento. Para isso, deve ser misturada uma parte desta massa com um pouco de água tratada, para formar uma massinha consistente, que tampará os buracos formados durante o processo. Por fim, o Canastra deve retornar à bancada de cura.




VEJA O VÍDEO

24 de mar. de 2016

Incubadeira de isorpor



INCUBADEIRA DE ISOPOR
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Uma solução simples e barata, caso você tenha pequenas quantidades de ovos fertilizados e pretenda chocá-los, e construir uma incubadeira de isopor. É uma chocadeira que será útil não apenas aos ovos de codorna, mas também a ovos de outras aves.
Para a construção desta incubadeira, você precisará dos seguintes materiais:
· uma caixa de isopor com um volume aproximado de 50 litros, ou seja, com 45cm de comprimento x 35cm de largura x 38cmde altura;
· uma placa de vidro (de vidraça) medindo 12cm x 24cm;
· 50cm x"40cm de tela plástica de trama fina e resistente;
· duas ripas de madeira de 1 cm de espessura, cada, com 37,5cm de comprimento x 1 cm de altura;
· duas ripas de madeira de 1 cm de espessura, com 26,5cm de comprimento x 1 cm de largura;
· 47 pregos de metal;
· cinco seringas descartáveis de 50ml;
· duas seringas descartáveis de 5ml;
· uma chapa de isopor de 30cm x 30cm;
· 19 parafusos de plástico;
· 30cm de cano de PVC de 4cm de diâmetro;
· um soquete;
· uma lâmpada de 15 watts e 110 volts, transparente; . uma tomada elétrica;
· 1 metro de fio elétrico comum;
· 10cm de arame liso;
· 20cm de fio de náilon (de pesca);
· um prato de meta/, redondo, com 15cm de diâmetro e 3cm de profundidade;
· duas canaletas de metal com 35cm de comprimento x 4cm de largura x 4cm de profundidade;
· um tubo de cola branca.

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INCUBADEIRA

Adquirido o material, inicie a obra construindo a tampa da chocadeira. Para isso, recorte com cortador de isopor, numa das laterais menores, um retângulo de 29cm de altura x 31 cm de largura. Este deve ser cortado em diagonal (como mostra a figura); assim, a tampa terá maior durabilidade.
A seguir, faça uma abertura de 10cm de altura x 22cm de comprimento. Ao redor deste vazio, corte um retângulo de 12cm x 24cm, mas o talho deve ser feito até a metade da espessura do isopor. Destaque esta moldura com cuidado.
Feita a abertura, encaixe a placa de vidro (visor) sobre as dobras, fixando-a com cola branca. Depois, cole a moldura sobre ele.
Para abrir a tampa, fixe um pouco acima da placa de vidro, a ponta de um êmbolo de seringa de 50ml. Firme este puxador fazendo um corte em cruz e utilize-se de cola. A tranca desta tampa será feita com o suporte para a agulha que se prenderá ao puxador com o fio de náilon.
A bandeja onde serão depositados os ovos é feita juntando-se as quatro ripas em forma de retângulo, fixando cada canto com dois pregos. A seguir, cubra-o com tela que se fixará com pregos de metal. Para evitar que estes se enferruje, passe cola sobre eles.
A ventilação nas chocadeiras se dará através de onze aberturas circulares, sendo que sete (na parte superior) tem um diâmetro de 4cm, enquanto que as outras quatro (na parte inferior) tem apenas 1 cm.
Os círculos menores serão corta dos perto dos pés da incubadeira, cobertos com tela e revestidos com tubos de seringas de 50ml, que auxiliará fixação da tela.
Também os círculos maiores serão cobertos por telas (com exceção do círculo central), porém revestidos

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com pedaços de cano de PVC, cola dos com cola. A disposição deles será a seguinte: quatro ficarão em cada canto da caixa, dois no centro de cada metade e o sétimo no meio da parte superior. Neste último, será encaixado um soquete da lâmpada que se fixará com arame.
Não despreze as tampas de isopor que foram cortadas, pois serão aproveitadas para aquecer a incubadeira.
A partir do 14° ao 15° dia, é necessário baixar a temperatura e a umidade da chocadeira porque os fetos aumentam a temperatura interna em 2°C e precisam de mais ar. Para isso são feitas janelas retangulares de 10cm x 12cm. Faça-as cortando, diagonalmente, ao redor dos dois círculos centrais, de cada metade, na par te superior da caixa. Utilize pedaços de êmbolos de seringas de 5ml como puxadores. Nas janelas são feitas marcas (nos lados de 10cm) que indicarão a abertura delas de acordo com o período. A primeira marca é feita a 1,5cm da borda e a segunda a 3cm também da borda.
Quanto ao interior da chocadeira, a bandeja se apoiará em suportes com forma de trapézio (21cm na base maior, 15 na menor e 4cm de altura). Estes apoios são feitos com o que sobrou do corte do visor. Cada supor te é fixado por três parafusos plásticos, nas maiores laterais da caixa, a 6,5cm do fundo da caixa de isopor.
A seguir, prenda em cada lateral um trapézio com a mesma medida dos anteriores, a uma distancia de 4cm dos apoios da bandeja. Na base maior destes trapézios, cole abas de isopor de 25cm de comprimento x 4cm de largura. As canaletas de água ficarão sobre as abas. Estas canaletas, por sua vez, poderão ser de metal ou de plástico. Para o primeiro caso, deve-se usar metais inoxidáveis (flandres, alumínio etc.), ou ainda, se o metal for oxidável. é recomendável passar uma boa camada de zarcão para evitar a ferrugem. Sob a bandeja de ovos, coloque um prato de água. Verifique para que ele não esteja sobre os círculos de ventilação.
Construída a chocadeira de isopor, fixe a parte- de cima sobre a caixa com parafusos de plástico. A seguir, coloque em cada um dos cantos, na parte inferior da caixa, um êmbolo de seringa de 5Oml e, assim, você terá os pés da incubadeira.

SAIBA COMO USAR

Instale a chocadeira num lugar fresco e calmo para evitar que se derrame a água das canaletas. Para usar a incubadeira prepare-a 24 horas antes de colocar os ovos. Encha ascanaletas e o prato com água. Depois ligue a tomada e utilize os tampões para fechar as quatro aberturas da parte superior.
Reserve para os 16 dias de incubação, no mínimo, cinco lâmpadas que serão usadas em caso de emergência. Caso falte eletricidade, não mexa nos ovos até que ela volte.
Passado 24 horas do funcionamento da chocadeira, coloque os ovos. Se você os depositou no refrigerador (10° a 15°C), ponha-os na chocadeira antes que comecem a "transpirar".
Não se deve mexer no aparelho durante 48 horas. Decorrido esse período, retire os tampões de isopor das quatro aberturas da parte superior e mova os ovos de modo que fiquem em pontos diferentes da bandeja, sem que varie as quantidades de calor a ser fornecida a eles. Para esse trabalho, estabeleça um horário fixo, reservando duas horas do dia, até três dias antes do nascimento das codorninhas.
A cada três dias, complete a água da incubadeira no horárioem que o sol estiver intenso.
O resfriamento da chocadeira tem inicio no antepenúltimo dia do nasci mento, deslocando as janelas da par te superior até aprimeira marca. Faltando dois dias, mude as janelas para a segunda marca e, apenas no último dia, retire-as definitivamente.
As codorninhas devem ser retira das somente após 24 horas do nasci mento.

Ovos

O Ovo é uma célula produzida por uma fêmea, com a capacidade de se desenvolver em um novo indivíduo. O desenvolvimento pode acontecer tanto dentro do corpo da mãe como fora, quando então terá uma capa protetora de calcário a casca. O vitelo nutre o embrião em desenvolvimento. Ovos que se desenvolvem dentro da ave mãe, geralmente têm pouco vitelo, pois o embrião é nutrido pela própria mãe. Ovos que se desenvolvem fora, também podem possuir pouco vitelo caso eles sejam de animais cujos recém nascidos passam por um estágio larval e que se alimentam enquanto não atingem a fase adulta. Os ovos com casca das aves contêm vitelo suficiente para sustentar o embrião até o nascimento de uma versão jovem do adulto.
Perguntas mais freqüentes sobre incubação de aves:
1- Quanto tempo os ovos podem ser armazenados até serem colocados na chocadeira?
Depende da temperatura ambiente. Os ovos podem ficar 1 a 2 dias (em 34ºC), 4 dias (em 30ºC) e até 7 dias ou mais (em 28ºC) antes de serem chocados na chocadeira.
2- Como guardar os ovos?
Retire-os todos os dias dos ninhos (os ovos não devem Ter contato com o chão), de preferência guarde-os em cartelas próprias sempre com o bico para baixo. Evite colocá-los em geladeira, pois podem perder umidade, ou lugares muito quente (acima de 34ºC).
3- A temperatura do ambiente prejudica os ovos?
Sim, em lugares muito frio (abaixo de 4ºC) os embriões podem morrer e em lugares muito quente acima de 34ºC o embrião começará a desenvolver-se.
4- Devo botar na chocadeira ovos trincados ou rachados?
Não. Pois a temperatura dentro da chocadeira fará com que os ovos estoure, sujando e infectando os outros ovos.
5- Depois de ligada a chocadeira e ajustada a temperatura como colocar os ovos?
Depois de estabilizada a temperatura da chocadeira vá colocando os ovos deitados em fileira na grelha deixando espaço para que os mesmos possam ser movidos.
6- Com quantos dias depois posso começar a mexer os ovos?
Depois de postos na chocadeira mexer cuidadosamente após 3 dias (ou 72 horas), sempre devagar e no mínimo 3 vezes ao dia.
7- Tem horário rígido para o meximento?
Não, porém lembre-se que são pelo menos 3 vezes ao dia, preferencialmente uma vez pela manhã, uma vez a tarde e outra à noite.
8- Como deve ser o meximento?
Nunca puxe a ponta da grelha que fica na gaveta em movimentos vai e vem. Você deve apenas puxá-la na primeira mexida, empurrá-la na Segunda e puxá-la novamente na próxima e assim por diante até faltar um dia para a data prevista do nascimento (ver tabela de eclosão no manual do usuário).
9- Posso abrir a(s) gaveta(s) para verificar os ovos?
Não recomendamos fazê-lo, pois dependendo das condições ambientais externas (que varia de cidade para cidade) podem haver perdas durante o nascimento. Entretanto aqueles que desejarem arriscar devem fazê-lo à noite, com a chocadeira desligada, após 1/3 do tempo de eclosão da ave (p.ex. galinha » 21x1/3 » 7dias) e com a maior brevidade possível. Os que não estiverem fecundados poderão ainda ser aproveitados em bolos, tortas etc.
10- Como saber se estão fecundados?
Os ovos devem ser examinados com o bico para baixo e sob um feixe lateral de luz. Os ovoscópios de luz monocromática (p. ex. a raios laser) são os melhores para visualizar detalhes do embrião, entretanto qualquer bom ovoscópio pode revelar o contraste que caracteriza a fecundação.
11- Retirados os ovos não fecundados posso colocar outros ovos no espaço daqueles retirados?
Não recomendamos pois geralmente altera as condições de temperatura, umidade e oxigenação naquele momento.
12- Perto do dia do nascimento o que devo fazer?
Na véspera do dia da eclosão evite mexer os ovos, pois os pintos já buscam a posição adequada para eles nascerem. Após o nascimento, deixe-os no mínimo duas horas dentro da chocadeira e no máximo 6 horas (eles podem atrapalhar o nascimento dos demais pintos, apesar de terem reserva nutritiva para até 48 horas sem comida). Aqueles que possuírem uma nascedeira, devem utilizá-la para evitar a infecção da chocadeira com as fezes dos pintinhos.
13- Quanto tempo devo tirar os ovos da chocadeira?
Espere até dois dias após o período de eclosão estabelecido para a ave (ver tabela de eclosão no manual do usuário) para então realizar a limpeza na chocadeira.
14- Após a retirada dos ovos que não nasceram, posso colocar imediatamente novos ovos na chocadeira?
Não recomendamos. A chocadeira deve ser limpa com solução anti-séptica e em seguida permanecer de 8 a 12 horas sob ventilação (com as gavetas retiradas e a porta inferior aberta).
15- Depois de tirados da chocadeira quais os cuidados que devemos ter com os recém nascidos?
Se você não tem o pinteiro (ou criadeira) poderá improvisar um utilizando uma caixa de papelão ou madeira com piso abrasivo (para evitar o aleijamento das aves). Uma fonte de calor (lâmpada de 40W) e um ou mais bebedouro de passarinho são essenciais para evitar altos índices de mortalidade, bem como ração de crescimento de boa qualidade (rica em proteínas). A água do bebedouro tem que ser trocada diariamente pois a higiene nos primeiros dias é muito importante.
16- A alimentação das aves-mães influi na taxa de nascimento em chocadeiras?
Sim. Aves-mães devem ter tratamento diferenciado em termos de ração (rica em proteínas e sais minerais) e suplementos alimentares (vitaminas e aminoácidos)
17- Como a consangüinidade pode afetar as aves recém-nascidas?
Depende da ave. Em codornas o incesto causa nascimento precoce (14 dias) e os pintos não se desenvolvem como seus pais (raquitismo). Em gansos os ovos podem nem sequer nascer. Em galinhas caipiras a consangüinidade é bem tolerada e seus efeitos podem levar anos para serem percebidos.
18- Quanto tempo pode faltar energia elétrica sem prejudicar a chocada?
Durante as primeiras 48 horas no máximo 15 minutos, após esse tempo, é tolerada até quatro horas a partir de então começam as perdas (que depende da ave).
19- Podemos anotar nos ovos a data que eles estão indo para a chocadeira?
Sim, mas somente com carvão vegetal ou lápis grafite. Nunca com tinta ou esmaltes, pois o ovo respira pela casca.
20- Existe uma proporção macho-fêmea ideal para otimizar a fecundação?
Depende da ave. Em codornas é de um macho para quatro fêmeas (1»4), em galinhas de raça aprox. 1» 5, em gansos é de aprox. 1»3 etc.
21- Posso chocar aves de diferentes espécies ao mesmo tempo na mesma chocadeira?
Sim. Desde que haja faixas de temperatura em comum. Por exemplo, em 37,5ºC (99,5ºF) pode-se chocar galinha, angola, codorna e pata. A taxa de nascimento não será máxima para todas as aves porque a temperatura não é a ótima para todas elas e também o período de eclosão por ser diferente altera as condições dentro da chocadeira.
Dicas
  • A estocagem dos ovos não deve ser superior a sete (7) dias.
  • A temperatura para estocagem é de 12,7o C, e a umidade de 75%.
  • Os ovos estocados devem ser girados no mínimo duas vezes por dia.
  • Os ovos devem ser estocados com a ponta para baixo.
  • O transporte dos ovos deve ser feito com bastante cuidado, evitando que não haja impactos, abafamento ou exposição sol.
  • A coleta dos ovos deve ser feita pelo menos duas vezes por dia para evitar que as aves antecipem a incubação.
  • O controle sanitário, a idade e a alimentação das matrizes, devem ser rigorosos. Vermifugar o plantel anualmente,usar água limpa e fresca e ração balanceada, são também imprescindíveis.
  • As regulagens de temperatura e umidade são muito importantes.
  • Para chocadeiras que trabalham com cargas múltiplas, recomendamos o uso do nascedouro (eclodidor), para que não haja contaminação dos ovos durante o nascimento.
  • Em chocadeiras que não dispõe do giro automático, os ovos deverão ser virados, no mínimo, três vezes ao dia.
  • Recomendamos lavar os ovos de ganso, pato e marreco com bombril e água, antes de colocar para chocar
  • Evite ficar abrindo a chocadeira. Só abra quando necessário e no máximo três vezes ao dia.
  • Havendo dúvida quanto a procedência dos ovos, recomendamos que se faça uma ovoscopia antes de colocá-los na chocadeira.

25 de set. de 2015

Controle de cupins de montículo em pastagens



INTRODUÇÃO

Os cupins ou térmitas são insetos pertencentes, atualmente, à ordem Blattodea, infraordem Isoptera. Existem na natureza diferentes espécies, como cupins subterrâneos, que atacam raízes e partes vegetais subterrâneas, como cana-de-açúcar, eucalipto e gramados, causando grandes prejuízos; cupins arborícolas, que constroem os seus ninhos e vivem em árvores; cupins que atacam e vivem em madeira seca, como em móveis, assoalhos e forros de madeira; e cupins de montículo (Fig. 1). Este último é muito comum em pastagens das propriedades rurais brasileiras.
Os cupins são insetos sociais que vivem em colônias populosas, representadas por castas de indivíduos ápteros e alados (CONSTANTINO, 2011). Sua sociedade é constituída de um grande número de indivíduos, abrigados em ninhos denominados termiteiros ou cupinzeiros (Fig. 2). Outros exemplos de insetos sociais e que formam colônias são as abelhas, que vivem em colmeias; as formigas, que vivem em formigueiros; e as vespas. Formigas, abelhas e vespas pertencem à ordem cumulansHymenoptera dos insetos, uma das mais evoluídas da classe Insecta.
No cupinzeiro, a colônia populosa é organizada em castas de indivíduos ápteros (sem asas) e alados (com asas). Os indivíduos alados possuem asas semelhantes, membranosas, daí o nome da asa. Os grupos de indivíduos das castas apresentam forma e função semelhantes. No caso dos cupins, são identificadas, basicamente, duas categorias: 

Categoria dos reprodutores

O casal real (rei e rainha), adultos e ápteros, que possui a função reprodutora dentro do cupinzeiro, e o casal de adultos, alados, machos e fêmeas, darão origem a novas colônias, sendo comumente conhecidos como siri-siris, aleluias ou formigas-de- asas.
O casal alado é encontrado somente em determinada época do ano, na enxameagem, sendo a quase
totalidade comida por predadores, como pássaros e mamíferos. Deve-se mencionar que a rainha, quando completamente desenvolvida, apresenta notável crescimento abdominal, podendo atingir cerca de 200 vezes o volume do resto do corpo, medindo assim em torno de 34 mm. Isso se deve à pressão exercida pelas bainhas ovarianas cada vez mais cheias de ovos. A esse fenômeno dá-se o nome de fisogastria.
Uma característica nos cupins ou térmitas é que quando falta o casal real, a proliferação dentro do cupinzeiro é mantida à custa de indivíduos que se apresentam como formas jovens e sexualmente
pouco desenvolvidas. São os reis e rainhas de substituição, originários de indivíduos especiais que
possuem apenas tecas alares (asas rudimentares).
Essas rainhas de substituição nunca atingem o desenvolvimento de uma verdadeira rainha. Assim,
nesses cupinzeiros, encontram-se muitas rainhas de substituição, na falta da verdadeira rainha.

Categoria dos operários e soldados

Categoria das formas jovens, estéreis, ápteras, de ambos os sexos, constituídos pelas castas dos operários e soldados. Na casta dos operários, esses, em geral, são de coloração branca ou amarelo-pálida e ápteros e geralmente desprovidos de olhos compostos e ocelos (GALLO et al., 2002)
(Fig.5). Constituem a maior parte da população do cupinzeiro, desempenhando todas as funções da colônia, menos a de procriação.
A casta dos soldados, semelhantes aos operários, por ser na maioria espécimes ápteras e usualmente
cegas, diferencia-se morfologicamente destes por ter a cabeça muito mais volumosa (grande), de
coloração marrom-amarelada e as mandíbulas mais desenvolvidas, não servindo, entretanto, para mastigação. Sua função é de defesa da colônia, colaborando também com os operários em seu trabalho.

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