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6 de nov. de 2017

Adestramento de Cães




Método de adestramento

O adestramento, ás vezes, é visto como um luxo ou algo desnecessário por alguns tutores. Já outros pensam na possibilidade de adestrar seus cães apenas quando surgem problemas de comportamento.

E você? Já parou para pensar na importância do adestramento do seu cão?
O treinamento é uma forma de fortalecer a relação entre o cão e seus tutores. A comunicação fica mais clara e isso previne ou diminui o surgimento de problemas.
Cães que não têm regras ou limites apresentam inúmeros comportamentos indesejados, simplesmente porque não sabem o que é esperado deles.
Como diz o velho ditado, prevenir é melhor do que remediar, ou seja, é muito mais fácil e rápido treinar um cão logo cedo, antes que comecem a aparecer os problemas de comportamento.
Assim que seu cão chega em casa, você já pode iniciar o treinamento. A verdade é que durante todo o tempo que passamos com nossos cães estamos ensinando algo a eles, mesmo sem querer.
Por isso, é bom ter a ajuda de um profissional de adestramento qualificado, que use reforço positivo, e não métodos aversivos, que irá compartilhar informações, educação e treinos valiosos para que o cão tenha uma relação mais saudável com sua família humana.
Um cão treinado é, sem dúvida, um cão feliz, porque ele poderá estar com a família em muitas ocasiões e fará parte das atividades do dia a dia das pessoas.
Os cães são animais sociais e precisam passar tempo com a família. Cães que vivem isolados geralmente apresentam problemas comportamentais e levam uma vida de solidão.
Além disso, o adestramento proporciona atividades ao cão, fazendo com que ele se sinta mais seguro e confiante, e não entediado.
O adestramento possibilita que o cão se torne equilibrado e acompanhe seus tutores nas atividades do dia a dia, saiba se comportar em qualquer ambiente e seja integrado na sociedade de forma saudável. Além disso, o treinamento também melhora a comunicação entre o cão e as pessoas e previne o surgimento de problemas comportamentais.




8 de out. de 2017

Montando um Canil



Para quem curte animais e procura por uma oportunidade para iniciar um negócio, montar um canil pode ser uma boa opção. Afinal, o cão ainda é o animal doméstico mais prestigiado nas casas brasileiras e preferido entre crianças e adultos. Se você tem espaço e deseja trabalhar com cães como um negócio, está indo por um caminho bem lucrativo e com certeza de mercado crescente. Veja agora mais detalhes de como montar um canil.

O primeiro passo para que seu canil tenha sucesso é analisar o espaço. Se você já tem uma casa com uma grande área, pode usá-la com adaptações e ainda tem a vantagem de residir no ambiente, cuidar de perto do bem estar dos animais, sem contar que o custo se torna muito mais baixo! Caso tenha que encontrar um espaço, dê preferência a um local longe de bairros residenciais. O ideal são casas amplas como sitio, chácaras ou fazendas, pois os animais podem fazer barulho e correr a vontade, sem incomodar os vizinhos.
Embora Seja Uma Triste Realidade, Existem Pessoas Que Não Suportam “Incômodos”, Podendo Fazer Algo Horrível Com Os Animais, Como Envenená-Los, Roubá-Los Ou Até Mesmo Agredir. Por Isso, Dê Preferência Por Montar Um Canil Longe Da Vizinhança.

Escolhendo Os Cães Ao Montar O Canil – Cão Ideal Para Venda

Todos os animais encontram um dono, mas é importante saber com que raças trabalhar após montar o canil é mais rentável. Seu espaço pode influenciar muito nisso.

Os cães menores tem melhor aceitação no mercado, e o custo de manutenção é menor. Pondere todos os fatores (mercado consumidor, instalações e custos de operação) e decida pela melhor raça ao montar um canil.

Por exemplo: montar um canil com cães de grande porte em regiões metropolitanas onde o público alvo reside em apartamentos, aparentemente não é uma boa opção, não acha?

Pesquise em revistas de criadores e pergunte a veterinários quais as raças estão em alta, tem mais saída e frequentemente são especuladas pelos clientes. O mercado de cães para venda também obedece à lei da oferta e demanda, assim, existe sempre as raças mais procuradas, logo, valem mais e tem o retorno garantido, pelo menos, dificilmente ficará com cães por longos meses sem conseguir vender.

Consulte características da raça para ver se vale a pena cuidar deles por um bom período até que encontrem um dono, sempre releve a possibilidade de não encontrar e ficar com mais um animal, o que representará custos e transtornos.

O Local Para Montar O Canil

Após escolhidas as raças para montar o canil, é preciso partir para a estrutura física antes de receber os animais. Dependendo do porte do cão, o local onde eles vão dormir vai ser menor ou maior. O ideal é criar casas individuais para que eles tenham cada um sua vasilha com água e comida, evitando disputas. O adestrador irá tratar do hábito deles dormirem no mesmo local, comerem sempre em suas rações destinadas, entre outros comportamentos que irá ajudar ao dono.
Pode parecer bobagem em um primeiro momento, mas por favor, não ignore! TENHA UM ADESTRADOR ao montar um canil, não cometa este erro burro. Um adestrador não apenas tornará seu trabalho mais fácil, mas também lhe dará as dicas que você precisa para alavancar seus ganhos.

Obs: Vocês sabem que eu dificilmente negrito e sublinho algo, então, se fiz, é porque é importante mesmo!

É importante deixar uma grande área a céu aberto para que os animais possam se exercitar ao ar livre, com espaço com sombra para descanso, lembrando sempre de colocar vasilhas com água. Precisa ainda ter um local especifico para tosa e banho, bem como para que o veterinário possa ir examinar os animais individualmente, sem que os outros cachorros atrapalhem.

Em casas de criação, é comum que o veterinário vá visitar para fazer os exames de rotina ou partos em caso de complicações na gravidez. Como é mais de um cachorro, é mais cômodo para o criador convidar o profissional a se deslocar até o canil. É preciso ter um veterinário vinculado ao canil para acompanhamento, isso é exigido e cobrado em lei.

Ei, Atenção Aqui! Os Crimes Ambientais Estão Cada Vez Sendo Mais Punidos, Cuidado Para Não Configurar Nenhum MAL TRATO Aos Cães, Você Poderá Ter Sérios Problemas.

O investimento inicial para montar um canil pode chegar a R$ 5 mil reais,  dependendo do conforto, que será bem valorizado e observado pelos compradores na hora da visita para a escolha dos filhotes. O retorno virá em breve, não se preocupe. O custo dos animais varia conforme a raça, podendo superar 10 mil reais reais um casal de pedigree puro por gerações.

Fluxo De Caixa E Sazonalidade Ao Montar Um Canil

Como não é sempre que você terá cães para venda, sendo que alguns especialistas recomendam apenas uma cria por ano, você precisará fazer um planejamento financeiro e operacional do canil. Tente operar o canil de maneira que você sempre tenha cães para venda, bem como um capital de giro de sobra.

Faça seu planejamento financeiro de maneira a responder algumas questões como: Qual a capacidade de produção do canil ao mês, dado a capacidade de gestação anual e o número médio de filhotes gerados pela raça escolhida. Qual o valor médio de venda de cada cão? Faça estes cálculos e você terá uma valor médio de receita mensal.

Outra opção para diminuir este efeito da sazonalidade ou da baixa produção em alguns períodos é aliar ao canil outros tipos de produtos e serviços como:

Venda de matrizes e reprodutores;
Serviço de hospedagem de cães;
Serviço de banho e tosa;
Adestramento de cães;
Revender cães de outros canis.
Venda de produtos para cães, etc.
Com estas medidas você terá uma parte do negócio com uma receita frequente para bancar os custos fixos do canil.

Licenças E Documentação Para Montar Um Canil

Para ter um canil em funcionamento é preciso ter uma licença no Centro de Controle de Zoonoses da cidade, que irá fazer uma inspeção pessoalmente e saber se os animais têm condições de sobreviver. Será observada higiene, local de alojamento para os cães, alimentação, estado de saúde dos animais e se há um veterinário responsável.

Ele não precisa trabalhar diariamente no canil, mas precisa fazer visitas periódicas no espaço e ser responsável pela saúde dos cães.

Planejamento De Marketing Do Canil

Não basta montar um canil, é preciso vender os cães para gerar receita para o negócio. Principalmente se a região escolhida para montar o canil for mais afastada, provavelmente, você terá maior dificuldade para comercializar os cães, ainda mais no começo, quando sua empresa ainda não for conhecida. Nesta etapa, quanto mais você conhecer do seu produto e do perfil de cliente que o comprará mais fácil será atingi-lo.

Pense comigo! Por que não criar um site? É fácil, existe como montar um site grátis, online, assim, seu negócio poderá focar não apenas na sua região física, mas sim aos limites do Brasil inteiro! Veja mais em como montar uma loja virtual.

De modo geral você poderia divulgar seu canil em:

Jornais locais e revistas;
Panfletos para distribuição em locais com grande fluxo de pessoas e veículos;
Folhetos e cartões de visitas;
Parcerias com pet shops e casas de produtos agropecuários;
Montar um canil, como qualquer outro tipo de negócio, necessita planejamento e avaliação dos aspectos de mercado, financeiros e operacionais do negócio. Caso você não tenha experiência ou tenha dificuldade consulte o Kit Como Abrir Um Negocio.

Para os apaixonados por cães, a transformação de lazer em empreendimento pode ser rentável.
Cursos Cpt Cachorro   ediumCriar cães pode ser um grande empreendimento hoje em dia. O dia a dia corrido, a individualidade, pais que saem para o trabalho, enfim, diversos fatores levam as pessoas a procurarem companhia de animais de estimação. E os cachorrinhos são os preferidos.

É preciso profissionalismo para lidar com todos os cuidados necessários para se firmar no ramo.

O negócio começa com a análise de sua viabilidade. Como? Comece analisando quais as raças mais viáveis economicamente. Os animais de pequeno porte, geralmente, têm boa aceitação de mercado, saem com mais facilidade depois de adultos e os gastos com a manutenção são menores.

A escolha das raças com as quais deseja trabalhar determina o tipo e o tamanho das instalações, o manejo e os custos necessários para a implantação do negócio. Questões como afinidade na escolha da raça, facilidade, custo de criação, espaço disponível e valor comercial dos animais são os principais pontos a serem analisados para que o empreendimento tenha viabilidade econômica.

Um canil pode apenas criar e vender filhotes, matrizes e reprodutores ou também prestar serviços de banho, tosa, adestramento e hospedagem. O adequamento da empresa por prestações de serviços torna o empreendimento mais viável, uma vez que, geralmente, o público que procura por eles é de classe mais alta.

Na prestação de serviços, a responsabilidade é ainda maior, pois você vai lidar com animais de estimação das pessoas que têm alto grau de exigência. Os animais são, muitas vezes, tidos como parte da família. Esses clientes esperam tratamento diferenciado e com segurança. Como a maioria desses clientes é de nível social mais elevado eles também estão dispostos a pagar bem para o bem-estar dos bichinhos, desde que o serviço recebido em troca condiga com a importância.

Local

Por ser um ambiente que lida com animais é recomendado que a sua localização seja, preferencialmente, fora do perímetro urbano - sítios, chácaras ou fazendas. Isso porque se localizado na área urbana o proprietário pode ter problemas devido ao barulho e ao mau cheiro.

A utilização de propriedades rurais pode tornar o negócio mais viável para o pequeno investidor.

No caso do canil estar localizado em áreas residenciais algumas medidas de precaução devem ser tomadas. Tenha cautela na hora de escolher as raças. Dê preferência para aquelas que são mais tranqüilas, menos barulhentas. Caso contrário é preciso muito cuidado com os latidos. Repreender os cães desde novos é uma opção, pois assim eles ficam condicionados e aprendem a respeitar limites. No caso de mau cheiro, seja sempre caprichoso e cuide muito bem da higiene dos animais e das instalações.

Seja na área rural ou urbana, opte por locais de fácil acesso. Vias transitáveis e sinalizadas. Dê preferência para as vias asfaltadas e próximas aos centros urbanos.

Instalações e equipamentos

As instalações de um canil são simples, porém devem ser adequadas e funcionais. A área deve ser dividida em alas.

Ala de serviço: escritório e depósito de ração e materiais de uso diário.
Ala de manejo dos animais: local onde fica os boxes para abrigo dos cães, área para banho e tosa, área de exercício e área de maternidade. Os boxes devem ser divididos em duas áreas: uma coberta para abrigo e outra aberta para movimentação.

Boxes

Divididos em duas áreas. Coberta para abrigo e aberta para movimentação.

Exercícios

Plana e gramada para os animais não se machucarem. O local deve ter sombra e vasilhas com água.

Maternidade

O local reservado deve ser quentinho, seco e tranqüilo. Boa opção é o uso de caixas simples ou cestos simples de palha.

Banho e tosa

O tipo de ambiente varia de acordo com as raças podendo ser desde um ambiente simples com tanque, chuveiro com água quente e mesa até uma sala projetada para essa função.

Para os canis que trabalham com prestação de serviços podem ser instaladas estruturas anexas, como sala de cirurgia e área para adestramento.

Higienização dos animais

O processo de higienização de cães varia de acordo com as raças. As mais rústicas, de pelos mais curtos, como o Beagle, necessitam de cuidados básicos. Com as raças mais sofisticadas, como Yorkshire Terrier, a higienização é mais trabalhosa.

Cursos Cpt Banho Em Cachorro   ediumDiariamente, deve-se cuidar dos pêlos, fazer higiene das orelhas e verificar a presença de parasitas e banhos semanais. A escovagem ativa a circulação de sangue na pele, o que melhora a aparência dos pêlos.

No caso das raças mais complexas, os cuidados variam de acordo com cada uma delas. Os Yorkshire Terrier devem ser penteados todos os dias enquanto os pêlos dos Schnauzer não devem ser manuseados com tanta frequência.

Alimentação

Os animais, ainda filhotes, começam a aceitar alimentos sólidos com três a quatro semanas. A partir dessa fase, é preciso manter, o tempo todo, uma ração específica disponível para a categoria.

Deixe os filhotes comerem o quanto desejarem até que estejam desmamados - o que acontece por volta de seis a oito semanas.

Quanto o cão estiver com cerca de 10 a 12 meses de idade a ração de filhote deve ser trocada pela de adulto. Isso deve acontecer de maneira gradual para que não provoque distúrbios digestivos nos animais.

Cuidados com os animais

A vacinação dos animais deve acontecer uma vez por ano com vacinas sêxtuplas e anti-rábica. Para isso, o canil deve possuir, preferencialmente, com uma enfermaria e duas pessoas para aplicar as vacinas. Outro cuidado muito importante com os cães é a vermifugação. Os filhotes devem ser medicados com três a quatro semanas de idade e, daí pra frente, a cada mensalmente até eles completarem seis meses. Passada essa etapa a vermifugação pode ser a cada seis ou doze meses. A terceira medida obrigatória é o controle de transito de pessoas no canil.



5 de out. de 2017

Raças de Cães no Mundo



Os cães são os melhores amigos do homem! Esta declaração antiga foi provada tempo correto e de novo por estes fiéis companheiros. Cada cão tem característica própria e única, como tamanho, saúde, temperamento, aparência, requisitos de higiene, etc.. Cada tipo de cães têm uma história de origem e linhagem. Dependendo de suas necessidades e expectativas de um cão de estimação, escolha um cão com características que combinam com suas exigências. Este artigo irá cobrir todos os tipos de cães com imagens. Eu dividi a lista de cães diferentes com base em seus grupos de raça.

Grupo Hound
O grupo do cão foi desenvolvido há centenas de anos para auxiliar o homem na caça para alimentação e esporte. Alguns cães têm uma visão desenvolvida e são conhecidos como “cães de visão” ou “olhar”  como cães de caça. Eles são mais rápidos e mais altos de todas as raças antigas. Eles usam sua visão aguçada para encontrar a presa e correr para pegá-la com rapidez e agilidade. Alguns cães deste grupo são conhecidos como “sabujos”,pois estes cães têm um sentido de cheiro afiado. Eles têm muito alta resistência física e usam a sua determinação obstinada para caçar.
Basenji

Borzoi

Deerhound
Cão do faraó
Foxhound
Bassê
Grande Munsterlander
Basset Hound
Bávaro da montanha
Rhodesian Ridgeback
Wolfhound irlandês
Saluki
Cão de caça
Whippet
Galgo Espanol
Bigle
Greyhound
Spitz finlandês
Os cães de caça outros sob este grupo são Basset Bleu De Gascogne, Basset Fauve De Bretagne, Basset Griffon Vendeen (Grand), Basset Griffon Vendeen (Petit) Cirneco Dell’Etna, Grand Bleu De Gascogne, Hamiltonstovare, Ibizan, Elkhound Norueguês, Otterhound, Segugio Italiano, Sloughi, Podengo Português (Warren Hound).


Grupo de cães de Trabalho
Esses cães foram criados para ajudar o homem em várias incursões como proteger as pessoas, o transporte de mercadorias, puxando carros de busca e salvamento, etc.. A variedade de cães que vêm sob este grupo é grande e poderosa. Estes cães são inteligentes e suas personalidades coincidem com a rusticidade física.
São Bernardo

Malamute do Alasca

Bernese Mountain Dog
Rottweiler
Bullmastiff
Great Dane
Português Cão de Água
Hovawart
Cão da Groenlândia
Mastiff tibetano
Doberman Pinscher
Dogue de Bordeaux
Leonberger
Mastim
Newfoundland
Canadian Eskimo Dog
Boxeador
Afghan Hound
Husky Siberiano
Schnauzer gigante
Os outros cães que trabalham sob este grupo são o alemão Pinscher, Terrier Preto Russo.


Grupo utilitário
Este é um grupo de alguns cães que são incapazes de “encaixar” nos grupos de outro cão. Estes cães foram originalmente criados para ajudar o homem em seus empreendimentos. Ao longo dos anos, esses cães se tornaram redundantes e agora não têm nenhum papel como cães de trabalho. O grupo utilitário também é conhecido como o “grupo não-esportivo”.
Akita

Boston Terrier

Poodle miniatura
Dálmata
Eurasier
Buldogues franceses
Terrier tibetano
Coreano Jindo
Lhasa Apso
Chow Chow
Schnauzer
Poodle
Poodle toy
Schipperke
Schnauzer
Shar Pei
Shih Tzu
Keeshound
Os outros cães no grupo da utilidade são Canaã Cão, Spitz Alemão (Klein), Spitz Alemão (Mittel), japonês Akita Inu, japonesa Shiba Inu, calvo mexicano e Spaniel tibetano.


Toy Group
A principal atração dos tipos de cães sob grupo de brinquedo é seu tamanho pequeno. Os cães sob esse grupo têm personalidades fortes e aparência atraente. Estes cães pequenos são cães de guarda muito bons e têm requisitos de manutenção de baixo custo. Estes são os cães de volta e, apesar de sua aparência delicada são cheios de energia robusta. Estes cães muito bem se encaixam no velho ditado como “Parecem muitas vezes são enganosos”.
Affenpinscher

Yorkshire Terrier

Chihuahua
Taipa
Pomeranian
Bichon Frise
Bolognese
Lowchen
Chin japonês
Chinese Crested
Inglês Toy Terrier
Griffon de Bruxelas
Italian Greyhound
Coton de Tulear
Cavalier King Charles Spaniel
Maltês
Pinscher
Papillon
Pekingese
Terrier de seda australiano

Terrier Grupo
Estes tipos de cães têm “Terrier”como  seu nome do grupo, derivado de uma palavra latina que significa “terra”. Estas raças de cães pequenos de terrier são resistentes e podem cavar o chão quando a caça de animais nocivos. Eles são briguentas criaturas pequenas, cheias de energia e charmosas ou suficientes. A seguinte lista de tipos de cães com fotos, do grupo Terrier, lhe dará uma visão destes cães ousados.
Airedale Terrier

American Staffordshire Bull Terrier

Bedlington Terrier
Border Terrier
Bull Terrier
Cairn Terrier
Scottish Terrier
Sealyham Terrier
Staffordshire Bull Terrier
Westhighland Terrier
Dandie Dinmont Terrier
Fox Terrier
Terrier irlandês
Jack Russell Terrier
Kerry Blue Terrier
Lakeland Terrier
Manchester Terrier
Miniature Bull Terrier
Norwich Terrier
Parson Russell Terrier
Rat Terrier


Sporting Grupo
Também conhecido como o grupo de Caça, os cães sob esse grupo consistem principalmente do Spaniels, Retrievers, os setters e as raças de Caça-apontando-Recuperando. Estes cães são criados para conduzir o jogo para as redes de caça ou recuperar animais que o caçador feriu com a arma ou as setas. Estes cães são afetuosos e provam ser companheiros para a vida.
American Water Spaniel

Brittany Spaniel

Chesapeake Bay Retriever
Cocker spaniel
Setter Inglês
Springer Spaniel Inglês
Field Spaniel
Retriever revestido liso
Ponteiro de cabelos curtos alemão
Golden Retriever
Setter Gordon
Grifo
Setter irlandês
Irlandês Vermelho e Branco Setter
Spaniel de água irlandesa
Labrador Retriever
Lagotto Romagnolo
Nova Scotia Duck Tolling Retriever
Apontador
Spione Italiano
Vizsla
Weimaraner


Grupo de pastoreio
Os cães sob o grupo de pastoreio têm ajudado o homem por mais de centenas de séculos em cuidar de seus rebanhos e manadas de animais. Estes cães têm embutido instinto de pastoreio. Estes cães de caule, casca, empurram, beliscam os calcanhares e ajudam na pecuária unidade em grupos. Eles também ajudam a proteger o gado dos predadores. Eles aprendem rapidamente e obedecem a comandos.
Pastor da Anatólia

Australian Cattle Dog

Pastor Australiano
Bearded Collie
Beauceron
Belga Malinois
Sheepdog belga
Sheepdog polonês da planície
Puli
Pastor dos Pirinéus
Shetland Sheepdog
Welsh Corgi
Tervuren belga
Border Collie
Bouvier des Flandres
Briard
Pastor Alemão
Inglês Antigo Sheepdog




2 de out. de 2017

Cão Faraó a Raça mais antiga



pharaoh hound, originalmente chamado kelb-tal fenek (em portuguêscão de coelho), é uma raça cujo nome em inglês remete à semelhança com os antigos cães do Oriente Médio, pertencentes aos mercadores fenícios que se espalharam na região do Mediterrâneo. Caçadores de coelhos, utilizavam audição, olfato e visão para capturarem estas pequenas presas. Ainda usado para caça, tornou-se popular como cão de companhia, ainda que seu adestramento seja considerado difícil.

Único e extremamente inteligente, o cão Faraó tem sido em torno de cerca de 5000 anos. Este cão tem uma mente própria e da coleira é uma necessidade, se você quer que ele fique ao redor, indo para caminhadas. Este cão energético não sabe o significado da palavra medo.
Todos nós já ouvimos mais de uma vez sobre o fato de que esta raça do cão ou que raça do cão é uma das raças mais antigas conhecidas pelo homem, mas eu apresento a vocês “raça do cão”, em outras palavras, o cão do faraó.
Você sabia?
Há pinturas do cão Faraó famoso que surgiu 3000-4000 aC que é realmente alguma coisa!

Estes eram os cães que foram reverenciados no antigo Egito, foram considerados como os companheiros leais dos faraós, eles eram preferidos pelos caçadores e eles eram geralmente amados por todos. No Oeste da Grande Pirâmide Quéops perto de Giza, um túmulo foi descoberto com um desses cães. Na inscrição foi afirmado que este cão era o guardião de seu mestre, um cão do Faraó de verdade!
Como mencionado, estes cães voltar um longo tempo, mas você sabe que não é o Egito que é credenciado para a preservação da raça do cão do Faraó? É o povo de Malta e Gozo. Foram os fenícios que tiveram esta raça do cão com eles quando mudaram e se estabeleceram em Malta e Gozo, eles levantaram estes cães para caçar coelhos e guardar os seus rebanhos e casas.
Para o próximo par mil anos, o cão do faraó viveu lá mudando pouco, se algum, certo até os anos trinta, quando o primeiro muito destes cães foi importado para a Inglaterra. Foi mais de 30 anos depois que os Estados Unidos  introduziram o cão do faraó (em 1967) e que foi através de uma certa Sra. Harper. Logo a AKC foi fundada (1970) e  o cão teve o reconhecimento oficial em 1984.
Quando você pensa sobre isso, é uma surpresa que o cão do faraó foi reconhecido ou “descoberto” tão tarde considerando o fato de que ele tem sido em torno de cerca de 5000 anos. Você não acha?
Quando você olha para uma foto do cão do faraó você poderia pensar que este é um cão alto, mas isso simplesmente não é verdade, é um cão de médio porte, com a altura média de cerca de 26 centímetros para os homens e 24 cm para o fêmeas.
Uma coisa a lembrar sobre o cão do faraó é que este é um cão de vista, em outras palavras, o animal persegue o que ele vê e nenhuma quantidade de treinamento e chamando-o de volta está indo para o trabalho quando de repente ele decide correr atrás de alguma coisa ou de outra. Assim, mantê-lo em uma coleira em todos os momentos fora de casa, porque ele vai fugir. A melhor coisa para um cão do faraó é transformá-lo solto em um gabinete de bom tamanho, vedado a toda a volta (5 metros de altura ou mais) para que esta abertura cão energético pouco de sua energia, ou você pode ir correr com ele ou levá-lo em um passeio de bicicleta, seja criativo!
O cão do faraó é um cão relativamente fácil de treinar, se você usar um método bom reforço positivo. Por quê? Porque este cão pode ser teimoso. O cão não responde bem às técnicas de treinamento pobres porque esta uma raça de cão que um pode usar sua cabeça, pense por um minuto, este cão foi criado e desenvolvido para ser capaz de cuidar de si mesmo, pelo que a sua natural que ele vai querer saber o que ele está saindo do negócio.
Você vai ter que esperar este cão para tentar obter o melhor de você em cada situação. É por isso que, começando quando são jovens, você precisa de mostrar a eles que você é o líder da matilha, você é o cão Alfa, se você não o fizer, o cão vai tentar mostrar quem está no comando. Com firme e treinamento gentil apenas mostre-lhe que você quer dizer negócio.

25 de set. de 2017

Escolha do filhote de cães



Normalmente se compra um cão ainda filhote, pelo fato da adaptação, educação e adestramento serem mais facilmente implantados (modelados). Pois um cão adulto com personalidade canina formada certamente teremos mais trabalho. 


OBJETIVO 
Em nosso caso, vamos tratar a escolha de um filhote para investirmos em treinamento para Provas de trabalho. Embora não pareça, o investimento com relação as aulas de adestramento é bastante significativo, pois demanda muita dedicação, tempo e persistência. Isto significa inúmeros treinos na chuva, no sol nos mais variados horários e locais, levantar bem cedo e rodar muitos quilômetros para encontrar um local adequado para se treinar faro.


ADESTRADOR 

Para se treinar verdadeiramente um cão de trabalho é preferível que a pessoa designada já tenha uma boa experiência ou alguma formação na área de adestramento, comportamento canino e conhecer provas de trabalho. Pois cães que possuem os pré-requisitos necessários, em geral necessitará de muita habilidade por parte do adestrador.


INDIVÍDUO CANINO 

Em se tratando de cão de trabalho, devemos analisar o indivíduo mais adequado, para este fim, ou seja, podemos começar analisando cães adultos (machos e fêmeas) que apresentaram ou apresentam melhores resultados nas provas, no sentido de surgir possivelmente futuras ninhadas com estes padreadores e matrizes.


PESQUISA 

Onde estão os melhores cães, comprovadamente ? 
Você poderá obter junto a um clube ou núcleo ativo do Pastor alemão, uma lista dos melhores criadores, porém muitos não dão a devida atenção e nem conhecem fatores ligados ao temperamento e disposição para o trabalho, portanto estes importantes pré-requisitos para acasalamento muitas vezes estão fora do plano de seleção. 
Se você encontrar um canil, que não faz nenhum tipo de seleção se quer, você pode descartar este canil. Bons criadores, colocam a seleção acima de tudo e a prioridade é contribuir para a qualidade da raça. 
Se você encontrar cães realmente selecionados, isto é fator favorável e você pode continuar sua análise, porém procure saber de forma comprovada, os resultados nas provas de trabalho, e de uma atenção especial neste pré-requisito.


DOCUMENTAÇÃO 

Tudo deve ser comprovado, desde Pedigree, Título ou carteira de trabalho, Laudo do exame de displasia coxo-femoral, Qualificação de exposição, Certificado de seleção, etc.. 
Verifique e analise a documentação dos Pais e principalmente se eles são selecionados, e se tem aprovação em provas de trabalho.


ANÁLISE DA ÁRVORE GENEALÓGICA 

Você deve analisar as gerações anteriores, o lado paterno e o lado materno, saber se já produziram bons filhotes, saber da carreira que estes cães tiveram, resultados de exposições, laudo RX Displasia coxo-femoral e principalmente com relação as provas de trabalho.


NINHADA 

Escolher um filhote na prática, é a última coisa que temos que fazer, pois todo o estudo já foi feito anteriormente e preenchido os pré-requisitos importantes para o nosso objetivo.  
Numa ninhada, os indivíduos caninos em geral são bastantes diferentes um dos outros. Analisando o aspecto comportamental, que é um fator de grande importância, podemos prever e aumentar a probabilidade de termos um indivíduo canino promissor para o futuro. 
Isto implicará em várias visitas ao canil, agendadas previamente com o criador, para analisar a ninhada sem nenhum compromisso. Se você ainda é inexperiente, opine em consultar um profissional atualizado e participante ativo de provas de trabalho, e até mesmo em assessorá-lo na escolha. 
Lembre-se, um experiente vai escolher tecnicamente e com muito "olho clínico", e um leigo em geral escolhe com o coração, tentando enxergar apenas beleza física.


ANALISE DO FILHOTE SOZINHO 

Vamos analisar cada filhote separadamente com pelo menos 60 dias de idade.


· AMBIENTE 

Vamos colocar um filhote em um ambiente desconhecido e analisar suas reações. O ideal para nós, é que este filhote seja indiferente ao novo ambiente, mostre-se desinibido, percorrendo o ambiente seguro e explorando-o sem nenhuma restrição. 

· APROXIMAÇÃO 
Paramos próximo do cão (mais ou menos 2 ou 3 metros), tentamos estabelecer algum contato, batendo palma (barulho baixo), agachando ou emitindo algum som com a nossa voz de forma receptiva. O ideal é que ele venha bastante rápido e com expectativa, interessado em alguma coisa e sem nenhuma desconfiança. Se ele mordiscar sua mão, a barra da calça ou seu sapato, ou até mesmo tocar com a pata em você, não descarte o filhote. 

· ACOMPANHAR 
Após o teste anterior, levante e se afaste devagar, estimulando-o a acompanhar com voz suave e batendo palmas. Queremos que o cão siga logo e animado e com muita expectativa. 

· SENSIBILIDADES (através dos sentidos) 
Através dos sentidos do cão, devemos analisar seu comportamento (reações). 
Um cão sensível emocionalmente, em geral sente fatores externos, mesmo sem nada afetar sua integridade física. 

· AUDIÇÃO 
O cão deve permanecer indiferente ou curioso ao barulho apresentado. 

· VISÃO 
Também deve ficar indiferente as novas alterações visuais no ambiente, ou recuperar-se muito rápido de alguma surpresa visual nas proximidades, como uma caixa de papelão que se move, o guarda-chuva que se abre, a cortina que se fecha, etc.. 

· TATO 
Precisamos saber se o filhote é receptível ao tato (gosta de ser tocado em todas regiões), mais que isto, se ele não é sensível fisicamente, suporta toques mais fortes. 
Um cão sensível fisicamente, sente facilmente a dor. 
NÍVEL DE ATIVIDADE (através dos instintos) 
É importante que todos os instintos sejam bem pronunciados. 

· CAÇA 
O filhote deve apresentar forte desejo de pegar (abocanhar rapidamente), qualquer objeto (não prejudicial) que você estimule próximo ou bem perto dele. Ex.: Uma bolinha que você mexe simbolizando uma presa que quer fugir (escapar). 

· SOBREVIVÊNCIA 
O filhote deve ser bastante guloso, apresentando forte interesse na hora de comer. Lembre-se, o cão que come bem, em geral também recupera-se rápido de uma possível doença e facilitará em muito no adestramento, principalmente no treinamento de faro. 

· DEFESA 
Aqui o filhote é muito novo para testar este instinto, no entanto podemos Ter uma idéia quando em conjunto com outros filhotes ou irmãos (matilha).


ANÁLISE DO FILHOTE NA NINHADA 

Todos os fatores que observamos junto a nós, agora podemos analisar naturalmente entre os outros membros (irmãos). 
Você poderá observar e confirmar o resultado dos testes realizados anteriormente, aquele que passa maior parte do tempo procurando o que fazer (mais ativos), também ver aqueles com menor sensibilidade, durante as brincadeiras e lutinhas entre os irmãos, bem como, aquele mais faminto na hora de comer, persistência, resistência, etc..


REFLEXÃO 

Uma pessoa que não possui experiência, poderá achar que um cão muito ativo, mas que na realidade está muito longe de ser, pois esta pessoa ainda não viu o que é realmente um cão ativo, e assim poderá ocorrer sucessivamente com relação à outros fatores à serem analisados. 
Alguns competidores de nível internacional, acabam por escolherem, depois de toda triagem, dois ou três filhotes, em geral de ninhadas e padreadores diferentes. Por volta de 10 meses de idade e, em treinamento, o adestrador já tem como definir melhor aquele mais promissor e geralmente fica apenas com dois. Posteriormente, entre 12 e 14 meses, concluí-se aquele que será um forte potencial, e então definitivamente os esforços serão concentrados na formação total deste cão.

Estas recomendações não visam deixar uma pessoa devidamente capacitada para fazer escolha de filhotes, e sim, apenas uma noção básica dos pré-requisitos para encontrar um cão especificamente para provas de trabalho.



Como treinar seu cão



1. Comece a treinar seu cão cedo. Cães velhos podem aprender truques novos, mas o que é ensinado cedo é, em geral, é aprendido de forma mais rápida e fácil. Além disso, nos cães mais velhos, existem mais maus hábitos a serem "desaprendidos". Quando começamos a criar e treinar um cão, um grama de prevenção de problemas vale um quilo de cura! 

2. Treine seu cão gentil e humanamente, e sempre que possível, ensine-o usando métodos positivos e motivacionais. Mantenha as sessões de obediência otimistas, de forma que o processo de treinamento seja agradável para todas as partes envolvidas. Se treinar seu cão é maçante, reveja um pouco as coisas, e tente a abordagem de "treino brincadeira": incorpore jogos construtivos e não competitivos (como "Vá achar", "Esconder e achar") em suas sessões de treinamento. 

3. Seu cão trata você como o ajudante da casa? Ele trata você como um ginásio humano quando você se senta na poltrona? Ele sobe na mesa? Pula nas visitas? Pede sua atenção aborrecendo-o até a morte? Ignora seus comandos? O modo como seu cão responde a você em casa afeta seu comportamento fora. Se seu cão não responde prontamente aos comandos em casa (onde as distrações são relativamente mínimas), ele certamente não responderá adequadamente a você fora de casa, onde ele será tentado por outros cães, pombos, passantes, comidas na calçada, etc. 

4. Evite dar comandos que você sabe que não pode forçar o cão a cumprir. Toda vez que você dá um comando que nem é cumprido e nem é forçado, seu cão aprende que os comandos são opcionais. 

5. Um comando deve ter igualmente uma resposta, então dê ao seu cão só um comando (dois no máximo) e então suavemente obrigue-o a cumpri-lo. A repetição de cantilenas de comandos faz seu cão sair (como que importunado) e ensina ao seu cão que os primeiros comandos são um "blefe". Por exemplo, dizer ao seu cão "senta, senta, senta, senta", não é uma forma eficiente ou efetiva de dar comandos. Simplesmente dê ao seu cão um único comando "senta" e gentilmente coloque ou atraia seu cão para a posição sentado, e então elogie ou premie.
 
6. Evite dar ao seu cão comandos combinados que são incompatíveis. Comandos combinados como "senta-deita" podem confundir seu cão. Usando este exemplo, diga senta ou deita. O Comando "senta-deita" simplesmente não existe. 

7. Quando der um comando ao seu cão, evite usar uma voz muito alta. Ainda que seu cão seja especialmente independente/não responsivo, seu tom de voz quando lançando um comando de obediência como "senta", "deita" ou "fica", deve ser calmo e autoritário, ao invés de severo ou alto. 
NOTA: Muitos donos reclamam que seus cães são "teimosos" ou que eles "se recusam a escutar" quanto recebem um comando. Antes de culpar o cão quando ele não responde a um comando, é preciso saber se: a) o cão sabe o que o dono deseja, b) ele sabe como cumprir, c) ele está sendo indiferente por medo, tensão ou confusão. 

8. Sempre que possível, use positivamente o nome do seu cão, ao invés de usá-lo em conjunção com reprimendas, advertências ou castigos. Seu cão deve confiar que quando ele ouve seu nome ou é chamado para você, acontecem coisas boas. Seu nome sempre deve ser uma palavra à qual ele responde com entusiasmo, nunca com hesitação ou medo. 

9. Corrija, ou melhor ainda, previna o mal comportamento, não castigando o cão. Ensinar e comunicar é tudo, não se vingue do seu cão. Se você toma uma posição de "você contra seu cão" com um "chicote", você arruinará seu relacionamento, perdendo toda a alegria que um treinamento motivacional pode oferecer. Adicionalmente, a disciplina de "depois do fato" não funciona. 

10. Quando você treina um cão, seja elogiando ou corrigindo, uma boa noção de tempo é essencial. Tome o seguinte exemplo: Você preparou um prato de salgadinhos para um pequeno jantar, e os deixou no móvel da cozinha. Seu cão entra na cozinha e cheira os salgadinhos. Ele fareja, vê a comida e se prepara para saltar sobre ela. Este é o melhor, mais fácil e mais efetivo momento de corrigir seu cão: antes dele ter o mau comportamento, enquanto ele pensa em saltar sobre a comida. 

11. Freqüentemente, os donos reforçam o mal comportamento de seus cães, dando muita atenção (embora atenção negativa) quando eles se comportam mal. Desnecessário dizer, se seu cão recebe grande atenção e controle quando ele salta sobre você, o comportamento é reforçado, e provavelmente será repetido. 

12. Mantenha controle sobre sua raiva. Nunca treine seu cão quando você estiver aborrecido ou impaciente. Você nunca ganhará o respeito do seu cão gritando, batendo ou controlando-o de maneira severa. Além disso, estudos mostram que o medo e a tensão inibem o processo de aprendizagem.



3 de ago. de 2015

Curso Basico de Adestramento de Câes

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Curso Adestramento Básico

Apresentamos aqui maneiras de educar seu cachorro, alguns comandos e obediência, seu cão agradece. 

É o início da preparação do animal para o objetivo que se quer atingir. Nessa fase o cão deverá entender que está sendo trabalhado e que deverá trabalhar com muita disposição e obediência.

Material utilizado: 

1. Guia: existem dois modelos: a longa que mede, aproximadamente 10 (dez) metros e a curta 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros). A guia se divide em Três partes: alça, corpo e mosquetão. 
2. Colar de espinhos: ajustáveis ao pescoço do animal. Pode ser usado com espinhos para fora ou para dentro. NOTA: atualmente conforme normas adotadas pelas Sociedades de Criadores de Cães Pastores Alemães do Brasil. É proibida a utilização do colar de espinhos para dentro, ou seja, com os espinhos voltados para o pescoço do animal. O mesmo só poderá ser utilizado, em casos em que o animal for muito feroz e estiver fora de controle. 
3. Enforcador: colar liso. 
4. Rasqueadeira: utilizada para remoção dos pelos mortos. Deve ser usado pelo menos duas vezes por semana. 
5. Escova: ao mesmo tempo em que limpa o pelo do cão, ativa a circulação sangüínea. 
6. Peitoral: utilizado para cães de busca de rasteio e venteio. 
7. Cambão: apetrecho para captura de animal agressivo, pode ser utilizado também no adestramento durante a amizade com animal de temperamento forte.

O adestramento básico consiste dos seguintes exercícios:

1. Amizade com o cão 
2. Exercício de junto 
3. Exercício de senta 
4. Exercício de parado 
5. Exercício de deita 
6. Exercício de morto 
7. Exercício de vivo 
8. Exercício de fica


1. Amizade com o cão

a. A amizade com o cão deve ser feita, quando o mesmo é ainda filhote (na faixa de três meses). Essa amizade deve ser feita, no sentido de aproximar o cão do seu dono, e ou adestrador e afastar os possíveis inimigos. 

b. Período muito importante precedente ao adestramento. Durante três semanas, o adestrador deverá levar o cão para passeio, brincar com o mesmo e observar todos os vícios e características do cão. É nessa fase que o adestrador procurara descobrir e explorar as qualidades e defeitos apresentados pelo animal. O adestrador deixará junto ao cão um objeto de uso pessoal (lenço, sapato) para que o mesmo se familiarize com seus odores. Também através da amizade, o homem irá obter a confiança do animal, assim como, o cão a do adestrador. 
c. Aproveitando a vivacidade do filhote, pode se começar a estimulá-lo com ordens que antecipem os comandos a serem aprendidos no futuro, tais como: SENTA, ATENÇÃO, MUITO BEM, AQUI, NÃO, PEGA. Um bom exercício para ser feito nesse período e alertá-lo toda vez que se aproximar um estranho, com o comando de atenção. 
d. Durante a amizade iremos começar a colocação do colar no pescoço do animal.
cão deve ser feita, quando o mesmo é ainda filhote (na faixa de três meses). Essa amizade deve ser feita, no sentido de aproximar o cão do seu dono, e ou adestrador e afastar os possíveis inimigos. 

b. Período muito importante precedente ao adestramento. Durante três semanas, o adestrador deverá levar o cão para passeio, brincar com o mesmo e observar todos os vícios e características do cão. É nessa fase que o adestrador procurara descobrir e explorar as qualidades e defeitos apresentados pelo animal. O adestrador deixará junto ao cão um objeto de uso pessoal (lenço, sapato) para que o mesmo se familiarize com seus odores. Também através da amizade, o homem irá obter a confiança do animal, assim como, o cão a do adestrador. 
c. Aproveitando a vivacidade do filhote, pode se começar a estimulá-lo com ordens que antecipem os comandos a serem aprendidos no futuro, tais como: SENTA, ATENÇÃO, MUITO BEM, AQUI, NÃO, PEGA. Um bom exercício para ser feito nesse período e alertá-lo toda vez que se aproximar um estranho, com o comando de atenção. 
d. Durante a amizade iremos começar a colocação do colar no pescoço do animal.



Desenvolvimento: 

• Passamos a guia em torno do seu pescoço, viramos os espinhos para fora e enfiamos pela cabeça do animal. (Quando conhecemos a índole do animal e sabemos que o mesmo não tentará morder o adestrador). 
• Da mesma maneira que o anterior, vamos passar a guia em trono do pescoço do cão, soltamos um dos elos de espinhos, abrindo totalmente o colar e colocamos o mesmo em volta do pescoço do animal. (Não conhecemos o animal). Se o animal mostra-se inquieto é porque não está acostumado a Ter objetos estranhos em torno de seu pescoço. Para evitar isso deixamos o colar a ser utilizado com o cão par o mesmo brinque com o colar e se familiarize com o mesmo. Colocamos o colar no pescoço do animal e vamos assim acostumando-o a essa sensação de enforcamento, provocado pelo colar. Quando já se nota uma perfeita aceitação do animal, estaremos então prontos para sairmos com o cão preso a guia. Nunca se deve obrigar o cão a andar, se notarmos que o mesmo está aflito por causa do colar.

2. Exercício de junto
O guia conduzirá seu cão por um colar, chamados de Enforcador ou de espinhos, em cuja argola se prenderá a uma guia de um metro e vinte centímetros aproximadamente. Ao fazer caminhar o cão, a ele ordenará com voz firme: JUNTO.
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3. Exercício de senta.

A esta altura, a importância de chamar o cão pelo nome já é indiscutível. Por isso, seu nome tem o mesmo peso de um comando.
Fazer com que ele esteja imediatamente atento assim que o dono chamá-lo com voz firme e forte, já é meio passo dado para que ele obedeça com sucesso. Depois de prender sua atenção chamando pelo nome, pare diante dele para ensiná-lo a sentar. Suspenda suavemente a guia ao mesmo tempo em que diz SENTA ou SIT e pressione a garupa dele para baixo, com os dedos polegar e indicador em forma de pinça. São três movimentos simultâneos: SENTA ou SIT, tranquinho da guia para cima e pressão em sua garupa par abaixo, chegará o momento em que não será preciso pressionar a garupa do cão (e ele mesmo avisará quando estiver pronto). A partir daí, fique diante do cão, suspenda a guia e movimente a mão direita de trás para frente, como se fosse uma raquete. O movimento deve iniciar ao lado do corpo e terminar acima dos olhos do cão. Enquanto durar o movimento, pronuncie SENTA. Assim que ele senta, de o comando FICA e afaste-se dele. Depois de alguns segundos, vá até o cão e acaricie-o a fim de incentivá-lo a acertar o comando sempre. E muito provável que ele tente levantar, mas se ele fizer isso, você deve dizer NÃO, imediatamente e FICA, mesmo que tenha que voltar e começar o exercício novamente não concorde com o erro dele, nunca.

No início, não se afaste muito, dê apenas alguns passinhos para trás e elogio-o em seguida, para que ele vá se acostumando com sua distância. Com alguns exercícios, a guia não será necessária para fazer sentar.

4. Exercício de parado

O adestrador deverá colocar a mão sob a barriga do cão, obrigando-o ficar de pé e ao mesmo tempo pronunciará a palavra PARADO, a cada repetição do exercício o cão deverá ser elogiado. 

Poderá ainda, partindo da posição de SIT ou SENTA, comandar-se PARADO, pressionando-se com suavidade a guia para frente até conseguimos o desejado. Podemos ainda, ao mesmo tempo em que pressionamos a guia par frente, com pé esquerdo encaixado no vazio do animal, erguê-lo para cima até a posição desejada.
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5. Exercício de deita
Essa posição em que o animal permanece deitado sobre suas quatros patas, (posição esfinge). Partindo-se da posição de SIT ou SENTA, o adestrador coloca-se à frente do animal, levanta e puxa suas patas dianteiras até que ele fique deitado, pronunciado sempre a palavra DAWN ou DEITA. Partindo ainda da posição de SIT ou SENTA, o adestrador segura com a mão esquerda próximo ao colar e pressionando continuamente para frente e para baixo, conduzirá o cão em direção ao solo, até que o mesmo fique deitado sobre as quatro patas, sempre pronunciando a palavra DEITA. Quando o cão ficar na posição desejada, sem oferecer resistência deverá ser elogiado e agradado pelo adestrador.

Esse exercício deve-se repetir até o cão aprender perfeitamente o comando. Logo que o cão o realize por sinais deve o guia colocar-se à frente do cão e ao mesmo tempo em que lhe ordena DEITA, moverá energicamente a mão para baixo. Tão logo o cão se encontre corretamente deitado, o adestrador segurando a ponta da guia, dá pequenas voltas ao redor do animal, chegando mesmo a pular por cima de seu dorso, repetindo a ordem DEITA. Não se deve permitir que o animal acompanhe com as vistas o adestrador, durante essas pequenas voltas ou mudanças de posição. Não é conveniente, por cansar o animal, obrigar o cão a permanecer muito tempo nessa posição.

6. Exercício de morto

Esse movimento é aquele em que o cão deverá fingir-se de morto. Para conseguir esse movimento, devemos ficar de cócoras ao lado do cão, o qual se encontra na posição DEITA, como a mão direita segurar a guia e a mão esquerda deverá ser colocada no vazio do cão, forçando-o para a esquerda até que ele fique complemente estendido no solo. Em seguida o adestrador deverá levantar-se sempre pronunciando a palavra MORTO, fazendo com que o animal finja-se de morto por alguns segundos.
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7. Exercício de vivo

Com o cão na posição de Morto, iremos para frente do mesmo, com a mão esquerda seguramos a guia e daremos um ligeiro, tirão para cima na guia e pronunciamos a palavra VIVO o cão deverá imediatamente ficar em pé na posição de PARADO. Repetimos esse exercício tantas vezes quantas forem necessárias, até que o animal passe a obedecer ao adestrador por um simples gesto ou comando.

8. Exercício de fica

Estando o cão nas posições de SIT ou SENTA, PARADO, DAWN ou DEITA, MORTO e VIVO, o adestrador se afastará pouco a pouco do mesmo, dizendo-lhe, QUIEDATE ou FICA, ao mesmo tempo em que por gesto energético esticará o braço direto para frente, o cotovelo ligeiramente dobrado e apresentado a palma da mão direta voltada par o cão. Cada vez que o cão efetuar algum movimento, deverá ser executado o comando e o gesto para que o cão permaneça na posição ordenada. No início desse exercício, quando fazemos o gesto com a mão, é interessante que o adestrador toque com a palma da mão o focinho do animal. Se o cão tentar se mover empregamos energicamente a palavra FOI, que é o termo de repressão, pois o cão a essa altura da instrução já perceberá que se emprega a palavra para que se deixe de fazer algo que seu adestrador não lhe tenha ordenado. À medida que o cão vai interpretando a ordem o adestrador aumentará a distância paulatinamente.


Adestramento avançado

Este tipo de adestramento só deverá ser iniciado após o cão estiver adestrado no adestramento básico, tendo em vista que a execução dos exercícios de adestramento secundário dependerá dos exercícios de adestramento básico:
o adestramento avançado ensinaremos o nosso cão os seguintes exercícios:

1. Exercício de DAWN FOR (rasteja) 
2. Exercício de AQUI 
3. Exercício de IR EM FRENTE 
4. Exercício de RECUA ou (IR PARA TRÁS) 
5. Exercício de APORT ou (SEGURA) 
6. Exercício de AUSS ou (LARGA) 
7. Exercício de BUSCA 
8. Exercício de CORTA



1. Exercício de DAWN FOR ou RASTEJA
Neste exercício o cão deverá rastejar. Este procedimento é muito útil na vida Policial Militar quando houver necessidade de nos aproximarmos de um local sem sermos percebidos.
Estando o cão na posição de DAWN ou DEITA, se lhe puxará com suavidade a guia para frente e para baixo, dizendo-lhes as palavras DAWN FOR, até que o mesmo comece adiantar-se se arrastando. A cada movimento efetuado pelo cão, por menor que seja, o guia o afagará carinhosamente, dizendo-lhe MUITO BEM, porém sem afrouxar a guia para que o cão não se levante.
Aprendido a executar este exercício através de simples comando, começar-se-á repetir o mesmo, por sinais. Devemos insistir no treinamento, até que o cão interprete o sinal. Pouco a pouco se vai soltando cada vez mais a guia para que mais tarde esta possa ser suprimida totalmente, quando o cão se arrastar somente ao comando de DAWN FOR.
De nenhum modo se deve pensar que este exercício carece de importância, pois na prática é o saldado (adestrador) que deve arrastar-se ao solo ao lado do cão, em caso de emergência ou quando deva acercar-se de um ligar onde se encontram elementos suspeitos.

Podemos ainda, estando o cão em DAWN ou DEITA, tomando-lhe suas patas dianteiras fazermos com que o mesmo arraste-se puxando-lhe pelas patas em nossa direção uma de cada vez. Por menor que seja o deslocamento conseguido pelo sinal devemos elogiá-lo.

2. Exercício de AQUI
Quando o cão estiver afastado de seu adestrador e este quiser chamá-lo, o comando a ser empregado deverá ser AQUI. Ao mesmo tempo em que o adestrador comandar AQUI, deverá apontar o dedo indicador da mão direita na direção do nariz do animal até o cão á sua frente, puxando-o pela alça da guia. Recebendo este comando o cão deverá aproximar-se até a frente do adestrador permanecendo na posição de SIT ou SENTA. Se este não fizer, comandaremos SIT ou SENTA até que se possa suprimir este comando.

Para este exercício o adestrador deverá ficar de frente voltada para o cão e com suas pernas afastadas
3. Exercício de IR EM FRENTE
Para o soldado da Polícia Militar que faz patrulhamento com seu cão, é de fundamental importância que seu acompanhante (cão) vá de vez em quando adiante do adestrador, sobretudo quando o local patrulhado é de má reputação, ou estradas solitárias, ou em altas horas da noite ou ainda zonas desconhecidas pelo Policial e que poderão ser explorados pelo cão.
O cão que possui audição e olfato bem apurados, não perderá nenhum ruído estranho e perceberá o perigo muito antes de seu guia e avisará com latidos e grunhidos, quando encontrar alguns pessoa ou objetos suspeitos, evitando assim, que o soldado (adestrador) seja surpreendido. Para ensinar um cão a IR EM FRENTE, já que até agora foi ensinado a caminhar ao lado esquerdo de seu adestrador, se escolhe um local solitário onde nada atraí a atenção do animal.
Quando o cão vai caminhando ao local do Soldado (adestrador), este estanca de repente e acaricia o cão dizendo-lhe VAI EM FRENTE, ao mesmo tempo em que lhe indica simultaneamente a direção com a mão direta. A fim de conseguir pouco a pouco que se adiante é necessário que o guia caminhe bem devagar dando sempre o comando de IR EM FRENTE, e como o cão, por si só, deseja passear e farejar sempre adiante, paulatinamente aumentará a distância entre ele e seu guia.
Caminhando por um campo aberto, se obrigará que o cão busque em direção aos dois lados do guia, exercício este adicional, que se obtém facilmente. Ao caminhar o adestrador para o lado oposto da direção que tenha tomado o cão, obrigará que este também o siga neste sentido e assim o adestrador marchará (caminhará) da esquerda para direita e vice-versa, até que o cão tenha aprendido a trançar em maior ou menor distância num amplo ziguezague na frente de seu guia.
Tão logo o cão execute este exercício, de dia, devemos repeti-lo à noite em lugares diferentes.
Podemos ainda utilizar para o treinamento deste exercício uma haste, na qual adaptamos uma roldana e uma guia (corda fina de nylon) de tamanho longo. Podemos ainda contar com o auxílio de um ajudante que permanecerá escondido em um local qualquer, também de posse de uma guia longa que ataremos no pescoço do cão. Nestas duas hipóteses, caso o cão rejeite ou vacile em executar, o exercício. O condutor e o ajudante darão pequenos tirões na guia e ao mesmo tempo o adestrador dará o comando de VAI EM FRENTE, e os respectivos elogios ao animal.
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4. Exercício de RECUAR ou IR PARA TRÁS.
Para o treinamento deste exercício, podemos utilizar dois obstáculos compridos e paralelos, no meio dos quais colocamos o cão e vamos empurrando-o para trás ao mesmo tempo em que se faz o gesto característico e se repete o comando de RECUA ou PARA TRÁS.
Podemos ainda, para ensinar este exercício, utilizarmos duas guias longas que estarão atadas ao colar do pescoço do animal. Adestrador e cão na posição de JUNTO, uma guia em cada mão, vamos dando pequenos tirões para trás ao mesmo tempo em que se repete continuamente a palavra RECUA ou PARA TRÁS.
Se o cão procurar desviar-se devemos a princípio utilizar uma parede a qual deverá estar a esquerda do animal. Se o cão negar-se a caminhar para trás podemos pisar suavemente em suas patas dianteiras sem machucá-lo, pois o animal para evitar que o pisemos retrocederá.
Quando o cão já retroceder sem dificuldade junto ao adestrador devemos ensinar-lhe que o faça afastado do mesmo. O cão na posição de PARADO, na frente do adestrador a uma distancia de meio metro aproximadamente, damos o comando de RECUA ou IR PARA TRÁS.
E caminhando para o mesmo convocando-o a retroceder fazendo gesto com a mão direita. Se o cão parar ou rejeitar o exercício, pisamos suavemente em suas patas fazendo-o retroceder.

5. Exercício de APORT ou SEGURA

Para ensinar um cão a apanhar um objeto qualquer, se começa por introduzir um sua boca um artefato de madeira ou de borracha (halter) Após introduzir o objeto em sua boca, fechamos a mesma para que o cão não solte o objeto, dizendo sempre APORT ou SEGURA. Logo que o cão mantenha durante algum tempo o objeto na boca (por alguns instantes que seja), o adestrador ordenará para que fique segurando o mesmo, repetindo sempre APORT ou SEGURA e elogiando-o com palavras de carinho como MUITO BOM, MUITO BEM, etc.
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6. Exercício de AUSS ou LARGA
Logo o cão mantenha durante algum tempo o objeto na boca, o adestrador ordenará para que o mesmo solte, dizendo-lhe AUSS ou LARGA, ou SOLTE ou ainda TIRA, enquanto tiramos o objeto da boca do cão com suaves puxadas. Sempre repetindo os comandos. Efetuada esta parte do exercício, premiaremos o cão de imediato com palavras de carinho, ao mesmo tempo em que o afagamos.
Após o cão estar perfeitamente condicionado neste tipo de exercício começaremos a distanciar a mão, mandando-lhe apanhar novamente o objeto da mão do adestrador. Repetiremos o exercício até o cão comece apanhar o objeto do solo.
Quando o cão estiver apanhado e soltando com desenvoltura, mudaremos o objeto, trocando-o sempre. O cão para aprender este exercício deve encontra-se na posição de SIT ou SENTA. De acordo com o progresso do ensinamento, vamos aumentando paulatinamente a distância entre o cão e o objeto, até que o animal comece a transpor obstáculos (barreiras, cursos d’água, etc.) com o objeto sem deixá-lo cair.
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7. Exercício de BUSCA.
À medida que a distancia vai sendo aumentada, comandamos ao cão: BUSCA, APORT ou SEGURA.
Recomendamos o uso de objetos bem leves nos primeiros ensinamentos.
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8. Exercício de CORTA
Estando o cão em posição SIT ou SENTA e na frente do adestrador, o qual deverá estar com as mãos amarradas com um cordão fino e pouco resistente, introduzir-se-á o cordão na boca do animal, dizendo-lhe CORTA. Ao mesmo tempo em que faz-se-a o movimento de vai e vem com o cordão entre os seus maxilares. O ele não consiga cortar, força-se as mãos para fora o ajudando até o seu rompimento.
Tão logo isto aconteça elogiar-se-á efusivamente o cão demostrando que ele proporcionou-lhe a liberdade, exclusivamente do animal.
Na medida em que se prossegue com o exercício, o acostumamos a cortar ataduras de várias espessuras e resistência, estando a pessoa que tem as mãos amarradas em diferentes posições (deitado, sentado, com as mãos para frente, com as mãos para trás, etc.).
Na medida em que o cão vai progredindo no exercício, podemos ainda, introduzir junto com palavra CORTA SOCORRO, ou seja, SOCORRO CORTA, porque ai vai dar a entender que ele (o adestrador), necessita de sua ajuda para se libertar. Terminado o exercício, premiaremos o cão com palavras de carinho, ao mesmo tempo em que o afagamos.


OUTRO METODO


Bem, então você tem um novo amigo peludo e você espera que ele seja perfeito, certo? Ou talvez ele já seja um velho amigo, mas esta amizade está precisando de uma reciclada.
Pensando nas pessoas que possuem cães e que pretendem tornar esta convivência o mais agradável possível, este é um manual, cujo método baseia-se na transferência de conhecimentos e técnicas para os donos dos cães. Desta forma os donos aprendem a educar e a manter seus animais obedientes através de técnicas de adestramento e de fundamentos da psicologia canina. Os exercícios praticados neste manual ajudarão abrir uma linha de comunicação entre o dono e seu cachorro, de forma que esta dupla possa desfrutar desse relacionamento da maneira mais prazerosa.
Estatísticas comprovam que a maioria dos problemas de convivência de um ser humano com um cachorro surge quando um dos dois não entende que o outro quer. Isto faz com que o relacionamento com o animal seja conturbado e estressado. Este manual ajuda na formação da base de uma convivência doméstica sem esses estresses, já que o cachorro passará a entender o que se espera dele a partir dos comandos dados pelo dono. Também as noções de psicologia canina dadas nas aulas farão com que os donos sejam capazes de entender um pouco do que se passa na mente dos cães.
Mas quando é muito cedo, ou tarde demais para começar? Reeducação nunca show começa no momento em que o filhote cheguei em casa. A partir daí tudo o que for feito por qualquer membro da família estará
"ensinando" algo ao cachorro, seja uma coisa boa ou nem tanto assim. Por exemplo, se você deixar cair migalhas de pão no chão durante o seu café da manhã, você estará ensinando o totó que ele também tem acesso a sua comida enquanto você estiver na mesa. No dia que não cair nada no chão e ele irá reclamar a sua parte com toda a veemência de um cachorro. Embora seu filhote só possa participar das aulas em grupo depois das três doses das vacinas, não perca tempo comece a educá-lo em casa mesmo. Basta seguir seu bom senso e sua intuição para evitar que gracinhas de filhote torne-se "terrorismo" de cão adulto. A boa notícia é que nunca é tarde para começar. Claro, existem algumas limitações para cães velhinhos, mas eles podem surpreender e sempre vale a pena tentar.
Não se deixe enganar: um cão obediente não age mecanicamente como um robôzinho, ele continua feliz e brincalhão como sempre, mas caminha na rua ao lado do seu dono sem arrastá-lo, senta à beira da calçada para aguardar o sinal abrir, não pula nas pessoas, não morde, e sempre vem quando chamado. Tudo o que precisa ser feito é ensinar o cachorro com o comportamento que você espera dele, e você se surpreenderá em descobrir que todo cachorro está ansioso em atender as vontades do seu dono.
A esta altura você deve estar pensando: "Vai ser mole, certo?" ERRADO
Para começar o cachorro não vai desistir facilmente dos pequenos privilégios que ele vem conquistando ao longo dos anos. As aulas (6 ao todo) são repetitivas e embora o instrutor se esforçe ao máximo para manter todos motivados, nem sempre é fácil. No curso você aprende todos os comandos logo na primeira aula e vai ter que ficar repetindo os mesmos exercícios pelas próximas 5 aulas. Não, isso não é simples tortura. Acontece que só assim o seu cachorro vai aprender (repetindo, repetindo, repetindo) e só assim o instrutor terá tempo e oportunidade para aperfeiçoar os seus movimentos e técnicas de treinamento (vendo você repetir, repetir e repetir). Mas você também pode ajudar. Se os exercícios já estiverem ficando fácil demais para você e para seu peludo, peça para o instrutor ensinar um novo nível de dificuldade para a mesma tarefa. Mas só se vocês estiverem fazendo tudo direitinho.
Além disso o curso foi planejado cuidadosamente para que as turmas não tenham sempre os mesmos participantes. Em cada aula um novo aluno pode estar se juntando ao grupo e um outro se formando. Mais uma vez, existe uma razão para isso. Os cães mais adiantados no curso trazem mais tranquilidade e ordem para os cães novatos. Os cães novatos trazem novos desafios para os cães mais adiantados. Os donos novatos se sentem mais estimulados ao ver como o dono do cachorro mais adiantado tem obtido sucesso. O dono do cachorro mais adiantado já pode respirar mais aliviado quando vê um dono novato. Até que o meu cão não está tão mal assim.
"Ah, tudo bem, são só seis aulas" ERRADO de novo.
Primeiro que não são só seis aulas. São seis semanas de curso onde os donos, os cães e o instrutor vão estar se encontrando uma vez por semana para continuar se aperfeiçoando, mas o mais importante é que depois das seis semanas o seu trabalho ainda não acabou. Muitos cães vão precisar de mais do que seis semanas para assimilar completamente estes novos hábitos e esta é a grande missão de seu dono. Manter o trabalho iniciado com instrutor, por quanto tempo for necessário. Fácil !
Esta apostila descreve todos os comandos ensinados nas aulas para que você possa dar continuidade ao treinamento do seu cachorro na sua casa. Não existe receita milagrosa que possa fazer o seu cachorro mudar de comportamento de um dia para outro. Não desista facilmente, com certeza o seu cachorro não vai fazê-lo. Para que o seu amigo peludo aprenda rápido e com perfeição, esses comandos deverão ser exercitados todos os dias, por no mínimo 30 minutos. Além disso, algumas dicas úteis são dadas para você obter o melhor resultado quando estiver treinando e se comunicando com seu cão.
É muito importante que toda a família participe do treinamento e para que o cachorro aprenda a obedecer e respeitar a todos, e não apenas a pessoa que cuida diretamente dele.
E não se esqueça: muito amor, paciência e persistência é a chave para o sucesso no treinamento seu cachorro.
IMPORTANTE: no início do treinamento o cachorro ainda não sabe o que se deseja dele, portanto sempre que você der um comando coloque-o na posição correta sem esperar que ele faça sozinho. Use sempre um tom de voz suave e nítido. Repita cada exercício por no mínimo cinco vezes. Quando o cachorro atender ao comando corretamente, elogi e-o com bastante carinho e afagos usando sempre um tom de voz suave e agradável. Quando o cachorro cometer algum erro dê um leve tranco com a guia ou enforcardor e diga a palavra NÃO em um tom bem forte. Caso ele estiver usando a coleira Gentle Leader, puxe levemente a guia para cima e diga palavra NÃO. Repita o comando até o cachorro acertar.
O segredo de um bom treinamento é ser mais persistente do que o cachorro
1) 1 coleira de nylon para o pescoço 2) 1 guia de couro de 1,5 a 2 m de comprimento 3) 1 coleira Gentle Leader 4) 1 enforcador de elos grossos (sem pinos) 5) 1 guia longa de 3,5 m de comprimento (já vem com a coleira Gentle Leader) 6) Brinquedos especiais para cachorros (bola de tênis, ossos de couro, ossos de corda, bichos de pelúcia) 7) Biscoitos e iscas para cachorros (guloseimas) 8) Uma tonelada de paciência e bom humor 9) Duas toneladas de perseverança 10) Três toneladas de diversão
A coleira Gentle Leader foi cientificamente desenhada para trabalhar com os instintos naturais do seu cachorro e ajudar você a se tornar o líder da matilha. Esta coleira proporciona às pessoas que amam e respeitam os seus cães um novo método de ensinar o comportamento desejado ao seu animal e a abrir uma linha de comunicação entre o cão e seu dono sem usar de crueldade.
A coleira Gentle Leader foi inventada pelo Dr Robert K. Anderson, professor e diretor emérito da clínica de comportamento animal da escola de medicina veterinária da universidade de Minnesota, e pela Sra Ruth E Foster, presidente da associação nacional dos treinadores de cães dos EUA e juíza de provas de obediência do American Kennel Club. Atualmente esta coleira é considerada por diversos treinadores especialistas em comportamento canina, como um método bastante eficaz de se treinar um cachorro.
A Gentle Leader atua da mesma forma que um cabresto através de uma tira de nylon para o focinho e outra para o pescoço do cachorro. Estas tiras "sinalizam" ao cachorro que a pessoa que está segurando a guia tem o seu total controle. A guia é afixada em uma argola que fica embaixo do queixo do cachorro, de forma que, quando ela é tensionada, as tiras de nylon fecham a boca do cão e aplicam uma leve pressão no alto do seu pescoço. A grande descoberta desta coleira é que esses são os mesmos sinais que a cadela dá aos seus filhotes quando precisa controlálos. Quando algum filhote se comporta de maneira indesejada ela morde seu focinho ou o levanta do chão pelo pescoço.
Este é o mesmo sistema que funciona há bastante tempo para controlar cavalos e gado. Apesar deles serem animais muito grandes e fortes, os cabresto dão um total controle a quem os conduz. Imagine se alguém poderia controlar um cavalo de corrida apenas com uma corda em volta do pescoço. O cavalo simplesmente arrastaria a pessoa pelas ruas sem sentir nada, pois o pescoço é uma área muito forte e resistente à dor. O cabresto só dá total controle ao cavaleiro pois aplica pressão em pontos sensíveis da cabeça do cavalo.
Portanto é simples entender por que uma coleira que usa os mesmos princípios de um cabresto também é usada como um sistema para controlar cães. Com a Gentle Leader é incrívelmente fácil levar um cachorro muito grande e forte para passear na rua: ele pára de puxar imediatamente e até uma criança ou pessoa idosa é capaz de levá-lo.
Alguns cães levam algumas horas para se ajustar a coleira Gentle Leader e tentam tirá-la fora, mas uma vez adaptados, elas têm um poder mágico de acalmar (inicialmente o cão pode parecer prostrado, mas logo ele irá voltar ao normal) e dar ao dono um poderoso controle sobre o animal. Após isto todo treinamento é baseado em estímulos positivos, como carinho e guloseimas. Diferentemente da coleira enforcadora, que precisa de um leve tranco, a Gentle Leader só precisa ser puxada levemente para o alto quando se quiser corrigir o cachorro.
A coleira Gentle Leader é especialmente indicada para cães:
. Muito fortes que arrastam os donos na rua . Hiper-Ativos . Dominantes . Agressivos ou com tendência a agressividade . Excessivamente tímidos ou com medo
A coleira Gentle Leader vem acompanhada de uma guia longa de 3 metros e de um extenso manual de instruções que lhe ensinará como usá-la.
.* Mantenha um tom de voz normal e calmo quando estiver treinando seu cachorro. Não é preciso gritar. Ele tem ouvidos excelentes. .* No início procure treinar seu filhote num lugar calmo e sem distrações. Na medida que ele for respondendo aos comandos com maior precisão, aumente as distrações e treine-o na rua ou em lugares diferentes. .* Sempre chame o nome do seu cachorro antes de dar um comando. O nome serve para chamar a atenção dele para você. O certo é: RAMBO, SENTA !
.* Faça as sessões de treinamento de no máximo 30 minutos por dia.
Se possível faça metade pela manhã e metade à noite. .* Fale cada comando apenas uma vez. Se o cachorro não atender diga NÃO, repita o comando e o coloque na posição correta. Caso contrário, o cachorro aprenderá que você diz SENTA, SENTA, SENTA antes de ele ser realmente obrigado a sentar. .* Sempre encerre uma sessão de treinamento de forma positiva para você e seu cachorro. Repita um exercício que seu cachorro saiba atender com sucesso e faça muita festa quando terminar.
.* Seja consistente. Seu filhote não é capaz de entender que “as vezes pode, as vezes não pode”. Se você não quer que seu cachorro suba no sofá quando ele estiver todo sujo ou molhado, também não o deixe subir quando estiver limpo. PREVENÇÃO é uma palavra mágica.
.* Procure não alimentar seu filhote pelo menos uma hora antes das aulas ou das sessões de treino. Barriga cheia dá o maior sono nele também. .* Nunca dê um comando ao seu filhote se você não tiver como corrigi-lo caso ele não responda imediatamente. Isto é, enquanto ele não estiver bem treinado nunca dê o comando senta quando ele estiver solto e distante de você. Isto o ensinará que ele somente deve atender aos comandos quando estiver preso na guia.
.* Se o seu filhote estiver confuso e não estiver atendendo ao comando, ajude-o fisicamente a ficar na posição correta. .* Se você estiver irritado, cansado, ou se o seu cachorro demonstrar sinais de estresse, interrompa a sessão de treinamento de uma forma positiva e tente novamente mais tarde. .* A forma correta de se colocar o enforcador é fazendo o “P” e colocá-lo de frente para o focinho do seu cão. A guia deve estar presa a argola de metal ligada a corrente que passa por cima do pescoço do cachorro. .* Procure vestir roupas bem confortáveis e sapatos de sola de borracha, nas aulas e nos treinamentos em casa. Em alguns exercícios você vai precisar sentar no chão. .* Caso seu cabelo seja longo, mantenha-o preso num rabo-de-cavalo quando estiver trabalhando com seu cachorro e procure não beber bebidas alcoólicas ou fumar durante os treinamentos. .* Alguns cachorros não reagem bem ao cheiro de álcool e fumo. Em casa, fazer duas sessões curtas de treinamento é melhor do que fazer uma longa. .* Use a coleira de nylon o tempo todo no pescoço do cão. Ela serve para você segurá-lo quando ele estiver muito agitado, ou quando for preciso tirá-lo de algum lugar.
* O enforcador só deve ser usado quando você for sair com o seu cachorro ou quando for treiná-lo. Nunca deixe seu cachorro com esta coleira se ele for ficar sozinho, pois ela pode prenderse em algum lugar e machucar o seu animal.
* Se o seu cachorro é do tipo difícil de controlar dentro de casa, faz muita bagunça, ou apresenta sinais de agressão e dominância, use a coleira Gentle Leader juntamente com a guia longa, durante o dia todo e sempre sob supervisão. OS COMANDOS DE OBEDIÊNCIA BÁSICA
O NÃO é o comando de correção do cachorro. Ou seja, o comando que indica algo negativo para o cão.
Ele é o mais importante da série de comandos de obediência básica, e significa para o cachorro: “PARE DE FAZER O QUE ESTÁ FAZENDO AGORA”. Não importa o que ele estiver fazendo, ele tem que parar imediatamente.
Por ser o comando negativo ele deve ser usado toda vez que uma correção for necessária, como por exemplo quando o cachorro se recusa a obedecer um comando pela primeira vez. Se você deu um comando e o cachorro não obedeceu, corrija-o, dê o comando NÃO e após alguns segundos dê o comando que não foi obedecido novamente.
Além disso, o comando NÃO, combinado ao comando OK, ajuda o cão a ter maior controle da sua ansiedade. Aprendendo a esperar a autorização do dono para fazer alguma coisa, o cão fica menos nervoso e agitado, e mais confiante.
O NÃO também pode ser usado para indicar ações ou lugares proibidos para o cachorro, como por exemplo, se você não quiser que ele suba na cama ou entre em algum cômodo da casa.
- COMO ENSINAR: Se o seu cachorro é um filhote, ou se ele é muito tímido ou assustado, fique ajoelhado ao lado dele. Se o seu cão já é adulto você pode começar o exercício em pé mesmo. Coloque seu cachorro sentado. Fique perpendicular a ele e segure um pedacinho de biscoito na mão direita. Deixe o cachorro cheirar a mão por alguns segundos e ver um pedaço do biscoito. Assim que ele tentar pegar o biscoito, delicadamente empurre o seu focinho com o punho. Ao mesmo tempo dê o comando NÃO. Repita várias vezes até o cachorro recuar o focinho voluntariamente e então dê o comando OK e libere o pedacinho de biscoito enquando você faz muita festa.
LEMBRE-SE: o cachorro sempre DEVE comer o biscoito ao final de cada exercício, aprendendo a esperar até receber o comando OK, como você deseja.
No ínicio do aprendizado recompense o “recuo” do cão, mesmo que seja por distração ou por poucos segundos. Na medida em que o cachorro for aprendendo e tornando-se mais eficiente passe a colocar o biscoito no chão e corrija qualquer tentativa dele pegar o biscoito levantando a guia da Gentle Leader, ou dando um leve tranco na guia com o enforcador, enquanto você repete o comando NÃO. Continue evoluindo no comando, pedindo para outras pessoas jogarem o biscoito perto do seu cachorro, ou deixando biscoitos pelo chão enquanto você anda com ele. Procure usar outros objetos e guloseimas além do biscoito.
Não deixe nunca o seu cachorro pegar comida no chão. Sempre que você precisar recompensá-lo pegue o biscoito em suas mãos e só então permita que ele coma.
Use sempre um tom de voz grave e firme, mas sem gritar: a intenção é limitar o som do rosnado do cachorro.
Seja firme e deixe bem claro que você quer que ele pare de fazer o que está fazendo imediatamente. Em situações novas é preciso que você mostre ao cachorro o que ele precisa parar de fazer: quando ele come alguma coisa proibida, é preciso dizer o NÃO e enfiar a mão dentro da boca dele para tirar a coisa de lá. Procure não ter medo, especialmente se ele for um filhotinho.
Se você for firme ele não irá te morder.
Seja consistente: sempre que disser NÃO para o seu cachorro não admita que ele ignore o comando.
O comando NÃO é um dos mais difíceis de serem ensinados ao cachorro. Porque ele pode ser aplicado em várias situações, é normal que o cachorro leve algum tempo até aprender a respeitá-lo.
Se ele estiver cavando o quintal, diga um NÃO bem forte e FAÇA ele parar de cavar. Se o totó começar a implorar comida quando você estiver jantando, dê o comando com firmeza. Se o cão estiver roendo algum objeto que não pode, diga NÃO e troque este objeto por algum brinquedo dele. Quando ele pular em você, diga NÃO e espere ele colocar as quatro patas no chão, então você fará muito carinho no peludo. Toda vez que o cachorro não obedecer a um comando, corrija-o e dê o comando NÃO.
O comando JUNTO significa que o cachorro deve caminhar do seu lado esquerdo, com as patas dianteiras alinhadas com as suas pernas. Ele não deve andar nem na sua frente nem atrás de você. O objetivo é acostumar o seu cachorro a caminhar ao seu lado, sem puxar na coleira e prepará-lo para, mais tarde, andar solto sem fugir ou sair de perto de você.
O cachorro caminhando JUNTO significa que ele não arrasta você pela rua quando vai passear, não atravessa a rua na sua frente, e não sai do seu lado descontroladamente. Sempre que você desejar dar mais liberdade ao seu cachorro, libere ele do JUNTO com o comando OK ou LIVRE e deixe ele se afastar um pouco. - COMO ENSINAR:
Coloque o seu cachorro na posição sentada do seu lado esquerdo e segure a guia com as duas mãos. Inicie a sua caminhada com a perna esquerda, fale o nome dele e o comando JUNTO no momento em que você começar a se movimentar. Sempre que o cachorro andar na sua frente levante a guia com a Gentle Leader ou dê um leve tranco na guia com o enforcador e fale NÃO. Puxe o cachorro para a posição correta e fale JUNTO.
Caso o cachorro estiver andando atrás de você, não desacelere o passo – diga NÃO e puxe ele para a posição correta. No momento que ele ficar do seu lado fale JUNTO.
Enquanto ele anda do seu lado use palavras encorajadoras num tom suave e, se ele for um cachorro de grande porte, afague levemente o alto de sua cabeça. Cuidado para não excitá-lo a ponto dele se distrair e sair da posição. O carinho é apenas para lembrá-lo que ele está fazendo tudo direitinho.
No início comece andando em círculos em um local fechado e sem muitas distrações. Quando o cachorro já estiver se acostumado com o comando passe a fazer curvas para a direita e mais tarde para a esquerda. Toda vez que o cachorro se afastar da sua perna, ou tentar parar, dê um leve puxão na coleira e dê o comando NÃO. Aguarde alguns segundos e dê o comando JUNTO. Quando ele já estiver aprendido o comando passe a treiná-lo durante os passeios na rua. Sempre que ele estiver sob o comando JUNTO e você quiser liberá-lo para ir cheirar um poste ou brincar com um outro cachorro não se esqueça de dar primeiro o comando OK, ou o comando LIVRE.
Este comando é utilizado para dizer ao cão que ele está liberado para brincar, andar, levantar ou fazer qualquer coisa que deseje, ou para dizer que o exercício acabou. Ele deve ser sempre dado com uma voz alegre e feliz. O OK também serve para “quebrar” qualquer outro comando.
Procure estar atento às situações em que o comando OK pode ser usado de forma a liberar o seu cachorro para fazer alguma coisa. Quando você identificar uma destas situações use o comando OK de maneira bem entusiasmada e com um tom suave de voz bem particular e marcante, quase dizendo ÓKEY.
Experimente pedir para o seu cachorro ficar sentado e peça para uma outra pessoa chamá-lo. Se ele tentar ir até a pessoa que o está chamando diga NÃO e coloque-o sentado novamente. Quando o cachorro ficar finalmente calmo diga OK e dê um leve empurrãozinho no cachorro para incentivá-lo a ir até a pessoa. No final todo mundo faz muita festa, é claro.
Veja também os exercícios dos comandos NÃO, FICA e JUNTO.
Diga OK antes de dar alguma coisa para o seu cachorro, para ele poder se movimentar depois do comando fica, ou quando você pedir para ele esperar. Por exemplo: peça ao seu cão para sentar enquanto você abre uma porta. Para ele poder cruzar esta porta diga antes o comando OK (isso ajuda a evitar que o cachorro “fuja” por uma porta aberta). Dê o comando OK antes de “liberar” o seu cachorro para que ele “ataque” o prato de comida.
OBS: Este comando nunca deve ser utilizado depois do comando NÃO MORDE.
O comando ALTO serve para fazer o cachorro parar quando ele estiver caminhando com você, do seu lado e com o comando JUNTO, não é mesmo ?
Sempre que você estiver caminhando com o seu cachorro, diga ALTO, pare e dê um leve puxão na guia de forma a fazer o seu cão parar. Assim que ele o fizer diga “muito bem amigão” e dê o próximo comando, que pode ser SENTA ou DEITA.
É só não se esquecer de dizer o comando ALTO (mas pode dizer num tom de voz baixo), toda vez que você for dar uma paradinha na rua. Aliás, faça diversas paradinhas intencionais para poder praticar este comando junto com o peludo.
Este comando serve para que o seu cachorro sente ao seu comando e espere sentado até você dar um novo comando. Geralmente o SENTA é o comando que o cachorro aprende mais rapidamente.
No início do treinamento é mais fácil se você se ajoelhar ao lado do cão. Assim que ele estiver dominando o comando procure não se abaixar mais ao lado dele.
Se o cachorro estiver em pé: coloque o cão do seu lado esquerdo, bem paralelo à você. Com a mão direita segure a guia bem perto do pescoço do cão e puxe levemente para cima e para trás. Ao mesmo tempo, deslize a mão esquerda em forma de concha pelas costas do peludo e continue deslizando até depois do rabo. Quando a sua mão esquerda estiver na altura da parte traseira do “joelho” do cão, faça uma pequena pressão para dentro, forçando o “joelho” se dobrar e o cachorro sentar. Não é preciso fazer força ! Use o comando SENTA num tom de voz bem suave.
Assim que o bumbum do cachorro tocar o chão deixe de fazer qualquer pressão na guia e faça muita festa. Dê o comando OK para liberá-lo ao final do exercício.
Combine com o comando JUNTO e ALTO.
Depois de uma semana de trabalho a maioria dos cães estará pronta para receber apenas um leve toque na altura da base superior da cauda antes de sentar. Mais uma semana de prática e tudo o que você precisará fazer é dizer a palavra SENTA, para ver um cachorro todo feliz em ter o bumbum grudado no chão.
Se o cachorro estiver deitado: segure a guia com as duas mãos e puxe o cachorro para cima, com a guia fazendo um ângulo de 90 graus em relação ao chão. Solte a guia gentilmente, até as patas tocarem o chão. Durante este processo diga a palavra SENTA. Não é preciso puxar com força, nem machucar o cão. Não dê “soquinhos” na guia, faça um movimento suave e contínuo para cima.
Este comando pode ser praticado em qualquer lugar: na rua, em casa, no elevador, na fila do pão, etc. Quanto mais você fizer melhor. O SENTA é ótimo para controlar a ansiedade do cachorro – se ele estiver em pé, preso na guia, e você estiver parado, provavelmente ele estará tentando cheirar alguma coisa, ou ver quem está passando. Sentado ele ficará calmo e esperará você dar um outro comando que o libere desta posição. Este comando serve para fazer o cachorro ficar parado ao seu lado quando você for atravessar uma rua, estiver conversando com um amigo que encontrou na calçada, etc.
Este comando é especialmente útil para fazer o cachorro esperar quieto num lugar, se acalmar quando muito excitado, esperar pelo prato de comida, não pular nas pessoas quando chegam visitas na sua casa, dentro de elevadores, etc.
Aproveite para treinar o seu cachorro quando você encontrar uma pessoa com outro cachorro. Aproxime-se da pessoa, peça ao seu cão para sentar-se, aguarde alguns segundos até ele estar comportado e depois dê o comando OK e libere-o para cheirar o traseiro do novo amiguinho. Vai ser um sucesso de público se o seu cachorro se comportar direitinho.
A posição deitada é uma das mais difíceis de se fazer com um cachorro, principalmente se ele estiver na presença de um outro cachorro. A razão disto é que esta é uma posição extremamente submissa na linguagem corporal dos cães. A princípio, somente os cães submissos se deitam ou mostram a barriga na frente de um cachorro mais dominante, portanto pela facilidade ou pela dificuldade do seu cachorro em se deitar sob comando podemos ter uma boa idéia se ele é submisso ou dominante. Mas não é só isso. Um cachorro treinado e extremamente confiante não hesitará em deitar-se sob as ordens de seu dono. Nestes casos a posição deitada não significa mais que o cão é submisso a outro cão, mas que ele confia plenamente na liderança de seu dono e se sente confortável e relaxado ao obedecê-lo.
Por isso o DEITA também serve para manter o seu cachorro calmo e sob controle em situações em que você assim precise. Use este comando para fazê-lo deitar debaixo da mesa quando sua família estiver comendo, inclusive em restaurantes, para relaxar quando muito excitado, etc.
No início do treinamento é mais fácil se você se ajoelhar ao lado do cão. Assim que ele estiver dominando o comando procure não se abaixar mais ao seu lado.
Primeiro coloque o seu cachorro sentado usando o comando SENTA. Com a mão esquerda segure a guia por baixo do pescoço dele e faça pressão contínua para baixo. Com a mão direita faça um sinal com o dedo indicador apontando o chão e diga o comando DEITA. Assim que o cachorro tocar a barriga e o peito no chão faça muita festa e pare de fazer pressão na guia. Dê o comando OK para liberá-lo ao final do exercício.
Se o seu cão for do tipo “duro na queda” não fique tentando ajeitar a guia e não fique dando “soquinhos” na guia para tentar forçá-lo a deitar. Lembre-se, a pressão deve ser contínua. Se você perceber que não vai conseguir colocar o cachorro deitado apenas fazendo pressão na guia, simplesmente puxe as patinhas dele para frente e para baixo, usando a sua mão direita para a pata direita e a esquerda para a pata esquerda (você vai precisar se “debruçar” por cima das costas do cachorro). Você pode até perder o controle, mas nunca a paciência (o cão deve confiar muito em você para que ele possa obedecer sem resistências). Simplesmente diga o comando NÃO e comece tudo outra vez.
UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO: Se o seu cachorro é bravo, você tem medo dele e, para piorar ainda mais, o bicho é grande, peça orientações especiais ao seu treinador e não tente este exercício sozinho.
É melhor começar a ensinar o comando DEITA dentro da sua casa, onde o cachorro se sente protegido e relaxado. Quando ele já estiver bem treinado passe a praticar dentro de elevadores, e em lugares calmos na rua. Não é preciso nenhuma situação especial, você mesmo pode criar uma situação para treinar o seu cachorro. Vá andando calmamente com o cão ao seu lado, e dê a seqüência de comandos. ALTO, SENTA e DEITA. Só não se esqueça de antes verificar se o chão não está muito quente.
O objetivo deste comando é fazer com que o cachorro espere sentado ou deitado até que o dono volte para o seu lado. Muito útil para fazer o cachorro esperar num lugar enquanto você lava a cozinha, ou entra numa loja. Também é bom para fazê-lo esperar enquanto você esconde um brinquedo para brincar de esconde-esconde, para posar para a foto, para não sair do portão aberto, etc. Também é fundamental para cachorros que sofrem de ansiedade e medo. Ajuda o cão a exercitar o autocontrole, a autoconfiança e a confiança no dono.
- COMO ENSINAR: Fique em pé tendo o cão ao seu lado esquerdo e coloque-o sentado ou deitado usando os respectivos comandos. Espalme a mão direita na frente do focinho do cão (sem encostar) e dê o comando FICA. Dê um passo para o lado, conte até cinco e volte a posição inicial. Se o cachorro não tiver se mexido, dê o comando OK e faça a maior festa. Se o cachorro tentar sair, ou sair do lugar, dê o comando NÃO, posicione-o exatamente no mesmo lugar e comece novamente. Se a posição inicial for deitada coloque-o deitado e se for sentada faça ele ficar sentado.
Conforme o cachorro for executando o comando sem falhas, vá incrementando a distância e o tempo de espera. Sempre volte para o lado do cachorro e dê o comando OK antes de iniciar um novo exercício ou liberar o cachorro.
Procure não olhar ou facilitar o seu cachorro antes de ter voltado totalmente para o lado dele, caso contrário ele irá “quebrar” o comando segundos antes de você voltar.
Inicialmente é melhor praticar este comando em lugares fechados e sem muita distração para o cachorro. Com o tempo, a medida que o cachorro for aprendendo, vá exercitando-o em outros locais e com outras pessoas a sua volta.
Usar a porta aberta da saída da casa ou do apartamento é ótimo para treinar o seu cachorro e também para ensiná-lo a não fugir.
ATENÇÃO: não pratique este comando na rua quando seu cachorro estiver solto. Enquanto seu cachorro não estiver totalmente obediente aos comandos ele pode se distrair e sair da posição para seguir um outro cachorro, uma borboleta, etc e correr perigo.
O VEM é o mais importante dos comandos de obediência básica, e também é um dos mais difíceis de serem ensinados. O objetivo é ensinar o seu cachorro havia sempre que for chamado e, para isto, é necessário que ele associa este comando a situações de prazer.
Ao contrário do que muitos pensam este não é um comando natural para os cães. Quando um cachorro "chama" um outro cachorro ele está dizendo "Me espera que eu já vou até aí". É por isso que quando chamamos os nossos cães eles simplesmente dão uma olhadinha para trás para avaliar a que distância que nós estamos deles. A maioria nem pára, dá apenas uma "desacelerada" no passo, esperando que nós os alcancemos. É preciso ensinar a estes peludo a voltar até nós.
-Como ensinar:
Com a guia longa: ponha seu cachorro sentado e com o comando FICA. Afaste-se uns cinco passos inicialmente e vire de frente para ele. Enquanto segura a ponta da guia longa com a mão esquerda, traga a mão direita para o peito, fale primeiro o nome dele de forma clara, depois de o comando OK e finalmente de o comando VEM de uma forma bem alegre. Puxe a guia na sua direção e assim que o cachorro chegar na sua frente, faça muita festa. Esta seqüência de comandos é muito importante para que o cachorro não fique confuso e para que ele não quebre o comando FICA sem a sua permissão.
Com o cachorro solto: num lugar seguro e fechado coloque seu cachorro sentado com o comando FICA num canto, afaste-se uns 5 passos, e segurando um pedacinho de biscoito na mão direita, agache e chame seu cachorro pelo nome. Quando ele olhar para você de o comando OK e o VEM de forma esfuziante, enquanto traz a mão esquerda junto ao peito. Quando seu cachorro chegar bem à sua frente, entregue o biscoito e faça uma grande festa.
-Como praticar:
Experimente chamar o seu cachorro quando ele estiver distraído na rua. Não se esqueça de puxar a coleira até você e de fazer um carinho especial quando ele vier. Se ele vier prontamente, aí ele merece uma festa de arromba e talvez até uma viagem para a Disney, por que não? w Importante: nunca repreenda ou execute algum ato que o cachorro possa interpretar como sendo negativo imediatamente após o comando VEM. Por exemplo, nunca use este comando para pô-lo na banheira para dar banho, dar comprimidos ou remédios, brigar por algum estrago, etc.
Nunca deixe seu cachorro andar fora da coleira em um lugar aberto e estranho se ele não estiver totalmente obediente aos comandos JUNTO e VEM
Além do treinamento do comando NÃO (para não pegar comida), este é o único comando que recomendamos que se use um biscoito nos treinos, mas é importantíssimo que não se use o biscoito todas as vezes. Alterne exercícios com e sem o biscoito, pois o cachorro não deve te obedecer apenas pela certeza de que sempre irá ganhar algo para comer quando vier até você. A melhor recompensa dele será a montanha de carinhos que ele ganhará quando chegar até você, caso contrário ele aprenderá a ser um chantagista e somente virá quando você tiver um biscoito na mão.
O objetivo é ensinar o cachorro, principalmente se ele ainda é filhote, que morder não é permitido e deve parar de fazê-lo imediatamente.
É importantíssimo que se ensine o cachorro a não morder as pessoas desde pequeno. O cachorro se comunica mordendo. Quando filhotes, eles não mordem com força, mas na verdade eles estão testando as pessoas e procurando ver até onde eles podem chegar. A força das dentadas vai aumentando aos poucos e, em um determinado momento de seu amadurecimento emocional, ele passa a acreditar que é mais forte que você e que pode te morder com força. Ele então pode se achar o cachorro dominante da “matilha”, o que é bastante perigoso.
Este treinamento é mais importante ainda se houverem crianças pequenas na família. O cachorro percebe, pelo menor tamanho, pelas brincadeiras, e pela obediência que as crianças têm aos adultos, que elas ocupam uma escala hierárquica inferior ao resto da família. Como conseqüência o cão acha que possue uma chance maior de ser superior a elas. Por isso, este exercício deve ser praticado por todos os membros da família, inclusive as crianças e empregados da casa.
-Como ensinar:
Toda vez que o filhote morder, com força ou de leve, faça pressão para baixo com o polegar (ou qualquer dedo que já esteja dentro da boca do cão) na língua dele e dê o comando NÃO MORDE.
Não é necessário machucá-lo. Use pressão suficiente apenas para causar uma sensação de desconforto na língua do seu filhote.
Solte a boca do cachorrinho quando ele tentar empurrar com a língua o seu dedo para fora da boca. Repita a ação que provocou a mordida e a correção até que o cachorro não morda mais e só então faça festinha, mas sem excitar o cãozinho.
NUNCA use comida como recompensa neste exercício, pois ele aprenderá que se morder ele poderá ganhar um biscoito.
Se você não se sentir confortável em usar esta técnica, use a coleira Gentle Leader ou o enforcardor e o comando NÃO como um método de correção. No caso do cachorro ser muito pequeno para usar a coleira como correção, siga as orientações do seu instrutor para corrigir o seu cachorro com a técnica de morder atrás das orelhas.
Uma pequena observação: se o seu cão é bravo, se você tem medo dele e, para piorar ainda mais, o bicho é grande, peça orientações especiais para o seu treinador e não tente este exercício sozinho.
Nunca deixe crianças pequenas juntas do cachorro sem a supervisão de um adulto. Não deixe crianças brincarem de "atiçar" os cachorros para eles morderem. Não aceite nenhum sinal de agressividade do seu cachorro e lembre-se que pequenas situações de mau hábito em filhotes se tornam grandes problemas em cachorros adultos.
-Como praticar: Experimente segurar os dedinhos do filhote de forma firme, porém gentil. A grande maioria detesta isso e vai tentar morder para se livrar. Aí é só pegar a língua do pequeno e começar a pôr em prática a lição. Pode parecer maldade provocar um filhote desta maneira, mas lembrese: é melhor praticar numa situação controlada do que lamentar uma bela mordida mais tarde. Também não se esqueça de que se ele aguentar alguns segundos desta provocação, sem mandar os dentes, ele vai ter direito a uma dose dupla de carinhos. Vale o sacrifício.
O objetivo deste comando é fazer com que o cachorro entenda que ele será manipulado e que deve aceitar o exame sem se mexer excessivamente, morder, rosnar ou se sacudir. Ele ajuda os donos e veterinários quando é preciso fazer um exame nas patas, orelhas, rabo, barriga ou qualquer outra parte do seu corpo.
-Como ensinar:
Sentado no chão coloque seu cachorro deitado de costas para você. Diga o comando DEIXA VER enquanto você checa gentilmente as orelhas, patas, dedos, barriga, boca, olhos e rabo. Repita o comando toda vez que o cachorro tentar resistir. Se ele ficar muito inquieto coloque-o de volta na posição e volte ao exame com movimentos suaves. Procure por machucados, bolinhas e caroços. Procure sentir se existem locais inchados, áreas avermelhadas e irritadas. Cheire a orelha e a boca do seu cachorro que não devem possuir mal cheiro. Procure por pulgas e carrapatos, principalmente entre os dedos. Qualquer sinal de problema deve ser comunicado ao seu veterinário.
Corrija o cachorro se ele tentar morder. Use o comando NÃO MORDE
No final do exercício use o comando OK para liberar o cachorro e faça bastante festa. Se ele se comportar muito bem você pode usar biscoitos como recompensa. -Como praticar:
Aproveite os momentos em que o seu cachorro está relaxado, principalmente depois de um bom exercício e caminhada na rua. Com o tempo experimente este comando com o cachorro sentado e em pé, simulando um exame na mesa do veterinário.
É o comando para o seu cachorro deixar cair da boca qualquer coisa que ele esteja carregando ou comendo. É especialmente útil quando seu cão estiver com seu par de meias importadas na boca, quando vocês estiverem brincando de jogar bola, quando ele roubar um osso ou qualquer outra coisa. O comando LARGA também se aplica quando o cachorro come alguma coisa indevida, como uma porcaria na rua.
-Como ensinar:
Estimule seu cachorro a abocanhar algum brinquedo dele. Quando ele o fizer, você dá o comando LARGA enquanto pressiona a parte inferior da bochecha do cachorro contra os seus dentes de modo a fazer o bichinho largar o brinquedo. Não use força excessiva para não machucar seu peludo. Quando o cachorro largar o brinquedo recompense-o física e verbalmente e, após alguns segundos, de o comando OK e devolva o brinquedo. Biscoitos não devem ser usados como recompensa (ao invés de recompensa eles vão virar resgates).
Com o tempo substitua o brinquedo por um pedaço de comida que ele goste, como um biscoito ou osso digerível. Faça o exercício algumas vezes e, no final, deu comando OK e deixe ele comer como recompensa.
- Como praticar:
O ideal é começar quando o cachorro ainda é bem filhote. Não aceite sinais de agressão, rosnados ou resmungos. Corrija-o imediatamente e não desista. Mais uma vez: peça orientação especial do seu treinador se o seu cachorro for grande, bravo, ou se você sentir medo.
- Torne a sua casa à prova de cães. Pense na segurança do seu amiguinho. Certificar-se de que ele não vai cair da escada ou da sacada. Tire todos os medicamentos e produtos químicos de seus armários ou de locais em que seu cachorro possa fuçar. Lembrese que embalagens a prova de crianças não são a prova de dentes afiados e curiosos.
-Retire objetos que são muito valiosos do alcance do seu cachorro enquanto ele ainda é filhote. Acidentes acontecem. É melhor você deixar o seu tapete persa guardado enquanto ele não aprender a fazer xixi no jornal.
-Cuidado com o "monstro" que você pode criar. Não permita ao seu filhote nada que você não permitiria a ele quando adulto. É lindo um filhotinho de pastor alemão em um lado do seu travesseiro, mas é uma briga de foice tirar um cachorro de 50 kg da sua cama numa noite de verão quando ele acha que o seu quarto é o único com ar-condicionado forte o bastante.
-Não deixa as crianças alimentarem seu cachorro na mesa com aquele pedacinho de fígado que ninguém gosta mesmo, se você não quiser ter um cachorro se esganiçando do lado daquela visita importante quando você oferecer um jantar em comemoração ao seu aniversário.
-Caso você note uma mudança de comportamento repentina no seu cachorro, veja com o seu veterinário se a causa não é clínica. Na grande maioria das vezes estas mudanças não são comportamentais, e sim conseqüência de alguma dor.
- É uma gracinha o seu Poodle Toy te defendendo do namorado abusado, mas não será nada divertido quando o mesmo cachorrinho der uma dentada na sua pequena sobrinha que só ia te dar um abraço. Pense bem, use o bom senso, e sua bola de cristal para prever as conseqüências desses comportamentos no futuro. Prevenir, prevenir, prevenir. Esta é a palavra-chave.
-Sempre mande o seu cão sentar ou deitar antes de receber a tigela de comida. Dessa maneira ele irá perceber que a comida não vem de graça, o que iria apenas reforçar o seu estilo de predominância.
- Nunca brinque de cabo-de-guerra com seu cão se você não estiver disposto a levar a brincadeira até o fim e ganhar. Cada vez que o cão ganhar a brincadeira ele irá questionar a sua liderança e começar a sentir que pode disputar este lugar com você.
-Caso você sinta que irá ganhar o cabo, use o comando LARGA e faça ele soltar o brinquedo. Nunca brinque de cabo-de-guerra com seu cachorro se ele apresenta sinais de agressividade dominante.
-Fique atento a qualquer sinal dominante do seu cachorro e reprima-o adequadamente. Não se esqueça de que qualquer membro da família deve ser percebido pelo cachorro como hierarquicamente superior a ele.
Apenas assim ele irá respeitar a todos.
-Alguns destes sinais são: pedir carinho cutucando a sua mão com o focinho, montar nas pernas das pessoas, rosnar para visitas ou empregados domésticos, ser excessivamente protetor da sua comida e brinquedos, etc.
-Exercite bastante o seu cachorro. Sempre que puder leve-o a locais abertos onde ele possa correr e brincar livremente. Lembre-se: um cachorro cansado é um cachorro feliz.
- Uma ótima brincadeira que também serve de exercício é lançar uma bolinha de tênis ou um disco de plástico para que ele pegue e traga de volta. Essa brincadeira pode ser praticada em locais públicos desde que o cão esteja preso numa guia longa e não ofereça risco a ninguém. Além disso ele deve estar atendendo perfeitamente ao comando VEM.
E nunca se esqueça das duas palavras chaves para o sucesso deste manual: amor e paciência.
Boa sorte !




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