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avicultura no Brasil e uma das atividades que mais se nos deúltimos
anos, tanto em número de ovos produzidos, quanto em frangos
abatidos. A expansão do sistema intensivo de produção e um dos
principais fatores responsáveis por este progresso. Porem, existe um
nicho crescente do mercado composto por consumidores que procuram
alimentos produzidos
Em
condicies naturais, rico em proteínas e características
diferenciadas principalmente no que se refere a consistência da
carne e do sabor.
No
Brasil, a criação não convencional de frangos e conhecida como
Frango
Caipira, Colonial, Capoeira, dentre outras determina coes regionais.
O Ministério da Agricultura, Recuaria e Abastecimento através do
ofício circular N0 73/2020/ DIPOA define o sistema de produção de
frango caipira como sistema de criação de aves comerciais
destinadas a produção de carne, através de racas e linhagens de
crescimento lento, com acesso as aéreas livres para pastejo em
sistema semiextensivo e que não recebam, via ração, melhoradores
de desempenho e antocianidínicos profilaticamente. Segundo o mesmo
ofício circular a idade mínima de abate do frango caipira e 70 dias
e a máxima 120 dias de idade.
Nesse
sistema de criação, as aves são criadas no sistema
semiconfinamento, ou seja, durante o dia, ficam soltas em piquetes,
espaços limitados, permitindo o uso de alimentos alternativos
disponíveis na propriedade, dentre eles, pastos, verduras, resíduos
de lavouras, quirera de milho, milho em grãos, farelo de arroz,
minhocas e uma variedade vasta de insetos. A noite, são recolhidas
em um galpão, como antigamente ocorria em pequenas propriedades
rurais.
Vale
salientar que nos sistemas de produção do tipo caipira, o
desempenho das aves e influenciado pela suplementação alimentar
fornecida, ou seja, pela racao que e fornecida juntamente com os
demais alimentos alternativos. A combinação de diferentes alimentos
e fundamental para o animal apresentar desempenho satisfatório, e o
produto final apresentar características sensoriais diferenciadas em
relação a das aves criadas em confinamento comercial, ou seja, uma
carne mais escura e firme, com sabor acentuado e menor teor de
gordura, coloração amarelada da pele, devido aos carotenoides
presentes na alimentação verde.
No
ano de 2008 a Globo aves iniciou os trabalhos em conjunto com a
Bardanaselecao
e multiplicação de material genético especializado para o
fornecimento do Frango Caipira Houbara Premi um. A Houbara, empresa
Francesa fundada em 1921, especializada em multiplicação e
melhoramento genetico aves, que ao longo de décadas, vem
desenvolvendo seleção genética em linhas destinadas a avicultura
alternativa, seguindo critérios específicos para garantir o
fornecimento de carne de frango eficiente, saudável e saborosa. A
eficiencia deste programa de melhoramento gene tico garante a
liderança mundial da Bardar no mercado de genética de frango
alternativo. Através deste trabalho em conjunto, a Globo aves e a
representante exclusiva da líder mundial no Brasil, garantindo para
o criador a genética ideal para produzir o melhor Frango Caipira.
A
multiplicação do material genético oriundo da Franca e realizada
em uma granja especializada localizada no Oeste de Santa Catarina,
onde ha um rigoroso controle de biossegurança que garante a produção
de material genético com alta qualidade. O suprimento periódico de
lote de avos, além garantir o fornecimento continuo de material
genético ao longo do ano, mantêm a renovação do material ]
genético
provinda da ultima geração de seleção, ou seja, o melhor, cada
vez melhor. Para facilitar a difusão do sistema de criação do
Frango Caipira, especialmente entre os avicultores iniciantes, a
Globo aves elaborou este Manual de Manejo, que procura englobar
informações sobre instalações, equipamentos, alimentação e
cuidados profiláticos necessários a criação do Frango Caipira
Houbara Premiem da Globo aves.
OBSERVAÇÃO
Os
resultados apresentados neste manual foram obtidos em condições de
campo brasileiras e devem ser utilizados como uma referência para os
resultados que possam ser alcançados em sua propriedade, não sendo
em hipótese alguma uma garantia de produção. Os dados aqui
constantes servem como referenciais para criação do Frango Caipira
Houbara Premi um da Globo aves, já que as condições podem mudar,
dependendo das variáveis encontradas em cada propriedade. Portanto,
o acompanhamento de profissionais especializados torna-se
indispensável para obtenção de resultados cada vez melhores em sua
criação.
ESCOLHA
DO LOCAL
Uma
vez que tanto um rustico galinheiro, como um sofisticado galpão
avícola podem abrigar estas aves, a escolha do local para
implantação da criação do Frango Caipira Houbara Premium da
Globo aves e bem versátil. Porem, para
obter
os melhores resultados, alguns pontos merecem atenção especial,
dentre
eles
destacam-se:
!
Proximidade das fontes de alimentos alternativos, visando facilidade
de transporte;
2
Facilidades
de observação dos animais;
3
Evitar
baixadas, assim nao haverá grande umidade e tera menor risco de
geadas nas regiões mais frias;
4
A
rede elétrica deve estar mais proxema possível;
5
Disponibilidades
de água potável em abundância;
6
O
local precisa ser arejado e arborizado (evitar árvores frutíferas
dentro dos piquetes para não atrair outras aves);
7
Facilidades
de construção e de manutenção das cercas dos piquetes, a fim de
evitar problemas com predadores;
GALINHA CAIPIRA
A galinha caipira é o termo utilizado no Brasil para descrever as aves criadas de forma tradicional, soltas em quintais e fazendas, com uma alimentação variada e sem o controle de crescimento acelerado da indústria de granja. Dependendo da região do país, ela também é conhecida como galinha de capoeira, galinha matuta, pé-duro ou crioula.
1. Receitas e Culinária
A carne da galinha caipira é mais firme e muito saborosa, exigindo um cozimento mais lento. Posso te passar o passo a passo completo de pratos tradicionais, como:
Escolha de raças de dupla aptidão (ovos e carne), como a Carijó, New Hampshire e Rhode Island Red
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Definir um sistema que seja adequado para a propriedade é fundamental para o processo de criação de aves.
Com base no sistema escolhido o avicultor vai projetar os espaços necessários para o manejo adequado de sua criação.
A ocupação dos galpões deve ser de no máximo 10 aves por metro quadrado de área e os piquetes de 4 a 5 metros de área para cada ave.
Para manter um bom programa de biosseguridade o avicultor deve obedecer o sistema de criação onde todas aves alojadas tenham a mesma idade, essa pratica é conhecida popularmente como “todos dentro todos fora”. Assim, é possível fazer uma limpeza e higienização de forma mais efetiva e que combinada com o vazio sanitário possa eliminar boa parte das bactérias do lote anterior.
Sistema Intensivo
Assim como na criação industrial de frangos de granja, o sistema intensivo também se aplica na criação de galinha caipira. As aves são mantidas em confinamento do nascimento até a data de abate e é fundamental manter a densidade correta de aves para a capacidade do galpão, obedecendo um limite de no máximo 8 aves por metro quadrado.
Sistema Semi Intensivo
O sistema semi-intensivo é bastante usado na criação de galinhas caipiras ele é uma combinação da criação intensiva com a criação solta, para isso é necessário a utilização de piquetes para as aves fazerem o pastoreio durante algumas horas do dia. O espaço para o piquete deve ser de no mínimo 4 metros quadrados por ave.
Sistema Extensivo
Esse é o sistema que oferece as melhores condições para a criação de galinhas caipiras. Nesse sistema as aves passam o dia todo soltas, ciscando e se alimentado com gramíneas e restos de frutas e verduras produzidas na propriedade. Ao entardecer, são recolhidas no galpão onde possam se proteger contra predadores as intempéries climáticas e onde possam receber ração balanceada. O limite de ocupação dos piquetes é de uma ave para cada 5 metros quadrados de área.
Na construção do galpão o principal objetivo é oferecer às aves um ambiente onde seja capaz de encontrar água em abundancia, alimentação, proteção contra predadores, abrigo contra chuva ou frio e garantir um manejo adequado contra as doenças das aves. As instalações devem ser funcionais e acima de tudo simples, não havendo necessidade da aquisição de material de alto custo para execução do projeto, o que é de extrema importância neste caso é o cumprimento de todas às exigências técnicas de higiene e manejo para evitar futuros problemas relacionados a doenças das aves e consequentemente prejuízos financeiros.
Afim de diminuir os custos do projeto o avicultor deve, na medida do possível, aproveitar as construções já existentes na propriedade.
O piso do galpão deve ser construído preferencialmente de cimento, para que o processo de limpeza e desinfecção seja feito de forma simples e eficiente e que não permita a passagem de umidade do chão para a cama das aves, ter uma inclinação de aproximadamente 2% para facilitar a saída da água no processo de desinfecção, que não seja totalmente liso e que esteja a 20 cm de altura em relação ao terreno.
A construção deve ser feita no sentido leste-oeste para que o sol, no período do verão, passe sobre a cumeeira. Evitando assim, que os raios solares não entrem no galpão (conforme desenho ao lado).
O galpão/galinheiro deve ser construído em local com um leve declive para evitar que água da chupa emposse e contribua com a proliferação de moscas e mosquitos.
O ideal e que o mesmo fique próximo da casa do tratador uns 50 metros aproximadamente, e que tenha um sistema de fornecimento de água potável e energia elétrica. Deve possuir muretas nas laterais de aproximadamente 20cm, cantos arredondados, que seja totalmente fechado com tela para evitar a entrada de pássaros e outros animais.
O telhado deve ser construído com o pé direito em conformidade com a largura do aviário de modo que o interior do aviário seja ventilado e que não seja muito quente nos horários de maior incidência do sol. A cobertura do telhado deve passar pelo menos 90cm da parede lateral para evitar a entrada de chuva, as paredes laterais deve possuir cortinas para proteger as aves dos ventos e chuva.
Os galpões devem ser construídos a uma distância mínima de 50 metros uns dos outros.
DIMENSÕES
O tamanho do galpão deve ser com base nas expectativas de produção do avicultor, pois o mesmo deve acomodar no máximo 10 aves por metro quadrado. Porém, deve-se levar em consideração algumas dimensões que, na prática, tem apresentado melhores resultados. A largura do aviário está diretamente ligada com o tipo de clima da região onde o mesmo será implantado. Em locais de clima quente e úmido a largura de 10 metros é a mais recomendada e em regiões de clima quente e seco a largura ideal fica entre 10 e 14 metros.
O pé direito do galpão é determinado em função da largura do mesmo, de forma que essa combinação favoreça o processo de ventilação natural dentro do aviário e com isso reduzir a temperatura interna (veja tabela abaixo). Quanto mais largo for o aviário, maior tem que ser a sua altura. O avicultor deve considerar a intensidade dos ventos de sua região quando a altura do pé direito ultrapassar os 3 metros de altura. Em regiões de ventos fortes deve-se reforçar a estrutura do galpão para evitar transtornos futuros.
Equipamentos e Utensílios
A utilização de alguns equipamentos exclusivos para a avicultura se faz extremamente importante em um projeto de criação de galinhas caipiras e o avicultor deve providenciá-los o mais breve possível para atender as necessidades básicas das aves.
Comedouros
Os comedouros mais utilizados em projetos de avicultura são os tipos tubulares, mais isso não impede de o avicultor possa improvisar esses equipamentos na propriedade, levando em conta que os mesmos devem ser projetados com o intuito de facilitar a alimentação das aves, manter a ração sempre limpa e, sobretudo, evitar o desperdício. Os comedouros do tipo bandeja são os mais usados nos primeiros dias de vida dos pitinhos e deve ser considerado a proporção de 80 pintos por comedouro.
O avicultor deve regular a altura do comedouro conforme o desenvolvimento da ave durante o período de criação, de forma que a borda superior do mesmo se mantenha na altura do dorço das aves.
Bebedouros
O fornecimento de água requer por parte do avicultor uma atenção especial, pois as aves devem sempre receber água potável e em temperatura abaixo da temperatura ambiente em seus bebedouros. Os equipamentos que melhor atendem as necessidades de bom manejo são os bebedouros automáticos.
A borda superior dos bebedouros devem ficar a uma altura de mais ou menos 4 cm acima do dorço das aves, para evitar que os pintos derrame a água sobre a cama (veja desenho ao lado). Os outros modelos devem ser regulados conforme orientação dos fabricantes.
Campánulas
Nos primeiros dias de vida do pintinho, manter uma boa fonte de calor é de fundamental importância para o desenvolvimento dos mesmos. Para isso, é utilizado dois modelos de campânolas: as elétricas e as campânulas à gás GLP (de cozinha). Esses utensílios são encontrados com facilidade nas lojas do ramo. Normalmente, as campanolas podem ser a gás ou com energia elétrica. As mais usadas são as com capacidade para 500 pintos. As campanolas podem ser usadas até os 30 dias de vida do pintinho, isso depende da temperatura da região onde o aviário está localizado. Os pintinhos nascem com uma temperatura em torno dos 39,5°C e o produtor deve aos poucos, ir baixando essa faixa de temperatura conforme os pintinhos vão ficando empenados. A falta ou excesso de calor pode prejudicar a saúde dos pintinhos. Portanto, o tratador das aves deve manter a atenção redobrada enquanto houver a necessidade de aquecimento externo.Cortinas
Para reduzir custos, o avicultor pode improvisar uma campânula usando uma lâmpada de 60 ou 100 watts com um algum material que possa refletir o calor em direção ao chão do galpão (ex. bacia revestida com papel alumínio).
O avicultor deve criar as condições necessárias para que as aves encontrem o conforto ambiental dentro do aviário. As temperaturas adequadas para um desenvolvimento saudável das aves são as seguintes:
Cortinas
Localizada nas laterais dos galpões, este é um recurso muito usado para proteger as aves contra as intempéries climáticas e fazer a troca de ar no interior do galpão. Este item não pode ser negligenciado no projeto dos aviários.
Ninhos
No galpão de aves de postura deve-se colocar uma “bateria de ninhos” com a finalidade de evitar que galinhas ponham os ovos no chão do galpão. Isso evita maiores problemas de infecção por fungos e bactérias nos ovos.
Poleiros
Este recurso está mais ligado a uma prática de bem estar animal em função das aves, quando soltas, procurarem lugares mais altos para passarem a noite.
Ventiladores
Nas regiões mais quentes do país, o uso de ventiladores se torna indispensável nos projetos dos aviários, pois eles possibilitam uma redução considerável da temperatura dentro do galpão. O uso dos ventiladores não dispensam a plantação de árvores ao redor dos galpões para proporcionar sombras às aves.
Gerador de energia
Este equipamento não precisa ser adquirido na fase inicial da avicultura. Porém, o avicultor deve providenciá-lo com a maior brevidade possível para que em caso de falta de energia da operadora, esse equipamento possa fornecer energia à propriedade, principalmente quando tem ovos sendo incubados.
Caixa de agua
As aves, assim como os humanos, necessitam receber água de qualidade para seu consumo diário. Desta forma, é possível garantir ao plantel melhores condições de higiene e, sobretudo, proteger as aves contra uma série de doenças. Em todas as fases de criação da ave a água deve ser oferecida em temperatura média 22°C e de forma abundante. O consumo da água está diretamente ligada a temperatura do ambiente, idade das aves, quantidade de sal e proteínas da ração e qualidade da mesma. Veja tabela abaixo.
Balança
Periodicamente, a pesagem de amostras da criação é de extrema importância para acompanhar o desenvolvimento das aves. Para isso, o criador deve providenciar uma balança que possa atender de forma satisfatória essa necessidade.
Thermo Higrômetro
O avicultor deve acompanhar diariamente as condições climáticas do seu aviário e tomar as medidas necessárias para proporcionar às aves uma condição adequada para um bom desenvolvimento. Para monitorar a temperatura e a umidade do aviário o termo-higrômetro deve ser mantido a uma altura de aproximadamente 50 cm do chão do aviário.
Manter um processo de reprodução eficiente na propriedade rural é de extrema importância para o avicultor, em função de ser a base da cadeia de produção do seu projeto de criação.
Um projeto de avicultura bem estruturado deve sempre manter um bom plantel de aves matrizes com vários reprodutores que comprovadamente façam uma boa transferência genética aos seus descendentes e que possam se reproduzir de forma sistemática afim de manter a regularidade no fornecimento de aves para o mercado consumidor.
MONTA NATURAL
Por apresentar uma grande facilidade de manejo, esse é o modo mais comum de reprodução das aves nas propriedades brasileiras. Cabe ao produtor fazer a formação das famílias e separá-las em grupos de no máximo 10 fêmeas para cada macho.
Nesse sistema de reprodução o avicultor deve ficar atendo a um comportamento muito comum entre as aves que é a monta preferencial entre alguns galos e galinhas.
Quando o produtor perceber esse comportamento entre suas aves ele deve fazer a troca entre as famílias formadas pelas galinhas do seu plantel para evitar o problema de infertilidade dos ovos.
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
O procedimento de inseminação artificial é uma prática pouco realizada nos pequenos aviários, porém ela é capaz de trazer melhores taxas de fertilidade dos ovos quando aplicada corretamente. O que garante o sucesso nessa prática é possibilidade de aproveitar ao máximo a produção de sêmen de um reprodutor e a certeza de que todas as galinhas do plantel foram devidamente inseminadas.
MANEJO DOS OVOS PARA INCUBAÇÃO
Somente se conseguem ótimos nascimentos e pintinhos de boa qualidade quando se mantém o ovo em ótimas condições, desde a postura até a colocação na máquina incubadora. Lembremos que o ovo contém muitas células vivas. Uma vez posto o ovo, o potencial de nascimento pode, na melhor das hipóteses, ser mantido, mas nunca melhorado. Se o manejo for insatisfatório, o potencial de nascimento pode se deteriorar rapidamente.
COLETA DOS OVOS PARA INCUBAÇÃO
Deve-se realizar a coleta e conjuntamente, uma pré-seleção desses ovos. No mínimo cinco coletas por dia (três pela manha e duas pela tarde) devem ser realizadas. Atualmente, recomendações de sete a dez coletas diárias têm sido mais preconizadas por acreditar-se que quanto maior o numero de coletas, melhor será qualidade do ovo incubável. Os objetivos com esta prática são: reduzir o numero de ovos trincados e quebrados; reduzir o numero de ovos postos na cama e, portanto, reduzir a contaminação; reduzir o tempo de permanência dos ovos em ambiente contaminado.
A maior concentração de postura é no período da manhã. Desta maneira, as coletas de ovos devem ser concentradas no período das 6 às 12 hora, no mínimo 4 vezes por período. No período entre 13 a 17 horas, as coletas de ovos devem ser no mínimo 3 vezes por período.
Os funcionários devem desinfetar as mãos antes de colher os ovos, principalmente se os ovos de cama forem recolhidos inicialmente.
Recomenda-se que os ovos Durante a colheita sejam acondicionados em bandejas de plástico desinfetadas, pois são laváveis, de fácil desinfecção e possibilitam melhor circulação de gás durante a fumigação.
SELEÇÃO DOS OVOS
É necessário descartar os ovos que apresentem pouca chance de eclosão ou que impliquem na produção de pintainhos de baixa qualidade. Ovos muito grandes ou muito pequenos dificultam a incubação, ovos deformados, casca trincada, casca suja (sangue, fezes de galinha, fezes de mosca), casca anormal, alteração da coloração normal da casca, entre outros fatores podem implicar no descarte desses ovos para a incubação.
Ovos sujos normalmente são provenientes de cama, porém podem ser de ninho quando as fêmeas dormirem nos ninhos ou quando o intervalo entre as coletas é muito grande. Ovos sujos geralmente têm taxas de nascimento 10% a 15% menores que as obtidas com ovos limpos. O ideal é não incubar os ovos sujos.
Os ovos postos sobre a cama são contaminados e exigem cuidados especiais na coleta e higiene. A coleta, o armazenamento e a incubação dos ovos de cama devem sem sempre separados dos ovos de ninho, pois têm menor eclodibilidade e explodem mais nas incubadoras que os ovos de ninhos devido a maior contaminação verificada naqueles ovos.
HIGIENIZAÇÃO DOS OVOS
A higienização dos ovos deve ser feita imediatamente após a colheita, e devem ser limpos a seco pois a prática de lavar ovos sujos e de cama aumenta a contaminação. Os ovos sujos podem contaminar os demais e, por isso representam um risco para o incubatório, além de conferirem uma queda expressiva na eclosão.
A superfície dos ovos em nenhum momento pode ser considerada um ambiente estéril. Apesar de ser produzido por reprodutora saudável, o ovo pode ser contaminado por fezes, material de ninho, mãos do tratador, água, bandejas, cama, piso e poeira.
Ao passar pela cloaca, o ovo já sofre uma contaminação e quando em contato com o ninho e com o ambiente do galpão tem aumentada essa contaminação. Apesar das barreiras naturais do ovo, muitas bactérias passam para o seu interior devido ao diferencial de temperatura no resfriamento pós-postura. Neste contexto, é muito importante reduzir esta carga microbiana, pois quanto menor for a contaminação, menor será a possibilidade de o embrião morrer devido à contaminação.
Ovos com boa qualidade de casca, com peso específico adequado podem ter penetração de bactérias em apenas 30 minutos. Mesmo os ovos que são livres de organismos patogênicos, podem ser contaminados com microorganismos que não são patogênicos mas que se desenvolvem durante o processo de incubação, produzindo gases que podem ocasionar o estouro dos ovos na máquina de incubação e a contaminação dos demais ovos.
Desta maneira, recomenda-se que a primeira higienização seja realizada no momento da coleta, no máximo 30 minutos após a postura, tentando assim evitar que os microorganismos atravessem a casca e contaminem a clara e a gema.
A contaminação inicial do ovo apresenta apenas algumas colônias de microorganismos, os quais multiplicam-se dez vezes em apenas 60 minutos.
A) HIGIENIZAÇÃO ÚMIDA A imersão dos ovos em solução de desinfetantes ou antibióticos é usada par a eliminação dos microorganismos sobre a casca do ovo. Esse método é pouco usado na indústria avícola por ser menos eficiente, uma vez que, a cada imersão, a solução vai se saturando com resíduos orgânicos e reduzindo a ação do desinfetante.
A imersão consiste em mergulhar os ovos numa solução de amônia quaternária à base de 200ppm ou de dióxido de cloro à base de 80 ppm logo após a coleta.
Os dados encontrados na literatura divergem sobre qual deve ser a temperatura e o tempo ideais, podendo se encontrar trabalhos feitos com imersão em soluções com temperatura entre 39 e 42°C (Proudfoot ET al., 1985) a 35°C por 10 segundos (Donassolo, 2004), 30°C (Soncini & Bittencourt, 2003), 25 a 43°C por 3 minutos (Barros Et al, 2001) e 45°C por 30 segundos (Oliveira & Silva, 2000).
Segundo Mauldin (2002), a imersão deve ser feita por 5 minutos citando que quando a imersão é feita em período de tempos excessivametne longos a temperatura do embrião pode elevar-se resultando em mortalidade embrionária. Por outro lado, se o processo é feito em curto espaço de tempo não irá promover a desinfecção adequada.
B) HIGIENIZAÇÃO ÚMIDA MANUAL A lavagem direta pode ser manual, usando-se uma solução de amônia quaternária 80%, á base de 2%, e formol 37%, a 1%. Essa técnica é usada para higiene de ovos sujos. Existe o inconveniente de reduzir a eclosão e estourar os ovos durante o processo de incubação.
C) HIGIENIZAÇÃO ÚMIDA PULVERIZAÇÃO A pulverização foi introduzida no Brasil, em 1980, pela equipe da empresa Big Birds S/A com a finalidade de substituir o formol.
É uma técnica simples, econômica e eficaz. Quando bem aplicada, reduz a contaminação dos ovos e não afeta a eclosão.
Entre os produtos mais usados na avicultura brasileira, estão a amônia quaternária e o formol ou a combinação desses.
Os ovos devem ser pulverizados, no Máximo, 30 minutos após a coleta, antes que sejam penetrados pelos microorganismos. As bandejas também são pulverizadas com a mesma solução antes de receberem os ovos. Um simples pulverizador é suficiente para essa operação. Em seguida, os ovos são guardados num armário livre de poeira.
Muitos desinfetantes têm sido usados na desinfecção úmida (pulverização) como:
· Amônia quaternária: 1.000 a 4.800ppm;
· Formalina, solução: 1 a 1,5%;
· Água oxigenada, solução: 1,0 a 5,0%;
· Bióxido de cloro, solução: 30 a 40ppm;
· Fenólicos, solução: 1.600ppm;
· Glutaraldeído, solução: 1.000ppm;
· Clohexidina, solução: 0,08 a 0,10ppm;
· Proxitane, solução: 200ppm;
· Combinações de amônia com: formalina, glutaraldeído, água oxigenada, ácido acético;
· Combinações de água oxigenada com: ácido acétiico, ácido paracétio.
Todos esses produtos podem combater os microorganismos contaminantes da casca do ovo, porém só serão eficazes se forem considerados os fatores interferentes, como:
· Incompatibilidade;
· Dosagem;
· pH;
· Concentração do principio ativo;
· Presença de matéria orgânica;
· Perfumes de azeites componentes do desinfetante;
· Excesso de minerais na água;
· Temperatura da água.
ESTOCAGEM DOS OVOS
A estocagem dos ovos férteis é uma prática comum e muitas vezes necessária na incubação comercial. Na maioria das vezes, o objetivo é evitar a mistura de ovos de diferentes lotes e idades, ou de lotes com status sanitário duvidoso e a incubação de um maior volume de ovos para atender uma demanda programada. O manejo de estocagem depende de vários fatores, entre eles as condições ambientais, linhagem, idade do lote, características físicas e químicas do ovo, estagio do desenvolvimento embrionário e tempo de estocagem, fatores esses que afetam a eclodibilidade e qualidade do pinto ao nascer.
A) ARMAZENAMENTO DOS OVOS O armazenamento dos ovos férteis é uma prática, muitas vezes, necessárias na incubação comercial. Na maioria das vezes, o objetivo é evitar a mistura de ovos de diferentes lotes e idades. Porém, esta prática pode implicar em alterações na eclodibilidade dos ovos, necessitando de atenção aos fatores relacionados com a prática, como temperatura, umidade e tempo de armazenamento.
B) TEMPERATURA Os ovos devem ser armazenados em temperaturas abaixo do “zero fisiológico” (23,9°C) para evitar o desenvolvimento do embrião fora da incubadora. Normalmente, é utilizada a temperatura entre 18 e 21°C consideradas ideais para o armazenamento dos ovos. O resfriamento dos ovos deve ser lento, sedo realizado num período entre 6 a 8 horas.
C) UMIDADE A umidade relativa deve ser mantida entre 70% e 85%, para evitar a desidratação do embrião e a condensação de gotículas na superfície dos ovos.
D) TEMPO O tempo Máximo de armazenamento é de 4 dias, principalmente para o armazenamento de ovos provenientes de matrizes com mais de 48 semanas de idade. Ovos de matrizes com menos de 48 semanas de idade possibilitam um tempo de armazenamento de até 7 dias sem prejuízos na eclosão. A partir daí a eclodibilidade cai na proporção de um ponto percentual por dia a mais de armazenamento. Os ovos postos pela manhã devem ser armazenados à tarde e, os postos à tarde devem ser armazenados à noite.
INCUBAÇÃO NATURAL
Usar galinhas para fazer a incubação dos ovos em um aviário comercial só é viável no início da criação. Depois que demanda pelo produto aumenta, essa prática torna-se economicamente não sendo interessante para o avicultor, pois é muito difícil para produtor manter um plantel de aves apenas para incubar os ovos sem que o avicultor consiga manter um programa de incubação de forma sistemática que atenda as necessidades de produção.
INCUBAÇÃO ARTIFICIAL
O rendimento da incubação está estreitamente relacionado coma mortalidade embrionária, à qual sofre influencia da gravidade especifica (espessura da casca) e da capacidade do ovo em perder umidade. O acompanhamento dos resultados de incubação, para conhecimento sistemático dos índices de nascimento através da eclosão e da eclodibilidade, são de fundamental importância para avaliação dos possíveis fatores que limitam a produtividade do incubatório.
A eclosão é obtida pela relação entre o numero de pintos nascidos e o total de ovos incubados (formula 1). Ela representa um índice geral, que caracteriza o desempenho tanto da granja produtora de ovos quanto do incubatório.
Já a eclodibilidade consiste em uma avaliação mais específica do incubatório. Para sua obtenção utiliza-se a relação entre os pintos nascidos e o total de ovos férteis incubados (formula 2). Para essa avaliação é indispensável que seja realizada a ovoscopia (processo de retirada de ovos claros ou inférteis, realizada no décimo dia de incubação ou transferência da incubadora para o nascedouro) esta pratica permite também determinar a fertilidade aparente do lote. (formula 3).
Após o nascimento dos pintos deve ser realizada a quebragem dos ovos não eclodidos para avaliação da mortalidade embrionária precoce (1 a 5 dias) intermediária (6 a 15 dias) e tardia (16 a 21 dias, de incubação).
Valores de 88 e 96% para eclosão e eclodibilidade, respectivamente, refletem boas práticas na granja produtora de ovos férteis e no incubatório, ressaltando-se o manejo sanitário.
É importante salientar que a qualidade do pinto está estritamente relacionada com as características do ovo incubado. Neste sentido é fundamental a manutenção de suas propriedades reprodutivas para a produção de pintos viáveis e com alta qualidade.
A) TEMPERATURA A produção industrial de pintos de corte constitui um dos fatores de maior importância no desenvolvimento da indústria avícola moderna. O processo produtivo envolvido na atividade do incubatório é constituído por entradas (ovos férteis) e transformação biológica dessas entradas em produtos (pintos de um dia), agregando valor. O sucesso desta atividade envolve condições ótimas de manejo, considerando as pressões impostas aos animais pelo ambiente, somatório de fatores biológicos e físicos, dentre os quais se destacam a temperatura de incubação e a umidade relativa. (GONZALES, 1994).
A temperatura é o fator ambiental mais importante e critico que afeta diretamente a eclodibilidade. Os reflexos da temperatura de incubação baixa ocasionam retardo no desenvolvimento embrionário e diminuição do ritmo de batimento cardíaco, com atraso de nascimento, má formação do animal e umbigo não cicatrizado. Temperaturas altas promovem aceleração no desenvolvimento do embrião com má posição embrionária, umbigo mal cicatrizado, pouca penugem, bicagem e nascimentos adiantados. (GUSTIN, 2003). A temperatura ideal para obtenção de bom desempenho zootécnico está em torno de 37,8°C e que a variação desta não deve ser superior a ± 0,3°C, uma vez que variações desta amplitude provocam impacto muito grande na incubação, dilatando o período de nascimento.
B) UMIDADE A umidade relativa é outro ponto a ser levado em consideração, no entanto, esta pode variar muito mais que a temperatura sem causar danos sérios a eclodibilidade. Porém, deverá ser mantida em determinada amplitude para assegurar a obtenção de bons resultados. Se a umidade relativa for muito alta, os embriões tendem a eclodir precocemente. (DECUPYERE et al., 2003)
Durante a incubação, a taxa de perda evaporativa de peso do ovo é controlada, em grande parte, pela umidade relativa da máquina incubadora e, também, influenciada pela qualidade da casca. Essa perda de peso tem sido associada a resultados de incubação e utilizada como ferramenta eficaz para avaliar o rendimento desse processo
C) OXIGENAÇÃO E VENTILAÇÃO Para favorecer o metabolismo no desenvolvimento de um pintinho saudável, oxigênio tem que ser fornecido e o gás carbônico têm que ser retirado do ovo na forma de dejetos. Consequentemente, a manutenção dos níveis corretos de oxigênio durante todo o ciclo de incubação tem um efeito benéfico no desenvolvimento do sistema circulatório e no crescimento do embrião. Além de aumentar o desenvolvimento dos embriões nas incubadoras, a estimulação pelo controle preciso do oxigênio nos nascedouros conduz a uma melhor eclosão, redução na janela de nascimento e a uma melhor qualidade do pintinho.
D) VIRAGEM Essa é uma prática muito importante no processo de incubação, ela evita que o embrião cole na membrana interna do ovo além de garantir a temperatura adequada em toda circunferência do ovo.
Portanto, quando o ovo é colocado em condições de incubação, isto é, oxigenação em torno de 21%, temperatura (entre 37,5°C e 38,1°C), umidade relativa (entre 60% e 75%) e viragem (mínimo de 4 em 4 horas) o embrião encontra o ambiente ideal para um desenvolvimento equilibrado e saudável.
E) PRÉ-AQUECIMENTO Esse procedimento é fundamental para que os ovos não sofram um choque de temperatura e com isso, reduzir a taxa de eclosão. Quando os ovos passam por um processo de resfriamento na estocagem, o pré-aquecimento deve ser feito antes que os mesmos sejam colocados na chocadeira, esse processo deve ser feito de forma lenta num período de 6 a 12 horas a uma temperatura de 24 a 30°C e umidade variando entre 60 e 70%. Para um bom desenvolvimento do embrião a temperatura interna do ovo, no momento da incubação, deve variar entre 26 e 28°.