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23 de jul. de 2026

Conheça a raça da vaca holandesa


 Conheça a raça da vaca holandesa

A raça Holandesa também é conhecida em todo o mundo como Holstein Frisian. Sua principal característica, que o destaca em relação às demais raças, é a sua excelente capacidade leiteira, fazendo com que seja considerada uma das melhores raças leiteiras de todo o mundo. A Raça holandesa melhorou muito, através dos anos, graças a um excelente trabalho de seleção e aperfeiçoamento, baseado em um controle técnico e científico bastante rigoroso, ou seja, sob os mais rigorosos padrões zootécnicos. A pelagem dos antigos bovinos holandeses variavam muito, inclusive os de cara branca.

A raça Holandesa possui características marcantes quando trata de produção de leite e sua história tem início há mais de 2000 anos. 

A Raça Holandesa (Holstein-Friesian) é uma raça europeia (Bos taurus taurus) especializada na produção de leite amplamente utilizada no mundo, sendo conhecida por ser a maior produtora de leite em volume. A raça é muito popular internacionalmente, sendo bastante utilizada no Brasil, especialmente em direção ao Sul do país. Este texto traz um pouquinho da origem, história e características da raça.

Acredita-se que ancestrais primitivos dos animais que existem hoje eram domesticados há mais de 2000 anos nas terras planas e pantanosas do Norte da Holanda e Oeste da Província da Frísia. A principal característica da raça a princípio era o padrão malhado, com manchas, em sua maioria pretas, sobre uma base branca e aptidão leiteira, mesmo em uma época em que não havia raças, seleção, e nem animais especializados em uma determinada função. Logo a raça passou a ser selecionada como de dupla aptidão e os criadores buscavam por animais da pelagem preta e branca.

No século XIX, o gado da Frísia havia estabelecido a pelagem preta e branca e já apresentava um grau de conformação condizente com maiores produções de leite, enquanto nas outras províncias o rebanho apresentava grande variabilidade. Foi então que aumentou a demanda por importações de gado, surgindo a necessidade de uma criação mais controlada e o abandono dos cruzamentos, o que provocou a fundação do primeiro Herdbook em 1879.

Uma considerável confusão a respeito deste gado malhado, que se originou na Holanda, foi causada por frequentes mudanças de nome feitas à medida que a raça foi sendo importada por outros países. Em sua região natal, a raça sempre foi chamada pelo nome Friesian ou Zwartbont Fries-Hollands que na tradução ao português seria Holandês Preto e Branco. O nome Holstein, como a raça é conhecida internacionalmente, segundo diversos autores, não seria correto.

Quando o gado da raça foi importado para a América do Norte houve um mal-entendido e acreditou-se que os animais provinham de um local chamado Holstein. Entretanto, não há um local na Holanda com este nome. Este é o nome de uma província alemã (Scheleswing-Holstein) de onde apenas uma pequena parte dos animais importados provieram. A maioria (95%) das exportações de gado da raça foram do Norte e do Sul da Holanda, inegavelmente o berço da raça.

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A raça Holandesa (também conhecida como Holstein-Frísia) é a maior produtora de leite em volume do mundo, sendo a grande referência da pecuária leiteira global e nacional. Originária da Europa (região entre a Holanda e a Alemanha) há mais de 2.000 anos, ela combina excelente conformação física com uma extraordinária capacidade de conversão alimentar em leite

Características Físicas e Pelagem
Os animais possuem traços físicos bem definidos e voltados para a alta performance funcional:
  • Pelagem tradicional: Malhada em preto e branco, com divisões bem nítidas entre as cores.
  • Variedade Vermelho e Branco: Segunda variedade oficial da raça, valorizada por sua excelente rusticidade.
  • Grande porte: As vacas adultas pesam entre 550 kg e 700 kg, com altura média de até 1,54 metros.
  • Estrutura corporal: Dorso reto, costelas compridas e arqueadas para armazenar grandes volumes de forragem, além de um úbere volumoso com forte ligamento central
  • Produtividade Inigualável
    O foco econômico absoluto da raça é o volume de leite entregue aos produtores:
    • Volume diário: Apresentam médias frequentes acima de 30 litros por dia, podendo superar os 50 a 70 litros em sistemas de alta tecnologia.
    • Período de lactação: É uma raça famosa por manter uma curva de lactação longa e persistente, geralmente calculada em 305 dias.
    • Perfil do leite: Possui menor teor de gordura se comparado a raças como a Jersey, entregando alta rentabilidade líquida pelo volume total produzido
    • Manejo e Adaptação no Brasil
      Por ter evoluído em climas frios europeus, o gado Holandês exige atenção redobrada em regiões tropicais:
      • Exigência climática: Sofrem com estresse térmico acima de 25°C, demandando sistemas de confinamento modernos ou pastagens com boa sombra. 
      • Sanidade: Requerem protocolo rigoroso de higiene na ordenha para prevenir a mastite devido ao tamanho avantajado do úbere.
      • Cruzamentos de sucesso: É a base genética para a criação do Girolando (Embrapa) — cruzamento com a raça Gir —, combinando a alta produção holandesa com a rusticidade zebuína essencial para o clima brasileiro
      • Para obter detalhes técnicos adicionais sobre registros e controle leiteiro oficial no país, consulte a página da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH).
        Gostaria de saber mais sobre algum aspecto específico da raça? Se quiser, me diga:
        • Você pretende entender melhor sobre o sistema de confinamento e alimentação?
        • Quer detalhes sobre o cruzamento para gerar o gado Girolando?
        • Precisa de orientações sobre os cuidados com o estresse térmico?
        • QUEM É CARLOS PENA: TÉCNICO AGRICOLA EX EPAMIG E UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, APOSENTADO, EXPECIALISTA EM HORTICULTURA,FRUTICULRA,FLORESTAS,PLANTAS MEDICINAIS E ANIMAIS.

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ABRAÇOS AMIGOS

20 de abr. de 2026

Aprenda a criar bovinos (VÍDEO)

Aprenda a criar bovinos

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Uma das principais atividades exercidas no Brasil é a agropecuária, em que se destaca, principalmente, a criação de gado, sendo responsável por classificar o país como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo. Este é um dos ramos empresariais que mais se valoriza na atualidade, podendo render altíssimos lucros para quem trabalha corretamente.
Dentre os principais fatores inibidores da produção de carne bovina no Brasil, estão aqueles inerentes ao processo produtivo, ligados a alimentação, sanidade, manejo e potencial genético. Os sistemas de criação, normalmente extensivos em regime de pastagens, sujeitam os animais à escassez periódica de forragem, comprometendo seu desenvolvimento e sua eficiência reprodutiva, e concentrando a oferta de carne em determinada época do ano. A falta de adequação do potencial genético dos rebanhos ao ambiente e ao manejo, ou vice-versa, também é um dos principais entraves do setor produtivo. Esses problemas culminam em subutilização dos recursos disponíveis, resultando em baixa produtividade, sazonalidade de produção e, conseqüentemente, baixa disponibilidade de proteínas de origem animal para o consumo humano. 

Visão geral criada por IA


Criar bovinos de corte exige planejamento em nutrição, manejo sanitário e divisão de pastagens (rotacionado) para garantir rentabilidade. Comece com animais adaptados à região, foque na qualidade do pasto, suplementação mineral e controle de parasitas. A recria é ideal para pequenos produtores, enquanto a cria demanda maior manejo reprodutivo.
Principais Pilares da Criação de Bovinos:
  • Nutrição e Pastagem: O pasto é o alimento mais barato e eficiente. Utilize sistemas de pastejo rotacionado com espécies de alto desempenho, como BRS Curumi, para otimizar pequenas áreas. Suplementação (sal mineral/proteinado) é essencial, especialmente na seca.
  • Manejo Sanitário: A cura do umbigo em recém-nascidos evita infecções, bicheiras e caruara, garantindo maior peso à desmama. Adote calendário de vacinação (aftosa, brucelose, clostridioses) e controle de parasitas.
  • Gestão Reprodutiva (Sistema de Cria): A vaca tem aptidão para emprenhar 3 meses após o parto. A desmama ocorre entre 7 e 9 meses. Recomenda-se um touro para cada 25 a 30 vacas.
  • Estrutura Básica: Necessário curral, cerca reforçada, cochos de alimentação e bebedouros.
  • Gestão Financeira: Acompanhe o custo por arroba produzida e planeje o fluxo de caixa, pois o retorno não é imediato.
Dicas para Iniciantes:
  • Comece pequeno: Inicie com categorias mais leves (bezerros) se tiver pouco espaço ou capital, focando na recria.
  • Mercado Regional: Observe a demanda da sua região (bois inteiros, castrados, raças) antes de comprar os animais.
  • Treinamento: Frequente leilões e sindicatos rurais para aprender técnicas de manejo.
A criação em pequenas áreas (1-2 hectares) é viável com uso de capineiras ou confinamento, mas exige manejo intensivo da pastagem para superar a falta de forragem na seca.

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3 de abr. de 2026

Pastagem Irrigada


Pastagem Irrigada





Como forma de diminuir os efeitos da estacionalidade na produção de forragens, a irrigação é condição básica e imprescindível na Região Meio-Norte do Brasil, onde o período de estiagem pode prolongar-se em até 7 meses do ano. De outro lado, nessa região, as condições de temperatura e luminosidade propiciam o ano todo, condições favoráveis ao crescimento das forrageiras tropicais. A disponibilidade de água, por meio da chuva ou da irrigação, conjugada a um manejo adequado de adubação, pode proporcionar oferta de pasto ao longo de todo o ano para as vacas em lactação, gerando uma grande vantagem comparativa locacional dessa região para a exploração da pecuária leiteira.


Uma opção eficiente para a irrigação de pastagens e que tem encontrado boa aceitação na região é o sistema de irrigação por aspersão convencional semifixo de baixa pressão e vazão, também conhecido como sistema de aspersão em malha. A aspersão em malha tem-se destacado como uma alternativa viável de irrigação de pastagens, cana-de-açúcar e capineiras, devido a um diferencial em relação à aspersão convencional no seu dimensionamento, o que implica a redução dos custos de investimento e mão de obra operacional. Nesse sistema, as linhas laterais, de derivação e principal são enterradas, necessitando apenas da mudança dos aspersores (um por linha ou malha), diferenciando do sistema de aspersão convencional, que requer a mudança tanto dos aspersores quanto das linhas laterais. Apresenta ainda como vantagens o baixo consumo de energia, a adaptação a qualquer tipo de terreno e a durabilidade, considerando que as linhas de irrigação são tubos de PVC de pequeno diâmetro, que enterrados podem-se conservar por 30 anos. Com essa alternativa, a irrigação de pastagem deixa de ser uma prática onerosa aos pequenos e médios produtores, permitindo ainda que o produtor possa planejar-se em função da disponibilidade hídrica de sua propriedade e de sua capacidade financeira. Cada hectare irrigado representa um custo inicial de investimento da ordem de R$ 2.000,00 a R$ 2.500,00.

Considerando-se ainda o baixo consumo do sistema, a disponibilidade limitada de água na propriedade também pode ser aproveitada, uma vez que para a irrigação de pequenas áreas (corte ou pastejo) o consumo pode ser dimensionado até para 3 m3 /hora-1 por hectare irrigado.

pastagem irrigada é uma estratégia para manter a produção de forragem durante períodos de seca ou veranicos, permitindo aumentar a taxa de lotação para mais de 10 cabeças por hectare e ganhos de peso superiores a 1 kg por animal/dia.
Benefícios e Viabilidade
  • Segurança Alimentar: Reduz a dependência de silagem e ração no cocho durante a seca, pois o animal colhe o próprio alimento.
  • Aumento de Lotação: Permite dobrar ou até triplicar a capacidade de suporte da fazenda.
  • Sobressemeadura de Inverno: Em regiões frias, a irrigação viabiliza o plantio de aveia e azevém sobre o pasto tropical, garantindo comida no frio.
  • Retorno Financeiro: Embora o investimento seja alto, o lucro por hectare costuma ser significativamente superior ao sistema de sequeiro devido à constância produtiva.
Métodos de Irrigação Comuns
A escolha depende do tamanho da área, topografia e disponibilidade de mão de obra:
  1. Aspersão em Malha: Sistema de tubos enterrados com aspersores móveis. É ideal para áreas acidentadas e permite piquetes quadrados, o que melhora a eficiência do pastejo.
  2. Pivô Central: Indicado para grandes áreas planas (geralmente acima de 40-50 hectares). É altamente automatizado, mas requer alto investimento inicial.
  3. Carretel Autopropelido: Sistema móvel que se desloca por um cabo de aço. Tem menor custo de aquisição, mas exige mais manejo e tem menor durabilidade de mangueiras.
Melhores Capins para Irrigação
Para compensar o custo da água e adubação, utilizam-se variedades de alta resposta:
  • Panicum (Colonião): Variedades como BRS ZuriMombaça e Tamani são as mais recomendadas por sua alta produção de massa.
  • Cynodon: Tifton 85 e Coastcross respondem muito bem à fertirrigação, especialmente para gado de leite.
  • BRS Kurumi: Um capim elefante anão de alta qualidade nutricional, excelente para sistemas rotacionados intensivos.
Custos de Implementação (Estimativas 2024/2025)
O investimento varia conforme o nível de automação:
  • Sistemas Manuais/Simples: A partir de R$ 6.000 por hectare.
  • Sistemas Automatizados: Podem chegar a R$ 10.000 por hectare.
  • Custo Médio Geral: Estimado em cerca de R$ 8.600 por hectare, considerando materiais e instalação.
Dica de Manejo: A irrigação noturna é recomendada para reduzir custos, aproveitando tarifas de energia elétrica mais baixas e menor evaporação da água.
Você gostaria de um projeto específico para gado de corte ou leite, ou prefere detalhes sobre o custo operacional mensal de energia?
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