1 de jul. de 2015

Morfologia e Biologia das Abelhas (Aspectos morfológicos das abelhas Apis mellifera)


VEJA OS SLIDES



Aspectos morfológicos das abelhas Apis mellifera

As abelhas, como os demais insetos, apresentam um esqueleto externo chamado exoesqueleto. Constituído de quitina, o exoesqueleto fornece proteção para os órgãos internos e sustentação para os músculos, além de proteger o inseto contra a perda de água. O corpo é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome (Fig. 3). A seguir, serão descritas resumidamente cada uma dessas partes, destacando-se aquelas que apresentam maior importância para o desempenho das diversas atividades das abelhas.


Figura 3. Aspectos da morfologia externa de operária de Apis mellifera.
Ilustração: Eduardo A. Bezerra e Maria Teresa do R. Lopes - adaptada de Snodgrass, 1956.

Cabeça


Na cabeça, estão localizados os olhos - simples e compostos - as antenas, o aparelho bucal (Fig. 4) e, internamente, as glândulas.



Os olhos compostos são dois grandes olhos localizados na parte lateral da cabeça. São formados por estruturas menores denominadas omatídeos, cujo número varia de acordo com a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias e rainhas (Dade, 1994). Possuem função de percepção de luz, cores e movimentos. As abelhas não conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja (Nogueira Couto & Couto, 2002).





Figura 4. Aspectos da morfologia externa da cabeça de operária de Apis mellifera.
Ilustração: Eduardo Aguiar e Maria Teresa do R. Lopes - adaptada de Dade, 1994.

Os olhos simples ou ocelos são estruturas menores, em número de três, localizadas na região frontal da cabeça formando um triângulo. Não formam imagens. Têm como função detectar a intensidade luminosa.



As antenas, em número de duas, são localizadas na parte frontal mediana da cabeça. Nas antenas encontram-se estruturas para o olfato, tato e audição. O olfato é realizado por meio das cavidades olfativas, que existem em número bastante superior nos zangões, quando comparados com as operárias e rainhas. Isso se deve à necessidade que os zangões têm de perceber o odor da rainha durante o vôo nupcial.



A presença de pêlos sensoriais na cabeça serve para a percepção das correntes de ar e protegem contra a poeira e água.


aparelho bucal é composto por duas mandíbulas e a língua ou glossa.  As mandíbulas são estruturas fortes, utilizadas para cortar e manipular cera, própolis e pólen. Servem também para alimentar as larvas, limpar os favos, retirar abelhas mortas do interior da colmeia e na defesa. A língua é uma peça bastante flexível, coberta de pêlos, utilizada na coleta e transferência de alimento, na desidratação do néctar e na evaporação da água quando se torna necessário controlar a temperatura da colmeia.

No interior da cabeça, encontra-se as glândulas hipofaringeanas, que têm por função a produção da geléia real, as glândulas salivares que podem estar envolvidas no processamento do alimento e as glândulas mandibulares que estão relacionadas à produção de geléia real e feromônio de alarme (Fig. 5) (Nogueira Couto & Couto, 2002).



    Figura 5. Aspectos da anatomia interna de operária de Apis mellifera.


     Ilustração: Eduardo Aguiar e Maria Teresa do R. Lopes - adaptada de Camargo, 1972.


Tórax


No tórax destacam-se os órgãos locomotores - pernas e asas (Fig. 3) - e a presença de grande quantidade de pêlos, que possuem importante função na fixação dos grãos de pólen quando as abelhas entram em contato com as flores (Nogueira Couto & Couto, 2002).



As abelhas, como os demais insetos, apresentam três pares de pernas. As pernas posteriores das operárias são adaptadas para o transporte de pólen e resinas. Para isso, possuem cavidades chamadas corbículas, nas quais são depositadas as cargas de pólen ou resinas para serem transportadas até a colmeia. Além da função de locomoção, as pernas auxiliam também na manipulação da cera e própolis, na limpeza das antenas, das asas e do corpo e no agrupamento das abelhas quando formam "cachos".



As abelhas possuem dois pares de asas de estrutura membranosa que possibilitam o vôo a uma velocidade média de 24 km/h (Nogueira Couto & Couto, 2002).

No tórax, também são encontrados espiráculos, que são órgãos de respiração, o esôfago, que é parte do sistema digestivo (Meyer & Wiese, 1985) e glândulas salivares envolvidas no processamento do alimento.


Abdome


O abdome é formado por segmentos unidos por membranas bastante flexíveis que facilitam o movimento do mesmo. Nesta parte do corpo, encontram-se órgãos do aparelho digestivo, circulatório, reprodutor, excretor, órgãos de defesa e glândulas produtoras de cera (Fig. 5).



No aparelho digestivo, destaca-se o papo ou vesícula nectarífera, que é o órgão responsável pelo transporte de água e néctar e auxilia na formação do mel. O papo possui grande capacidade de expansão e ocupa quase toda a cavidade abdominal quando está cheio. O seu conteúdo pode ser regurgitado pela contração da musculatura (Nogueira Couto & Couto, 2002).

Existem quatro glândulas produtoras de cera (ceríferas), localizadas na parte ventral do abdome das abelhas operárias. A cera secretada pelas glândulas se solidifica em contato com o ar, formando escamas ou placas que são retiradas e manipuladas para a construção dos favos com auxílio das pernas e das mandíbulas.

No final do abdome, encontra-se o órgão de defesa das abelhas - o ferrão - presente apenas nas operárias e rainhas. O ferrão é constituído por um estilete usado na perfuração e duas lancetas que possuem farpas que prendem o ferrão na superfície ferroada, dificultando sua retirada. O ferrão é ligado a uma pequena bolsa onde o veneno fica armazenado. Essas estruturas são movidas por músculos que auxiliam na introdução do ferrão e injeção do veneno. As contrações musculares da bolsa de veneno permitem que o veneno continue sendo injetado mesmo depois da saída da abelha. Desse modo, quanto mais depressa o ferrão for removido, menor será a quantidade de veneno injetada. Recomenda-se que o ferrão seja removido pela base, utilizando-se uma lâmina ou a própria unha, evitando-se pressioná-lo com os dedos para não injetar uma maior quantidade de veneno. Como, na maioria das vezes, o ferrão fica preso na superfície picada, quando a abelha tenta voar ou sair do local após a ferroada, ocorre uma ruptura de seu abdome e conseqüente morte. Na rainha, as farpas do ferrão são menos desenvolvidas que nas operárias e a musculatura ligada ao ferrão é bem forte para que a rainha não o perca após utilizá-lo.



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1 de nov. de 2013

Manual do Criador: Doenças das Aves, Profilaxia e Tratamento



DOENÇAS - MEDICAMENTOS


Verificar sempre aves fracas, pálidas e tristes. Se houver doença, medicá-las, senão, simplesmente, colocá-las em campo para tomar sol, alimento verde e alguma vitamina: Poliforte, Vitagold, Hidrovit e outras similares, Dependendo da Prescrição médica do Veterinário.

É preciso atenção para que não haja o enfraquecimento dos pintos provocado por: Frio - Umidade - Vento - Água Suja - Umbigo Aberto - Cavaco velho e com fungo - Alimentação Velha ou Mofada - Milho sem procedência - Instalação sem ser pulverizada.
Algumas sugestões que podem ser indicadas pelos veterinários independente das vacinas:


 HIDROVIT – Nos pintos de 1 dia
 SANEPRIM – Combate a Coli e as principais doenças, do quarto ao décimo dia.
 AGROVIT PLUS – A base de benzipexicilina procaína, infecções com processos progênitos.

 NEOMICINA – Efeito mais intestinal, também usado para bovinos e equinos.
 ENROTRIL – contra coriza, 40 ml em 1 litro de água = sulfamicina, indicado
      também para coccídeos, cólera, tifo aviária.
 TYLAN 200 – tilosina base: antibiótico bom para coriza e pneumonia.
 COLISTINA SOLUVEL-Diarreias, pseudômonas, echitericia coli. Remédio de
     verme conforme tabela, sobretudo, nas aves com cloaca suja.
 VACINA BIO SHS VIVA – contra pneumovirose aviária para aves poedeiras.
 IBATRIM ORAL – sulfadiazina sódica + trimetropim, contra colibacilose,
      cólera, doença respiratória, tifo aviário.
 POTENAY – Complexo vitamínico.
 POLIFORTE – Complexo vitamínico
 VITAGOLD – Complexo vitamínico
 ADETHOR – Complexo vitamínico
 GEROTREX H3 – Complexo vitamínico
A Coli tem muito a ver com a água e a limpeza do aviário. As principais características são as asas caídas, abatimento e sem se alimentar. Ataca muito os pintos. A galinha infectada prejudica o pinto. Se necessário, fazer o exame de laboratório com antibiograma para detectar qual o antibiótico sensível - MEDICAR TODO PLANTEL.
Nos climas muito úmidos, uma doença muito comum é a coriza, e existem vários medicamentos que podem ser indicados pelo veterinário: terramicina L.A, amoccilína, cilroflocxacina, sulfoelopiridazina - trimetropím - enrotril - enrofloxacina (mais respiratório), neomicina (mais intestinal), sulfaquinoxalina excelente para coccídeos, sulfaclopiridazina - eritromicina - cefalecina.
O exame de laboratório com antibiograma é fundamental na indicação do antibiótico mais sensível ao plantel afetado pela doença.

ALGUMAS INFORMAÇÕES DE DOENÇAS E PROVIDÊNCIAS:

Doenças de Marek:

É uma doença causada por vírus, também conhecida como Paralisia das Aves. Causa tumores nos nervos, nos rins, baço, fígado, intestinos, coração e músculo. Os sintomas variam de acordo com a localização dos tumores. Podem ocorrer diarreias, as aves ficam ofegantes. Afeta o sistema nervoso central das aves. O crescimento e a reprodução sofrem decréscimos.

SOLUÇÃO
Severa limpeza e desinfecção. Isolamento das aves doentes. A vacinação deve ser realizada em pintos de 1 dia de idade e aplicada no dorso ou no pescoço.

Newcastle:

São causados por um vírus, muito contagiosos. Os primeiros sintomas consistem em queda do consumo de alimentos, bronquite com tosse e espirros. As aves perdem o equilíbrio, andam em círculos, entortam o pescoço e tem diarreia. Chegam á morte rapidamente.
SOLUÇÃO:
As aves doentes devem ser isoladas, os viveiros desinfetados rigorosamente, assim como todos os bebedouros e comedouros. A vacinação é feita via nasal ou ocular, mas também pode ser feita via muscular, no peito ou na coxa.

Pulorose

Também chamada "Diarreia Branca" é uma infecção causada por Salmonela. Causam problemas na reprodução, fertilidade, atraso de crescimento e queda de produção. Há sonolência, apatia, diarreia amarelada, asas pendentes e as fezes se acumulam em torno do ânus, há dispneia da crista,
SOLUÇÃO:
O tratamento é feito com antibióticos e sulfa, desinfecção rigorosa e separação das aves contaminadas.

Tifo Aviário:

É provocada por Salmonela, provoca palidez da crista. Apatia, penas arrepiadas, diarreia amarelo ou esverdeada, febre, sede intensa, ou artrite.
SOLUÇÃO:
O tratamento é feito com algumas sulfas e antibióticos específicos, A doença aparece normalmente por práticas anti-higiênicas e mau manejo,

Aspergilose:

É uma infecção que ataca as aves, sendo provocada por fungos. Causam alterações no aparelho respiratório (ronqueira), perda de apetite, enrijecimento das articulações e paralisia, diarreia, apatia, queda na produção. Confunde-se com a coriza e a bronquite infecciosa.
SOLUÇÃO:
Não há vacina. O tratamento é feito com antibiótico e pulverização periódica dos viveiros com fungicida

Coccidiose:

Provoca a queda na produção e o atraso no crescimento. Doença parasitária do trato intestinal é transmitida através de fezes, cama úmida e água suja, O calor e umidade favorecem o aparecimento da doença. As aves tornam-se apáticas, perdem o apetite e ficam pálidas.
As fezes apresentam-se aquosa e sanguinolenta, pois, a doença provoca severa inflamação da mucosa intestinal.
SOLUÇÃO:
A desinfecção das instalações é o melhor meio de prevenção. Uso de cama limpa, limpeza e desinfecção de comedouros e bebedouros. Boa alimentação é indispensável.

Cólera:

Também conhecida como Pasteurelose Aviária, é um germe, apresenta sintomas de febre e sede intensa, respiração ofegante, sonolência e diarreia.
SOLUÇÃO:
Vacina no tempo indicado.

DOENÇAS – PROFILAXIA.

CORIZA:


É uma doença das vias respiratórias caracterizada pela Inflamação das mucosas do aparelho respiratório, podendo por vezes atacar o globo ocular.
Quando a coriza vem sem febre, de forma aguda, e provocada por vírus caracteriza o estado de uma simples constipação, a qual pode ser provocada por muitos tipos de vírus, entre eles a influenza, o rinovírus, etc. Pólens, poeiras de fenos e serragens também são capazes de irritar a mucosa nasal provocando a coriza. Assim, na forma benigna, as aves conservam quase a vivacidade normal, notando-se, no entanto a saída pelas narinas de um líquido mucoso. Na forma grave há inflamação da face, falta de apetite, espirros frequentes, corrimento nasal c por fim vem à morte, que pode atingir 50% dos efetivos.
Esta doença tem alcance mundial- especialmente em climas temperados e tropicais. Implica uma enorme importância económica uma vez que, pode ser responsável pela queda de postura (40% de perda). Ocorre principalmente em aves de postura e raramente em frangos.

PROFILAXIA

Separar as aves afetadas
Alimentação rica em vitamina A
Antibiótico na água da bebida
Ventilação adequada:
Vacinação

TRATAMENTO

Antibióticos
Clorar (ou adicionar desinfetantes á base de iodo) a água de bebida.





SÍNDROME DE QUEDA DE POSTURA

É uma doença infectocontagiosa, de ocorrência em vários países do mundo, que afeta as galinhas adultas causando, diminuição da qualidade interna do ovo e má qualidade da casca. Assim, a importância econômica está ligada à perda na produção e má qualidade dos ovos.
O ADENOVÍRUS EDS afeta apenas as espécies aviárias mantendo-as aparentemente saudáveis e não causa danos à saúde humana. Como sinais clínicos podemos observar diarreia severa durante a fase e crescimento, sonolência, baixo consumo de ração e por vezes, as galinhas comem os ovos. Os ovos por sua vez, aparecem com casca fina,
sem casca, com casca deformada e descolorida, com redução no peso e depósito de cálcio sobre a casca, Esta enfermidade não causa mortalidade nas aves.

PROFILAXIA

Vacinação
Não utilizar galos suspeitos no acasalamento de aves
Não utilizar equipamentos de lotes positivos em lotes negativos
Desinfecção dos aviários com ou solução de iodo
Utilizar hipoclorito de sódio à base de 3 ppm na agua de bebida das galinhas para
evitar possível contaminação por aves aquáticas em reservatórios naturais.

TRATAMENTO
Não há tratamento para esta enfermidade.

GUMBORO

A doença infecciosa da bursa (IBD) ou doença de gumboro é uma virose que afeta aves de várias idades.
As aves afetadas apresentam: diarreia, depressão, prostração, cristas pálidas, atrofia, hemorragias musculares, edema, etc. Aparecem processos secundários como: menor resposta ás vacinas, maior incidência de coccidiose e outros processos patológicos.
O sorotipo 1 está presente na maioria dos aviários de grandes dimensões, comerciais.
Naqueles se pratica uma vacinação correta, os sinais clínicos são raros.




PROFILAXIA

A melhor é a prevenção. A vacinação das reprodutoras com vacinas inativadas para proporcionar uma boa imunidade passiva à descendência. Os pintos devem ser vacinados com vacinas vivas no momento em que os níveis de imunidade maternal sejam adequados para que a vacina não se neutralize. São utilizadas várias fórmulas para calcular a idade ideal de vacinação. A "Fórmula
Deventer" é utilizada nos Países Baixos. Esta tem vantagens como o poder ser
usada para todo tipo de aves: frangos de corte, matrizes e poedeiras; as datas de coleta de amostras de sangue são flexíveis: de 1 a 10 dias após a eclosão; permite determinações em lotes com distribuições uniformes c também irregulares de títulos e pode ser aplicada para todos os tipos de vacinas contra
1BD.

TRATAMENTO

Não existe um tratamento eficaz contra a doença. O que se pode fazer é controlar os agentes secundários e os efeitos da imune supressão.

NEWCASTLE

Virose respiratória, também com sintomatologia nervosa e digestiva. É altamente contagiosa. Também conhecida por pseudo-peste.
As aves apresentam conjuntivite, podendo haver secreção abundante; problemas respiratórios associados a Mycoplasma sp; diarreia esverdeada e mais tarde começam as complicações nervosas como torcicolos (pela encefalite), queda de postura (até 100%). ovos deformados, tarsos assentes no chão, etc.
Enfermidade político sanitário que pode matar até 100% das aves de um lote de qualquer espécie e qualquer idade. A exportação fica inviabilizada se não houver controle da doença no país.

PROFILAXIA

 Boa desinfecção dos galinheiros
Separar as aves doentes.
Vacinação dos pintos nos primeiros 15 dias de vida, Revacinação.

LARINGOTRAQUEÍTE INFECCIOSA

A Laringotraqueíte Infecciosa (LT1) é uma doença respiratória aguda e altamente contagiosa das aves. A importância desta doença deriva das perdas econômicas ocasionadas pela alta mortalidade, diminuição do desempenho produtivo e diminuição da produção de ovos e alto consumo de medicamentos,
Embora a Laringotraqueíte possa afetar todas as aves, em qualquer idade, as galinhas são os principais hospedeiros da doença e os sintomas são mais observados nas aves já adultas.
A porta de entrada natural da doença o trato respiratório superior e a via ocular, e a transmissão ocorre pelo contato direto entre aves ou indiretamente através de equipamentos e cama contaminados. Em geral, o curso da LT varia entre sete a dez dias pode-se manifestar de duas formas. A primeira delas é a forma aguda, na qual a ocorrência e a disseminação são rápidas, com alta mortalidade chegando a ser maior que 50%. Algumas aves morrem com bom peso corporal e pescoço distendido devido à dificuldade respiratória. Sinais clínicos como a tosse normalmente ocorrem acompanhados da observação de coágulos de sangue nas narinas e no piso.
A outra forma de manifestação é a subaguda. Onde a sintomatologia é semelhante a anterior, porém com a mortalidade variando entre 10% e 30%. Além das perdas decorrentes da mortalidade de aves, a LT é responsável pela queda na produção de ovos, porém sem afetar a sua qualidade.

PROFILAXIA

Vacinação
Boa lavagem e desinfecção dos pavilhões;
Aquecimento dos galpões por 100 horas a 100 °F, antes do alojamento de novas aves;
Reforçar as medidas de biossegurança.

SÍNDROME DA CABEÇA INCHADA:

A SHS, ou Síndrome da Cabeça Inchada, é uma enfermidade que acarreta a um quadro respiratório, com edema facial e submandibular, presença de sinais nervosos, queda na produção e na qualidade dos ovos. Em frangos são observados secreção nasal, depressão e edema subcutâneo. Com frequência os quadros são agravados pela presença de infecções secundárias, principalmente E. Colí.
Em matrizes e poedeiras a mortalidade fica em torno de 1% a 3%, porém ocorrem perdas devido à queda de postura de 1% a 10% durante 2 a 3 semanas e aumento da morte embrionária em incubadora em tomo de 3% a 10%.

PROFILAXIA 


Manejo e densidades adequadas.
Controle ambiental de poeira e amordaço (níveis inferiores a 15 ppm).
Controle microbiológico da água

TRATAMENTO

Uma vez que a infecção pelo Pneumovírus Aviário não pode ser controlada por meio de medicação, o uso de vacinas atenuadas em aves jovens, e inativada em matrizes e poedeiras comerciais antes do inicio da postura, tem sido amplamente recomendado.

BOTULISMO


É uma intoxicação aguda causada pela neurotoxina* do Clostridium botulinum.
Provocando debilidade, prostração e paralisia flácida que levam à morte.
As aves afetadas apresentam: paralisia flácida das pernas, asas, pescoço e terceira pálpebra. Inicialmente, as aves afetadas ficam deitadas e não se mexem (se forçadas a caminhar, parecem aleijadas). As asas caem o pescoço encontra-se distendido para frente e apoiado no chão. As aves afetadas apresentam penas arrepiadas, que podem ser facilmente destacadas da pele. Por vezes, observa-se diarreia.

PROFILAXIA

Recolhimento rápido das aves mortas e incineração
Remoção das camas, limpeza e desinfecção com hipoclorito de cálcio ou formalina.
Controle de moscas

TRATAMENTO

Isolamento das aves doentes
Antibióticos (estreptomicina, etc.) para redução de mortalidade.

ENTERITE NECRÓTICA

É uma emerotojiemia aguda, não contagiosa encontrada principalmente em animais jovens. Suas características são o aparecimento súbito, a necrose confluente da membrana da mucosa do intestino delgado, rápida debilidade e morte. As aves apresentam severa apatia, diminuição do apetite.

PROFILAXIA

Manuseio ambiental adequado
Uso de enzimas para diminuir a viscosidade intestinal
Uso de probióticos, que colonizam o trato intestinal, reduz o PH, produzem bactericidas.
Uso de ácido orgânico

TRATAMENTO

Antibióticos

COCCIDIOSE

É uma das doenças mais importantes da avicultura.
Não bastando o fato de que o agente cause enterite e diarreia, consequentemente, uma diminuição na absorção intestinal de nutrientes, há ainda um efeito sinérgico dos coccídeos com outras doenças.
A coccidiose intestinal da galinha é devida à presença de uma bactéria a Eimeriatenella Esta produz uma afecção grave e contagiosa, causadora de perdas consideráveis, É muito resistente podendo viver de um ano para o outro. São principalmente os animais novos os mais atacados e os menos resistentes,
À infecção faz-se por via digestiva e são as aves que comem as fezes, água ou ração contaminadas que apanham a doença.
Os pintos doentes mostram-se arrepiados com as asas caídas, friorentos, umas vezes o apetite mantém-se outras não, geralmente são afetados na 1o há 10° semana. Os sinais clínicos apresentam graus variados de patogenicidade aos seus hospedeiros, dependendo qual a espécie de Eimeria que provoca a doença.

PROFILAXIA

Higiene nos aviários
Separar as aves afetadas
Alimentação à base de lacticínio.
Coccidiostático natação
Vacinação



24 de out. de 2013

Manual do Criador: 8 - ALIMENTAÇÃO NATURAL E HIGIENE PARA AVES


8-ALIMENTAÇÃO NATURAL E HIGIENE:

Área Verde: Como sabemos, a energia do sol é responsável pelo crescimento do verde, do capim, das verduras, das frutas, todos eles repletos de vitamina, minerais e força vital.
Fornecer verde diariamente é muito bom para as aves. Uma ração balanceada contempla as necessidades alimentares das aves, mas, as vitaminas, minerais e outros elementos nutritivos contidos no verde e acumulados no corpo das galinhas, além de beneficiá-las transferem força para a carne e os ovos.
A luz solar é um estímulo ao repouso, a intensa atividade de ciscar sob condições de luz, cria boas condições microclimáticas no organismo das aves, e dá resistência contra as bactérias.
O campo para andar, desenvolve a musculatura das aves e abre seu apetite, é bom evitar que na área de solta haja poças de água, entulhos e dejetos de outros animais.
Além das frutas que caem, as verduras, o capim, o feijão guandu, a folha de bananeira e o mamão, são ótimas para a alimentação das aves. A farinha de casca de ovos é um excelente cálcio para as galinhas em postura, podem ser trituradas no liquidificador, formando uma farinha para misturar a sua alimentação.
Quanto maior a disponibilidade de alimentos alternativos, menor será o custo da criação e melhor será o sabor da carne.
O espaço para pastagem deve ser o maior possível, é interessante, que haja grama e leguminosas, e, que nessa área, haja alguma sombra para descanso das aves.

8.1-HIGIENE

Quando as aves são criadas em regime de semi confinamento, é preciso atentar que a falta de higiene é uma das principais causas de doenças nas aves. As bandejas usadas devem ser próprias para incubatório: limpas e novas. O combate aos ratos e predadores deverá ser permanente e rigoroso.

LIMPEZA DO AVIÁRIO

Retirar as aves e aplicar AVT 500 ou similar. Passar cal virgem, colocar cavaco borrifado com remédio semanalmente = 2 gotas de Ivomec na cloaca da galinha.
O acesso aos Aviários deve ter um pé de lúvio nas passagens com o AVT 500 é um bom desinfetante e tira o mau cheiro. FORMOL é muito tóxico e proibido. Outros preventivos muito usados são creolina, pinho sol – SENIVEX, querosene, bolfo.
O indicado é usá-los para pulverizar os aviários três vezes ao dia.
Deve ser usado bolfo nos criatórios e embaixo das pernas das aves, para evitar piolho
e pichilinga. A vassoura de fogo é importante para desinfecção.
É importante, e necessário, lavar a caixa d ́água a cada 30 dias (1 vez por mês). Colocar pastilha de cloro no poço ou na caixa d ́água nos dias 15 e 30 de cada mês.
As aves mais velhas têm os pés com escamas, e podem ser limpas com querosene
misturado com água.

 DESINFECÇÃO

Um produto forte e que substitui o formol é o TIMSEN, ideal para a desinfecção dos aviários contra vírus, fungos, etc. Não faz mal ao humano, não é corrosivo, e não tem cheiro.
A desinfecção e a higiene são os itens mais importantes para o sucesso na criação das aves. A deficiência nas imunidades provoca as bactérias oportunistas como estafilococos, estreptococos, bronquite e fungos.
É indispensável ouvir a palavra do veterinário.
OBS: Nós não nos responsabilizamos pela aplicação desses métodos e medicamentos, apenas são anunciados como regra geral para criação de aves, que podem, ou não, ser observada pelo criador.







Manual do Criador: 7 - ALOJAMENTO



7-ALOJAMENTO:

Alojar os pintinhos em local seco e bem protegidos de corrente de ar, e se forem alojados em galpão telado, encortinar o local.
A chocadeira deverá estar com 37°C de temperatura e umidade de 67°.
É importante formigar a chocadeira (desinfetar) e os ovos, com produtos próprios, vendidos nas casas de agropecuária.
Até os 60 dias as aves devem ser mantidas no criatório sem acesso a áreas de pastagem e terem tomado as principais vacinas.
Mudar sempre o cavaco; Desinfetar, limpar, alimentar, trocar a água do pinteiro pela manhã e a tarde.
Quando retirar os pintos da chocadeira e colocar nos pinteiros, lavar as chocadeiras e guardá-las em local seguro para não contaminá-las.



De 1 a 28 dias de vida, fornecer apenas ração balanceada inicial sem óleos.
Nesta fase não se pode fornecer alimentos alternativos para não prejudicar o desenvolvimento e o empenamento das aves.
Após 28 dias fornecer ração de crescimento sem óleo para frangos.
Depois de 60 dias um mês de vida, as aves já podem receber alimentos alternativos juntamente com ração balanceada. Podem-se fornecer folhas verdes, capim, farelos, restos de farinha, casca de frutas, restos de comida caseira, etc. Pode-se deixar à disposição das aves a ração balanceada.
Quanto maior a disponibilidade de alimentos alternativos, menor será o custo de criação e melhor será o sabor da carne.
É bom que o criador mantenha uma ficha de identificação de cada plantel, para melhor fazer o acompanhamento.
A falta de aquecimento, e encortinamento inadequado, deixam os pintos debilitados sem força para comer e andar. Esse é o principal motivo para a mortalidade. O frio faz o pinto virar refugo.
A indicação de pintos macho ou fêmea quando muito novo, não é seguro, o método certo e cientifico é através da inversão da cloaca, ou exame de DNA com gota de sangue.
Existem muitas crendices populares: Uma delas é que ao ser pego na mão, se esticar a perna é macho, se encolher é fêmea.
Outra crendice: Ovos redondos nascem fêmeas, bicudos são machos.
Muitos outros palpites existem sem qualquer fundamento cientifico.



Manual do Criador: 6 - AQUECIMENTO


6-AQUECIMENTO

Durante a 1o semana de vida, os pintinhos precisam de uma fonte de aquecimento em tomo de 32°C. Esta fonte de calor poderá ser uma ou mais lâmpadas ou uma campânula a gás.





Pintos juntos, ambiente
frio - ERRADO



Pintos afastados, ambiente
quente - ERRADO



Pintos Espalhados,
ambiente – CERTO -



O piso do galinheiro deve ser coberto por uma camada bem seca, podendo ser de cavaco de madeira ou bagaço de cana:
Os comedouros e bebedouros devem ser limpos diariamente e com 8 dias lavados com sabão e escova.
As bandejas usadas devem ser próprias para incubatório: Limpa e nova.


Manual do Criador: 5 - PINTOS


5-PINTOS

Os pintos geralmente são alojados em círculos de Eucatex ou Duratex, com altura variável de 30 a 70 cm, dependendo das correntes de ar, umidade, frio e dos predadores que possam aparecer. Uma circunferência de 2 metros pode servir para 100 pintos.
Calor, água limpa, local livre de fungos, boa ração e acompanhamento é o necessário nessa primeira fase de vida da criação. A cama deve ser preparada com serragem, palha de arroz ou bagaço de cana, e deve ter cerca de 5 cm de altura.
Os equipamentos geralmente usados são bebedouro pendular ou de pressão e uma bandeja de ração para 100 pintos. Uma lâmpada infravermelha de 250 w para até 500 pintos.
A partir de 5 dias de nascidos, o espaço circular do Eucatex deverá aumentar aos poucos, chegando a 1 comedor tubular para 30 aves e 1 bebedouro pendular para 100 aves.
Os pintos caipiras, somente devem ter acesso a área de pastagem após 60 dias de nascidos. No primeiro dia de vida é uma boa prática que seja colocado papel frisado, “machucado” no piso do pinteiro para melhor fixação dos pintos no solo (pode ser jornal cortado ou qualquer outro papel). Quando nascidos, os pintos devem tomar a vacina de Marek e Gumboro (logo que saírem da chocadeira).
Os pintos menores devem ser separados dos maiores logo nos primeiros dias de nascidos, evitando, que os pequenos por medo, deixem de se alimentar. Podem ser debicados logo, mas, a maioria dos criadores debica após 30 dias.



Manual do Criador: 4-OVOS


4-OVOS

Os primeiros ovos da 1a postura devem ser desprezados, e, somente aproveitados aqueles após 10 dias de iniciada.
O ovo é o segundo alimento mais completo do mundo, perdendo apenas para o leite materno, é muito rico em energia e ferro, além de uma grande fonte de proteína.
Dados recentes demonstram que a ingestão de um ovo diário, não aumenta o risco cardíaco.
Quem quiser produzir os próprios pintos, e, portanto, ser considerado matrizeiro, deverá zelar para que os ovos colhidos a cada hora, não sejam colocados ao sol, pois estará iniciando o processo de incubação.
É importante formigar (desinfetar) os ovos e a chocadeira sempre que os ovos forem colocados para gerar. A chocadeira deverá estar com 37 graus de temperatura e umidade de 67.
É sempre importante que o criatório, e a cama, estejam limpos e o cavaco espesso.
Quando o galo ou a galinha bicarem os ovos, pode ser necessidade de cálcio ou vegetação verde. Deve-se suprir essa necessidade e cortar o bico das aves.
A limpeza dos ovos deve ser com palha de aço ou produtos próprios.
Ovos trincados, manchados, com duas gemas, deformados e pontudos, devem ser excluídos.
Se o clima da região não for o ideal, os ovos devem ser guardados em sala de refrigeração, com temperatura de aproximadamente 12 a 18 graus.
É importante que os ovos sejam incubados até o sexto dia, e, enquanto aguardam fora da chocadeira, deverão ser viradas duas vezes por dia na bandeja com a ponta mais grossa para baixo, pois; nela está a camada de ar e a gema pode se desprender e grudar na casca.



OVOS

TEMPO DE INCUBAÇÃO

Cisnes Negro 40 dias
Faisão Coleira 25 dias
Faisão Versicolor 25 dias
Faisão Dourado 22 dias
Faisão Elliot 25 dias
Faisão Lady 23 dias
Faisão Orelhudo 27 dias
Faisão Real 26 dias
Faisão Swinhos 25 dias
Faisão Venerado 25 dias
Galinha Angola 28 dias
Galinha Doméstica/ Ornamental 21 dias
Ganso Africano 28 dias
Ganso Chinês 28 dias
Marreco Pequim 28 dias
Marreco Carolina 35 dias
Pato Domésticos 28 dias
Marreco Mandarim 35 dias
Pavão Azul 28 dias
Pavão Asas negras 28 dias
Pavão Albino (Branco) 28 dias