29 de ago. de 2015

INIMIGOS DAS ABELHAS

11. Inimigos

11.1 Quais são os inimigos das abelhas? [3]

Há vários. Microorganismos causadores de doenças de cria e de adultos, parasitas internos, externos e sociais, substâncias tóxicas, predadores e outras pragas (referências em [ESP02], [GON02], [PER03], [SAM98], [SAN99], [SHI92], [WIE87]).
No que diz respeito ao Brasil e às abelhas africanizadas, os principais problemas são as substâncias tóxicas e o vandalismo ou roubo. Em relação às doenças e parasitas em geral, as africanizadas apresentam uma resistência maior que as européias. Em parte, essa resistência tem origem orgânica, como no caso da característica SMR (de Suppress Mite Reproduction), freqüentemente encontrada nas africanizadas, que impede a reprodução da varroa nos alvéolos de cria. No caso das doenças, a maior resistência das africanizadas provavelmente se deve a um comportamento higiênico mais desenvolvido, que as leva a remover os cadáveres mais rapidamente e com maior eficiência, diminuindo assim a chance de alastramento da infecção.
Ao mesmo tempo, essas abelhas têm forte tendência de abandonar completamente o ninho quando enfrentam algum tipo de perturbação mais forte, deixando para trás todos os organismos indesejados. Esse tipo de comportamento ajuda no controle de parasitas, que chegam a devastar fortes colônias de européias, mas raramente fazem o mesmo com africanizadas.
Nos países que criam abelhas européias, três pragas são responsáveis pela maior parte dos prejuízos: a podridão americana, a varroa e o besouro da colméia.
Na África, os criadores de Apis mellifera scutellata têm sofrido nos últimos anos com um caso grave de parasitismo social da A.m. capensis [GON02].

11.2 Como são classificados esses inimigos?

Há varias classificações possíveis. Uma delas, muito citada, é por fase da vida da abelha em que ela é atingida. Por exemplo, as principais doenças de cria são as seguintes:
· Podridão européia (ou CPE - Cria Pútrida Européia)
· Podridão americana (ou CPA - Cria Pútrida Americana)
· Cria ensacada
· Cria ensacada brasileira
· Cria giz
Já as principais doenças de adultos são estas:
· Nosemose
· Disenteria
· Envenenamento
· Fome e frio
E há também os parasitas e outras pragas:
· Varroa
· Acarapis woodi (doença chamada de acariose)
· Aethina tumida (besouro da colméia)
· Apis mellifera capensis
· Traças de cera
· Formigas

11.3 Podridão européia?

Agente: bactéria Melissococcus pluton.
Sintomas: larvas mortas, amareladas ou marrons. Cheiro ácido forte. Favo de cria com poucos alvéolos operculados em meio a muitos vazios ou com larvas mortas.
Contágio: as abelhas adultas contaminam as larvas ao alimentá-las.
Prejuízo: significativo, quando a colônia não tem alimento suficiente.
Ocorrência no Brasil: relativamente comum.
Controle: uma alimentação abundante, energética e protéica, geralmente resolve o problema. Se ele persistir, uma opção é substituir a rainha para tentar mudar o perfil de tolerância à doença da colônia.
Observação: essa doença pode ser tratada com Terramicina, mas essa não é a melhor escolha (veja o item 11.20 abaixo)

11.4 Podridão americana?

Agente: bactéria Paenibacillus larvae
Sintomas: crias operculadas (pré-pupa/pupa) mortas, opérculos perfurados. Larvas marrons que, quando esmagadas com um palito, adquirem uma consistência viscosa e provocam a criação de um "fio" no momento em que o palito é removido.
Contágio: fácil, através de mel e pólen contaminados com os esporos da bactéria. A transmissão se dá por pilhagem de colônias infectadas, transferência de favos de alimento pelo apicultor e até mel extraído que é recolhido pelas abelhas (essa forma proporciona a "importação" da doença de outros países, junto com méis contaminados).
Prejuízo: muito grande, podendo devastar apiários.
Ocorrência no Brasil: ainda não detectada.
Controle: colméias suspeitas devem ser imediatamente isoladas e ter uma amostra enviada a análise de laboratório. Como esta doença ainda não foi identificada no Brasil, não existe uma diretriz nacional sobre o que fazer se o resultado for positivo. O melhor talvez seja adotar o critério mais radical, usado por diversos países, que é o da destruição completa das abelhas e de todas as partes da colméia. Para isso, remova primeiro todos os quadros e queime-os durante o dia. À noite, feche a colméia e mate as abelhas com um inseticida. Essa parte é especialmente difícil para o apicultor, mas ele deve lembrar que a sobrevivência de todos os demais enxames está em jogo. No dia seguinte, queime as caixas, fundo, tampa e as abelhas mortas. O fogo é necessário porque os esporos do P. larvae suportam temperaturas de até 150 ºC. Alguns países e estados americanos admitem a esterilização do equipamento ao invés da sua destruição, mas os meios não são facilmente encontráveis no Brasil ou são muito perigosos (irradiação beta e gama, mergulho em parafina a 160 ºC, fervura em solução de soda cáustica).

11.5 Cria ensacada?

Agente: vírus (SBV, de Sacbrood Virus, sem nome científico)
Sintomas: crias parcialmente operculadas em meio a outras totalmente operculadas ou já emergidas. Pré-pupas mortas, com cor variando do amarelo ao marrom-escuro, especialmente com a extremidade da cabeça mais escura que o resto do corpo. Indivíduos mortos podem ser facilmente removidos dos alvéolos, mas, quando agarrados por uma pinça, tomam a forma de um saquinho (daí o nome).
Contágio: provavelmente através das abelhas adultas, ao alimentar as larvas.
Prejuízo: pouco significativo, podendo passar despercebido em enxames fortes.
Ocorrência no Brasil: desconhecida (veja item 11.6).
Controle: a manutenção de enxames fortes, com bastante alimento é suficiente.

11.6 Cria ensacada brasileira?

Agente: pólen do barbatimão (Stryphnodendron spp.)
Sintomas: similares aos da cria ensacada (descritos acima)
Contágio: pelas abelhas adultas, ao alimentar as larvas com o pólen.
Prejuízo: grande, com enfraquecimento ou morte de muitos ou todos os enxames do apiário.
Ocorrência no Brasil: muito freqüente na região Sudeste. Possível em outras regiões onde exista esta planta.
Controle: alimentação com suplemento protéico pelo menos 15 dias antes do início da florada do barbatimão. Manutenção dessa alimentação durante todo o período da florada.

11.7 Cria giz?

Agente: fungo Ascosphaera apis
Sintomas: larvas rígidas, aparentando mumificação. Podem ser facilmente removidas do favo com uma sacudida.
Contágio: pelas abelhas adultas, ao alimentar as larvas com pólen contaminado com o fungo.
Prejuízo: moderado em enxames mais suscetíveis.
Ocorrência no Brasil: já detectado, mas ainda não relevante.
Controle: manutenção de enxame forte e substituição freqüente da rainha.

11.8 Nosemose?

Agente: protozoário Nosema apis
Sintomas: abelhas incapazes de voar, desorientadas no chão da colméia, com tremores, com asas em posição anormal e abdômen inchado.
Contágio: pelas fezes das abelhas adultas contaminadas, quando depositadas dentro da colméia (por impossibilidade de realizar os vôos higiênicos).
Prejuízo: grande em climas temperados, pequeno nos demais.
Ocorrência no Brasil: existente, mas atualmente pouco relevante.
Controle: manutenção de enxame forte e substituição freqüente da rainha. Esterilização eventual dos equipamentos por imersão em água quente.

11.9 Disenteria?

Agente: más condições alimentares e sanitárias
Sintomas: presença de matéria fecal marrom ou amarelada na colméia, abelhas com movimentos lerdos e abdomens inchados. Mortandade de abelhas.
Causas: alimento fermentado, alimento com impurezas (como as presentes no açúcar mascavo e melado de cana), alimento com alto teor de HMF (mel velho, açúcar invertido), excesso de umidade na colméia.
Prejuízo: de pequeno a muito grande, podendo acabar com o enxame.
Ocorrência no Brasil: geral.
Controle: eliminação das causas.

11.10 Envenenamento?

Agente: inseticidas
Sintomas: mortandade súbita de adultas dentro da colméia ou redução drástica do enxame (mortandade no campo).
Causas: aplicação de inseticidas em culturas vegetais no raio de ação das abelhas. Fungicidas e herbicidas normalmente não matam as abelhas, ainda que possam deixar resíduos nos produtos coletados.
Prejuízo: Muito grande, podendo devastar o apiário.
Ocorrência no Brasil: geral.
Controle: escolha prévia do local do apiário, conhecimento prévio da rotina de pulverização das culturas vizinhas, remoção das colméias antes das pulverizações, alimentação abundante durante e após as pulverizações.

11.11 Fome e frio?

Agente: falta de alimento energético
Sintomas: Morte ou forte redução do enxame, com abelhas adultas mortas dentro dos alvéolos, as cabeças voltadas para o fundo.
Causas: falta de alimento energético (mel, néctar, xarope), especialmente na entressafra e em clima frio, quando o consumo de mel é aumentado para a geração de calor. É importante salientar que qualquer enxame normal só morrerá de frio se não tiver mel suficiente a disposição.
Prejuízo: Grande, com possível perda do enxame.
Ocorrência no Brasil: principalmente nas regiões frias (Sul) ou naquelas em que as entressafras são severas e longas.
Controle: Alimentação artificial com xarope ou mel deixado na colméia em quantidade suficiente para a entressafra.

11.12 Varroa?

Agente: ácaros Varroa destructor e Varroa jacobsoni (talvez outros)
Sintomas: presença de muitas larvas (especialmente de zangões) com ácaros - vistos a olho nu como pontos marrons, do tamanho de uma cabeça de alfinete. Os ácaros estão presentes nos adultos também, mas não são tão facilmente identificáveis.
Um teste simples de ser feito é o seguinte: recolher uma porção de abelhas adultas (500-1000 abelhas) num vidro, adicionar água e sabão líquido a 4% (ou álcool etílico ou isopropílico a 70%) e agitar bem. Depois, coar as abelhas e verificar a presença de varroas no líquido.
Prejuízo: muito grande em climas temperados e abelhas européias, menor em climas tropicais e abelhas africanizadas.
Ocorrência no Brasil: existente, mas ainda não especialmente relevante. Exige observação.
Controle: manutenção de enxames fortes, bem alimentados. Substituição da rainha em caso de infestação acentuada. O controle químico, com fluvalinato, é permitido e usado em outros países, mas não disponível nem recomendado por grande parte dos apicultores no Brasil.
Observação: existe um inseto (Braula coeca) que é praticamente inofensivo às abelhas, mas muito parecido com a varroa. Ele se aloja no tórax das operárias e da rainha, às vezes em grupos. Uma diferença perceptível é que ele possui 3 pares de patas, que se estendem para o lado do corpo, enquanto que a varroa, um aracnídeo, possui 4 pares, que se estendem para frente.

11.13 Acariose?

Agente: ácaro Acarapis woodi
Sintomas: imprecisos, muito semelhantes aos de outras doenças: enxame anormalmente reduzido, abelhas arrastando-se com asas desconjuntadas. A confirmação só pode ser feita em laboratório.
Prejuízo: grande, se não tratado.
Ocorrência no Brasil: existente, mas atualmente irrelevante.
Controle: manutenção de enxames fortes, bem alimentados, com rainha nova.

11.14 Besouro da colméia?

Agente: coleóptero Aethina tumida
Descrição: fêmeas adultas deste besouro são atraídas pelo mel e podem entrar na colméia ou pôr ovos em favos expostos ao ar livre. As larvas, de pouco mais de 1 cm, alimentam-se de mel e de crias vivas, infestando qualquer tipo de favo. O mel, fermentado pelas fezes das larvas, é repudiado pelas abelhas. Poucos indivíduos adultos podem causar pesadas infestações.
Prejuízo: muito grande na América do Norte, com exterminação de enxames. Na África, esse besouro raramente cria problemas para os enxames de Apis mellifera scutellata, embora a sua convivência seja comum.
Ocorrência no Brasil: ainda não encontrado.
Controle: difícil. Verificação cuidadosa e pronta eliminação de favos infectados. Manutenção de enxames fortes. Prevenção por exposição mínima dos favos durante o manejo e colheita de mel.

11.15 Apis mellifera capensis?

Agente: abelha A.m. capensis
Descrição: operárias da abelha capensis invadem colméias de A.m. scutellata (só dela) e passam a competir com a rainha, pondo ovos e produzindo feromônio de rainha. Esta acaba morrendo, atacada pelas invasoras ou vítima de desnutrição por falta de atendimento das suas operárias. Os ovos postos pelas capensis, apesar de não fecundados, produzem novas fêmeas poedeiras, o que acaba desorganizando a colméia de tal modo a inviabilizá-la.
Prejuízo: muito grande na África do Sul, com grande exterminação de enxames.
Ocorrência no Brasil: ainda não identificada.
Controle: muito difícil. Prevenção por isolamento das duas espécies.

11.16 Traças de cera?

Agente: Galleria mellonella (traça maior) e Achroia grisella (traça menor)
Descrição: indivíduos adultos põem ovos no interior da colméia ou em favos guardados, especialmente os mais escuros. As larvas alimentam-se de cera e formam túneis cheios de fezes e fios de seda nos favos, que se tornam inaproveitáveis para as abelhas. Em infestações pesadas, as larvas chegam a destruir a madeira dos quadros e das caixas.
Prejuízo: insignificante ou inexistente em enxames médios e fortes; importante em enxames fracos. Possivelmente grande em favos armazenados.
Ocorrência no Brasil: geral.
Controle: manutenção de enxames fortes. Enxames fracos devem ser protegidos por redução do alvado e vedação das frestas das colméias. Favos escuros (especialmente os de ninho) devem ser derretidos tão logo sejam retirados da colméia. Favos claros devem ser guardados, preferencialmente, em ambiente claro, seco e arejado. O congelamento dos favos a -15 ºC por 2 horas destrói todas as fases das traças (ovos, larvas e adultos).
Observação: em alguns países o paradiclorobenzeno (PDB) é uma substância química aprovada para controle da traça em favos armazenados. No Brasil, recomenda-se sempre evitar procedimentos que possam deixar resíduos indesejáveis na colméia e nos seus produtos.

11.17 Formigas?

Agente: diversas espécies de formigas
Descrição: as formigas costumam atacar repentinamente e causar grandes danos, devorando as crias, o mel, o pólen e provocando um grande estresse na colméia.
Prejuízo: destruição dos favos e abandono dos enxames.
Ocorrência no Brasil: geral.
Controle: manutenção da colméia em posição elevada em relação ao solo. Uso de cavaletes com proteção contra formigas, como lã ou estopa embebida em óleo, arandelas com óleo, cúpulas invertidas (de garrafas PET, por exemplo). Limpeza do terreno e combate das formigas predadoras nas imediações do apiário.

11.18 Como se pode confirmar uma suspeita de doença?

Enviando uma amostra de favo, crias e/ou adultas para análise num laboratório. Isso especialmente necessário no caso de suspeita de podridão americana, que é a doença apícola mais importante.

11.19 A quem e como se deve enviar as amostras?

Antes de enviar amostras a algum lugar, entre em contato com alguma autoridade ligada à área de sanidade apícola. Por exemplo, existe oComitê Científico Consultivo em Sanidade Apícola - CCCSA, instituído pela Portaria nº 09, de 18 de fevereiro de 2003, da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Seus membros podem ser contatados pelos seguintes e-mails (para formar os endereços, junte as palavras em negrito com o caráter "@" entre elas):
Aroni Sattler (UFRGS/Porto Alegre/RS) - aronisattler em yahoo.com.br
Dejair Message (UFV/Viçosa/MG) - dmessage em mail.ufv.br
David de Jong (USP/Ribeirão Preto/SP) - ddjong em fmrp.usp.br
Dulce Schuch (MAPA/Porto Alegre/RS) dmtschuch em yahoo.com

11.20 Por que não tratar as doenças com remédios?

Medicamentos sempre oferecem o risco de, se mal usados, contribuírem para a seleção de cepas resistentes dos organismos que estão sendo combatidos. Além disso, eles contaminam os produtos da colméia e não têm sido necessários no Brasil. A maior resistência da abelha africanizada em relação à européia permite que muitas doenças sejam tratadas com a simples adoção de medidas sanitárias simples e/ou substituição da rainha - e conseqüente alteração do perfil genético da colméia em cerca de dois meses. Essa alteração genética é uma tentativa de criar um enxame com resistência orgânica maior ou comportamento higiênico mais apurado, o que é perfeitamente possível com a aquisição de rainhas africanizadas selecionadas.
Dessa forma, busca-se um melhoramento genético com a extinção das características ruins em relação às doenças. O retorno deste procedimento é um gasto menor em manejo e nulo em remédios, mas, principalmente, o privilégio de se recolher produtos absolutamente naturais, sem contaminantes químicos de nenhuma espécie.

11.21 Como evitar o roubo e o vandalismo?

Esse é um problema difícil. Por representar um perigo a pessoas e animais, o apiário necessariamente deve ser localizado a uma certa distância de casas e galpões, o que o torna um alvo fácil para ações criminosas. Há muito pouco o que fazer sem investir muito.
A primeira tentativa é ocultar da melhor forma possível o apiário da vista de populares. O uso de cores discretas nas colméias, telhados e suportes pode ajudar.
Alguns apicultores sugerem adotar equipamentos especiais, como fundos (chãos) de colméias com furos grandes, ou tampas integradas com telhados pesados. A idéia é que as colméias não possam ser carregadas sem que as abelhas ataquem os ladrões. Isso pode funcionar na primeira vez, mas dificilmente dará resultado numa segunda tentativa.
A montagem de armadilhas nas imediações do apiário é defendida por alguns, mas é preciso considerar muito bem as possíveis conseqüências. Armadilhas que causem dano físico ao invasor podem motivar a responsabilização criminal do apicultor. Armadilhas que apenas assustem ou que provoquem ruídos altos ou ativem sirenes talvez possam ser usadas.
Não há local 100% seguro, mas o conhecimento e uma boa relação com os vizinhos também ajudam. Um pouco de mel presenteado na colheita pode angariar aliados vigilantes.

OUTROS

É sem dúvida o homem, o principal inimigo das abelhas, devido aos maus tratos que lhe dá, não as pondo em condições de não serem incomodadas, deixando-as mesmo morrer à fome. Existem diversos aspectos relacionados com o maneio da colmeia que se podem considerar incorrectos.
Geralmente os erros mais importantes são:
- Instalação de colmeias em locais pouco protegidos, nomeadamente zonas ventosas, frias e demasiado húmidas e em locais onde frequentemente se fazem tratamentos fitossanitários.
- Falta de higiene durante a manipulação, transmitindo doenças para outras colmeias e mesmo para outros apiários.
- Excesso de desdobramentos e a cresta exagerada, reduzem também a viabilidade dos enxames uma vez que reduzem as reservas necessárias para ultrapassar os períodos de escassez.
Como conclusão, uma das principais causas de morte dos enxames, é a extracção excessiva de mel sem a necessária compensação.
Aves insectívoras: Comem grande número de abelhas, quando estas se encontram a voar, ou a visitar as flores, não sofrendo, ao que parece com o chamado « veneno » das abelhas.
Os patos também são grandes apreciadores de abelhas dizimando muitas.
De todas as aves, nos Açores a que maior número de vítimas produz será ....
Formigas: Consomem grande volume de mel, causando enormes prejuízos porque enfraquecem as colónias, matam a criação e as colmeias atacadas pelas formigas ficam mais sujeitas à pilhagem ( roubo de mel de uma colónia de abelhas enfraquecida por outra colónia de abelhas ).
Para evitar o ataque pelas formigas, temos de proteger as colmeias assentando os seus pés em copos de um material resistente com óleo não secativo. Tal medida é eficaz apenas a curto prazo, uma vez que, em caso de necessidade, as formigas constroem pontes com os corpos das companheiras mortas. Os venenos são eficazes mas dificeis de usar sem também destruirem as abelhas. Assim, as formigas devem ser destruídas na origem. É importante, evitar que qualquer ramo de planta se encoste à colmeia, facilitando a passagem das formigas.
Vespas: Grandes inimigas das abelhas. Destruir sem pre que possível os vespeiros com soluções insecticidas. Se os vespeiros se encontrarem em local fechado, pode-se queimar enxofre para as sufocar. A caça aos vespeiros de vespas e vespões é mais fácil durante a noite.
Lagartas e cobras: Também são inimigas das abelhas e devem ser combatidas junto ao apiário.
Ratos: Gostam muito de mel, e por isso devem se combatidos. A utilização de raticida ou ratoeiras junto das colmeias desde que não ponha em perigo as abelhas e animais domésticos é aconselhável.
Aranhas: São inimigas das abelhas, uma vez que constróem teias nas imediações do apiário capturando frequentemente abelhas que acabam por perecer.
Besouros: Conseguem entrar nas colmeias por possuírem uma carapaça quitinosa e invulnerável e alimentam-se de mel.
Borboleta Sfinge caveira: Grandes inimigas das abelhas e grandes apreciadoras de mel. Não são atacadas pelas abelhas por possuírem um a espessa felpa que lhes cobre o corpo, cuja altura é superior ao aguilhão das abelhas.
As abelhas para se defenderem colunas de cera e própolis na entrada das colmeias.
Piolho das abelhas ( Braulea coeca ): Pequenos insectos muito semelhantes à Varroa jacobsoni. Encontram-se em número variável, de 1 a 3, no dorso e tórax das abelhas. Para se alimentarem dirigem-se para junto da boca das abelhas, onde colhem algum alimento.
Combatem-se fumigando com fumo de tabaco, depois de se ter colocado no fundo da colmeia uma folha de papel, que recebe os piolhos como que embriagados que depois se esmagam ou queimam.
Traça ou tinta: Pequena borboleta nocturna semelhante à traça da roupa. Alimentam-se de mel e permanecem no estado larvar de 30 a 100 dias sendo esta a fase mais prejudicial. Como as borboletas são impedidas de entrar na colmeia pelas obreiras, fazem a postura em qualquer fenda da colmeia. Por vezes também fazem a postura, nas anteras das flores e, quando as abelhas colhem o pólen levam sem saber os ovos de « traça » juntamente com o pólen ecloindo posteriormente dentro da colmeia. Estas larvas para além de se alimentarem de mel também se alimentam dos restos das peles das mudas das larvas e das crisálidas das abelhas. Os casulos, onde crisalidam, ficam muitas vezes, sobrepostos, sendo de cor parda, baça, como sacos, arrumados em armazém.
Estas borboletas por ser nocturna pode ser capturada com uma lanterna, cujos vidros se untam com um óleo espesso, ou fazendo uma fogueira onde as borboletas caem depois de terem queimado as asas.
Principais doenças
Podem-se agrupar em duas categorias conforme afectam a criação ou abelhas no estado adulto. A varroose ( em fase de enorme expansão em Portugal ) incide em ambos os estados de vida das abelhas.
Doenças de criação:
Loque americana
Loque europeia
Micoses
Doenças dos adultos:
Acariose
Nosemose
Doença mista:
Varroose
Loque Americana: provocada por uma bactéria ( Bacillus larvae ) que infecta o aparelho digestivo das larvas, matando-as em pouco tempo. O interior dos alvéolos fica preenchido com um líquido viscoso amarelo que com o tempo endurece. As abelhas não conseguem limpar os alvéolos e à medida que a doença se propaga deixa de haver espaço para a postura da rainha e a colónia acaba por morrer.
Esta doença só se manifesta depois dos alvéolos estarem operculados.
Loque europeia: A sua causa é também uma bactéria ( Streptococcus pluton ) que se desenvolve no estômago das larvas durante o estádio inicial de crescimento ( antes da operculação ). As obreiras conseguem controlar a doença até um certo ponto, retirando as larvas mortas para o exterior. No entanto pode haver uma infecção maciça da criação, ameaçando toda a colónia.
Micoses: Os fungos mais comuns que se desenvolvem nas larvas das abelhas são do género Ascophaera e Aspergillus. São ingeridos pelas larvas, desenvolvendo-se no seu interior tomando rápidamente conta do seu organismo. As larvas morrem e apresentam um aspecto bolorento ou granuloso, conforme os casos.
Acariose: doença parasitária provocada por um ácaro muito pequeno ( Acarapis wood ) que se multiplica na traqueia principal da abelha. Como os ácaros se alimentam da hemolinfa, através de perfurações que fazem na parede da traqueia, têm uma forte acção debilitante. As abelhas colocam-se no exterior da colónia, esfregam o abdómen com as patas e imobilizam-se, morrendo de frio.
Nosemose: Infecção provocada por um organismo unicelular denominado Nosema apis, que se desenvolve nas células do intestino do insecto, que ao defecar espalha grande número de esporos. Os sintomas externos desta doença são muito semelhantes aos da acariose, podendo-se por vezes distinguir, quando a abelha apresenta diarreia.
Varroose: Doença que afecta a abelha tanto no estado adulto como durante o desenvolvimento larvar. Surgiu em Portugal à relativamente pouco tempo vinda de Espanha ( 1987 ) e é provocada pelo ácaro Varroa jacobsoni que se confunde facilmente com o piolho da abelha ( Braulea coecca ), podendo no entanto detectar-se diferenças quanto à forma e número de patas através de uma lupa. A Varroa fixa-se no exterior da abelha, preferencialmente nos pontos onde a carapaça é mais fina ( entre os elos abdominais ) fazendo perfurações para sugar a hemolinfa. Para se multiplicar, introduz-se nos alvéolos com larvas e reproduz-se enquanto eles estão operculados e assim as jovens abelhas já nascem debilitadas.
No período inicial de infestação, a varroose não provoca sintomas graves. No entanto, a morte do enxame pode-se dar, de repente, 2 a 3 anos depois da infestação, quando o número de varroas rondar os 10.000.
Nas zonas mais quentes, a morte é mais rápida por não haver paragem de postura.

Fêmeas adultas de V. jacobsoni.

Pupa infestada com V. Jacobsoni.
Características da VARROA:



Varroa jacobsoni – Fêmea adulta
Ácaro castanho-avermelhado, de pequenas dimensões ( a fêmea mede cerca de 1,5 x 1 mm );
Aparelho bucal adaptado para picar e sugar;
Procura zonas moles da carapaça da abelha, onde faz perfurações ( entre os elos abdominais );
Entre os elos abdominais suga a hemolinfa debilitando a abelha.

Varroa jacobsoni – Macho adulto
Como se reproduz:
A criação faz-se no interior dos alvéolos de criação das abelhas, sobretudo no dos zangãos;
As fêmeas entram nos alvéolos 1 a 2 dias antes da operculação e põem um ovo de 2 em 2 dias ( 6-10 ovos );
Em médias dentro de 7 dias surgem novas varroas que, 4 a 13 dias depois podem reproduzir-se;
Alimentam-se sugando a hemolinfa das larvas e das ninfas.
Como é parasitado o enxame: 



Manipulação das colmeias pelo apicultor que contactou com enxames infestados;
Erros de voo de obreiras de colmeias próximas;
Divagação dos zangãos;
As boas condições de desenvolvimento do enxame favorecem o desenvolvimento da varroa;
O período de maior desenvolvimento da varroa é na Primavera, altura da criação dos zangãos;
Depois de parasitado o enxame as larvas das abelhas podem morrer antes da eclosão, e as que nascem apresentam muitas vezes deformações mais ou menos graves;
Importante salientar que esta parasitose favorece o aparecimento de infecções secundárias, enfraquecendo o enxame;
No fim do Verão (depois da postura), no Outono (depois da armazenagem de alimentos) e durante o Inverno, as colónias estão vulneráveis, sendo as alturas em que morre maior número de enxames.
 
Como controlar a Varroose:



Aplicação de acaricida – Tiras de Apistan
Devem-se verificar frequentemente os enxames e observar se estão parasitados.
Os testes fazem-se no principio da Primavera e no Outono, devendo proceder ao tratamento quando o número de varroas for superior a 5%.
Métodos de diagnóstico:
1. Desoperculação dos alvéolos dos zangãos e observação das larvas.
2. Observação da sobreiras. Podem-se matar cerca de 300 abelhas de cada colmeia, por asfixia, dentro de um saco de plástico com pouco oxigénio. Lavam-se com água e detergente ou álcool dentro de um frasco agitando bem. Voltar a agitar passados 20 minutos e coar para um pano branco, através de uma malha larga, para reter só as abelhas. Se existirem varroas contam-se.
3. Armadilhas de rede ou papel engordurado.
4. Utilização de produtos químicos, em conjunto com armadilhas de rede.
Alguns tratamentos homologados em Portugal.
Nome
Sub. activa
Mét. Aplic.
Mat. Necess
Preparação
Dose p/col
Calendário
FOLBEX-VA
Bromopropilato
Fumigação
Tiras de pa-pel fumígeno
1 Tira
4 xs4 em 4 dias
PERIZIN
Cumafos
Contacto *
Dosificador
10/490ml
50 ml
2 xs - 7 dias de intervalo
APISTAN
Fluvalinato
Contacto
Tiras de plástico impregnadas
3 tiras
dte 3 semanas
APITOL
Thiazolina
Contacto *
Dosificador
20g/100ml
100 ml
2 xs - 7 dias de intervalo
* molhar as abelhas





Efeitos terapêuticos do mel



Todos nós sabemos dos poderes extraordinários do mel de abelhas. Usado de diversas formas, o mel foi utilizado como conservante nos primórdios da nossa história. Dizem os livros antigos que Cleópatra fazia semanalmente aplicação de mel em todo o corpo para evitar o envelhecimento. 

No Egito, os faraós que morriam, ficavam em tanques de mel para evitar a degeneração e apodrecimento. Há registros sobre o uso do mel pelos Sumérios, na Mesopotâmia (2.300 anos a.C), na condição de remédio. De lá para cá, o mel e seus subprodutos como a geléia real e o própolis se faz presente na culinária, na indústria farmacêutica e cosmética. 

Produzido com néctar das flores, coletado e transformado pelas abelhas através da evaporação da água e da adição de enzimas, o mel é composto de água, açúcares (sacarose, frutose, glicose e maltose), ácidos orgânicos, minerais e aminoácidos. Possui poucas vitaminas e quase nenhuma proteína ou gordura e suas características variam de acordo com a flor de que é extraído e o néctar utilizado em sua produção. Além dos açúcares, conta com alguns “aditivos” do sistema digestivo da abelha. Estas substâncias servem como um conservante, garantindo que o mel permaneça nutritivo por muito tempo. 
Na medicina natural, o mel é conhecido como ampliador dos efeitos das plantas medicinais, porque aumenta os efeitos terapêuticos dos princípios ativos que são veiculados com ele. O sabor doce e adstringente e a energia quente do mel o tornam um veículo adequado para levar os princípios ativos dos medicamentos aos tecidos corporais de forma profunda, permitindo a penetração nas células. Aliado no combate a distúrbios do aparelho respiratório, como rouquidão, tosse e catarro, o mel é usado na medicina natural para diminuir catarros e mucos e também reduzir a gordura corporal e a retenção de líquidos (inchaços), quando usado em pequena quantidade. 
Suas propriedades medicinais variam conforme o tipo de mel. O de laranjeira funciona como calmante, além de exercer leve ação laxante; o de flores silvestres confere energia, sendo um dos melhores para se fazer máscaras caseiras porque beneficia a pele, e o de eucalipto favorece as vias respiratórias, desobstruindo-as. O mel ajuda a tratar a constipação intestinal, bronquite, asma, resfriado, náusea, sede excessiva, hemorragia e dor de garganta. Tipos crus e aquecidos de mel são úteis para tratar úlceras de estômago, úlceras bucais, pressão alta e podem ser aplicados diretamente a queimaduras. É bom para adoçar e harmonizar a maioria das fórmulas medicinais e serve como um antídoto para a maioria dos venenos naturais. Outras secreções de abelha, como própolis e geléia real, têm propriedades tônicas enérgicas, a última em alto grau. O mel também promove inteligência, força e determinação. 
A aplicação em cosmetologia é extensa devido aos diversos recursos. Eis algumas máscaras de mel que podem ser feitas em casa e que são excelentes para manter a pele saudável. 

Receitas para beleza: 
Para pele seca 
Ingredientes: 
1 colher de chá de mel; 
1 gema de ovo; 
1 colher de sopa de leite em pó. 
Misture, aplique no rosto e enxágüe 20 minutos depois. 

Para pele oleosa 
Ingredientes: 
1/2 colher de chá de mel; 
1 colher de sobremesa de suco de limão. 
Misture tudo e aplique uma camada fina. 
Deixe agir cerca de 20 minutos e depois enxágüe. 

Se você anda “azedo”, use o mel para tirar o amargo da boca e para adoçar o humor. O mel em pequenas dosagens é calmante e induz ao sono, assim como vovó falava... 

Até a próxima

O mel elimina toxinas e protege o fígado de medicamentos e de uma alimentação pouco equilibrada.

O mel aumenta sua energia de forma natural. Se você se sentir cansado, beba mel e previna a fadiga. Além disso, ajuda a proteger contra a anemia, do estresse e dos treinamentos fortes em esportistas.

Outra das propriedades medicinais do mel é que ele alivia o ardor do estômago e as dores da úlcera. Além disso, ajuda nas digestões difíceis ao ser absorvido rapidamente.

O mel é um antibiótico natural e irá ajuda a manter longe as infecções. Um exemplo é o famoso limão com mel para aliviar e prevenir as condições da garganta. É recomendável utilizá-lo diariamente, mas sem abusar pelo seu alto conteúdo calórico. Você pode adoçar seus chás, suas bebidas e inclusive suas refeições.

O mel tem propriedades antissépticas e cicatrizantes que evitam as infecções e aceleram a cura da pele danificada.

O mel também ajuda a melhorar a insônia e a ansiedade. Um copo de leite quente com um pouco de mel antes de dormir vai ajudá-lo.

O mel ajuda contra a prisão de ventre, e uma colher de sopa em jejum com um copo de água é ideal para ter um efeito laxante. Além disso, melhora o sistema imunológico.

Se você tem em sua pele zonas com rugosidades e ásperas, dilua duas colheres de sopa de mel em uma de azeite de oliva e aplique durante 20 minutos, você vai ver como o mel lhe dá uma pele suave.

Embora não pareça, o mel vai ajudar a fornecer cálcio ao seu organismo. É capaz de aumentar a absorção do cálcio ajudando a aumentar a massa óssea.


Este artigo é meramente informativo, em umComo.com.br não temos a capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.




GLOSSÁRIO DAS ABELHAS

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GLOSSÁRIO 
 
PREZADOS AMIGOS, O GLOSSARIO TEM POR FINALIDADE, IR FAMILIARIZANDO NOSSOS LEITORES, COM A TERMINOLOGIA USADA NAS POSTAGENS QUE ORA SE INICIA, COM O TEMA ABELHAS, FASCINANTE POR SINAL.PORTANTO AGUARDEM NOVAS POSTAGENS. 

Abelha africanizada: No ano de 1956 foram trazidas da África para o Brasil, algumas abelhas Apis mellifera scutellata, conhecidas como abelha africana. Estas abelhas apresentaram uma capacidade excepcional de enxameagem e cruzamento com as outras espécies de Apis, provenientes da Europa trazidas anteriormente pelos colonizadores. Estas eram mansas e mesmo produzindo pouco mel, eram criadas em todo Território Nacional. Como as abelhas resultantes desse cruzamento eram agressivas, elas ficaram sendo conhecidas como abelhas africanizadas. Hoje, após quase cinqüenta anos do inicio da sua dispersão, elas são, geneticamente, quase totalmente africanas.


Abelha necrófaga: algumas poucas espécies de meliponíneos obtêm as proteínas de que necessitam de animais já mortos. Essas abelhas regurgitam sobre as carnes e vísceras certas secreções que as digerem, tornando-as mais facilmente assimiláveis. Algumas abelhas são necrófagas facultativas, ou seja, também se alimentam de pólen e néctar. 

Alimentação artificial: é oferecida em ocasiões especiais, quando a colônia está fraca com pouca cria ou pouco alimento. Essa alimentação pode ser de xarope de água e açúcar, que é também a mais comum, de cândi, e ainda de rapadura picadinha.

Âmbar: é uma resina fóssil encontrada principalmente na atual República Dominicana. Muitas destas resinas contém fósseis de abelhas, outros insetos e pequenos animais vertebrados, além de estruturas vegetais, que estão muito bem conservados.
Apicultura: é a criação de abelhas Apis, as que possuem ferrão e que encontramos comumente nas cidades andando sobre sorvetes derretidos, sucos adocicados e refrigerantes, além de no açúcar de pães e doces de confeitarias e padarias.
Apicultura migratória: Quando a criação das abelhas Apis ocorre num mesmo local, significa que existem floradas suficientes para a sua manutenção. Quando esse fato não ocorre, como nas monoculturas, onde a florada é expressiva, mas por um curto período de tempo, então, o apicultor realiza o deslocamento do apiário (migração) ou parte dele para locais com floradas onde as abelhas possam coletar pólen e néctar.
Armadilha contra forídeos: as armadilhas têm a finalidade de capturar os forídeos, que são moscas pequenas, ligeiras, que botam ovos principalmente nos potes de pólen das abelhas, sendo prejudiciais aos ninhos das abelhas. As armadilhas mais comuns, externamente ao meliponário, são confeccionadas com garrafas de plástico, com alguns furos nas suas paredes, e que permitem a passagem destas moscas. Uma pequena quantidade de vinagre no seu interior é que atrai as fêmeas destas moscas pelo odor. Dentro da garrafa as moscas não conseguem mais sair pelos pequenos buracos por onde entraram e acabam morrendo. Armadilhas menores, com o mesmo processo são colocadas dentro dos ninhos quando muito infestados.
Atividade antibacteriana: uma das propriedades dos méis de abelhas é a sua capacidade de inibir bactérias que estão no seu interior, ou externamente, quando estas bactérias entram em contato com os méis. O valor da capacidade antibacteriana dos méis é variável de acordo com o mel, a espécie de abelha que o produziu, a florada de onde ele provém, da cepa da bactéria testada e também da quantidade de colônias de bactérias que estão sendo colocadas em contato com os méis. Vários fatores contribuem para esse poder inibitório, desde o tipo de néctar até a espécie de abelha, que com suas enzimas, manipula e fabrica o mel.
Barro: também conhecida por argila, são materiais encontrados na natureza e muito usados por certas espécies de meliponíneos como as Partamona spp (boca de sapo) e as Melipona. São usados em vedação e na confecção e ornamentação da entrada do ninho das abelhas.
Batume: geoprópolis
Batume crivado: o batume, que é formado de barro e resina, pode apresentar pequenos canais ou orifícios que servem à ventilação dos ninhos. Crivado significa perfurado.
Bioma: a maior categoria de habitat de uma região particular do mundo tais como uma tundra, ou uma floresta amazônica.
Cabaça: frutos ocos e secos de uma Cucurbutaceae, família de plantas onde também encontramos as abóboras e morangas. Naturalmente, algumas abelhas nidificam no seu interior. No nordeste é conhecida como cuité.
Cabos de cerume: são estruturas construídas pelas abelhas que servem de suporte ou pilares para ligar e fixar favos de cria, células em cacho, potes, etc. Na abelha mirim-guaçu, que não constrói invólucro, os favos ficam sustentados por uma rede de cabos de cerume.
Célula real: são células maiores, construídas para criação de rainhas como definição geral, entretanto, em algumas espécies, ocasionalmente, machos gigantes eclodem destas células.
Células em cacho: quando as células de cria se apresentam pouco distanciadas, com poucas áreas em comum, e aparência de um cacho de uvas.
Caça-forídeos: armadilha de forídeos
Câmaras de aprisionamento: diversas espécies de Trigonini mantêm rainhas virgens prisioneiras, dentro de estruturas especiais que podem ter sido especialmente construídas com essa finalidade. Para essa mesma finalidade, também podem ser usados potes vazios de alimento.
Câmaras reais: câmaras de aprisionamento
Campeira: as operárias constituem a casta que realiza a quase totalidade dos trabalhos que devem ser feitos para a manutenção do ninho. As abelhas campeiras são as abelhas coletoras de alimento, como o pólen e o néctar, e de produtos para o ninho como barro, resina, etc. É atividade realizada pelas abelhas mais velhas.
Cândi: alimentação artifical que consta de aproximadamente 3 partes, em peso, de mel de Apis, mais 5 partes, em peso, de açúcar em pó, misturados até se obter uma consistência firme. São oferecidos em pequenos recipientes de plástico dentro do ninho. Têm a vantagem que as abelhas não se afogam como pode acontecer nos xaropes.
Cera pura: nos meliponíneos, assim como em outras abelhas, a cera é produzida em glândulas localizadas no abdômen. Nas Apis essas glândulas são ventrais enquanto nos meliponíneos elas são dorsais.
Cerume: quando a cera pura é misturada com resina, que as abelhas coletam nas plantas, essa substância recebe o nome de cerume, que é a materia-base na construção de todas as estruturas físicas do ninho de meliponíneos.
Coleta de alimento: o ninho das abelhas precisa de alimentos para crescer e se manter. Esses alimentos são coletados nas flores como o pólen e o néctar. As abelhas campeiras transportam os alimentos no papo e na corbícula (estrutura côncava do último par de pernas)
Colméias racionais: é o nome dado as colméias de abelhas que foram confeccionadas pelo homem, freqüentemente de tabuas de madeira, com diversos compartimentos. Possuem diferentes graus de complexidade, dependendo do seu idealizador. As colméias mais comuns são as horizontais.
Colônia: é o nome dado para a população de abelhas que vivem em um mesmo ninho.
Concentração de açúcares: referente a quantidade de açúcar diluído em algum líquido. No caso dos méis de Apis, a concentração de açúcares é em torno de 80% enquanto que na abelha jataí (Tetragonica angustula) o mel é mais aguado, e essa concentração é em torno de 75%.
Corbícula: local onde as abelhas transportam principalmente pólen, mas também resina e barro, formado por uma franja de pêlos nas tíbias (pernas) posteriores.
Cortiço: nome dado à colméia pouco elaborada, ou mesmo troncos de árvores com ninhos de abelhas no seu interior.
Cupinzeiros: termiteiros: são os ninhos dos cupins, insetos sociais que ocasionalmente dividem a estrutura física do seu ninho aéreo com os ninhos de algumas espécies de meliponíneos. Algumas abelhas sempre fazem esse consórcio com cupins enquanto outras espécies são ocasionais.
Depósito de cera pura: as placas de cera pura, que é como são fabricadas pelas abelhas, são depositadas em pequenos aglomerados, geralmente bem visíveis em partes do invólucro.
Depósito de resina: algumas espécies de meliponíneos armazenam grande quantidade de resinas, ou própolis, que elas coletaram em plantas e que ficam bem visíveis quando nas paredes das caixas. Podem ter formato globóide nas abelhas jataís. As abelhas moça branca ou marmelada armazenam grande quantidade de resinas.
Depósito de lixo: são locais dentro da colméia onde as abelhas armazenam, temporariamente, pequenas quantidades de detritos. Os pólens que já foram digeridos pelas abelhas, restos de abelhas, etc são encontrados nesses depósitos. Eles são mais visíveis após vários dias de chuva, quando as abelhas não podem jogá-los fora.
Distância de vôo: é a distância que as abelhas conseguem voar para as coletas. Abelhas maiores em tamanho conseguem voar maiores distâncias que as menores, entretanto, todas coletam nas proximidades do ninho quando o alimento está disponível.
Divisão de trabalho: as abelhas realizam uma determinada seqüência de trabalho, de acordo com a idade do indivíduo. Começam trabalhando nas células de cria e terminam como coletoras. Quando necessário, há uma adaptação da função.
Ecossistema: os organismos vivendo em um ambiente particular, como por exemplo, um lago ou uma floresta, ou numa escala maior, um oceano ou todo o planeta, e toda parte física do ambiente que atua sobre estes organismos.
Entrada: é a parte externa do tubo de entrada dos ninhos de meliponíneos e que podem apresentar algumas estruturas morfológica típicas que identificam as abelhas. Assim a maioria das melíponas tem na porta estrias de barro. As duas espécies de jataí que ocorrem no Brasil apresentam um tubo de cera de alguns centímetros com pequenos furinhos.
Enxame: conjunto de abelhas de uma mesma espécie, que se reúnem para migrar ou para acasalar.
Enxameagem: nos meliponíneos, a enxameagem está relacionada com o processo de fundação de um novo ninho. A ligação entre o ninho filho e o ninho mãe, com transferência de material, permanece por vários dias.
Espécies generalistas: é um conceito associado com abelhas que coletam em uma grande diversidade de flores.
Espécies nativas: são as espécies típicas do local, que nasceram na localidade. As que não são introduzidas de outros locais ou país.
Estufas: construção ou estrutura usada para manter a temperatura. Ninhos de abelhas subterrâneas ou de ambientes mais quentes só sobrevivem se colocados em estufas. Em laboratórios são caixas de madeira com resistência e termostato para regular a temperatura.
Exoinvólucro: em torno dos favos de cria existem invólucros que são lamelas de cerume. As lamelas mais externas são denominadas de exoinvólucro.
Favos de cria: são os locais onde estão agrupadas as células de cria, que é o local onde se desenvolvem as abelhas, desde ovo até adulto. Os favos podem ter disposição horizontal, helicoidal, em forma de cachos ou ainda, mais raro, vertical.
Ferroada: a maioria das abelhas possui ferrão que usam principalmente para se defender. Os meliponíneos possuem um ferrão atrofiado e se defendem enroscando nos pêlos, depositando resina e mesmo cortando com auxílio das mandíbulas, a pele do intruso em locais delicados como pálpebras e entre os dedos.
Fezes: tudo que os animais expelem do corpo por vias naturais.
Fonte de alimentos: são os locais onde são disponibilizados o pólen e o néctar, as principais fontes de alimento das abelhas.
Forídeos: são insetos que pertencem à Ordem dos Dípteros, da qual também fazem parte as moscas, mosquitos etc. Estas mosquinhas, também conhecidas como mosca ligeira ou vinagreiras, são os piores inimigos das abelhas. As suas larvas quando se desenvolvem dentro de um ninho causam grandes danos e chegam a destruir não só os alimentos como também os favos de cria, com todas as suas abelhas em estágios imaturos.
Frutose: é um dos açúcares encontrado nos méis das abelhas.
Geoprópolis: é a mistura de barro ou argilas com resinas. Podem se apresentar misturados fina ou grosseiramente. Podem conter outras substâncias. Usados pelas abelhas principalmente para delimitar espaços.
Glicose: glucose: é um dos açúcares encontrado nos méis das abelhas.
Gorar os ovos: é a expressão usada para esclarecer que os ovos não irão mais se desenvolver. Quando um favo de cria com ovos sofrer algum tranco ou inclinação, os ovos não irão se desenvolver e as operárias destruirão esse favo, ou as células danificadas.
Grãos de pólen: são os elementos masculinos das flores, responsáveis pela formação de sementes e frutos. As abelhas coletam o pólen porque é uma fonte rica de proteínas.
Habitat: local de vida de um organismo ou população, com as características ecológicas do ambiente.

Hábitos anti-higiênicos: são os hábitos que possuem certas abelhas de visitarem excrementos de animais e coletarem esse material. 

Inquilinos dos ninhos: são pequenos animais como besouros que vivem como hóspedes dos ninhos e provavelmente se alimentam dos detritos.

Invólucro: são as lamelas de cerume que existem ao redor das células de cria. Servem como isolante térmico. Algumas espécies de abelhas não constroem invólucros, ou possuem apenas algumas poucas lamelas em determinadas épocas do ano.
Mel: é uma substância produzida pelas abelhas e outros insetos sociais a partir do néctar das flores ou de outras secreções açucaradas, que elas coletam e transformam através da evaporação da água e da adição de enzimas. O mel é composto, em sua maior parte (99%) de água e açúcares. O 1% restante é constituído de substâncias presentes em quantidades diminutas, mas que são importantes para a caracterização do mel, tais como enzimas, sais minerais, etc. Os principais açúcares são sacarose, glicose, frutose e maltose.
Mel fermentado: os méis possuem determinada taxa de água no seu conteúdo. Se essa taxa for excessiva, as leveduras contidas nos méis irão se reproduzir e fermentarão o mel provocando reações químicas que resultarão em odor especial. Os méis de Apis não podem conter mais que 20-21% de água, pois correm o risco de fermentar.
Mel medicinal: São méis com propriedades terapêuticas. Poucos trabalhos de pesquisa existem nessa área, mas a medicina popular menciona que os méis possuem as propriedades medicinais das plantas onde eles foram colhidos.
Méis tóxicos: são méis mal manipulados ou com substâncias que acarretam distúrbios neurológicos e intestinais nas pessoas que os ingerem. Parece que méis de determinadas abelhas ou que vivem perto de determinadas plantas possuem a características de serem perigosos.
Melato: é o produto resultante da colheita e desidratação de certas substâncias adocicadas que as abelhas coletam. Essas substâncias são as produzidas por insetos que sugam a seiva das plantas. Às vezes, a desidratação é feita no próprio local das coletas, ao ar livre e não dentro do ninho como é mais comum.
Meliponíneos: são as abelhas indígenas sem ferrão. São animais sociais vivendo em ninhos com centenas a milhares de indivíduos. Vivem nas zonas tropicais do mundo e estão sendo consideradas com enorme potencial para a polinização das plantas nativas.
Meliponicultura: é a criação de abelhas sem ferrão. . Sua criação está associada com as espécies que fabricam e armazenam maior quantidade de mel. As abelhas Melipona são as prediletas.
Membracídeos: insetos da ordem Homóptera, que sugam a seiva das plantas e expelem substância açucarada aproveitada por formigas, vespas e abelhas.
Microorganismos: seres microscópicos, animal ou vegetal.
Nectários: estruturas glândulares vegetais, geralmente situadas nas flores, que secretam o néctar, substância adocicada muito procurada por animais como fonte de açúcares. Existem também nectários extraflorais.
Polinização: transporte do grão de pólen de uma antera para o estigma de outra flor. Esse transporte pode ser feito pelo vento, água, ou animais, entre os quais se distingue uma multidão de insetos, principalmente as abelhas.
Potes de alimento: são construções geralmente de formato ovóide ou cilíndrico feitas pelos meliponíneos para armazenar mel e pólen. As Apis armazenam estes alimentos em favos.
Pilhagem: o furto ou pilhagem ocorre entre ninhos de abelhas principalmente quando uma delas está muito fraca e com pequena população. Entretanto, algumas poucas espécies de abelhas vivem exclusivamente do furto de outras espécies. É o caso da Lestrimelitta, também conhecida como abelha limão ou iratim. Esta espécie pode pilhar o mesmo ninho em ocasiões diferentes. O seu nome está associado com o odor de limão que libera por ocasião dos ataques ou quando permanece presa entre os dedos.
Própolis: resina
Propriedades bacteriostáticas: é a propriedade que determinados méis possuem de inibir o desenvolvimento de certas cepas de bactérias. Quando cessa a ação, as bactérias, se não danificadas, se desenvolvem novamente, ou seja, se multiplicam.
Propriedades bactericidas: é a propriedade que determinados méis possuem de eliminar totalmente, certas cepas de bactérias.
Rainhas virgens: são as rainhas que ainda não foram fecundadas.
Rapadura: substância resultante do processo de aquecimento do suco da cana-de-açúcar. É aceita como alimento suplementar por algumas espécies de abelhas.
Resinas vegetais: secreções viscosas que exudam do caule e de outros órgãos de certas plantas, e que contém substâncias odoríferas, anti-sépticas, etc., as quais cicatrizam rapidamente qualquer ferida em tais órgãos assumindo aspecto vítreo.
Samora ou saburá: é o pólen já modificado ou trabalhado e armazenado pelos meliponíneos em potes de alimento específicos.
Saques: ato ou efeito de tirar. Nos meliponíneos, algumas espécies efetuam saques, ou seja, roubam outros ninhos de abelhas.
Trocoblasto: camada constituída apenas pelos fundos das células de cria. Geralmente são destruídos após o nascimento das abelhas, porém, em mirim-guaçu é muito comum vê-los empilhado ao lado do favo novo.
Túnel de ingresso: os ninhos das abelhas apresentam uma abertura, que comunica o interior com o exterior do ninho. Na parte interna, em muitas abelhas existe um tubo que pode terminar nos invólucros dos favos de cria como na abelha urucu-boi.
Ventilação dos ninhos: os ninhos de meliponíneos podem conter um batume crivado, ou seja, com pequenos furinhos, que servem para ventilar o seu interior. Nos ninhos aéreos de uma jataí que ocorre no Estado do Acre existe um “respiradouro”, estrutura da parte superior do ninho aéreo e que aumenta ou diminui os seus poros de acordo com a temperatura.
Vôo nupcial: vôo que as abelhas realizam por ocasião do acasalamento
Xarope de água e açúcar: mistura com volume de aproximadamente 50% de cada componente, usado como suplemento alimentar das abelhas.


28 de ago. de 2015

Criação de Galinha Caipira





Custo do Sistema Alternativo de Criação de Aves 
 
Este sistema de criação foi desenvolvido para atender às necessidades de agricultores familiares de baixo poder aquisitivo. Dessa forma, suas instalações e seu modo de funcionamento foram dimensionados de forma que estejam ao alcance desses agricultores, pois preconiza a utilização de materiais baratos e compostos, em sua maioria, por recursos naturais existentes em suas propriedades (Tabela 16).


Tabela 16. Valores orçamentários das obras e equipamentos referentes as instalações do sistema alternativo de criação de galinha caipira. 



Entretanto, o sistema prevê a utilização de alguns equipamentos, como balança e triturador de forragem, os quais, embora representem um adicional considerável no custo total, podem ser adquiridos por meio de associações, reduzindo consideravelmente o valor a ser empregado por cada agricultor, visto que uma única unidade destes equipamentos é suficiente para atender a diversos módulos de criação.








27 de ago. de 2015

Raças de Galinha Caipira




A galinha, Gallus gallus domesticus, pertence ao grupo de aves galiformes e fasianídeas, sendo encontrada em todos os continentes do planeta, com mais de 24 bilhões de cabeças.

Introduzida na época do descobrimento do Brasil, originária de quatro ramos genealógicos distintos, o americano, o mediterrâneo, o inglês e o asiático, a galinha caipira, não recebendo as práticas de manejo adequadas, adquiriu resistência a algumas doenças e se tornou adaptada ao clima local.
Através de acasalamentos de todas as formas, inclusive consangüíneos, as galinhas caipiras atuais apresentam semelhanças com as principais raças que as originaram (Andalusian, Buff Plymouth Rock, Silver-Spangled Hamburgs, Australorp, Columbian Wyandottes, Assel, Partridge Plymouth Rock e Brown Leghor). As semelhanças se refletem não somente em termos de plumagem e porte (Fig. 1 a 8), mas também em características de carcaça.
O conhecimento da origem genealógica e das raças de galinhas introduzidas no Brasil permitirá que o criador mantenha as características desejáveis da sua criação, assim como introduzir de maneira ordenada genes capazes de responder positivamente ao manejo e ao planejamento de criação.
 

fig09

Brown Leghorn (inglesa, poedeira de ovos brancos).


 

fig08

Raça Partridge Plymouth Rock (americana, mista, de ovos marrons).



  

fig06

Raça Columbian Wyandottes (americana, mista de ovos marrons).




fig05

Raça Australorp (australiana, corpo intermediário e ovos marrons).





fig04

Raça Buff Plymouth Rock (americana, mista de ovos marrom).




fig02

Raça Andalusian (espanhola, ornamental de ovos brancos).




fig03