23 de abr. de 2018

Importância Econômica de Caprinos e Ovinos de Corte

OVINOS

CAPRINOS

A produção de caprinos e ovinos tem importância para a maioria das economias mundiais e tem um papel fundamental, especialmente, nas economias dos países em desenvolvimento, visto que, além de envolver um componente social, as carnes caprina e ovina são consideradas um produto essencial para esses países, pois são utilizadas como fonte de proteína animal para a população. No Brasil, as carnes caprina e ovina constituem-se em uma das principais fontes de proteína para os que moram na zona rural do País. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO (2014), existiam no mundo, em 2012, aproximadamente 1 bilhão de cabeças de caprinos e 1,17 bilhão de cabeças de ovinos, sendo que os países que mais produzem fazem parte do grupo dos países em desenvolvimento.
A exploração dos pequenos ruminantes domésticos no Brasil tem um elevado potencial, uma vez que o País apresenta condições favoráveis à produção de carne e seus derivados, além de calçados e vestuário oriundos das peles. Aproveitando essas condições favoráveis e transformando em produtos de origem caprina/ovina e derivados, o País poderá suprir a demanda de sua população e ainda gerar excedentes que poderão ser exportados. As condições ambientais propícias, aliadas à ampla disponibilidade de terras, principalmente nas fronteiras em expansão do semiárido nordestino e das regiões Centro-Oeste e Norte do País, propiciam custos de produção relativamente baixos, favorecendo esse mercado. Entretanto, os sistemas de produção vigentes, em quase a sua totalidade, representam um retrato dos baixos níveis de organização da cadeia produtiva, com reflexos nos índices de produtividade, na qualidade dos produtos e na falta de regularidade na oferta. Com tais características, as atividades da caprinocultura e da ovinocultura no Brasil ainda não conseguiram desenvolver todo o seu potencial de produção e de competitividade (LEITE, 2005).
Tanto os caprinos quanto os ovinos estão disseminados por todo o território brasileiro. Das 558 microrregiões existentes no Brasil, de acordo com o IBGE, os caprinos estavam presentes em 552 e os ovinos em 547 dessas microrregiões, em 2005 (MARTINS et al., 2006a, 2006b). De acordo com dados do IBGE (2014), em 2012, existiam no Brasil 16,8 milhões de cabeças de ovinos e 8,65 milhões de caprinos, sendo que 56% dos ovinos e 91% dos caprinos estavam localizados na região Nordeste.
A Tabela 1 apresenta o efetivo de caprinos em 31/12/2012 e as participações relativa e acumulada no efetivo total, segundo as Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos, em ordem decrescente, de acordo com os dados do IBGE. Conforme mencionado anteriormente, mesmo estando disseminados por todos os estados brasileiros, os principais estados produtores de caprinos estão, em sua maioria, na região Nordeste (cerca de 91% do rebanho caprino). Ainda, todos os 20 municípios com maiores efetivos (que detêm 21,7% dos caprinos do Brasil) estão na região semiárida brasileira.

Tabela 1. Efetivo de caprinos em 31/12/2012 e as participações relativa e acumulada no efetivo total, segundo as Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos em ordem decrescente.
Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos, em ordem decrescente
Efetivos de caprinos em 31/12
(cabeças)
Participações no efetivo total (%)
Relativa
Acumulada
Brasil
8.646.463
100
Bahia
2 427 207
28,1
28,1
Pernambuco
1 791 422
20,7
48,8
Piauí
1 285 033
14,9
63,
Ceará
 1 024 255
11,8
75,5
Paraíba
473 184
5,5
81,0
Rio Grande do Norte
383 971
4,4
85,4
Maranhão
369 201
4,3
89,7
Paraná
176 130
2,0
91,7
Minas Gerais
114 682
1,3
93,0
Rio Grande do Sul
100 283
1,2
94,2
Alagoas
67 471
0,8
95,0
Pará
59 895
0,7
95,7
São Paulo
59 271
0,7
96,4
Santa Catarina
57 243
0,7
97,0
Mato Grosso do Sul
37 927
0,4
97,5
Rio de Janeiro
28 969
0,3
97,8
Mato Grosso
26 281
0,3
98,1
Amazonas
22 599
0,3
98,4
Tocantins
22 560
0,3
98,6
Sergipe
19 629
0,2
98,9
Espírito Santo
17 930
0,2
99,1
Acre
17 203
0,2
99,3
Rondônia
15 923
0,2
99,4
Roraima
7 622
0,1
99,5
Amapá
2 891
0,0
99,6
Goiás
36 881
0,4
100,0
Distrito Federal
800
0,0
100,0
20 municípios com maiores efetivos
Floresta - PE
268 900
3,1
3,1
Casa Nova - BA
163 236
1,9
5,0
Petrolina - PE
135 800
1,6
6,6
Uauá - BA
135 000
1,6
8,1
Sertânia - PE
100 000
1,2
9,3
Juazeiro - BA
98 547
1,1
10,4
Serra Talhada - PE
92 000
1,1
11,5
Curaçá - BA
87 987
1,0
12,5
Canudos - BA
85 000
1,0
13,5
Monte Santo - BA
82 000
0,9
14,4
Ibimirim - PE
70 000
0,8
15,2
Tauá - CE
68 162
0,8
16,0
Carnaubeira da Penha - PE
67 687
0,8
16,8
Parnamirim - PE
63 745
0,7
17,6
Campo Formoso - BA
63 525
0,7
18,3
Remanso - BA
62 225
0,7
19,0
Macururé - BA
62 167
0,7
19,7
Custódia - PE
60 000
0,7
20,4
Santa Cruz - PE
55 000
0,6
21,1
Belém de São Francisco - PE
54 815
0,6
21,7
Fonte: IBGE ( 2014).
A Tabela 2 apresenta o efetivo de ovinos em 31/12/2012 e as participações relativa e acumulada no efetivo total, segundo as Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos, em ordem decrescente. Diferentemente dos caprinos, a presença dos ovinos está concentrada, principalmente, nas regiões Nordeste e Sul, mas também se percebe a sua presença em todos os estados do Brasil. É importante frisar que existe uma diferença fundamental no tipo de ovinos entre as referidas regiões: na região Sul predominam os ovinos lanados e no Nordeste os deslanados. Animais com aptidões distintas geram diferenças nos modos de produção onde cada região desenvolve um sistema de produção de acordo com a aptidão dos seus animais e com as características específicas da região. Ressalte-se que dos 20 municípios com os maiores efetivos de ovinos, todos eles são ou da região Sul ou da região Nordeste e os mesmos concentram 18,7% do rebanho ovino brasileiro.
Tabela 2. Efetivo de ovinos em 31/12/2012 e as participações relativa e acumulada no efetivo total, segundo as Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos em ordem decrescente
Unidades da Federação e os 20 municípios com os maiores efetivos, em ordem decrescente
Efetivos de ovinos em 31/12
(cabeças)
Participações no efetivo total (%)
Relativa
Acumulada
 16 789 492
 16 789 492
 100,0
Rio Grande do Sul
4 095 648
24,4
24,4
Bahia
2 812 360
16,8
41,1
Ceará
2 071 096
12,3
53,5
Pernambuco
1 652 883
9,8
63,3
Piauí
1 240 423
7,4
70,7
Paraná
638 923
3,8
74,5
Rio Grande do Norte
558 563
3,3
77,8
Mato Grosso do Sul
498 064
3,0
80,8
São Paulo
426 957
2,5
83,4
Mato Grosso
377 904
2,3
85,6
Paraíba
374 081
2,2
87,8
Santa Catarina
307 651
1,8
89,7
Maranhão
233 530
1,4
91,1
Minas Gerais
225 955
1,3
92,4
Alagoas
209 527
1,2
93,7
Goiás
191 348
1,1
94,8
Pará
175 757
1,0
95,8
Sergipe
173 422
1,0
96,9
Rondônia
141 972
0,8
97,7
Tocantins
122 388
0,7
98,4
Acre
84 419
0,5
98,9
Amazonas
71 691
0,4
99,4
Rio de Janeiro
49 027
0,3
99,7
Espírito Santo
42 487
0,3
99,9
Distrito Federal
11 000
0,1
100,0
Amapá
2 416
0,0
100,0
20 municípios com maiores efetivos
Santana do Livramento - RS
408 406
2,4
2,4
Alegrete - RS
269 626
1,6
4,0
Quaraí - RS
195 758
1,2
5,2
Uruguaiana - RS
192 180
1,1
6,3
Lavras do Sul - RS
159 814
1,0
7,3
Pinheiro Machado - RS
154 332
0,9
8,2
Casa Nova - BA
150 729
0,9
9,1
Dom Pedrito - RS
150 673
0,9
10,0
Rosário do Sul - RS
147 996
0,9
10,9
Tauá - CE
135 600
0,8
11,7
Floresta - PE
132 300
0,8
12,5
São Gabriel - RS
129 788
0,8
13,3
Dormentes - PE
128 950
0,8
14,0
Bagé - RS
122 857
0,7
14,8
Juazeiro - BA
122 500
0,7
15,5
Uauá - BA
115 000
0,7
16,2
Monte Santo - BA
110 000
0,7
16,8
Serra Talhada - PE
109 000
0,6
17,5
Caçapava do Sul - RS
102 530
0,6
18,1
Piratini - RS
100 115
0,6
18,7
Fonte: IBGE (2014).
De acordo com a FAO, em 2011, o mundo produziu 5,27 milhões de toneladas de carne caprina e 8,35 milhões de toneladas de carne ovina. Desse total 55,4 mil e 822 mil toneladas foram exportadas, o que resultou num valor de exportações de US$ 286 bilhões e US$ 5,47 trilhões, respectivamente de carne caprina e ovina. As importações das carnes caprina e ovina foram, respectivamente, de 61 mil e 852 mil toneladas, gerando US$ 342 bilhões e US$ 5,97 trilhões, respectivamente, de valor das importações (FAO, 2014). Como se vê, a caprinocultura e a ovinocultura movimentam cifras significativas no mercado internacional, e ressalte-se que nos dados citados não estão inclusos os valores referentes aos produtos derivados.
Os dados de exportação e importação da FAO relativos a 2011 mostram que os dez maiores países exportadores de carne ovina são, em ordem decrescente: Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, Irlanda, Espanha, Holanda, Bélgica, Uruguai, Paquistão e Índia. Já os dez maiores exportadores de carne caprina são, em ordem decrescente: Austrália, Etiópia, China, Paquistão, França, Arábia Saudita, Espanha, Argentina, Nova Zelândia e Holanda. Com relação à importação, os dez maiores importadores de carne ovina são, em ordem decrescente: França, Reino Unido, China, Estados Unidos da América, Arábia Saudita, Alemanha, Bélgica, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Hong Kong e Taiwan. Os dez maiores importadores de carne caprina são, em ordem decrescente: Estados Unidos da América, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Oman, Taiwan, Hong Kong, Trinidade Tobago, Canadá e Itália (FAO, 2014).
Segundo estimativas feitas a partir de dados da FAO (2014), o consumo aparente de carne caprina e ovina no Brasil foi de aproximadamente 118.313 toneladas em 2011. O Brasil é um importador líquido das carnes caprina/ovina: em 2011, o Brasil importou 5.135 toneladas e exportou  apenas 9 toneladas, o que resulta numa importação líquida de 5.126 toneladas. Como o crescimento populacional (tanto em nível mundial como no Brasil) aumenta significativamente a demanda por proteína animal, a tendência é que cada vez mais o mundo demande produtos de origem animal. Esses dados mostram que existe uma possibilidade enorme de mercado a ser conquistado, dado que o Brasil tem condições favoráveis e potencial para produzir carne de melhor qualidade do que a carne importada.
Diante deste cenário, percebe-se que a caprinocultura e a ovinocultura de corte têm potenciais produtivos de significativa importância para a economia brasileira, sobretudo naquelas regiões de maior concentração de rebanho, como é o caso das regiões Nordeste e Sul. No entanto, essas cadeias produtivas ainda não estão totalmente organizadas em todos os seus elos, mas vêm se ajustando ao longo dos últimos anos. Políticas públicas têm sido implementadas com o intuito de desenvolver a cadeia produtiva desses diferentes setores, e isso vem propiciando uma readequação dos arranjos produtivos, tornando-os mais competitivos, conforme demonstra as várias experiências exitosas que têm surgido em quase todos os estados produtores.









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20 de abr. de 2018

Criação do Tecelão (PLOCEUS MELANOCEPHALUS)



História
O tecelão-de-cabeça-preta (Ploceus melanocephalus) é uma ave da família Passeridae. O macho caracteriza-se pela plumagem amarela, que contrasta com a cabeça preta.

Esta ave distribui-se pelo continente africano. Em Portugal foi introduzida como ave de gaiola, tendo posteriormente estabelecido populações em estado selvagem, geralmente em zonas húmidas com abundante vegetação palustre.



Caracteristicas
Tem cerca de 20,5 centímetros. 

É delgado, de cauda longa, negra. Tem uropígio e coberteiras superiores médias das asas amarelas cor de enxofre.

Seu bico é cinzento-azulado claro, a íris é branca ou pardo clara.

Possui uma voz nasal: “quä-ä”.

Canto melodioso, de grande beleza, timbre lembrando o Corrupião, p.ex. “dü, düliö-di di”, repetido sem pressa.

Reprodução

Constrói um ninho de bolsa, com crina vegetal preta, tecido com a precisão de uma máquina, o ninho tem 58 centímetros de comprimento.

Gera, em média, 2 ninhadas por estação, com 3 ovos cada uma.

Nome cientifico -(Ploceus melanocephalus) 

Reprodução –como a maioria dos tecelões estes também são muito exigentes na criação, para se conseguir obter bons resultados e conseguir criar estas aves é essencial um viveiro com grandes dimensões, com arbustos e pequenos molhos de canas que se possa por no viveiro na tentativa de imitar um canavial, os machos fazem os seus ninhos nesses canaviais escondidos, ou pendurados a pequenos ramos, assim o macho consegue atrair as fêmeas com a sua construção, tentando sempre atrair o maior numero de fêmeas, estes machos são polígamos por isso devemos sempre manter mais fêmeas que machos no viveiro, por norma de 2 a 6 para cada macho. Após a femea escolher o ninho, feito por o macho vai fazer a postura de 2 a 3 ovos, que serão incubados por 12 a 14 dias. Alimentação –a alimentação destas aves é á base de mistura para exóticos africanos, gostam muito de fruta como por exemplo maçã e pêra, indispensável o grit como em todas as aves, e na época de reprodução para obter bons resultados é também indispensável o alimento vivo como o tenébrio e outros insectos que tenha-mos possibilidade de fornecer. 

FÊMEA


Descrição - É uma ave com cerca de 13 a 16cm, sociável com aves da mesma espécie ou com outras aves, apesar de serem muito agressivos na altura de criação, podendo vir a matar espécies mais pequenas que habitem o mesmo viveiro. 
Distinção - A distinção desta ave na altura de reprodução é muito fácil, pois o macho possui uma cor amarelo vivo e a cabeça preta, já a fêmea apresenta uma tonalidade mais escura. Fora da época de reprodução os machos apresentam a mesma coloração das fêmeas. 

Zona de distribuição – esta ave é originária de África, pode ser encontrada em zonas húmidas como rios, lagoas e pequenos riachos, tendo sido registadas também algumas populações já bem definidas em Portugal.





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16 de abr. de 2018

Criação de Tarin Pintassilgo Venezuelano (CARDUELIS CUCULLATA)



Ele está entre os pássaros mais apreciados pelos passarinheiros devido ao seu jeito dócil e seu canto melodioso. Já ocorreu risco de extinção, mas em conjunto, criadores e autoridades se dedicam a preservação da espécie.

O Pintasilgo da Venezuela está entre os mais conhecidos do mundo. Ele é encontrado principalmente na Venezuela pois a altitude variável e o ambiente árido, são de preferência dessa espécie.

Seus costumes são parecidos com os dos Pintasilgos brasileiros, pois gostam de regiões tropicais e vegetações abertas com pequenos arbustos.

No Brasil já existem diversos criadores comerciais e amadores que se dedicam a criação desses pássaros.

O Tarim da Venezuela também é o responsavel pela pigmentaçao vermelha nos Canários que hoje existem.



Como Criar

É bem fácil criar essa espécie para quem tem os fundamentos básicos de criação. É necessário adquirir pássaros de procedência de criadores sérios e que tenham experiência na área.

Ao adquirir uma ave, deve coloca-la em quarentena para observar se há algum pássaro doente.

Feito isso é hora de preparar as aves para a criação. É necessário colocar os machos em gaiolas individuais e as fêmeas, a principio, podem ser colocadas em um gaiolão todas juntas. Ao chegar no mês de julho, devemos começar a separar as fêmeas em gaiolas e introduzir ninhos e material para ela poder confecciona-lo. A partir do momento em que a fêmea começar a pegar os fiapos de juta e voar de um lado para o outro da gaiola é a hora de soltar o macho.

Com o decorrer do tempo a fêmea irá fazer o ninho e botará aproximadamente de 2 a 4 ovos, as fêmeas fazem até 3 posturas por temporada. Alguns criadores usam algumas canárias para chocar e criar os ovos de Tarim, possibilitando algumas fêmeas a fazerem até 4 posturas no ano. Quando as fêmeas botarem é necessário retirar os ovos e sustitui-los por ovos de plástico. Quando a fêmea colocar o último ovo é a hora de colocar os ovos retirados para que possa nascer todos no mesmo dia dando possibilidades de sobrevivencia iguais para todos os filhotes. 

Alimentação

Basicamente se alimentam de grãos como: alpiste, niger, perila, chia, linhaça, erva-doce, etc. Cada criador tem preferência por um tipo de misturas de sementes.

Existem no mercado diversos tipos de farinhada adequadas para esse tipo de pássaro, particularmente uso a da marca Protein e da Angercal.

Ninhos, Gaiolas e Acessórios



As gaiolas podem ser usadas a do tipo argentinas que também são usadas na criação de canários por ser de fácil manuseio e limpeza.

Comedouros e bebedouros devem ser externo pois além de facilitar o dia a dia, evitam contaminação com as fezes dos pássaros. Devem se trocar os comedouros e os bebedouros a cada 15 dias, lavando-os com cloro e higienizando-os com Lisoform.

O ninho usado é o de corda ou o de bucha utilizados na criação de curió.

Cuidados

Mesmo sendo fácil o manejo dessas aves, é necessário alguns cuidados:

Alguns machos tem por costume furar os ovos postos pela fêmea. Quando isso acontece é necessário usar uma grade divisória para separar o casal quando a fêmea estiver próxima à postura. Tenho como costume colocar a divisória toda tarde anterior a postura de cada fêmea para evitar que isso aconteça. Feita a postura não há mais necessidade de apresentar o macho à fêmea.

Outro cuidado que devemos ter é que quando as fêmeas estiverem próximas a postura, devemos observar se o ninho não está sujo, pois algumas fêmeas, quando encontram o ninho sujo tem o hábito de botar fora do ninho.

Também é necessário usar algumas canárias como amas-seca para eventual abandono do ninho. Isso acontece devido a variadas situações.

Por fim é necessário que cada criador conheça algumas manias  e custumes que cada pássaro particularmente possuem para obter o sucesso na sua criação.

Dicas

Vários criadores dizem e já li também em vários lugares que criar tarim não é difícil, mas por outro lado tem alguns segredos e macetes para ter êxito na criação, os quais descreverei mais abaixo.

Na minha opinião criar tarim não é difícil, mas também não é fácil como criar canários por exemplo, alias criar canários também têm os seus macetes, mesmo assim é mais fácil de criar do que o tarim.

Uma valiosa dica para você começar é estudar a fundo o tarim. Conhecer a sua origem, seus hábitos, sua alimentação, seu comportamento em cativeiro, enfim tudo que você puder reunir de informação antes de comprar o primeiro casal.

Tenha em mente que este tipo de criação custa caro, não vou ser hipócrita e dizer que são só maravilhas, pois não são. A compra de matrizes muitas vezes leva os iniciantes e entusiastas a desistirem por serem de custo elevado. E porque o custo elevado? Bem a população de tarim em cativeiro no Brasil não é tão grande assim e como eu disse acima ele não é tão fácil assim de criar, muitos filhotes morrem já no primeiro ano por falta de conhecimento de quem compra ou quem esta criando e muitos morrem depois de um ano, por serem mal alimentados ou mal cuidados, mas isso são pequenas pedras no caminho e não se desanime com estes relatos, pois a criação de tarim é muito prazerosa também, alem de serem lindos, tem um comportamento interativo com seus donos e criadores, então vale a pena investir no tarim.

Ambiente de criação.

O ambiente ideal para criação de tarim é um lugar limpo, bem iluminado, e bem ventilado ou que ofereça troca de ar constante, isso é o básico. O ambiente para criar tarim deve ser para criar tarim e não outra ave. E porque?

Primeiro que é para preservar o canto e não haver mistura de com outros cantos, ex: canários. Tenha em mente que em longo prazo o tarim começa a aprender algumas notas que não fazem parte do seu canto original e isso para o criador não é interessante.

Segundo, se você criar no mesmo ambiente dos canários, o tarim esta sujeito a pegar doenças que também não seriam adquiridas se ele estivesse em ambiente próprio.

Existem criadores de canários que usam o tarim para tirarem híbridos, e com isso eles convivem no mesmo ambiente, alias foi a partir deste cruzamento que surgiu o canário com fator, mas isso é outro assunto. Então prefira fazer um ambiente só com a finalidade de criar tarim e não com outras espécies misturadas.

As gaiolas. Recomendo que tenham em media o tamanho da gaiola de criação de canários, 63 de comprimento, 34 de altura e 27 de profundidade em centímetros, isso porque às vezes o espaço no criadouro é limitado, mas se você tiver mais espaço poderá optar por uma gaiola com mais comprimento, assim eles desenvolvem mais a musculatura e a capacidade respiratória e não se esqueça que ela tem que ter divisória.

Compra das matrizes.

A compra das matrizes é um ponto importante para ter sucesso na criação.

Você deve adquirir matrizes de criadores e não de atravessadores, ou seja, de quem traz o tarim recém capturado e com pouco tempo de cativeiro. Porque?

Bem, este tarim recém colocado em cativeiro é muito atraente por estar em estado natural e muitas vezes com preços mais baixos, mas o problema deste tipo de ave é que muitas delas não se acostumam em cativeiro e logo acabam morrendo. Muitas vezes já chegam muito debilitadas pelos maus tratos e viajem. Cuidado, esse atravessador tem artimanhas para iludir possíveis compradores.

Primeiro nunca dizem onde é o criadouro deles, fazem questão de levar os tarins até você.

Segundo, o tarim é uma ave hiperativa, então quando os atravessadores vão lhe mostrar o tarim eles deixam a ave bem perto e começam a mexer com ela ou na gaiola, assim o tarim não para, dando a falsa impressão que a ave esta saudável, mas não esta. Então tome cuidado com os atravessadores.

Por isso procure adquirir matrizes de criadores. Mas qual seria a vantagem de comprar com quem cria? A meu ver são muitas e influenciara no seu sucesso.

Comprando do criador você terá certeza que a ave é nascida em cativeiro, logo as chances de sobrevivência são muito maiores. Você também poderá aprender muitas dicas que este criador ira lhe passar, tais como: manejo, alimentação, possíveis medicamentos, dicas para os períodos de criação, etc...

Fazendo isso alem de você ter maiores chances de sucesso, também estará prestigiando uma pessoa que aprendeu com erros e acertos a criar o tarim e agora pode lhe oferecer o fruto desses acertos, então prestigie o criador, ele merece.

Chegada no criadouro.

Quando o tarim chegar no seu criadouro você deve deixar previamente desinfetada a gaiola em que será colocado, eu utilizo o Kilol L para este fim. Também coloque um pouco de piolhicida na bandeja da gaiola. Troque a gaiola a cada seis meses.

Você deve fazer quarentena, mas como fazer a quarentena no tarim?

Quarentena como o nome diz são quarenta dias, mas nas aves esse tempo não é necessário, pois as doenças que elas são acometidas não chegam a este tempo de incubação, bastando fazer a quarentena por 20 a 25 dias.

Quando o tarim chegar aplique plumas kleen (repelente natural de insetos e piolhos) e repita a aplicação no décimo e vigésimo dia. Após a aplicação coloque na gaiola e deixe separado do resto das aves que você possa ter. Se você tiver possibilidade de fazer exames de fezes eu aconselho.

Coloque um polivitamínico na água por quinze dias.

Na parte de alimentação, lembram que eu disse para comprar de um criador? Pois bem, você deve fornecer a mesma alimentação nos primeiros dias que era usada pelo criador, porque a quarentena também é uma adaptação de uma nova forma de manejo e alimentação. Você também pode continuar com esta alimentação, se for saudável ao tarim.

Neste período não forneça nenhum tipo de medicamento para não mascarar possíveis doenças. A não ser que tenha feito exame de fezes e neste foi detectado algum problema.

Converse sobre isso também com o criador e pergunte se ele forneceu algum medicamento.

No período de quarentena se faz necessário muita observação: comportamento da ave, fezes, se esta se alimentando bem, se esta alegre, etc...

Após vinte cinco dias se nada foi constatado coloque a ave com o resto do plantel. Lembre-se bem, muita observação neste período.

Alimentação.

Uma boa alimentação é tudo para qualquer ave, então forneça água fresca e limpa livre de cloro e outros produtos. As sementes devem ser de boa qualidade e procedência garantidas, eu recomendo colocar nas sementes um absorvente de micotoxinas (uso o Agromanol).

O tarim tem algumas manias na alimentação, as quais você deve ficar atento. A maioria dos tarins não se alimenta no fundo das gaiolas criadeiras, então você deve colocar os comedouros e bebedouros na altura dos poleiros. Alguns tarins não tiram as cascas dos comedouros e pensam que acabou a comida e ficam sem se alimentar, então fique atento e sopre sempre as cascas dos comedouros. Não são todos que tem essas manias e você deve observar e adequar o seu manejo conforme as necessidades do seu tarim.

Época de criação.

O ninho.

O ninho deve ser na forma de taça tipo usado na criação de canários, mas deve ser um pouco menor e não tão profundo. O material usado pela cardinalita para confeccionar o ninho geralmente é a juta, fibra de coco, pelos de animais e algodão.

A posição do ninho deve ser em lugar alto da gaiola. Alguns criadores usam camuflar os ninhos. Eu recomendo você a usar com e sem camuflagem e deixe a cardinalita decidir qual lhe agrada mais, lembrando que a camuflagem deve ser discreta para não atrapalhar a visão da fêmea, pois a cardinalita gosta de ver o que se passa ao seu redor.

Quando a fêmea for iniciar a postura dos avos o ninho deve estar limpo, se não estiver a fêmea pode ficar embolada ou agitada ou ainda colocar o ovo fora do ninho, então fique atento a este fato e limpe o ninho se necessário, continue verificando isso até o fim da postura. Após o nascimento dos filhotes quando a fêmea não estiver mais limpando as fezes do ninho você deve fazer esta limpeza, por este motivo prefira os ninhos rasos que são mais fáceis dos filhotes evacuarem.

O casal.

Os tarins são muito fogosos na época de reprodução, principalmente o macho, então quando o casal começar a copular fique atento ao macho, pois muitas vezes a fêmea começa a fazer a postura e o macho vem galar ela no ninho e com isso pode acontecer do ovo quebrar, para que isso não ocorra é aconselhável substituir os ovos por replicas de plástico, após o termino da postura colocar os ovos verdadeiros para serem chocados. Lembrando também que durante a postura você deve ao final de cada dia colocar a divisória da gaiola até no outro dia que for feita a substituição com o ovo de plástico, depois disso você pode tirar a divisória até chegar o final do dia novamente, faça esse processo ate o fim da postura.

Alguns criadores deixam o casal juntos o ano inteiro e também durante toda a criação sem ter nenhum problema com isso, mas nos casos em que o casal é muito fogoso isso não é possível, pois ira trazer problemas, tais como: quebra de ovos, fêmea abandona o ninho, fêmea abandona os filhotes recém nascidos para começar nova postura, etc...

Por este motivo eu recomendo que o macho fique com a fêmea somente até ela deitar em choco, ficando assim a tarefa de criar os filhotes somente com a fêmea.Apos o término da criação dos filhotes, introduza o macho novamente para que se inicie uma nova postura.

Fique atento a isso então, e observe bem o seu casal para ver qual é o caminho a seguir.

O uso de Amas.

Eu não recomendo o uso de “amas”. Quem deve criar os filhotes são os pais. E porque?

Ao longo do tempo que for usado “amas” o cardinalito vai perdendo a capacidade de criar seus próprios filhotes, ficando parecido com o diamante gold que para poder criar necessita de manons. Também a alimentação das “amas”, que geralmente são canários, não é a mesma do tarim. Outro problema com o uso sucessivo de “amas” é a perda do canto original do cardinalito. Então se você precisar usar “amas”, só as use em casos como:

As fêmeas abandonam os ninhos com poucos dias de incubação para iniciar uma nova postura. A fêmea se assusta com o nascimento dos filhotes e os abandona. Em dias muito frios, a fêmea não dorme mais em cima dos filhotes a partir do sexto dia do nascimento, isso é natural, porque algumas fêmeas ainda trazem isso dos seus ancestrais do equador. Fêmeas que se assustam com visitas, barulho, etc... Nestes casos e somente nestes, sempre é bom ter “amas” à mão.

Para terminar.

Na época de acasalamento a temperatura ideal é entre 20 e 30ºC. A umidade deve estar em torno de 40 a 70%. Entre 14 a 16 horas de luz. A anilha usada é de diâmetro 2,5.

Um mês antes de começar as criações você deve fornecer cálcio e um polivitamínico que contenha um teor mais alto de vitamina E, mas só até iniciar a postura.

A fêmea coloca entre três e cinco ovos e a incubação é entre treze a quinze dias.

Durante o período de criação não recomendo receber visitas em seu criadouro.

Nascimento dos filhotes.

O nascimento dos filhotes é o auge da criação, mas nem por isso devemos descuidar nesta época, os cuidados têm que se manter em dobro.

Como citado acima, algumas fêmeas podem não dormir mais sobre os filhotes a partir do sexto dia e você terá que colocá-los em “amas”.

Observe bem este período para ver se a fêmea esta alimentando bem os filhotes e se eles estão se desenvolvendo por igual. Ofereça uma alimentação rica e variada, use uma farinhada rica em proteínas. Eu recomendo adicionar a esta farinhada um medicamento encontrado em farmácias com o nome de LEIBA, que nada mais é do que Lactobacillus acidophilus que ajuda no melhor funcionamento do intestino e não deixando desenvolver bactérias patogênicas que fazem mal a qualquer ave. Misture três a quatro cápsulas de LEIBA por kilo de farinhada.

Separação dos filhotes.

Após 30 a 35 dias geralmente os filhotes já estão aptos a comer sozinhos e devem ser separados da mãe.

Este período é muito traumático e estressante para os filhotes podendo acorrer mortes.

Esta fase aumenta muito o nível de stress das crias e isso aumenta o nível de coccidios e respectivamente a coccidiose.

Para amenizar este período de stress podemos auxiliar as crias a se adaptarem melhor tomando alguns cuidados e precauções, tais como:

- Quando separar os filhotes colocar em uma gaiola igual a que foram criados, ou seja, em uma criadeira e não em voadeiras.

- Devem-se observar os primeiros dias em que as crias foram separadas. Se notar algum triste ou encorujado, deve voltar com este para a gaiola da mãe.

- Observe se todos estão comendo, se não estiverem devem retornar por mais dias com a mãe.

- Usar utensílios parecidos com o que tinha na gaiola com a mãe e se possível nas mesmas posições.

- A alimentação muitas vezes não é mantida a mesma, sendo isso um erro grave. A alimentação deve ser igualmente rica e variada como eles tinham na gaiola da mãe.

- As crias recém separadas devem ficar na gaiola com os seus irmãos de ninho e não com aves mais velhas.

Isso deve ser mantido por pelo menos 15 dias após a separação, neste período inicial deve se manter constante vigilância com as crias.

Os tarins são aves muito delicadas especialmente nos primeiros seis meses de vida e são vitimas fáceis de coccidiose e enterite. As sementes de alface lisa e crespa têm se mostrado grandes aliadas para deixar o intestino em bom funcionamento, também recomendo que o uso do medicamento LEIBA seja mantido constantemente neste período.

O tarim é uma ave muito ativa e seu sistema digestivo leva em torno de 20 minutos para digerir o alimento, então forneça uma alimentação saudável, água limpa, frutas e verduras bem lavadas e desinfetadas. Não abuse de antibióticos para fazer prevenção e sim somente quando a ave estiver doente. Se quiserem usar preventivos, use os naturais.

COMO ALIMENTAR SEU PINTASSILGO


Muitas vezes me perguntam como alimentar corretamente seus carduelis(pintassilgos).

Lembro a todos que os relatos abaixo são um apanhado de dicas dadas por vários criadores de todo o mundo e adaptadas para a nossa realidade aqui no Brasil.


Todos sabem dar comida a pintassilgos. Também todos sabemos que os pintassilgos se alimentam principalmente de sementes. 

O problema é acertar na escolha da comida e das sementes. Fazendo as escolhas acertadas teremos aves saudáveis e predispostas a cantar e a criar. 

Tradicionalmente os pintassilgos capturados são alimentados só com alpista ou níger.

O níger eu não recomendo, pois mais abaixo irão saber porque.

Aqueles que resistiam e se adaptavam a esta alimentação com alpista tinham uma vida longa. Alguns relatos apontam para idades de 10 anos de vida em gaiola. 

Se alimentarmos um homem só com pão, provavelmente não morrerá de fome. Também não irá sofrer de diabetes, nem terá crises de fígado causadas por excessos na alimentação. Nas sociedades modernas, sabemos que os doces, os fritos prejudicam a saúde de quem abusa destes alimentos, ricos em açucares ou gorduras.

Por isso não recomendo o níger para pintassilgos, por se tratar de uma semente muito gordurosa.

Atualmente existem no mercado misturas de sementes feitas para pintassilgos ou ditas apropriadas para pintassilgos.

Nestas misturas predominam sementes com alto teor em gordura. Sendo este tipo de sementes mais apetitoso para os pássaros. As sementes brancas ricas em hidratos de carbono, como por exemplo a alpista, são ignoradas.

Quando ingerimos muitos alimentos ricos em gordura, obrigamos o fígado a um trabalho suplementar, para as decompor e expulsar do organismo. Também no corpo há uma acumulação de gordura que prejudica o cio dos machos. 

Não é por acaso que na tradição os machos de pintassilgo que eram alimentados só com alpista cantavam mais e eram mais apreciados o seu canto. O canto do macho predispõe a fêmea a ovulação.

Alimentar um pintassilgo macho só a alpista não o prejudica. O problema é alimentar as fêmeas só com alpista, pois nem todas irão ter as reservas necessárias para formar os ovos, nem depois poderão alimentar as crias só com alpista.

No repouso durante Inverno fornecer um mistura “light”, onde a alpista é a semente predominante. Acrescento em dias alternados uma colher de chá de mistura balanceada

Com sementes de: perila, cardo,alface, chicória e sementes selvagens. Algumas destas sementes são difíceis de achar aqui no Brasil então poderiam ser substituídas por:

Semente de alface crespa que é parecida com o niger, semente de alface lisa, semente de almeirão, semente de repolho e couve, semente de grama bermuda, semente de jiló, etc...

Lembrando que estas sementes tem que ser classificadas para pássaros e não para plantar, pois a que é para plantar já vem com agrotóxicos.

A intenção é obrigar os pintassilgos a comer alpista nos dias em que não se fornece a as outras sementes. 

Na Primavera comece a fornecer sementes germinadas misturadas com um pouco de papa que tenha um bom nível de proteína animal.

Estes alimentos são importantes para as fêmeas alimentarem as crias. 

Verduras e frutas também são muito benéficas.

Eu recomendo o brócolis, espinafre, dente de leão, maçã etc... Forneça as que você tem a diposição. Sempre sem exageros e sempre diversificar e não ficar em uma só fruta ou um só legume.  

E claro não esqueça de fornecer no mínimo uma vez por mês o vinagre de maçã.

O método de alimentar é simples, cabe a Natureza fazer o resto.




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11 de abr. de 2018

Criação de Star finsh (PHOEPHILA RUFICAUDA)



Características

O Starfinsh (nome popular inglês) ou Diamant à Queue Rouge (nome popular francês) é um gracioso passarinho que vive do Norte ao Nordeste da Austrália, principalmente próximo a rios e riachos e em regiões ricas em paisagens arbustivas. Esse tipo de vegetação é predileta da espécie para a construção de seus ninhos. 

Em estado selvagem, o ninho do Starfinsh costuma ser esférico, e o pássaro gosta de fazê-lo entre os arbustos. No seu habitat ele vive em pequenos grupos, e se alimenta de grãos. Bastante dócil, essa espécie que mede de 10 a 11 cm é muito sociável e pode ser criada facilmente em viveiros. Aliás, no Brasil ele só existe em cativeiro.

Essa ave é dona de uma pelagem lindíssima. Sua cabeça é matizada por um forte vermelho carmesim, "salpicada" por pequenas manchas brancas até a altura da garganta, próximo às asas. Seu corpo é verde-oliva, e a cauda de um vinho "sóbrio e charmoso". A parte de trás das asas é verde acinzentado, e o bico, vermelho.

O Starfinsh é um passarinho calmo e meigo. Tranqüilo, é ideal para pessoas que tenham o mesmo temperamento. Canta baixo e não é dos mais barulhentos.

O Starfinsh não é exigente nem chato, vivendo bem numa gaiola pequena. Não se esqueça, porém, de dispensar-lhe o mínimo de condições de higiene. 

Limpe com uma escova as grades, poleiros e o fundo da gaiola, lembrando-se também de forrá-lo com papel. Água fresquinha para beber e para os banhos gostosos (em vasilhas distintas) também são indispensáveis.


Reprodução

Identificação: A fêmea é um pouco menor do que o macho, e ainda apresenta a mancha vermelha da cabeça também em proporção menor.

Postura e Nascimento: A exemplo de outros pássaros da mesma família, o Starfinsh não é muito dado às funções de "administrar sua prole". São raríssimos os casos em que a fêmea chega a chocar seus ovos. Na maioria das vezes, entra em cena o Manon (Lonchura spp), famoso pela suas qualidades de perfeito pai adotivo.



O Starfinsh põe 1 ovo por dia, durante 4 a 6 dias, num ciclo que tem um intervalo de 15 dias, por todo tempo de acasalamento, que dura aproximadamente 6 meses. Assim, retire os ovos do ninho do Starfinsh à medida em que forem sendo postos, e resrve-os em uma caixinha propriada. No quarto dia da postura, coloque 4 ovos no ninho do Manon. A eclosão dos seus ovinhos se dá aos 13 dias. No 20º dia você poderá ver os filhotinhos recobertos de plumagem.

Os machos são facilmente distinguidos das fêmeas, por possuirem uma máscara maior na cabeça. Os machos cantam e durante o canto existe um alongamento do pescoço e suas penas na cabeça ficam arrepiadas.

Alimentação do Star Finch
Para um pássaro tão pequeno, o Star Finch realmente gosta de sementes grandes. Descobri que eles separam a maioria das pequenas sementes encontradas na mistura pronta para pássaros, então eu utilizo o paínço Branco (importado). Eles também adoram as farinhadas com ovos cozidos espremidos em uma peneria. Gostam também de Grit (areia especial ou quirela de milho nivel 0) e cálcio sob a forma de cascas de ovos secas e trituradas e os cuttlebones que são aqueles ossos de peixe encontrados nas lojas de rações (cuidado com imitações). Algumas referências mencionam alimento vivo como insetos, especialmente quando têm filhotes no ninho, mas eu apenas alimento com ovos cozidos na farinhada.

Criação de Star Finch
Os Star Finch estão no mesmo nível de dificuldade de criação dos Diamantes Gould. Para mim, eles são semelhantes em muitos aspectos, por isso a minha abordagem para produzi-los é semelhante. Os Star Finch são pássaros tímidos e preferem ninhos bem fechados, com uma pequena entrada se possivel. Bem diferentes dos passaros mandarins que gostam de olhar para fora do ninho estando dentro deles. 

A postura do Star Finch é de 4 a 6 ovos. A incubação normalmente começam após o 3 ou 4 ovo. Eles são facilmente perturbados por barulhos estranhos por isso a incubação deve ser feita em um ambiente calmo e sem muito agito. Os filhotes nascem em cerca de 13 dias e são cor de rosa e muito pequenos, parencedo um formigão. Eles irão permanecer no ninho aproximadamente 21 dias. 
Enquanto no ninho são relativamente quietos e calmos, mas quando eles saem do ninho, vira uma bagunça. Eles são barulhentos e insistentes para serem alimentados. São rápido e muito velozes. Você quase não consegue ver direito quem é quem.

Os Star Finch pais fazem muito bem a alimentação dos filhotes. Todas as suas necessidades podem ser satisfeitas com o ovo cozido junto com a farinhada. Os jovens são desmamados com cerca de 35 a 45 dias. Eles parecem demorar um pouco mais do que algumas outras espécies australianas e é melhor esperar até ter certeza de que eles estão se alimentando por conta própria. images

O jovem Star Finch tem um verde oliva escuro com uma barriga amarela. A cauda tem uma dica do rabo vermelho (rufous) que os adultos têm. O bico é preto e eles não têm o vermelho ou as manchas dos adultos. Eles levam muito tempo a fazer a muda para a plumagem adulta. Bem mais tempo que os Diamantes Gould. Aproximadamente 8 a 12 meses. Eu li em algum site que que há uma plumagem intermediária nas mudas juvenis antes de mostrarem suas cores finais. Eu já percebi isso, mas achava que eles estavam demorando mais por causa do inverno. Os Star Finch Jovens do sexo masculino começam a cantar ainda com a plumagem juvenil, além de qualquer jovem que mostram penas vermelhas que aparecem abaixo do queixo pode ser identificado como do sexo masculino, na verdade fica evidente que a mascara do macho mesmo juvenil é maior que a da fêmea.

Os Star Finch são muito sociais e vivem bem com qualquer pássaro. Eles são muito unidos e adoram viver em bando. No meu viveiro possuo alguns caisais e eles se relacionam muito bem. Como os Star Finch são muito sensíveis eu não havia conseguido criar antes de colocá-los em um vivieiro, eles precisam de no mínimo 7 metros quadrados de área para poderem criar seus filhotes por conta própria. Voce vai conseguir apenas ovos galados se tentar criar Star Finch em gaiolas. star_y1

Exitem duas cores predominantes de cabeça do passaro star finch, uma é a cor vermelha e a outra é a cor laranja.

Seus corpos normalmente são verde oliva claro, mas temos os verde oliva escuros e os pastéis que são uma diluição do verde oliva tornando o pássaro mais claro e mais bonito.




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