26 de set. de 2018

Criação de Gado Leiteiro (Importância)



A cadeia produtiva do leite é uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro. Movimenta anualmente cerca de US$10 bilhões, emprega 3 milhões de pessoas, das quais acima de 1 milhão são produtores, e produz aproximadamente 20 bilhões de litros de leite por ano, provenientes de um dos maiores rebanhos do mundo, com grande potencial para abastecer o mercado interno e exportar. Entre 1990 e 2000, a produção nacional de leite cresceu 37%, enquanto na Região Centro-Oeste o crescimento foi de 81% e, no Estado de Goiás, 105%. A Região Centro-Oeste abriga 35% do rebanho bovino nacional, com uma das principais concentrações de indústrias de laticínios do  País.
Com uma área de 201,7 milhões de hectares, a Região dos Cerrados, que se confunde, na maioria das vezes, com a Região Centro-Oeste, corresponde a 24,4% da superfície do território nacional, dos quais se estima que 50% são adequados à produção de grãos, embora quase toda a região, pelas condições climáticas, topográficas e edáficas, seja propícia à pecuária. Da área total dos Cerrados, 20,8% estão ocupados com pastagens cultivadas e 37,2% com pastagens naturais. Os Estados com as maiores áreas ocupadas com cerrado são: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Rondônia, Maranhão e Piauí.
Se na produção agrícola a participação do Cerrado é importante, ela é ainda maior na pecuária, abrigando 35% do rebanho bovino nacional. Para a pecuária de leite, além do grande potencial produtivo, as principais indústrias de laticínios do País têm unidades nesta região, garantindo o processamento e escoamento da produção. A maioria das indústrias de laticínios instalada nos Cerrados opera com capacidade ociosa. Isto significa que as indústrias estão apostando na possibilidade de aumentar ainda mais a produção de leite nessa região. Em grande parte, a explicação para o crescimento da produção de leite da Região Centro-Oeste está na sua crescente produção agrícola.
Existe uma preocupação, na comunidade científica, sobre a sustentabilidade dos sistemas de produção nessa região. A atividade leiteira regional tem evoluído de um modelo tradicional de produção para outro mais competitivo, exigindo das instituições de Pesquisa e Desenvolvimento, agências de fomento e de assistência técnica e extensão rural soluções mais ágeis para se obter aumentos da  produção e custos decrescentes e em bases sustentáveis.
Foi com esta preocupação e devido à importância da Região dos Cerrados para  a bovinocultura leiteira brasileira que a Embrapa Gado de Leite, em parceria institucional com outras 19 entidades, inaugurou em 16 de fevereiro de 2001o Núcleo Centro-Oeste de Apoio à Pesquisa e Transferência de Tecnologia e implantou um sistema físico de produção de leite a pasto em uma área de 34 ha da Embrapa Arroz e Feijão, localizada na Fazenda Capivara no Município de Santo Antônio de Goiás, a aproximadamente 25 km do centro da cidade de Goiânia, GO.
Nas páginas seguintes deste documento o leitor terá oportunidade de conhecer os detalhes do sistema de produção de leite a pasto implantado e em pleno funcionamento, em termos de: descrição física, importância econômica, aspectos agro e zooecológicos, raças, infra-estrutura, plantas de instalações, manejos reprodutivo, sanitário e de alimentação, mercado e comercialização e coeficientes técnicos.

Parcerias Institucionais
A instituição executora é a Embrapa Gado de Leite, em co-execução com Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Cerrados e Agência Rural. Como instituições co-financiadoras estão o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás – Seagro e a Serrana Nutrição Animal. Como instituições parceiras estão a Associação Brasileira dos Criadores da Raça Girolando, a Associação Goiana dos Criadores da Raça Girolando, a Federação da Agricultura do Estado de Goiás - Faeg, a Universidade Federal de Goiás - UFG, o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás – Sindileite, a Comércio e Indústria Matsuda Ltda...., a Bosio, a JF- Máquinas Agrícolas, a Casale Equipamentos, a Belgo Mineira Bekaert Trefilarias S.A., a Nestlé do Brasil Ltda..., a DEC Internacional do Brasil Ltda... e Safrasul.

Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão - CNPAF

A Embrapa Arroz e Feijão é uma Unidade de pesquisa de referência de produto pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública de direito privado, vinculada ao Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento, com patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira. Disponibiliza uma área de 34 ha[E2] localizada na atual sede, na Fazenda Capivara, próximo a Goiânia, onde serão implantados os sistemas intensivos de produção de leite a pasto. Participa do Projeto ainda com apoio logístico de laboratório para análises de solo e algumas análises de forrageiras, uma sala para funcionamento do escritório para os técnicos envolvidos no projeto; provida de redes de telefonia e de computador; veículos, máquinas e implementos para a mecanização e transporte de insumos e seus operadores.

Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados – CPAC

A Embrapa Cerrados é uma das 39 Unidades descentralizadas que compõem a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento. O CPAC foi criado em 23 de janeiro de 1975, como centro de referência ecorregional para o Cerrado. Participa com a disponibilização de laboratório de análises bromatológicas e de solo e de um Pesquisador, especialista em rotação de culturas, considerando a integração agricultura pecuária, balanço de nitrogênio e reciclagem de nutrientes, que estará participando do Projeto.

Agência Rural

 É a empresa sucessora da extinta Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Classificação de Produtos de Origem Vegetal do Estado de Goiás - Emater-GO, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, é entidade pública com personalidade jurídica de direito privado, patrimônio próprio, autonomia administrativa e financeira. Disponibiliza dois técnicos de nível superior, sendo um especialista em forragicultura e pastagens e outro em medicina veterinária, na área clínica e de reprodução. Colabora com o projeto ainda na disponibilização de veículos, equipamentos audiovisuais e outros técnicos quando da organização de eventos de transferência de tecnologia.

Secretaria  de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás - Seagro

A  Seagro, modificada estruturalmente pela Lei nº 13.456 de 16 de abril de 1999, compete à coordenação política e de planejamento do Desenvolvimento Rural, com base no modelo do agronegócio, visando à integração dos diversos elos das cadeias produtivas agrícolas, em coerência com as diretrizes dos governos estadual e federal, bem como as atividades específicas de planejamento agrícola, mercado agropecuário, informações estatísticas, irrigação e conservação, manejo do solo e da água, defesa da produção animal e vegetal, pesquisa e extensão rural, política fundiária e assentamento rural e desenvolvimento florestal e pesqueiro. Disponibilizou parte do recurso financeiro para a construção das obras civis do projeto e participa oferecendo apoio político a ele e às ações de TT, assim como junto à mídia. Oferece ainda apoio logístico de auditórios e salas para eventos e veículos apropriados para transporte de animais.

Associação Brasileira dos Criadores da Raça Girolando

Conforme a Portaria 079, de 01 de fevereiro de 1996, a raça GIROLANDO, Gado Leiteiro Tropical com 5/8 de sangue Holandês e 3/8 de sangue Gir,  foi oficializada pelo Ministério da Agricultura, passando a entidade a adotar o nome de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE GIROLANDO, com a sigla 'GIROLANDO", e registro nº 59, da série Entidade de Âmbito Nacional, no cadastro das Associações encarregadas do Registro Genealógico, tendo por finalidade precípua incrementar de maneira racional, a criação da raça Girolando, congregando e defendendo o interesse de seus associados. Participa no fornecimento de  60 vacas da raça Girolando e sêmen de reprodutores mestiços provados para o sistema de produção.

Associação Goiana dos Criadores da Raça Girolando

É o ramo estadual (GO) da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Participa no controle genealógico e na reposição dos animais que compõem o rebanho do sistema.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

O CNPq é uma Fundação de fomento à pesquisa, dotada de personalidade jurídica de direito privado, vinculada ao MCT, Ministério da Ciência e Tecnologia. A missão do CNPq é promover e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico do País e contribuir na formulação das políticas nacionais de ciência e tecnologia. Participa no fomento à pesquisa (publicações e eventos) e na formação de recursos humanos voltados para as atividades de C&T (estagiários bolsistas).

Federação da Agricultura do Estado de Goiás - Faeg

A Faeg, entidade sindical de grau superior, foi criada em 1967, constituída da categoria econômica ligada às atividades da agropecuária, do extrativismo rural e outras que lhes guardem similitude, tendo por objetivo o estudo, a coordenação, a defesa e a busca de soluções de questões inerentes aos interesses econômicos da categoria que a constitui, ou seja, a classe produtora rural. Participa colocando à disposição toda a infra-estrutura de auditórios, sala de reunião e os 105 sindicatos em todo território Goiano. Tem papel importante na difusão e transferência de tecnologia, facilitando a realização de dias de campo, unidade de demonstração, seminários e reuniões com os produtores e técnicos de Goiás. Também disponibiliza os dados econômicos e zootécnicos existentes sobre os atuais sistemas de produção de leite predominantes em Goiás, que poderão ser comparados com os dados a serem levantados nos sistemas alternativos a serem testados. Um técnico de nível superior auxiliará nas transferências de tecnologias.

Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás – Sindileite GO

Foi fundado em 23 de novembro de 1989 como sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, tendo os seguintes objetivos: representar  e defender os direitos e interesses individuais ou coletivos dos laticinistas goianos; firmar parcerias entre diversos setores da cadeia láctea, buscando apoio para desenvolvimento de projetos de interesse da classe; buscar apoio e firmar parcerias com os órgãos financiadores de projetos agropecuários; buscar apoio governamental para estabelecer um diálogo quanto a financiamento de projetos de interesse da entidade; manter um fórum constante de discussão sobre os objetivos do Sindicato, evolução dos projetos em andamento e seus resultados práticos; manter constante contato com os membros da cadeia láctea com o fim de agregá-los ao sindicato; participar nas negociações coletivas de trabalho; eleger ou designar delegados sindicatos para as delegacias ou seções que instituir, além dos representantes da categoria junto às Entidades Sindicais de grau superior; fixar as contribuições pecuniárias para os associados; manter serviços e assessoria jurídica em benefício dos associados, além de celebrar convênios no interesse da categoria. O Sindileite congrega, hoje, 35 indústrias de laticínios os quais industrializam 80% (oitenta por cento) do leite captado no Estado. Colabora ativamente nas realizações de eventos e tem papel importante na difusão e transferência de tecnologia, facilitando a realização de dias de campo, unidade de demonstração, seminários e reuniões com os produtores e técnicos de Goiás. Também disponibiliza dados de produção necessários para planejamento de ações de pesquisa e transferência de tecnologia no estado.

Universidade Federal de Goiás – UFG

Fundada em 1960, a Universidade Federal de Goiás, vinculada ao Ministério da Educação e do Deporto, possui, hoje, seis campus: Campus Samambaia, Campus Professor Colemar Natal e Sila e os Campus Avançados de Catalão, Firminópolis e Jataí, em Goiás e o de Porto Nacional em Tocantins. A UFG disponibiliza uma base física no Campus da Universidade, para implantar os experimentos de rotação de cultura, seleção de alfafa tolerante a solo com pH ácido e alumínio elevado. Em articulação com as outras instituições participantes, a UFG coloca três professores do departamento de agronomia, especialistas em forragicultura, economia rural e fertilidade do solo, à disposição para auxiliar na implantação, supervisão e interpretação dos resultados a serem obtidos. Além do mais, estudantes com perfis para receberem bolsas de I.C. são selecionados.

Serrana Nutrição Animal

Empresa do Grupo Bunge, a Serrana é a maior produtora nacional de fertilizantes, atuando ainda na área de componentes para nutrição animal, setor em que é líder no fornecimento de fosfato bicálcico. Também produz ácido fosfórico purificado, para refrigerantes e conservantes de  alimentos, em associação com a Solutia e a Prayon. Emprega 2.200 pessoas e fatura mais de US$700 milhões/ano. Participa fornecendo os fertilizantes (NPK) necessários para a implantação e manutenção das ações de pesquisa relacionadas às respostas de forrageiras ao pastejo intensivo e aos sistemas de produção de leite a pasto. Patrocinará a divulgação dos resultados parciais e finais do Projeto, em forma de eventos e publicações técnicas.

Comércio e Indústria Matsuda Ltda....

O Grupo Matsuda, empresa de capital nacional, atua em mais de dez cidades brasileiras, englobando vários Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás.  Participa no fornecimento do sal mineral e de todas as sementes de forrageiras necessárias para a implantação das ações de pesquisa relacionadas à resposta de forrageiras ao pastejo intensivo e aos  sistemas de produção de leite a pasto.

Bosio

Em 1978 realizou-se a divisão da empresa Bosio e Hijos S.R.L., nascendo a "Juan Batista Bosio S.R.L.", que a partir do próximo ano se transformou em S.A. Ela se compõe de um grupo familiar integrado por Juan Batista e seus filhos Dante, Lida e Hugo. Participa no fornecimento e manutenção de todo os equipamentos relacionados com a ordenha  mecânica, considerando a implantação dos sistemas intensivos de produção de leite a pasto.

JF Máquinas Agrícolas

A Empresa J.F. Máquinas Agrícolas Ltda.foi criada pela fusão dos Irmãos Nogueira S/A, sendo fundada no dia 12/06/81, transformando-se numa Empresa especializada em máquinas para colher, cortar e desintegrar forragens (carretas, ancinhos, segadeiras, etc.), ganhando assim o mercado rapidamente por desenvolver tecnologia de alto nível na linha de produtos que fabrica. A J.F. conta com uma rede de 400 distribuidores para consumidores pelo País, tendo mecânicos treinados na fábrica para entrega e assistência técnica. Participa no fornecimento de ensiladeira e sua manutenção durante a condução dos sistemas intensivos de produção de leite a pasto, considerando o preparo de silagem e o corte e  picagem de forrageiras.

Casale Equipamentos Ltda...

É uma Empresa com 100% de capital social nacional, atuando em todo mercado Nacional e no Mercosul, cujas linhas de produção são: Vertical  Mixer Misturadora-Alimentadora-Totalmix, Lançadora de Esterco Sólido, Colhedora de Forragens Multi-uso, Carreta Basculante Hidráulica e Roçapasto. Participa no fornecimento e manutenção de um misturador de ração, série Piccola, tendo por base o preparo de ração completa no período de estiagem para atender parte dos sistemas intensivos de produção de leite, programados no Projeto.

Belgo Mineira Bekaert Trefilaria S.A.

A Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, primeira usina siderúrgica integrada da América Latina, foi criada em 1921, resultado da associação da Companhia Siderúrgica Mineira com a Arbed (Aciéries Reunies de Bourbach-Eich-Dudelange), do Luxemburgo. Participa no fornecimento de arames e cordoalhas para as cercas e o curral do sistema.

Nestlé do Brasil Ltda.

A Nestlé surgiu em 1867, quando Henri Nestlé criou um produto nutritivo para as crianças cujas mães estavam impossibilitadas de amamentar: a Farinha Láctea. Ela é uma empresa que usa anualmente 1 bilhão e 600 milhões de litros de leite, produz 1 milhão de toneladas de alimentos em suas 23 fábricas, tem 30 mil fornecedores, emprega 12,6 mil funcionários e ainda tem mais 220 mil famílias que dependem dela por intermédio de trabalhos terceirizados. Participa no fornecimento de um brete individual e uma balança com capacidade de 1.500 Kg.

DEC Internacional do Brasil Ltda.

Em 1947 Gilman Albrecht fundou a Dairy Equipment Company para vender resfriadores de latões de leite a fazendeiros produtores de laticínios. Em 1958 iniciou a fabricação em Hartford, Wisconsin para as produção de resfriadores de leite de grande capacidade. Hoje ela projeta e fabrica sistemas de ordenha e de resfriamento de leite para produtores de leite em todo o mundo. No Brasil a DEC Internacional fabrica sistemas de refrigeração de leite e distribui sistemas de ordenha Pioneer, desenvolvido pela BOU-Matic, para mercados da América Latina. Participa no fornecimento e manutenção de um tanque de expansão Modelo BMV, com capacidade para 1.300 litros visando à armazenagem e ao resfriamento do leite.

Safrasul

Empresa privada prestadora de serviços na área de insumos agropecuários, com ênfase em equipamentos e acessórios para cercas elétricas – distribui com exclusividade para todo Brasil os produtos da PICANA , empresa líder na Argentina, com mais de 50 anos de mercado, além de fabricar uma linha complementar de eletrificadores com a sua marca – SAFRASHOCK. Comercializa ainda troncos, balanças, suplementos minerais, fertilizantes, marcas inox e nitrogênio líquido para abastecimento de botijões de sêmen. A empresa também possui uma estrutura coligada, produtora de sementes para pastagens – SEMENTES SAFRASUL Ltda..., fiscalizada pelo Ministério da Agricultura e parceira de órgãos oficiais de pesquisa agropecuária. Com a Embrapa Gado de Corte, participa ativamente da multiplicação de novas variedades de gramíneas e leguminosas. Nosso objetivo é proporcionar maior eficiência aos produtores de carne e leite no Brasil e nos países vizinhos, aos quais exportamos, melhorando o desempenho da atividade pecuária. Participa no fornecimento e manutenção de um kit para cerca elétrica que consiste de um eletrificador, uma placa solar e assessórios (isoladores, hastes, isolador de porteira), necessário para a condução do subprojeto "Intensificação da Produção de Leite a Pasto Manejado em Sistema Rotacionado".

Importância Econômica
O leite está entre os seis produtos mais importantes da agropecuária brasileira, ficando à frente de produtos tradicionais como café beneficiado e arroz. O Agronegócio do Leite e seus derivados desempenham um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária estimado para 2002 é de 103,5 bilhões de reais. Destes, aproximadamente 41 bilhões de reais são de produtos pecuários, sendo o leite um dos principais, com o valor de 6,6 bilhões de reais, ou 16% do Valor Bruto da Produção Pecuária, superado pelo Valor da Produção da carne bovina e frango.  

O Brasil é o sexto maior produtor de leite do mundo e cresce a uma taxa anual de 4%, superior à de todos os países que ocupam os primeiros lugares. Respondemos por 66% do volume total de leite produzido nos países que compõem o Mercosul. Pelo faturamento de alguns produtos da indústria brasileira de alimentos na última década,  pode-se avaliar a importância relativa do produto lácteo no contexto do agronegócio nacional, registrando 248% de aumento contra 78% de todos os segmentos.  

Além da importância econômica, o leite é um alimento de natural grande valor nutritivo com maior concentração de cálcio, que é essencial para a formação e manutenção dos ossos. As proteínas do leite são completas, propiciando a formação e manutenção dos tecidos. Além da vitamina A, o leite contém vitamina B1, B2 e minerais que favorecem o crescimento e a manutenção de uma vida saudável. A indústria de laticínios tem potencializado o valor nutritivo do produto. Existem no mercado uma série de bebidas lácteas enriquecidas com vitaminas, minerais e ômegas, assim como leites especiais para as pessoas que não conseguem digerir a lactose.



Embora seja essencial para crianças e adolescentes, é um erro pensar que o leite não é importante na fase adulta. Beber dois copos por dia garante uma vida saudável na maturidade e ajuda a evitar problemas na terceira idade. Estudos provam que o seu consumo diário reduz a incidência de osteoporose.

Além da sua importância nutritiva e na economia, o leite desempenha um relevante  papel  social, principalmente na geração de empregos. O País tem, hoje, acima de um milhão e cem mil propriedades que exploram leite, ocupando diretamente 3,6 milhões de pessoas. O Agronegócio do leite é responsável por 40% dos postos de trabalho no meio rural. Para ter-se uma idéia mais objetiva do impacto deste setor na nossa economia, a elevação na demanda final por produtos lácteos em um milhão de reais gera 195 empregos permanentes. Este impacto supera o de setores tradicionalmente importantes como o automobilístico, o de construção civil, o siderúrgico e o têxtil. Numa análise retrospectiva, a produção brasileira de leite nos últimos 25 anos    aumentou 150%. Passamos de 8 bilhões (1975) para 19,8 bilhões de litros (2000). A expectativa é de que se tenha produzido próximo a 21 bilhões de litros em 2001. No  Gráfico 1 observa-se a evolução da produção de leite no Brasil na última década.

Para esse significativo crescimento, não podemos desconsiderar a abertura de novas fronteiras, como a Região do Cerrado (especialmente Goiás) e as Regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba em Minas Gerais, além de outras regiões emergentes como Rondônia, Mato Grosso e sul do Pará. O ganho na produtividade também contribuiu para este aumento. No início da década de 1970, a produtividade do rebanho leiteiro nacional era inferior a 700 litros por vaca ordenhada por ano; um número que praticamente dobrou no final dos anos 90. Estes índices referem-se a dados agregados, provenientes de rebanhos leiteiros especializados e rebanhos de dupla-aptidão. Em bacias leiteiras tradicionais e propriedades com rebanhos especializados para leite, temos registros de produtividade anual cinco vezes superior à registrada 25 anos atrás.

A produção de leite tem perspectiva de continuar a crescer nos próximos anos, com condições reais de o País mudar o panorama de importador para exportador de   produtos lácteos. Dentro do cenário mundial, o mercado brasileiro tem um potencial, como poucos, para tal esforços têm sido direcionados para impulsionar as vendas externas de lácteos, o que, associado ao crescimento da produção nos últimos anos, garante excedentes de oferta, refletindo diretamente na redução das importações de lácteos.

Como se pode observar, o agronegócio do leite ocupa posição de destaque na economia brasileira, sendo grandes as expectativas, nesta década, de continuarmos o crescimento da produção e da produtividade, com índices maiores do que aqueles que têm sido alcançados em anos recentes.

Para isso, a iniciativa privada e o governo precisam unir esforços para impulsionar as vendas externas de leite e derivados, criando um programa de incentivo às exportações, incluir o leite na Política de Garantia de Preços Mínimos, possibilitando a implementação de mecanismos de comercialização de produtos lácteos, criar um fundo para a promoção do consumo de leite e derivados no mercado doméstico, e incentivar o uso de leite nacional na merenda escolar, estimulando as compras nos estados e municípios.








19 de set. de 2018

Fabricação de Queijo Minas Artesanal



Queijo minas frescal, ou simplesmente queijo minas, é um queijo brasileiro e segundo o regulamento técnico do Mercosul de identidade e qualidade:"entende-se por queijo minas frescal o queijo fresco obtido por coagulação enzimática do leite com coalho e/ou outras enzimas coagulantes apropriadas, complementada ou não com ação de bactérias lácticas. 
Queijo de minas" (ou "Queijo minas" como é popularmente chamado), diz respeito a todo e qualquer queijo produzido em Minas Gerais, independente de local ou processo de cura. Por outro lado, em alguns estados do Brasil o nome se tornou sinônimo do queijo frescal, ou queijo branco, como é conhecido em alguns lugares do país. Nesse caso, o queijo minas corresponde ao queijo fresco, com pouco tempo de cura e ainda no processo de dessoração (perda de líquido). O uso do nome queijo minas para certos tipos de queijo se deu pelo fato histórico de que Minas Gerais sempre foi o mais tradicional produtor de laticínios do país.específicas.

Etapas de produção do Queijo Minas

Leite 

Após a ordenha, o leite é imediatamente encaminhado para a queijaria, que deve ser próxima ao curral. Ao ser colocado no tanque de fabricação, ele é filtrado em dessoradores de náilon. Este é colocado na saída do cano que dá acesso do exterior da queijaria para o tanque. O leite deve chegar à queijaria em, no máximo, 40 min, para que mantenha a temperatura e diminuam os riscos de contaminação.

Coagulação 

Quando se utiliza o coalho líquido, ele pode ser colocado, diretamente no tanque de fabricação, ou em conjunto com o pingo. Já o coalho em pó deve ser diluído em água potável ou leite antes de ser adicionado. 

Adição da cultura 

Pela tradição de produção do Queijo Canastra, é utilizado o pingo extraído da produção do queijo do dia anterior. Devem ser adicionados 0,5% de pingo em leite, ou seja, cerca de meio litro de pingo para cada 100 L de leite. Como para o Queijo do Serro, para a fabricação da primeira massa de queijo, ou quando o produtor perde o pingo, o queijo pode ser fabricado acrescentando cerca de 150 g de raspa de um queijo que apresente ótima qualidade. 

Repouso 

O leite com o coalho e o pingo, que é o fermento utilizado nesse queijo, deve permanecer em repouso, por cerca de 2 horas, para que ocorra a reação de seus microrganismos que irão coalhar a mistura.

Corte da massa 

Uma técnica bastante utilizada pelos produtores do Canastra, para verificar se a massa está no ponto de corte, é quebrando-a com a mão. Ela deve estar firme e o soro brotar límpido e rapidamente. Quando a massa está no ponto ela é batida com auxílio de uma pá. Esta operação deve ser feita, lentamente, para evitar a formação de grãos muito pequenos, o que diminui o rendimento do queijo. 

Repouso 

Com o objetivo de aumentar a resistência dos grãos, deve-se mantê-los, em repouso, por um período de cerca de 15 min. Isso é fundamental para que os grãos formem uma película mais firme e resistente, evitando que a massa se quebre em demasia. 

Retirada do soro 

Retire o excesso do soro com o auxílio de um balde de aço inoxidável ou de plástico. É comum, nessa operação, a retirada de muitos grãos junto ao soro. Por isso, para aumentar o rendimento, é indicado verter o soro, sobre um dessorador, retirando os grãos retidos na tela.
Para se proceder à enformagem, a coalhada é colocada na forma e pressionada, até eliminar todo o soro. Por fim, surge o queijo em sua forma compacta.

Enformagem 

Primeiramente, coloque cerca de 2 litros de coalhada, em um dessorador de náilon, em cima de um escorredor. Confine-a, torcendo a parte superior do dessorador. À medida que o soro é eliminado, torça um pouco mais a parte superior, pressionando o conteúdo. Depois de retirado o excesso de soro, a coalhada, ainda confinada no dessorador, é colocada na forma e constantemente pressionada, até eliminar todo o soro.

Lavagem 

De forma geral, duas a três lavagens, de cada lado da forma, são suficientes para a retirada do excesso de soro. Após a lavagem, os queijos devem ser deixados para escorrer por alguns instantes. 

Salga 

O sal grosso é mantido na superfície do queijo por um período de, aproximadamente, 6 horas, quando o excesso de sal deve ser retirado. Em seguida, o queijo deve ser virado e, nova camada de sal espalhada sobre a outra superfície. Desse outro lado, o sal é mantido por mais 12 h. Como sobraram resíduos de sal do outro lado, a salga agora ocorre dos dois lados. 

Retirada do sal 

Passadas as 12 horas de salga, o restante do sal pode ser retirado e os queijos, mantidos na forma por mais 6 h, quando eles são desenformados e lavados em água até completa retirada do sal aderido em sua superfície. 

Cura 

Depois de lavados, os queijos são encaminhados para cura, que deve ser realizada em bancadas de madeira ou em fibra de vidro. Estes devem ser arrumados de forma a permanecer um espaço de cerca de 4,0 cm entre eles. 

Acabamento 

Assim que termina o processo de cura, um ralador deve ser passado em todos os lados do queijo. A parte ralada produz uma massa fina, utilizada para o acabamento. Para isso, deve ser misturada uma parte desta massa com um pouco de água tratada, para formar uma massinha consistente, que tampará os buracos formados durante o processo. Por fim, o Canastra deve retornar à bancada de cura.




VEJA O VÍDEO

16 de set. de 2018

Criação de Animais Silvestres



A exploração zootécnica de espécies silvestres, por ser uma boa alternativa econômica e ambiental, tem atraído a atenção e o investimento de muitos produtores rurais. A competição nas atividades tradicionais, o alto valor agregado e a normatização da criação de animais silvestres para fins comerciais, são fatores que contribuem para a ampliação da atividade. Centenas de criadores de animais silvestres se estabeleceram no Brasil interessados na tecnologia de criação em cativeiro, deixando a questão mercadológica relegada a segundo plano. O objetivo desse trabalho é responder algumas perguntas, levantar possibilidades e indicar diretrizes referentes ao sistema de criação, abate e comercialização de animais silvestres, abordando alguns tópicos como os aspectos legais e ambientais, as espécies a criar, os sistemas de produção, o manejo sanitário e reprodutivo, a montagem e a operação de um abatedouro, as formas de comercialização, o mercado, os exemplos de empresas e a importância econômica que a produção de carnes de animais silvestres tem para o país.






9 de set. de 2018

Raças Caprinas e suas Características



A produção de carne caprina no Brasil possui forte caráter regional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Nordeste é responsável por mais de 90% da criação brasileira, com aproximadamente 8.109.672 cabeças. De acordo com previsões da Embrapa Ovinos e Caprinos, a tendência é que esse mercado seja mais valorizado.
Nos últimos 5 anos, a produção de carne caprina registrou uma taxa de crescimento de 1,4% ao ano. Segundo o pesquisador Octavio Morais, da área de melhoramento genético da Embrapa Ovinos e Caprinos, a caprinocultura é um mercado a ser explorado. “Embora ainda tenha alguns preconceitos com relação ao consumo da carne, ela é saborosa e saudável”, afirmou o pesquisador.


Moxotó
Das raças brasileiras, a Moxotó é a única reconhecida oficialmente. Os animais são considerados de pequeno porte, com uma média de peso em torno de 34 quilos. É mais conhecida pela produção de carne e pele, pois a produção de leite é pequena, cerca de 0,5 litro por dia. As criações concentram-se principalmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Bahia.


Canindé
Os caprinos da raça Canindé são nativos do estado do Piauí. São animais de grande rusticidade, alta capacidade reprodutiva e de características fenotípicas bem definidas. Essa raça é responsável pela maior produção de leite de cabra no Brasil. Dentre as características físicas estão chifres dirigidos para trás, pelagem preta e porte médio.


Alpina
A raça é originária da parte meridional dos Alpes suíços. É também criada em regiões da França, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Canadá.  Os animais apresentam cabeça triangular, perfil semicôncavo ou retilíneo, orelhas eretas e curtas e porte médio. Cor escura  na face, no ventre, na parte dianteira dos membros e na linha dorsal. O peso varia de 70 kg a 90 kg nos machos e de 50 kg a 60 kg nas fêmeas. A raça é criada no Brasil para a produção de leite, principalmente em São Paulo e na região sul, onde a média diária de produção tem variado de 2,0 kg a 4,0 kg  para um período de lactação entre 240 e 280 dias. Existem animais desprovidos de chifres (mochos) que são conhecidos como Oberhasli, que é considerado outra raça[


Anglo-Nubiana
A raça Anglo-Nubiana surgiu em torno de 1895, do aprimoramento feito com os cruzamentos de reprodutores da raça Nubiana com cabras nativas da Inglaterra, predominantemente a Zaraibi e a Chitral, após intenso processo de seleção genética buscando a dupla aptidão para leite e carne. A Nubiana pertence ao tronco das raças asiáticas-africanas, sendo consolidada em torno de 1860 no vale do Alto Nilo, da região da Núbia, hoje pertencente ao Sudão. A raça prospera em vários países e foi introduzida no Brasil em 1932. No nordeste a raça é bem apreciada em virtude da sua adaptação as condições climáticas da zona semi-árida. Os animais têm a cabeça pequena, boa conformação, perfil convexo, com orelhas podendo ir até abaixo do focinho. Machos e fêmeas são mochos. Os machos têm pelos finos, longos e brilhantes. As fêmeas têm pelos flexíveis e mais curtos. Pele quase sempre escura, solta e de espessura média.


Bôer
A raça tem como ascendentes os caprinos selvagens capturados pelos Hotentotes e outras tribos nômades do sudoeste da África do Sul. Teve miscigenação com outros animais europeus e asiáticos em razão da importância estratégica da região do Cabo, ponto de parada das embarcações nas rotas marítimas com destino a India e Extremo Oriente.  Também  é conhecida por Africânder ou Afrikaner, foi melhorada pelo cruzamento com reprodutores Angorá, no período entre 1800 e 1820, quando a sua criação foi desenvolvida  na província do Cabo.  O nome é derivado da palavra holandesa ‘boer’ que significa ‘fazendeiro/agricultor’. Em 4 de julho de 1959 foi fundada a ‘Associação Sul Africana de Criadores de Caprinos Boer’, que passou a ser responsável pelo registros genealógicos  e melhoria da raça. Foi estabelecido cinco estirpes de animais: Boer comum, Boer pelo longo, Boer mocho, Boer nativo e Boer melhorado. É um animal forte, robusto e de aparência vigorosa. Apresenta pelos curtos sobre uma pele solta, macia e pregueada, responsável pela boa adaptação a condições climáticas adversas. A boa produção de leite, as altas taxas de fertilidade e fecundidade com alta incidência de partos duplos, são características da fêmea.


Murciana
A raça é originária da região de Múrcia, no sul da Espanha e pertence ao tronco das Pirenaicas. Existem hoje três estirpes:  a Hora, que é criada entabulada, a Campeira de Cartagena e a Serrana, estas últimas criadas a regime de pasto. Os criadores e zootecnistas espanhóis têm dedicado, ao longo das últimas décadas, bastante esforço na seleção para o aprimoramento da raça, objetivando á produção de leite. No Brasil, na década de 1990 foi introduzido um lote desta raça por criadores do estado da Paraíba. São animais de pelos curtos e finos, de cor preta, avermelhada ou castanho-escuro. A cabeça é triangular, de perfil reto com frontal amplo e ligeiramente deprimido ao centro. As orelhas são de tamanho médio, eretas e muito móveis. É um animal geralmente mocho, de porte pequeno, com peso variando nas fêmeas adultas de 45 kg a 60 kg, e nos machos adultos de 60 kg a 70 kg. A altura média é de 0,80 m nos machos adultos e de 0,70 m nas fêmeas. A média de produção é de 600 kg de leite por período de lactação. A raça brasileira Graúna é descendente da Murciana.


Saanen
Também conhecida como Gessenay (sinônimo de Saanen em francês) é originária do vale de Saanen, nos cantões de Berna e Appenzell na Suiça. Raça muito difundida nas regiões mais frias da Europa e dos Estados Unidos por sua alta produção leiteira e duração de lactação. É considerada a raça de melhor produção de leite do mundo, produzindo num período médio de lactação de 10 meses cerca de 3 litros/dia com 3,5% de gordura.Uma cabra dos Estados Unidos produziu 1821 litros de leite em 300 dias. Tem a pele rosada, pelos curtos e cor branca ou quase branca, olhos amarelos e orelhas médias e levantadas. Existem animais  mochos. É uma raça de animais grandes e altos: o macho pesa entre 70 kg e 90 kg e tem altura entre 80 e 95 cm e a fêmea pesa entre 45 kg a 60 kg medindo entre 70 e 85 cm. Existem rebanhos da raça no Brasil no Rio Grande do Sul, pois não suporta temperaturas altas.


Toggenburg
Originaria da Suíça, do vale do Toggenburg, no cantão de Saint-Gall, pelo cruzamento  de animais da raça amarela de Saint-Gall com osda raça de animais brancos de Saanen. É uma das raças de maior rebanho  na Suíça, sendo também bem difundida na Inglaterra e nos Estados Unidos, pela sua aptidão para a produção de leite. A cabra recordista dos Estados Unidos produziu 2010 litros de leite em um período de lactação. Apresenta pelagem parda, quase da cor de chocolate, com duas faixas cinzentas que partem da boca atingindo a orelha. Pode ter pelo comprido ou curto e as barbichas são muito desenvolvidas nos machos. As orelhas são eretas e dirigidas para frente.  Os machos pesam em média 70 kg e têm uma altura média de 80 cm e as fêmeas pesam em média 50 kg e medem em média 70 cm.









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25 de ago. de 2018

Principais Raças Ovinas do Brasil



A produção nacional de ovinos se concentra principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia e Piauí

A criação de ovelhas é um mercado promissor no Brasil. De acordo com o pesquisador Octávio Morais, da área de melhoramento genético da Embrapa Ovinos e Caprinos, o custo de produção desse segmento é menor e o manejo é mais simples em comparação com outras criações agropecuárias. Além disso, a criação das ovelhas permite diversificar os negócios, já que se pode produzir lã, carne e leite. 

Leia mais: dicas de manejo de cordeiros.   Para avançar, esse segmento precisa aumentar a produção e fortalecer o mercado consumidor. Segundo Morais, o consumo brasileiro da carne de ovinos é modesto, com uma média de 700 gramas a 1 quilo por pessoa ao ano. Mas, segundo o pesquisador, esse cenário pode mudar. 

Leia mais: consórcio milho e capim-massai garante silagem com menor custo para ovinos.   “Os ovinos dão retorno muito rápido e são muito eficientes tanto em produção por área, quanto na adaptação a ambientes impróprios para a agricultura”, afirma o pesquisador. Conheça as principais raças de ovinos que se destacam no Brasil.   

Ovinos dorper 1- Dorper A criação da raça de ovinos dorper é principalmente para a produção de carne. É conhecida pela alta taxa de reprodução e pela carcaça de qualidade. Por ter uma camada de lã fina, apresenta boa adaptação em regiões quentes como o Nordeste. O ganho de peso por dia é considerado grande, uma média de 190 a 330 gramas.       

Ovinos Ile de France 2 – Ile de france A criação da raça de origem francesa é principalmente para a produção de carne. Em geral, 60% da produção do rebanho são para carne e 40% para lã. Também é conhecida como um animal prolífero, atingindo médias de nascimentos de 160%. O carneiro adulto pode atingir de 110 a 160 quilos e as ovelhas atingem cerca de 80 quilos. O Estado que mais produz a raça no Brasil é o Rio Grande do Sul.    

 Ovinos lacaune 3 – Lacaune A ovelha lacaune é muito conhecida pela produção de leite, com o qual se fabricam queijos e outros derivados, e pela qualidade da carne proveniente de seus cordeiros. A produção de lã é um pouco inferior em relação a outras raças, a média é de 2,5 quilos por carneiro. O peso médio das ovelhas adultas é de 70 a 80 quilos e dos machos é de 95 a 100 quilos.       

Ovino merino australiano 4 – Merino australiano O ovino merino australiano é caracterizado pela produção de lã fina de qualidade e alto valor industrial. É conhecida pelo bom desenvolvimento corporal, pelo aspecto nobre e por se adaptar a regiões de clima seco. O velo das ovelhas de plantel varia de 5 a 6 quilos, sendo que as do rebanho geral podem atingir 4 quilos ou mais.       

Ovinos morada nova 5 – Morada nova A raça morada nova também foi desenvolvida no Nordeste brasileiro e tem boa adaptabilidade para regiões áridas. O animal não produz lã, o rendimento da criação é por conta da carne de qualidade e do teor proteico. Os machos tem uma média de peso entre 40 e 60 quilos e as fêmeas de 30 a 50 quilos.       

Ovinos santa inês 6 – Santa inês É uma raça desenvolvida no nordeste brasileiro, resultado do cruzamento intercorrente das raças bergamacia, morada nova, somalis e outros ovinos sem raça definida (SRD). As ovelhas são deslanadas e ao invés do velo, possuem pelos curtos e sedosos. O peso médio do macho varia de 80 a 120 quilos e das fêmeas varia de 60 a 90 quilos. A carne é considerada de boa qualidade e com baixo teor de gordura.     

Ovino somalis 7 – Somalis brasileira As ovelhas da raça somalis brasileira tem boa adaptabilidade para as condições climáticas da região semiárida. A raça é deslanada, portanto é conhecida principalmente pela produção de carne, pele e leite. Os machos adultos podem pesar de 70 a 80 quilos e as fêmeas de 30 a 50 quilos.       

Ovino texel - 8 – Texel O ovino da raça texel é conhecido pela constituição corporal robusta e pela qualidade da carne. Os carneiros atingem pesos médios de 110 a 120 quilos e as fêmeas adultas de 80 a 90 quilos. Produzida principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, o animal pode render uma boa produção de lã, pois o velo rende até 5 quilos com aproveitamento de 60%.













3 de ago. de 2018

Cavalos: mais populares no Brasil



Os cavalos são essenciais nas fazendas para a lida com o rebanho, mas também podem se mostrar excelentes parceiros em atividades de lazer, como a montaria, e até mesmo como exímios competidores em provas de hipismo. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possuía um plantel de 5,58 milhões de cabeças em 2016.
  O número total de cavalos, éguas, potros e potrancas criados no Brasil cresceu 0,5% em comparação com os dados de 2015. Ainda segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, os estados que lideram a criação de equinos são Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, com, respectivamente, 13,7%, 9,6% e 8,6% do plantel nacional. Conheça as principais características de famosas raças de cavalos criadas nas fazendas brasileiras.

   

1- Mangalarga marchador Os animais desta raça possuem médio porte e são conhecidos por serem ágeis, fortes, vigorosos e por terem temperamento ativo e dócil. O Mangalarga Machador se destaca por sua facilidade de adaptação a qualquer tipo de adversidade climática ou no terreno. Além disso, tem a capacidade de viajar longas distâncias sem se cansar. Este cavalo não necessita de uma alimentação específica, por isso se adapta bem a um regime no estábulo e também em campos abertos. O Mangalarga Marchador é resistente a doenças e parasitas.  

 2- Cavalos Mangalarga Desde a sua origem, o cavalo da raça Mangalarga foi selecionado como animal de trabalho na lida com gados e para a prática de esportes. De acordo com informações da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), as principais características desta raça são os bons andamentos, a resistência e docilidade. Atributos como membros fortes, articulações grandes e tendões nítidos fazem com que o equino seja um excelente cavalo de sela.

   

3- Puro Sangue Inglês O cavalo da raça Pura Sangue Inglês tem temperamento ativo, valente, além de ser corajoso. Por ser destemido, este equino tem aptidão para corridas planas ou com obstáculos de média distância, salto, além de ser um bom cavalo de corrida. Além de ser velocista, é também utilizado como cavalo de sela para passeio.  

 4- Nordestino Com porte médio, temperamento ativo, dócil e aptidão para o trabalho com o gado, os cavalos da raça Nordestino se destacam pela sua sobriedade, rusticidade, rigidez de músculos e cascos duros. No terreno árido, o cavalo Nordestino é capaz de percorrer até 70 km por dia. Os equinos desta raça possuem a capacidade de se adaptar facilmente ao meio em que vivem e ao processo de criação.
  
 5- Quarto de Milha Os cavalos Quarto de Milha são conhecidos por sua agilidade, facilidade de domar, docilidade e inteligência. Equinos desta raça se destacam, principalmente, no trabalho no campo, além de serem muito dóceis, robustos e velozes. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), os equinos desta raça se adaptam a qualquer situação, podendo transforma-se em instrumento de força e de transporte. Além de melhorador de plantel, o Quarto de Milha é difícil de ser derrotado em provas equestres. 


 

6- Cavalo Crioulo O cavalo da raça Crioulo é criado, principalmente, em países como Uruguai, Chile e Argentina. No Brasil, o animal está presente em mais de 22 estados, mas a maior população está concentrada no Rio Grande do Sul. A raça é conhecida por sua força, resistência e saúde. O animal consegue viver em situações de extremo fio ou calor com o mínimo de alimentação. O Crioulo é considerado um cavalo de trabalho, ideal na lida com gado, para passeio e enduro, podendo ser usado para percorrer grandes distâncias. 

  

7- Árabe Os equinos desta raça possuem trote e galope rasteiros, além de possuírem um temperamento muito vivo e uma grande resistência. O cavalo da raça Árabe é capaz de resistir a prolongados períodos de trabalho intenso com o mínimo de cuidado e alimentação. No trabalho na fazenda, os criadores ficam satisfeitos com a produtividade do Árabe, capaz de se recuperar rapidamente após um dia inteiro de atividade.  



8- Pampa O cavalo Pampa possui pelagem malhada, quase sempre de cor branca, mesclado com outra coloração. Equinos desta raça possuem musculatura definida e expressão vigorosa, e apesar de serem dóceis, são conhecidos por sua coragem, velocidade e agilidade. A principal característica do Pampa é a marcha, que o qualifica como um animal ideal para turismo equestre, cavalgadas e provas de enduro equestre.









14 de jul. de 2018

Manejo dos Equinos



Cavalo não é vaca, mas ainda há muitas pessoas que teimam em fazer manejo de equinos da mesma forma que fazem o manejo do gado.

Na maioria das propriedades voltadas à criação de equinos, o mal mais comum que atormenta os proprietários, treinadores e tratadores é a cólica.

Todos os criadores já passaram por situações onde algum de seus animais sofreram com esse tipo de problema.

Normalmente, quem é indicada como culpada por desencadear esse problema é sempre a ração. Mas veremos que uma série de fatores pode levar a essas condições, que na maioria das vezes, erros simples e corriqueiros no manejo diário são os responsáveis por desencadear esse e outros problemas.

Mas antes é importante lembrar porque a nutrição de equinos é tão especifica e algumas diferenças no trato digestório guardam a chave para que fiquemos atentos a esses cuidados.

Os cavalos estabulados são suscetíveis aos vícios e ao estresse e por isso devem ser mantidos sob observação constante.

Equinos e o sistema digestório
Uma série de particularidades, no trato digestório de equinos, exige cuidados especiais para sua nutrição, ainda que a tropa seja criada a pasto.

Iniciando pela boca, umas das particularidades do equino é a altura de pastejo.

Equinos têm o hábito de pastejo muito rente ao solo. Ele seleciona os brotos e as folhas mais novas.

É muito comum em piquetes mal manejados, áreas com gramas mais altas e com excesso de pastejo, exatamente devido a essa seleção na hora de pastejar.

A dentição dos animais
Fator que precisa ser acompanhado periodicamente, é preciso avaliar se os dentes estão sem pontas grosseiras que possam estar machucando-o.

Caso seja necessário, deve-se chamar um profissional especializado para fazer essas avaliações e efetuar a correção.

Estômago
Outras duas particularidades no trato digestório de equinos estão no estômago, que é relativamente pequeno se comparado ao tamanho do cavalo e no intestino delgado, que apresenta uma taxa de passagem alta.

Esses fatores são relevantes, pois interferem no tempo de retenção do alimento. Isso é importante principalmente quando se refere ao fornecimento da ração.

Por isso, que se recomenda o fracionamento do seu fornecimento. Quanto mais fracionada, maior será seu aproveitamento e menor as chances de ser mal digerida quando chegar ao Intestino Grosso e fermentar.

“O manejo diário, seguindo a rotina com horários certos para o fornecimento da comida, treinamento, banho, entre outras ações, ajuda na redução do estresse de baia”.

O Intestino Grosso de equinos é onde ocorre a fermentação dos alimentos, neste compartimento acontece a degradação e o aproveitamento do capim realizada pelos microrganismos intestinais.

Essa simbiose é importante na nutrição equina e é a partir dela que equinos e bovinos possuem a capacidade de ser herbívoros. Nesse compartimento, uma das características é o grande volume hídrico.

Essa alta concentração de água no Intestino Grosso de equinos, entre outras funções, funciona como uma caixa d’agua, sempre que o animal precisa de água por alguma razão e não tem acesso a bebedouros. É nesse compartimento que ele irá retirar parte da água que precisa para manter-se.

Essas são apenas algumas das diferenças que os equinos apresentam. O que é importante lembrar é que tudo está interligado e pequenos erros de manejos podem influenciar em toda uma cadeia muito bem organizada e isso pode atrapalhar o desempenho de seu animal.

Erros comuns de manejo
Uma palavra é fundamental no dicionário de quem lida com cavalos: “rotina”.

Fazer o manejo diariamente, seguindo uma rotina com horários certos para o fornecimento da comida, para o treinamento, banho, entre outras ações, ajuda muito na redução do risco de distúrbios e até mesmo na redução do estresse de baia, além de ajudar a identificar quando algo não está bem com alguns dos animais.

O ditado: “É o olho do dono que engorda o gado” deve ser utilizado no manejo de equinos de forma cada vez mais atenta.

Mas não podemos deixar a rotina nos afetar e passar a exercer o trabalho de forma mecânica. Executá-lo desta maneira pode ser citada como a primeira ação para iniciar um manejo errado.

Deve-se tomar cuidado principalmente com animais mantidos em baias, que são susceptíveis aos vícios e ao estresse e por isso devem ser mantidos sob observação constante.

Quando realizamos o trabalho de forma mecânica, não observamos sinais claros que, muitas vezes, estão a nossa frente. Por isso, é sempre importante observar se os animais estão comendo, se estão ingerindo água e principalmente se estão com dor de qualquer tipo.

Cavalo com dor não come normalmente e tende a apresentar perda de peso.

Com relação à cólica, é extremamente importante deixar claro que há os mais variados tipos e que ela pode surgir a partir dos mais variados estopins.

1) Não fracionar o fornecimento de ração durante o dia
Devido ao estomago relativamente pequeno e a taxa de passagem alta no Intestino Delgado, quanto maior a quantidade de ração fornecida por refeição, pior é seu aproveitamento.

Fornecer volume grande de ração em uma única refeição reduz a eficiência da ação gástrica e a taxa de absorção dos nutrientes no Intestino Delgado.

As chances dessa ração mal digerida chegar ao Intestino Grosso, fermentar e criar um quadro de cólica é muito alta. Dessa forma, é extremamente importante ter em mente que, quanto maior for o volume de ração que você queira fornecer para seu cavalo, maior deve ser o número de vezes que deverá fracionar o seu fornecimento ao longo do dia.

O fornecimento de muita ração em uma única refeição reduz a eficiência da ação gástrica.

2) Não respeitar um período mínimo entre o fornecimento de ração e o fornecimento do feno
Após o fornecimento de ração deve-se aguardar um período de pelo menos uma a uma hora e meia para o fornecimento do feno. Isso porque o processo de digestão e a absorção dos nutrientes da ração, que deve ser realizada no Intestino Delgado, precisam de um tempo mínimo para ocorrer.

Quando fornecemos o feno (fibra), ele aumenta mais ainda a taxa de passagem neste compartimento e funciona como uma “vassoura”, arrastando todo alimento desse compartimento para o Intestino Grosso e aumentando o risco deste alimento fermentar e criar um quadro de cólica.

Após ingerir a ração deve-se aguardar um período de pelo menos uma a uma hora e meia para o fornecimento do feno.

3) Fornecer muita ração e pouca quantidade de feno
Como foi dito anteriormente, equinos são animais herbívoros e o feno deve fazer parte de sua vida.

A relação mínima e segura que deve haver entre o fornecimento da ração e do feno é de no mínimo 50/50. Ou seja, se o consumo diário por equino for de 4Kg de ração, seu consumo de feno deve ser no mínimo de 4kg ou mais.

4) Deixar o animal sem água por um longo período de tempo
Esse é um problema que parece tolo, mas que é muito frequente.

Como foi dito anteriormente o Intestino Grosso tem um grande volume hídrico e precisa dele para funcionar adequadamente.

Quando ele cai, isso pode influenciar de forma negativa em todo ecossistema intestinal.

Deve-se ter um cuidado especial com animais mantidos em piquetes com bebedouros que exigem ser enchidos manualmente.

Muitas vezes os animais derrubam os bebedouros, derramando toda a água e ficando por um longo período sem ela.

Isso pode ser prejudicial para o animal, principalmente em dias quentes e quando mantidos em piquetes não sombreados. Muitas vezes, o animal para de comer como reflexo do período sem água.

Os bebedouros automáticos são ótimos, pois se mantêm sempre cheios e facilitam a vida dos tratadores.

Contudo, atenção especial deve ser dada aos animais mantidos em baias e piquetes com esse tipo de bebedouro, pois deve-se observar se eles estão de fato consumindo água. Inúmeros fatores podem influenciar no consumo e observar essa alteração comportamental podem fazer a diferença, antes que algo mais grave aconteça.

Em alguns eventos é comum os competidores deixarem os animais por longos períodos presos a árvores ou trailers sem acesso a água. Sem a mínima noção de como isso pode ser prejudicial a eles.

Se seu cavalo não está aquecendo e nem competindo, deixe-o em um local adequado com acesso a água. Se esses animais foram mantidos em dietas hiperproteicas podem apresentar um quadro de desidratação ainda mais acelerada.

O consumo hídrico é um indicativo extremamente importante sobre a saúde de seu animal, pode ser um sinal claro de que algo não vai bem. Várias alterações podem influenciar no consumo de água, então é bom ficar muito atento a isso.

Animais adultos mantidos com dietas hiperproteicas, que não estão gestando ou amamentado e são mantidos com rações com teor acima de 14% de proteína bruta ou com feno de alfafa (principalmente) como única fonte de volumoso, apresentam um consumo hídrico maior e consequentemente produção maior de urina. Isso ocorre porque todo excesso, no caso a proteína, precisa ser excretada na urina.

Isso vai interferir de forma negativa para o animal, pois a tendência é de ter a baia sempre úmida e não é preciso nem relatar o quanto uma baia nesse estado pode ser ruim para seu cavalo. Além disso, essa excreção exige um gasto energético que poderia ser utilizada para melhorar o seu desempenho.

Em caso de dúvidas, consulte um zootecnista especializado em nutrição equina para verificar e até mesmo balancear a dieta.

5 – Animais soltos em piquetes com pastagens novas
É comum no início das estações de chuva alguns animais mantidos em piquetes apresentarem quadros de diarreia e até mesmo casos de cólica. Isso ocorre porque, como foi dito antes, os equinos selecionam os capins mais novos, quem contém em sua composição substâncias altamente fermentáveis, além de teor maior de proteína e água.

Para evitar esse tipo de ocorrência, deve ser organizado um esquema de entrada e saída de animais nos piquetes, padronizando-se uma altura de entrada, que pode variar em função da espécie forrageira.

Os casos citados acima são apenas alguns erros comuns, muitas vezes cometidos sem querer, mas que podem ser facilmente corrigidos no manejo diário. A principal ação é identificar onde está o erro no manejo e corrigi-lo.

Animais criados com foco nas competições, são e devem ser tratados como atletas.

Uma das recomendações para qualquer atleta é uma vida regrada, seja em sua rotina de trabalho quanto em sua rotina nutricional.

Ele não tem culpa se por alguma razão dormimos mal durante a noite e não respeitamos seu horário de alimentação e manejo.

A nutrição adequada dos equinos é extremamente importante para um bom desempenho em toda fase produtiva.

Escolha uma ração e um feno de boa qualidade para seus animais. Um bom resultado entra pela boca. Mas a nutrição não é tudo, ela é uma parte importante do todo.

Deve ser associada a uma rotina rigorosa de treinamento. Esse é o segredo para todo campeão.

Em caso de dúvida, consulte sempre um zootecnista especializado em nutrição equina, que poderá oferecer a melhor assessoria e esclarecer suas dúvidas com relação a melhor dieta e manejo nutricional para sua propriedade.