17 de jan de 2018

Criação de Faisão Prelado (Lophura diardi)



Nome científico: Lophura diardi
Classificação: Espécie
Classificação superior: Lophura

Lophura diardi

Descrição
Pescoço e asas na cor cinza prateado, barriga azul escuro, cauda verde escuro, pernas e mascara vermelha, quanto as fêmeas, possuem coloração marrom com as asas pretas, todas as penas possuem uma borda branca, que dá um efeito de escamação.

Dimorfismo sexual: O macho difere da fêmea pela coloração, nesta espécie ele tem a cor mais chamativa que ela.

Peso: Machos 1.420 gramas e as Fêmeas de 680 a 1.025 gramas.

Alimentação
Acredita-se ser onívoro, alimentando-se de fr06utas, insetos, vermes e pequenos carangueijos. Em cativeiro alimenta-se com ração especial para faisões ou ração de crescimento para frangos, além de milho quebrado.

Reprodução
Reprodução na natureza: Postura de 4 a 8 ovos que são incubados por um período de 25 dias.
Reprodução em cativeiro: Postura de 12 a 20 ovos que são incubados por um período de 25 dias

Sua maturidade sexual se dá aos 3 anos de idade.

Planejamento da Produção de Suínos



Na suinocultura moderna e intensiva, um dos aspectos mais importantes na prevenção de doenças é o correto manejo das instalações, visando reduzir a pressão infectiva e a transmissão de agentes patogênicos entre animais de diferentes idades e racionalizar o uso da mão de obra nas atividades de manejo. Isto é possível através da utilização do sistema de produção "todos dentro todos fora" com vazio sanitário entre cada lote, pelo menos nas fases de maternidade, creche e crescimento/terminação. 


Para poder adotar esse sistema é necessário planejar as instalações estabelecendo o número de salas que atendem um determinado fluxo de produção (intervalo entre lotes). Para calcular o número de salas necessárias em cada fase de produção deve-se definir algumas variáveis conforme segue:
  • Intervalo entre lotes: os intervalos entre lotes de 7 ou 21 dias são os mais utilizados para facilitar as atividades de manejo, mas, teoricamente, pode-se utilizar qualquer período com menos de 22 dias. A opção de 7 ou 21 dias de intervalo entre lotes, depende de uma análise das vantagens e desvantagens de cada um (Quadro 2) e de algumas características do rebanho e instalações onde pretende-se utiliza-lo.
  • Idade ao desmame: para fins de cálculo das instalações e para realizar o desmame sempre no mesmo dia da semana, usar 21 ou 28 dias.
  • Idade de saída dos leitões da creche: geralmente é de 63 a 70 dias.
  • Idade de venda dos suínos: deve ser definida em função das características do mercado que se pretende atender.
  • Intervalo desmama/cio: normalmente utiliza-se como média 7 dias.
  • Duração da gestação: essa variável é fixa de 114 dias.
  • Duração do vazio sanitário entre cada lote: para esse período recomenda-se 7 dias (1 dia para lavagem + 1 dia para desinfecção + 5 dias de descanso).

Definidas estas variáveis é possível fazer os cálculos do número de salas necessárias em cada fase de produção e o número de lotes de matrizes necessários para atender o fluxo de produção. A seguir serão dados exemplos de cálculos para atender os intervalos entre lotes de 7 e 21 dias.


Cálculo do número de salas em cada fase de produção, para um intervalo entre lotes de 7 dias e desmame com 21 dias

Número de salas = Período de ocupação + vazio sanitário/Intervalo entre lotes
Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade

Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias
Período de aleitamento = 21 dias
Período de ocupação (7+21) = 28 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

N.º de salas de maternidade = 28 + 7 / 7 = 5 salas
Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche

Idade de desmame = 21 dias
Idade de saída de creche = 63 dias
Período de ocupação = 63 dias (saída da creche) menos 21 dias (idade ao desmame) = 42 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de salas de creche = 42 + 7 / 7 = 7 salas
Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T)

Idade de saída da creche = 63 dias
Idade de venda dos suínos = 168 dias
Período de ocupação = 168 dias (idade de venda) menos 63 dias (idade saída de creche) = 105 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de salas de C/T = 105 + 7 / 7 = 16 salas



Cálculo do número de salas em cada fase de produção para um intervalo entre lotes de 21 dias e desmame com 28 dias

Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade

Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias
Período de aleitamento = 28 dias
Período de ocupação (7+28) = 35 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

N.º de salas de maternidade = 35 + 7 / 21 = 2 salas
Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche

Idade de desmame = 28 dias
Idade saída de creche = 70 dias
Período de ocupação = 70 dias (saída da creche) menos 28 dias (idade ao desmame) = 42 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

N.º de salas de creche = 42 + 7 / 21 = 2 salas
Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T)

Idade de saída da creche = 70 dias
Idade de venda dos suínos = 168 dias
Período de ocupação = 168 dias (idade de venda) menos 70 dias (idade saída de creche) = 98 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

Número de salas de C/T = 98 + 7 / 21 = 5 salas

Cálculo do número de lotes de fêmeas na granja

Número de lotes de porcas = Intervalo entre partos / Intervalo entre lotes
Exemplo 1 - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 7 dias

Intervalo desmama cio = 7 dias
Duração da gestação = 114 dias
Duração média do aleitamento = 21 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de lotes de porcas = 7 + 114 + 21 / 7 = 20,28 (20 lotes)
Exemplo 2 - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 21 dias

Intervalo desmama/cio = 7 dias
Duração da gestação = 114 dias
Duração média do aleitamento = 28 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

Número de lotes de porcas = 7 + 114 + 28 / 21 = 7,09 (7 lotes)
O número de matrizes por lote depende do tamanho do rebanho. Para uma granja de 200 matrizes com intervalo entre lotes de 7 dias e 20 lotes de porcas, teremos a seguinte situação (200 matrizes ÷ 20 lotes = 10 fêmeas por lote). Neste caso necessita-se de 5 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada, 7 salas de creche e 16 salas de crescimento/terminação com capacidade para alojar os leitões desmamados de um lote de 10 fêmeas (cerca de 100 leitões). É importante prever cerca de 10% a mais de fêmeas para cada lote semanal em função dos retornos ao cio. Dessa forma deve-se prever a cobertura de 11 porcas por lote a cada 7 dias.

    Para uma granja de 70 matrizes com intervalo entre lotes de 21 dias e 7 lotes de porcas, teremos a seguinte situação (70 matrizes ÷ 7 lotes = 10 fêmeas cada lote). Neste caso necessita-se de 2 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada, 2 salas de creche e 5 salas de crescimento/terminação com capacidade para alojar os leitões desmamados de um lote de 10 fêmeas. Como no caso anterior, deve-se prever 10% a mais de fêmeas para cada lote, o que implica em prever a cobertura de 11 porcas por lote a cada 21 dias.
    Na construção das edificações as diferentes salas não poderão ter comunicação direta entre elas para maior eficiência do vazio sanitário. A construção de corredor central com portas de acesso às salas não é recomendado. As portas de entradas devem ser previstas pelas laterais da instalação, exceto nas instalações com apenas duas salas em que as portas de entrada podem ser pelas extremidades.

Quadro 1. Vantagens e inconvenientes no sistema de manejo em lotes com intervalo de 7 dias.

Desmame com 21 dias e intervalo entre lotes de 7 dias
Vantagens
Inconvenientes
1. Facilidade de introdução de leitoas.
2. Pouca variação na idade dos leitões do mesmo lote.
3. Melhor utilização dos machos.
4. Fácil reciclagem do retorno ao cio.
5. Maior otimização da mão de obra.
6. Maior uso das instalações.
7. Preserva o estado nutricional das porcas.
1. Custo elevado para rebanho pequeno ou médio devido ao grande número de salas.
2. Todas as semanas repetem-se as atividades como lavagens e desinfecção de salas, partos, aplicação de ferro, castração, desmame, vendas, cobrições etc.
Quadro 2. Vantagens e inconvenientes no sistema de manejo em lotes com intervalo de 21 dias.
Desmame com 28 dias e intervalo entre lotes de 21 dias
Vantagens
Inconvenientes

1. Adequado para rebanhos médios e pequenos devido ao pequeno número de salas.
2. Organização das atividades definidas semana por semana.
3. Maior número de suínos/lotes facilitando o transporte e concentrando as atividades de manejo.
4. Possibilidade de realização do vazio sanitário em rebanhos menores.
5. Retornos ao cio coincidem com o intervalo entre lotes
6. Concentração das coberturas permitindo melhor uso da IA.
1. Dificuldade na introdução de leitoas nos lotes.
2. Uso irregular dos machos.
3. Maior variação na idade dos leitões do mesmo lote (geralmente até 10 dias).
4. Menor uso das instalações.
5. Maior desgaste das porcas devido ao desmame estimado em 28 dias de idade, e que, na prática, a média fica em torno de 26 dias.



14 de jan de 2018

Criação de Faisão Lady (Chrysolophus amherstiae)



Características

Suas cores predominantes são: Cabeça na cor negra com uma carnosidade branca ao redor dos olhos, peito na cor verde cintilante finalizando com branco, dorso nas cores verde cintilante, azul e preto e a sua calda com listras alternando nas cores preto e branco.Possui ainda manchas na cor laranja abaixo da calda. O tamanho do criatório será definido por cada criador de acordo com a quantidade de machos e fêmeas.

Habitat

O tamanho do criatório será definido por cada criador de acordo com a quantidade de machos e fêmeas.

O local para criá-lo pode ser entre 2 a 8 metros quadrados e 2 metros de altura para 1 macho e 2 fêmeas sendo metade do piso coberto com cavaco(Restos de corte de madeira) e a outra parte do piso de areia. 

Reprodução

Geralmente o macho aceita mais de uma fêmea.

Na Natureza, a faisoa faz o seu ninho no chão entre as folhas.
Na criação doméstica os filhotes devem ser colocados em uma gaiola ou instalação especial, em local seco e bem abrigado ou em uma criadeira com calor artificial.

Logo após nascerem, os filhotes devem receber apenas água limpa e fresca.

Após as primeiras 48 horas de vida as aves devem receber ração inicial de frango e apenas a partir do 28º dia devem receber a ração de crescimento. Após os 150 dias, as fêmeas devem ser alimentadas com ração de postura e os machos destinados à reprodução devem receber ração de crescimento e ambos devem ter frutas e verduras a vontade.

Alimentação

Os faisões alimentam-se basicamente de ração. O sucesso na criação está diretamente relacionado a qualidade e quantidade do alimento fornecido. O faisão além da ração, pode ter uma alimentação bastante variada, desde frutos até insetos, vermes, minhocas, fubá, ovos cozidos, verdura como couve, alface, repolho, etc. As verduras devem ser picadas e colocadas em um choco à parte, depois retiradas para evitar fermentação.

A ave não é exigente para se alimentar nem requer muitos cuidados veterinários. Embora tenha manejo fácil, o faisão passa por uma fase delicada nos primeiros meses de vida. Quando filhote, apresenta-se agressivo e tem hábito de canibalismo sob estresse. Na idade adulta, a ave é mais calma, porém, é bom manter apenas um macho por viveiro, para que não haja brigas na disputa por fêmeas.

MACHO

FÊMEA



CUSTO: R$ 150 é o preço médio da ave
CRIAÇÃO MÍNIMA: um macho e uma fêmea
RETORNO: de um a dois anos
REPRODUÇÃO: fêmeas de algumas variedades põem até 100 ovos por ano


INÍCIO Com mais de 100 variedades de faisão no mercado brasileiro, o criador tem um extenso leque de opções para escolher. Há alternativas mais indicadas para ornamentação –como lady, dourado, canário, nepal, prateado e swinhoe –e outras para corte –como coleira, versicolor, jumbo white e buff. É mais fácil conseguir abatimento nos preços dos exemplares entre fevereiro e abril, período em que a ave troca as penas.

AMBIENTE A ave vive bem em regiões de clima quente. Também é indicado que o viveiro seja instalado em local tranquilo. A movimentação excessiva de pessoas e carros e a proximidade a atividades mais agitadas deixam o faisão estressado e podem prejudicar seu desenvolvimento.

INSTALAÇÕES O criador pode usar sobras como sarrafos de madeira, tela de arame e telhas para baratear a construção do viveiro. O espaço para acomodar cada faisão pode variar de 1,5 metro x 2 metros a 2 metros x 3 metros por faisão, o suficiente para movimentar a longa cauda e evitar que as aves fiquem muito próximas a ponto de se irritarem.

CUIDADOS Rústico e resistente, o faisão não exige muitos cuidados. Mas, como tem o hábito de ciscar, recomenda-se a aplicação de vermífugo duas vezes por ano. Pode-se administrar uma dose em fevereiro, antes que ocorra a troca de penas, e outra em julho, antes da época de postura. O próprio criador pode diluir o medicamento na água ou misturar na ração para dar ao animal. A programação de vacinas segue a mesma tabela das galinhas.

ALIMENTAÇÃO A ave pode receber ração indicada para galinhas ou codornas, que pode ser comprada em lojas de produtos agropecuários. Diariamente, forneça três refeições, incluindo frutas e hortaliças, como complemento alimentício –evite a alface, que, por conter muita água, pode provocar diarreia na ave.

REPRODUÇÃO O acasalamento pode ocorrer a partir do primeiro ou segundo ano de vida, dependendo da variedade, e concentra-se de agosto a janeiro. Poucos meses antes desse período, deixe um macho por viveiro para impedir brigas entre os reprodutores na formação de casais. É possível identificar os sexos desde o terceiro mês de vida.

CHOCADEIRA A criação de faisão necessita de uma chocadeira para manter os ovos aquecidos da postura à eclosão. As fêmeas não são boas mães, apresentando dificuldade para chocar quando criadas em viveiros. Como opção para a compra do equipamento, cujo preço pode superar R$ 800, a galinha caipira e a garnizé podem ser utilizadas como amas. Depois da eclosão dos ovos, transfira os filhotes para criadeiras com aquecimento até iniciar o crescimento das penas, o que leva de 40 a 60 dias.


9 de jan de 2018

Criação do Canário do Reino (SERINUS CANARIUS)



História

O canário (Serinus canaria), também conhecido como canário-do-reino ou, popularmente, canarinho é um pequeno pássaro canoro, membro da família Fringilidae. Este pássaro é originário dos Açores, da ilha da Madeira e das ilhas Canárias. O seu nome vem destas últimas, sendo que o nome das ilhas vem da palavra em latim canaria que significa "dos cães", já que os romanos encontraram ali muitos cães selvagens. O nomecanário-do-reino foi dado em oposição ao canário-da-terra, pois os canários eram levados por piratas e navegadores como presentes aos reis europeus.

Características

É um pássaro com um comprimento total de 12,5 centímetros e com um comprimento de asa de 71 milímetros.

O canário-do-reino é um dos pássaros mais conhecidos entre todos os pertencentes ao gênero Serinus. Alguns são inteiros amarelos, mas também podem ocorrer variações na sua coloração, como: sua tonalidade amarela pode ter uma variação entre o branco (deixando assim a pena branca ou um tom bem fosco de amarelo) ou entre o laranja (a pena pode ficar até em um tom mínimo de laranja, o que é um pouco raro. Mas o comum dessa tonalidade forte das penas, é de ficar amarelo-forte, quase chegando a ser laranja).

Alimentação

Das sementes usadas para canários, há que destacar o alpiste que pode ser fornecida sem restrições; todas as restantes, têm que ser fornecidas de forma dosada, pois são exageradamente ricas em óleos ou gorduras, dentro desse grupo temos sementes ricas em ómegas 3 e 6, com excelentes efeitos terapêuticos. 

As sementes que possuem extrato etéreo são especialmente úteis na muda, mas é necessário saber dosá-las. A perilla e do fónio, têm propriedades comprovadas a nível de promoção da saúde das aves, na prevenção e resolução de problemas digestivos, entre outros.

Reprodução

A reprodução dos canários acontece entre os meses de agosto a dezembro. Normalmente faz-se o acasalamento na segunda quinzena de Julho para que, no início de agosto, já possam ser observadas as primeiras posturas.

O ninho adequado é aquele em forma de taça, com forro de espuma ou flanela. Na hora de escolher os casais, certifique-se de que o macho esteja cantando vigorosamente e de que a fêmea esteja ( pronta ). 

Assim evitará posturas de ovos não fertilizados e perda de tempo. Para as fêmeas confeccionarem seus ninhos indico o ( Saco de Batata ) pode ser adquirido em Mercados, Sacolão etc. Depois de bem lavados e cortados em tiras ( pedaços ) com aproximadamente 5cm x 5cm colocar umas 4 tiras pendurados dentro da gaiola, com esse material ela confeccionará o ninho. 

Postura

Normalmente uma canária põem de 3 a 4 ovos em dias seguidos, as vezes pode ocorrer intervalo de um dia entre um ovo e outro. Entre 6 e 7 horas da manhã a canária realiza a postura, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo. 

A medida que os ovos são postos devem ser retirados e substituídos por "ovos indez" ( ovos plásticos ) e colocados em um pequeno recepiente em plástico, louça, contendo mistura de sementes, ou algodão, servirá para acondicionar os ovos recolhidos e que devem ser virados diariamente devendo ser recolocados ao final da postura. 

A finalidade de tal procedimento é simplesmente permitir que a eclosão ocorra simultaneamente, evitando discrepância de desenvolvimento entre os filhotes. Geralmente, os nascidos por último morrem, quando não se utiliza tal conduta. 

Separação dos Filhotes 

Entre o 15º e 20º dias os filhotes começam a deixar o ninho. Porém, a pemanência no ninho até 20 dias é normal. 

A saída prematura é indesejável e representa algum tipo de problema: o menor deles é quando o filhote se assusta e salta fora do ninho. Recomenda-se não trocar o ninho após o 12º dia. Filhotes quando mal nutridos tendem a sair precocemente do ninho em busca de alimentação ( atrás dos pais ). 

Nestes casos não há muito o que fazer e tentar recolocá-los de volta é perda de tempo. Por outro lado, os bens criados, deixam o ninho de modo tranqüilo, completamente emplumados e sem mostrar desespero por alimentação.
Acontece que, de um modo geral, tende a ocorrer a debicagem dos filhotes. Algumas fêmeas deixam completamente desnudos seus filhos o que representa uma tragédia para o futuro: dificilmente se formará uma plumagem normal. 

Ao se perceber os primeiros sinais de debicagem o criador deve interferir seja separando os filhotes com uma grade divisória, seja fornecendo material para confecção do novo ninho. Sugerimos que os filhotes passem a metade do dia com o macho e a outra metade sozinhos. 

Colocando-se a farinhada de ambos os lados tanto a fêmea quanto o macho tratarão dos filhotes e, ainda estaremos proporcionando a oportunidade para que o macho fertilize, quando estiverem juntos.

Quando os filhotes estiverem comendo sozinhos é chegada a hora da separação, geralmente, ocorre entre o 28º e 30º dias. Separados deverão ser colocados em uma voadeira de modo que possam se exercitar e serem levados para os "banhos" de sol e água.

Escolha dos Pássaros

Este é um assunto que re­quer algum conhecimento. Co­mo seria longo demais para ser comentado em todos os seus detalhes recomendamos ao neo-criador que procure adquirir seus pássaros com o auxílio de um criador mais experiente, ouvindo sempre a sua opinião a respeito visto que, além de outras inúmeras condições que as aves reprodutoras devem possuir há o fato do acasalamento perfeito, no que tange a sua linha cor e porte Todavia, um fator muito importante é que todo canário, tanto macho como fêmea, deve gozar de perfeita saúde.

A época para o acasalamento varia, de acordo com o clima de cada região. Em nosso país, via de regra, vai de ju­lho a dezembro. Entretanto há fêmeas que “aprontam antas desse período, outras demo­ram mais. É muito fácil de reconhecer quando a fêmea está “pronta” para o acasalamento. Ela se mostra inquieta dentro da gaiola, saltitando de poleiro para poleiro, batendo as asas, dando a impressão que quer se libertar. 

É costume entre alguns criadores assoprarem na região anal da fêmea para se saber se ela já está em condições de ser acasalada. A fêmea em condições apresenta a sua região ventral bastante dilatada. O macho, por sua vez, deverá estar “fogoso’ e a simples presença de sua futura companheira, torna-o indócil, com as penas da cabeça eriçada e canta estridentemente avançando em sua direção”.

O Choco

Uma vez acasalado a fêmea busca o ninho onde, com seu corpo, procura amoldá-lo e amaciá-lo para ali colocar os seus ovos. É comum entre os canarícultores colocar na gaiola fiapos de estopa para que a fêmea revista o seu ninho. Os fiapos, entretanto, não deverão ter mais do que 4 cm de com­primento, para que possam ser facilmente carregados pela fêmea. não embaracem em seus pés e não ofereçam perigo de serem arrastados quando a ave deixar o ninho.

Alguns dias após o acasala­mento, geralmente três dias após estar com o ninho pronto, a fêmea põe o primeiro ovo, que deve ser cuidadosamente retirado, guardado em uma cai­xinha com alpiste e em segurança e, ser colocado no ninho, em seu lugar um ovo índex. Nos dias que se sucedem a postura do primeiro ovo a fê­mea continua botando. Uma boa criadeira chega a colocar seis ovos, um por dia. A postura da entre às 6:00 e 7:00 hs.
Quando a fêmea tiver colocado o último ovo, o que é fácil de se saber, por se tratar de um ovo menor e de casca mais azulada que os demais, retira-se ovo índex e coloca-se no ninho os demais que estavam guardados na caixinha com alpiste e que foram vira­dos todos os dias para não se­pararem os seus líquidos e tornarem inférteis.No meu caso estou criando e não tirei os ovinhos ela já botou três e só sai do ninho pra comer. 

Feito isso co­meça o choco, que dura de 13 a 14 dias. Durante estes dias e mesmo nos primeiros dias de vida dos filhotes não é aconselhável tirar a gaiola do lugar.
Com 20 dias mais ou menos os filhotes abandonam o ninho e entre os 25 aos 30 dias começam a comer sozinhos, ocasião em que deverão ser separados dos pais.

Alimentação dos Pássaros

Os canários, em qualquer etapa de suas vidas deverão ter sempre a disposição comi­da farta e água fresca e limpa, Como aves essencialmente graníferas, nunca poderão faltar no comedouro: alpiste, aveia, colza, niger e linhaça. As verduras, principalmente o aimeirão, também são indispensáveis. Estas deverão ser bem lavadas.

Durante o período de alimentação dos filhotes os canários preferem os alimentos macios:
Ovo cozido (só a gema) passado na peneira, pão amanheci­do. embebido no leite constituem bons alimentos, principalmente nos primeiros dias de vida das crias ­Uma boa ração como complemento para os canários na época da cria pode ser constituída de: germe de trigo, neston, farinha de rosca, multivitamínico e ovo de soja em proporções adequada. Essa mistura se­rá, posteriormente enriquecida com gema de ovo passada na peneira e bem homogeneizada com a farinha.

A Limpeza das Gaiolas

Durante a alimentação dos filhotes, por preferirem comida macia, as dejeções dos canários são mais úmidas e mais abundantes. Além do que, esses alimentos se deterioram mais rapidamente, razão pela qual não devem permanecer por mais 12 horas a disposição dos pássaros.

A umidade é altamente prejudicial a criação e além do mais oferece ótimo campo pa­ra a proliferação de pragas (ácaros) O sobrefundo (cama) da gaiola deve ser trocado em dias alternados. 

Local   

O ideal seria um pequeno quarto, bem areja­do, claro e de preferência com frente voltada para o nascente para que possa ser banhado pelo sol da manhã. Suas janelas e porta devem ser protegi­das por tela, para evitar moscas e pernilongos, inimigo mor­tais do canário. As gaiolas que irão receber os casais devem ser colocadas de maneira a não receber correntes de ar direta e ao mesmo tempo oferecer fácil manuseio O cria­douro deve ter um ambiente sossegado e a higiene, tanto no criadouro como nas gaiolas é fundamental.

Tipos

canário do reino amarelo

canário do reino branco
canário do reino topete


5 de jan de 2018

Criação de Calopsita (NYMPHICUS HOLLANDICUS)



História
As calopsitas são originarias da Austrália, e pertencem à família das Cacatuas. A Mesma familia dos papagaios e periquitos, um dos mais conhecidos no mundo.

Em 1792 ocorreu a  primeira descrição científica desta espécie. Porém somente a partir de 1884, na Europa, elas começaram a ser criada.

Em 1949 houve uma maior disseminação da espécie com o surgimento da primeira mutação documentada, a Arlequim, no estado da Califórnia (Estados Unidos). A partir da década de 1970 houve a introdução destas aves no Brasil de forma organizada. A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados, ganhando então a Calopsita enorme popularidade, igualando-se, praticamente, àquela do periquito australiano.

Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre história natural, enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer sua fauna, até então pouco conhecida e realizar ilustrações de aves. Foi a partir de seu retorno em 1840, através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a beleza das aves daquele continente, especialmente a Calopsita. Ainda é creditado a esse pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar Calopsitas para fora da Austrália, contribuindo decisivamente para divulgação da espécie.

Características
A Calopsita assim como as Cacatuas é uma bela ave e possui uma bela crista que se move de acordo com os sentimentos da ave.

Tamanho: Chega a aproximadamente 30 cm quando adulta.
Envergadura: 45cm
Cores e variedades: Existem várias cores e variedades, que são denominadas mutações:

Lutino: O mais popular e apreciado, são pássaros de cor dominante branca, com olhos vermelhos, pés rosados, crista amarela, bico marfim, cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e na cauda, também está presente o amarelo. Os exemplares podem apresentar desde um amarelo forte até um branco quase total no corpo. Neste padrão ocorre um defeito de origem genética, caracterizado pela existência de uma área sem penas localizada atrás da cabeça. Fêmea com estrias amarelas na face inferior da cauda e spots amarelos embaixo da asa.
Cinza ou Normal (Normal Grey): Essa é variedade selvagem original, que se encontra na natureza, com o corpo cinza e a bordas das asas brancas. Os machos tem a crista e a cabeça amarela, a fêmea é cinza amarelado com a cabeça cinza. Ambos têm na cara manchas arredondadas na cor vermelha, sendo que as fêmeas tem o tom de vermelho mais suave. A cauda do macho é totalmente negra, já na fêmea intercala negro com amarelo na parte de baixo. Em ambos os sexos, os olhos são marrons e o bico cinza escuro, pernas e pés, cinza escuro.

Pérola: Mutação que afeta as penas individualmente (há uma falta de melanina no centro de cada pena, individualmente), fazendo com que haja uma falta de coloração uniforme, resultando em penas com coloração em forma de concha. De modo geral, mostram as duas manchas laterais à cabeça, as faces são amarelas salpicadas de cinza, e a crista amarela riscada de cinza. As penas das costas exibem um padrão escamado, resultante da ausência de melanina no seu centro, podendo a cor desta parte das penas variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza, com faixas amarelas. A cauda é amarela, e o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. As fêmeas carregam o perolado nas costas, asas, nuca e cabeça, com uma concentração maior nas costas. Os machos adultos podem perder totalmente o perolado, principalmente na cabeça e na nuca.

Arlequim: Mutação que causa alteração ou disrupção da coloração normal em áreas randômicas. Esse padrão é muito variável e se apresenta em aves bastantes semelhantes ao normal, até aquelas com poucas áreas de cor cinza, predominando o amarelo claro e apenas algumas penas de coloração cinza. Nota-se que a cabeça exibe um amarelo forte, bochechas bem vermelhas e crista amarela. Idealmente, uma arlequim deve mostrar 75% de penas com ausência de melanina e 25% com presença de melanina. Um arlequim puro tem, idealmente, uma máscara limpa, sem manchas cinzas, uma cauda limpa e asas de vôos com cores balanceadamente iguais nas asas, com simetria perfeita. Existem 4 classificações reconhecidas de arlequim: Arlquim claro (ou light, com 75% ou mais de melanina), escuro (ou heavy, com apenas 25% de melanina), reverso (ou reverse, com manchas apenas nas asas de vôo, tendoo restante do corpo sem melanina) e limpo (ou clear, um pássaro totalmente amarelo ou branco; é também conhecido como lutino de olhos pretos).

Canela (Cinnamon): As aves são semelhantes ao padrão normal, com exceção da alteração na coloração da melanina, produzindo uma coloração marrom-claro (ou canela). Também as pernas e os olhos são de coloração mais clara. Os machos adultos são um pouco mais escuros que as fêmeas (em razão da maior presença de melanina). Algumas fêmeas podem ter mais amarelo na face do que os machos, além de apresentarem o barramento típico sob as asas da cauda.

Cara branca (Whiteface): Essa mutação causa perda do pigmento psitacina (que confere tons amarelo e laranja), causando a falta da pigmentação laranja e amarela nas bochechas e no corpo. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas não apresentando a bochecha, tornando a face inteiramente cinza. O macho segue um padrão parecido com o normal, porém com a face totalmente branca e as cores cinzas com um tom mais escuro, crista cinza e bordas das asas brancas.

Fulvo (Fallow): Semelhante ao canela (também há mudança da coloração da melanina de preto para marrom), mas aqui também ocorre uma diminuição da densidade da melanina, fazendo com que pareçam um canela pálido. O amarelo é mais pronunciado (principalmente embaixo do corpo e crista), olhos são vermelhos e peito é de coloração mostarda ou creme. As fêmeas costumam ser mais bonitas que os machos, por apresentarem cores mais brilhantes. Os sexos são praticamente iguais, tornando-se mais difícil a identificação.

Albino (Whiteface Lutino): Ave inteiramente branca, com os olhos vermelhos e pés rosados, com ausência total de qualquer pigmentação (na realidade, resultam da combinacao de duas mutações: lutino e cara branca). As fêmeas são mais fáceis de ser encontradas, por ser um padrão com herança ligada ao sexo.

Cara amarela (Yellowface ou Yellowcheek): São em tudo semelhantes aos demais padrões, diferindo apenas na cor das bochechas, que, ao invés de serem vermelhas, mostram-se amarelas. A principal diferença entre os sexos é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho. Há três formas dessa mutação (como ocorre com o padrão prata): a dominante simples-fator, a dominante duplo-fator e a recessiva.

Pastel (Pastel face): Apesar de conferir a mesma coloração, o padrão Pastel não deve ser confundido com o cara amarela. Essa é uma mutação sutil, que promove um tom mais brando de todas as cores. Externamente é em tudo semelhante ao cara amarela, mas tem herança genética autossômica recessiva, o que facilita e acelera as combinações entre os padrões, principalmente com aqueles de herança ligada ao sexo. É dominante apenas para o padrão cara branca. Também aqui ocorre duas formas: fator-simples e fator-duplo.

Prata Recessivo & Prata (Silver): Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Prata Recessivo: Difere do padrão normal pelo fato de os olhos serem de cor vermelha e o cinza global do corpo ter passado à cor prateada, ocorrendo uma grande flutuação de tonalidades entre os indivíduos. As demais características de cor são as mesmas do padrão normal, inclusive quanto a identificação do macho e da fêmea.

Prata Dominante: São aves que apresentam a cor cinza do padrão normal diluída, mostrando um tom pastel prateado. Os olhos e pernas são pretos, as pernas cinzas, mantendo o amarelo forte das faces e da crista e o vermelho das bochechas, com um prateado mais escuro na região do pescoço. A graduação do prateado varia de ave para ave, sendo a cor dos machos mais brilhante e intensa. A diferenciação entre os sexos pode ser feita do mesmo modo que o padrão normal. Nesta mutação, os genes produzem dois efeitos visuais diferentes, caso ocorram como fator simples ou duplo. Aves fator-duplo são mais claras que as fator-simples, parecendo lutinos, mas com um tom acinzentado; eles retém a marcação mais escura na cabeça, olhos e pés escuros.

Oliva ou Esmeralda (Olive ou Spangle ou Emerald Green): Se caracteriza, basicamente, por uma coloração canela-esverdeada, podendo variar de claro a escuro, e um padrão de marcação das penas muito característico (que as pessoas denominam padrão de lantejoulas, ou spangled no inglês).

Platinum: Há uma confusão com relação a esse nome, uma vez que na América do Norte chamam de Platinum aves prata dominante. Essa mutação se caracteriza por uma coloração "cinza-fumaça" clara (como eles mesmos definem: smokey-grey), com asas e cauda cinza mais escuro. Bico, pés e pernas são bege-claro Os olhos são vermelhos ao nascer, mas escurecem logo em seguida.

Atualmente existem várias mesclas de tipos e cores. Os exemplos citados a cima é somente para que tenhamos uma referência.

Tempo de vida: Na natureza ela pode vier cerca de 30 anos. Em cativeiro podem chegar a viver na média de 15 a 20 anos.
Canto: Sobios, e suaves gritos além de aprender a cantar e assobiar musicas e alguns tipos de sons.

Comportamento

Muito dócil e pacífica, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos, porem existem calopsitas que sofrem maus tratos e pegam medo dos humanos, vindo a se defender de todo e qualquer sensação que pareça uma ameaça a elas. Tirando esse detalhe são muito doceis e nem um pouco agressivas e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.

É um otimo bichinho de estimação para toda a família. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. A única recomendação sobre o convívio entre Calopsitas e humanos é em relação à crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as Calopsitas caso as peguem na mão e também para que não as estressem ou apertem bruscamente, orientando tambem que não se deve bater no viveiro e nem gritar muito alto.  Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas.

As calopsitas são excelentes como animais de estimação. Elas são facilmente domesticadas quando jovens, e raramente bicam quando assim domesticadas. Quando perturbadas, as calopsitas mansas apenas gritam ou beliscam o dedo. As calopsitas reconhecem bem as pessoas, e costumam ser particularmente fiéis à pessoa que cuida e treina. Para que elas se liguem a todos membros da família, elas devem ser manipuladas por todos.

As calopsitas assobiam e, podem até falar, muito raramente, mas isso é possível. Isso varia muito de exemplar para exemplar, tambem exige dedicação e atenção do proprietário. Atualmente existem CD's e fitas k7 para ensinar as calopsitas a falar. São pássaros perfeitos para quem quer uma relação amigavel com uma ave. São divertidos e muito engraçados, são muito leais aos donos

Ativa e brincalhona, a Calopsita parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. Sempre estão em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa.

Confinamento

Para calopsitas mansas, o ideal é mantê-las em gaiolas abertas. Na compra da gaiola, uma regra deveria ser sempre seguida: quanto maior a gaiola, mais feliz será seu pássaro ficará. Assim, a recomendação básica é: compre a maior gaiola que seu dinheiro puder (mesmo que ele não seja tanto assim). Mas, em geral, as aves devem ser capazes de abrir suas asas sem tocar nas laterais da gaiola, e elas devem ser capazes de pular confortavelmente de um poleiro a outro. Quando empoleirada, a ave não deve tocar o topo da gaiola com a cabeça, bem as penas do rabo tocarem o chão.

O tamanho mínimo de uma gaiola deve ser 40 cm de altura e 40 cm de largura, com uma porta grande de modo a permitir que a ave entre e saia com facilidade da gaiola.
As barras da gaiola não devem ser muito espaçadas (1 a 1,5 cm, com diâmetro de 4mm), pois a ave pode tentar sair e se enroscar (podendo morrer). Mas o espaçamento deve permitir que a ave escale as barras sem que os dedos ou pernas fiquem presos.

A gaiola deve estar sempre limpa, com comedouros e bebedouros lavados diariamente e comida e água frecos trocados também diariamente. Os poleiros também devem ser limpos periodicamente, e não devem ser postos sobre os potes de comida e água (evitando que caiam fezes em cima deles). Deve ter vários poleiros, incluindo um poleiro plano para que a ave repouse os pés.

Recomenda-se também ter um playground próximo à gaiola, para que ela se exercite diariamente, ou ter brinquedos variados dentro da gaiola, para entretê-la.
Coloque a gaiola em um local onde a família se reúna, iluminado (mas longe da luz solar direta), de temperatura constante e amena, longe de portas, janelas e halls (ou qualquer outro fator de mudança de temperatura, como aquecedores ou refrigeradores de ar), onde não passe corrente de ar e não haja trânsito grande de pessoas. Na hora de dormir, no entanto, elas devem ter um local tranqüilo, escuro e silencioso.

Viveiros: As Calopsitas se ajustam muito melhor suas características biológicas aos viveiros do que às gaiolas.

Reprodução

Para realizar a reprodução de calopsitas, é necessário sabermos identificar o macho da fêmea, para que se possa formar um casal. Abaixo a imagem mostra como identificar o macho da fêmea.

Gaiolas e Ninhos: Instale na tela da gaiola ou do viveiro um ninho de madeira tipo caixa, medindo cerca de 35 cm de comprimento, 20 cm de largura, 20 cm de altura, com entrada redonda na frente, e com uma ante-sala dentro do ninho (não há necessidade de oferecer material para forração).

Acasalamento: As calopsitas atingem sua maturidade sexual por volta dos 12 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade. Um casal é formado pela própria escolha das aves. Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão se reproduzir. Embora as chances sejam maiores más não são absolutas. Os casais se formam naturalmente.

Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas, quando os alimentos são mais abundantes. Faz seu ninho em buracos já existentes no tronco das árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água. Em cativeiro, a reprodução ocorre o ano todo.

A Calopsita reproduz tanto se estiver em viveiro coletivo como se estiver apenas um casal no ambiente. Esta última opção é a mais simples e portanto a mais recomendada. As calopsitas são aves monogâmicas e estão aptas à reprodução a partir de um ano de idade. A Calopsita está apta a reproduzir o ano todo, mas a criação tem maior chance de sucesso nos meses de primavera e verão.

Podem reproduzir durante o ano todo, mas aconselha-se tirar apenas 2 a 3 ninhadas por ano, pois é um processo muito estressante para elas. Para cessar a reprodução, basta retirar o ninho.

O macho se exibe para a fêmea, levantando a abaixando a crista, cantando e abrindo as asas. Então ele entra no ninho e a fêmea o segue. Durante cinco ou dez minutos, o macho esfrega a cloaca na da fêmea, que emite um som contínuo e baixo. Durante vários dias, o episódio pode repetir.

Postura & Nascimento: A postura costuma se iniciar de uma a duas semanas após a união do casal. Os ovos medem de 2 a 3 cm, e a postura é de 4 a 7 ovos por vez, com intervalos de cerca de dois dias. A incubação leva de 17 a 22 dias.

Os pais revezam-se na incubação e cuidado dos filhotes. Os filhotes são ocultados pelos pais por 10 dias e após 3 semanas começam a explorar a gaiola.

Separar os filhotes dos pais com 8 semanas de vida, quando começarem a comer sozinhos.

Alimentação: 

A alimentação dos pais também deve ser mais abundante, bem como a oferta de água disponível. Após o nascimento fornecer diariamente milho verde, pão molhado e osso de siba. Os criadores experientes aconselham deixar sempre à disposição das aves banheiras com água, sobretudo nesta época. Os pais eventualmente procuram esta oferta extra de água até mesmo para auxiliar no nascimento dos filhotes, umedecendo os ovos. A aplicação de vitaminas também é efetuada por alguns criadores, bem como fornecimento de cálcio extra (normalmente colocado na água das aves). Porém aves saudáveis e bem alimentadas não têm a necessidade destes complementos. Para que a postura finalize basta que se retire o ninho.

É aconselhável então a limpeza do ninho, deixando-o preparado para quando ocorrer à próxima época de postura. Os criadores limpam os ninhos e o desinfetam com álcool, deixando-o secar naturalmente.Tem-se observado que normalmente épocas secas tendem a fornecer menos ovos galados, mesmo embora os pais estejam saudáveis e sejam prolíficos.

Caso você deseje ter uma calopsita mansa, aquelas adestradas que falam e cantam, andam no ombro e fazem gracinhas, é necessário um trato um pouco diferente, pois quando se deseja criar um filhote para essa finalidade, temos que ter alguns cuidados:

Para ter um filhote adestrado é necessário tirar o filhote do ninho após 2 semanas de vida no minimo, se você retirá-lo antes disso ele prvavelmente não irá sobreviver. Ao retirá-lo de inicio ao tratamento coma papinha especial.

1° - A ração para filhotes é especial, nunca ofereça fubá com leite ou antigas receitas que sua avó ensinava. Hoje em dia é muito fácil encontrar as rações especificas para esse fim. Você pode encontrá-las em supermercados, e geralmente em pet shops, agropecuárias e avícolas. Quando você for comprar pessa a Papinha para Psitacideos, é um alimento em pó, que deve ser misturado em pequenas quantidades adicionando água.

2° - A papinha deve ser servida morna, em estado semi-liquido, pois na natureza os pais regujitam na boca dos filhotes, sendo assim temos que imitar ao máximo os cuidados naturais, para que eles possam se desenvolver bem e com saúde.

3° - Utilize uma colherzinha ou uma seringa, para tratá-lo, trate com calma e paciência, os filhotes necessitam ser tratados várias vezes ao longo do dia. Se você estiver utilizando a seringa para alimentá-lo, nunca aperte com força e nem injete muito rapidamente o conteúdo da seringa, pois você pode afogá-lo com a papinha. O Melhor método é a colherzinha, mas é um método mais lento, pois não cabe muita papinha na concha, além de desperdiçar mais, más é mais seguro pelo fato de não oferecer risco de afogar o filhote com injestão brusca.

4° - Após a sexta semana de tratamento com a papinha, você já pode deixar disponível na gaiola a mistura de calopsitas, pois ele irá começar a rejeitar a papinha e procurará outras fontes de alimento, no caso a mistura de calopsitas, que tem várias sementes e vitaminas.

Basicamente é esse o procedimento que se deve seguir, os métodos de criação variam de criador para criador, esse método apresentado é um dos mais utilizados, mas nada substitui a experiência real. Devido a isso alertamos a todos que desejem criar calopsitas que tenham sempre um contato ou ajuda de algum criador mais experiênte ou mesmo um veterinário especializado em aves, para que se possa ter orientações mais precisas. 
Se você é criador e conhece ou utiliza métodos mais práticos ou possui informações sobre esta espécie, e deseja compartilhar essas informações em nosso site, nos envie para que possamos melhorar o conteúdo do site e assim melhor orientar todos os amantes desse fabuloso pássaro.



27 de dez de 2017

Como criar Bichenovi ou Corujinha



Características

Bichenovi ou Corujinha como são popularmente conhecidas, são aves com marcas muito características, tais como a grande mancha branca em volta dos olhos que lhes dá um ar de corujas. 
Tamanho: 10cm
São aves resistentes, mas não suportam o frio e a umidade. Um abrigo noturno tem q ter um bom isolamento caso as aves sejam criadas no exterior, no inverno, as aves devem ser transferidas para o interior.
É extremamente sociável, é possível criar um casal ou um grupo pequeno. Mas durante a gestação o macho não tolera a presença de intrusos nas imediações de ninho.
O macho da espécie canta.

Confinamento

Podem ser criadas em gaiola, em recinto fechado ou num aviário ao ar livre com vegetação abundante, tais como arbustos.
No caso do alojamento ser no exterior é necessário um abrigo noturno com bom isolamento. 
Durante o inverno, convém aquecer o abrigo noturno.

Alimentação

Pode servir de alimentação uma mistura de sementes para aves tropicais de pequeno porte, base com suplemento de milho painço italiano, semente germinadas e pequenas quantidades de alimentos verdes.
Antes e durante a época de gestação as aves têm uma necessidade acrescida de proteínas animais sob a forma de alimento à base de ovos e insetos vivos. Deve sempre haver areia em quantidades suficientes para que possam satisfazer suas necessidades digestivas

Reprodução

Estas aves gostam de um ninho fechado, com medidas a rondar os 10 x 10 x 10 cm. 
Em liberdade os Bichenovis constróem um ninho esférico em espaços verdes abrigados. 
Para a construção deste tipo de ninhos, fazem uso de pequenos pedaços de fibra de coco, talos de ervas, penas e corda de sisal desfiada.
Durante a época de gestação, estas aves têm uma necessidade acrescida de proteínas animais sob a forma de alimento à base de ovo e insetos vivos
Identificação: O macho e a fêmea são idênticos visualmente, dificultando o trabalho de distinção dos sexos.
Freqüentemente, os machos possuem as marcas mais acentuadas na cabeça, mas isto não se aplica a todos os exemplares. 
Por isso, a forma mais segura de identificar o gênero da ave é observar o seu comportamento: ao contrário das fêmeas, os machos cantam.
Postura e Nascimento: Põem cerca de 4 a 5 ovos, que são chocados alternadamente pelos pais, durante 12 a 13 dias.
A plumagem das crias surge ao fim de 3 semanas, mas só ao fim de 3 meses é que adquirem a plumagem definitiva. 
Os pais continuam alimentá-las durante algumas semanas e as crias capazes de cuidar de si próprias. Um casal de criação que se apresente em boas condições físicas pode ter várias gestações por época.
As crias continuarão a dormir no ninho até serem capazes de se alimentar sozinhas 

24 de dez de 2017

Criação do Bavete (POEPHILA ACUTICAUDA)



História

O Bavete foi descoberto pelo inglês naturalista e ornitólogo John Gould no ano de 1839.

Características

Há três espécies de Bavetes. Todas apresentam subespécies, originadas por mudanças devido à influência geográfica. Há também mutações nas quais a única diferença ocorre na coloração.



CAUDA LONGA

Original (Poephila acuticauda). 

Conhecido como Long-tailed Grassfinch e Shaft-tail Finch. É o mais tranqüilo dos três. Tem o rabo mais comprido, formado por dois filetes de penas - Bico: Amarelo.Babadouro: Preto. Olhos: Pretos. Demais cores: Preto nos loros e cauda. Cinza no topo da cabeça e nuca. Marrom nas costas e asas. Fulvo-rosado no manto e partes inferiores. Branco no abdômen, na região central da cauda e sob a cauda.

Subespécie

Hecki Grassfinch (Poephila acuticauda hecki). Muito popular - Bico: Vermelho. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos . Demais cores: tons mais intensos que os do Cauda Longa.

Mutações

Canela - Bico: Vermelho claro. Babadouro: Marrom-café. Olhos: Canela. Demais cores: bege-claro no corpo. Marrom-café nas marcações

Cores derivadas da mutação canela: 
Isabel - Bico: Vermelho claro. Babadouro: Marrom-café (diluição parcial) ou Marrom-conhaque (diluição total). Olhos: Canela-avermelhados. Demais cores: Bege-claro no corpo. Marrom-café nas marcações (diluição parcial) ou marrom-conhaque (diluição total).
Branca - Bico: Vermelho. Babadouro: bege-claro. Olhos: Canela-avermelhados. Demais cores: corpo esbranquiçado. Marcações bege-claras.
Albina - Bico: Vermelho. Babadouro: não visível. Olhos: vermelhos. Demais cores corpo totalmente branco.



CAUDA CURTA

Original

Conhecido como Black-throated Finch e Parson Finch - Bico: Preto. Babadouro: Preto.Olhos: Pretos. Demais cores: Preto na garganta, faixas dos flancos, loros, rabo e traseira. Cinza na cabeça e nuca. Cinza-claro na fronte, região dos ouvidos e bochechas. Marrom-claro atrás do pescoço, costas e parte inferior. Branco no abdômen, nas penas que cobrem a cauda e por baixo dela. 

Subespécies

Diggles Finch (Poephila cincta atropy-gialis) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos. 
Demais cores: iguais ao Cauda Curta, exceto pelas penas que cobrem a cauda, que são pretas.
Dark Diggles (Poephila cincta nigrotecta) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos.
Demais cores: cores do corpo mais escuras. Tem pretas as penas que cobrem a cauda.
Parson Light (Poephila cincta vinotinctus) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos. 
Demais cores: de coloração mais clara de todos. As penas que cobrem a cauda são brancas.

Mutação

Canela - Bico: Marrom. Babadouro: Marrom-café. Olhos: Canela. Demais cores: Corpo branco com marcações marrom-café.

Cor derivada da mutação canela: 
Branco - Bico: Marrom. Babadouro: Marrom-claro. Olhos: Canela-avermelhado. Demais cores: corpo branco com marcações marrom-claros.



MASCARADO

Original

(Poephila personata) Chamado de Masquê ou Masked Finch, em vez de babadouro tem uma máscara. É o mais agitado e de reprodução menos fácil. Sua postura é menor e irregular e a identificação do macho mais difícil - Bico: Amarelo. Máscara: Preta. Olhos: Pretos. Demais cores: Preto nas laterais da fronte, loros, extremidade do queixo e no rabo. Canela na área qual vai da fronte à parte superior da traseira e nas asas. Branco no abdômen, na parte inferior da traseira e nas penas sobre e sob a cauda. 

Subespécie

White-Eared Grassfinch (Poephila personata leucotis) - Bico: Amarelo. Máscara: Preta. Olhos: Pretos. Demais cores: A única diferença do Mascarado é uma faixa branca na região dos ouvidos, abaixo dos olhos.
Babadouro = marcação que pega a região do queixo, garganta e parte superior do peito.
Loro = faixa lateral que une o bico aos olhos.

Reprodução

Os Bavetes vivem em grandes bandos no ambiente natural, porem em cativeiro podem se mostrar agressivos se estiverem em muitos em um mesmo viveiro. Vivem pacificamente com outras espécies, desde que não pertençam à mesma linha de parentesco, como por exemplo, o bavete pescoço preto e o bavete mascarado. Preferencialmente, estas aves devem ser mantidas juntamente com outras ligeiramente maiores do que elas.