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Glossário de termos técnicos de cinofilia.Caes  

Posted by: carpen2 in


entre os inumeros termos usados cinofilia, vou citar os mais comuns

Dentro das diversas descrições de padrão das raças por vezes se encontram termos como “ergots” ou coloração “arlequim” que, para aquelas pessoas que não são familiarizadas se tornam de difícil compreensão. Para sanar esta dificuldade oferecemos aqui um glossário especializado , esperamos que o mesmo seja de utilidade para todos os interessados em cinofilia. Vale também dizer que alguns termos são sinônimos mas são usados separadamente dependendo da raça, e que alguns têm diferentes significados para raças diferentes.

  • Abobadado: Diz-se de uma região do corpo do animal que apresenta perfil convexo.
  • Acaju: coloração vermelho intensa
  • Agressivo: tendência para atacar sem ser provocado (não entra em nenhum padrão)
  • Alano: Cão de grande porte utilizado na idade média para caça de animais de grande porte (javali, urso, lobo).São reconhecidos três tipos de alanos (séc. XVII) o alano gentil ( próximo ao lebrel), o de açougue (guarda e boiadeiro) e o alano Vautre (próximo ao mastim).
  • Almofadas plantares: almofadas amortecedoras do pé, revestidos de epiderme córnea, grossa, irregular e muito pigmentada.
  • Andadura: Modo de locomoção do cão (passo, trote, galope).
  • Andadura fluente: vivacidade dos movimentos.
  • Andadura fácil: realizada sem dificuldade aparente.
  • Andadura regular: Velocidade constante e passos iguais.
  • Andadura aprumo: quando os membros anteriores e posteriores de um mesmo lado se levantam e pousam ao mesmo tempo.
  • Arame: pêlo muito duro e áspero.
  • Areia: coloração amarela muito clara, resultado da diluição do fulvo.
  • Arlequim: pelagem matizada com manchas irregulares ou salpicadas sobre um fundo cinza ou azul, ou branco com manchas pretas ( branco matizado com preto ex.: Dogue Alemão arlequim., cinza com manchas irregulares ex.: teckel.) Esse termo é mais usado para raças continentais.
  • Arqueado: que apresenta forma convexa
  • Arrebitado: nariz ou focinho curto e levantado.
  • Áspero: pelo duro, resistente as intempéries.
  • Assentado: Pelo que se mantém junto a pele, deitado horizontalmente.
  • Azul: coloração resultante da diluição do preto.
  • Bamboleado: movimento transversal do corpo do cão a cada passo.
  • Barbela: dobra de pele na parte inferior do pescoço, ao nível da garganta, podendo se estender até o antepeito.
  • Basset: tipo de cão que possui o corpo semelhante ao de outro maior do qual deriva, suportado por membros encurtados.
  • Belton: pelagem branca salpicada de manchas finas ou de mosqueados.
  • Bichon: palavra francesa derivada de barbichon, um pequeno cão de companhia de pelo longo ou curto, frisado ou liso.
  • Bicolor: pelagem de duas cores distintas.
  • Blenheim: pelagem caracterizada pela ausência de pigmento no pelo.
  • Boiadeiro: cão utilizado para conduzir gado.
  • Brachet: Designação medieval para cão sabujo de tamanho médio e pelo raso.
  • Braco: cão de aponte de pelo duro.
  • Bragadas: pelo abundante nas coxas, descendo abaixo das culotes.
  • Braquicéfalo: cão de cabeça curta, larga e redonda. ( ex.: Bulldog)
  • Braquiúro: cão cuja cauda é naturalmente curta. ( ex.: Pembroke)
  • Brevilíneo: cão de proporções atarracadas e corpo comprimido.
  • Cachorrinho do mato: cão que caça no mato, que afugenta a presa, mas não a detem nem a persegue. ( sinônimo de levantador)
  • Camalha: pelos longos e abundantes recobrindo o pescoço e os ombros.
  • Cão de aponte: cão que se imobiliza quando sente a proximidade da presa, apontando para ela.
  • Cão de ordem: cão sabujo que caça em matilha.
  • Cão de pista de sangue: cão de caça especializado na busca de caça grossa (caa de grande porte) ferida, também chamada de busca de sangue, porque segue a trilha de sangue deixada pelo animal.
  • Cão rastreador: cão de aponte adestrado para caça com redes.
  • Cão sabujo: cão de orelhas pendentes e bom farejador, que persegue a caça.
  • Capa interna: subpelo.
  • Carbonada: pelagem de fundo mais ou menos clara ( fulvo ou areia) sombreada de preto, castanho ou azul.
  • Castanho: fulvo avermelhado ou alaranjado.
  • Cauda chicote: tipo de cauda do cão de caça.(extremidade da cauda)
  • Cauda em espiga: cauda ou extremidade da cauda onde os pelos se abrem como uma espiga de trigo.
  • Cauda (comprimento): o ponto de referência para o comprimento da cauda é o jarrete. (equivalente ao calcanhar no cão)
    cauda curta: termina acima do jarrete.
    cauda media: termina na altura do jarrete.
    cauda longa: termina abaixo do jarrete.
  • Cauda (postura): posição da cauda típica da raça, pode ser: enrolada sobre o dorso (akita), na horizontal, em foice, formando arco duplo ou empinada.
  • Cernelha: região situada entre o pescoço e o dorso.
  • Chama: faixa branca estreita, encontrada às vezes na testa.
  • Chocolate: coloração marrom avermelhado escuro.
  • Cinzelado: diz-se de um focinho ou de uma cabeça de linhas puras, com contornos precisos e nítidos, e com relevos bem desenhados. (sinônimo de esculpido)
  • Cob: cão compacto, atarracado com membros relativamente curtos, fortes e de formas arredondadas. ex.: Pug
  • Codorna: pelagem de fundo branco com manchas rajadas.
  • Colar: marca branca ao redor do pescoço, pelos ao redor do pescoço.
  • Concavilíneo: cão apresentando perfil côncavo, osso frontal deprimido, uma face achatada, um dorso recolhido.
  • Convexilíneo: cão com perfil convexo, osso frontal arqueado.
  • Cor de pulga: marrom escuro.
  • Corço: fulvo carbonado.
  • Culote: pelo longo e abundante recobrindo as coxas. Designa às vezes as franjas da parte posterior das coxas.
  • Cuneiforme: que tem o formato de cunha, que vai afinando-se.
  • Desbotado:cor muito atenuada.
  • Dogue: cão de guarde de grande porte, de cabeça larga, com maxilares fortes. ( ex.: molossos de pelo curto)
  • Dolicocéfalo: cão cuja cabeça é longa e estreita. (ex.: galgos)
  • Empenachada: pelagem caracterizada pela presença de manchas brancas sobre um fundo unicolor.
  • Escova: cauda parecida com a da raposa.
  • Esgalgado: Ventre muito recolhido(ex.: Greyhound).
  • Estrela: marca branca com contornos irregulares na testa ou no antepeito.
  • Ergots: dedo lateral das patas traseiras.
  • Eumétrico: cão de porte médio.
  • Fígado: cor marrom.
  • Fole: caixa toráxica.
  • Franja: pelos longos formando uma faixa nos contornos das conchas das orelhas, na parte posterior dos membros, na cauda e no ventre.
  • Fulvo: cor amarela, as marcas “fogo” são fulvas. Também pode significar mistura de branco, vermelho e preto ou marrom.
  • Garupa: Região da bacia.
  • Gázeo: olho despigmentado, a parte despigmentada do olho gázeo é cinza, azul claro, cinza azulado e às vezes esbranquiçado.
  • Grifo: cão de aponte ou sabujo de pelo longo ou semi longo, eriçado, desgrenhado ou hirsuto.
  • Hipermétrico: cão de porte superior a média.
  • Isabel: fulvo muito pálido, sinônimo de areia.
  • Juba em gravata: pelos longos, mais ou menos levantados, ao redor do pescoço.
  • Lepra: presença de áreas despigmentadas.
  • Levantador: sinônimo de cachorrinho do mato, cão que espanta a caça sem a perseguir.
  • Lilás: cor resultante da diluição do marrom, variante do bege.
  • Limão: amarelo claro, fulvo claro.
  • Lista: faixa branca situada sobre o canal nasal e que, geralmente, se prolonga até a testa.
  • Lobeiro ou cor de lobo: pelagem fulvo carbonada ou areia carbonada.
  • Lombo: região lombar, entre o dorso e a garupa.
  • Longilíneo: contrário de brevilíneo, cão de corpo alongado e esbelto, com o comprimento superior à largura.
  • Luvas: marcas brancas nas extremidades dos membros.
  • Manto: cor escura no dorso, diferente da cor do resto do corpo.
  • Máscara: coloração escora na face.
  • Mastim: qualquer cão de grande porte de guarda, caça ou pastoreio.
  • Matizado: Pelagem apresentando marcas de contornos irregulares de um pigmento não diluído sobre um fundo claro.
  • Mediolíneo: cão de proporções médias (sinônimo de mesomorfo).
  • Merle: Pelagem com manchas escuras irregulares sobre um fundo mais claro, muitas vezes cinza ( os cães continentais com esse tipo de pelagem são chamados de arlequim, enquanto que as raças britânicas são chamadas de merle).
  • Molosso: grande cão de guarda de cabeça larga, corpo muito poderoso e músculos espessos.
  • Mosaico: conjunto de manchas brancas que invadem a partir da extremidade um fundo colorido.
  • Mosqueada: Pelagem empenachada que apresenta pequenos salpicos.
  • Multicolor: Pelagem de várias cores, com justaposição de manchas ou áreas coloridas.
  • Nanismo: diminuição harmoniosa de todas as partes de um indivíduo normal.
  • Nuance: grau de intensidade que uma cor pode ter.
  • Numular: que tem formato de moeda, refere-se as manchas do dálmata.
  • Ossatura: conjunto de ossos e dos membros do corpo.
  • Padrão: descrição do modelo ideal, o primeiro padrão canino foi o do bulldog, redigido em 1876.
  • Particolor: Pelagem com duas ou mais cores bem distintas.
  • Pastilha: mancha arredondada de cor castanha na testa dos cães das raças: King Charles Spaniel e Cavalier King Charles Spaniel. Também pode designar as marcas fulvas por cima dos olhos dos cães preto e fogo.
  • Pé de gato ( ou pata de gato): pata com formato redondo.
  • Pé de lebre: pata com formato alongado e estreito ( típico do collie ).
  • Piriforme: em forma de pera.
  • Placa: mancha de cor cobrindo uma grande superfície sobre um fundo branco.
  • Plastrão: antepeito.
  • Pointer: cão de aponte de pelo raso.
  • Ponteado: pelo mesclado com pintas ou mosqueado.
  • Preto e fogo: cão preto com marcas fulvas (tan), típico do rottweiler.
  • Primitivo: relativo aos cães mais antigos.
  • Prognatismo: mandíbula proeminente. (típico do bulldog).
  • Quatro olhos: cão que tem marcas fulvas sobre os olhos, cães preto e fogo.
  • Rajado ou tigrado: Pelagem com listras escuras mais ou menos verticais sobre um fundo mais claro.
  • Raso: pelo muito curto.
  • Recolhido: diz-se de um cão curto, atarracado, compacto.
  • Retilíneo: cães que possui linhas retas, os pointers e os setters são retilíneos.
  • Retriever: cão de caça que encontra e recolhe a presa.
  • Ruão: Pelagem caracterizada pela mescla uniforme de pelos brancos com pelos vermelhos ou fulvos.
  • Rubi: pelagem vermelho intenso.
  • Rubican: presença de pelos brancos em uma pelagem que não é branca.
  • Ruivo: coloração entre o vermelho e o amarelo, avermelhado.
  • Rústico: cão que suporta as intempéries, que não requer cuidados especiais.
  • Sabujo de trela: cão de faro muito desenvolvido que busca preso a uma guia.
  • Salpicada: Pelagem branca onde aparecem pontos de cor ou pelagem colorida com pontos brancos.
  • Sarapintada: pelagem com pequenas manchas.
  • Seco:
    Cabeça seca: cabeça cinzelada, de pele estreitamente ligada ao osso e músculos chatos.
    Articulação seca: que possui contornos vigorosos, não amolecidos por um tecido espesso.
    Lábios secos: finos, bem firmes.
  • Setter: cão de aponte das ilhas britânicas.
  • Sombreado: pelagem clara com partes escuras.
  • Stop: ângulo entre o crânio e o focinho, formada pelo osso frontal e pelo nasal.
  • Tan: sinônimo para fogo.
  • Terrier: cão que caça animais em tocas, caça debaixo da terra.
  • Tricolor: coloração típica do Bernese, o cão é quase todo preto, com o ventre branco e marcas “fogo” na face e nas patas.
  • Urajiro: marcas brancas nas laterais do focinho, bochechas, sob o queixo, na garganta, no antepeito, ventre, face interna dos membros e parte inferior da cauda. Esse termo só é usado para as raças japonesas como o akita e o shiba.

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A HISTORIA DOS CAES  

Posted by: carpen2 in



Depois de sua domesticação os cães particiaram ativamente da história das civilizações humanas. Eles serviram de transporte, de guarda, de caçadores, pastores, foram adorados como deuses, assassinados em revoluções, viajaram o pelo mundo com as Grandes Navegações, sofreram com as guerras e lutaram nelas. A história do cão doméstico é a nossa história, vista de um outro ponto de vista.

Algumas das raças mais antigas que se têm notícia são o saluki, o Samoieda e o pharaoh hound (o Cão de Canaã, o afghan hound e o xoloitzcuintle também estão entre as mais antigas raças conhecidas). Qual delas é realmente a mais antiga não se sabe, mas todas têm aproximadamente 5.000 anos de existência.

O pharaoh hound é o descendente do cão dos antigos egípicios, utilizado para caçar e adorado na forma do deus Anúbis, identificado com os chacais. Anúbis era o deus guardião dos mortos. Essa relação com os mortos que acompanhou os cães por muito tempo, teria vindo do hábito dos cães e também dos chacais, de se alimentarem dos cadáveres. A mesma relação entre uma divindade canina e o mundo dos mortos também existia na América central, o deus Xolotl (identificado com o xoloitzcuintle) dos Astecas era o guia das almas dos mortos. A lenda dizia que o próprio deus Anúbis, nascido de uma relação do deus Osíris e sua cunhada foi entregue, assim que nasceu, para ser criado por cães semelhantes aos pharaoh hound de hoje.

Enquanto no Egito os cães eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, na Grécia antiga cães semelhantes a galgos modernos eram relacionados aos deuses da cura. Templos que abrigavam dezenas de cães eram mantidos para que os feridos pudessem ser levados para lá e ter suas feridas lambidas pelos cães. O próprio Homéro disse na sua obra:

“Infeliz do homem que não tiver um cão para lamber suas feridas…”

Além de agentes da cura, os cães também desempenharam outro papel na Grécia antiga. Eles combatiam junto com os exércitos. Grandes cães molossos acompanharam os exércitos de Alexandre, O Grande da Macedônia e se espalharam pelo mundo. Estes cães eram considerados armas de guerra. Eles eram os ancestrais do atual Dogue do Tibete e seguiram as tropas de Alexandre quando estas retornavam para casa, vindas de campanhas na Ásia e se espalharam pela Europa, chegando à Hungria, originando raças como o komondor, à Alemanha e outros países originando diversas raças de cães molossos.

O próprio Império Romano tinha como símbolo a loba que amamentara os fundadores da cidade. Mas a participação mais famosa dos cães em Roma foi outra. Dentre os diversos animais que os romanos fizeram lutar no coliseu para diservão do público havia grandes cães. Uma das principais atrações eram cães molossos e o Wolfhound irlandês. Estes cães de tamanho gigantesco e temperamento dócil eram trazidos diretamente das colônias romanas na Bretanha, mas especificamente na Irlanda, deixados sem comida e depois eram soltos na arena para matar prisioneiros, cristãos e escravos vestidos com peles de animais. Estes cães eram tão apreciados pelos romanos que eles quase os levaram à extinção, tal foi o número de espécimens que importaram para matar e morrer na arena.

Com o fim do Império Romano e o início da Idade média, o mundo entrou em outra fase, e conseqüentemente os cães também. A igreja católica foi a instituição mais influente no mundo durante esta época. Neste período ocorreram a peste negra, a inquisição e as cruzadas e todos estes eventos influenciaram a criação de cães no mundo. No início da idade média os cães já estavam espalhados pela Europa, levados do oriente médio para toda a região mediterrânea pelos mercadores fenícios e adentrado o continente seguindo soldados romanos.

Durante a peste negra que assolou a Europa e parte da Ásia, os cadáveres se amontoaram nas cidades e campos, muitos destes corpos, antes de serem queimados, acabavam servindo de alimento para os cães que viviam nas periferias das cidades. Os cães perderam o seu antigo prestígio de divindades para serem temidos como seres relacionados a morte e às “forças das trevas”. Durante grande parte da idade média, a influência da igreja atingiu diretamente os cães. A mentalidade supersticiosa da época fez dos cães, principalmente os pretos, animais de bruxas, relacionados com vampiros e lobisomens. Milhares de lobos foram mortos por incentivo da santa inquisição na tentativa de se caçar lobisomens, assim como alguns cães-lobos bem como outros cães de grande porte. Decretos foram baixados onde se dizia que se, qualquer pessoa acusada de bruxaria, estivesse presa, a espera de julgamento pela igreja e fosse visitada por um cão , gato ou pássaro, seria imediatamente considerada culpada de bruxaria e queimada na fogueira.

Foi só após a chamada “idade das trevas”, que os cães voltaram a cair nas boas graças dos homens. Principalmente os cães dos nobres. Durante a idade moderna cães para caça esportiva como sabujos, terriers e especialmente os galgos eram os preferidos da nobreza. Estes cães eram criados com cuidado e as variedades de cada região começavam a ser cultivadas. Cada família nobre poderia desenvolver sua própria variedade de cachorro, selecionando-os de acordo com sua preferência dentro dos canis do seu castelo. Na Inglterra, a rainha Elizabeth I mantinha em seu canil particular os “pocket beagles” uma variedade de beagles desenvolvida em seu próprio canil, que atualmente não existe mais.

Antes do mundo se tormar globalizado, e quando as distâncias ainda eram enormes, cães de raças típicas de uma região eram considerados como tesouros não encontrados em nenhum outro lugar do mundo. Reis presenteavam reis de outros países com cães de raças nativas de seu país e possuir cachorros de raças exóticas era um grande sinal de riqueza. Em 1860 na época do saque ao Palácio imperial de Pequim na China por tropas inglesas, cães pequinêses faziam parte do tesouro roubado e foram dados de presente a rainha. Foi como um presente também, que os primeiros borzois chegaram a Europa. Neste caso foram presentes reais, dados pelo Tzar à rainha da Inglaterra. Estes galgos russos eram criados pelos tzares e, conta-se que, o primeiro Tzar russo, Ivan, o terrível, teria matado inimigos políticos soltando seus cães atrás deles. Esta raça, de tão identificada com os nobres foi assassinada aos montes quando os comunistas tomaram o poder na Rússia. É provável que hoje estivesse extinta se não fossem os cães dados de presente à rainha inglesa.

Enquanto tudo isso se passava na Europa, na Sibéria tribos nômades mantinham seu estilo de vida a várias gerações. A tribo dos samoyedos usava seus cães (que mais tarde receberiam o nome de samoieda) para praticamente tudo e dificilmente sobreviveria nas inóspitas condições da Sibéria sem eles. Foram estes mesmos cães, trazidos da Sibéria, que tornaram possível a conquista dos Pólos por exploradores como o norueguês Roald Amundsen e o norte-americano Robert Peary. Os primeiros homens a pisar no Pólo Sul e no Pólo Norte respectivamente, chegaram lá em trenós puxados por Samoiedas.

De volta a Europa, os cães já haviam ganhado seu espaço dentro dos palácios como companheiros. Diz-se que Guilherme De Orange, rei da Holanda, teve sua vida salva contra um atentado pêlo aviso de seu cão de guarda, um cãozinho da raça Schipperke. Na França, fala-se que Napoleão trocava bilhetes amorosos com Josefina, durante o período em que esteve na prisão, escondidos na coleira do fiel cãozinho da raça pug, que servia de mensageiro.

As Grandes Navegações chegaram ao novo mundo e trouxeram consigo cães . Embora os cães não fossem desconhecidos dos povos pré-colombianos, muitas variedades novas foram introduzidas pelos conquistadores europeus. Nas guerras empreendidas contra os nativos, cães farejadores eram utilizados para encontrar e matar índios. Diz-se que na atual República Dominicana milhares de indígenas foram derrotados por uma tropa de 150 soldados de infantaria, 30 cavaleiros e 20 cães rastreadores.

Mais próximo dos dias atuais, as duas guerras mundiais também tiveram uma forte influência sobre os cães. Muitas raças, típicas de regiões muito afetadas pela guerra desapareceram completamente e outras, como o pastor polonês da planície, quase foram extintas durante a Segunda Guerra Mundial. O boiadeiro de Flandres quase desapareceu durante a primeira guerra. Durantes as guerras, as pessoas fogem e se escondem, a criação de cães é deixada de lado (exceto dos cães do exército) e raças que só existem nestes lugares são devastadas.

A segunda guerra mundial também determinou a expansão de cães militares como o pastor alemão e o dobermmam. No Japão, em um esforço de guerra o imperador decretou que todos os cães não pastores alemães fossem mortos para a confecção de uniformes militares com seu couro. Muitos criadores de akitas, desesperados com a iminência de perder todos os cães de sua criação, cruzaram seus cães com pastores alemães para tentar fugir ao decreto. Os cães resultantes destes cruzamentos, levados aos Estados Unidos por soldados, que voltavam para casa depois da guerra, resultaram mais tarde na criação do akita americano. Foi também após as guerras mundiais que surgiram os primeiros centros de treinamento de cães-guia de cego.

No pós guerra, a guerra fria e a corrida tecnológica entre Estados Unidos e Rússia deu início à corrida espacial e, novamente devemos aos cães muito do que conseguimos nesta área. Foram cães astronautas que precederam as pessoas no espaço. Laika, Strelka e Belka, todas russas, estão entre os cães mais famosos de nossa história e foram os primeiros seres a ir ao espaço.

Atualmente os cães das mais diversas raças encontram-se espalhados por todo o mundo. Novamente a história dos cães segue a nossa e reflete nas raças o resultado da globalização e da revolução nos transportes.

Para ter um cão,basta ter amor, não maltrate seu fiel amigo companheiro.

carlos pena

Raças de cães:Pastor de Shetland  

Posted by: carpen2 in

pscapa2

Considerada uma das raças mais inteligentes entre os cães pastores, o Pastor de Shetland é também um maravilhoso companheiro, meigo, afetuoso, de expressão doce e muito ligado ao dono.

De pelagem longa, e subpelo macio, o Pastor de Shetland é uma belíssima raça de trabalho. Com uma linda e abundante pelagem na juba e no antepeito, o "sheltie" tem a aparência de um Collie em miniatura. A cabeça tem formato alongado, tem stop pouco acentuado, mas definido.

A trufa, os lábios e o contorno dos olhos são pretos, e a mordedura, com articulação em tesoura.

Os olhos são amendoados, de inserção oblíqua e cor castanho-escuro, com excessão dos exemplares nas cores azul-merle, que podem ter olhos azuis ou manchados de azul.

Os Pastores de Shetland podem ter pelagem bicolor (preto e branco), tricolor (preto e branco com marcações em castanho), azul-merle e marta.
O sheltie é uma raça de pequeno porte, ágil, ativo e sempre alerta. A altura ideal é de 37 cm. para os machos, e 35,5 cm. para as fêmeas.
O peso fica entre os 4 kg e os 7 kg.

Raças de caes:Pastor de Tatra  

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Tatra

O Pastor de Tatra é originário da Polônia e estabeleceu-se também nas regiões centro-européias e na Iugoslávia.

“O Pastor de Tatra deu origem também a outras raças de cães pastores, como o Pastor de Valée e o Pastor Croata”.

É um típico cão pastor, com forte instinto de proteção, e considerado em seu país de origem, um excelente companheiro. Os machos devem têm corpo mais curto que as fêmeas e não devem medir menos de 65 cm de cernelha. O tamanho mínimo para as fêmeas é de 60 cm.

c.i.a do cão

Raças de caes:Pastor Belga Groenandael  

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Groenendael

BERGER BELGE - BELGIAN SHEPHERD - GROENANDAEL

É um cão de porte médio, harmoniosamente proporcionado, inteligente, rústico, habituado à vida ao ar livre, feito para resistir às intempéries das estações do ano.

“É vigilante e atento. Seu olhar, esperto e inquiridor, revela a sua inteligência. É muito valente, de temperamento alegre e equilibrado. Adora o trabalho, a família e, principalmente a companhia do seu dono”.

A raça é divida em quatro tipos de cães, que em muito se assemelham, mas o comprimento e a cor da pelagem, entre outras características os diferem: o Tervueren, o Malinois, o Laekenois, e finalmente o Groenendael. Sua principal característica é a linda e longa pelagem negra, de aparência densa e abundante, com presença de subpêlos. A altura dos machos fica entre os  60 e 66 cm., e as fêmeas medem de 56 a 62 cm.

c.i.a do cão

Raças de caes:Pastor Alemão  

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Pastoral

Os cães de pastoreio demonstram coragem, inteligência e combatividade. Além disso, são fortes, velozes, e particularmente resistentes às grandes caminhadas e à interpérie.
O Pastor Alemão, é o mais conhecido cão pastor. É utilizado hoje em dia, principalmente como guardião e protetor, como auxiliar na luta contra o tráfico de entorpecentes, eficaz para resgate de pessoas feridas, guia de cegos, além de ser um companheiro insuperável.
É, sem dúvida um cão muito inteligente. Gosta do trabalho, e aprende com muita facilidade. Um ótimo companheiro, o Pastor Alemão deve também demonstrar coragem e dureza, em defesa do dono e de seus bens.


É vigilante, fiel e manso com as crianças e os outros animais. Diante de estranhos demonstra desembaraço, e segurança.
O caráter é uma de suas qualidades mais importantes. Possui um sistema nervoso equilibrado, grande desenvoltura, vigilância, fidelidade, incorruptibilidade, e, além disso, coragem e engenho na defesa. É um cão de porte médio, medindo de 55 cm. a 65 cm., na altura da cernelha, estrutura levemente alongada, robusta e musculosa, estrutura sólida, porém ossatura fina. Sua pelagem é dura, de cobertura espessa os pêlos são retos, duros e muito aderentes, insensíveis à interpérie.

c.i.a do cão

Raças de caes:Nova Scotia Duck Tolling Retriever  

Posted by: carpen2 in

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Os Nova Scotia Duck Tolling Retrievers, mais conhecidos por "Tolls" ou "Tollers" são os menores e menos conhecidos cães do grupo de retrievers, ou seja, levantadores de caça.

“Têm a incrível capacidade de atrair patos com um simples abanar de cauda, o que os deixa curiosos e prontos para serem capturados. São  os únicos, dos cães de caça, que conseguem fazer isto”.

Ele provém do Canadá, mais precisamente do sudoeste de Nova Scotia. Foi criado em Yarmouth e reconhecido pelo Canadian Kennel Club (CKC) em 1945.

De porte médio, fácil de adestrar, inteligente, obediente, asseado, belo, peludo e robusto. De cor avermelhada ou alaranjada, tem marcações brancas que podem ser vistas nas patas, cauda e peito. Um cão de alta qualidade não deve ser penalizado por falta de branco, como é o caso de alguns Tollers totalmente vermelhos. A trufa deve ser da mesma cor ou um pouco mais escura que o resto do corpo.

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Raças de caes:Old English Sheepdog  

Posted by: carpen2 in

Este simpático cão pastor, se difundiu, principalmente na Inglaterra, e tem como características a inteligência, a afetuosidade, seu jeito e seu latido inconfundível. É um cão de aspecto robusto, compacto, perfeitamente simétrico.
O corpo do Sheepdog é totalmente coberto por uma bela e abundante

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pelagem longa, formando cachos. Não tem cauda, é um cão sólido, musculoso, hábil e de expressão inteligente. É dócil e tem caráter muito equilibrado.
É protetor, fiel, muito carinhoso com a sua família e particularmente paciente com as crianças. A altura média da raça é de 56 cm., medidos na altura da cernelha.

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Raças de caes:Pastor Maremmano  

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Maremmano

O Maremmano é um cão pastor. Como o Kuvasz, o Cuvac e o Tatra, seu parentes mais próximos, é um guardião nato, feroz e corajoso.

“Defende o rebanho (e a sua família) com agilidade, força e lealdade”.

Ao mesmo tempo é um cão de caráter dócil, que adora a sua família e se dá bem com as crianças.

Os machos devem ter de 65 a 73 cm de cernelha, as fêmeas de 60 a 68 cm. O peso do Maremmano não deve ultrapassar os 45 kg (machos) e 40 kg (fêmeas).

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Raças de caes:Mastim do Tibet  

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Max1

TIBETAN MASTIFF
É um cão muito protetor, de companhia e de guarda.

“O Mastim do Tibet é um cão de grande porte, de aparência imponente, solene, mas doce”.

Demora a se desenvolver completamente, atingindo seu completo amadurecimento somente aos 4 anos (fêmeas de 2 a 3 anos).
Os machos tem pelagem mais densa e mais abundante, e as cores permitidas são muitas: totalmente preto, preto e marron, várias tonalidades de cinza e também cinza com manchas douradas. O marron tem várias tonalidades. Uma mancha branca no peito é permitido, e pequenas manchas brancas nos pés são aceitáveis.

Os machos devem medir 66 cm na altura da cernelha, no mínimo. Fêmeas, pelo menos, 61 cm.

Raças de caes:Mastim Espanhol  

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Mastime

raça espanhola.

SPANISH MASTIFF
O Mastim Espanhol é um cão de guarda e pastoreio. É grande, (mais comprido do que alto), de proporções médias e estrutura óssea compacta

“É muito forte e muito musculoso, valente e excelente guarda de rebanhos, pessoal, ou territorial”.

É um ótimo cão para sítios e fazendas. Tem um latido forte, que se escuta de uma boa distância, e é também muito inteligente. Trata-se de um cão forte e muito resistente às interpéries. Possui uma linda e densa pelagem, de tamanho médio. Nas patas o pelo é mais curto, as costas e o dorso têm uma pelagem mais densa, e no rabo o pelo é longo e sedoso.

O tamanho mínimo de um exemplar macho é de 77 cm e a fêmea deve medir, no mínimo 72 cm. Não há altura máxima para o Mastim Espanhol, e é recomendável que as medidas mínimas sejam amplamente excedidas. Os machos devem medir, pelo menos, 80 cm e as fêmeas, 75 cm. Peso: não disponível.

raças de caes:Mastino Napoletano  

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É um excelente cão de guarda, muito dócil com a família e insuperável guardião de propriedades.
O Mastino é um cão muito equilibrado dotado de um apurado discernimento entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Trata-se de um molosso muito antigo, descendente provavelmente do Mastim do Tibete. Registros da época da Roma Antiga, catalogaram a existência de um cão que obedece as características descritivas do Mastino.

Estes cães eram usados para guarda das casas, devido ao seu tamanho e coloração do pêlo, que amedrontava os ladrões durante o dia, e passavam desapercebidos durante a noite.
No entanto, o Mastino, tal como o conhecemos hoje, foi apresentado à cinofilia em uma exposição na cidade de Nápoles no ano de 1946.
O pêlo é curto, denso e uniforme e a pele é solta. A altura varia de 65 à 72 cm. nos machos, e de 60 à 68 cm. nas fêmeas. O peso varia de 50 à 70 kg.

cia do cão

Raças de caes:Mastife Inglês  

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Um poderoso cão de guarda, o Mstiff é considerado uma raça tradicionalmente inglesa, apesar de alguns afirmarem que tem origem nas ilhas britânicas. Seu antepassados devemm ser buscados entre os mastins assírios, descendentes por sua vez do Mastim do Tibet.
O Mastiff é um cão de trabalho, e já foi usado para muitas funções,  em outros tempos: na caça, na guerra, para guarda pessoal e patrimonial. Hoje, é essencialmente um cão de guarda e de defesa. A cinofilia lhe tem grande estima, tanto por seus dotes estéticos como pelas qualidades psicofísicas.apesar da carinha é extremamente docil com os familiares.

mastiff

É, sem dúvida, um cão grande, volumoso, vigoroso e simétrico. É uma mistura de força, coragem, bom humor e docilidade. Tem um nariz largo, olhos pequenos e afastados, orelhas pequenas, finas ao tato.
A cauda tem implantação alta, é larga na raiz e vai se afinando até a ponta. A pelagem é curta e espessa, não muito fina nos ombros, no pesscoço e no dorso.
O Mastiff inglês, apesar de sua força, é um cão amoroso e tranquilo com a sua família. É desconfiado com estranhos, e sabe ser terrível, se for obrigado a atacar.

Raças de caes:Maltês  

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O seu pelo longuíssimo é uma das características que o torna muito atrativo. É inteligente e afetuoso com o dono, alegre, expressivo, qualidades que fazem dele um maravilhoso cão de companhia. 
A sua conformação geral é a de um cão pequeno em relação à sua forma. É um cão elegantíssimo, com cabeça, calda, membros cobertos de pêlo sedoso, branco, muito brilhante e longo. 
Mostra-se inteligente, de caráter vivaz e bastante apegado ao dono. figura entre os cães de companhia preferidos, pela brancura e vistosidade da rica pelagem

Os seus olhos expessam vivacidade e inteligência, são grandes e redondos; as orelhas tendem a ser triangulares de inserção larga e alta. São totalmente cobertas de pêlos longos, espessos, não ondulados, que chegam, pelo menos à ponta dos ombros.
O Maltês tem pelagem densa, clara, brilhante, pesada, muito longa e de textura sedosa.O comprimento médio do pêlo é de 22 cm. 
Os exemplares machos da raça medem entre 21 e 25 cm., e as fêmeas entre 20 e 23 cm. O peso fica entre os 3 e 4 kg.

filhote 

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