29 de jul. de 2015

Manejo sanitário dos Bufalos

Introdução
Em função do seu extraordinário crescimento vegetativo atual, cuja taxa anual é estimada em cerca de 10%, o rebanho bubalino ocupa lugar de destaque na pecuária nacional. A metade deste rebanho localiza-se na Região Norte; cerca de 420 mil na Região Nordeste; 360 mil na Região Centro-oeste; 450 mil na Região Sudeste e 270 mil na Região Sul.
Por produzirem carne de comprovada maciez e baixo colesterol, leite com elevado teor de gordura, produto valioso para a indústria láctea, e couro bastante grosso e de textura porosa, notavelmente apreciado pela indústria de calçados, os bubalinos encontram, a cada dia que passa, maior aceitação no setor produtivo. Atualmente, a maior preocupação é com o uso de práticas que proporcionem maior produtividade dos rebanhos, com menores custos.
O manejo inadequado referente à saúde dos bubalinos constitui um dos maiores fatores limitantes à sua produção. Isto porque os búfalos, ao contrário do que se pensa, apesar de serem dotados de marcante rusticidade e de natural refratariedade a determinados agentes mórbidos, são susceptíveis a uma variada gama de afecções. A maioria das doenças ocorrentes nesses animai, apesar de semelhantes às dos bovinos, assumem características próprias quanto à prevalência, patogenia e sintomatologia. Os búfalos, pelos seus hábitos semi-aquáticos, são bastante predispostos às doenças que se proliferam em ecossistemas úmidos, sendo as de origem parasitária as mais incidentes. Suas características anatômicas e fisiológicas tendem a fazer com que as enfermidades geralmente ocorram de maneira subclínica, ou que evidenciem os sintomas somente quando em estado bastante avançado.
Um dos principais fatores que contribuem para o surgimento ou agravamento de afecções dos bubalinos é o estresse nutricional causado pela insuficiente disponibilidade e ingestão de energia, proteína, vitaminas e minerais, uma vez que a deficiência desses elementos provoca sensível diminuição da resistência orgânica deles. O estresse calórico também constitui importante causa comprometedora do fisiologismo desses animais. Existem evidências de que o desconforto térmico influencia positivamente no aumento da taxa de mortalidade dos animais jovens. Da mesma maneira, a não-observação das boas normas de manejo zoosanitário, tais como o uso estratégico de anti-helmínticos e de ectoparasiticidas, a adoção de programas de vacinações (algumas obrigatórias), a manutenção da limpeza e higiene das instalações, além da utilização da suplementação mineral, contribui para aumentar nitidamente os estados mórbidos dos rebanhos.




Produção de carne de Bufalos



Na maioria dos países onde o búfalo é criado, a produção de carne é considerada fator secundário. Nos países do Oriente, preconceitos ou motivos religiosos dificultam o abate deste animal para o consumo de sua carne. No entanto, o búfalo foi utilizado durante muitos séculos como animal de tração, o que fez com essa espécie desenvolvesse grande massa muscular.
O bubalino é, por natureza, mais precoce que o bovino. Assim, os búfalos têm exibido maior ganho de peso do que os zebuínos e competido com as melhores raças européias de corte, apresentando valores muito semelhantes em performance.
O búfalo é capaz de se manter em boas condições, mesmo quando somente forragem de baixa qualidade está disponível ou quando é criado em área onde o bovino mal conseguiria sobreviver.
Se as condições de alimentação e manejo forem otimizadas, esses animais podem apresentar cerca de 1,5Kg de ganho de peso diário.Dessa forma, a melhoria das práticas de manejo e alimentação parecem ser o fator mais importante, no que tange ao incremento da produção de carne. Se as condições de alimentação e manejo forem otimizadas, esses animais podem apresentar cerca de 1,5Kg de ganho de peso diário.
Apesar dos bubalinos apresentarem musculatura mais rica do que o zebú, o rendimento em carne é menor, vsito que o búfalo tem o couro, a cabeça e as vísceras mais pesadas do que os bovinos. Essa diferença, porém, é compensada pela precocidade no abate.
Estudos realizados pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) indicaram um rendimento de 48,7% em relação ao peso de abate ou 55,8%, em relação ao vazio, entendendo-se como peso de abate aquele obtido no frigorífico após descanso do animal em dieta hídrica, e como peso vazio, a diferença entre o peso de abate e o peso do conteúdo - gastrintestinal.

O búfalo é um animal que produz uma carne vermelha com 40% menos colesterol e 11% mais proteína, se comparada à carne bovina e, além disso, o seu sabor é bastante similar. Entretanto, com todas estas vantagens aparentes, a comercialização desse tipo de carne, historicamente, não costuma ser tão fácil quanto a dos bovinos. 

Os motivos que sempre "atrapalharam" a produção bubalina são o menor rendimento de carcaça e a menor aceitação do couro. Além disso, o fator cultural, ou seja, o hábito da população de não consumir outras carnes em substituição à bovina, é bastante significativo. 

Para incentivar mercado, amenizando os problemas comerciais dos produtos de origem bubalina, principalmente a carne, as associações de criadores estão tendo um papel fundamental: Investimentos conjuntos no marketing da carne de búfalo ou a criação de programas de qualidade, com "selos" de garantia das associações, são importantes passos dados na direção de se criar um mercado melhor para o búfalo, no Brasil. 

Ninguém duvida do potencial produtivo dos búfalos, nem mesmo os grandes pecuaristas que criam bovinos para corte. Desta forma, o que se espera é que haja uma melhoria, ainda maior, no mercado de carne de búfalo, sem mencionar os outros produtos desse animal, como o couro, leite e a famosa muzzarela de búfala. 

Devido à famosa rusticidade dos búfalos, atribui-se a eles uma grande capacidade de produção, sem que haja a necessidade de cuidados especiais. De certa forma, essa afirmação pode ser considerada correta mas, na realidade dos grandes pecuaristas, somente a tecnologia, cuidados intensivos, boas instalações e controle genético, podem assegurar alta qualidade associada à alta produtividade. Mesmo assim, apesar do custo por hectare de uma criação de búfalos poder ser maior que o de uma criação bovina, os resultados financeiros obtidos serão maiores, por se tratar de um animal extremamente produtivo. 

Outros fatos importantes para o pecuarista interessado na criação de búfalos são os dados de produtividade desse animal. O búfalo é um animal que apresenta uma taxa de mortalidade bastante inferior ao dos bovinos (2,5% contra 4% dos bovinos); o intervalo entre os partos é consideravelmente menor, em relação aos bovinos, podendo chegar a uma diferença de mais de 150 dias. Além disso, há um dado de grande importância: a idade de abate dos búfalos situa-se entre 2 e 3 anos, enquanto que o abate dos bovinos ocorre aos 4 anos. Por último, podemos citar, pela sua relevância, que a vida útil de uma búfala (20 anos) é bastante superior à de uma vaca (9 anos). 

A principal conclusão que podemos chegar, no que diz respeito à situação do mercado da carne de búfalo no Brasil, é que muita coisa ainda precisa ser feita, apesar desse animal e sua carne já terem conquistado uma importante fatia do mercado de carnes. Entretanto, o búfalo ainda continua mais famoso pela produção da muzzarela feita com o leite de búfala. O quadro favorável que encontramos na comercialização do leite e da própria muzzarela pode e deve ser estendido para a produção de carne. 

Com certeza, a produção de carne de búfalo é uma maneira mais produtiva e rentável para o fornecimento de carne à população Contudo, isso só irá acontecer, em escala mais significativa, se houver uma mobilização dos produtores de todo o País, num esforço de marketing completo, que atinja desde o grande público, em uma campanha voltada ao incentivo do consumo desse tipo de carne, até os responsáveis pela cadeia de distribuição, pois de nada adiantará o público se interessar em consumir a carne de búfalo, se não for possível ou fácil encontrá-la nos supermercados e nos frigoríficos.
Qualidades da carne
De paladar saboroso, confunde-se a carne de bubalino com a de bovino, principalmente quando assada ou cozida. Porem, o ídice de gordura intra muscular da carne de búfalo é muito menor do que o da carne bovina, permitindo que, retirando-se a gordura inter muscular, obtenha-se uma carne magra e saudável.

A carne de búfalo possui:
- 40% menos colesterol
- 12 vezes menos gordura
- 55% menos calorias
- 11% a mais de proteínas
- 10% a mais de minerais

Provas de degustação evidenciam que não há grandes diferenças entre as carnes bubalinas e bovinas quanto ao odor, sabor, maciez e suculência. No que se refere à cor, estudos relatam sua aparência mais clara do que a de bovinos nos animais jovens, chegando a ser, porém, até mais escura com o avanço da idade.
Muitos frigoríficos também abatem búfalos, sendo sua carne enviada para o consumo juntamente com a de bovino, sem qualquer identificação especial.


28 de jul. de 2015

Produção de leite de Bufalos



A principal função do búfalo, em todos os países onde é explorado, é a de produzir leite do mais alto valor nutritivo.
Os bubalinos exibem produtividade leiteira economicamente superior aos zebuínos. Isto é, cada litro de leite é produzido a menor custo, não só por apresentar maior produção por vaca, maior número de fêmeas em lactação por ano, mas também por evidenciar, sobretudo, rusticidade extraordinária, aproveitando melhor forragens de inferior qualidade e resistindo às mais adversas condições climáticas.
Ainda vale ressaltar que, enquanto o gado bovino tem a sua capacidade de produtividade influenciada pela temperatura ambiente, o búfalo não sofre grande influência decorrente da ação desse agente climático.
Na espécie bubalina são consideradas como especializadas na produção de leite as raças: Murrah, Mediterrâneo e Nili. A produção média do rebanho nacional está em torno de 4,5 litros de leite diário por animal.
Um rebanho estudado no Vale do Paraíba mostrou período médio de lactação de 215 dias (sete meses). Neste mesmo rebanho, 80% da fêmeas apresentaram período de lactação entre 5 e 8 meses
Para que possa exteriorizar seu atributos leiteiros, é fundamental que a búfala esteja em bom estado nutricional, sanitário e em ambiente propício.

A interrupção da lactação deve ocorrer:


- com o intuíto de proporcionar um período de descanso à vaca, permitindo que esta se prepare para novo período de lactação;
- quando a produção diminui muito, inviabilizando economicamente a ordenha do animal;
- quando o bezerro atinge um estágio de desenvolvimento que permite sua desmana.
O leite bubalino apresenta uma riqueza extraordinária em seu valor nutritivo. A apreciação e valores, revela a superioridade do leite bubalino sobre o bovino. Essa notável superioridade é responsável pelo maior rendimento de leite bubalino na fabricação de laticínios. Assim, com 8 litros de leite de búfala se faz 1Kg de queijo; enquanto são necessários 12 litros de leite de vaca para a mesma finalidade.



27 de jul. de 2015

Dicas e Cuidados na Criação de Aves Domésticas



Cuidados sanitários

A produção de frangos coloniais requer a implantação de cuidados de biosseguridade. Faz-se necessário respeitar um período mínimo de 14 dias entre alojamentos, após completa limpeza e desinfecção das instalações e dos equipamentos. As aves devem ser vacinadas no incubatório, contra a doença de Marek. Enfermidades como doença de Gumboro, bronquite infecciosa das aves e doença de Newcastle podem ser evitadas por meio da vacinação. O esquema de vacinação deve atender aos desafios sanitários da região em que se localiza a produção e estar em consonância com a orientação do serviço oficial.
A prevenção contra a varíola aviária é feita por meio da vacinação por punção da asa, aos 21 dias de idade, ou via subcutânea, no primeiro dia de vida. Em regiões de alto desafio é recomendado fazer o reforço da vacina contra varíola aviária na quinta semana de idade. O controle de endo e ectoparasitos deve ser realizado com base no monitoramento periódico do lote. O controle da coccidiose pode ser feito pela vacinação das aves nos primeiro dias de vida.

AVES RECÉM CHEGADAS

As aves recém-chegadas de criadores não conhecidos devem ser separadas do plantel por 40 (quarenta) dias e lavar as patas com desinfetantes (água com creolina ou outros), bem como, colocar bolfo embaixo das asas e pernas. Cortar os bicos

EQUIPAMENTOS

De preferência manter os pintos em círculos feito de Eucatex, zinco ou outro material. No centro do circulo a fonte de calor, e ao redor, as bandejas para ração e bebedouros.
Proporção Ideal:
 1 bandeja para 100 pintos
 1 bebedouro de pressão ou pendular para 100 pintos
 1 lâmpada infravermelha de 250W para 500 pintos
 *4 tiras (meia folha) de Eucatex para um circulo de 500 pintos.
 Cortinas

QUADRO DE VACINAS 
(OBS: Se aplica mais à criação de Frango Colonial e Galinha Caipira)
Idade (dias)
Vacina
Via aplicação
Observação
---------------------
1° dia
Marek
Subcutânea
Dose única
-----------------------
7° ao 10°
Bouba
Subcutânea
---------------------
7° ao 10°
Newcastle
Gota ocular ou nasal
---------------------
7° ao 10°
Gumboro
Gota ocular ou nasal
---------------------
7° ao 10°
Bronquite
Gota ocular ou nasal
Revacinar com 6 meses
-------------------------------------------------
30° ao 35°
Coriza
Injetável no músculo do peito
Revacinar com 6º e 120 dias coriza oleosa
---------------------------------------------------------
40° ao 50°
Bouba
Subcutânea membrana da asa
Revacinar anualmente
---------------------------------------------------
40° ao 50°
Newcastle
Gota ocular ou nasal
Revacinar com 6 em 6 meses
-----------------------------------------------------------
40° ao 50°
Gumboro
Gota ocular ou nasal
Revacinar anualmente
--------------------------------------
40° ao 50°
Bronquite
Gota ocular ou nasal
Revacinar anualmente
-----------------------------------------------
70° ao 75°
1ª dose
Salmonela para aves de postura
Meio ml intramuscular
Revacinar com 16 semanas 2 doses
----------------------------------------------------
60° ao 90°
Cólera e tifo aviário
Injetável no músculo do peito


REMÉDIOS CASEIROS, CURIOSIDADES - DICAS E CRENDICES POPULARES

1. A folha de bananeira é boa para combater o verme das aves;
2. O limão e a acerola tem muito ácido cítrico e são bons para combater a coriza;
3. O pó de café tem cafeína que é energético;
4. O alho possui 17 antibióticos, é bom inclusive para coriza;
5. A pimenta e o jerimum fazem a gema do ovo ficar vermelho;
6. O capim pendurado no aviário, evita a bicagem das aves;
7. O óleo de copaíba é ótimo para combater a inflamação;
8. A bicagem das aves, em parte, é devido a falta de cálcio;
9. A casca de ovo tem muito cálcio quando passada no liquidificador (o pó) é excelente para as aves;
10. A moela é o órgão que opera a mastigação dos alimentos, é a dentadura das aves. Se o milho for ingerido inteiro o organismo absorve menos;
11. As fontes que tem muitas vitaminas “C”, e são excelentes para as aves são: acerola, limão, cajá, manga, goiaba, entre outros;
12. As hortaliças também são muito úteis para alimentação das aves: Tomate, quiabo, coentro, feijão em geral.

SOLUÇÕES CASEIRAS PARA ALGUNS PROBLEMAS DE SAÚDE: PIOLHO, RONQUEIRA, VERMES, DIARREIA, EMPENAMENTO.

 Piolho: Adicionar enxofre na ração
 Ronqueira: Uma cabeça de alho amassada em 50 litros de água
 Vermes: Mamão verde, acerola, folhas de bananeira, hortelã miúdo
 Diarreia: Folhas de goiabeira e de bananeira.
 Empenamento (Depenagem é a falta de nutrientes): A solução é batata doce, verduras, cálcio e fosfato.
As criações industriais de galinhas de granja adoecem mais de coriza e gumboro, sobretudo devido ao calor da cama de cavaco. Alguns produtores vacinam de coriza, o que eleva muito o custo de produção.

CURIOSIDADES:

Lampião o "Rei do Cangaço" usava nos seus comandados alguns processos que nos parece um tratamento bem dolorido:
Nas feridas: Cinza, sal, pimenta, fumo:
Nas feridas abertas = Aguardente e pimenta malagueta seca, colocado no orifício das Feridas. O fumo em pó colocado nas feridas abertas, evita infecção e moscas.
Casca de jenipapo para luxações.
Chá de quixaba para cicatrização

INFORMAÇÕES SIMPLES

1. O número ideal de galos para cada galinha, deve ser no mínimo, 1 galo para 5 galinhas e no máximo, 1 galo para 10 galinhas.
2. O tempo útil ideal para uma galinha produzir é de 2 anos, podendo “forçar” até 3 anos. O espermatozoide da ave fica na gordura.
3. Os 12 primeiros dias de um pinto são fundamentais para o seu desenvolvimento futuro.
4. A boa poedeira tem algumas características peculiares: Crista grande com cor viva, cloaca grande, corada e macia.
5. Na gema do ovo gerado, o pinto tem 72 horas de proteção.
6. Uma falha prejudicial do responsável pelas aves: “Está faltando colocar ração, deixa para colocar depois do almoço”. Duas horas, prejudica todo o plantel.
7. Início da postura: 20 semanas ou 5 meses. Tempo de incubação=21 dias
8. Um plantel de galinhas põe em torno de 70% a 80% no primeiro ano de postura.
9. A altura normal dos comedouros e bebedouros, para as galinhas devem ser a altura do peito.
10. Nos galos índio gigante, colocar os comedouros e bebedouros, mais altos com ração mais forte.
11. Os poleiros são importantes na criação das aves semi confinadas, e devem ser sempre no sentido horizontal, com altura de 40 a 50cm do chão. São desaconselhados os poleiros com formato de escadas.
12. No caso de uma construção rústica, é necessário que se tenha uma área coberta para se alojar os equipamentos.
13. As aves ornamentais são estabelecidas pela “American Poultry Association” que publica o livro “Standard of Perfection” que estabelece 175 variedades de aves conhecidas pelas suas características e regiões de origem. A fazenda Califórnia dispõe desse livro para venda (em inglês).
14. Na construção do aviário é bom seguir a seguinte orientação: Sol nascente – aviário – sol poente.
15. Nas aves rústicas, a diferença de peso entre macho e fêmea, oscila em torno de 500grs, dependendo do tipo de criação e do peso total alcançado.
16. A época de mudança de penas, é antes do inverno, e antes do verão.
17. A forma mais segura de saber o sexo, é virar a cloaca da ave, ou, o exame de DNA, realizado com uma gotinha de sangue. Folclore ou não, se diz que, se o pintinho esticar as pernas ao ser pego na mão, é macho, se encolher é fêmea. Os ovos mais redondos nascem fêmeas e os mais bicudos nascem machos.
18. Uma providência simples, mas, importante para a higiene, é um tonel para servir de forno séptico, onde serão queimados todos os animais mortos.
19. Para economizar no desperdício de ração no comedor automático tubular, pode-se colocar um arame em forma de mola, entre o tubo, e o aro evita-se que a galinha puxe com o bico, a ração para o lado de fora.
20. Caso o galo ou a galinha estejam muito gordos, mas, ainda interesse ficar com os mesmos, aconselha-se 3 dias sem ração, apenas bebendo água.
21. Quando os pés das aves mais velhas estiverem com escamas ou peles ressecados pode-se passar querosene para limpá-las.
22. Uma providência interessante para se saber quais as galinhas que estão em postura, quando alojadas em pequenas divisões, é numerar os ovos, de acordo com o número dos compartimentos e depois verificar quantas galinhas eram, e quantos ovos realmente foram colhidos a cada dia. O número no ovo, irá servir para avaliação das poedeiras.
23. Quando chocados, o número identificará em qual divisória, os ovos não estão fertilizados.

FINALMENTE: SE OS CUIDADOS, OS REMÉDIOS E AS “DICAS” NÃO DEREM RESULTADOS E VOCÊ ACREDITAR EM “OLHO GRANDE”

 Cerque a área da ave com sal grosso.
 Na entrada, coloque uma taça também com sal grosso.
 4 dentes de alho nos 4 lados e 1 olho de boi.

COMERCIALIZAÇÃO

A boa opção na criação da raça índio gigante, e que justifique o seu investimento são, as vantagens de ser uma criação solta no campo, rústico, sem hormônio e sem tóxicos, tem um porte avantajado e alcançam na metade do tempo, um volume de peso duas vezes superior ao da caipira. Não existe nada mais saudável para a saúde do que o consumo da carne e ovos do índio gigante, o ovo é a segunda alimentação mais completa de nutrientes do mundo com 93%. O leite materno, sendo a 1ª mais completa.
Na comercialização de forma amadora, os pintos índio gigante, cobrem os custos e garantem um bom lucro ao criador. Para a venda de forma comercial, o investimento, terá que ser compatível com o número de matrizes que se pretende e o lucro que se almeja.
Lembramos que o preço do quilo da galinha de granja varia em torno de R$ 3,50 e o da galinha caipira em torno de R$ 14,00 (4 vezes mais).


CONCLUSÃO

Estabelecemos boas providências para o sucesso de uma criação não industrial, entretanto, se o pequeno criador, ou iniciante, dispensar algumas dessas providências também poderá ser bem sucedido, desde que, a sua assistência pessoal possa ser eficiente no manejo ou delegue a quem a realize com interesse. Sem dúvida as aves criadas soltas, além de saudáveis, sem hormônio ou produtos industrializados, são mais resistentes às bactérias que provocam as doenças.





Dicas para uma boa administração do seu aviário



Esta relação é apenas com a intenção de ajudar. Caso, alguma dessas providências for útil, nos damos por satisfeitos.

1. Entrada de sol no ambiente de criação
2. Sempre que necessário, pintar as gaiolas que sejam de madeira ou arame
3. Consertar os portões e as telas fracas e sem vedar a passagem
4. Caiar os aviários e desinfetá-los sempre que necessário
5. Cartaz "não jogue lixo no chão”
6. Árvores podadas para haver circulação de vento
7. Capim cortado para evitar fungos e bactérias
8. Pé de lúvio nas entradas, principalmente no pinteiro
9. Não permitir entrada de estranhos no pinteiro
10. Manter limpo e arrumado o almoxarifado, pois, é dele que saem as peças para trabalho e não devem levar bactérias de ratos, baratas, etc.
11. Pela manhã completar a ração dos comedouros para o dia e regular alguma que esteja derramando ração.
12. Caixa d água lavada a cada 15 dias e colocar cloro a cada semana
13. Descartar aves após 2 anos de postura(1°ano 80% e 2°ano 60%)
14. Equipamentos para os funcionário (botas, batas, etc.)
15. Acondicionamento e uso de medicamentos preventivos
16. Construção de incineradores e fossa séptica
17. Implantação do C.T.
18. Capacitar os funcionários. Treinamento
19. Fazer manejo por faixa etária
20. Fazer um correto armazenamento dos ovos
21. Fazer uso correto dos quarentenários
22. Controle dos vetores (ratos, moscas, etc.)
23. Estar sempre atento para: Mudar, consertar, regular e instalar bebedouros e comedouros
24. Suplementação alimentar, para evitar o consumo de ovos pelas aves. Casca de ovo moída e colocada num pote ao lado, da ração.
25. Verificar a limpeza e arrumação geral da granja, principalmente o depósito.
26. Propor formas de economizar ração (desperdício), luz, pessoal e aves que não produzem.
27. Observar e consertar, sistemas de água e luz, principalmente vazamentos.
28. Verificar a cada 2 dias o trabalho dos funcionários, de acordo com a relação estabelecida para cada um. Verificar sempre comida nos cochos ou furos nos bebedouros e altura dos mesmos, compatíveis com as aves. Altura do peito. Aves roncando.
29. Estabelecer os plantões dos funcionários aos sábados e domingos.
30. No inverno verificar se a chuva está entrando nos aviários e colocar cortinas.
31. Para os funcionários será considerado falta grave o não fornecimento de água, comida e remédios prescritos. Será imprescindível também a separação dos doentes ou ameaçados.
32. Telefone celular as 07:00hrs.Trabalhar com farda.
33. Os clientes: Anotar o nome e telefone, dos clientes.
Não é permitido desconto nas vendas ou recebimento em cheque acima dc RS 100,00 sem falar antes com a diretoria. Cheques só receber com mais de 2 anos de conta, com endereço e telefones.
34. Trocar a bota, roupa e tomar banho antes de entrar no pinteiro e sala de nascimento.
35. "Guardar utensílios e ferramentas no lugar próprio.
36. Economizar luz. Apenas 3 lâmpadas a noite.
37. Procurar aproveitar o que for possível de material antes de comprar.
38. Todos os dias as 16:00hrs, queimar aves mortas e verificar se tudo foi queimado.
39. Pulverizar os aviários duas vezes por dia com muito cuidado porque essas 2 vezes substitui as 3 necessárias. AVT 500 = 40 ml para 20 litros de água.
40. Cuidado para não desperdiçar ração. Quantidade de acordo com o número de aves. Milho para os que forem indicados.
41. Quando colocar ração, verificar a limpeza do cavaco nos bebedouros.
42. Lavar os bebedouros e comedouros com escova e sabão amarelo, a cada semana.
43. Comedouros e bebedouros que não estão sendo usados, lavar e guardá-los no depósito.
44. Passar pano nas cadeiras e mesas da área externa. Lavar com cloro cadeiras de plástico. Óleo nas madeiras próprias desse tipo de limpeza.
45. Aos sábados passar pano molhado na sala de entrada e terraço.
46. Soltar as aves pela manhã (se não chover).
47. Limpar, roçar, ciscar e queimar matos da propriedade. Aparar ervas do muro. Apanhar do chão penas, pedaços de plásticos, pedras, madeiras, etc.
48. Manter limpo o banheiro, com papel e sabão.
49. Ao final do trabalho limpar as ferramentas e a área comum.
50. Providenciar ninhos de madeira em cada criatório.



Raças Bubalinas (Bufalos)


As raças e suas características:

Os búfalos no Brasil estão representados por quatro raças : Jafarabadi, Murrah, Mediterrâneo e Carabao.
Os animais possuem uma aparência reveladora de saúde e vigor, constituição robusta, com masculinidade e feminilidade segundo o sexo.
Para se avaliar as raças existem características que são permissíceis, isto é , podem conter em algúns animais, e outras desclassificantes, que se houver o animal pode ser descartado. Aqui vai algumas dessas características:
Características permissíveis: pelagem preta com nuance castanha escura; pêlos brancos isolados e raros no corpo;pequena mancha branca na fronte desde que com pele preta; ausência de vassoura; pequenas manchas claras nos chifres; chifres de direção quase retilínea; cegueira unilateral;espáduas de inserção um pouco imperfeitas; claudicação leve; temperamento nervoso, sem ser bravio.

Características desclassificantes:pelagem branca ou clara ou grandes manchas-brancas; ausência de chifres; cegueira bilateral;olhos gázeos; órgãos de reprodução anormais; temperamento bravio; outras más formações hereditárias ou adquiridas; debilidade constitucional ou orgânica; hérnia;sérios defeitos de aprumos;claudicação grave; virilidade de fêmea e feminilidade de macho; temperamento bravio; 

Agora vamos as especificações das raças :
Raça Jafarabadi


De origem indiana, predomina nas regiões Centro e Sul do país, especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Padrão da raça



Cabeça: maciça, perfil craniano ultraconvexo; 

Fronte: testa proeminente, ultraconvexa; 
Chanfro: retilíneo e sub-convexo; 
Chifres: longos, fortes e grossos, de secção triangular ou ovalada, dirigidos para trás e para baixo, com curvatura final para cima e para dentro, em harmonia com o perfil craniano; 
Temperamento:Dócil e manso


Características Gerais
1. Aparência: reveladora de saúde e vigor, constituição robusta, com masculinidade e feminilidade segundo o sexo.
2. Tamanho: indicativo do crescimento por idade, sendo de porte médio a grande e de corpo simétrico e equilibrado.
3. Tipo: conformação própria do tipo morfo-fisiológica misto, além de incluir exigências de aprumos normais, com cascos fortes e bem conformados.
4. Reprodução: aparência normal quanto ao tamanho e forma da bolsa escrotal e vulva, além do número de testículos e tetas, não se computando as tetas extranumerárias.
5. Olhos: profundos, elípticos, límpidos e pretos.
6.Orelhas: tamanho médio, com direção horizontal, dirigidas por cima do chifre;
7. Pelagem: forte correlação entre a cor dos pêlos e da pele em todo o corpo, sendo pretos os pêlos e a pele. A cor preta estende-se também aos chifres, casco, espelho nasais e mucosas aparentes.
Raça Murrah


De origem indiana, a raça conquistou a preferência de criadores brasileiros de diversos Estados, estando sua população em crescente desenvolvimento.
Padrão da raça


                                                                                                                  Cabeçaperfil craniano retilíneo ou levemente sub-convexo e são leves. 

-Chanfro: de retilíneo a sub-convexo; 
-Chifres: pequenos, relativamente finos, de secção ovalada ou triangular, descrevendo curvaturas em torno de si mesmo, em forma de espiral enrrodilhando-se em aneis na altura do crânio; 
-Pelagem: forte correlação entre a cor dos pêlos e da pele em todo o corpo, sendo, pretos os pêlos e a pele. A cor preta estende-se também aos chifres, cascos, espelho nasais e mucosas aparentes. A vassoura da cauda é branca, ou preta, ou mesclada. 
- Temperamento: manso ou dócil;


Características Gerais
1.Aparência: reveladora de saúde e vigor,constituição robusta,com masculinidade e feminilidade segundo o sexo.
2. Tamanho: indicativo do crescimento por idade, sendo de porte médio a grande e de corpo simétrico e equilibrado.
3. Tipo: conformação própria do tipo morfo-fisiológica misto, com prevalência leiteira, além de incluir exigências de aprumos normais, com cascos fortes e bem conformados.
4. Reprodução: aparência normal quanto ao tamanho da bolsa escrotal e vulva, além do número de testículos e tetas.
5. Olhos: levemente proeminentes nas fêmeas e com menor projeção nos machos, vivos, límpidos e pretos.
6. Orelhas: relativamente pequenas, de direção quase horizontal e um pouco pendulosas.

Raça Mediterrânea


De origem italiana, seu aspecto externo é muito semelhante ao da raça Murrah. É encontrada em quase todos os Estados.É uma raça de dupla aptidão, leite e corte, mas é mais cotada para o corte.Os animais da raça mediterrânea apresentam porte médio e são medianamente compactos.
Padrão da Raça

- Cabeça: tamanho médio, perfil craniano ligeiramente convexo; 

- Chanfro: de retilíneo a sub-convexo; 
- Chifres: longos,fortes e grossos, de secção ovalada ou triangular, dirigidos para trás, para fora e para o alto terminando em forma semicircular ou de lira; 
- Temperamento: manso ou dócil.

Características Gerais
1. Aparência: reveladora de saúde e vigor, constituição robusta, com masculinidade e feminilidade segundo o sexo.
2. Tamanho: indicativo do crescimento por idade, sendo de porte médio a grande e de corpo simétrico e equilibrado.
3. Tipo: conformação própria do tipo morfo-fisiológica misto,além de incluir exigências de aprumos normais, com cascos fortes e bem conformados.
4. Reprodução: aparência normal quanto ao tamanho da bolsa escrotal e vulva, além do número de testículos e tetas.
5. Olhos: arredondados, levemente projetados, vivos, límpidos e pretos;
6. Orelhas: tamanho médio e em posição horizontal;
7. Pelagem: forte correlação entre a cor dos pêlos e da pela em todo o corpo, sendo pretos os pêlos e a pele. A cor preta estende-se também ao restante das partes do corpo.

Raça Carabao


Segundo alguns autores os Carabaos foram os primeiros búfalos introduzidos no Brasil, na Região Norte. Representados pelo búfalo "preto marajoara" e muito semelhante ao búfalo da Malaia.No Brasil, a maior população desta raça está concentrada na Ilha de Marajó, no estado do Pará. É muita adaptada às regiões pantanosas e, por isto, apresentando pelagem mais clara. Também é conhecido por sua dupla aptidão, produzindo carne e sendo excelente para tração.
Padrão da raça

- Cabeça: tamanho médio perfil craniano retilíneo; 

- Chanfro: retilíneo; 
- Chifres: longos, grandes e fortes, de secção triangular, emergindo lateralmente da cabeça e dirigindo-se em posição horizontal para fora e depois para trás e para cima; 
- Temperamento: manso ou dócil.

Características Gerais
1. Aparência: reveladora de saúde e vigor, constituição robusta, com masculinidade e feminilidade segundo o sexo.
2. Tamanho: indicativo do crescimento por idade, sendo de porte médio para grande e de corpo simétrico e equilibrado.
3. Tipo: conformação própria do tipo morfo-fisiológica, de corte, além de incluir exigências de aprumos normais, com cascos fortes e bem conformados.
4. Reprodução: aparência normal quanto ao tamanho e forma da bolsa escrotal e vulva, além do número de testículos e tetas.
5. Olhos: arredondados, grandes, projetados e pretos;
6. Pelagem: cinza escura ou rosilha, manchas claras ou brancas nas patas, no pescoço logo abaixo da mandíbula e próximas ao peito em forma de listras circulares e paralelas, além de tufos claros nas arcadas orbitários superiores, nas comissuras labiais e no ventre.



Cuidados com os Bufalos

Manejo

Embora os bubalinos sejam de grande rusticidade e de fácil adaptação eles necessitam de cuidados e tratos adequados. As recomendações para os bovinos são válidas para os búfalos, mas ajustados os vários elementos indispensáveis para uma exploração racional e econômica.
O búfalo vive bem nas regiões secas ou alagadiças, em zonas de clima tórrido ou temperado em altitudes variadas. O importante é o manejo correto, adequado as condições onde é criado.
O manejo do búfalo é quase igual ao do boi. O búfalo dá piolho e verme, que podem ser facilmente combatidos. O piolho é do tamanho de um carrapato. Para combatê-lo, o animal se coça nas árvores e se cobre de lama. Sempre metido na lama, o animal é atacado por vermes. Assim, é necessário combater o piolho e os vermes. Ele pasta qualquer capim e não atola. É um animal mais gregário do que o boi. Vive em famílias. Deve ser custeado para continuar manso. É dócil, inteligente. Aceita ser montado. Possui uma força imensa. Não dá coice pra traz. É grandalhão e não cabe no tronco dos bovinos.
É desmamado aos dez meses, o que ocorre em janeiro; pode entrar imediatamente em confinamento, com 1kg de concentrado por dia, e ser abatido em agosto, aos 18 meses de idade, com 380kg, na época em que a carne possui bom preço.
Seu consumo de matéria seca em função do peso corporal é ligeiramente superior ao dos bovinos sendo, porém, reconhecidamente melhor conversor de alimentos mais pobres em carne e leite que os bovinos, apresentando excelente resposta na produção leiteira quando adequadamente alimentadas.
Ordenha
O processo de ordenha é manual, e também com uso sistemático de ordenha mecânica, necessitando os equipamentos pequenas adaptações, particularmente ao que se refere à pressão de vácuo e eventualmente na dimensão dos bicos. A apojadura normalmente é feita com a presença do bezerro, o que é bastante facilitada pelo fato de que em poucas semanas, o bezerro "aprende"o nome da mãe e assim, atende quando chamado pelo ordenhador, dirigindo-se sozinho para a sala de ordenha. Mesmo assim, sem utilização de drogas, temos diversos animais que "apojam" sem a presença dos bezerros. Não há necessidade de "amarrar" a fêmea durante a ordenha.
Um cuidado adicional, principalmente nas fêmeas de maior produção, refere-se à prevenção e tratamento da mastite. Os úberes são limpos e desinfetados antes e após a ordenha, o leite é regularmente testado (CMT) a fim de se detectar a presença de infeção sub-clínica . Nos casos clínicos os animais são isolados e recebem tratamento específico. Animais estabulados tem suas fezes recolhidas diariamente.
Adaptações


Apesar de "rústico", o búfalo está sujeito às mesmas doenças que afetam os bovinos, devendo-se pois atentar para as medidas profiláticas usuais tais como vacinações, desverminizações, pulverizações e exames periódicos de controle.


Devido às características de sua pele, mais grossa, de pelagem negra e com menor quantidade de glândulas sudoríparas, principalmente em climas mais quentes, deve-se evitar o ocorrência de "stress térmico", fornecendo aos animais sombreamento e/ou água para banho, a fim de evitar comprometimento na produção, no desenvolvimento e mesmo na fertilidade do rebanho.A presença de um lago açude ou aguada na fazenda é desejável, pois além de refresca-los e protege-los dos raios solares, hidrata a sua pele. Deve-se atentar para a contenção destes animais. Assim, as cercas, que podem ser de arame farpado ou liso devem ser mantidas em bom estado de conservação. Os búfalos respeitam bem cercas eletrificadas, mesmo que com um só fio. Observa-se porém que, na ausência de alimentação disponível, o animal, dado seu porte avantajado, busca o alimento onde ele se encontrar disponível, rompendo com mais facilidade cercas em mau estado de conservação, ou se aproveitando de eventuais interrupções de energia nas cercas eletrificadas. 

Como já dizia um criador, "... a melhor cerca para o búfalo é um bom pasto...". Alguns criadores optam pela contenção dos animais à noite, quando aproveitam para suplementar suas necessidades de volumosos e, dado seus hábitos noturnos, evitar sua movimentação excessiva. Apesar de seu tamanho avantajado,são raros problemas com seu temperamento, a não ser em fêmeas com crias recém nascidas, particularmente novilhas. Porém, não se verifica o comportamento de dominância observado nos touros bovinos, onde muitas vezes se pode manter mais de um macho em um mesmo lote. Os touros adultos não podem ser mantidos juntos, principalmente em estações de monta. Animais velhos, principalmente machos, podem apresentar-se mais bravios e nestes casos, devem ser eliminados.
A rotina e interação com os tratadores é fundamental na manutenção dos níveis de produção em búfalas. Assim, mudanças bruscas de manejo, presença de estranhos durante a ordenha, alterações na regularidade das ordenhas e alimentação podem promover redução importante em sua produção.