19 de jun. de 2016

O Apiário

3. O Apiário

3.1 Com quantas colméias devo iniciar um apiário?

Se você não tem experiência anterior, com zero. Isso mesmo, antes de adquirir qualquer coisa de apicultura, procure um bom curso. Depois de fazê-lo, você terá condições muito melhores de avaliar como deverá ser o seu início na apicultura, ou, se for o caso, até desistir da idéia.

3.2 Como eu acho um bom curso de apicultura?

Uma forma é consultando a associação de apicultores da sua região.
Na minha opinião, um bom curso é aquele que combina teoria e prática de forma complementar. A teoria deve ser dada em vários dias, pois o assunto é vasto e impossível de ser minimamente assimilado se ensinado em um ou dois dias apenas. Da mesma forma, a prática deve ser feita em várias vezes, para que os alunos possam enfrentar diversas situações diferentes com a necessária tranqüilidade.
Alternativamente, você pode ler este texto, alguns livros e artigos, algum curso pela Internet, o que lhe dará uma boa base teórica, e fazer alguns dias de prática com algum apicultor amigo seu. Mas eu ainda recomendo a primeira opção, em que a prática é conduzida pelo mesmo instrutor teórico, o que dá uma maior solidez ao aprendizado.
Além do curso básico tradicional, há outros específicos que podem ser do seu interesse. Antes de fazê-los, porém, procure acumular um pouco de experiência e conhecimento, para direcionar melhor seus objetivos.

3.3 Mas, afinal, com quantas colméias geralmente se inicia um apiário?

Cinco a dez colméias é uma recomendação freqüente na literatura, mas não leve isso muito a sério. Você pode perfeitamente iniciar com uma única colméia, aprender bastante com ela, divertir-se e ainda colher seu primeiro mel. Depois, se desejar, e na medida das suas possibilidades, você pode ir ampliando o apiário.
Como primeiro critério, adote a sua capacidade de manejo. Estime quantas colméias você pode manter bem, considerando o seu tempo disponível e a sua disposição. Esqueça o critério, relativamente comum no início, de aumentar o número de colméias até igualar-se ao seu vizinho ou impressionar seus amigos - esta é uma receita de fracasso quase garantida. Não esqueça que você pode ser um excelente apicultor de uma colméia ou um péssimo apicultor de 200. Na dúvida, opte sempre pela qualidade.

3.4 Onde o apiário deve ser localizado?

Há diversas variáveis envolvidas nessa escolha: segurança, disponibilidade de flores e de água, presença de outros apiários.

3.5 A que distância de casas um apiário pode estar?

Em relação à segurança, abelhas africanizadas não podem ser mantidas em áreas densamente populadas. Uma recomendação freqüente é que o apiário seja mantido a 500 m de residências e criadouros. Trata-se, porém, de uma tolice. Essa distância define uma área circular completamente desabitada de quase 80 hectares, algo impossível para a maioria dos apicultores.
Eu crio abelhas africanizadas desde 1987. Num raio de 100 a 200 m há ou já houve casas, galinheiros e chiqueiros. Em todo esse tempo, nunca houve caso de pessoa ou animal ferroado em conseqüência das confusões que aprontei no apiário. É claro que isso não prova nada, mas a minha observação (e a de muitos outros) é que a proteção mais eficiente não é a distância, mas barreiras naturais bem fechadas, como mato nativo, um morro ou um reflorestamento adensado (cuidado, porém, que florestas plantadas são cortadas periodicamente).
Portanto, ao escolher o local do seu apiário, certifique-se de que há uma boa barreira natural entre o local e as casas e galpões vizinhos. Com boas barreiras naturais, uma distância de 100 m pode ser suficiente. De qualquer forma, se você for iniciante em apicultura, procure ouvir a opinião de um apicultor experiente antes de definir o local do seu apiário.

3.6 A que distância de flores e água deve ficar o apiário?

Em relação às flores, quanto mais próximo, melhor. Grosso modo, considere que a flora apícola útil situa-se num raio de até 1.500 metros do apiário. Não apenas a distância, mas também (e principalmente) a quantidade de espécies apícolas e a duração, intensidade e período das floradas são importantes na localização de um apiário fixo. Se você não tem alternativa, só lhe resta estabelecer o apiário onde é possível e avaliar o seu desempenho por algumas safras. Deficiências na flora apícola podem ser compensadas com o plantio de espécies apropriadas à sua região, ao menos parcialmente.
Em relação à água, também é interessante que ela esteja disponível em local próximo, de fonte limpa. Às vezes, uma alternativa viável é fazer um bebedouro para as abelhas, com água encanada pingando sobre um tanque raso, com areia e brita para as abelhas não se afogarem.

3.7 Que distância entre apiários deve ser respeitada?

Considerando-se a área útil de coleta das abelhas em 1.500 m, três quilômetros seria uma distância ideal. Infelizmente, este também é um número completamente irreal para a maior parte dos apicultores. Na prática, o que importa mesmo é a saturação do local.
Qualquer florada produz uma quantidade de néctar que pode ser total ou parcialmente colhido pelas abelhas e outros insetos. Se o tempo permite, mas nem todo o néctar produzido é colhido, a área está insaturada, isto é, ela ainda admite acréscimo de colméias. Caso contrário, a área está saturada, e o acréscimo de colméias acarretará a queda de produtividade das demais. Essa condição não é imediatamente percebida, mas uma queda de produção contínua por alguns anos pode ter a saturação como causa. A saturação também pode ocorrer sem acréscimo de colméias, pela remoção da flora apícola local, por desmatamento ou limpeza de campo.
Se você estiver iniciando, pode ir aumentando suas colméias gradualmente, até que a produção média fique mais ou menos estável. Se ela entrar em declínio contínuo, é bom investigar as causas, mas cuidado para não culpar a saturação muito cedo. O clima, por exemplo, é um fator altamente determinante da produção. As ocorrência das espécies anuais e o desempenho apícola das plantas também podem variar enormemente de um ano para outro.

3.8 Até quantas colméias posso ter num apiário?

De novo, depende da saturação da área. Em alguns lugares, não valerá a pena ter nenhuma; em outros, talvez seja possível manter cinqüenta colméias. Em qualquer caso, a capacidade do local é variável, podendo crescer ou diminuir de acordo com o que é plantado ou cortado nas imediações.

3.9 E se a produção cair porque o meu vizinho instalou um apiário?

Essa é uma questão muito delicada. Parece-me claro que seu vizinho tem o mesmo direito que você de ter um apiário. É como o caso do comerciante que tem um mercado e vê um concorrente estabelecer-se a meia quadra. A não ser que haja demanda reprimida, ambos ganharão menos do que ganhariam se estivessem sós. O direito de ambos é garantido, mas os resultados podem fazer um deles desistir.
No caso de apiários vizinhos, há dois caminhos possíveis: cooperação ou competição. Você pode conversar com o seu vizinho e chegar a um acordo com ele a respeito de quantas colméias cada um pode explorar, considerando o potencial do local e quanto cada sítio contribui para a flora apícola. Essa é a solução ideal, mas requer que os vizinhos tenham bom senso e boa vontade, o que nem sempre acontece.
A alternativa, no caso de uma área saturada, é a competição: tentar fazer o melhor manejo possível, para obter uma produtividade aceitável.

3.10 A que distância deve ficar uma colméia da outra?

Abelhas africanizadas geralmente são agressivas e pilhadoras, não devendo ser mantidas muito próximas, para que o manejo de uma colméia não alarme as vizinhas. Em geral, 5 m é uma distância aceitável, mas há quem use um distanciamento muito pequeno, da ordem de 1 metro.

3.11 Que outras considerações são necessárias no planejamento do apiário?

O mais importante é que haja um planejamento completo e cuidadoso antes que a primeira colméia seja instalada, porque depois tudo será muito mais difícil.
Por exemplo:
· Verifique se há agricultores que usam pesticidas nas proximidades. Isso pode ser fatal para suas abelhas ou deixar resíduos no seu mel.
· O apiário deve ter acesso fácil - lembre-se de que haverá colméias a serem levadas para lá e, espera-se, melgueiras muito pesadas a serem retiradas.
· O acesso às colméias deve ser sempre por trás, nunca pela frente, pois isso interrompe a linha de vôo delas e provoca muito mais ataques.
· Um sombreamento leve é muito útil nas estações quentes. Em regiões que possuem estações frias, árvores que perdem as folhas no inverno são uma boa opção para arborizar o apiário. Uma boa alternativa, especialmente nas regiões mais ao Sul, é posicionar as colméias numa boca de mato voltadas para o Norte. Desta forma, elas receberão uma incidência direta de sol maior no inverno e menor no verão.
· Locais sujeitos a alagamento são péssimos para as abelhas, pois a umidade dificulta a evaporação do néctar, e para o apicultor, que deve manejar as abelhas em meio à lama.
· Terrenos muito íngremes dificultam a movimentação no apiário e sujeitam o apicultor a quedas que podem ter sérias conseqüências. O uso de terraços pode ser uma boa solução.
· É preferível que o lado dos ventos mais fortes fique protegido por algum tipo de quebra-vento, natural, construído ou plantado.
· Lembre-se que você pode querer aumentar o apiário no futuro. É melhor já pensar numa possível ampliação e preparar toda a área de uma vez.
· Não esqueça de que você precisará de um local para abrigar os equipamentos, as roupas e as colméias vazias.
· A distância do apiário à sua casa também não pode ser grande demais, para que o manejo possa ser feito numa freqüência mínima.

3.12 Para que lado devem ficar virados os alvados?

Uma crença comum é de que os alvados devem ser voltados para Leste, de forma que as abelhas "comecem a trabalhar assim que o sol nasça". Pelo mesmo raciocínio, essas abelhas devem parar de trabalhar mais cedo, já que o sol poente estará no lado oposto ao alvado? Um trabalho realizado na Inglaterra divulgado no plenário Apacame por Breno Freitas, da UFC, investigou o comportamento de abelhas cujas colméias tinham o alvado voltado para diferentes posições, e não encontrou nenhuma diferença significativa.
Um critério bom é posicionar as colméias de forma que o deslocamento do apicultor e de algum veículo possa se dar sempre pelos fundos das colméias, nunca próximo às frentes. Se ainda assim houver alternativas boas de posicionamento, considere a possibilidade de instalá-las em beira de mato, voltadas para o Norte (veja item 3.11) ou com o alvado voltado para o lado em que os ventos são menos intensos.

3.13 Como limpar o apiário?

Depois de habitado, a limpeza do apiário é um pouco mais complicada. Tem de ser feita com o equipamento de proteção, pois a movimentação provoca muita agitação nas colméias. Uma boa solução é usar as telas de alvado, de escape invertido. Essas telas permitem a entrada das campeiras, mas não a sua saída. Assim, o trabalho pode ser feito com mais calma, à custa do aprisionamento temporário das abelhas.
Alguns usam herbicidas naturais, como o sal. Poucas plantas toleram uma alta salinidade, e o apiário, ou pelo menos o entorno das colméias, pode ser mantido limpo assim. Sem uma cobertura vegetal, porém, o solo absorve e irradia mais calor, aumentando a temperatura no apiário. E as chuvas podem transformá-lo num lamaçal.
Uma boa ajuda pode ser o plantio de uma cobertura vegetal baixa e agressiva, como alguns tipos de grama e trevos, de preferência que já estejam aclimatados à região.

3.14 Posso criar animais perto do apiário?

Depende. Animais encurralados podem ser atacados e mortos se não puderem fugir.
Gado bovino normalmente pode ser criado, desde que não haja cercas que impeçam a sua fuga. Nesse caso, é preferível não cercar nem mesmo o apiário, pois se algum animal conseguir passar a cerca e derrubar alguma colméia, provavelmente não achará a saída. Com apiário aberto, geralmente o gado aprende a respeitar as colméias, e raramente se ouve relatos de acidentes.
Já com gado eqüino, alguns apicultores reportam problemas. Os cavalos parecem ter uma tendência menor de fugir sob ataque, e maior de se agitar, escoiceando. Isso é perigoso em caso de acidente.
Animais menores podem ser mantidos à distância com o cercamento do apiário com tela ou arame.

3.15 Posso fazer as minhas colméias?

A não ser que você seja um marceneiro, é melhor comprá-las, pois a construção dá muito trabalho, e as dimensões devem ser exatas, para que outros acessórios possam ser usados com elas. As dimensões estão disponíveis na Internet e em diversos livros. Mas é preciso tomar cuidado com as medidas: em [WIE87], por exemplo, algumas medidas não são as oficiais.

3.16 Quanto custa uma colméia?

Uma colméia completa, com fundo, ninho, duas melgueiras, quadros aramados e tampa custa aproximadamente o mesmo que 10 kg de mel (no varejo). Um ninho com quadros custa por volta de 4 kg de mel, e uma melgueira, uns 3 kg de mel.

3.17 Quantas melgueiras por colméia devo comprar?

Depende da produtividade possível na sua região, na melhor florada. O melhor é informar-se com os vizinhos. O mínimo absoluto, me parece, são duas melgueiras para cada colméia, pois é possível que você precise de um ninho e uma melgueira para a postura da rainha (veja item 7.14). Se você adotar um manejo intensivo para produção de mel, com troca freqüente de rainhas e alimentação artificial na entressafra, e tiver uma boa flora apícola na região, pode pensar em 3 a 5 melgueiras por colméia. Na dúvida, compre duas melgueiras por colméia e avalie os primeiros resultados.

3.18 Preciso comprar colméias de reserva?

Sim, isso é muito importante. Inicialmente, tenha pelo menos uma ou duas colméias completas de reserva. Com o tempo você vai ajustando essa quantidade.

3.19 Como povoar o apiário?

Há diversas formas de se obter enxames para povoar o apiário. A primeira é comprar enxames em uma loja ou de outro apicultor. Um enxame custa cerca de 8 kg de mel.
Outra forma é capturar enxames com caixas-isca. Esse é o método mais barato e menos trabalhoso, mas não é muito garantido.
Outra maneira é capturar enxames alojados na natureza ou em locais indevidos. Eles podem ser encontrados em ocos, cupinzeiros velhos, vãos de paredes duplas, caixas, barris, qualquer lugar. Esta, freqüentemente, é a maneira mais penosa e a que exige maior experiência. Por outro lado, pode ser também uma atividade rentável, pois há apicultores que cobram pelas remoções - além de ficarem com o enxame.
Quando se deseja ampliar um apiário já povoado, pode-se também recorrer à divisão de enxames.

3.20 Como é uma caixa-isca?

Um estudo do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) desenvolveu um padrão de caixa-isca que parece ser consenso hoje no Brasil, às vezes com pequenas variações [SOA97]. Primeiro, ela deve ser de papelão (a caixa que contém caixas de sabão em pó é boa e facilmente obtida em supermercados). Dentro, deve haver uns cinco quadros de ninho, aramados normalmente, cada um com 1/3 de lâmina de cera alveolada. As paredes internas devem ser "pintadas" com uma substância atrativa, o capim-cidró/cidreira (Cymbopogon citratus), macerado e misturado com vaselina. Um "alvado" de 10 cm² deve ser aberto na caixa.
Para aumentar a sua durabilidade, a caixa pode ser pintada de branco ou amarelo ou envolvida num plástico. Nesse caso, um saco de lixo de cor clara (de 50 l) e fita adesiva são suficientes (não esqueça de cortar o saco no local do alvado). A caixa deve ficar a 2 m de altura do solo, em boca de mato.
Algumas variações parecem funcionar igualmente bem. A tira de cera pode ser estreita - uma lâmina de melgueira fornece 5 tiras, o suficiente para uma caixa-isca. Folhas de capim-cidró podem ser esfregadas na caixa, ao invés de misturadas a vaselina. Alguns apicultores recomendam borrifar a caixa internamente a cada 15 dias com uma mistura de capim-cidró, própolis (pode ser a borra) e álcool comum. A caixa pode ficar mais baixa, a 1,5 m, por exemplo, para facilitar o manuseio.

3.21 Não é melhor usar colméias vazias para atrair enxames?

Segundo o estudo mencionado acima, não. A caixa de papelão é dez a quinze vezes mais atrativa do que as de madeira.

3.22 Por que usar o Cymbopogon citratus?

Porque ele possui um odor semelhante ao feromônio produzido pela glândula de Nasanov, que as abelhas utilizam para chamar as demais.

3.23 Quando colocar e tirar as caixas-isca?

Os períodos de enxameação coincidem com os de safra. Por isso, colocam-se as caixas-isca no início da safra, deixando-as até o final. Em outras épocas, sempre é possível capturar algum enxame, especialmente os que abandonam suas colméias, mas a probabilidade é muito menor. Por via das dúvidas, podem-se deixar algumas iscas no campo.

3.24 Quando o enxame pode ser transferido para a colméia definitiva?

Cerca de uma semana após a captura, já deve haver favos com cria. Nesse momento, cai o risco de o enxame abandonar a caixa após uma manipulação, e a transferência para a colméia definitiva pode ser feita. No entanto, eventualmente, pode-se manter o enxame na caixa-isca até a sua transferência para o local definitivo (apiário).
A limitação mais importante para a manutenção do enxame capturado na caixa-isca é o calor. Por se tratar de um material termicamente isolante, o papelão pode provocar um aumento intolerável de temperatura no interior da caixa, especialmente se ela estiver exposta ao sol da tarde. Nesse caso, 7-10 dias é, provavelmente, o máximo que um enxame agüentará ali.
Outro problema é a deterioração da caixa de papelão, que poderá acontecer rapidamente após a entrada do enxame. A causa é que, com um alvado pequeno e embalada num saco plástico, a ventilação da caixa torna-se muito deficiente, e a grande quantidade de vapor gerado pelo enxame acaba condensando-se nas paredes e encharcando o papelão.
Para evitar ou amenizar esses problemas, pode-se abrir uma fresta na parte superior de uma lateral da caixa, sobre o alvado ou na lateral oposta. Isso melhorará a ventilação e garantirá mais conforto ao enxame e uma vida útil maior à caixa-isca.

3.25 Quando a nova caixa pode ser transferida para o apiário?

Se o apiário estiver a mais de 3 km, basta esperar até que o enxame esteja bem ambientado, com as campeiras trabalhando bastante. Também é importante que o enxame esteja bem alojado, com bons favos de cria e quadros bem seguros, para que o transporte não os danifique.
Se o apiário estiver próximo, há três possibilidades. A primeira é na noite seguinte ao dia de captura. Essa é a melhor opção, mas só pode ser feita se a distância permitir um transporte manual e extremamente cuidadoso, que não perturbe o enxame, pois ele estará em forma de cortina, construindo os favos. Como as campeiras mal começaram a tarefa de coleta, elas ainda não se habituaram ao novo local, e a perda no dia seguinte, por retorno ao local da captura, será mínima.
A segunda possibilidade é mover a caixa para um local distante mais de 3 km, deixá-lo por lá duas semanas e depois transferi-lo para o apiário (há quem afirme que apenas 3 dias no local provisório são suficientes, mas eu nunca cheguei a confirmar isso). Para isso, a colméia deve estar em boas condições para resistir ao transporte.
Uma terceira possibilidade é a movimentação direta do local de captura para o apiário próximo por volta do 30º dia de captura. Nesta época, grande parte das campeiras originais já morreram ou estão próximas do fim, enquanto que a primeira geração de abelhas novas está quase pronta para iniciar as tarefas de coleta. Assim uma transferência para um local próximo causa uma perda relativamente pequena de campeiras por retorno ao local de origem, e ainda assim de campeiras velhas.

3.26 Como capturar enxames alojados?

Esse é um tópico avançado, que requer experiência no trato com as abelhas e, muitas vezes, outras habilidades. O processo, basicamente, consiste em remover os favos do local e transferi-los para um ninho. Cada favo deve ser colocado no centro de um quadro sem arame, e fixado com elásticos de prender dinheiro ou barbantes. É importante que a orientação vertical dos favos seja preservada, ou todo o trabalho será perdido. Depois disso, as abelhas e, especialmente a rainha, devem ser transferidas para a nova caixa, com ajuda de uma concha ou caneca. Enquanto a rainha não for transferida, as abelhas não permanecerão na nova casa. Ao contrário, quando a rainha estiver lá, as abelhas restantes entrarão por conta própria.
Por fim, a nova colméia pode permanecer no local por algum tempo até que todas as abelhas tenham se recolhido a ela. Às vezes, isso requer o fechamento das entradas originais. Alguns apicultores colocam ainda uma tela excluidora de alvado (ou uma tela excluidor normal, entre o ninho e o fundo), para que a rainha não consiga fugir num primeiro momento. Posteriormente, a caixa deve ser movida para o local definitivo, e os favos capturados devem ser gradualmente substituídos por cera alveolada.
Há uma alternativa interessante, que não pode ser usada sempre, e de cujo resultado não tenho confirmação. Consiste em instalar uma colméia ou um núcleo nas proximidades do enxame alojado e forçar a passagem das abelhas pela colméia, com a ajuda de um tubo. Naturalmente, todas as frestas da colméia original deverão ser bem vedadas. Eventualmente, o enxame pode adotar o novo espaço e abandonar o antigo.

3.27 Como manter informações sobre o apiário? 

O registro de informações sobre o apiário e as colméias pode ser muito útil ao apicultor, especialmente ao iniciante e ao grande apicultor. Para poucas colméias, um caderno pode ser suficiente. Para quem quiser manter dados mais organizados e em maior quantidade, algumas planilhas eletrônicas servirão perfeitamente. Quem preferir uma interface mais simples e um conjunto de funções já bem definidas pode optar por um programa de apicultura. Há vários deles disponíveis na Internet, em diversas línguas. Alguns possuem versões para demonstração e até versões gratuitas completas para poucas colméias.

O apiário

O apiário é o local onde se encontram alojadas as colmeias, devendo estar localizado em uma área de produção de flores, e protegido de ventos fortes. As colmeias são colocadas sobre suportes individuais e orientados em diferentes posições com relação a linha de voo das abelhas que é o caminho escolhido por estas para a sua colmeia.
Para garantir uma boa produtividade dentro da área de saturação, recomenda-se a instalação de no máximo 20 colmeias por apiário.
Localização do apiário
Como na localização dos apiários existe um grande número de abelhas, é necessáro que eles estejam situados em regiões onde existam uma abundante floração, pois ocorre uma estreita relação entre as abelhas e a polinização.
Tem existido, ao longo dos tempos, uma evolução conjunta de plantas e insetos, onde as plantas determinam várias adaptações morfológicas no corpo dos insetos, enquanto estes influenciam a grande diversidade de estruturas florais. Entre as estratégias das plantas encontram-se as flores que armazenam néctar em tubos longos e só acessíveis a potenciais polinizadores, e cores e odores atrativos. Existem orquídeas abelheiras que emanam um aroma muito semelhante ao das feromonas femininas atraindo, assim, os machos.
Por seu lado, os sentidos dos insetos – olfato, paladar, visão da forma e da cor – adaptaram-se à melhor forma de encontrar e utilizar as flores como fonte de alimentação. São exemplos destas adaptações a grande quantidade de pelos nas patas posteriores das abelhas, local do reservatório de pólen.
Na localização do apiário devemos seguir os seguintes passos, para o sucesso do empreendimento:
1º. Observar a florada local: iniciando com poucas colmeias, em seguida, aumentando este número, até a produção começar a declinar. A produção média de um apiário não deve ser inferior a 20 quilos de mel por ano.
2º. Evitar regiões descampadas: nessas condições, o período de florada é curto, devido a perda de umidade no solo, além de dificultar o voo das abelhas por causa dos fortes ventos.
3º. Prefirir as regiões de solos férteis: nesse caso, há maior produção de flores em número e em qualidade nectarífera, proporcionando às abelhas um maior suprimento de alimentos.
4º. Evitar alagadiços: as águas paradas são ricas em protozoários diversos, dentre os quais aquele que produz a nosemose.
5º. Fonte de água limpa: deve estar próxima ao apiário, e caso não seja possível, é necessário a instalação de um bebedouro artificial. O bebedouro mais prático é aquele que utiliza um barril fechado com uma torneira pingando sobre um estrado coberto por um pano.
6º. Linha de voo: em volta do colmeal a área deve apresentar-se livre de obstáculos que venham a atrapalhar o movimento de voo das abelhas.
7º. Regiões acidentadas: devemos escolher as áreas mais baixas para instalar o apiário, pois as abelhas, ao voltarem do campo carregadas de alimento, terão mais facilidade de voarem de cima para baixo.
8º. Acesso: os veículos e pedestres devem chegar com facilidade à área do apiário, principalmente no momento de colheita do mel. Transportar a produção em padiola que é uma prática bastante trabalhosa e implica maior custo.
9º. Vigia permanente: deve ter sempre uma pessoa próxima ao apiário, pronta para socorrer as abelhas, no caso de algum acidente, como também para evitar roubos e recuperar os enxames que por ventura venham a sair.
10º. Evitar focos de luz: postes de iluminação ou casas bem iluminadas atraem as abelhas, pondo em risco os moradores e provocando a morte de muitas abelhas.
Povoamento de um apiário
Já escolhido o local ideal para instalação do apiário, considerando os 10 pontos comentados anteriormente, o apicultor passará à próxima etapa, que é a de adquirir os enxames, observando as seguintes recomendações:
1º. Enxames naturais pendentes de galhos: estes enxames são mansos e podem ser capturados em uma colmeia tratada com ervas aromáticas, tais como erva-cidreira, bamburral, e, se possível, contendo um quadro com crias novas.
Como fazer: Se o enxame se encontra localizado em um galho baixo, a colmeia deve ser colocada embaixo das abelhas e uma pessoa agita o ramo, primeiro para baixo e depois para cima, fazendo com que todo enxame caia no interior da colmeia. Em seguida a colmeia é fechada, para que o restante das abelhas acompanhem a rainha para dentro da caixa.
Caso o enxame se encontre pendente num galho alto, podemos usar um equipamento de fácil construção chamado saco coletor de enxames, que é formado por um saco de tecido ou tela fina, montado num arco de ferro, com suporte de um cabo de madeira e um dispositivo para fechar o saco através de um cordão (tipo alavanca).
2º. Enxames naturais nidificados (alojados): estas famílias já se encontram em crescimento, apresentando favos com crias novas e maduras, e reserva de mel. Neste caso, os favos contendo cria devem ser transferidos para o ninho em quadros simples, como também um determinado suprimento de mel. Nestas condições de habitação da família, as abelhas são mais agressivas, pois defendem o seu patrimônio.
3º. Uso de iscas: nesse caso, os enxames são atraídos para o interior do ninho pelo cheiro da cera alveolada, que é colocada nos quadros, em tiras estreitas.
Após a instalação das famílias nas caixas de ninho, os quadros montados com folha de cera alveolada completa deverão substituir aquelas montadas somente com tiras finas.
Inicie o apiário com um número pequeno de colmeias, e após adquirir experiência, passe a ampliar o seu colmeal.
Caso o apiário não esteja alcançando a média de 20 quilos de mel anualmente, é um indicativo de que a região está saturada, isto é, o pasto apícola não está sendo suficiente para fornecer alimentação para todas as colmeias.
Divida o apiário, levando parte das colmeias para outra área distante, no mínimo, 1.500 metros.
Você pode povoar as colmeias comprando em grandes apiários, os enxames que são vendidos na forma de núcleos e compõem-se de: 1 rainha já fecundada, 5 a 6 mil abelhas operárias, 2 a 3 quadros com cria e 1 quadro com reserva de alimento.










24 de mar. de 2016

Proteção para o Apicultor



4. Proteção

4.1 Como se proteger durante o manejo?

O apicultor protege-se principalmente de duas formas: com o uso de vestimenta adequada e o emprego de fumaça.

4.2 Como deve ser a vestimenta do apicultor?

Botas, jaleco e calças ou macacão, luvas e máscara. O ideal é que sejam usadas apenas cores claras, de preferência o branco, pois elas estimulam menos a agressividade das abelhas.
As botas devem ser de borracha branca, melhor se tiverem o cano firme e estreito, que proteja até o meio da panturrilha, aproximadamente.
O macacão, ou o conjunto de jaleco e calça, pode ser feito de algodão (brim) ou de tecidos sintéticos, como nylon ou albene. Há inúmeros modelos, alguns ventilados, alguns com máscara integrada, alguns com mais de uma camada. Ao fazer um curso de apicultura, você provavelmente será apresentado a vários modelos e poderá escolher o que lhe parecer melhor. Mas como primeira escolha, eu recomendaria um macacão de brim branco, bem simples. É o que eu uso até hoje, e garanto que você não jogará dinheiro fora. Ele deve ser bem folgado, pelo menos dois números acima do seu, para evitar que fique muito esticado sobre a pele e facilite a vida das abelhas agressoras. Por baixo do macacão, é bom usar sempre uma camiseta de algodão e uma bermuda, para que o macacão, quando molhado de suor, não fique colado ao corpo. Para mexer em enxames muito agressivos, a roupa de baixo pode ser reforçada.
A máscara deve ter uma área de visão ampla, protegida por uma tela preta (para evitar ofuscamento). De preferência, essa tela deve contornar toda a cabeça, para permitir uma ventilação melhor. Eu uso máscaras independentes do macacão. O modelo tradicional, feito com chapéu de palha e tela metálica, é confortável, seguro, fresco e durável, e você pode apostar nele sem medo. Para iniciantes, porém, o modelo de máscara integrada ao macacão pode ser preferível, pois dá uma sensação de segurança maior.
As luvas podem ser feitas de borracha, courvin ou couro (vaqueta). Eu gosto das luvas de couro, que dão proteção máxima em qualquer situação, e são muito resistentes.
Essas são as minhas preferências, certamente diferentes das de outros apicultores. Só depois de adquirir alguma experiência, você poderá definir bem qual é o seu conjunto ideal.

4.3 Como vestir todo esse equipamento?

Simples: as peças das extremidades devem recobrir o macacão. A máscara (quando separada) recobre a gola, as luvas recobrem os punhos e as botas recobrem as pernas do macacão.

4.4 Não se morre de calor?

Pelo menos, não muitas vezes.
Na verdade, o calor pode ser um inimigo terrível do apicultor, e ainda assim será preferível a uma porção de ferroadas. Mas alguns procedimentos podem diminuir um pouco o sofrimento:
· Mantenha as colméias a meia-sombra no verão.
· Leve água ao apiário. Se ela puder ser mantida gelada ou fresca, melhor. Para beber, providencie um buraco na máscara, à altura da boca, de forma que seja possível beber com um canudo. Faça uma tampa para esse furo (com velcro, por exemplo).
· Carregue dentro da máscara uma toalhinha para secar o excesso de suor do rosto. Segure-a pelo lado de fora da máscara.

4.5 Mas as abelhas não entram pelas frestas?

No ajuste da máscara e das luvas, não devem sobrar frestas, ou as abelhas poderão entrar. Algumas abelhas agressivas dentro da máscara não é uma situação nada agradável de se enfrentar.
Entre o macacão e as botas, o problema é menor, porque elas raramente descem para ferroar. Se o cano não for muito largo, as canelas e o pé serão os locais com menor risco de serem ferroados.

4.6 O que eu faço se entrarem abelhas na máscara?

Uma saída é afastar-se bastante do apiário e tirar a máscara, mas isso raramente é possível. Quando essa situação ocorre, o nível de ataque é muito alto, e você acabará sendo perseguido por outras abelhas que o impedirão de livrar-se da máscara (veja também item 4.12 abaixo).
O que eu faço é matar as abelhas que entraram com golpes rápidos, esmagando-as contra a minha cabeça. Mas o melhor mesmo é ter muito cuidado ao colocar a máscara, ou usar máscaras integradas ao macacão, que impedem a entrada de abelhas (a não ser que haja um furo, é claro).

4.7 Como se proteger contra enxames muito agressivos?

Enxames hiperagressivos podem ser um problema sério. Felizmente, eles não costumam existir em grande número no apiário. Para começar, deixe a sua manipulação por último, para que a resposta agressiva não atrapalhe o manejo das demais colônias. Tente fazer um manejo rápido, aplicando mais fumaça do que de hábito. Se possível, evite dias sombrios, úmidos ou ventosos.
Por baixo do macacão, use algo grosso, como um abrigo esportivo. Use meias duplas e recubra-as o máximo possível com as extremidades do abrigo e do macacão. Cuide especialmente para não deixar frestas junto às luvas e às máscaras. Deixe qualquer equipamento furado ou descosturado em casa.
Alguns apicultores recomendam o uso de macacões de nylon nessas circunstâncias. O nylon é fino e não dá uma boa proteção, mas as abelhas têm dificuldade em ferroar por não conseguirem se agarrar bem à roupa. Com isso, muitas que morreriam ao ferroar um macacão de brim acabam se salvando.

4.8 A fumaça tonteia as abelhas?

Não, ela inibe a percepção dos feromônio de alarme que são liberados pelas abelhas quando elas se sentem ameaçadas. Há também uma teoria que prega que a fumaça desencadeia na colméia um comportamento de preparação para abandono, que faz com que muitas abelhas se encham de mel, ao invés de assumir uma posição de revide à ameaça. Supostamente, uma abelha cheia de mel teria também mais dificuldade em flexionar o abdômen para ferroar.

4.9 Como usar a fumaça?

Aqui há duas abordagens. Eu prefiro usar o mínimo indispensável. Por isso, preciso estar sempre com o fumegador à mão e usá-lo freqüentemente, com pequenas fumegadas. Não há dúvida que dá mais trabalho, especialmente quando se trabalha sozinho, mas as abelhas e os consumidores do seu mel agradecem.
A outra abordagem é o oposto: aplicar bastante fumaça. Com isso, inibe-se de uma vez quase toda a capacidade de resposta agressiva da colméia. Esse método é freqüentemente usado por quem possui um número grande de colméias e não pode perder muito tempo em cada uma delas. Na minha opinião, se alguém não consegue cuidar direito de suas colméias, deveria pensar em reduzir o seu número ou contratar ajudantes, não em piorar a qualidade do manejo.

4.10 Por que a fumaça é indesejável?

A fumaça causa um transtorno geral na colméia, atrapalhando todas as atividades. A volta à normalidade na colméia pode levar horas. Além disso, ela impregna todo o interior da colméia, inclusive o mel que será colhido pelo apicultor. Se você consome mel habitualmente, com certeza já provou mel com gosto de fumaça. Ele foi extraído por um apicultor que usou fumaça demais quando havia mel não operculado na colméia.
Mas o sabor ruim não é o pior da história. A fumaça proveniente da queima incompleta dos restos vegetais, que é o que ocorre no fumegador, é composta por uma quantidade muito grande de substâncias químicas tóxicas e carcinogênicas. Hidrocarbonetos, como metano, propano e octano, cetonas, álcoois, aldeídos, ácidos, entre outros, são produzidos no fumegador, e parte deles é expelida junto com o vapor d'água, as cinzas e o alcatrão que também compõem a fumaça [FIS02]. Para resumir: fumaça é sujeira, evite-a tanto quanto possível.

4.11 Quanto tempo devo esperar para abrir a caixa após pôr fumaça?

Uma recomendação freqüente na literatura é que se coloque algumas baforadas no alvado e se espere alguns minutos, "tempo suficiente para que as abelhas se encham de mel". Mas admito algum ceticismo em relação a este raciocínio. Eu nunca espero tempo nenhum e nunca encontrei diferença quando tentei experimentá-lo.
Ocorre que as abelhas dispostas a atacar e ferroar normalmente compõem um percentual muito pequeno do enxame, de algumas dezenas a poucos milhares. Se fosse diferente, o enxame facilmente poderia se inviabilizar pela morte de muitas adultas. Assim, para que a teoria de "encher-se de mel" funcione, é necessário que exatamente essas poucas abelhas guardas corram aos favos de mel, disputando-os com uma população de operárias centenas de vezes maior. É um pouco difícil de acreditar.
A minha recomendação é fumegar três ou quatro vezes pelo alvado, deslocar-se para trás da colméia, levantar a tampa e, a partir daí, usar o fumegador apenas quando necessário e apenas com intensidade suficiente. Deve-se ter cuidado especial quando há melgueira com mel desoperculado, para não contaminá-lo.
Obviamente, há condições de exceção que precisam ser tratadas de forma especial. Enxames excessivamente agressivos não podem ser controlados com pouca fumaça. Em dias sombrios, a concentração de abelhas nas colméias é maior, e a agressividade geralmente também. A presença de vento dissipa muito rapidamente a fumaça e, conseqüentemente, os seus efeitos. Nesses casos, um volume maior de fumaça e o seu uso com maior freqüência é inevitável.
Da mesma forma, enxames pequenos podem muitas vezes ser manipulados sem fumaça nenhuma, ou com quantidade absolutamente mínima. Por isso, nunca trate da mesma forma seus enxames diferentes.

4.12 Como posso me livrar das abelhas que me perseguem?

Dentro do apiário, não é possível, você apenas deve manejá-las o mais suavemente possível para manter a resposta agressiva no nível mais baixo que puder.
Fora do apiário, há um método que funciona muito bem: atravesse um mato fechado em zig-zag. Às vezes, uma ou duas entradas e saídas num mato já despista quase todas as abelhas perseguidoras. Prevendo isso, você pode já deixar caminhos irregulares prontos para uso.

4.13 O que fazer quando eu levar uma ferroada?

Uma recomendação repetida por quase todos os apicultores é que o ferrão não deve ser removido com os dedos em movimento de pinça. Ele deve apenas ser raspado rapidamente, com a ponta do formão ou mesmo da unha (essa recomendação não é consensual, veja o item 4.14 abaixo). Depois, se for possível, limpe ou cubra a região, para que os feromônios ali depositados não provoquem outras ferroadas.
Se a ferroada atingir a pele através da roupa, veja se o ferrão ficou preso e remova-o. Em seguida, aplique um pouco de fumaça no local, para disfarçar o feromônio.

4.14 Por que devo retirar o ferrão rapidamente e sem usar os dedos?

Porque junto com o ferrão, normalmente é deixado também o saco de veneno. Quando isso ocorre, o veneno permanece sendo injetado por algum tempo e quanto mais rápida for a sua retirada, melhor. No entanto, muitos acreditam que se isso for feito com os dedos, é provável que o saco seja espremido, e o resto do veneno seja introduzido de uma só vez.
Um estudo recente, porém, contesta a hipótese de impropriedade de uso do dedo para a remoção do ferrão [VIS03]. Para isso, foram provocadas diversas picadas em voluntários, e variou-se o tempo (0,5 a 8 segundos) e a forma de remoção dos ferrões (arrancamento com os dedos e raspagem). Por fim, foram analisadas as respostas locais ao veneno injetado. A conclusão foi que, quanto mais rápida é a remoção, menor a quantidade de veneno injetada. Por outro lado, o método de remoção não teve nenhuma influência na resposta e o arrancamento com os dedos não causou a injeção de mais veneno. A explicação para isso é que o veneno de fato continua a ser bombeado após a deposição do ferrão, mas é um sistema de válvulas que controla o fluxo e não contrações do saco (cujas paredes nem sequer possuem músculos) ou a sua compressão.
Resumindo, quando você for ferroado, retire o ferrão o mais rápido possível, do jeito que der.

4.15 Como é que alguns apicultores trabalham sem proteção?

Com o tempo e a experiência, é possível dispensar alguma proteção, especialmente as luvas. Muitos apicultores profissionais, que trabalham com muitas colméias, acabam habituando-se às ferroadas e preferem evitar o uso das luvas, que sempre atrapalham um pouco. Num manejo simples, em dia favorável, você pode fazer uma experiência e ver como se sente.
Em nenhuma hipótese, porém, trabalhe sem a máscara. O pescoço e o rosto são áreas muito sensíveis, e não vale a pena correr o risco. Uma ferroada no olho é um acidente grave e pode deixar seqüelas que farão você se arrepender dessa imprudência pelo resto da vida.

4.16 Então, por que há gente que trabalha sem máscara?

Talvez pelas mesmas razões que as pessoas que guiam motos sem capacete ou que trabalham na construção civil sem EPIs: para evitar o desconforto e por excesso de confiança. No caso da apicultura, pode haver um componente adicional: o desejo de impressionar os amigos com uma demonstração de coragem.
Mas, desprotegido, o apicultor não apenas corre um risco desnecessário. Ele geralmente precisa diminuir esse risco com o uso exagerado de fumaça, o que é pior também para as abelhas.

4.17 Então não devo fazer uma barba de abelhas também?

Faça, se quiser, mas por sua conta e risco. É perigoso com abelhas européias e muito mais com africanizadas. Aliás, isso não é apicultura, é apenas espetáculo.

4.18 Por que as abelhas ficam naquela forma de barba?

A pessoa coloca a rainha de uma colméia numa gaiolinha, pendura-a no pescoço e sacode as abelhas ao lado. Em seguida, elas se agrupam em torno da rainha.



Incubadeira de isorpor



INCUBADEIRA DE ISOPOR
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Uma solução simples e barata, caso você tenha pequenas quantidades de ovos fertilizados e pretenda chocá-los, e construir uma incubadeira de isopor. É uma chocadeira que será útil não apenas aos ovos de codorna, mas também a ovos de outras aves.
Para a construção desta incubadeira, você precisará dos seguintes materiais:
· uma caixa de isopor com um volume aproximado de 50 litros, ou seja, com 45cm de comprimento x 35cm de largura x 38cmde altura;
· uma placa de vidro (de vidraça) medindo 12cm x 24cm;
· 50cm x"40cm de tela plástica de trama fina e resistente;
· duas ripas de madeira de 1 cm de espessura, cada, com 37,5cm de comprimento x 1 cm de altura;
· duas ripas de madeira de 1 cm de espessura, com 26,5cm de comprimento x 1 cm de largura;
· 47 pregos de metal;
· cinco seringas descartáveis de 50ml;
· duas seringas descartáveis de 5ml;
· uma chapa de isopor de 30cm x 30cm;
· 19 parafusos de plástico;
· 30cm de cano de PVC de 4cm de diâmetro;
· um soquete;
· uma lâmpada de 15 watts e 110 volts, transparente; . uma tomada elétrica;
· 1 metro de fio elétrico comum;
· 10cm de arame liso;
· 20cm de fio de náilon (de pesca);
· um prato de meta/, redondo, com 15cm de diâmetro e 3cm de profundidade;
· duas canaletas de metal com 35cm de comprimento x 4cm de largura x 4cm de profundidade;
· um tubo de cola branca.

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INCUBADEIRA

Adquirido o material, inicie a obra construindo a tampa da chocadeira. Para isso, recorte com cortador de isopor, numa das laterais menores, um retângulo de 29cm de altura x 31 cm de largura. Este deve ser cortado em diagonal (como mostra a figura); assim, a tampa terá maior durabilidade.
A seguir, faça uma abertura de 10cm de altura x 22cm de comprimento. Ao redor deste vazio, corte um retângulo de 12cm x 24cm, mas o talho deve ser feito até a metade da espessura do isopor. Destaque esta moldura com cuidado.
Feita a abertura, encaixe a placa de vidro (visor) sobre as dobras, fixando-a com cola branca. Depois, cole a moldura sobre ele.
Para abrir a tampa, fixe um pouco acima da placa de vidro, a ponta de um êmbolo de seringa de 50ml. Firme este puxador fazendo um corte em cruz e utilize-se de cola. A tranca desta tampa será feita com o suporte para a agulha que se prenderá ao puxador com o fio de náilon.
A bandeja onde serão depositados os ovos é feita juntando-se as quatro ripas em forma de retângulo, fixando cada canto com dois pregos. A seguir, cubra-o com tela que se fixará com pregos de metal. Para evitar que estes se enferruje, passe cola sobre eles.
A ventilação nas chocadeiras se dará através de onze aberturas circulares, sendo que sete (na parte superior) tem um diâmetro de 4cm, enquanto que as outras quatro (na parte inferior) tem apenas 1 cm.
Os círculos menores serão corta dos perto dos pés da incubadeira, cobertos com tela e revestidos com tubos de seringas de 50ml, que auxiliará fixação da tela.
Também os círculos maiores serão cobertos por telas (com exceção do círculo central), porém revestidos

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com pedaços de cano de PVC, cola dos com cola. A disposição deles será a seguinte: quatro ficarão em cada canto da caixa, dois no centro de cada metade e o sétimo no meio da parte superior. Neste último, será encaixado um soquete da lâmpada que se fixará com arame.
Não despreze as tampas de isopor que foram cortadas, pois serão aproveitadas para aquecer a incubadeira.
A partir do 14° ao 15° dia, é necessário baixar a temperatura e a umidade da chocadeira porque os fetos aumentam a temperatura interna em 2°C e precisam de mais ar. Para isso são feitas janelas retangulares de 10cm x 12cm. Faça-as cortando, diagonalmente, ao redor dos dois círculos centrais, de cada metade, na par te superior da caixa. Utilize pedaços de êmbolos de seringas de 5ml como puxadores. Nas janelas são feitas marcas (nos lados de 10cm) que indicarão a abertura delas de acordo com o período. A primeira marca é feita a 1,5cm da borda e a segunda a 3cm também da borda.
Quanto ao interior da chocadeira, a bandeja se apoiará em suportes com forma de trapézio (21cm na base maior, 15 na menor e 4cm de altura). Estes apoios são feitos com o que sobrou do corte do visor. Cada supor te é fixado por três parafusos plásticos, nas maiores laterais da caixa, a 6,5cm do fundo da caixa de isopor.
A seguir, prenda em cada lateral um trapézio com a mesma medida dos anteriores, a uma distancia de 4cm dos apoios da bandeja. Na base maior destes trapézios, cole abas de isopor de 25cm de comprimento x 4cm de largura. As canaletas de água ficarão sobre as abas. Estas canaletas, por sua vez, poderão ser de metal ou de plástico. Para o primeiro caso, deve-se usar metais inoxidáveis (flandres, alumínio etc.), ou ainda, se o metal for oxidável. é recomendável passar uma boa camada de zarcão para evitar a ferrugem. Sob a bandeja de ovos, coloque um prato de água. Verifique para que ele não esteja sobre os círculos de ventilação.
Construída a chocadeira de isopor, fixe a parte- de cima sobre a caixa com parafusos de plástico. A seguir, coloque em cada um dos cantos, na parte inferior da caixa, um êmbolo de seringa de 5Oml e, assim, você terá os pés da incubadeira.

SAIBA COMO USAR

Instale a chocadeira num lugar fresco e calmo para evitar que se derrame a água das canaletas. Para usar a incubadeira prepare-a 24 horas antes de colocar os ovos. Encha ascanaletas e o prato com água. Depois ligue a tomada e utilize os tampões para fechar as quatro aberturas da parte superior.
Reserve para os 16 dias de incubação, no mínimo, cinco lâmpadas que serão usadas em caso de emergência. Caso falte eletricidade, não mexa nos ovos até que ela volte.
Passado 24 horas do funcionamento da chocadeira, coloque os ovos. Se você os depositou no refrigerador (10° a 15°C), ponha-os na chocadeira antes que comecem a "transpirar".
Não se deve mexer no aparelho durante 48 horas. Decorrido esse período, retire os tampões de isopor das quatro aberturas da parte superior e mova os ovos de modo que fiquem em pontos diferentes da bandeja, sem que varie as quantidades de calor a ser fornecida a eles. Para esse trabalho, estabeleça um horário fixo, reservando duas horas do dia, até três dias antes do nascimento das codorninhas.
A cada três dias, complete a água da incubadeira no horárioem que o sol estiver intenso.
O resfriamento da chocadeira tem inicio no antepenúltimo dia do nasci mento, deslocando as janelas da par te superior até aprimeira marca. Faltando dois dias, mude as janelas para a segunda marca e, apenas no último dia, retire-as definitivamente.
As codorninhas devem ser retira das somente após 24 horas do nasci mento.

Ovos

O Ovo é uma célula produzida por uma fêmea, com a capacidade de se desenvolver em um novo indivíduo. O desenvolvimento pode acontecer tanto dentro do corpo da mãe como fora, quando então terá uma capa protetora de calcário a casca. O vitelo nutre o embrião em desenvolvimento. Ovos que se desenvolvem dentro da ave mãe, geralmente têm pouco vitelo, pois o embrião é nutrido pela própria mãe. Ovos que se desenvolvem fora, também podem possuir pouco vitelo caso eles sejam de animais cujos recém nascidos passam por um estágio larval e que se alimentam enquanto não atingem a fase adulta. Os ovos com casca das aves contêm vitelo suficiente para sustentar o embrião até o nascimento de uma versão jovem do adulto.
Perguntas mais freqüentes sobre incubação de aves:
1- Quanto tempo os ovos podem ser armazenados até serem colocados na chocadeira?
Depende da temperatura ambiente. Os ovos podem ficar 1 a 2 dias (em 34ºC), 4 dias (em 30ºC) e até 7 dias ou mais (em 28ºC) antes de serem chocados na chocadeira.
2- Como guardar os ovos?
Retire-os todos os dias dos ninhos (os ovos não devem Ter contato com o chão), de preferência guarde-os em cartelas próprias sempre com o bico para baixo. Evite colocá-los em geladeira, pois podem perder umidade, ou lugares muito quente (acima de 34ºC).
3- A temperatura do ambiente prejudica os ovos?
Sim, em lugares muito frio (abaixo de 4ºC) os embriões podem morrer e em lugares muito quente acima de 34ºC o embrião começará a desenvolver-se.
4- Devo botar na chocadeira ovos trincados ou rachados?
Não. Pois a temperatura dentro da chocadeira fará com que os ovos estoure, sujando e infectando os outros ovos.
5- Depois de ligada a chocadeira e ajustada a temperatura como colocar os ovos?
Depois de estabilizada a temperatura da chocadeira vá colocando os ovos deitados em fileira na grelha deixando espaço para que os mesmos possam ser movidos.
6- Com quantos dias depois posso começar a mexer os ovos?
Depois de postos na chocadeira mexer cuidadosamente após 3 dias (ou 72 horas), sempre devagar e no mínimo 3 vezes ao dia.
7- Tem horário rígido para o meximento?
Não, porém lembre-se que são pelo menos 3 vezes ao dia, preferencialmente uma vez pela manhã, uma vez a tarde e outra à noite.
8- Como deve ser o meximento?
Nunca puxe a ponta da grelha que fica na gaveta em movimentos vai e vem. Você deve apenas puxá-la na primeira mexida, empurrá-la na Segunda e puxá-la novamente na próxima e assim por diante até faltar um dia para a data prevista do nascimento (ver tabela de eclosão no manual do usuário).
9- Posso abrir a(s) gaveta(s) para verificar os ovos?
Não recomendamos fazê-lo, pois dependendo das condições ambientais externas (que varia de cidade para cidade) podem haver perdas durante o nascimento. Entretanto aqueles que desejarem arriscar devem fazê-lo à noite, com a chocadeira desligada, após 1/3 do tempo de eclosão da ave (p.ex. galinha » 21x1/3 » 7dias) e com a maior brevidade possível. Os que não estiverem fecundados poderão ainda ser aproveitados em bolos, tortas etc.
10- Como saber se estão fecundados?
Os ovos devem ser examinados com o bico para baixo e sob um feixe lateral de luz. Os ovoscópios de luz monocromática (p. ex. a raios laser) são os melhores para visualizar detalhes do embrião, entretanto qualquer bom ovoscópio pode revelar o contraste que caracteriza a fecundação.
11- Retirados os ovos não fecundados posso colocar outros ovos no espaço daqueles retirados?
Não recomendamos pois geralmente altera as condições de temperatura, umidade e oxigenação naquele momento.
12- Perto do dia do nascimento o que devo fazer?
Na véspera do dia da eclosão evite mexer os ovos, pois os pintos já buscam a posição adequada para eles nascerem. Após o nascimento, deixe-os no mínimo duas horas dentro da chocadeira e no máximo 6 horas (eles podem atrapalhar o nascimento dos demais pintos, apesar de terem reserva nutritiva para até 48 horas sem comida). Aqueles que possuírem uma nascedeira, devem utilizá-la para evitar a infecção da chocadeira com as fezes dos pintinhos.
13- Quanto tempo devo tirar os ovos da chocadeira?
Espere até dois dias após o período de eclosão estabelecido para a ave (ver tabela de eclosão no manual do usuário) para então realizar a limpeza na chocadeira.
14- Após a retirada dos ovos que não nasceram, posso colocar imediatamente novos ovos na chocadeira?
Não recomendamos. A chocadeira deve ser limpa com solução anti-séptica e em seguida permanecer de 8 a 12 horas sob ventilação (com as gavetas retiradas e a porta inferior aberta).
15- Depois de tirados da chocadeira quais os cuidados que devemos ter com os recém nascidos?
Se você não tem o pinteiro (ou criadeira) poderá improvisar um utilizando uma caixa de papelão ou madeira com piso abrasivo (para evitar o aleijamento das aves). Uma fonte de calor (lâmpada de 40W) e um ou mais bebedouro de passarinho são essenciais para evitar altos índices de mortalidade, bem como ração de crescimento de boa qualidade (rica em proteínas). A água do bebedouro tem que ser trocada diariamente pois a higiene nos primeiros dias é muito importante.
16- A alimentação das aves-mães influi na taxa de nascimento em chocadeiras?
Sim. Aves-mães devem ter tratamento diferenciado em termos de ração (rica em proteínas e sais minerais) e suplementos alimentares (vitaminas e aminoácidos)
17- Como a consangüinidade pode afetar as aves recém-nascidas?
Depende da ave. Em codornas o incesto causa nascimento precoce (14 dias) e os pintos não se desenvolvem como seus pais (raquitismo). Em gansos os ovos podem nem sequer nascer. Em galinhas caipiras a consangüinidade é bem tolerada e seus efeitos podem levar anos para serem percebidos.
18- Quanto tempo pode faltar energia elétrica sem prejudicar a chocada?
Durante as primeiras 48 horas no máximo 15 minutos, após esse tempo, é tolerada até quatro horas a partir de então começam as perdas (que depende da ave).
19- Podemos anotar nos ovos a data que eles estão indo para a chocadeira?
Sim, mas somente com carvão vegetal ou lápis grafite. Nunca com tinta ou esmaltes, pois o ovo respira pela casca.
20- Existe uma proporção macho-fêmea ideal para otimizar a fecundação?
Depende da ave. Em codornas é de um macho para quatro fêmeas (1»4), em galinhas de raça aprox. 1» 5, em gansos é de aprox. 1»3 etc.
21- Posso chocar aves de diferentes espécies ao mesmo tempo na mesma chocadeira?
Sim. Desde que haja faixas de temperatura em comum. Por exemplo, em 37,5ºC (99,5ºF) pode-se chocar galinha, angola, codorna e pata. A taxa de nascimento não será máxima para todas as aves porque a temperatura não é a ótima para todas elas e também o período de eclosão por ser diferente altera as condições dentro da chocadeira.
Dicas
  • A estocagem dos ovos não deve ser superior a sete (7) dias.
  • A temperatura para estocagem é de 12,7o C, e a umidade de 75%.
  • Os ovos estocados devem ser girados no mínimo duas vezes por dia.
  • Os ovos devem ser estocados com a ponta para baixo.
  • O transporte dos ovos deve ser feito com bastante cuidado, evitando que não haja impactos, abafamento ou exposição sol.
  • A coleta dos ovos deve ser feita pelo menos duas vezes por dia para evitar que as aves antecipem a incubação.
  • O controle sanitário, a idade e a alimentação das matrizes, devem ser rigorosos. Vermifugar o plantel anualmente,usar água limpa e fresca e ração balanceada, são também imprescindíveis.
  • As regulagens de temperatura e umidade são muito importantes.
  • Para chocadeiras que trabalham com cargas múltiplas, recomendamos o uso do nascedouro (eclodidor), para que não haja contaminação dos ovos durante o nascimento.
  • Em chocadeiras que não dispõe do giro automático, os ovos deverão ser virados, no mínimo, três vezes ao dia.
  • Recomendamos lavar os ovos de ganso, pato e marreco com bombril e água, antes de colocar para chocar
  • Evite ficar abrindo a chocadeira. Só abra quando necessário e no máximo três vezes ao dia.
  • Havendo dúvida quanto a procedência dos ovos, recomendamos que se faça uma ovoscopia antes de colocá-los na chocadeira.