• Grande porte, alcançando quando adulto de 2 a 2,5 m de altura e de 100 a 150 kg de peso.
• Temperatura corpórea 38-39 C.
• Aparelho digestivo semelhante ao de ruminantes (sem papo, 2 estômagos, 2 cecos e intestinos longos, digestão bacteriana).
• Asas rudimentares, não voam.
• Animal corredor (atingindo até 60 km/h).
• Pernas longas, pés com dois dedos, dos quais apenas um com unha.
• Vida longa (50 a 70 anos de vida), contando de 20 a 40 anos de vida reprodutiva.
• Início da vida reprodutora com 2 – 3 anos.
• Dimorfismo sexual marcado: nos adultos o macho é preto com as pontas das asas brancas e a fêmea é cinza, mas tal diferença só aparece a partir de 1 ano e meio de idade.
Ambiente e comportamento:
• Originário de regiões semi-áridas, planas (savana africana), na altura do Trópico de capricórnio.
• Tem uma ótima capacidade de adaptação, suportando altas e baixas temperatura.
• Durante a temporada reprodutiva os machos formam haréns em que há uma fêmea dominante (um macho para três fêmeas).
• A fêmea choca os ovos durante o dia e o macho durante a noite.
Sistemas de identificação dos animais:
A identificação da ave é fundamental para que se possa fazer seu acompanhamento desde o nascimento até sua morte. Este acompanhamento é chamado de registro de dados. O registro de dados deve conter a idade, sexo, vacinações, medicações e doenças, e ainda todas as informações sobre o acompanhamento desta ave (início da postura, produtividade, rendimentos, familiares, cruzas, etc).Esta identificação pode ser feita por diferentes métodos:
• Tatuagem no bico. Tem a desvantagem de sair com o tempo.
• Tingimento de penas ou pele. É um método falho pois as penas caem e a cor desbota até sumir da pele.
• Faixas nos membros posteriores. É um bom método desde que se preste atenção para que as faixas não apertem as pernas dos filhotes a medida em que forem crescendo.
• Microchips. É
o método mais eficiente, implantado na parte posterior inferior da coxa ou pescoço do animal ficando com ele até que morra para só então ser retirada e usada em outro animal. Não usa energia, nem bateria, não acaba, não pode ser perdida, não desgasta e nem pode ser roubada. Usa-se um leitor (transreceptor) para ler o número do avestruz. Uma vez lido e digitado no seu computador este número dá acesso todas as informações a respeito desta ave. O microchip custa 12.5 US$ e o leitor varia entre 800 e 2.300 US$ .
Visão
geral criada por IA
O avestruz (Struthio
camelus) é
a maior e mais pesada ave do mundo, nativa da África, podendo
atingir 3 metros de altura e 150 kg. Embora não voe, é excelente
corredor, atingindo até 70-80 km/h. É onívoro, possui pescoço
longo, pernas fortes com apenas dois dedos em cada pata e vive até
70 anos em cativeiro.
Principais
Características:
Velocidade
e Locomoção: Suas
pernas longas e musculosas permitem que corram a altas velocidades,
usando as asas como leme para mudar de direção. Podem dar passos
de 3 a 5 metros.
Físico: Machos
possuem penas pretas com pontas brancas, enquanto fêmeas são
acinzentadas. Não possuem quilha no esterno (osso do peito), o que
impede o voo.
Alimentação: Onívoros,
alimentam-se de plantas, sementes, frutos, raízes, pequenos
invertebrados e insetos.
Reprodução: Avestruzes
são polígamos. Os ovos são os maiores entre todas as aves (até
1,5 kg) e, após a postura, tanto machos quanto fêmeas participam
da incubação, que dura cerca de 42 dias.
Comportamento: Vivem
em grupos de 5 a 50 indivíduos na savana e, quando ameaçados,
correm ou utilizam chutes poderosos como defesa.Mito
da cabeça na terra: Ao
contrário do mito, avestruzes não escondem a cabeça na terra; o
comportamento de baixar a cabeça rente ao solo é para se alimentar
ou organizar ninhos.
Diferencial Fisiológico:
O
avestruz é a única ave que possui apenas dois dedos em cada pata,
sendo que um deles possui uma unha forte semelhante a um casco,
adaptada para a corrida. Eles também têm a capacidade de sobreviver
longos períodos sem água, obtendo-a da vegetação, e são muito
adaptáveis a climas quentes.
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A
criação de avestruz, ou estrutiocultura, é
uma atividade pecuária rentável que envolve a produção de carne
(vermelha e magra), couro, plumas e ovos. Exige instalações com
cercas altas (1,5m+), piquetes de pasto e um galpão coberto. É um
negócio que demanda manejo especializado, principalmente nos
primeiros 90 dias de vida dos filhotes.
Classificação: Struthio Camelus Austrálias conhecido no Brasil como Avestruz, é uma ave corredora de grande porte e está incluído no grupo das " Ratitas", ( RATITAS , vem do Latim, significando “jangada” ). O esterno destas aves é plano, desprovido de carena, ao contrário das aves voadoras. A carena nas aves voadoras, é sede de inserção dos potentes músculos peitorais. O avestruz não é uma ave voadora, logo, não tem músculos peitorais desenvolvidos como um pato ou galinha. Deste fato decorre uma importante peculiaridade produtiva do avestruz: a maior quantidade de carne produzida não estará no peito, mas nas coxas e dorso, jáque trata-se de animal corredor.
O grupo das ratitas inclui:
Avestruz Struthio Camelus Australis Originário da África do Sul.
Ema Rhea Americana ou Pterocnemia Pennata Originária da América do Sul Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Causar Casuarius Casuarius Originário da Nova Guiné.
Emu Australiano Dromaius Novaehollandie Originário da Austrália.
O avestruz é originário da África, e se divide em 5 diferentes subespécies das quais as mais conhecidas comercialmente são:
1. Black Neck – Pescoço Preto - mais conhecido como African Black é um animal domesticado (Struthio Camelus Domesticus) fruto de seleção empírica feita pêlos sul-africanos ao longo dos últimos 150 anos.
2. Red Neck – Pescoço Vermelho – É uma ave mais agressiva que pode chegar a atacar pessoas uma vez sentindo-se ameaçada.
3. Blue Neck – Pescoço Azul – É uma ave também agressiva. Não gosta do convívio com pessoas nem com outras raças de avestruz.
Esta classificação se baseia na coloração da pele dos animais adultos, pois, na verdade todos apresentam a mesma coloração das plumas (Machos preto e Fêmeas Cinza).
A seleção foi feita com base em certas características produtivas:
• Maior fertilidade e precocidade – Maior número de ovos e início da postura precoce.
• Docilidade – Manejo é mais simples.
• Alta densidade de plumas – Maior ganho com esta venda.
Não existe uma raça que seja superior a outra. As “Red” e “Blue” tem maior porte, mas iniciam a postura mais tarde e são mais agressivas. Os criadores de avestruz nos U.S. denigrem uns as raças criadas pelos outros. Há muito cruzamento entre as diferentes raças, gerando grande variabilidade (animais com características diferentes). Ainda existe muito trabalho a ser feito em termos de melhoramento genético cruzando as diferentes raças, até que se obtenha uma ave perfeita, que comece a postura mais cedo, etc. Este trabalho está começando agora a ser desenvolvido no Brasil e deve demorar cerca de 50 anos.
Os maiores criadores de avestruz na Europa São:
• Inglaterra
• Holanda
• Espanha
• Itália
• Polônia
Os maiores criadores de avestruz no resto do mundo são:
• África do Sul
• Austrália
• Israel
• Canadá
• Estados Unidos
• China
A China é um dos países em que mais cresce a estrutiocultura.
Os produtos do avestruz são :
• Plumas – Maior produtor é a África do sul, o mercado consumidor está na Europa, Ásia e Américas. São classificadas em vários tipos: as que tem mais estática vão para indústrias automobilísticas, as mais longas e bonitas são usadas como adornos e as outra usadas nos espanadores. No Brasil temos um mercado seguro para as plumas (carnaval), mas este não é o produto mais interessante do avestruz.
• Couro – Grande aceitação e procura no mercado internacional. Cada animal irá produzir de 1,2 a 1,5 m de couro de fácil extração e curtimento, aceita bem várias cores e é naturalmente decorado (Cálamos). Está sendo usado em substituição do coro de répteis como o crocodilo e a cobra, pois o avestruz não é um animal protegido. O mercado europeu do couro paga entre US$ 200 a US$ 300 por peça de couro cru e paga entre US$ 500 a US$ 600 pelo couro tratado.
• Ovos – Pesam entre 1.200 e 1.800 gr. Tem sabor muito semelhante ao ovo de galinha. Hoje ainda não é consumido, porque está sendo usado na formação de plantéis reprodutores.
• Outros – Cascas vazias dos ovos são usadas na decoração ( porta moedas ,abajur, porta jóias, etc...); a gordura entra na preparação de cremes e pomadas; os cílios podem ser utilizados para a confecção de cílios postiços; a carcaça pode entrar na composição de rações.
• Carne – É o produto que está dando mais impulso a criação comercial de avestruzes atualmente. A carne está sendo redescoberta por ser semelhante a carne de bovinos em termos de aspecto, sabor e textura mas com a vantagem de ter baixos teores de gordura e colesterol. Esta característica da carne se deve à distribuição de gorduras no organismo do animal: estasse localizam em volta do estômago e sob a pele, propiciando cortes de carne magra e couro extremamente macio. Mercado consumidor está nos U.S. e Europa. A Suíça importa 200-300 toneladas por ano de carne de avestruz. No Brasil existe um grande interesse por carnes exóticas, e a carne de avestruz inicialmente se introduziria neste setor.
Comparação entre os valores nutricionais de diferentes tipos de carne:
Carne de Calorias Protídios Lipídios Colesterol
Bovino 240 23 15 77
Suíno 275 24 19 84
Frango 140 27 3 73
Peru 135 25 3 59
Avestruz 97 22 2 58
O avestruz alcança o peso de abate por volta de 12 meses de idade, produzindo em média:
• Entre 30 e 40 Kg de carne limpa, sendo 15 Kg de carne de primeira e 15 Kg de carne de segunda. A carne de primeira é composta de pedaços mais inteiros tipo filé, e a carne de Segunda é assim chamada não por tratar-se de carne de menor qualidade em termos de composição e maciez, mas, porque vem em pedaços menores , sendo ideal para a preparo de pratos tipo strogonoff.
Cortes da carne da avestruz
• Entre 1 e 2 kg de plumas
• E entre 1,2 a 1,5 m de couro.
• O rendimento por animal abatido é proporcionalmente baixo (30% do peso vivo) se comparado com o rendimento de bovinos, sendo este fato largamente compensado pela grande produção de filhotes. O avestruz é uma ave que gera em quantidade produtos de primeira qualidade com baixos custos de produção, já que não requer muitas construções, estruturas ou mão de obra.
Este vídeo mostra uma visão geral da criação de avestruz e seus benefícios
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Quando adultos, os perus são aves resistentes e dificilmente adoecem, desde que sejam criados em ambientes propícios. Nunca se deve criar perus juntamente com outras aves, porque estas também podem ser transmissoras de doenças.
Um casal de perus sadio.
Os pastos dos perus precisam ser secos, isentos de umidade e, como já foi dito, com farto sombreamento, pois esse tipo de ave aprecia tanto a liberdade quanto o repouso nas horas de forte calor. Os bebedouros e comedouros têm de ser abrigados do sol e da chuva.
O fator limpeza é muito importante para evitar doenças. Os poleiros, bem como os abrigos, devem ser desinfetados. A coleta das fezes nos abrigos necessita ser feita diariamente.
A qualquer sintoma de doença, a ave precisa ficar isolada do bando até que sare. Quando sua recuperação não for possível, é preferível sacrificá-la, a fim de evitar o contágio.
Não é aconselhável criar perus em terreno úmido ou em lugares muito pequenos, pois essas aves exigem espaço para dar expansão a seus instintos ancestrais.
Principais doenças
Bouba — Caracteriza-se pela presença de bolotas nas partes livres de penas, como cabeça e patas, principalmente. As aves ficam indispostas, perdendo o apetite e, conseqüentemente, o peso.
No início, pode ser tratada, mas é melhor prevenir do que remediar. As aves atacadas pela bouba devem ser isoladas, a fim de evitar o contágio.
A vacina contra bouba é aplicada na pele, fazendo-se dois pequenos cortes nela, só de raspão, para esfregar o medicamento. No local surgirão, após alguns dias, bolotinhas, sinal de que a vacina pegou. O peru ficará imune à bouba.
Caso não haja erupção, a ave precisa ser revacinada.
Os perus podem ser vacinados com qualquer idade. Nos jovens, deve-se proceder a vacinação com muito cuidado. Na embalagem da vacina há instruções para o uso correto.
Piolho — O piolho de galinha também ataca os perus, principalmente no verão. Deve-se evitar a criação de perus com galinhas ou qualquer outra ave. Para combater o piolho existem, no mercado, inseticidas em pó que devem ser polvilhados entre as penugens das aves. Quando se deita uma perua para chocar, também é de bom alvitre polvilhá-la com inseticida, principalmente debaixo das asas e da barriga.
No ninho, podem-se colocar alguns galhinhos de erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides).
Piolho-vermelho — Parasita típico de galinhas malcuidadas, também pode ser hóspede dos perus, principal-mente dos peruzinhos, que são picados e sofrem coceiras irritantes. Os piolhinhos também picam os seres humanos, provocando pruridos e, às vezes, até infecções.
Para exterminar os piolhos, é preciso examinar os ninhos, poleiros e abrigos. As aves atacadas devem ser pulverizadas com inseticida em pó por todo o corpo. Os abrigos têm de ser desinfetados com creolina misturada com querosene, procedendo-se também a uma boa limpeza nos poleiros e ninhos, limpando bem todas as frestas que porventura existirem, aplicando inseticida.
Carrapato — Fica escondido em frestas durante o dia, para sair à noite e atacar as aves, sugando seu sangue. Além disso, também é transmissor de doenças. Visando evitar a presença de carrapatos, os abrigos devem ser construídos sem frestas. Para conseguir exterminar
esses parasitas, os poleiros e os ninhos têm de ser examinados periodicamente, raspados e cobertos com uma mistura de uma parte de óleo de motor queimado e uma de querosene, ou ainda uma solução de creolina bem forte. A desinfecção deve ser feita logo pela manhã, quando as aves vão para o pasto, a fim de que o abrigo esteja seco e sem cheiro à noite.
Além das citadas, outras doenças e parasitas podem atacar a criação de perus, mas, desde que se mantenham as aves em abrigos higiênicos, dos abrigos às pastagens, e sem contato com outras aves, dificilmente as moléstias aparecerão. Se surgir algum problema mais sério, o melhor é a orientação de um veterinário.
Renovação do plantel
O pequeno criador de perus também deve evitar a consangüinidade, isto é, precisa fazer a renovação, a cada dois anos,principalmente dos machos, a fim de não degenerar a raça. Nesse
período, convém adquirir novos machos de criadores idôneos. Mas, para salvaguardar a criação, os exemplares recém-adquiridos devem ficar isolados num abrigo especial durante pelo menos vinte dias, para que se possa ter certeza de que as aves não estão doentes, alimentam-se bem e tê m vivacidade e penas lustrosas, que são os indícios característicos de reprodutores sadios.
Se a criação for feita continuamente com base apenas nos exemplares nascidos no próprio criadouro, podem ocorrer problemas tanto com o nascimento dos peruzinhos como também infertilidade dos ovos, aumento da mortalidade, diminuição no crescimento e retardamento no amadurecimento sexual.
Também podem-se adquirir ovos de criadores idôneos que serão chocados pelas peruas para depois os machos servirem como reprodutores. Essa prática é melhor, pois não há o risco de uma ave adulta transmitir doenças ou parasitas.
Higienização
Não resta a menor dúvida de que, em qualquer tipo de criação, o cuidado com a higiene é um fator primordial para o sucesso.
Muitas doenças, bem como parasitas, acabam aparecendo em virtude do descuido na limpeza. A vigilância constante do criador para com seu “rebanho” é de suma importância.Por isso, os abrigos, ninhos, poleiros e parques devem ser fiscalizados periodicamente, procedendo-se a vigilância sanitária. Se aparecerem ratos ou qualquer outro animal silvestre, deverão ser combatidos: são grandes transmissores de doenças, no contato com os alimentos, e consomem a ração destinada às aves.
A água para as aves deve ser renovada diariamente, e os bebedouros, escovados e bem lavados. Os comedouros também precisam de uma limpeza diária, para que as sobras de alimento não venham a fermentar, contaminando a ração.
A ração, quando armazenada, deve estar a salvo do ataque de animais e ser mantida em lugares frescos e bem arejados, para não criar mofo. Não se deve adquirir ração em grandes quantidades, mas apenas o suficiente para consumo em trinta dias, no máximo. As verduras distribuídas às aves devem estar livres de pesticidas ou inseticidas.
Os lugares úmidos, bem como as correntes de ventos, devem sempre ser evitados, durante o dia e principal-mente à noite.
Os galpões têm de ser pintados pelo menos duas vezes por ano, interna e externamente, com cal hidratada diluída com um pouco de sabão em pó.
Adubo orgânico
O estrume recolhido dos abrigos dos perus é um ótimo adubo orgânico e, por isso, grande nutriente para as plantas, devendo ser colocado fora do parque e curtido em um buraco. O esterco não pode tomar sol nem chuva, e deve ser mantido apenas úmido, a fim de completar a fermentação, para depois ser utilizado em hortas, poma-res e jardins.
O buraco onde se põe o esterco deve ser coberto por um telheiro; sobre ele coloca-se um plástico ou qualquer outra cobertura impermeável, para evitar a propagação de moscas.
O esterco pode ser utilizado depois de três a quatro meses de descanso.
Ele deve ser muito bem revolvido com a terra e, após um descanso de dez dias, pode-se iniciar o plantio.
Outra maneira mais prática e racional é construir dois buracos: enquanto estamos acumulando o esterco em um deles, o esterco do outro já fica curtindo.
Regras para o sucesso
. • Iniciar com peruzinhos de 21 dias, para maior segurança.
. • Adquirir aves sadias ou ovos de criadores idôneos.
. • Nunca criar perus juntamente com outras aves (à exceção dos pintinhos), para evitar problemas futuros de saúde.
. • Seguir os cuidados especiais com os peruzinhos até os três meses de idade, para evitar a “crise do vermelho”.
. • Fornecer uma alimentação de boa procedência e qualidade é a base da saúde das aves.
. • Não deixar de aplicar a vacina contra a bouba.
. • Manter higiene e limpeza para evitar doenças.
. • Isolar a ave a qualquer sintoma de doença.
. • Manter boa proteção e higiene nos comedouros e bebedouros.
. • Criar os perus somente em muito espaço e pastagens.
Visão
geral criada por IA
Aqui
estão os pilares essenciais para a saúde dos perus:
1.
Manejo e Biosseguridade (Ambiente)
Separação: Mantenha
perus afastados de outras aves, especialmente galinhas, para evitar
a transmissão de doenças graves, como a histomoníase.
Ambiente
Seco: Perus
são sensíveis à umidade e frio até os 3 meses. Utilize camas
secas e abrigos protegidos do vento e chuva.
Higiene: Limpe
o galpão regularmente para evitar doenças.
Fase
Inicial: Filhotes
(peruzinhos) precisam de calor e, preferencialmente, criação em
criadeiras ou piso telado até 9-10 semanas.
2.
Nutrição e Alimentação
Fase
Inicial (0-4 semanas): Dieta
de alta proteína (23% a 28%), incluindo ração balanceada, ovos
cozidos e verduras.
Fase
de Crescimento: Ração
específica com 18% a 20% de proteína.
Água: Água
limpa e fresca deve estar sempre disponível.
3.
Saúde Preventiva (Doenças e Vacinas)
Vacinação: Vacinar
contra Bouba aviária (9-10 semanas) e Newcastle (35 dias).
Vermifugação: Fundamental
para prevenir a histomoníase, especialmente se criado no chão. A
vermifugação a cada seis semanas pode ser necessária.
Sinais
de Alerta: Monitore
o comportamento. Perus doentes podem se afastar do bando, parar de
comer ou apresentar dificuldade de locomoção.
4.
Principais Desafios de Saúde
Histomoníase: Conhecida
como "doença da cabeça preta"é fatal e transmitida por
parasitas.
Micoplasmose: Causa
inchaço nas articulações e problemas respiratórios.Artrite: Comum
em raças pesadas, afetando a locomoção.
A
observação diária é a melhor ferramenta para garantir a saúde e
produtividade do lote.
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As aves silvestres, de modo geral, que se alimentam daquilo que a natureza lhes oferece, vivem tranqüilamente e em condições de boa saúde. A alimentação natural é de origem animal e vegetal, como minhocas, vermes, insetos, capins, sementes e frutos silvestres, e contém os elementos necessários para seu desenvolvimento e reprodução.
Se assim não fosse, acreditamos que a maioria das espécies desse gênero estaria extinta.
O homem, porém, deseja que o rendimento, ou melhor, o crescimento e a reprodução sejam mais rápidos, a fim de auferir maiores lucros com uma criação racional.
Graças a pacientes estudos, foram criadas várias rações balanceadas, umas a fim de suprir tudo o que a natureza pode oferecer e outras que podem acelerar o desenvolvimento das aves. Basicamente são as rações de engorda, postura e crescimento.
É por isso que, para aqueles que possuem espaço suficiente, falamos da criação caseira mista de perus: deixar as aves no pasto, completando suas necessidades com ração balanceada, e ao mesmo tempo fazer com que se habituem a dormir e botar no lugar desejado. Com esse sistema, ficam mais fáceis o manejo e o controle.
Os cuidados com a alimentação também devem ser maiores até os animais atingirem três meses de idade. Como este pequeno manual se destina àqueles que desejam iniciar uma criação de perus, não vamos complicar com fórmulas de rações, pois isso seria mais adequado para uma granja comercial.
Vamos nos limitar ao que é mais fácil e prático.
A alimentação para os peruzinhos recém-nascidos pode ser constituída da ração inicial que se costuma dar aos pintinhos, porém acrescida de ovo cozido (qualquer ovo) bem esfarelado e misturada com verduras, exceto al-face, cortadas bem fininhas. A distribuição deve ser feita sobre um jornal, a fim de que os perus aprendam a comer.
Perus criados em cativeiro . Comer em seguida, a ração deve ser colocada em comedouros apropriados para o tamanho das aves, servida três vezes ao dia, até as aves completarem 30 dias. Após esse período, deve-se fornecer a ração de crescimento, até os 90 dias. Essas mudanças sempre devem ser feitas paulatinamente. Depois, usa-se a ração engorda e postura, que deverá conter pelo menos 20% de proteína animal — como farinha de carne, farinha de peixe e farinha de sangue — e 80% de cereais — como milho, cevada, trigo e similares.
Aos peruzinhos jovens também se deve dar leite desnatado, que poderá ser adicionado a pedaços de pão amanhecido ou colocado em vasilhames.
Quando os perus se tornarem adultos, se houver pastagem onde possam viver soltos, darão pouquíssimo trabalho, e as despesas com alimentação diminuirão muito. Pela manhã pode-se dar uma pequena quantidade de ração; a seguinte, constituída de grãos e fareladas, só deverá ser dada na hora do recolhimento.
Aos perus criados soltos, pode-se dar apenas uma refeição por dia, quando recolhidos. No pasto é que eles encontram aquilo de que necessitam, tornando-se mais fortes e sadios. Os futuros reprodutores devem ser escolhidos entre os que são criados livres, não só por sua rusticidade como, principalmente, pela maior probabilidade de se tornarem bons reprodutores.
O consumo de ração para as aves criadas em pastos é de aproximadamente 50 a 60 gramas por ave por dia.
Engorda
O tempo ideal para se abater o peru é de seis meses para as fêmeas e sete para os machos. Depois dessa idade aparecem as penas novas, dando um aspecto ruim às aves.
Antes desse período, porém, convém fazer um regime de engorda. Durante trinta dias antes do abate, devese eliminar da ração a farinha de peixe e o óleo de fígado de bacalhau, caso estes ingredientes estejam na composição, pois transmitem à carne o gosto do peixe.
É necessário distribuir milho, fubá, trigo, mandioca, sobras de comida e muita verdura picada, que deixam a pele amarelada e com boa aparência, principalmente o milho amarelo. A farinha de peixe pode ser substituída por soja ou similar. Essa mistura deve ser servida com água ou leite desnatado, pois os alimentos moles são ingeridos mais facilmente pelos perus. A distribuição deve ser feita três vezes ao dia.
A dieta alimentar dos perus, além de insetos e grãos, água limpa e fresca, poderá ser feita por meio da aplicação de ração balanceada e da alimentação verde. Em caso de engorda, é permitido também o fornecimento de outros alimentos, como frutas, verduras e, inclusive, restos de comida.
Tanto o ninho para postura quanto para
incubação podem ser feitos com caixotes de madeira, medindo 50 cm de largura e
25 cm de altura. Também pode ser utilizada uma barrica fora de uso, que deve
ficar deitada, com a parte superior retirada. Para a postura de ovos, deve-se
ter pelo menos um ninho para cada três peruas.
A perua de origem selvagem aprecia muito fazer
o ninho numa moita de capim ou qualquer outro tipo de vegetação, onde deposita
os ovos para depois chocá-los. A perua é muito matreira, isto é, procura todos
os disfarces a fim de que seu ninho não seja localizado. Quando
isso acontecer em criações, caso não descubra
o local da postura, devese prender a perua pela manhã, até o meio dia, para
depois soltá-la. Isso fará com que ela vá ao seu esconderijo, que será
facilmente localizado.
Quando a perua já está chocando em um ninho
natural e é feita a transferência para um ninho artificial, ela
costuma abandonar os ovos, pelo simples fato de estes terem sido pegos
com as mãos. Isso aconteceu muitas vezes numa criação no Mato Grosso do Sul em
que as aves são mantidas em plena liberdade.
Ninho de palha.
No período em que estiver chocando, a perua
resguardada daschuvas deve ter comida e água constantemente à
sua disposição, pois essas aves são muito fiéis quanto ao choco.
Portanto, é necessário uma rigorosa fiscalização diária para
certificar-se de que ela se alimentou satisfatoriamente. A ave choca que deixa de se
alimentar acaba fraca e debilitada.
Ao se preparar um ninho para choca, pode-se colo-car
em seu fundo uma camada de terra úmida, dando-lhe uma forma côncava e cobrindo-a
com palha. Além da forma desejada, a terra também fornecerá umidade para os
ovos. Outra maneira de fazer o ninho é escavar no chão um buraco em forma de concha,
depositando capim ou palha por cima e tijolos ao redor, para que a cobertura
não se espalhe. O ninho serve também para tirar o choco .
Abrigo
Os abrigos que servirão de dormitório e para
proteção contra o vento e o sol devem ser simples, isto é,
apenas uma cobertura e poleiros, sendo que a parte em que os ventos
são predominantes deve ser fechada. As demais partes poderão ter uma
pequena parede com 50 cm de altura e o restante fechado com tela.
Um galpão, por exemplo, que meça 4 x 4 m
poderá abrigar mais de vinte perus. A altura será de 1,5 m na
parte traseira e 2 m na frente.
Os poleiros deverão ficar a uma altura de 70 a
80 cm do chão, no sentido horizontal, e afastados das paredes
pelo menos 60 cm, devendo ter 5 cm de espessura e 10 cm de largura, com
os cantos arredondados. O chão dos abrigos deverá ser cimentado, podendo ser
coberto com pó de serra ou até mesmo, se houver
facilidade, com palha de arroz, a fim de facilitar o
recolhimento do esterco. O esterco do peru é superior ao de
cavalo ou de vaca, sendo de grande serventia para
hortas, pomares e jardins, depois de devidamente
curtido.
Cada peru pode fornecer até um quilo de esterco por semana.
Abrigo para perua com parque para os
peruzinhos tomarem sol.
Após o nascimento, os peruzinhos devem ter
aces-so a um pequeno parque anexo ao abrigo, nas medidas de
1,2 m de largura por 1,5 m de profundidade, para que possam tomar
sol. A perua é mantida presa no abrigo, no qual deve existir um
ripado por onde apenas os filhotes possam passar. Desta maneira, a ração
distribuída aos peruzinhos não será consumida pela perua.
Nos primeiros dias de vida dos peruzinhos,
devemse ensiná-los a comer. Para tanto, pega-se a avezinha com
muito cuidado, colocando seu bico em leite desnatado ou água e
certificando-se de que ela engula.
Após duas semanas no abrigo inicial, sempre
protegida contra as chuvas, a perua já pode ficar solta, a fim de
passear com os peruzinhos. Para que eles não se cansem, não devem se
distanciar muito do abrigo. Uma perua que choca seus ovos pode chocar até
vinte peruzinhos. Quando se procede a incubação
natural, é interessante colocar algumas peruas para chocar no mesmo
dia. Assim, quando nascerem as aves, poderão ser colocadas duas
ninhadas junto a uma única perua; isso depende apenas do nascimento
dos filhotes. Essa operação deve ser feita somente durante a
noite. Com esse sistema, uma ou mais peruas logo perderão o choco e
reiniciarão a postura.
Uma galinha, por exemplo, pode cobrir no
máximo 12 peruzinhos. Quando o criador de perus deseja criar mais de
cem aves, o melhor sistema é o de incubadeiras, pois será
dificil conseguir o número necessário de chocas num determinado período.
Pasto
Quando, nos parques destinados aos perus,
existem pastos abundantes, essas aves adaptam-se
perfeitamente, fazendo grandes caminhadas. Quando são criadas em cercados, é
preciso dispor de uma área de 250 m˝ para cada lote de 10 a 12 aves.
No parque cercado destinado aos perus deve
haver árvores para proporcionar-lhes sombra nas horas de forte
calor, pois é seu costume, nessas horas, o descanso. As cercas deverão
ter no mínimo 1,8 m de altura. A água deve es-tar sempre à disposição e em
lugares sombreados.
Quando os perus são criados em plena
liberdade, a vegetação dos pastos deve ser baixa, isto é, sem moitas ou
qualquer outro tipo de esconderijo, pois a tendência dessas aves é se
aninhar no mato, fazendo sua postura até que o choco se inicie. Com isso poderá haver perda
de ovos, pois não raro mesmo os ovos inférteis são devorados por
animais daninhos. Além disso, as ninhadas não são tão
boas como quando acompanhadas com certa
regularidade e bem manejadas.
Parque dividido em quatro seções, com abrigo
no centro. Os pastos devem ser cercados e gramados, procedendo-se
ao rodízio. Enquanto o pasto “A” está sendo utilizado pelos perus, os
pastos “B”, “C” e “D” estão em recuperação. Desta maneira nunca
faltará pasto aos perus, desde que se destine uma área razoável e
compatível com o número de aves que se deseja criar .
As peruas que vivem em plena liberdade, nos
campos, desde quesejam alimentadas pela manhã com ração
balanceada para sua idade,bem como à tarde, no regresso, acabam se
acostumando a usar os ninhos a elas destinados.
Sempre será interessante colocar nos ninhos um
ovo falso, isto é, de gesso, o que servirá de atrativo para criar
o hábito.
Abrigo simples, sem passeio interno.
Comedouros
Depois que os peruzinhos tiverem aprendido a
comer, a ração deve ser colocada em comedouros. Eles devem
ser feitos de tal maneira que evitem a entrada das aves, que podem
espalhar a ração e contaminá-la com as fezes. Também devem ter um
pau roliço ou quadrado, giratório na parte superior, para
evitar que os peruzinhos seempoleirem e defequem no cocho.
À medida que os perus vão
crescendo, os comedouros precisam ser substituídos por outros
maiores, para que todos possam comer ao mesmo tempo, evitando aglomeração.
Os comedouros para os perus adultos são fáceis de ser
construídos: 25 cm de largura, 25 cm de altura e o comprimento de
acordo com a quantidade de aves a serem alimentadas.
Comedouro de folha-de-flandres
Um comedouro de 1 m de para peruzinhos e perus jovens .
Comedouro semi-automático de madeira com
proteção, para ficar à disposição no parque. Pode ser utilizado
também para distribuição de ostras trituradas . comprimento é suficiente para 12 aves adultas
se alimentarem utilizando os dois lados.
Sobre o comedouro dos adultos também deve-se
colocar um pau roliço ou quadrado giratório, a fim de não
servir de poleiro.
Tipo de comedouro higiênico para perus. Na
parte superior deve haver um pau roliço giratório.
Bebedouros
Nos primeiros 20 dias de vida dos peruzinhos,
os bebedouros devem ser se-mi-automáticos, de barro ou
alumínio, e podem ser encontrados nas casas de artigos para avicultura.
Bebedouro de folha-de-flandres
Também podem ser feitos semi-automático
para peruzinhos com um vasilhame com capacidade para um litro
ajustado numa tábua por meio de duas fitas de chapa, com uma vasilha no bocal.
Quando os perus crescerem, a água pode ser dada
em bebedouros maiores semi-automáticos, ou mesmo
de cimento, desde que protegidos, para evitar a entrada das aves
com os pés. Se houver facilidade, a fim de evitar o empoçamento de
água, é aconselhável a mudança do bebedouro para outros locais,
devendo estar sempre protegido por sombra. Nunca se deve colocar o bebedouro
em locais expostos ao sol. jovens e adultos .
Bebedouro semi-automático de
Bebedouro simples semialumínio para peruzinhos. automático para
peruzinhos.
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