25 de set de 2017

PLANEJAMENTO E MANEJO DA PRODUÇÃO DA GALINHA CAÍPIRA



PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
O avicultor deve procurar manter um regime de regularidade no fornecimento de produtos para o mercado consumidor e para que esse objetivo seja alcançado é fundamental que o produtor leve em consideração o seguinte calculo:
Período de criação80 dias
Período de limpeza/desinfecção21 dias
Total102 dias
Lotes por mês = (12/3,57)3,36 Galpões
Portanto, se o avicultor deseja produzir um lote por mês ele deve construir 4 galpões para atender essa demanda.
MANEJO DA CRIAÇÃO
Ao nascerem, os pintinhos são alojados em pinteiros recebendo água e ração à vontade, e luz para o aquecimento, não podendo neste período passar frio, fome ou sede. Os preparativos para a chegada dos pintinhos devem ser iniciados com antecedência.
A cama deve estar espalhada em todo o galpão (3 a 5 cm de altura). Manter as cortinas fechadas
Formar o círculo de proteção com placas de Eucatex/madeirite.
As campânulas devem ser ligadas com 1 a 2 horas de antecedência, para que a temperatura esteja, na hora da chegada, em 30 a 32°C. dentro do círculo
Fornecer água e ração à vontade.
Diariamente o tamanho do circulo é aumentado de forma que no 9° dia de vida dos pintinhos o circulo seja retirado. Ao completar 30 dias de idade os frangos tem acesso aos piquetes durante o dia. Neste período, os frangos adquirem o hábito de ciscar, comer capim, insetos e outra alimentação alternativa, mas continua-se fornecendo ração de maneira regulada no interior do galpão. As aves podem receber também restos de verduras, frutas e comidas, servindo como complemento alimentar.
Em volta do piquete, recomenda-se plantar árvores frutíferas ou ornamentais, que promovam sombra para as aves, para que quebrem a força dos ventos e, eventualmente, forneçam algum tipo de alimento (ex: hibisco, feijão guandu, amoreiras, goiabeiras, bananeiras etc.). também é recomendado a plantação de confrei, rami, leucena, couve, espinafre, etc. para fornecimento complementar ao pasto.
Os frangos permanecem nesse sistema por volta de 90 dias, pesando em média 2,3 quilos estando prontos para o abate. 
As galinhas e os galos de reprodução devem ser criados separados dos demais na proporção de 8 a 10 galinhas para cada galo. A idade reprodutiva das aves inicia-se com 20 semanas de vida e deve permanecer no plantel por até 24 meses de idade. Depois desse período, inicia-se o segundo ciclo de postura e a produtividade dessas aves começa a cair, em função da idade e da muda de penas, se tornando inviável para incubação dos ovos.
Programa de Iluminação
As frangas que nascem numa época do ano, em que o período de recria coincida com o aumento do numero de horas do dia, entrarão em postura mais cedo. Ao contrario, as frangas nascidas em época do ano em que a duração do período de luz natural é decrescente, iniciarão a postura um pouco mais tarde. A diferença entre esses lotes oscila de 10 a 15 dias. Entretanto, a precocidade excessiva na maturidade sexual representa, geralmente, problemas na criação desses lotes. Esse desenvolvimento corporal precoce faz com que a ave desvie para a produção de ovos os nutrientes, que deveriam estar disponíveis para completar o seu crescimento. Com isso, as frangas não atingem o peso ideal e iniciam precocemente a postura pondo ovos muito pequenos, que não atinge a classificação de venda. Além disso, futuramente essas frangas apresentarão menor produção de ovos, menor persistência de postura como também, poderão apresentar problemas de prolapso do oviduto. Para compensar as deficiências do período de luz natural na recria das frangas, deve-se adotar programas especiais de iluminação artificial. Como regra gera, nos lotes que coincidam o período de recria com o aumento da quantidade de horas de luz, adiciona-se 4 horas à quantidade em horas de natural na idade de 20 semanas das frangas. A partir dessa idade, reduz-se 15 minutos por semana até as frangas atingirem 20 semanas. Dessa maneira, as frangas retardarão o inicio da postura evitando os problemas advindos da maturidade sexual precoce. A iluminação artificial deve ser feita ligando-se a luz de madrugada e deixando-se acesa até o clarear do dia. Os outros programas de iluminação artificial são relativamente complexos e não encontram justificativa econômica para o seu emprego na escala da pequena produção como a preconizada nessa publicação. Entretanto, aqueles que se interessarem, pelos programas de iluminação, deverão procurar os compêndios mais especializados na produção industrial avícola onde encontrarão farto material a respeito do assunto. 
O choco das galinhas é um fenômeno reprodutivo natural, pelo qual as aves podem perpetuar a espécie, realizando a incubação dos ovos para o nascimento da geração seguinte. Como durante o período do choco as galinhas não botam ovos, esse processo passa a ser indesejável sob o ponto de vista econômico, principalmente por que a reprodução esta sob o controle do homem que a realiza em condições artificiais, com grane eficácia. O choco das galinhas é facilmente identificado pelo seu comportamento mais agressivo quando vamos colher os ovos no ninho, pois ela bica nossa mão com bastante raiva. O som do seu cacarejar torna-se, também, como que irritadiço e ameaçador. Portanto, o avicultor deve evitar, a todo custo, que suas galinhas fiquem chocas e se, porventura, ficarem, deverá tomar as providencias a seguir, tão logo quanto possível!
Existem inúmeras receitas para se combater o choco. A primeira é evitar tanto quanto possível que os ovos permaneçam no ninho, principalmente à noite. Porque à noite algumas galinhas poderão dormir no ninho e serem induzidas ao choco. Os ninhos deverão ser fechados na ultima colheita de ovos, no período da tarde. Se, mesmo assim, aparecer alguma galinha choca, pode-se colocá-la em uma gaiola, de preferência suspensa, para que fique balançando, pelo período de dois dias. Essa receita foi-me recomendada, como bastante eficaz, pelo Prof. Jaap, que a utilizava em peruas, cuja freqüência de choco é muito mais intensiva que nas galinhas. A receita a seguir, só a escutei de avicultores caipiras nacionais! Consiste em mergulhar a galinha em um balde de água fria por duas ou três vezes, retendo-a imersa, por alguns segundos, para que ela fique bastante assustada e desista do choco. 
Nos criatórios de galinha caipira, a prática de criação de machos e fêmeas no mesmo galpão é muito comum, embora não seja a mais indicada, cabe ao produtor encontrar a forma mais apropriada e que não interfira no bem estar das aves.
Para que seja feita a sexagem, existem duas maneiras que melhor se adéquam a criação de aves caipiras, que são:
Primeira: O avicultor deve observar a velocidade de empenamento dos pintainhos, nas fêmeas, ele ocorre mais rápido em relação aos machos.
Segunda: Deve ser realizada pela observação da cloaca dos pintainhos, através da proeminência genital das aves. Nesse processo o avicultor deve eliminar as fezes da cloaca, para ter uma melhor visualização do sexo. Com uma das mãos deve fazer uma leve pressão sobre as paredes do abdomen do pintinho e baixando a cloaca que deve ser pressionada levemente ocorrendo a exposição do sexo da ave.








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