25 de nov. de 2017

Criação de Agapornis



Originário do continente africano foi descoberto em 1793 e levado para a Europa em 1860. Conhecidos também como Love Birds ou Pássaro do Amor, a palavra AGAPORNIS significa no grego, “Pássaro do Amor” e tem como principal característica de viver em casais. Chegaram ao Brasil, na década de 80.

Havia poucos criadores e não havia um campeonato definido exclusivamente para esta espécie. Na década de 90 Paul Richard e Fabio Tiezzi começam a importar diversas espécies de agapornis, inclusive o roseicollis violeta, sensação do início daquela década, como os opalinos nos dias de hoje.

Os Roseicollis surgiram e habitam uma região da Costa Ocidental da África do Sul e seu sudoeste, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e montanhas de até 1600 metros.

Os Personatas vivem no nordeste da Tanzânia entre savanas e árvores isoladas. Os Fischeris vivem na região que vai do sudoeste ao sul do Lago Vitória, no norte da Tanzânia.

Os Nigrigenis vivem do sudoeste da Zamíbia até Livingstone, no norte da Zamíbia com o leste de Zimbabue.

Os Lilianes vivem no sul da Tanzânia, nordeste de Moçambique, oeste da Zamíbia e norte do Zimbabue, entre 800 e 1000 metros de altitude.

O Cana é encontrado na ilha de Madagascar e nas ilhas Maurício, Rodrigues e Zanzibar. Esta espécie só é encontrada na sua coloração original.

Todas as mutações foram conseguidas em cativeiro e mesmo assim, não existe registro de criadores com mutação na atualidade, no Brasil.

Dentre as espécies, ainda temos o Pullária, o Taranta e o Swinderniana.

Reprodução
Antes de começar sua criação, verifique o local onde irá adequar suas aves. Após o 8º dia da gala, surge o primeiro ovo. As aves botam em dias alternados, de 4 a 6 ovos por postura. Os ovos eclodem após 21 a 23 dias. Normalmente, ocorrem nascimentos em dias consecutivos, durante o prazo de 7 dias. Assim, temos filhotes da mesma ninhada, de diferentes tamanhos. Para evitar esse problema, podemos retirar os ovos à medida vão sendo botados para devolvê-los ao ninho após o término da postura, o que não é aconselhável para criadores iniciantes. Quem tiver mais de um casal criando ao mesmo tempo, poderá trocar os filhotes de ninho, deixando todos os de tamanho aproximado em cada ninho.

Os anéis devem ser colocados nos filhotes entre o 8º e o 12º dia do nascimento. Coloca-se os anéis deixando os dedo do filhote na horizontal, sendo 2 para frente e dois para trás, passando-se o anel até acima do pé.

Após 25 dias, a perda de filhotes é praticamente nula. O "desmame" se dá após 60 dias. Algumas fêmeas, antes do desmame, tentam expulsar os filhotes dos ninhos para iniciar uma nova postura, chegando a arrancar suas penas. Para evitar isso, deve-se colocar na gaiola farto material para confecção de novos ninhos. Algumas fêmeas podem arrancar as penas dos filhotes sem ser na época da criação. Isso se deve principalmente à carência de vitaminas que é encontrada no caule das penas, no sangue. Elas costumam arrancar essas penas e alimentar os próprios filhotes.

Após a separação dos pais, deve-se colocar os filhotes em uma gaiola ou viveiro com, pelo menos 80cm de comprimento para que possam voar e desenvolver a musculatura.
Não se deve mexer no bando formado até que realize a primeira muda de penas, 5 a 6 meses após o nascimento. Durante o período da muda, as aves costumam apresentar febre, parecendo até mesmo doentes. Esse é um período perigoso que requer muita atenção quanto à alimentação dos filhotes. Aumente a quantidade de aveia também nesta época.



Ninhos

Caixas de madeira que podem ser horizontais ou verticais. As horizontais - 30x15cm com divisória. A parte do fundo, superfície côncava, onde a fêmea coloca os ovos. As verticais facilitam o choco e proporcionam um percentual maior de nascimento. Podem ser de 20cm de altura x 15cm profundidade x 15cm frente. Coloque palha de milho no piso da gaiola para que a fêmea confeccione o ninho e coloque um pouco de serragem dentro do ninho.

Os Agapornis de aro branco (Fischeri, Personata, Nigrigenis) carregam a palha no bico, inteira; às vezes até pedaços do sabugo de milho e o que tiver por perto. Os roseicollis colocam os fios de palha entre as penas do rabo e as levam para o ninho. Dentro do ninho elas soltam a palha e fazem movimentos circulares, confeccionando o ninhos. Os Roseicollis quase sempre só a fêmea faz isso e os machos costumam fazer após "velhinhos" - após aproximadamente 5 anos.

Acasalamento

Após adquirir aves saudáveis, que não estejam sujas ou "encorujadas", de preferência em criadores e verificarmos nossas condições e instalações para que o casal habite de maneira satisfatória.

Escolha aves com idade de até dois anos, apesar dessas aves reproduzirem até aproximadamente seus 10 anos de idade.
A questão mais controversa que existe na criação dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas (espécies onde não há dimorfismo sexual). Esta é a maior dificuldade de quem deseja iniciar a criação e até mesmo em criadores experientes. Um método infalível para a determinação do sexo dos agapornis, é a analise de DNA quer por amostra de sangue ou de penas e que custa em torno de R$13,00. Alguns cruzamentos tem mutações sex-linked, ou seja, ligadas ao sexo, e a partir daí, pela cor, pode-se determinar desde pequeno o sexo do agapornis. Em adultos consegue-se diferenciar mais facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o abdômen mais arredondado que os machos.

Antes de iniciar os acasalamentos e colocar os ninhos, é aconselhável vermifugar todas as aves do plantel. Faça este procedimento apenas uma vez ao ano para não debilitar muito as aves. Na semana seguinte ao vermífugo, pode-se fornecer misturado à água para beber, um composto de vitaminas.
Devo criar em gaiolas ou em colônias?
A criação de agapornis pode ser feita tanto em colônia quanto em gaiolas individuais, dependendo do espaço, tempo e, principalmente dos nossos objetivos na criação.

Podem ser criados em gaiolas com medidas de 80x50x50cm; já um viveiro para criação em colônia, vai depender da quantidade de casais que se deseja ter. Um viveiro de 2 metros de comprimento por 1 metro de altura e 1 de profundidade, caberá tranqüilamente 5 casais. É importante salientar que deve-se ter 2 ninhos para cada fêmea, diminuindo assim o risco de brigas.
A criação em gaiolas proporciona um controle genético maior e uma reprodução mais rápida e acertada, ao passo que em colônias não há controle genético. A vantagem da colônia é a maior facilidade para limpeza.

Os acasalamentos começam tão logo o casal esteja adaptado ao novo ambiente. O macho começa a entrar no ninho, verificando o novo território. A fêmea começa a picar a palha de milho e carregá-la para o ninho.

Oito dias após a cópula ou acasalamento propriamente dito, a fêmea começará a botar os ovos em dias alternados. Botam entre quatro e sete ovos normalmente.

O tempo de choco é de aproximadamente 23 dias para os agapornis. Nos Tarantas, esse período é de 30 dias. Após o nascimento dos filhotes, a fêmea é quem os alimenta recebendo a comida dada pelo macho através da regurgitação deste no bico dela.

Os agapornis são aves exóticas de constituição robusta e de criação muito fácil, sendo pouco sujeitos a doenças. Sua criação constitui uma distração encantadora e a venda de seus numerosos filhotes permitem o retorno das despesas feitas com o magnífico entretenimento. Quando se fala em reprodução de agapornis, existem, basicamente, duas formas distintas utilizadas para isso. A primeira seria a criação em colônia, onde vários casais dividem o mesmo viveiro, simulando as condições naturais. O segundo sistema se trata da criação em gaiolas onde cada casal ocupa uma gaiola separadamente.

Os agapornis possuem o instinto de domínio territorial. Por isso, quando é introduzido um bando para criar de uma vez só em um viveiro, há uma briga generalizada, por um período, que é chamado de escolha de um líder do bando. Esse líder fica responsável por avisar a chegada de um estranho ao bando. Sendo assim, em casos de morte de alguma ave, é recomendável retirar o(a) viúvo(a), em vez de colocar um outro agapornis no lugar, pois, provavelmente, este será rechaçado pelo bando.

Esse tipo de criação gera vários problemas, sendo um deles este que acabamos de abordar. Outro problema, que é mais técnico, é que o agapornis é fiel até que se troque a sua parceira, sendo muito comum uma fêmea ser “coberta” por vários machos e, nem sempre, os filhotes são do casal que o criador supõe. Sendo assim, caso o criador tenha a intenção de criar, corretamente, uma linhagem, ele nunca deve confiar no resultado de um casal criado em colônia.

Outro problema que pode ser encontrado pelo criador está relacionado ao aspecto de produção que, além da disputa territorial, também sofre com a disputa pelo ninho, levando à falta de tranquilidade das fêmeas, na época de postura, o que resulta em uma produção inferior a 50%, equiparando-se a um casal que é criado individualmente na gaiola.

Falando em criação nas gaiolas, essa é a forma mais trabalhosa para o criador. No entanto, se este deseja fazer uma seleção de características, esta é a melhor alternativa. Para começar uma criação, um conselho importante é quanto à quantidade inicial de aves. Todos os criadores de experiência dizem o mesmo: “Comece a criação com apenas poucos casais e procure adquiri-los de um criador conhecido”. Uma criação pequena é importante para conferir prática e experiência, assim, com o tempo, vai-se aumentando a produção.

Aos criadores que desejam iniciar a criação de agapornis, mas o orçamento não permite a aquisição de mais que cinco casais, a dica é: é preferível adquirir cinco casais excelentes e caros a dez agapornis baratos e de uma linhagem inferior. Nessa criação, a parte mais interessante e importante, sem dúvida, é a escolha da matriz. Uma ave, tecnicamente ruim, fora dos padrões, alimenta-se na mesma proporção de uma excelente linhagem e dá o mesmo trabalho, portanto, a única diferença é o resultado e a satisfação de ter criado uma ave campeã.

Quanto ao acasalamento, no Brasil, os agapornis criam durante todo o ano. No entanto, para que haja um bom acasalamento, irá depender das condições do casal. É preciso que tanto o macho quanto a fêmea estejam em perfeitas condições; não se deve fazer o acasalamento com pássaros que estejam mudando de penas, jovens demais, ou muito velhos, doentes ou que acabaram de se recuperar de alguma doença. Enfim, só se deve fazer o acasalamento com aves saudáveis e aptas para a reprodução.





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18 de nov. de 2017

Criação do Diamante de gold



Diamante de gold 

Ele é conhecido no Brasil como diamante de gould, tem o nome cientifico de poephila gouldiae é da família dos estrildidae e pertence à ordem dos passeriformes.
O gould é um dos pássaros mais cobiçados no mundo inteiro por sua delicadeza e lindas cores, no Brasil ainda não é tão conhecido, mas vem abrindo caminho graças a técnicas de criação cada vez mais aprimoradas por vários criadores que vem se dedicando a eles e assim garantindo sua presença em pet shops de todo o pais. Não tenha duvida, se você entrar em uma loja de pássaros e se deparar com um gould dificilmente resistirá em ao menos se aproximar dele e ao se aproximar com certeza vai querer o levar para casa.

Descoberta

Ele foi descoberto e descrito pela primeira vez em 1833 na Austrália, em inglês é conhecido como Lady Gouldian finch, uma homenagem que seu descobridor o expedicionário, naturalista e ornitólogo, John Gould, fez a sua esposa Elizabeth, quando ela faleceu. Elizabeth era uma. hábil desenhista de pássaros e foi ela quem registrou as primeiras imagens do pássaro, que o casal pesquisou junto em expedições na Austrália realizadas no século XIX.

Cores

Cabeça vermelha: ( Poephila mirabilis)
Cabeça preta: (Poephila gouldiae)
Cabeça amarela: ( Poephila armitiana)

Classicos
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Verde
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Verde
Cabeça Laranja/Peito Roxo/Costa Verde
Mutações
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Amarela
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Azul
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Amarela
Cabeça Cinza/Peito Roxo/Costa Pastel
Cabeça Amarela/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Preta/Peito Branco/Costa Verde
Cabeça Branca/Peito Branco/Costa Pastel
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Verde
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel

Alimentação

O gould é um pássaro granívoro, por isso deve ser alimentado com sementes, 30% alpiste, 70% de painço, mistura esta que deve ser soprada e reposta todos os dias,   verduras como almeirão, espinafre, ou chicória  podem ser  servidas,  a farinhada é essencial para a boa saúde do pássaro e deve ser servida diariamente, especialmente na época de reprodução e muda de penas, também podemos servir osso de siba, ou casca de ovos de galinha torrada por 20 a 30 minutos e triturada, os dois produtos são fontes de cálcio essenciais para os pássaros principalmente na época da postura, quando e em especial as fêmeas precisam de reposição de cálcio. Para completar, uma tigela de areia de rio lavada, deve ser deixada a disposição dos pássaros, a  areia é um elemento muito importante para a saúde dos pássaros. É ótimo para a higiene e para mantê-los em boas condições de saúde, pois contém minerais, cálcio e  auxilia na digestão das aves. Em cativeiro quando tratado corretamente vive de sete a nove anos.

Cuidados

Os diamantes de gould são pássaros delicados e sensíveis, merecendo do seu dono total dedicação e cuidados, principalmente na época de muda de penas, época esta que é sem duvida a mais delicada da vida de um pássaro, onde as perdas podem ser grandes para os criadores se não forem tomados os cuidados necessários. Nesta época o criador deve reforçar a alimentação, ter sempre a mão um energético, como o açúcar de uva, proteger o pássaro de correntes de vento e evitar ao maximo o estresse causado por manuseio, barulho e sustos. Sempre que possível manter o menor numero de pássaros na mesma gaiola, evitando assim disputas por alimentos e brigas.    

Trocando os ovos:  

Em geral, temos que ter cinco casais de Manon para cada casal de exóticos (Diamante Gould, Diamante Sparrow, Star Finsh, Bavette), aumentado a probabilidade de coincidência entre os períodos de reprodução de uma espécie e outra. O processo todo acontece da seguinte forma: coincidindo a postura de ovos do casal de exóticos e de um dos casais de Manon, substitui-se os ovos do Manon pelos da outra espécie. Graças a seu instinto, papai e mamãe Manon chocarão os ovos alienígenas como se fossem seus, sem descuidar dos filhotes durante todo o período de alimentação até chegarem à fase adulta. 

CONDIÇÕES IDEAIS PARA CRIAÇÃO

Alguns pássaros são resistentes ao frio, mas a maioria deles e entre eles o gould tem grandes problemas com mudanças bruscas de temperatura, principalmente quando ela cai rapidamente o que é normal nas madrugadas do inverno brasileiro. Nesse caso a presença de uma fonte calor que mantenha uma temperatura razoável e constante é imprescindível para a boa saúde da criação.    Um bom aquecedor não é muito barato, mas, é a solução mais plausível para a solução deste problema. Este deve ser de preferência com termostato automático que mantém a temperatura do ambiente conforme queremos.  Aqui no criadouro usamos aquecedores de julho a dezembro, mantendo uma temperatura de 16 graus tanto durante o dia quanto durante as madrugadas.
Porque 16 graus?
Mantenho 16 graus de temperatura por ser o pico térmico durante o dia dentro do local onde estão os pássaros, regulando o termostato para 16 graus alem de proporcionar uma temperatura agradável ainda fazemos economia de energia, já que o aquecedor só funcionara quando a temperatura diminui e fica em stand by quando estiver novamente na temperatura desejada.
O aquecedor que uso aqui é o Magnun DeLonghi de fabricação italiana.
Porque a escolha dele?
Existem inúmeros tipos de aquecedores que funcionam com resistências elétricas, ventiladores e até ar condicionado, mas esses ressecam e queimam o ar, alem de fazerem barulho o que prejudica os pássaros podendo ser mais prejudiciais até do que se não os usássemos.
O aquecedor Magnun DeLonghi é elétrico silencioso e não queima o ar, pois trabalha internamente com um óleo especial que nunca é trocado, alem disso também não cheira como outros aquecedores que dão aquele cheiro de fio queimado, poluindo o ar do ambiente.

UMIDADE: Estas aves habitam uma zona úmida da Austrália, mas sempre com temperaturas altas, daí que em cativeiro lhes devemos proporcionar diferentes umidades de acordo com a temperatura  que estão sujeitos. A umidade recomendada é de 55 a 65% para temperaturas da ordem dos 22 graus, e de 65 a 70% para temperaturas superiores.  

LUMINOSIDADE: Não é necessária uma intensidade de luz exagerada, na realidade o importante será o tempo de luz que deve ser das 6:00 as 18:00 horas.

Instalações

Gaiolas: para 1 casal, ao menos 50 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 30 cm de altura. 

Acessórios: Em gaiolas, 2 poleiros de 10mm de diâmetro, bem afastados e longe das laterais, um bebedouro tipo ampola quatro comedouros tipo meia lua, uma vasilha para banho, dois porta vitaminas do tipo unha(comprido) para farinhada e um ninho tipo caixa de madeira com medidas de 20x20x20.

Reprodução

Identificação do sexo:  O macho faz o corte movimentando-se no poleiro, alem de serem facilmente diferenciados das fêmeas por eles terem cores muito mais vivas que elas, a cauda do macho também é diferenciada por ser mais comprida. Na época de acasalamento é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro.

Como proceder
Com 11 meses pode-se formar os casais de gould, que em normalmente 10 ou 15 dias iniciam a postura. É muito difícil casais de goulds chocarem seus ovos em tempo integral e criarem seus filhotes, na grande maioria das vezes não o fazem. O correto é que usemos manons como amas, em numero de no mínimo cinco casais deles para cada casal de gould. As posturas devem se iniciar no final de fevereiro com um  intervalo de sete a quinze dias do final de uma ao inicio da outra, que não devem ultrapassar um total de cinco para não prejudicar o casal.
Quando os goulds começarem a botar, separe ovo por ovo em um recipiente com palha de painço, quando pararem, passe estes ovos para os manons, todos de uma só vez, para que os filhotes nasçam todos no mesmo dia. Estes ovos devem ser girados ao menos uma vez ao dia, de forma que a face que estava voltada para cima fique para o lado de baixo, e assim consecutivamente, impedindo que a gema venha a se colar a um dos lados internos da casca, o que inutilizaria o ovo.
Ao final da terceira postura dos goulds, separe o macho da fêmea e de um tempo de 15 dias para que eles descansem, depois retorne o casal para mais duas posturas. No final de agosto você deve novamente separa-los para que fiquem fortes para o inicio da muda de penas, período este que depois da época da postura é o mais delicado na vida de um gould.
Lembre-se de reforçar a farinhada nestes dois períodos da vida deles e fornecer casca de ovos de galinhas torradas e trituradas, ou osso de siba, para que a fêmea não se desclassifique, areia também é muito importante para a vida de qualquer pássaro e não deve faltar durante todo o ano.

Filhotes
Os ovos eclodem com aproximadamente 15 dias, com 22 dias de vida o filhote deve sair do ninho, ficam independentes entre 40 e 48 dias, com este tempo de vida separe-os dos pais ou da ama para iniciar nova postura. Não é aconselhável mais de 6 posturas por ano, sendo o ideal no maximo cinco. Quando casal também choca, fazer no maximo 4 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20x20x20x cm. Como forração forneça grama japonesa, grama preta, sisal, capim barba de bode ou raízes de capim. Se você como eu não participa de torneios ou campeonatos, não tem necessidade de anilhar os filhotes com anilhas oficiais, podendo apenas usar anilhas feitas por você mesmo apenas para controle do plantel.

Dá até para desconfiar se não houve algum retoque nas fotos que retratam o diamante-de-gould (Chloebia gouldiae), tão impressionante é a combinação de cores vibrantes das penas da ave. De autoria da natureza, os contornos bem definidos e precisos, no entanto, tiveram uma ajuda do homem. A formação do plantel de colorido exuberante é resultado de anos de dedicação de criadores no cruzamento entre espécies e na seleção de várias gerações.

Mutações com novos tons e marcações surgidas nas últimas décadas aumentaram ainda mais o interesse pela criação do diamante-de-gould. Considerada uma das mais belas aves de gaiola do mundo, tem no verde, amarelo, azul e branco as cores mais comuns para o corpo; laranja, vermelho e preto para a face; e roxo e branco para o peito.

Quando jovem, porém, a plumagem da cabeça e do pescoço é cinza e a das asas e da cauda verdeazeitona. O bico negro tem ponta avermelhada, que mais tarde torna-se amarelo, enquanto pernas e pés são marrom-claros. Nos primeiros 12 dias de vida, o diamante-de-gould passa despido, com a pele cor-de-rosa à mostra
Para chamar a atenção dos predadores e dar mais segurança aos filhotes, os machos têm um colorido mais intenso que as fêmeas. Com caudas menores, as mães tentam se manter camufladas nos ninhos junto com as crias. Apesar de mais adaptado a gaiolas, o diamante-de-gould pode conviver com outras aves em viveiros, desde que não seja um ambiente com excesso de exemplares e espécies agressivas.

A ave, que mede de 12 a 14 centímetros, tem comportamento dócil, ideal para ser criada em cativeiro. Ao ser domesticada, acostumou-se com a aproximação de pessoas e, por isso, não se mostra arredia na lida diária. Tratada adequadamente, vive por mais de dez anos.

O diamante-de-gould é apreciado como animal de estimação e, para muitos colecionadores, como ave para apresentação em exposições e concursos. De origem australiana, o diamante-de-gould foi descoberto em meados do século XIX pelo ornitólogo britânico John Gould, cuja esposa deu nome ao pássaro.

Mãos à obra

>>> Início No momento da compra, dê preferência para aves adultas, pois os filhotes necessitam de atenção especial no período de mudança de penas. Também evite adquirir exemplares com penas arrepiadas, emboladas ou ausentes pelo corpo e com pés grosseiros. Por ser pouco mais delicada do que a maioria das aves, melhor se o criador contar com alguma experiência com espécies mais rústicas. A criação não exige autorização.

>>> Ambiente Não deixe as instalações da ave em local com correntes de ar, nem mesmo durante os meses com temperatura mais elevada. O lugar, no entanto, deve ser arejado e protegido da incidência de sol forte. Se for algum cômodo ocioso adaptado na residência ou na propriedade rural, precisa contar com janelas. Use telas de 4 milímetros para impedir a entrada de invasores.

>>> Gaiolas A ave se adapta melhor aos pequenos exemplares. Recomenda-se como medidas 60 por 40 por 40 centímetros de tamanho e 12 milímetros (espaçamento da grade). Chamados de voadeiras, vários modelos são vendidos no comércio especializado. Os de arame galvanizado são os mais indicados. Verifique se possuem no piso uma grade sobressalente em bandeja, o que torna a limpeza mais prática.

>>> Acessórios As gaiolas devem ser equipadas com dois poleiros de 10 milímetros de diâmetro cada. Como opção, podem ser usados galhos de árvores bem torneados. Para o banho, disponibilize uma vasilha de plástico, mesmo material para o bebedouro e o comedouro.

>>> Ninho Uma alternativa é usar uma caixa de madeira de 20 por 14 por 14 centímetros. No interior dela, forre com grama japonesa, raízes de capim, corda de sisal desfeita ou material pronto (que pode ser encontrado em lojas especializadas). Inclua uma divisória para formar um local para os ovos e outro para a movimentação dos filhotes. Facilite a circulação de ar deixando três furos nas extremidades da tampa.

>>> Alimentação É baseada em sementes (alpiste, painço branco, painço-português, senha, milheto, gergelim branco e com casca), farinhada (farinha de rosca e de ovo) ou rações balanceadas disponíveis em lojas de produtos agropecuários. Forneça também hortaliças, como jiló, almeirão, catalônia, couve, espinafre, mostarda e chicória, além de frutas, como maçã e pera.

>>> Cuidados Não se esqueça de trocar a água do bebedouro diariamente. Aproveite para limpá-lo usando escova, pincel ou esponja e sabão neutro. Para assegurar a saúde da criação, mergulhe-o em solução de cloro por algumas horas e enxague-o em água corrente. O comedouro também deve ser lavado, mas, no dia a dia, esvazie-o para que não haja acúmulo de pó.

>>> Reprodução Ocorre a partir dos 10 meses de idade da fêmea, que bota de quatro a seis ovos em cinco a seis posturas por ano. É indicado descanso de um mês ao casal após três acasalamentos. Os pais revezam para chocar os ovos, que levam, em geral, 14 dias para incubação. Mas, como a mãe não cuida bem dos filhotes, a recomendação é substituí-la por amas de outras espécies. A cria torna-se independente entre 45 e 50 dias, quando deve ser separada dos pais ou da ama. Com 1 ano de idade, atinge a plumagem completa de adulto.



11 de nov. de 2017

Criação de Pacas


criação de pacas vem se desenvolvendo em torno de um mercado que cresce com a necessidade da conservação da fauna nativa. Durante muitos anos, no meio rural, perpetuou-se a caça predatória da paca, pelo sabor da sua carne, além da falta de leis para protegê-la.
Com a modernização das leis e aprimoramento dos órgãos de fiscalização ambiental, criaram-se mecanismos para proteger diversas espécies nativas, entre elas, as pacas. Com isso, também surgiu a necessidade de desenvolver técnicas e leis para a criação das pacas em cativeiro, para fins de abate legal. Com essas atitudes, pode-se preservar as pacas que se encontram nas matas naturais, aumentando a conservação do meio ambiente.
Classe zoológica:
-Classe: Mammalia;
-Ordem: Rodentia;
-Família: Dasyproctidae;
-Gênero e espécie: Agouti paca.
Algumas características:
-Pelos: curtos e eriçados;
-Cor: castanho-pardo a castanho-avermelhado, com quatro faixas longitudinais de cor clara;
-Orelhas: pequenas, levemente pontudas;
-Focinho: canais nasais laterais, inchados, devido à caixa de ressonância existente, permitindo à paca emitir sons;
-Patas: fortes, com unhas afiadas;
-Dedos: membros anteriores, com 4 dedos, e posteriores, com 5 dedos;
-Comprimento: de 30 a 60 cm de comprimento;
-Cauda: 5 a 7 cm;
-Peso: até 10 kg;
-É o segundo maior roedor brasileiro, perdendo apenas para a capivara.
Comportamento:
-Hábito: noturno e crepuscular;
-Habitat: preferem locais com matas altas, rodeadas de riachos ou rios;
-Temperamento: são solitárias e tímidas, podem ser encontradas aos pares, no período de acasalamento, ou acompanhadas da cria;
-Em perigo: geralmente, refugiam-se na água;
-São boas nadadoras e gostam de água.
Reprodução:
-Vivem, em média, 16 anos;
-Gestação: período de 116 dias;
-Número de crias: uma por vez;
-Número de gestações/ano: duas.
Alimentação natural:
-São animais fitófagos;
-Alimentam-se de raízes, folhas, frutos, cana-de-açúcar e mandioca.
Comportamento no cativeiro:
-As pacas convivem bem com outros animais;
-Há demarcação territorial com urina, principalmente, ao redor dos comedouros;
-A eliminação de fezes ocorre em apenas um local, longe do local da alimentação;
-A alimentação deve ser servida ao entardecer;
-O manejo das capivaras deve ser feito com botas e luvas para evitar mordidas;
-A captura deve ser feita com rede própria em horários de pouca atividade, evitando-se o estresse dos animais.
Alimentação em cativeiro:
-Como são animais de hábitos noturnos e crepusculares, deve-se servir a alimentação no final da tarde;
-Os alimentos devem ser servidos crus, em pedaços e com casca;
-Quando servida ração, esta deve ser a mesma da cutia, só que em quantidade 4 vezes maior;
-Os comedouros devem ser lisos, com cantos arredondados;
-Deve-se sempre retirar os restos alimentares para evitar fermentação;
-Os comedouros devem estar em locais protegidos e com ventilação;
-Os bebedouros devem ser sempre limpos, contendo água fresca, limpa e à vontade;
-Como as pacas têm o hábito de se banhar com frequência, muitas vezes, o bebedouro deve ser grande, de fundo liso, bordas arredondadas, entrada rampada e tamanho suficiente para a entrada de vários animais.
Ao se iniciar a criação de pacas, deve-se atentar para a documentação, com a regulamentação adequada, junto ao órgão ambiental, além da consulta a um profissional qualificado para assistência técnica. A aquisição das pacas pode ser feita por meio de compra em outros criatórios, ou captura na natureza, mediante autorização do órgão ambiental.


6 de nov. de 2017

Adestramento de Cães




Método de adestramento

O adestramento, ás vezes, é visto como um luxo ou algo desnecessário por alguns tutores. Já outros pensam na possibilidade de adestrar seus cães apenas quando surgem problemas de comportamento.

E você? Já parou para pensar na importância do adestramento do seu cão?
O treinamento é uma forma de fortalecer a relação entre o cão e seus tutores. A comunicação fica mais clara e isso previne ou diminui o surgimento de problemas.
Cães que não têm regras ou limites apresentam inúmeros comportamentos indesejados, simplesmente porque não sabem o que é esperado deles.
Como diz o velho ditado, prevenir é melhor do que remediar, ou seja, é muito mais fácil e rápido treinar um cão logo cedo, antes que comecem a aparecer os problemas de comportamento.
Assim que seu cão chega em casa, você já pode iniciar o treinamento. A verdade é que durante todo o tempo que passamos com nossos cães estamos ensinando algo a eles, mesmo sem querer.
Por isso, é bom ter a ajuda de um profissional de adestramento qualificado, que use reforço positivo, e não métodos aversivos, que irá compartilhar informações, educação e treinos valiosos para que o cão tenha uma relação mais saudável com sua família humana.
Um cão treinado é, sem dúvida, um cão feliz, porque ele poderá estar com a família em muitas ocasiões e fará parte das atividades do dia a dia das pessoas.
Os cães são animais sociais e precisam passar tempo com a família. Cães que vivem isolados geralmente apresentam problemas comportamentais e levam uma vida de solidão.
Além disso, o adestramento proporciona atividades ao cão, fazendo com que ele se sinta mais seguro e confiante, e não entediado.
O adestramento possibilita que o cão se torne equilibrado e acompanhe seus tutores nas atividades do dia a dia, saiba se comportar em qualquer ambiente e seja integrado na sociedade de forma saudável. Além disso, o treinamento também melhora a comunicação entre o cão e as pessoas e previne o surgimento de problemas comportamentais.




2 de nov. de 2017

Instalações para Criar Abelhas




Tipos de Apiários


Apiário Fixo 
 
Um apiário fixo é caracterizado pela permanência das colmeias durante todo o ano em um local previamente escolhido, onde as abelhas irão explorar as fontes florais disponíveis em seu raio de ação (máximo de 3 km para uma coleta produtiva). Como as abelhas não são deslocadas, permanecendo no apiário durante todo o ano, a escolha do local assume importância fundamental na manutenção das colmeias e produtividade do apiário. Algumas diretrizes devem ser seguidas para que se possa garantir a segurança em relação a pessoas e animais, em função da presença de abelhas. É recomendável que o apiário seja cercado, podendo-se utilizar mourões de madeira e arame farpado, ou materiais que estejam disponíveis no local, como bambus, madeiras, etc. Esses materiais alternativos podem reduzir o custo de instalação da cerca, apesar de não terem a mesma durabilidade de uma cerca com arame (Fig.27). 

Outros pontos a serem considerados quando se pretende instalar um apiário serão discutidos no item Localização.




Figura 27. Apiário fixo devidamente cercado (cerca ao fundo).


Apiário Migratório


Esse tipo de apiário deve atender à maioria das características de um apiário fixo, entretanto, é usado na prática da apicultura migratória, em que as abelhas são deslocadas ao longo do ano para locais com recursos florais abundantes. Como a necessidade de deslocamento é freqüente, a maioria dos apicultores prefere não cercar esses apiários, o que acarretaria um aumento dos custos (já consideráveis em uma apicultura migratória) e de mão-de-obra para a instalação das cercas. 

Outra característica que o difere do apiário fixo está baseada nos tipos de cavaletes utilizados. Pela necessidade de praticidade no transporte das colmeias e do restante do material, os cavaletes utilizados devem ser desmontáveis ou dobráveis diminuindo, dessa forma, o volume de carga a ser transportada e o tempo gasto na sua montagem e desmontagem (Fig. 28.). Alguns apicultores ainda preferem a simples utilização de tijolos e caibros de madeira, para a construção de um suporte para as colmeias. Apesar de esses cavaletes serem de fácil instalação, existem algumas desvantagens com relação ao manejo no caso de as colmeias serem dispostas em um mesmo suporte e pela falta de proteção contra formigas e cupins. A situação menos recomendável é aquela em que as colmeias são dispostas em contato direto com o solo, sem a utilização de qualquer suporte, acarretando prejuízos tanto para o enxame como para a vida útil das caixas.


Figura 28. Colmeias com cavaletes dobráveis em apiário móvel.


Localização do Apiário 
 
Dentre os vários aspectos que devem ser levados em conta quando se pretende instalar um apiário, a disponibilidade de recursos florais é, sem dúvida, a mais importante, sendo abordada em detalhes a seguir.


Flora Apícola 
 
A flora apícola é caracterizada pelas espécies vegetais que possam fornecer néctar e/ou pólen, produtos essenciais para a manutenção das colônias e para a produção de mel. O conjunto dessas espécies é denominado "pasto apícola ou pastagem apícola".

Para que se obtenha sucesso na criação de abelhas, é fundamental uma avaliação detalhada da vegetação em torno do apiário, levando-se em conta não apenas a identificação das espécies melíferas, mas também a densidade populacional e os seus períodos de floração. Essas informações serão fundamentais na decisão do local para a instalação do apiário, assim como no planejamento e cuidados a serem tomados (revisão, alimentação suplementar e de estímulo, etc.) para os períodos de produção e para os períodos de entressafra (épocas de pouca ou nenhuma disponibilidade de recursos florais).
O pasto apícola pode ser natural, ou seja, formado a partir de espécies nativas ou proveniente de culturas agrícolas e reflorestamentos da indústria de madeira e papel. Nesses casos, a dependência de monoculturas não é aconselhável, pois, além de as abelhas só terem fontes de néctar e pólen em determinadas épocas do ano, há o risco de contaminação dos enxames e dos produtos pela aplicação de agroquímicos nessas áreas (prática comum na agricultura convencional). No caso dos grandes reflorestamentos de eucalipto, nem sempre podem ser considerados bons pastos apícolas, pois, apesar de existirem várias espécies com grande potencial apícola, na maioria dos casos, o corte das árvores ocorre antes da sua maturidade reprodutiva e conseqüente floração.
A diversidade do pasto apícola é uma situação que deve ser buscada. Nesse sentido, o apicultor pode e deve melhorar, sempre que possível, seu pasto apícola, introduzindo na área em torno do apiário espécies apícolas que sejam adaptadas à região, de preferência que apresentem períodos de floração diferenciados, disponibilizando recursos florais ao longo de todo o ano.
O tamanho de um pasto apícola, assim como a sua qualidade (variedade e densidade populacional das espécies, tipos de produtos fornecidos, néctar e/ou pólen e diferentes períodos de floração) irão determinar o que tecnicamente denomina-se "capacidade de suporte" da área. É a capacidade de suporte que irá determinar o número de colmeias a serem locadas em uma área, levando-se em conta o aspecto produtivo. Dessa forma, o potencial florístico dessa área será explorado pelas abelhas, de forma a maximizar a produção, sem que ocorra competição pelos recursos disponíveis.
Apesar das abelhas terem a capacidade de forragear com alta eficiência uma área de 2 a 3 Km ao redor do apiário (em torno de 700 ha de área total explorada), quanto mais próximo da colmeia estiver a fonte de alimento, mais rápido será o transporte, permitindo que as abelhas realizem um maior número de viagens contribuindo para o aumento da produção.


Outros Fatores a Serem Considerados 
 
Além da importância da flora apícola em torno do apiário, outros fatores são fundamentais para uma produção otimizada, de qualidade e para a facilidade no manejo. A seguir listar-se-ão os principais pontos a serem considerados:

  • Acesso 
    O local do apiário deve ser de fácil acesso, dispondo de acesso a veículos o mais próximo possível das colmeias, o que facilita acentuadamente o manejo, o transporte da produção e, eventualmente, das colmeias.

  • Topografia 
    O terreno do apiário deve ser plano, com frente limpa, evitando-se áreas elevadas (topo de morros, etc.), em virtude da ação negativa dos ventos fortes. Terrenos em declive dificultam o deslocamento do apicultor pelo apiário e, conseqüentemente, o manejo das colmeias, principalmente durante a colheita do mel.

  • Proteção contra os ventos 
    A proteção contra ventos fortes, é fundamental para uma melhor produtividade do apiário, pois regiões descampadas, castigadas pela ação de ventos fortes, dificultam o vôo, causando desgaste energético adicional para as operárias.

  • Perímetro de Segurança 
    O apiário deve estar localizado a uma distância mínima de 400 metros de currais, casas, escolas, estradas movimentadas, aviários e outros, evitando-se situações que possam levar perigo às pessoas e animais. Outra questão a ser considerada é a distância mínima de 3 km em relação a engenhos, sorveterias, fábricas de doces, aterros sanitários, depósitos de lixo, matadouros, etc., para que não ocorra contaminação do mel por produtos indesejáveis.

  • Identificação 
    É aconselhável que o apiário disponha de uma placa de identificação e aviso em relação à presença de abelhas na área. Essa placa deve estar em lugar visível, escrita de forma legível e de preferência a uma distância segura em relação às colmeias. Infelizmente, os apicultores brasileiros preferem não sinalizar seus apiários ou por desconhecimento da importância de uma sinalização de aviso ou principalmente em virtude da acentuada incidência de roubos e saques em suas colmeias.

  • Água 
    A presença de água é fundamental para a manutenção dos enxames, principalmente em regiões de clima quente, uma vez que a água é usada para auxiliar na termoregulação(em casos extremos, uma colmeia pode chegar a consumir 20 litros d'água por semana). Deve-se fornecer para as abelhas fonte de água pura a uma distância de, no mínimo, 100 metros, (para que não haja contaminação pelos próprios dejetos das abelhas, uma vez que elas só os liberam fora da colmeia) e no máximo de 500 metros (evitando-se gasto energético acentuado para a sua coleta). Caso o local não disponha de fonte natural (rios, nascentes, etc.), deve-se instalar um bebedouro artificial, tomando-se o cuidado de manter a água sempre limpa. Para isso, deve-se trocá-la freqüentemente e lavar o bebedouro com uma escova, evitando foco de contaminação.

  • Sombreamento 
    O apicultor deve procurar instalar seu apiário em área sombreada, mas não úmida em demasia, de forma a evitar os efeitos nocivos das altas temperaturas em relação à qualidade do mel e propiciar o desenvolvimento normal das crias. O sombreamento também pode contribuir para minimizar os efeitos do calor excessivo no apicultor, durante seu trabalho no apiário. 
    O sombreamento pode ser natural (sombra de árvores) ou artificial (coberturas artificiais construídas a partir de diversos materiais, dos mais rústicos aos mais resistentes) (Fig.28.). Se essa situação não for possível, recomenda-se que pelo menos as colmeias apresentem algum tipo de cobertura, protegendo-as da insolação direta e dos efeitos da chuva, que diminuem a vida útil das colmeias e contribuem para o aumento indesejado de umidade. Para isso, devem utilizar materiais que não venham a acentuar o efeito das altas temperaturas (telha de amianto, etc.). 
    Para uma prática apícola segura, o uso de vestimentas adequadas (macacões) é imprescindível; entretanto, contribuem para uma sensação térmica desconfortável, o que reforça a importância de se instalar o apiário em área sombreada.

  • Suporte das Colmeias 
    As colmeias devem ser instaladas em suportes, denominados cavaletes, com a finalidade de se evitar o contato direto com o solo, protegendo-as da umidade do terreno. Esses cavaletes devem ser individuais, a fim de que, durante o manejo, não se perturbe a colmeia ao lado, em virtude da característica mais defensiva de nossas abelhas (Fig.28). 
    Esses suportes podem ser feitos de madeira ou metal e devem apresentar proteção contra formigas e cupins. Existem várias soluções para esse tipo de proteção, como pequenas bacias para a colocação de graxa, óleo, etc., funis invertidos, entre outros. Os cavaletes devem apresentar uma leve inclinação em relação ao nível do solo, para que se evite a entrada da água da chuva nas colmeias, e ser instalados de forma que as colmeias estejam a 50 cm do solo, facilitando o manejo, pois colmeias muito baixas obrigam o apicultor a trabalhar curvado e colmeias muito altas dificultam o manejo e o acesso às melgueiras).

  • Disposição das Colmeias 
    O alvado (entrada da colmeia) deve estar, de preferência, voltado para o sol nascente, estimulando as abelhas a iniciarem mais cedo suas atividades. Entretanto, essa recomendação pode ser sobreposta ao analisarem-se a direção do vento (ventos fortes podem dificultar o pouso e conseqüentemente a entrada das abelhas na colmeia), e a distribuição das linhas de vôo ( deve-se evitar que a saída das abelhas de uma colmeia interfira na outra). 
    As colmeias podem ser dispostas sob várias formas (em linha reta, fileiras paralelas, semicírculo, etc.), todavia, em todos os casos, deve-se manter uma distância mínima de 2 metros entre colmeias, evitando-se alvoroço, brigas, saques e mortandade das abelhas, por ocasião do manejo. 
    A disposição das caixas no apiário estará dependente da área disponível, mas, qualquer que seja a forma escolhida, deve priorizar o acesso de veículos, minimizando o esforço físico do apicultor no manejo de colheita de mel e no caso do transporte das colmeias (apicultura migratória). Visando otimizar o trabalho do apicultor no campo, deve-se evitar a colocação das colmeias de forma muito dispersa e distante uma da outra.







27 de out. de 2017

Equipamentos Usados na Criação de Abelhas



A prática apícola requer alguns utensílios especiais, tanto para o preparo das colmeias, como para o manejo em si, sendo de suma importância o emprego correto desses itens pelo apicultor, para que se possam garantir a produção racional dos diversos produtos apícolas e a segurança de quem está manejando as colmeias, assim como das próprias abelhas.

Martelo de Marceneiro e Alicate
Ferramentas muito utilizadas pelo apicultor na manutenção das colmeias (Fig. 11 A e B) e principalmente na atividade de "aramar" os quadros (colocação do arame nos quadros para sustentação da placa de cera alveolada).


Figura 11. Alguns dos apetrechos utilizados pelo apicultor para o preparo das colmeias: (A) martelo de marceneiro, (B) alicate, (C) aram, (D) esticador de arame, (E) quadro de melgueira.


Arame
Arame utilizado para formação de uma base de sustentação e fixação da placa de cera alveolada. Deve ter espessura tal que permita leve tensionamento sem o seu rompimento, mas que não seja grosso demais, o que iria dificultar a fixação da cera. Normalmente se usa o arame nº 22 ou nº 24. Recomenda-se a utilização do arame de aço inóx, mais resistente e de maior durabilidade que o arame comum de metal (Fig. 11 C).


Esticador de Arame
Trata-se de um suporte de metal, onde o quadro é encaixado, com a finalidade de esticar o arame. Ferramentas como alicates (corte ou de bico) também podem auxiliar nesse procedimento ou mesmo realizá-lo plenamente, embora sem a mesma eficiência e praticidade do esticador (Fig. 11 D e Fig. 12).


Figura 12. Esticador de arame (A) e o quadro de melgueira (B).


Carretilha de Apicultor
Equipamento utilizado para fixação da cera no arame. É constituída de uma peça com empunhadura de madeira e parte de metal, com uma roda dentada na extremidade (Fig. 13).


Figura 13. Carretilha do apicultor.

Incrustador Elétrico de Cera
Aparelho utilizado também para a fixação da cera no quadro, por meio do leve aquecimento do arame. É constituído de um suporte onde é fixada uma resistência (chuveiro) e fios para a condução da corrente elétrica, os quais possuem na extremidade dois terminais de fixação no arame (Fig 14).


Figura 14. Incrustador elétrico de cera.


Limpador de Canaleta
Utensílio de metal com extremidade curvada, usado para raspar a cera velha da canaleta do quadro, para incrustação de nova placa de cera. Outros equipamentos podem ser utilizados para a mesma finalidade, como facas, canivetes, etc., que podem ser úteis ao apicultor em outras situações (corte de placa de cera, de favo para captura de enxames, etc.).


Fumigador
Equipamento constituído de tampa, fole, fornalha, grelha e bico de pato (Fig. 15). Tem a função de produzir fumaça, sendo essencial para um manejo seguro. O fumigador que hoje é utilizado pelos apicultores brasileiros foi desenvolvido aqui mesmo no Brasil, a partir do modelo anteriormente utilizado, de dimensões menores, após o processo de africanização que as abelhas sofreram no País. O modelo brasileiro por apresentar maior capacidade de armazenamento da matéria-prima a ser queimada, propicia a produção de fumaça por períodos mais longos, sem a necessidade freqüente de abastecimento (Fig. 15 e 16). O desenvolvimento desse fumigador, juntamente com outras técnicas de manejo foram fundamentais para a continuidade da apicultura no Brasil, pois viabilizou o manejo das abelhas africanizadas.


Figura 15. Partes que compõem um fumigador: (A) tampa, (B) fole, (C) fornalha, (D) grelha, (E) bico de pato.




Figura 16. Fumigador montado.


Formão de Apicultor
Utensílio de metal, com formato de espátula (aproximadamente com 20,0 cm de comprimento e 3,0 cm de largura) e uma das extremidades com leve curvatura (Fig. 17 A). É utilizado pelo apicultor para auxiliá-lo na abertura da caixa (desgrudando a tampa), remoção dos quadros, limpeza da colmeia, raspagem da própolis de peças da colmeia (tampa, fundo, etc.), remoção de traças, etc.


Figura 17. Formão do apicultor (A) e vassoura ou espanador (B).


Vassoura ou espanador apícola
O espanador é uma pequena vassoura de mão utilizada para remover as abelhas dos favos ou de outros locais sem machucá-las (Fig. 17 B). Devem ser fabricadas de cerdas sintéticas (cores claras de preferência), pois as cerdas naturais têm odor muito forte, irritando as abelhas.


Vestimentas
O uso da vestimenta apícola pelo apicultor é condição essencial para uma prática segura. Composta de macacão, máscara, luva e bota, apresenta algumas características específicas (Fig. 19):
  • Macacão: Deve ser de cor clara (cores escuras podem irritar as abelhas), confeccionado com brim (grosso) ou materiais sintéticos (nylon, polyester, etc.). Pode ser inteiriço ou composto de duas peças (calça e jaleco), com elásticos nas extremidades (pernas e braços), tendo a máscara já acoplada ou não. Os modelos que têm a máscara separada necessitam de chapéu (de palha); outros mais modernos, dispensam o seu uso. Recomenda-se que o macacão esteja bem folgado, evitando o contato do tecido com a pele do apicultor. Atualmente, existem no mercado vários modelos que agregam inúmeras soluções que facilitam o manejo (áreas maiores de ventilação, local que permita a ingestão de líquidos, materiais mais resistentes, etc.).
  • Luva: Podendo ser confeccionada com diversos materiais (couro, napa ou mesmo borracha), deve, entretanto, ser capaz de evitar a inserção do ferrão na pele, principalmente porque as mãos do apicultor são áreas muito visadas pelas abelhas.
  • Bota: Deve ser de cor clara, de preferência cano alto, confeccionada em borracha ou couro.

Figura 19. Vestimenta apícola completa: (A) jaleco com máscara e calça, (B) luvas, (C) bota.



Colmeia


As colmeias são as peças fundamentais na prática de uma apicultura racional. O desenvolvimento de peças móveis (tampas, fundos, quadros, etc.) permitiu a exploração dos produtos apícolas de forma contínua e racional, sem dano para as abelhas. Existem vários modelos de colmeias, entretanto, o apicultor deve padronizar seu apiário, evitando a utilização de diferentes modelos. Uma colmeia racional é subdividida em: tampa, sobrecaixa (melgueira ou sobreninho), ninho e fundo e os quadros (caixilhos). A manutenção das medidas padrões para cada modelo também é essencial.
Para a construção das colmeias, recomenda-se uso de madeiras de boa qualidade (cedro, aroeira, pau d'arco, etc.), que garantam uma maior vida-útil para a caixa. A madeira deve estar bem seca, evitando posterior deformação. A espessura da tábua pode variar, desde que sejam respeitadas as medidas internas das colmeias e externas dos quadros.
O produtor poderá optar por usar na parte superior da colmeia a melgueira ou o sobreninho. As caixas podem ser compradas ou feitas pelo apicultor e devem ser pintadas externamente com tinta de cor clara e de boa qualidade (látex), o que ajuda na conservação do material. Internamente, as colmeias não devem ser pintadas. O modelo indicado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão de colmeia é o modelo Langstroth (Fig. 20 a Fig. 23). Esta colmeia idealizada por Lorenzo Lorin Langstroth, em 1852, baseada nas pesquisas que identificaram o "espaço abelha".
O espaço abelha é considerado uma das grandes descobertas da apicultura moderna e trata-se do espaço livre que deve haver entre as diversas partes da colmeia, ou seja, entre as laterais e os quadros, quadros e fundo, quadros e tampa e entre os quadros. Esse espaço deve ser de, no mínimo, 4,8 mm e, no máximo, 9,5 mm. Se menor, impede o livre transito das abelhas; se maior, será obstruído com própolis ou construção de favos.
Na construção das colmeias, o espaço abelha deve ser rigorosamente respeitado.




Figura 20. Colmeia Langstroth vista de frente.


Figura 21. Partes da colmeia Langstroth: tampa (A), melgueira (B), ninho (C), fundo (D).




Figura 22. Colmeia Langstroth com destaque para o alvado.




Figura 23. Colmeia Langstroth aberta mostrando a disposição dos quadros dentro do ninho (A) e o alvado (B).

A prática apícola requer, ainda, outros utensílios e assessórios para as colmeias usados durante o transporte e manejo produtivo e de entressafra.
  • Tela Excluidora: armação com borda de madeira e área interna de malha de metal ou plástico. Colocada entre o ninho e a sobrecaixa tem a finalidade de evitar o acesso da rainha nas sobrecaixas destinadas à produção de mel (Fig. 24 e 25).

  Figura 24. Tela excluidora de rainha com malha de metal.


Figura 25. Tela excluidora de rainha com malha de plástico.
  • Tela Excluidora de Alvado: com a mesma estrutura da tela excluidora de ninho, apresenta dimensões adequadas para ser encaixada no alvado com a finalidade de evitar a saída da rainha (enxameação).
  • Tela de Transporte: utilizada para o transporte da colmeia, podendo ser de dois tipos: a tela de encaixe no alvado e a tela para substituição da tampa (Fig. 26). Esses assessórios permitem a ventilação da colmeias, sem que aja fuga das abelhas por meio tela de "nylon" ou de arame com malha de dimensões inferiores ao tamanho das abelhas (Fig. 26);
Figura 26. Tela de transporte para substituição da tampa