10 de ago. de 2017

Sanidade da Galinha Caipira



A maioria das enfermidades que ocorrem na avicultura são controladas pelo uso correto de procedimentos sanitários, que incluem inclusive coberturas vacinais elaboradas de acordo com o histórico da região. Esse controle tanto protege o grupo de aves que se pretende trabalhar como o consumidor dos seus produtos.
O sucesso do processo de proteção do plantel e do consumidor vai depender de todos os setores envolvidos na cadeia produtiva, já que a falha em um único segmento poderá trazer transtornos e danos irreparáveis para o desenvolvimento da atividade.
A limpeza pessoal das pessoas envolvidas no manejo das aves, limpeza e higienização das instalações e equipamentos, processamento criterioso e controle de qualidade dos ingredientes dietéticos, programas de vacinação, manipulação correta dos produtos, controle ativo de pragas (insetos e roedores), descarte de aves problema e manejo adequado para os resíduos (aves mortas, cama, restos de ração etc.) são as principais medidas que devem ser mantidas nos núcleos de produção.
Não se deve levar em conta somente a influência das doenças sobre o desempenho zootécnico (peso médio, conversão alimentar, mortalidade, rendimento de carcaça etc.), mas também o efeito negativo sobre a demanda e a imagem do produto no mercado.
Nas galinhas caipiras, o programa vacinal deve visar, prioritariamente, o controle das principais doenças virais, como: newcastle, marek, gumboro, bronquite infecciosa e bouba aviária. Outras doenças importantes que provocam efeito negativo sobre a produtividade são: ascite, coccidiose, doenças respiratórias, salmoneloses e mitoxicoses.
Como medida de biossegurança deverá ocorrer, rotineiramente, o combate aos principais vetores das doenças e os procedimentos de limpeza e higienização das instalações, e o controle de qualidade de insumos e de materiais. Os programas de vacinação e vermifugação devem ser previamente estabelecidos e implementados (Fig. 1 a 4).

Foto: F.J.V. Barbosa


Fig.1. Controle da bouba aviária por meio de 
acupunctura na asa.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.2. Aplicação de coquetel via ocular para 
controle de doenças como newcastle, bronquite 
infecciosa e gumboro.

Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.3. Higienização das instalações por meio 
de caiação.

Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.4. Renovação sistemática do substrato que 
reveste o piso do aviário.

Calendário de vacinação

As medidas de biossegurança garantem a não-entrada do agente infeccioso antes da estimulação imunogênica. Essas medidas necessariamente têm que abranger todo o processo produtivo, desde reprodução, incubação, eclosão, crescimento das aves, abate, fabricação de ração e exposição dos produtos.
A vacinação pode ser feita de forma coletiva (via água nos bebedouros/ pulverização) ou individual (injeção ou gota ocular). Apesar do esforço para se vacinar todo o plantel, ocorrem casos de aves mal imunizadas, mesmo que tenham recebido dose eficiente (Tabela 1). Outra causa é a baixa eficiência da dose do vírus vacinal.
Os tipos de vacinas mais comuns são: vacina de vírus vivo (pouco utilizada), vacina atenuada e vacina inativa (morta). Dentre as vantagens da utilização de vacina atenuada, podem-se enumerar o baixo custo, possibilidade de vacinação coletiva, grande número de doses em pequeno volume, rápido início de imunidade e imunidade local precoce. No entanto, sempre podem ocorrer reações pós-vacinação, como difusão de algumas cepas, curta persistência de imunidade, possível interferência de anticorpos maternos e interferência de dois vírus do mesmo tropismo.

Tabela 1. Calendário de vacinação para galinhas caipiras de acordo com a fase de criação.
FaseViaPeríodo
NewcastleOcularMensal
Bronquite infecciosaOcularMensal
GumboroOcularMensal
Bouba aviáriaPunctura na asa1ª semana de vida
Fonte: Embrapa Meio-Norte
O criador pode utilizar alternativas medicamentosas como o fornecimento de caldas com cascas de plantas medicinais como o angico-preto (Anadenanthera macrocarpa), o jatobá (Hymenaea courbaril), o pau-ferro (Caesalpinia ferrea), o alho (Allium sativumL.) e o limão (Citrus limon), para controle de doenças oportunistas transmitidas por bactérias. Podem também ser utilizadas como alternativas de vermífugos naturais as sementes de melancia, mamão, melão e perfilhos de bananeira. Para o controle de ectoparasitas, banhos com sabão e fumo (Nicotiana tabacum) são medidas tidas como rotineiras (Fig. 5).

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.5. Reprodutor recebendo banho antiparasitário.


Galinha Caipira – Saiba Como Evitar as Doenças Mais Comuns




Se você está enfrentando algum problema de doença em sua criação de galinha caipira e, assim como muitos, já se desesperou diante de uma enfermidade que abateu boa parte do seu plantel, você precisa conhecer as dicas que vou lhe apresentar para combater esse tipo de problema em sua criação.
Hoje nós vamos conversar um pouco sobre medidas de prevenção que podem minimizar ou praticamente eliminar problemas sanitários e as doenças que atacam as criações de galinha caipira.
Imagine chegar em seu galpão ou galinheiro e ver boa parte das suas aves mortas pelo chão e outras tantas apresentando algum sinal de que estão doentes…
Pois é… Não é uma sensação agradável! Mas, infelizmente, isso vem acontecendo com muitos avicultores.
Uma boa parte das doenças de galinha caipira costumam apresentar uma mortalidade muito alta, chegando a praticamente eliminar o plantel.
Porém, o que muita gente não sabe é que algumas medidas muito simples podem reduzir, consideravelmente, as doenças das galinhas e, por conseqüência, a mortalidade nos aviários.
O criador de galinha caipira, seja ele para fins comerciais ou por hobby, deve adotar em sua criação algumas práticas de manejo que vão trazer bons resultados na saúde de suas aves e evitar que esse tipo de problema passe pelo seu galinheiro.

Conhecendo Um Pouco as Doenças de Galinha Caipira

O primeiro passo para combater um inimigo é exatamente conhecê-lo um pouco melhor, não é mesmo? E é isso que todo avicultor deve fazer para ganhar essa luta!
São muitas as doenças que podem atacar um plantel de galinha caipira, e o que é pior, muitas delas apresentam sintomas absolutamente parecidos, o que torna o combate muito difícil.
E para nos auxiliar nessa guerra é de extrema importância que sempre tenhamos a presença de um médico veterinário que possa examinar as aves e fazer as indicações medicamentosas que forem necessárias. Só assim podemos combater as doenças das galinhas de forma eficaz.
Veja algumas das doenças que podem atacar um aviário de galinha caipira que não adota as boas práticas de manejo em seu plantel:

Bouba Aviária 

É uma doença muito contagiosa que é presente em muitos criatórios pelo Brasil e costuma vitimar muitas aves. Ela é conhecida popularmente como “caroço” ou “pipoca” e normalmente ataca as aves de todas as idades. Temos observado que ela se torna mais presente na época do verão em função da grande quantidade de mosquitos que transmitem o vírus da doença. Os sintomas mais freqüentes são nódulos que aparecem nas barbelas, em torno dos olhos, bico e também por toda crista. Em casos mais graves esses nódulos também aparecem na garganta das aves e esse problema causa na ave uma dificuldade de se alimentar e respirar, o que torna a doença ainda mais letal.

Doença de Marek

Esta é uma doença causada por um vírus que, normalmente, ataca as aves mais jovens do plantel. Ela afeta o sistema nervoso, pele e também o globo ocular dos pintainhos. As aves afetadas por essa doença, em sua maioria, sofrem por paralisia e prostação. Normalmente, causa uma mortalidade muito grande nos aviários.

Salmonelose

Esta tem sido uma doença de galinha caipira que merece um cuidado muito especial, pois pode ser transmitida da ave para o ser humano. Normalmente, ataca as aves de todas as idades causando uma mortalidade muito alta. Tem sintomas muito parecidos com outras doenças causadas por bactérias, o que torna o tratamento ainda mais difícil.

Doença de Newcastle

As aves afetadas por esta doença apresentam lesões no sistema respiratório, nervoso e digestivo. Os sintomas apresentados são: diarréia com sangue, espirros constantes, dificuldade de respirar, torcicolo, conjuntivite, paralisia das asas e pernas, baixa produção de ovos e mortes de forma repentina.

Outras Doenças

Existem mais um grande número de doenças que podem afetar a sua criação de galinha caipira  e que o avicultor deve procurar proteger o seu plantel. Ex: Bronquite Infecciosa, Leucose Linfóide, Calibacilose, Micoplasmose, Encefalomielite aviária, Coriza Infecciosa, Botulismo, Pausteurelose, Estafilocose, Ornitose, Barreliose, Tuberculose, Entero-hepatite, Aspergilose, Coccidiose, Encefalomalácia nutricional, Ascite, Micotoxicoses, Raquitismo, Diátese exsudativa, Verminoses, Ectoparasitose e etc.
Depois de tomar conhecimento de todas essas doenças que podem afetar a sua criação de galinha caipira você deve estar pensando… Nossa, é muito difícil manter uma criação de galinhas!
Eu tenho uma boa notícia para você: Não precisa se assustar tanto… Se você aplicar as boas práticas de manejo em sua criação de galinha caipira, boa parte dessas doenças jamais chegarão em seu aviário.
Agora vou lhe apresentar algumas dicas para manter essas enfermidades bem longe do seu plantel:
01 – CONSTRUA UM AMBIENTE ADEQUADO PARA SUAS GALINHAS
Uma medida muito importante na criação de galinhas é o ambiente onde essas aves vão passar os seus dias de vida. E o avicultor deve tomar alguns cuidados para construir um ambiente agradável para o bem estar de suas aves. São eles:
  • Construa um galpão adequado para a quantidade de aves que pretende criar (Max. 10 aves por metro quadrado)
  • Mantenha sempre o galpão seco e arejado

02 – MANTENHA UM BOM PROGRAMA DE VACINAÇÃO
De fato, a prevenção é o melhor remédio. Você deve consultar um médico veterinário para elaborar um programa de vacinação que proteja suas galinhas das doenças mais comuns em sua região. Normalmente, esse programa inicia-se no primeiro dia de vida dos pintinhos e segue pela vida adulta.
03 – MANTENHA O AMBIENTE LIMPO, LIVRE DE ROEDORES E PÁSSAROS
O avicultor deve manter o galpão e os piquetes sempre limpos para evitar que os pássaros silvestres e os roedores se aglomerem em seu aviário, com isso você evita que esses animais tragam as doenças para seu plantel. É importante manter o terreno sempre nivelado para evitar o acúmulo de água e, por conseqüência, o desenvolvimento de mosquitos que também transmitem doenças às aves. A higiene está diretamente relacionada com o desenvolvimento de doenças nas criações de galinha caipira. Por isso, mantenha sempre os comedouros, poleiros e bebedouros limpos.
04 – PRATIQUE A RESTRIÇÃO DE VISITAS
Um cuidado que poucos avicultores desenvolvem em seus projetos é o controle de visitantes em seu aviário e isso tem causado grandes problemas para as criações. Imagine um visitante que antes de entrar em seu projeto teve contato com alguma ave doente e que através das roupas e sapatos podem ter trazido os vírus/fungos/bactérias para seu plantel. Pois é… Isso pode, de fato, lhe causar problemas futuros. Quando tiver que receber alguém em sua criação, deve tomar cuidados em higienizar as mãos e de preferência trocar roupas e calçados antes de entrar nas áreas comuns das aves.
05 – TENHA UMA ÁREA PARA QUARENTENA
O avicultor deve sempre observar o comportamento de suas aves para detectar anormalidades entre elas e quando notar algum problema deve separar a ave o mais rápido possível das outras na tentativa de evitar a disseminação das doenças das galinhas entre o plantel. A ave separada deve receber os cuidados necessários e só pode voltar para o lote quando estiver completamente curada. Infelizmente, em casos mais graves é necessário sacrificar a ave. As aves mortas devem ser descartadas em fossa séptica construída especificamente para essa finalidade

Visão geral criada por IA

A sanidade na criação de galinhas caipiras é um dos pilares fundamentais para o sucesso do negócio, pois a prevenção de doenças evita prejuízos e garante a produtividade do plantel. No sistema caipira, onde as aves têm acesso a áreas externas, os desafios sanitários são maiores devido ao contato direto com o solo e possíveis vetores.

Pilares do Manejo Sanitário

  • Limpeza e Higienização: É essencial manter o galinheiro limpo, seco e arejado. Recomenda-se a desinfecção das instalações com cal (um bactericida natural), amônia quaternária ou formol ao trocar de lote.

  • Controle de Acesso: Restringir a entrada de pessoas estranhas e outros animais que possam carregar patógenos para dentro da criação.

  • Vazio Sanitário: Prática de manter as instalações vazias e desinfetadas por um período entre a saída de um lote e a chegada de outro para interromper o ciclo de doenças.

  • Qualidade da Água e Alimento: Fornecer água limpa e tratada (com cloro e monitoramento de pH) e ração balanceada para fortalecer o sistema imunológico.

    • Prevenção de Doenças

    As principais medidas preventivas incluem:

    1. Vacinação: Seguir um calendário de vacinação específico orientado por um médico-veterinário.

    2. Vermifugação: Realizar o controle periódico de parasitas internos (vermes) e externos (piolhos e ácaros).

    3. Manejo da Cama: Evitar o acúmulo de fezes e umidade na cama do galinheiro para prevenir doenças como a coccidiose.

    • Principais Doenças e Riscos

    • Doenças Comuns: Doença de Newcastle, Gumboro, Bouba Aviária, Coriza Infecciosa e Coccidiose.

    • Zoonoses: Algumas doenças podem ser transmitidas para humanos, como a Salmonelose e a Toxoplasmose, reforçando a necessidade de higiene rigorosa no manejo e preparo da carne. 

    Para garantir a saúde contínua, produtores podem consultar guias técnicos de instituições como a Embrapa e o Senar.

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3 de ago. de 2017

Instalações e equipamentos para criação de Galinha Caipira




Na perspectiva de provocar o mínimo de danos ao meio ambiente, de aproveitar racionalmente os recursos naturais renováveis e usar e reutilizar de forma criteriosa materiais disponíveis na propriedade, o SACAC também procura se adequar ao poder aquisitivo e à criatividade do criador.
O objetivo de se utilizar materiais alternativos não diminui a importância a ser dada aos aspectos de funcionalidade das instalações, de modo a garantir a limpeza e a higienização corretas (Fig. 1 a 3). Outro ponto importante é o conforto térmico das aves, principalmente em zonas que apresentem temperatura e umidade elevadas. Para isso, recomenda-se que o local escolhido para construção da estrutura de produção seja bem drenado, mais ou menos plano, ventilado, de fácil acesso e afastado de outros tipos de criações de animais. Quanto à localização e ventilação, é importante que o aviário se coloque em posição posterior a casa do criador, pois isso evitará a presença indesejável de possíveis odores e insetos resultantes do processo produtivo (COMEÇANDO..., 2004).


Foto: F.J.V. Barbosa


Fig.1. Cercas construídas com estacas de sabiá.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.2. Telado interno confeccionado com varas. 

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.3. Cobertura do aviário feito de palha de 
babaçu. 

No modelo do aviário completo, no qual o criador desenvolve práticas de manejo em todas as fases de criação das aves (cria, recria, engorda e reprodução), a área total sugerida é de 1.744 metros quadrados (Figura 4). Dessa área, 28 metros quadrados são destinados ao aviário coberto e 1.716 metros quadrados, a piquetes onde crescem plantas nativas ou cultivadas, de preferência frutíferas ou outras árvores de interesse do criador e que não produzam material tóxico para as aves.

Foto: F.J.V. Barbosa



Fig.4. Layout do modelo completo do SACAC.

A área construída deve apresentar detalhes que favorecem tanto a ventilação térmica como a higiene, tornando o ambiente agradável para as aves. Com esse objetivo, recomenda-se um pé direito de 2,10 metros de altura, composto de rodapé (30 cm) e área vazada (180 cm), limitada por tela de arame ou varas numa malha capaz de manter contidas as aves e de protegê-las de possíveis predadores.
O rodapé poderá ser construído com tijolos, tábuas, taipa ou outro material disponível. A altura de cumieira poderá variar, dependendo do material de cobertura. Se a opção for por telha, a inclinação será de 30º, enquanto que para a cobertura de palha se sugere uma inclinação de 45º. Quanto à formatação da cobertura, essa poderá ser tanto de quatro como de duas águas, desde que os beirais impeçam a penetração de raios solares nas horas mais quentes e as rajadas de ventos na época das chuvas. Com a mesma finalidade, poderão ser usadas cortinas, desde que não escureçam o interior das instalações. Em média, os beirais medem 60 centímetros e obedecem à mesma inclinação do teto (Fig. 5).

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.5. Fachada do aviário completo do SACAC.


O madeiramento estrutural e de cobertura poderá ser redondo ou serrado, dependendo da disponibilidade da região. O importante é que suporte firmemente o peso da cobertura e a força dos ventos.
A área de reprodução deve ter seis metros quadrados, dividida em zona de postura (3,75 m2) e zona de incubação (2,25m2), com capacidade para abrigar treze aves reprodutoras, sendo 1 macho e 12 fêmeas. Tanto na zona de postura como na de incubação devem ser colocados à disposição das aves comedouro, bebedouro e ninheira, esta com capacidade de abrigar quatro matrizes. As aves também devem ter acesso a um piquete com área de 40 metros quadrados, composto de arborização nativa ou exótica (Fig. 6 a 9).

Foto: F.J.V. Barbosa



Fig.6. Vista lateral da área de reprodução.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.7. Planta baixa do aviário.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.8. Piquete de reprodução. 

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.9. Ninheiras confeccionadas com tábuas e 
enchimento de capim seco. 


No aviário, as áreas destinadas à cria e recria localizam-se no lado oposto à área de reprodução. A área de cria tem 2,25 m2 e possui capacidade de abrigar 60 a 70 pintos, com idade variada entre 1 e 30 dias. Nela estarão disponíveis comedouro (bandeja), bebedouro e berçário dotado de fonte de calor para abrigar os pintos recém-nascidos durante a primeira semana de vida. Após a primeira semana, os pintos terão acesso livre a um solário com as mesmas dimensões da área destinada à fase de cria. A área de recria tem a função de abrigar os pintos vindos da fase de cria, ou seja, com 31 a 60 dias de idade. Compreende 3,75 m2, com bebedouro e comedouro. Nessa fase, os pintos terão livre acesso a um piquete arborizado, com 20,00 m2 (Fig. 10 a 12).


Foto: F.J.V. Barbosa



Fig.10. Pintos recém-nascidos alojados em berçário.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.11. Pintos acomodados na área de cria.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.12. Pintos ciscando no solário. 


No centro do aviário, com 16,00 m2, encontra se a área destinada à fase de engorda ou terminação, com capacidade de abrigar as aves na fase de recria, com 61 a 120 dias. Nessa área, estão disponíveis bebedouros, comedouros e poleiros, tendo as aves livre acesso a um piquete arborizado, com área de 1.656 m2 (Fig. 13 a 15).


Foto: F.J.V. Barbosa



Fig.13. Área interna do aviário dando destaque 
ao poleiro.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.14. Frangos na fase de engorda. 

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.15. Piso revestido com barro compactado.

Normalmente, a área coberta de engorda tem a capacidade de abrigar 278 aves, porém, esse número pode ser ampliado para cerca de 400 cabeças dependendo do manejo reprodutivo. Torna-se importante que o criador também possa dispor de um outro compartimento em local afastado dessa instalação para abrigar, separadamente, aves que serão introduzidas no plantel, animais descartados ou, em caso extremo, aves doentes.
O piso do aviário pode ser cimentado, revestido de tijolo deitado e mesmo de chão batido, compactado de forma que impeça que as aves escavem. Deverá ter como forro um substrato composto de serragem de madeira, capim seco triturado, casca de arroz etc. Esse substrato não pode ser tóxico e nem provocar doenças respiratórias às aves, por excesso de pó, e tem por finalidade reter a umidade resultante do metabolismo e respiração das aves (Fig. 16).
As cercas, para delimitar as áreas de manejo e oferecer proteção contra possíveis predadores, podem ser confeccionadas de acordo com a disponibilidade de material. Utilizam-se telas, estacas, arame farpado, varas, etc., dependendo da disponibilidade. É desejável que o material usado tenha bastante durabilidade e seja suficientemente forte para suportar ventos e alguns danos indesejáveis.
Quanto aos ninhos, o material a ser utilizado vai também depender da disponibilidade e criatividade do criador. Tábuas e varas são as mais recomendadas, pois permitem uma limpeza sistemática com a remoção temporária dos ninhos para o exterior das instalações, visando melhor limpeza. A renovação de forro dos ninhos, a intervalos máximos de 30 dias, também se faz necessária. Os ninhos são forrados, geralmente, com o mesmo material utilizado como substrato no piso. A sensação de conforto e segurança influi no volume de postura e na capacidade de incubação (Fig. 16).

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.16. Ninheiras confeccionadas com varas.


Os poleiros, geralmente, só são instalados na área de engorda, uma vez que um maior número de aves é alojado e ocorrem diferenças de porte, tendo em vista o período de 60 dias preconizado para essa fase de criação. É comum observar que o poleiro é mais utilizado pelas aves maiores, principalmente quando a temperatura está mais alta.
Estão à disposição do criador de galinhas caipiras, nos mais diversos pontos do país, modelos de comedouros e bebedouros, manuais ou automáticos, que podem ser largamente utilizados nas condições do SACAC. Porém, fica a cargo da criatividade do criador utilizar modelos artesanais de bebedouros e comedouros, desde que as condições de sanidade e funcionalidade sejam mantidas. No caso específico do SACAC, a opção por bebedouros confeccionados com garrafas pets e comedouros feitos com varas de cano plástico em forma de calha foi bem sucedida, facilitando a higienização quando da renovação sistemática da água e da mistura dietética (Fig. 17 e 18).
São equipamentos imprescindíveis às atividades diárias do aviário a máquina forrageira ou moinho para triturar os alimentos, balanças para pesagem, tanto das aves como dos ingredientes dietéticos, e o ovoscópio, para avaliar a qualidade dos ovos, principalmente no processo de incubação.

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.17. Comedouro tipo calha na altura do dorso 
da ave.

Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.18. Bebedouro de pressão na altura do dorso 
da ave. 

A criação de galinha caipira em sistema semi-intensivo exige instalações que ofereçam proteção contra predadores e intempéries, além de áreas externas para pastoreio.


MODO IA

1. Instalações Principais


  • Galinheiro/Aviário: Deve ser construído com a cumeeira no sentido leste-oeste para evitar incidência direta de sol.

    • Dimensionamento: Recomenda-se de 5 a 7 aves por 

       na área coberta.

    • Piso: Pode ser de alvenaria (mais fácil de limpar) ou chão batido, sempre coberto por uma cama (maravalha ou palha) de cerca de 10 cm.

    • Mureta e Tela: Muretas laterais de 30 cm de altura com telas anti-pássaros (malha máxima de 2 cm) que vão até o teto.

Piquetes (Área de Pasto): Áreas cercadas onde as aves pastam durante o dia.

  • Dimensionamento: Estima-se pelo menos 2 a  por ave no piquete.

  • Rotação: O ideal é dividir a área em 4 ou mais piquetes para permitir o descanso e a recuperação da pastagem (grama seda, tifton ou coast-cross). 

  • 2. Equipamentos Essenciais

    • Comedouros: Podem ser tubulares (práticos, pois a ração desce sozinha) ou tipo calha (feitos de PVC ou madeira).

      • Proporção: 1 comedouro tubular de 20kg para cada 25 a 30 aves.

    • Bebedouros: Pendulares (automáticos) ou de pressão (manuais).

      • Proporção: 1 bebedouro pendular para cada 50 aves. Garantir água fresca é vital; uma ave consome cerca de 250 ml/dia.

    • Ninhos (para Poedeiras): Devem ser colocados a partir da 15ª semana, em local escuro e tranquilo do galpão.

    • Dimensões: Aproximadamente 

      • Proporção1 ninho para cada 4 ou 5 galinhas.

    • Poleiros: Essenciais para o bem-estar e repouso noturno.

      • Espaçamento: Reserve de 15 a 25 cm de comprimento por ave.

      • Altura: A primeira barra deve estar a 40 cm do chão.

    • Equipamento de Aquecimento: Lâmpadas ou campânulas são necessárias apenas na fase inicial (pintinhos) para manter a temperatura entre 32°C e 35°C. 

    • 3. Biosseguridade

      • Pedilúvio: Um pequeno recipiente com solução desinfetante (cal ou cloro) na entrada do galpão para higienizar os calçados.

      • Cerca Perimetral: Uma cerca externa ao redor dos piquetes para impedir a entrada de animais silvestres e pessoas estranhas à criação. 

      Você gostaria de um plano de manejo detalhado para as primeiras semanas dos pintinhos ou prefere focar na nutrição das aves adultas?


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