A alimentação representa cerca de 70 % do custo da produção das aves, principalmente porque as matérias-primas são largamente usadas tanto para criação de aves altamente tecnificadas quanto para o consumo humano. Portanto, devem-se buscar fontes alternativas de alimentos, principalmente energéticos e protéicos, como também de formulações que atendam às necessidades qualitativas e econômicas de produção da galinha caipira.
No caso das galinhas caipiras, não se tem interesse de acelerar o crescimento por meio de promotores como antibióticos e hormônios, e nem aumentar a digestibilidade e a eficiência digestiva por meio de enzimas e aminoácidos sintéticos. O desafio na criação de galinhas caipiras é tornar a produção mais eficiente com a diminuição dos custos com alimentação, sem perder as características dos seus produtos. A saída, então, seria se conhecer mais o potencial nutritivo que se tem em cada ecossistema, grãos, folhas, frutos etc., processá-los sem perdas, torná-los disponíveis sempre que necessário, e ofertá-los às aves de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada fase de criação.
No caso das galinhas caipiras, não se tem interesse de acelerar o crescimento por meio de promotores como antibióticos e hormônios, e nem aumentar a digestibilidade e a eficiência digestiva por meio de enzimas e aminoácidos sintéticos. O desafio na criação de galinhas caipiras é tornar a produção mais eficiente com a diminuição dos custos com alimentação, sem perder as características dos seus produtos. A saída, então, seria se conhecer mais o potencial nutritivo que se tem em cada ecossistema, grãos, folhas, frutos etc., processá-los sem perdas, torná-los disponíveis sempre que necessário, e ofertá-los às aves de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada fase de criação.
Graças ao seu sistema grastrointestinal (Fig. 1), a galinha caipira tem maior capacidade que a galinha industrial de converter alimentos de menor qualidade em carne e ovos. Essa vantagem se deve à capacidade de trituração da sua moela (estômago mecânico) e à presença da flora no ceco (parte do intestino grosso), porções importantes do sistema gastrointestinal.
A grande maioria dos produtos que compõem a dieta das galinhas caipiras é de origem vegetal, portanto, a qualidade desses produtos depende do processamento, ambiente de origem (clima e solo) e da planta (espécie, tipo ou variedade e idade).
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.1. Trato gastrointestinal da galinha caipira.
Apresentação e acondicionamento dos alimentos
O fornecimento de rações secas é recomendável, tendo em vista a facilidade de ocorrência de fermentação nos materiais úmidos, resultando em casos de doenças oportunistas. Para facilitar a digestão, os ingredientes após o devido processamento, desidratação e moagem são transformados em farelos e farinhas, podendo ser incluídos nas dietas, de acordo com o plano de alimentação estabelecido para o plantel.
Importância da água na alimentação das aves
O fornecimento de água para as aves deve ser feito em quantidade suficiente e com boa qualidade. Estima-se que as aves consomem de água o dobro da ração fornecida. A água de boa qualidade deve ser incolor, sem sabor, sem odor e livre de impurezas, devendo ser renovada diariamente.
Os bebedouros devem estar sempre limpos e em locais e alturas que permitam o livre acesso das aves.
Tipos de alimentos
Os alimentos essencialmente energéticos são aqueles que apresentam, em mais de 90 % da matéria seca, elementos básicos fornecedores de energia. Podem ser utilizados em pequenas proporções (açúcar, gordura de aves, gordura bovina, melaço em pó, óleo de soja degomado ou bruto) ou em proporções maiores, como no caso da raiz de mandioca integral seca.
Os alimentos energéticos (com mais de 3.000 kcal/kg do alimento) também podem ser fornecedores de proteína, por exemplo, a quirera de arroz, a cevada em grão, o soro de leite seco, o grão de milho moído, o sorgo de baixo tanino, o trigo integral, o trigo mourisco, o triguilho e o triticale etc, mas só são considerados protéicos os alimentos com mais de 16 % de proteína bruta.
A fibra bruta é um elemento limitante na digestão dos alimentos. Portanto, devem ser fornecidos com cuidado, alimentos com mais de 6 % de fibra bruta. Alguns ingredientes energéticos, tais como o farelo de arroz integral, o farelo de amendoim, a aveia integral moída, o farelo de castanha de caju, a cevada em grão com casca, a polpa de citrus, o farelo de coco, a torta de dendê, o grão de guandu cozido, a raspa de mandioca, apesar de possuírem energia metabolizável acima de 2.600 kcal/kg, têm teor de fibra bruta acima de 6 %.
Alguns alimentos com menor energia (valor máximo de 2400 kcal/kg) e menor proteína (abaixo de 17 %) e com fibra bruta acima de 6 % são o farelo de algaroba, o farelo de arroz desengordurado, o farelo de polpa de caju, a casca de soja e o farelo de trigo.
Outro grupo de alimentos que tem alta fibra bruta (acima de 10 %), baixa energia (energia metabolizável menor que 2.400 kcal/kg) e uma razoável percentagem de proteína bruta (maior que 17 %), tais como o feno moído de alfafa, o farelo de algodão, o farelo de babaçu, o farelo de canola e o farelo de girassol devem ser incluídos criteriosamente na dieta das aves.
O leite desnatado em pó, a levedura seca, o glúten de milho, as farinhas de origem animal (de penas, vísceras e sangue), a soja cozida seca, a soja extrusada, alguns tipos de farelos de soja e a soja integral tostada são considerados alimentos mais completos por apresentarem elevado teor protéico (mais de 36% de proteína bruta) e energético (acima de 3.200 kcal/kg de alimento). Tais alimentos são usados como opções de ajuste nas dietas das aves.
Outros alimentos, ao mesmo tempo em que são altos fornecedores de proteína, também possuem elevada densidade mineral, tais como, as farinhas de carne e ossos e a farinha de peixe. Vale a pena ressaltar que esses últimos alimentos são incluídos em pequenas proporções nas dietas e podem ter suas composições bastante variadas.
A dieta balanceada tem que possuir ingredientes que supram as necessidades estruturais, produtivas e também influenciem na capacidade de absorção de nutrientes das aves. Tal função fica a cargo dos minerais como o cálcio, o fósforo e o sódio, que se encontram no calcário calcítico, fosfato bicálcico, fosfato monoamônio, farinha de ossos calcinada, farinha de ostras e sal comum.
Aditivos
Pouco utilizados em dietas de galinhas caipiras, uma vez que não se recomenda a inclusão de promotores de crescimento (antibióticos e hormônios), enzimas e aminoácidos sintéticos, pois além de influenciarem na qualidade dos produtos, aumentam também o custo de produção.
Para facilitar a captura de ração farelada pela ave, é aconselhável que sejam inseridos como aglutinantes das partículas aditivos como o óleo e açúcar em proporções que não comprometam o balanceamento da dieta.
O preparo das rações
A estrutura necessária para o preparo das rações compreende desde o local apropriado, que deve ser limpo e isento de qualquer tipo de contaminação, aos equipamentos moinho, balança e misturador. O responsável pela execução da atividade deve dominar os cálculos matemáticos para composição das dietas e a operacionalização dos equipamentos.
Conhecidas as proporções de cada ingrediente e estando os mesmos moídos e em estado próprio para o consumo, inicia-se a pesagem pelos ingredientes de menores quantidades, fazendo-se com eles uma mistura prévia, de modo a facilitar a sua distribuição uniforme na mistura total. .
Se a quantidade de ração a ser feita for pequena, podem-se misturar manualmente os ingredientes e utilizar o misturador somente para maiores quantidades. Recomenda-se que sejam verificados a uniformidade da mistura e se o tempo utilizado corresponde ao que se espera para a ocupação de mão-de-obra e gasto de energia.
Necessidades nutricionais
As necessidades nutricionais das aves mudam de acordo com a idade, sexo, raça, estado nutricional e sanitário, fase produtiva e finalidade econômica..
O SACAC recomenda que as necessidades das aves sejam atendidas de acordo com as recomendações da Tabela 1 (ROSTAGNO et al., 2000). Os ajustes necessários com o uso dos alimentos localmente disponíveis devem ser acompanhados, de modo a verificar o suprimento das necessidades das aves e assim evitar o aumento do custo com alimentação e o surgimento de doenças carenciais e metabólicas.
Tabela 1. Necessidades nutricionais das galinhas caipiras de acordo com a fase de criação.
O consumo de alimento está relacionado à fase de criação, tanto em termos quantitativos como de diversidade de ingredientes. A alimentação correta diminui os riscos da ocorrência de doenças oportunistas, de taras e vícios. A fase de reprodução é a que merece mais atenção do criador, uma vez que o sucesso reprodutivo depende de uma boa alimentação.
No caso de matrizes em postura, recomenda-se o fornecimento diário de ração em torno de 6 % do peso vivo da ave, inclusive para o reprodutor. Essa quantidade manterá as aves bem alimentadas e sem risco de obesidade, mesmo que haja o consumo à vontade de folhas e frutos verdes.
Na fase de cria, os pintos necessitam de uma boa alimentação, que será a base para atingirem o desenvolvimento final desejável. Recomendam-se incluir nessa primeira dieta ingredientes de alta digestibilidade e evitar o fornecimento de frutos e folhas verdes, pois os animais estão com o aparelho digestivo imaturo. O consumo observado nessa fase de criação é de aproximadamente 1.040 g de ração por pinto.
Nas fases seguintes, estima-se um consumo médio de 2.540 e 3.430 g por ave para recria e engorda, respectivamente. Vários alimentos podem ser utilizados, podendo ocorrer o fornecimento sem restrição de frutos e folhas verdes, contanto que a mistura seja farelada e devidamente balanceada para as necessidades nutricionais de cada fase.
Os comedouros devem estar sempre limpos e distribuídos em locais e alturas que permitam o acesso das aves aos alimentos.
Tabela sobre consumo de ração para ave de postura
Idade
(semanas)
Peso /ave
(gramas)
Consumo/dia
(gramas)
Acumulado
(quilos)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
22
30
73
70
140
220
300
380
470
570
660
750
830
910
990
1070
1150
1230
1410
1500
1840
1950
2090
12
19
26
32
38
41
45
48
51
54
56
58
60
63
67
78
84
107
113
108
0,084
0,217
0,399
0,623
0,889
1,176
1,491
1,827
2,184
2,562
2,954
3,360
3,780
4,221
4,690
5,740
6,328
9,114
15,393
48,895
Na região cacaueira, em alguns criatórios, as aves têm apresentado as características de textura e sabor na carne que o mercado regional deseja aos 120 dias de vida, daí ser muito importante o manejo alimentar.
Tabela sobre consumo de ração para produção de carne – “ave tipo pesada”
Critério Tipo de ração
Confinado 1º dia até o abate Comercial 3100 kcal
Livre 30º dia até o abate Caipira 2850 kcal
Idade (dias)
Peso Vivo (g)
Total de Ração kg
Idade (dias)
Peso Vivo (g)
Total de Ração kg
28
280
0,980
28
598
1,052
35
930
1,740
35
818
1,480
42
1180
2,350
42
1038
2,070
49
1445
3,110
49
1271
2,790
70
2210
5,750
70
1950
5,050
84
2485
6,760
84
2175
6,120
90
2730
8,160
90
2402
7,206
Fonte: Avifran
Com investimentos relativamente baixos e instalações de fácil construção com simples técnica de manejo, a criação em sistema caipira tem se mostrado lucrativo, principalmente, para pequenos produtores, pois tem a vantagem da comercialização de um produto diferenciado com boa procura e melhor valor de comercialização.
Esse sistema de criação é simples, as aves devem ter dietas mistas, compostas de ração balanceada, complementada com produtos da região e pasto de boa qualidade para que possa ser direcionada como alimentação suplementar, pois a alimentação convencional chega a representar hoje cerca de 89% dos custos de produção (planilha em anexo).
As aves devem ser soltas durante o dia para que possam ciscar, tomar sol, com isto se exercitam, em fim terem uma vida natural e mais saudável.
Para iniciar nesse sistema de criação é necessário procurar um profissional da área para que possa lhes orientar.
Quando for planejar as instalações, elas devem oferecer: conforto ambiental, condições ideais de manejo, proteção contra predadores, cuidados estes que não devem ser ignorados sob pena de comprometer todo o projeto
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A
alimentação da galinha caipira baseia-se em ração balanceada
(milho e farelo de soja) combinada com pasto (folhagens, gramíneas)
e insetos, essencial para o sistema caipira. Cerca de 75% dos custos
são com alimentação, mas pasto pode suprir 25-30% das necessidades,
melhorando a cor da gema. Aves caipiras precisam de até 15% mais
energia devido à movimentação.
Principais
Componentes da Alimentação:
Ração
Base: Milho
(energia) e farelo de soja (proteína) são os pilares.
Pasto/Verdes
(Piquete): Moringa,
leucena, guandu, grama, capim e hortaliças (couve, repolho)
fornecem vitaminas e minerais.
Complementos: Minhocas,
besouros, cupins e restos de culturas (mandioca, batata-doce)
aumentam o aporte nutricional.
Mineralização: É
necessário fornecer calcário ou farinha de ossos para cálcio,
especialmente para poedeiras.
Dicas
de Manejo Alimentar:
Pasto
de Qualidade: O
pasto melhora o bem-estar e a cor da gema (amarelo-alaranjado).
Redução
de Custos: Utilize
produtos da propriedade, como mandioca, batata-doce e forrageiras
(feijão guandu), para diminuir a compra de ração.
Fases
da Criação:
Início
(1-30 dias): Ração
inicial de alta proteína.
Crescimento/Recria: Ração
de crescimento combinada com pasto.
Postura: Ração
de postura com mais cálcio (cerca de 125g por ave/dia).
Suplementação: Em
períodos de seca, quando o pasto está pobre, a ração deve ser o
componente principal.
A
ave caipira busca ativamente alimentos no piquete, o que exige manejo
correto das pastagens para manter a nutrição adequada.
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A galinha caipira por meio da qualidade e palatabilidade dos seus produtos se tornou um dos pratos mais apreciados no Brasil. Ela é criada na quase totalidade dos núcleos agrícolas familiares, alimentando famílias e gerando renda.
Por ser uma ave rústica e capaz de suportar adversidades climáticas e resistir a algumas doenças, se torna uma alternativa principalmente para locais com menor infra-estrutura produtiva.
Este trabalho apresenta recomendações técnicas e inovações tecnológicas que viabilizam a criação da galinha caipira, tornando-a uma ave competitiva, inserindo-a no mercado de produtos agroecologicamente corretos, uma vez que pode ser criada com o uso racional dos recursos naturais renováveis, inclusive com agregação de valor à produção agrícola, agroindustrial e extrativista, já que pode ser perfeitamente integrada com as mais variadas atividades.
É importante salientar que a conservação desses recursos genéticos serão de bom uso no futuro da agropecuária nacional, tendo em vista que novos trabalhos poderão ser realizados em prol do desenvolvimento técnico-cientifico.
O Sistema Alternativo de Criação de Galinhas Caipiras (SACAC), ao mesmo tempo em que resgata a tradição de criação de galinhas caipiras, tem como objetivo o aumento do padrão econômico da agricultura familiar, melhorando a qualidade e aumentando a quantidade da produção. O sistema minimiza os danos ao meio ambiente, adotando adequações necessárias a cada ecossistema onde é implantado, seja com relação às suas instalações e equipamentos, seja na forma de alimentar ou de medicar alternativamente as aves (BARBOSA et al., 2004).
Outro importante fato a ser observado no SACAC é a capacidade de integração de criação de galinhas com outras atividades agrícolas, agroindustriais, extrativistas, pecuárias, que são costumeiramente desenvolvidas pelo agricultor familiar, o que resulta na agregação de valor e maior remuneração por produto acabado (SAGRILO, 2002). As aves criadas em sistemas mais naturais são submetidas a menos estresse do que aquelas nos sistemas de criação intensiva, em galpões com elevada população, e sua carne é considerada de melhor sabor e menor teor de colesterol.
Desenvolver uma tecnologia que impulsione a criação de uma ave doméstica, atividade que é encontrada em 99,9 % dos núcleos agrícolas familiares (RAMOS et al., 2001), é a forma que a pesquisa tem de inserir a galinha caipira nos diversos mercados consumidores, principalmente porque a mesma pode ser tratada de forma que se utilize racionalmente os recursos naturais renováveis, o que indubitavelmente a torna agroecologicamente correta.
Embora seja reconhecida como uma fonte de alimentos de alta qualidade protéica (carne e ovos), e tenha se transformado ao longo desse período em um dos pratos típicos conhecidos em todo o território brasileiro, a criação de galinhas caipiras é precária em termos zootécnicos (Fig. 1), com prejuízos para a sua produtividade.
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.1.Animais de várias espécies domésticas criados juntos
de forma desordenada.
No SACAC, de acordo com o planejamento e a estrutura de produção, o agricultor familiar poderá optar pelo aviário completo ou juntar-se a outros criadores e instalarem um núcleo de multiplicação de galinhas caipiras. No primeiro caso, o agricultor familiar vai desenvolver todas as práticas de manejo nas mais diversas fases de criação. No segundo, o criador adquirirá os ovos já fertilizados para uma posterior incubação sob sua responsabilidade ou receberá pintos recém-nascidos, e sua estrutura de criação será um galpão de crescimento. A aquisição de insumos e a comercialização dos produtos poderão ser realizadas de forma coletiva nos dois casos. Nos segmentos que tratam de origem genealógica e raças, reprodução, alimentação, instalações e equipamentos, sanidade e comercialização, o agricultor familiar terá uma visão ampla da proposta do sistema de criação e com isso poderá fazer as adequações que lhe convier, desde que sejam mantidas as características desejáveis dos produtos, com o mínimo de danos à natureza.
A
galinha caipira é fundamental para a agricultura familiar e
segurança alimentar, oferecendo uma fonte de proteína de alta
qualidade (carne e ovos) e gerando renda com baixo investimento. Sua
rusticidade permite a criação em pasto, adaptando-se a climas
áridos e promovendo o bem-estar animal em comparação à avicultura
industrial.
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Principais
Benefícios e Importância:
Sustentabilidade
e Economia Familiar: A
criação de galinha caipira é considerada ideal para a agricultura
familiar, exigindo instalações simples, baixo investimento inicial
e proporcionando boa margem de lucro, sendo uma alternativa de
renda, especialmente em áreas de difícil cultivo como o semiárido.
Segurança
Alimentar e Nutricional: Fornece
ovos e carne de alta qualidade, sabor superior e maior valor
nutricional (rico em selênio, vitaminas B3 e B6).
Sustentabilidade
Ambiental: Contribui
para a biodiversidade ao conviver com sistemas agroflorestais e
auxiliar no controle biológico de pragas.
Resiliência
e Rusticidade: Essas
aves são adaptadas a condições adversas, sobrevivendo a secas e
resistindo melhor a doenças quando comparadas às aves de linhagens
comerciais.
Valorização
do Mercado: O
produto é muito procurado e valorizado como "gourmet",
com carne de textura e sabor diferenciados, permitindo melhores
preços de venda.
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A maioria das enfermidades que ocorrem na avicultura são controladas pelo uso correto de procedimentos sanitários, que incluem inclusive coberturas vacinais elaboradas de acordo com o histórico da região. Esse controle tanto protege o grupo de aves que se pretende trabalhar como o consumidor dos seus produtos.
O sucesso do processo de proteção do plantel e do consumidor vai depender de todos os setores envolvidos na cadeia produtiva, já que a falha em um único segmento poderá trazer transtornos e danos irreparáveis para o desenvolvimento da atividade.
A limpeza pessoal das pessoas envolvidas no manejo das aves, limpeza e higienização das instalações e equipamentos, processamento criterioso e controle de qualidade dos ingredientes dietéticos, programas de vacinação, manipulação correta dos produtos, controle ativo de pragas (insetos e roedores), descarte de aves problema e manejo adequado para os resíduos (aves mortas, cama, restos de ração etc.) são as principais medidas que devem ser mantidas nos núcleos de produção.
Não se deve levar em conta somente a influência das doenças sobre o desempenho zootécnico (peso médio, conversão alimentar, mortalidade, rendimento de carcaça etc.), mas também o efeito negativo sobre a demanda e a imagem do produto no mercado.
Nas galinhas caipiras, o programa vacinal deve visar, prioritariamente, o controle das principais doenças virais, como: newcastle, marek, gumboro, bronquite infecciosa e bouba aviária. Outras doenças importantes que provocam efeito negativo sobre a produtividade são: ascite, coccidiose, doenças respiratórias, salmoneloses e mitoxicoses.
Como medida de biossegurança deverá ocorrer, rotineiramente, o combate aos principais vetores das doenças e os procedimentos de limpeza e higienização das instalações, e o controle de qualidade de insumos e de materiais. Os programas de vacinação e vermifugação devem ser previamente estabelecidos e implementados (Fig. 1 a 4).
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.1. Controle da bouba aviária por meio de
acupunctura na asa.
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.2. Aplicação de coquetel via ocular para
controle de doenças como newcastle, bronquite
infecciosa e gumboro.
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.3. Higienização das instalações por meio
de caiação.
Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.4. Renovação sistemática do substrato que
reveste o piso do aviário.
Calendário de vacinação
As medidas de biossegurança garantem a não-entrada do agente infeccioso antes da estimulação imunogênica. Essas medidas necessariamente têm que abranger todo o processo produtivo, desde reprodução, incubação, eclosão, crescimento das aves, abate, fabricação de ração e exposição dos produtos.
A vacinação pode ser feita de forma coletiva (via água nos bebedouros/ pulverização) ou individual (injeção ou gota ocular). Apesar do esforço para se vacinar todo o plantel, ocorrem casos de aves mal imunizadas, mesmo que tenham recebido dose eficiente (Tabela 1). Outra causa é a baixa eficiência da dose do vírus vacinal.
Os tipos de vacinas mais comuns são: vacina de vírus vivo (pouco utilizada), vacina atenuada e vacina inativa (morta). Dentre as vantagens da utilização de vacina atenuada, podem-se enumerar o baixo custo, possibilidade de vacinação coletiva, grande número de doses em pequeno volume, rápido início de imunidade e imunidade local precoce. No entanto, sempre podem ocorrer reações pós-vacinação, como difusão de algumas cepas, curta persistência de imunidade, possível interferência de anticorpos maternos e interferência de dois vírus do mesmo tropismo.
Tabela 1. Calendário de vacinação para galinhas caipiras de acordo com a fase de criação.
Fase
Via
Período
Newcastle
Ocular
Mensal
Bronquite infecciosa
Ocular
Mensal
Gumboro
Ocular
Mensal
Bouba aviária
Punctura na asa
1ª semana de vida
Fonte: Embrapa Meio-Norte
O criador pode utilizar alternativas medicamentosas como o fornecimento de caldas com cascas de plantas medicinais como o angico-preto (Anadenanthera macrocarpa), o jatobá (Hymenaea courbaril), o pau-ferro (Caesalpinia ferrea), o alho (Allium sativumL.) e o limão (Citrus limon), para controle de doenças oportunistas transmitidas por bactérias. Podem também ser utilizadas como alternativas de vermífugos naturais as sementes de melancia, mamão, melão e perfilhos de bananeira. Para o controle de ectoparasitas, banhos com sabão e fumo (Nicotiana tabacum) são medidas tidas como rotineiras (Fig. 5).
Galinha Caipira – Saiba Como Evitar as Doenças Mais Comuns
Se você está enfrentando algum problema de doença em sua criação de galinha caipira e, assim como muitos, já se desesperou diante de uma enfermidade que abateu boa parte do seu plantel, você precisa conhecer as dicas que vou lhe apresentar para combater esse tipo de problema em sua criação.
Hoje nós vamos conversar um pouco sobre medidas de prevenção que podem minimizar ou praticamente eliminar problemas sanitários e as doenças que atacam as criações de galinha caipira.
Imagine chegar em seu galpão ou galinheiro e ver boa parte das suas aves mortas pelo chão e outras tantas apresentando algum sinal de que estão doentes…
Pois é… Não é uma sensação agradável! Mas, infelizmente, isso vem acontecendo com muitos avicultores.
Uma boa parte das doenças de galinha caipira costumam apresentar uma mortalidade muito alta, chegando a praticamente eliminar o plantel.
Porém, o que muita gente não sabe é que algumas medidas muito simples podem reduzir, consideravelmente, as doenças das galinhas e, por conseqüência, a mortalidade nos aviários.
O criador de galinha caipira, seja ele para fins comerciais ou por hobby, deve adotar em sua criação algumas práticas de manejo que vão trazer bons resultados na saúde de suas aves e evitar que esse tipo de problema passe pelo seu galinheiro.
Conhecendo Um Pouco as Doenças de Galinha Caipira
O primeiro passo para combater um inimigo é exatamente conhecê-lo um pouco melhor, não é mesmo? E é isso que todo avicultor deve fazer para ganhar essa luta!
São muitas as doenças que podem atacar um plantel de galinha caipira, e o que é pior, muitas delas apresentam sintomas absolutamente parecidos, o que torna o combate muito difícil.
E para nos auxiliar nessa guerra é de extrema importância que sempre tenhamos a presença de um médico veterinário que possa examinar as aves e fazer as indicações medicamentosas que forem necessárias. Só assim podemos combater as doenças das galinhas de forma eficaz.
Veja algumas das doenças que podem atacar um aviário de galinha caipira que não adota as boas práticas de manejo em seu plantel:
Bouba Aviária
É uma doença muito contagiosa que é presente em muitos criatórios pelo Brasil e costuma vitimar muitas aves. Ela é conhecida popularmente como “caroço” ou “pipoca” e normalmente ataca as aves de todas as idades. Temos observado que ela se torna mais presente na época do verão em função da grande quantidade de mosquitos que transmitem o vírus da doença. Os sintomas mais freqüentes são nódulos que aparecem nas barbelas, em torno dos olhos, bico e também por toda crista. Em casos mais graves esses nódulos também aparecem na garganta das aves e esse problema causa na ave uma dificuldade de se alimentar e respirar, o que torna a doença ainda mais letal.
Doença de Marek
Esta é uma doença causada por um vírus que, normalmente, ataca as aves mais jovens do plantel. Ela afeta o sistema nervoso, pele e também o globo ocular dos pintainhos. As aves afetadas por essa doença, em sua maioria, sofrem por paralisia e prostação. Normalmente, causa uma mortalidade muito grande nos aviários.
Salmonelose
Esta tem sido uma doença de galinha caipira que merece um cuidado muito especial, pois pode ser transmitida da ave para o ser humano. Normalmente, ataca as aves de todas as idades causando uma mortalidade muito alta. Tem sintomas muito parecidos com outras doenças causadas por bactérias, o que torna o tratamento ainda mais difícil.
Doença de Newcastle
As aves afetadas por esta doença apresentam lesões no sistema respiratório, nervoso e digestivo. Os sintomas apresentados são: diarréia com sangue, espirros constantes, dificuldade de respirar, torcicolo, conjuntivite, paralisia das asas e pernas, baixa produção de ovos e mortes de forma repentina.
Outras Doenças
Existem mais um grande número de doenças que podem afetar a sua criação de galinha caipira e que o avicultor deve procurar proteger o seu plantel. Ex: Bronquite Infecciosa, Leucose Linfóide, Calibacilose, Micoplasmose, Encefalomielite aviária, Coriza Infecciosa, Botulismo, Pausteurelose, Estafilocose, Ornitose, Barreliose, Tuberculose, Entero-hepatite, Aspergilose, Coccidiose, Encefalomalácia nutricional, Ascite, Micotoxicoses, Raquitismo, Diátese exsudativa, Verminoses, Ectoparasitose e etc.
Depois de tomar conhecimento de todas essas doenças que podem afetar a sua criação de galinha caipira você deve estar pensando… Nossa, é muito difícil manter uma criação de galinhas!
Eu tenho uma boa notícia para você: Não precisa se assustar tanto… Se você aplicar as boas práticas de manejo em sua criação de galinha caipira, boa parte dessas doenças jamais chegarão em seu aviário.
Agora vou lhe apresentar algumas dicas para manter essas enfermidades bem longe do seu plantel:
01 – CONSTRUA UM AMBIENTE ADEQUADO PARA SUAS GALINHAS
Uma medida muito importante na criação de galinhas é o ambiente onde essas aves vão passar os seus dias de vida. E o avicultor deve tomar alguns cuidados para construir um ambiente agradável para o bem estar de suas aves. São eles:
Construa um galpão adequado para a quantidade de aves que pretende criar (Max. 10 aves por metro quadrado)
Mantenha sempre o galpão seco e arejado
02 – MANTENHA UM BOM PROGRAMA DE VACINAÇÃO
De fato, a prevenção é o melhor remédio. Você deve consultar um médico veterinário para elaborar um programa de vacinação que proteja suas galinhas das doenças mais comuns em sua região. Normalmente, esse programa inicia-se no primeiro dia de vida dos pintinhos e segue pela vida adulta.
03 – MANTENHA O AMBIENTE LIMPO, LIVRE DE ROEDORES E PÁSSAROS
O avicultor deve manter o galpão e os piquetes sempre limpos para evitar que os pássaros silvestres e os roedores se aglomerem em seu aviário, com isso você evita que esses animais tragam as doenças para seu plantel. É importante manter o terreno sempre nivelado para evitar o acúmulo de água e, por conseqüência, o desenvolvimento de mosquitos que também transmitem doenças às aves. A higiene está diretamente relacionada com o desenvolvimento de doenças nas criações de galinha caipira. Por isso, mantenha sempre os comedouros, poleiros e bebedouros limpos.
04 – PRATIQUE A RESTRIÇÃO DE VISITAS
Um cuidado que poucos avicultores desenvolvem em seus projetos é o controle de visitantes em seu aviário e isso tem causado grandes problemas para as criações. Imagine um visitante que antes de entrar em seu projeto teve contato com alguma ave doente e que através das roupas e sapatos podem ter trazido os vírus/fungos/bactérias para seu plantel. Pois é… Isso pode, de fato, lhe causar problemas futuros. Quando tiver que receber alguém em sua criação, deve tomar cuidados em higienizar as mãos e de preferência trocar roupas e calçados antes de entrar nas áreas comuns das aves.
05 – TENHA UMA ÁREA PARA QUARENTENA
O avicultor deve sempre observar o comportamento de suas aves para detectar anormalidades entre elas e quando notar algum problema deve separar a ave o mais rápido possível das outras na tentativa de evitar a disseminação das doenças das galinhas entre o plantel. A ave separada deve receber os cuidados necessários e só pode voltar para o lote quando estiver completamente curada. Infelizmente, em casos mais graves é necessário sacrificar a ave. As aves mortas devem ser descartadas em fossa séptica construída especificamente para essa finalidade
Visão
geral criada por IA
A
sanidade na criação de galinhas caipiras é um dos pilares
fundamentais para o sucesso do negócio, pois a prevenção de
doenças evita prejuízos e garante a produtividade do plantel. No
sistema caipira, onde as aves têm acesso a áreas externas, os
desafios sanitários são maiores devido ao contato direto com o solo
e possíveis vetores.
Pilares
do Manejo Sanitário
Limpeza
e Higienização:
É essencial manter o galinheiro limpo, seco e arejado. Recomenda-se
a desinfecção das instalações com cal (um bactericida natural),
amônia quaternária ou formol ao trocar de lote.
Controle
de Acesso:
Restringir a entrada de pessoas estranhas e outros animais que
possam carregar patógenos para dentro da criação.
Vazio
Sanitário:
Prática de manter as instalações vazias e desinfetadas por um
período entre a saída de um lote e a chegada de outro para
interromper o ciclo de doenças.
Qualidade
da Água e Alimento:
Fornecer água limpa e tratada (com cloro e monitoramento de pH) e
ração balanceada para fortalecer o sistema imunológico.
Prevenção
de Doenças
As
principais medidas preventivas incluem:
Vacinação:
Seguir um calendário de vacinação específico orientado por um
médico-veterinário.
Vermifugação:
Realizar o controle periódico de parasitas internos (vermes) e
externos (piolhos e ácaros).
Manejo
da Cama:
Evitar o acúmulo de fezes e umidade na cama do galinheiro para
prevenir doenças como a coccidiose.
Principais
Doenças e Riscos
Doenças
Comuns:
Doença de Newcastle, Gumboro, Bouba Aviária, Coriza Infecciosa e
Coccidiose.
Zoonoses:
Algumas doenças podem ser transmitidas para humanos, como
a Salmonelose e
a Toxoplasmose,
reforçando a necessidade de higiene rigorosa no manejo e preparo da
carne.
Para
garantir a saúde contínua, produtores podem consultar guias
técnicos de instituições como a Embrapa e
o Senar.
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