20 de ago. de 2017

Alimentação na criação de Galinha caípira



Manejo nutricional

A alimentação representa cerca de 70 % do custo da produção das aves, principalmente porque as matérias-primas são largamente usadas tanto para criação de aves altamente tecnificadas quanto para o consumo humano. Portanto, devem-se buscar fontes alternativas de alimentos, principalmente energéticos e protéicos, como também de formulações que atendam às necessidades qualitativas e econômicas de produção da galinha caipira.
No caso das galinhas caipiras, não se tem interesse de acelerar o crescimento por meio de promotores como antibióticos e hormônios, e nem aumentar a digestibilidade e a eficiência digestiva por meio de enzimas e aminoácidos sintéticos. O desafio na criação de galinhas caipiras é tornar a produção mais eficiente com a diminuição dos custos com alimentação, sem perder as características dos seus produtos. A saída, então, seria se conhecer mais o potencial nutritivo que se tem em cada ecossistema, grãos, folhas, frutos etc., processá-los sem perdas, torná-los disponíveis sempre que necessário, e ofertá-los às aves de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada fase de criação.
No caso das galinhas caipiras, não se tem interesse de acelerar o crescimento por meio de promotores como antibióticos e hormônios, e nem aumentar a digestibilidade e a eficiência digestiva por meio de enzimas e aminoácidos sintéticos. O desafio na criação de galinhas caipiras é tornar a produção mais eficiente com a diminuição dos custos com alimentação, sem perder as características dos seus produtos. A saída, então, seria se conhecer mais o potencial nutritivo que se tem em cada ecossistema, grãos, folhas, frutos etc., processá-los sem perdas, torná-los disponíveis sempre que necessário, e ofertá-los às aves de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada fase de criação.
Graças ao seu sistema grastrointestinal (Fig. 1), a galinha caipira tem maior capacidade que a galinha industrial de converter alimentos de menor qualidade em carne e ovos. Essa vantagem se deve à capacidade de trituração da sua moela (estômago mecânico) e à presença da flora no ceco (parte do intestino grosso), porções importantes do sistema gastrointestinal.
A grande maioria dos produtos que compõem a dieta das galinhas caipiras é de origem vegetal, portanto, a qualidade desses produtos depende do processamento, ambiente de origem (clima e solo) e da planta (espécie, tipo ou variedade e idade).

Foto: F.J.V. Barbosa

Fig.1. Trato gastrointestinal da galinha caipira.

Apresentação e acondicionamento dos alimentos

O fornecimento de rações secas é recomendável, tendo em vista a facilidade de ocorrência de fermentação nos materiais úmidos, resultando em casos de doenças oportunistas. Para facilitar a digestão, os ingredientes após o devido processamento, desidratação e moagem são transformados em farelos e farinhas, podendo ser incluídos nas dietas, de acordo com o plano de alimentação estabelecido para o plantel.

Importância da água na alimentação das aves

O fornecimento de água para as aves deve ser feito em quantidade suficiente e com boa qualidade. Estima-se que as aves consomem de água o dobro da ração fornecida. A água de boa qualidade deve ser incolor, sem sabor, sem odor e livre de impurezas, devendo ser renovada diariamente.
Os bebedouros devem estar sempre limpos e em locais e alturas que permitam o livre acesso das aves.

Tipos de alimentos

Os alimentos essencialmente energéticos são aqueles que apresentam, em mais de 90 % da matéria seca, elementos básicos fornecedores de energia. Podem ser utilizados em pequenas proporções (açúcar, gordura de aves, gordura bovina, melaço em pó, óleo de soja degomado ou bruto) ou em proporções maiores, como no caso da raiz de mandioca integral seca.
Os alimentos energéticos (com mais de 3.000 kcal/kg do alimento) também podem ser fornecedores de proteína, por exemplo, a quirera de arroz, a cevada em grão, o soro de leite seco, o grão de milho moído, o sorgo de baixo tanino, o trigo integral, o trigo mourisco, o triguilho e o triticale etc, mas só são considerados protéicos os alimentos com mais de 16 % de proteína bruta.
A fibra bruta é um elemento limitante na digestão dos alimentos. Portanto, devem ser fornecidos com cuidado, alimentos com mais de 6 % de fibra bruta. Alguns ingredientes energéticos, tais como o farelo de arroz integral, o farelo de amendoim, a aveia integral moída, o farelo de castanha de caju, a cevada em grão com casca, a polpa de citrus, o farelo de coco, a torta de dendê, o grão de guandu cozido, a raspa de mandioca, apesar de possuírem energia metabolizável acima de 2.600 kcal/kg, têm teor de fibra bruta acima de 6 %.
Alguns alimentos com menor energia (valor máximo de 2400 kcal/kg) e menor proteína (abaixo de 17 %) e com fibra bruta acima de 6 % são o farelo de algaroba, o farelo de arroz desengordurado, o farelo de polpa de caju, a casca de soja e o farelo de trigo.
Outro grupo de alimentos que tem alta fibra bruta (acima de 10 %), baixa energia (energia metabolizável menor que 2.400 kcal/kg) e uma razoável percentagem de proteína bruta (maior que 17 %), tais como o feno moído de alfafa, o farelo de algodão, o farelo de babaçu, o farelo de canola e o farelo de girassol devem ser incluídos criteriosamente na dieta das aves.
O leite desnatado em pó, a levedura seca, o glúten de milho, as farinhas de origem animal (de penas, vísceras e sangue), a soja cozida seca, a soja extrusada, alguns tipos de farelos de soja e a soja integral tostada são considerados alimentos mais completos por apresentarem elevado teor protéico (mais de 36% de proteína bruta) e energético (acima de 3.200 kcal/kg de alimento). Tais alimentos são usados como opções de ajuste nas dietas das aves.
Outros alimentos, ao mesmo tempo em que são altos fornecedores de proteína, também possuem elevada densidade mineral, tais como, as farinhas de carne e ossos e a farinha de peixe. Vale a pena ressaltar que esses últimos alimentos são incluídos em pequenas proporções nas dietas e podem ter suas composições bastante variadas.
A dieta balanceada tem que possuir ingredientes que supram as necessidades estruturais, produtivas e também influenciem na capacidade de absorção de nutrientes das aves. Tal função fica a cargo dos minerais como o cálcio, o fósforo e o sódio, que se encontram no calcário calcítico, fosfato bicálcico, fosfato monoamônio, farinha de ossos calcinada, farinha de ostras e sal comum.

Aditivos

Pouco utilizados em dietas de galinhas caipiras, uma vez que não se recomenda a inclusão de promotores de crescimento (antibióticos e hormônios), enzimas e aminoácidos sintéticos, pois além de influenciarem na qualidade dos produtos, aumentam também o custo de produção.
Para facilitar a captura de ração farelada pela ave, é aconselhável que sejam inseridos como aglutinantes das partículas aditivos como o óleo e açúcar em proporções que não comprometam o balanceamento da dieta.

O preparo das rações

A estrutura necessária para o preparo das rações compreende desde o local apropriado, que deve ser limpo e isento de qualquer tipo de contaminação, aos equipamentos moinho, balança e misturador. O responsável pela execução da atividade deve dominar os cálculos matemáticos para composição das dietas e a operacionalização dos equipamentos.
Conhecidas as proporções de cada ingrediente e estando os mesmos moídos e em estado próprio para o consumo, inicia-se a pesagem pelos ingredientes de menores quantidades, fazendo-se com eles uma mistura prévia, de modo a facilitar a sua distribuição uniforme na mistura total. .
Se a quantidade de ração a ser feita for pequena, podem-se misturar manualmente os ingredientes e utilizar o misturador somente para maiores quantidades. Recomenda-se que sejam verificados a uniformidade da mistura e se o tempo utilizado corresponde ao que se espera para a ocupação de mão-de-obra e gasto de energia.

Necessidades nutricionais
As necessidades nutricionais das aves mudam de acordo com a idade, sexo, raça, estado nutricional e sanitário, fase produtiva e finalidade econômica..
O SACAC recomenda que as necessidades das aves sejam atendidas de acordo com as recomendações da Tabela 1 (ROSTAGNO et al., 2000). Os ajustes necessários com o uso dos alimentos localmente disponíveis devem ser acompanhados, de modo a verificar o suprimento das necessidades das aves e assim evitar o aumento do custo com alimentação e o surgimento de doenças carenciais e metabólicas.

Tabela 1. Necessidades nutricionais das galinhas caipiras de acordo com a fase de criação.
Fase
Níveis nutricionais
PB(1)EMA(2)Ca(3)Pdisp(4)
Na(5)
Cl(6)
(%)(kcal/kg de ração)(%)(%)(%)
(%)
Reprodução
16,02.7784,000,37
0,22
0,20
Cria21,43.0000,950,45
0,22
0,19
Recria19,13.1000,870,40
0,19
0,17
Engorda18,03.2000,800,36
0,19
0,18
(1)proteína bruta; (2)energia metabolizável; (3)cálcio; (4)fósforo disponível; (5)sódio; (6)cloro.
Fonte: Embrapa Meio-Norte
Formas de arraçoamento

O consumo de alimento está relacionado à fase de criação, tanto em termos quantitativos como de diversidade de ingredientes. A alimentação correta diminui os riscos da ocorrência de doenças oportunistas, de taras e vícios. A fase de reprodução é a que merece mais atenção do criador, uma vez que o sucesso reprodutivo depende de uma boa alimentação.
No caso de matrizes em postura, recomenda-se o fornecimento diário de ração em torno de 6 % do peso vivo da ave, inclusive para o reprodutor. Essa quantidade manterá as aves bem alimentadas e sem risco de obesidade, mesmo que haja o consumo à vontade de folhas e frutos verdes.
Na fase de cria, os pintos necessitam de uma boa alimentação, que será a base para atingirem o desenvolvimento final desejável. Recomendam-se incluir nessa primeira dieta ingredientes de alta digestibilidade e evitar o fornecimento de frutos e folhas verdes, pois os animais estão com o aparelho digestivo imaturo. O consumo observado nessa fase de criação é de aproximadamente 1.040 g de ração por pinto.
Nas fases seguintes, estima-se um consumo médio de 2.540 e 3.430 g por ave para recria e engorda, respectivamente. Vários alimentos podem ser utilizados, podendo ocorrer o fornecimento sem restrição de frutos e folhas verdes, contanto que a mistura seja farelada e devidamente balanceada para as necessidades nutricionais de cada fase.

Os comedouros devem estar sempre limpos e distribuídos em locais e alturas que permitam o acesso das aves aos alimentos.


Tabela sobre consumo de ração para ave de postura
 
Idade
(semanas)
Peso /ave
(gramas)
Consumo/dia
(gramas)
Acumulado
(quilos)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
22
30
73
70
140
220
300
380
470
570
660
750
830
910
990
1070
1150
1230
1410
1500
1840
1950
2090
12
19
26
32
38
41
45
48
51
54
56
58
60
63
67
78
84
107
113
108
0,084
0,217
0,399
0,623
0,889
1,176
1,491
1,827
2,184
2,562
2,954
3,360
3,780
4,221
4,690
5,740
6,328
9,114
  15,393
  48,895

























Na região cacaueira, em alguns criatórios, as aves têm apresentado as características de textura e sabor na carne que o mercado regional deseja aos 120 dias de vida, daí ser muito importante o manejo alimentar.

Tabela sobre consumo de ração para produção de carne – “ave tipo pesada”
 
Critério
Tipo de ração
Confinado 1º dia
até o abate
Comercial 3100 kcal
Livre 30º dia
até o abate
Caipira 2850 kcal
Idade (dias)
Peso Vivo (g)
Total de Ração kg
Idade (dias)
Peso Vivo (g)
Total de Ração kg
28
280
0,980
28
598
1,052
35
930
1,740
35
818
1,480
42
1180
2,350
42
1038
2,070
49
1445
3,110
49
1271
2,790
70
2210
5,750
70
1950
5,050
84
2485
6,760
84
2175
6,120
90
2730
8,160
90
2402
7,206
Fonte: Avifran

Com investimentos relativamente baixos e instalações de fácil construção com simples técnica de manejo, a criação em sistema caipira tem se mostrado lucrativo, principalmente, para pequenos produtores, pois tem a vantagem da comercialização de um produto diferenciado com boa procura e melhor valor de comercialização.

Esse sistema de criação é simples, as aves devem ter dietas mistas, compostas de ração balanceada, complementada com produtos da região e pasto de boa qualidade para que possa ser direcionada como alimentação suplementar, pois a alimentação convencional chega a representar hoje cerca de 89% dos custos de produção (planilha em anexo).

As aves devem ser soltas durante o dia para que possam ciscar, tomar sol, com isto se exercitam, em fim terem uma vida natural e mais saudável.

Para iniciar nesse sistema de criação é necessário procurar um profissional da área para que possa lhes orientar.

Quando for planejar as instalações, elas devem oferecer: conforto ambiental, condições ideais de manejo, proteção contra predadores, cuidados estes que não devem ser ignorados sob pena de comprometer todo o projeto

Visão geral criada por IA

A alimentação da galinha caipira baseia-se em ração balanceada (milho e farelo de soja) combinada com pasto (folhagens, gramíneas) e insetos, essencial para o sistema caipira. Cerca de 75% dos custos são com alimentação, mas pasto pode suprir 25-30% das necessidades, melhorando a cor da gema. Aves caipiras precisam de até 15% mais energia devido à movimentação.

  • Principais Componentes da Alimentação:

  • Ração Base: Milho (energia) e farelo de soja (proteína) são os pilares.

  • Pasto/Verdes (Piquete): Moringa, leucena, guandu, grama, capim e hortaliças (couve, repolho) fornecem vitaminas e minerais.

  • Complementos: Minhocas, besouros, cupins e restos de culturas (mandioca, batata-doce) aumentam o aporte nutricional.

  • Mineralização: É necessário fornecer calcário ou farinha de ossos para cálcio, especialmente para poedeiras.

  • Dicas de Manejo Alimentar:

  • Pasto de Qualidade: O pasto melhora o bem-estar e a cor da gema (amarelo-alaranjado).

  • Redução de Custos: Utilize produtos da propriedade, como mandioca, batata-doce e forrageiras (feijão guandu), para diminuir a compra de ração.

  • Fases da Criação:

    • Início (1-30 dias): Ração inicial de alta proteína.

    • Crescimento/Recria: Ração de crescimento combinada com pasto.

    • Postura: Ração de postura com mais cálcio (cerca de 125g por ave/dia).

  • Suplementação: Em períodos de seca, quando o pasto está pobre, a ração deve ser o componente principal. 

A ave caipira busca ativamente alimentos no piquete, o que exige manejo correto das pastagens para manter a nutrição adequada.

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16 de ago. de 2017

Importância da Galinha Caípira


A galinha caipira por meio da qualidade e palatabilidade dos seus produtos se tornou um dos pratos mais apreciados no Brasil. Ela é criada na quase totalidade dos núcleos agrícolas familiares, alimentando famílias e gerando renda.
Por ser uma ave rústica e capaz de suportar adversidades climáticas e resistir a algumas doenças, se torna uma alternativa principalmente para locais com menor infra-estrutura produtiva.
Este trabalho apresenta recomendações técnicas e inovações tecnológicas que viabilizam a criação da galinha caipira, tornando-a uma ave competitiva, inserindo-a no mercado de produtos agroecologicamente corretos, uma vez que pode ser criada com o uso racional dos recursos naturais renováveis, inclusive com agregação de valor à produção agrícola, agroindustrial e extrativista, já que pode ser perfeitamente integrada com as mais variadas atividades.
É importante salientar que a conservação desses recursos genéticos serão de bom uso no futuro da agropecuária nacional, tendo em vista que novos trabalhos poderão ser realizados em prol do desenvolvimento técnico-cientifico.

O Sistema Alternativo de Criação de Galinhas Caipiras (SACAC), ao mesmo tempo em que resgata a tradição de criação de galinhas caipiras, tem como objetivo o aumento do padrão econômico da agricultura familiar, melhorando a qualidade e aumentando a quantidade da produção. O sistema minimiza os danos ao meio ambiente, adotando adequações necessárias a cada ecossistema onde é implantado, seja com relação às suas instalações e equipamentos, seja na forma de alimentar ou de medicar alternativamente as aves (BARBOSA et al., 2004).
Outro importante fato a ser observado no SACAC é a capacidade de integração de criação de galinhas com outras atividades agrícolas, agroindustriais, extrativistas, pecuárias, que são costumeiramente desenvolvidas pelo agricultor familiar, o que resulta na agregação de valor e maior remuneração por produto acabado (SAGRILO, 2002). As aves criadas em sistemas mais naturais são submetidas a menos estresse do que aquelas nos sistemas de criação intensiva, em galpões com elevada população, e sua carne é considerada de melhor sabor e menor teor de colesterol.
Desenvolver uma tecnologia que impulsione a criação de uma ave doméstica, atividade que é encontrada em 99,9 % dos núcleos agrícolas familiares (RAMOS et al., 2001), é a forma que a pesquisa tem de inserir a galinha caipira nos diversos mercados consumidores, principalmente porque a mesma pode ser tratada de forma que se utilize racionalmente os recursos naturais renováveis, o que indubitavelmente a torna agroecologicamente correta.
Embora seja reconhecida como uma fonte de alimentos de alta qualidade protéica (carne e ovos), e tenha se transformado ao longo desse período em um dos pratos típicos conhecidos em todo o território brasileiro, a criação de galinhas caipiras é precária em termos zootécnicos (Fig. 1), com prejuízos para a sua produtividade.

Foto: F.J.V. Barbosa
Fig.1.Animais de várias espécies domésticas criados juntos 
de forma desordenada.

No SACAC, de acordo com o planejamento e a estrutura de produção, o agricultor familiar poderá optar pelo aviário completo ou juntar-se a outros criadores e instalarem um núcleo de multiplicação de galinhas caipiras. No primeiro caso, o agricultor familiar vai desenvolver todas as práticas de manejo nas mais diversas fases de criação. No segundo, o criador adquirirá os ovos já fertilizados para uma posterior incubação sob sua responsabilidade ou receberá pintos recém-nascidos, e sua estrutura de criação será um galpão de crescimento. A aquisição de insumos e a comercialização dos produtos poderão ser realizadas de forma coletiva nos dois casos. Nos segmentos que tratam de origem genealógica e raças, reprodução, alimentação, instalações e equipamentos, sanidade e comercialização, o agricultor familiar terá uma visão ampla da proposta do sistema de criação e com isso poderá fazer as adequações que lhe convier, desde que sejam mantidas as características desejáveis dos produtos, com o mínimo de danos à natureza.

A galinha caipira é fundamental para a agricultura familiar e segurança alimentar, oferecendo uma fonte de proteína de alta qualidade (carne e ovos) e gerando renda com baixo investimento. Sua rusticidade permite a criação em pasto, adaptando-se a climas áridos e promovendo o bem-estar animal em comparação à avicultura industrial. 

Visão geral criada por IA

Principais Benefícios e Importância:

  • Sustentabilidade e Economia Familiar: A criação de galinha caipira é considerada ideal para a agricultura familiar, exigindo instalações simples, baixo investimento inicial e proporcionando boa margem de lucro, sendo uma alternativa de renda, especialmente em áreas de difícil cultivo como o semiárido.

  • Segurança Alimentar e Nutricional: Fornece ovos e carne de alta qualidade, sabor superior e maior valor nutricional (rico em selênio, vitaminas B3 e B6).

  • Sustentabilidade Ambiental: Contribui para a biodiversidade ao conviver com sistemas agroflorestais e auxiliar no controle biológico de pragas.

  • Resiliência e Rusticidade: Essas aves são adaptadas a condições adversas, sobrevivendo a secas e resistindo melhor a doenças quando comparadas às aves de linhagens comerciais.

  • Valorização do Mercado: O produto é muito procurado e valorizado como "gourmet", com carne de textura e sabor diferenciados, permitindo melhores preços de venda.

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