22 de out. de 2017

Colheita do Mel



Colheita

O manejo de colheita do mel deve seguir alguns procedimentos, visando não apenas à sua coleta eficiente, mas, principalmente, à manutenção de suas características originais e, conseqüentemente, à qualidade do produto final. É importante ressaltar que essa é a primeira fase crítica para a obtenção da qualidade total, visto que será a primeira vez que o apicultor terá contato direto com o mel, sendo o início de um longo processo de susceptibilidade do produto, em relação às condições de manipulação, equipamentos, instalações e condições ambientais, até que o produto chegue ao consumidor final.
Poucos apicultores têm consciência da importância dessa etapa para a manutenção da qualidade original do mel, passando a executar procedimentos mais criteriosos apenas na "casa do mel".
Essas recomendações irão compor um plano de controle de qualidade a ser desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, baseado nas diretrizes do plano PAS – Programa Alimento Seguro, para a fase de manejo e colheita, que será denominado APPCC – Campo para a Apicultura. A sigla APPCC se refere a um sistema de controle de qualidade, que pode ser empregado em várias fases da cadeia produtiva e significa "Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle".
Aborda-se-ão, a seguir, os requisitos e os procedimentos desde a coleta do mel nas colmeias até sua chegada à casa de mel.

Vestimentas

O apicultor, no manejo da colheita, deve estar usando vestimentas próprias para a prática apícola - macacão ou jaleco e calça em condições ótimas de higiene, ou seja, previamente lavados e limpos (Fig. 19). O ideal seria que o apicultor dispusesse de macacões apenas para a colheita do mel, e outros para as revisões e demais serviços realizados no apiário (revisão, limpeza do terreno, etc.)

Fatores Climáticos

A colheita do mel não deve ser realizada em dias chuvosos ou com alta umidade relativa do ar, o que levaria a um aumento dos índices de umidade no mel. O apicultor deve dar preferência aos horários entre 9 e 16 horas, em dias ensolarados. Após coletadas, as melgueiras não devem permanecer expostas ao sol por longos períodos, pois as elevadas temperaturas podem levar a um aumento do teor de hidroximetilfurfural - HMF no mel, comprometendo sua qualidade.

Uso da Fumaça

O mel é um produto com característica aromática acentuada, podendo absorver odores com facilidade, mesmo se estiver devidamente operculado nos quadros, em virtude da permeabilidade da camada de cera protetora. Sendo assim, é imprecindível que o apicultor tome alguns cuidados em relação ao uso da fumaça, para que ela não deixe resíduos no mel, o que comprometeria sua qualidade final:
  • Nunca utilizar no fumigador qualquer material que possa ser contaminante ao mel (esterco de animal, plásticos, madeiras com resíduos de tintas ou óleos, etc.). Recomenda-se exclusivamente o uso de resíduos de origem vegetal, como a maravalha ou serragem de madeira não-tratada, e que não apresente forte odor quando queimada.
  • Nunca direcionar diretamente para os quadros a fumaça do fumigador, devendo-se aplicá-la em pequena quantidade, de forma lenta e paralelamente à superfície da melgueira.
  • Aplicar fumaça fria, limpa e livre de fuligem.
  • Aplicar uma quantidade mínima, apenas o necessário para a retirada dos quadros de mel.

Seleção dos quadros

A colheita do mel deve ocorrer de forma seletiva, ou seja, ao efetuar-se a abertura das melgueiras, o apicultor deve inspecionar cada quadro, priorizando a retirada apenas dos quadros que apresentarem no mínimo 90% de seus alvéolos operculados (com uma fina camada protetora de cera), sendo indicativo da maturidade do mel em relação ao percentual de umidade. O apicultor não deve colher quadros que apresentem:
  • Crias em qualquer fase de desenvolvimento.
  • Grande quantidade de pólen.
  • Mel "verde", mel ainda não-maduro, com altos índices de umidade, que as abelhas ainda não opercularam. A quantidade elevada de água no mel facilitará a proliferação de leveduras, levando-o a fermentar, tornando-o impróprio para o consumo e impossibilitando a sua comercialização.

Transporte das melgueiras durante a colheita

A colheita de mel é uma atividade que provoca um desgaste físico acentuado para o apicultor, uma vez que o peso das melgueiras cheias de mel é considerável. Com o intuito de minimizar esses esforço, e de se evitar problemas de saúde futuros, recomendam-se algumas práticas no momento da colheita e utilização de equipamentos de transporte das melgueiras. Todos os equipamentos utilizados para a colheita do mel devem ser destinados apenas para esse fim, de forma a se evitar qualquer possível contaminação do produto por substâncias presentes nesses utensílios.
Recomenda-se o uso de padiolas, obrigando a participação de duas pessoas no carregamento, ou carriolas (carrinhos de mão) para o transporte das melgueiras até o veículo.
Normalmente, o apicultor, após retirar a melgueira repleta de mel, a coloca no chão, o que é totalmente desaconselhável tanto para a sua saúde como para a qualidade do mel, uma vez que esse procedimento pode levar à contaminação do mel por sujidades (poeira, terra, restos vegetais, etc.) presentes no terreno. Recomenda-se o uso de um suporte, que pode ser um ninho vazio ou um cavalete, colocado ao lado da caixa, para receber a melgueira. Apoiada nesse suporte, coloca-se uma base, de preferência uma prancha de aço inoxidável (confeccionada especificamente para esse fim), ou mesmo uma tampa nova de colmeia, que servirá de base para uma melgueira vazia onde os quadros de mel serão colocados. Uma segunda tampa também é utilizada sobre essa melgueira, de forma a isolar os quadros de mel, impedindo o saque pelas abelhas e a sua indesejada presença excessiva nas melgueiras que serão transportadas. Todo esse material utilizado deve estar devidamente limpo ou ser preferencialmente novo.

Cuidados com o veículo e o transporte

O veículo usado para o transporte das melgueiras até a casa de mel deve ser preparado no dia anterior, passando por um processo de higienização. O veículo não deve ter transportado recentemente qualquer material que possa ter deixado algum tipo de resíduo (cama de frango, produtos químicos, agroquímicos, adubo, esterco, etc.). A superfície da área de carga do veículo deve ser revestida com material devidamente limpo e livre de impurezas, de forma a evitar o contato das melgueiras diretamente com o piso (lona plástica, etc.), de forma a evitar o contato das melgueiras diretamente com o piso
Caso o veículo tenha seu compartimento de carga aberto, recomenda-se a utilização de lonas que possam cobrir as melgueiras, evitando a contaminação do mel por poeira, terra e outras sujidades, e pela eliminação de resíduos provenientes da combustão do motor, eliminados pelo cano de descarga do veículo (principalmente em casos de motores movidos a óleo diesel). Além disso, esse procedimento evita que as abelhas possam vir a saquear o mel das melgueiras coletadas. Assim, uma lona de grandes dimensões pode tanto revestir o assoalho do veículo, como também cobrir as melgueiras, envolvendo de forma mais eficiente toda a carga.
Durante a etapa de colocação das melgueiras no veículo, recomenda-se que ele não permaneça sob a incidência direta do sol, o que influenciaria negativamente a qualidade do mel. Nessa etapa, o ideal é a participação de, pelo menos, três pessoas, sendo duas responsáveis por trazer as melgueiras até o caminhão e repassá-las à terceira pessoa, que estaria em cima do veículo. Para a acomodação da carga, pode-se utilizar uma tampa de colmeia colocada sobre a lona, atuando como base para o empilhamento das melgueiras, e uma tampa em cima das mesmas, que vedará o acesso das abelhas durante a formação dessa pilha de melgueiras. Durante o processo de colocação das melgueiras no veículo, elas  devem estar sempre cobertas pela lona até o preenchimento total da carga. Dessa forma, o processo se torna mais ágil e eficiente, proporcionando uma carga segura e protegida. É importante uma amarração eficiente de toda a carga, para que não ocorra deslocamento das melgueiras, o que poderia levar à queda das pilhas e conseqüente quebra dos quadros de mel. Assim, o deslocamento do veículo deve ocorrer de forma cuidadosa, principalmente se estiver trafegando em vias não-asfaltadas ou com irregularidades. Caso o motorista necessite parar durante o transporte, deve procurar proteger a carga da incidência direta do sol, escolhendo um lugar sombreado para estacionar o veículo.



16 de out. de 2017

Importância econômica e Comercialização do Mel



Importância econômica

Estudos sobre a produção apícola no Brasil mostram dados contraditórios quanto ao número de apicultores e colmeias, produção e produtividade.  Quanto aos apicultores, as pesquisas apontam os extremos entre 26.315 e 300.000; esses produtores, juntos, possuem entre 1.315.790 e 2.500.000 colmeias e um faturamento anual entre R$ 84.740.000,00 e R$ 506.250.000,00 (Sampaio, 2000; Wiese, 2001).
Os dados conflitantes refletem a dificuldade em se obterem informações precisas quanto à produção e comercialização no setor agropecuário, entretanto, conseguem passar a idéia da importância dessa atividade para o País.

Produção de mel no Brasil e no mundo

Dimensionar o volume de mel produzido e comercializado é uma tarefa difícil, pois os poucos dados confiáveis sobre o assunto são conflitantes. Estima-se que a produção mundial de mel durante o ano de 2001 foi de, aproximadamente, 1.263.000 toneladas, sendo a China o maior produtor (256 mil toneladas). A Tabela 1 demonstra a produção de mel nos continentes e em alguns países nos últimos anos.
Segundo os dados do IBGE, a produção de mel em 2000 no Brasil foi de 21.865.144 kg, gerando um faturamento de R$ 84.640.339,00.
Os maiores exportadores mundiais são: China, Argentina, México, Estados Unidos e Canadá. Juntos, esses países comercializaram durante o ano de 2001 cerca de 242 mil toneladas, movimentando, aproximadamente, US$ 238 milhões (Tabela 2).
Entre janeiro e julho de 2002, o Brasil exportou 10.615 toneladas de mel, mas estima-se que o mercado internacional conseguirá absorver 170 mil toneladas/ano de mel oriundo do Brasil. Os principais compradores de mel do País são: Alemanha, Espanha, Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e México.
Tabela 1. Produção Mundial de mel em mil toneladas.
Continente/País
1998
1999
2000
2001
Ásia
401
435
457
465
China
211
236
252
256
América do Norte e Central
218
201
208
205
Canadá
46
37
31
32
Estados Unidos
100
94
100
100
México
55
55
59
56
América do Sul
109
133
141
131
Argentina
75
93
98
90
Brasil
18
19
22
20
Europa
291
293
286
288
União Européia
109
117
112
111
Oceania
31
29
29
29
Austrália
22
19
19
19
Total
1188
1232
1265
1263
Tabela 2. Principais exportadores de mel (em mil toneladas) e os ganhos (em milhões de dólares)
País
1998
1999
2000
Mel
US$
Mel
US$
Mel
US$
China
79
87
87
79
103
87
Argentina
68
89
93
96
88
87
México
32
42
22
25
31
35
Estados Unidos
5
9
5
9
5
8
Canadá
11
20
15
21
15
21
União Européia
44

46

48

Fonte: Braunstein, 2002.
Outros produtos importantes da atividade
Além do mel, que será descrito com maiores detalhes adiante, o produtor poderá obter renda de outros produtos como Cera,Própolis,Pólen,Polinização,Geléia real,Apitoxina.

Cera

Utilizada pelas abelhas para construção dos favos e fechamento dos alvéolos (opérculo). Produzida por glândulas especiais (ceríferas), situadas no abdome das abelhas operárias. A cera de Apis mellifera possui 248 componentes diferentes, nem todos ainda identificados. Logo após sua secreção, a cera possui uma cor clara, escurecendo com o tempo, em virtude do depósito de pólen e do desenvolvimento das larvas.
As indústrias de cosméticos, medicamentos e velas são as principais consumidoras de cera; entretanto, também é utilizada na indústria têxtil, na fabricação de polidores e vernizes, no processamento de alimentos e na indústria tecnológica. Os principais importadores são: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão e França; os principais exportadores são: Chile, Tanzânia, Brasil, Holanda e Austrália.

Própolis

Substância resinosa, adesiva e balsâmica, elaborada pelas abelhas a partir da mistura da cera e da resina coletada das plantas, retirada dos botões florais, gemas e dos cortes nas cascas dos vegetais.
A própolis é usada pelas abelhas para fechar as frestas e a entrada do ninho, evitando correntes de ar frias durante o inverno. Em razão das suas propriedades bactericidas e fungicidas, é usada também na limpeza da colônia e para isolar uma parte do ninho ou algum corpo estranho que não pode ser removido da colônia.
Sua composição, cor, odor e propriedades medicinais dependem da espécie de planta disponível para as abelhas. Atualmente, a própolis é usada, principalmente, pelas indústrias de cosméticos e farmacêutica. Cerca de 75% da própolis produzida no Brasil é exportada, sendo o Japão o maior comprador.

Pólen apícola


Gameta masculino das flores coletado pelas abelhas e transportado para a colmeia para ser armazenado nos alvéolos e passar por um processo de fermentação. Usado como alimento pelas abelhas na fase larval e abelhas adultas com até 18 dias de idade. É um produto rico em proteínas, lipídios, minerais e vitaminas.

Em virtude do seu alto valor nutritivo, é usado como suplementação alimentar, comercializado misturado com o mel, seco, em cápsulas ou tabletes. Não existem dados sobre a produção e comercialização mundial desse produto.

Polinização

A polinização é a transferência do pólen (gameta masculino da flor) para o óvulo da mesma flor ou de outra flor da mesma espécie. Só após essa transferência é que ocorre a formação dos frutos.
Muitas vezes, para que ocorra essa transferência, é necessária a ajuda de um agente. Além da água e do vento, diversos animais podem servir de agentes polinizadores, como insetos, pássaros, morcegos, ratos, macacos; entretanto, as abelhas são os agentes mais eficientes da maioria das espécies vegetais cultivadas.
Em locais com alto índice de desmatamento e devastação ou com predominância da monocultura, os produtores ficam extremamente dependentes das abelhas para poderem produzir. Com isso, muitos apicultores alugam suas colmeias durante o período da florada para serviços de polinização.
Embora esse tipo de serviço não seja comum no Brasil, ocorrendo somente no Sul do País e em regiões isoladas do Rio Grande do Norte, nos EUA metade das colmeias é usada dessa forma, gerando um incremento na renda do produtor.

Dependendo da cultura, local de produção, manejo utilizado e devastação da região, a polinização pode aumentar a produção entre 5 e 500%. Dessa forma, estima-se que por ano a polinização gere um benefício mundial acima de cem bilhões de dólares (De Jong, 2000).

Geléia real

A geléia real é uma substância produzida pelas glândulas hipofaringeanas e mandibulares das operárias com até 14 dias de idade. Na colmeia, é usada como alimento das larvas e da rainha.
Constituída basicamente de água, carboidratos, proteínas, lipídios e vitaminas, a geléia real é muito viscosa, possui cor branco-leitosa e sabor ácido forte. Embora não seja estocada na colmeias como o mel e o pólen, é produzida por alguns apicultores para comercialização in natura, misturada com mel ou mesmo liofilizada. A indústria de cosméticos e medicamentos também a utilizam na composição de diversos produtos.
A China é o principal País produtor, responsável por cerca de 60% da produção mundial, exportando, aproximadamente, 450 toneladas/ano para Japão, Estados Unidos e Europa.

Apitoxina

A apitoxina é o veneno das abelhas operárias de Apis mellifera purificado. O veneno  é constituído basicamente de proteínas, polipeptídios e constituintes aromáticos, sendo produzido pelas glândulas de veneno nas duas primeiras semanas de vida da operária e armazenado no "saco de veneno" situado na  base do ferrão. Cada operária produz 0,3 mg de veneno, que é uma substância transparente, solúvel em água e composta de proteínas, aminoácidos, lipídios e enzimas.
Embora a ação anti-reumática do veneno seja comprovada e o preço no mercado seja muito atrativo, trata-se de um produto de difícil comercialização, pois, ao contrário de outros produtos apícolas, o veneno deve ser comercializado para farmácias de manipulação e indústrias de processamento químico, em razão da sua ação tóxica.
A tolerância do homem à dose do veneno é bastante variada. Existem relatos de pessoas que sofreram mais de cem ferroadas e não apresentaram sintomas graves. Entretanto,  indivíduos extremamente alérgicos podem apresentar choque anafilático e falecer com uma única ferroada.

Comercialização

Informações de Mercado

A produção mundial de mel teve uma tendência crescente nos últimos 20 anos, apesar das flutuações, em regiões e países (industrializados e não-industrializados), atribuídas a um aumento no número de colméias e da produção por colônia. O consumo também aumentou durante os últimos anos, sendo atribuído ao aumento geral nos padrões de vida e também a um interesse maior em produtos naturais e saudáveis.
O mundo produz 1.200.000 toneladas de mel por ano. A Alemanha compra 50% do mel exportado no mundo e só produz 33.000 t/ano. A China é o principal exportador de mel para a Alemanha até 1987. No Japão, 60% do mel consumido se destina a usos na indústria e 40% constitui mel de mesa. O Japão tem-se transformado num dos maiores importadores de mel, principalmente devido à redução do número de apicultores, em decorrência da competição dos preços de importação e da diminuição de áreas melíferas. A Argentina, que produz cerca de 60.000t/ano, consome só 10.000 t/ano e possui uma área de apenas 2.776.700 Km2 (Munhoz, 1997). 
Desde o início de 2002, decisões dos EUA e da Comunidade Européia suspenderam a importação de mel da China devido aos altos índices de resíduos de drogas veterinárias encontrados no mel oriundo daquele país. Concomitantemente, os EUA suspenderam também a importação de mel da Argentina, alegando distorções no preço do produto, o que estava promovendo uma concorrência desleal com os próprios produtores americanos.

Preço

Estes acontecimentos provocaram uma importante redução da oferta e, consequentemente, um desequilíbrio na relação oferta-demanda, elevando significativamente o preço do mel. Até 2001, o quilograma do mel era vendido, no mercado interno, em um intervalo de preço que variava de R$ 1,50 a R$ 2,00. Após o desequilíbrio citado, o quilograma do mel chegou a atingir  R$ 4,50 no mês de setembro, no Estado do Piauí, preço líquido pago ao produtor. Mesmo considerando que é uma situação conjuntural, a tendência é de que esse preço se estabilize em patamares significativamente superiores aos praticados até 2001, pois a crise da apicultura chinesa, maior produtor e exportador mundial, é de difícil solução.

Comercialização

Esses dois fatos estão contribuindo para colocar o Brasil, pela primeira vez, na rota do mercado mundial. Até 2001, a produção brasileira de mel era totalmente consumida no mercado interno.
No Brasil, as importações são maiores que as exportações. Praticamente tudo o que se produz é consumido no mercado interno. Os altos custos de produção e o bom preço do mercado interno, até 2001, desestimulavam a exportação. O consumo per capta é inferior a 300g/ano. A Argentina exporta cerca de 2,2% de sua produção para o Brasil (1.300t/ano) e o Uruguai 4% (350 t/ano) (Munhoz, 1997), observando-se que a área do Uruguai é 176.200 km2 e da Argentina é 2.776.700 Km2. A área territorial do Brasil é 8.512.700 Km2, três vezes maior que a Argentina e 48 vezes maior que o Uruguai. 
Segundo dados disseminados pelo Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior, denominado ALICE-Web, da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as importações e exportações brasileiras de mel natural, de 1998 a 2001 (jan/dez), tiveram comportamentos inversos: enquanto as importações diminuíram, as exportações aumentaram (Tabela 8). A produção de mel nesse mesmo período também apresentou tendência crescente (Tabela 9), em função do aumento do número de colmeias e da produtividade.

Tabela 1. Exportações e importação brasileiras de mel natural, de 1998 a 2001*.
Produção de mel (Toneladas)
Ano
1998
1999
2000
2001
Importações
2.428,8
1.820,7
287,2
252,5
Exportações
16,7
18,6
268,9
1814,4
Tabela 2. Produção de mel de abelhas no Brasil, 1998 a 2001, segundo a FAO.
Produção de mel (Mt)
Ano

1998
1999
2000
2001
Brasil
18,308
19,751
21,865
20,000
Segundo Vilela (2000), nos últimos 15 anos a atividade apícola cresceu 94,7% no Piauí, com uma importante expansão entre 1996 e 1998, quando o aumento foi de 39,7%, numa média de 13,23% ao ano. Entretanto, entre 1999 e 2000 o incremento foi de apenas 6%, redução que pode ser atribuída às dificuldades encontradas nos anos de 1998 e 1999, devido ao longo período de estiagem, provocado pelo fenômeno El Niño, quando muitos apicultores perderam entre 80 e 100% de seus enxames, desistiram da atividade e desmotivaram futuros produtores. O registro de importações de mel pelo Estado, em 1999, de 20 toneladas (SECEX - Sitema Alice) vem confirmar esta ocorrência. Este comportamento também foi confirmado nos registros de exportações de mel do Piauí de 1998 a 2001, considerados insignificantes.

Coeficientes Técnicos, Custos, Rendimentos e Rentabilidade

A tabela abaixo explicita os principais parâmetros para o estabelecimento da relação custo-rentabilidade, considerando diferentes categorias de apicultores de acordo com o tamanho do empreendimento, que é definido pela quantidade de colméias com as quais ele trabalha.
DISCRIMINAÇÃO P/ 100 COLMÉIAS
Custo anual Total (R$).................................   3.766,77
Preço de Venda (R$/kg de mel)......................        1,40
Produção (kg de mel)...................................   3.000,00
Receita Total (R$).......................................   4.200,00
Preço de Custo (R$/kg de mel).......................         1,27
Lucro (R$/kg de mel)....................................         0,13

DISCRIMINAÇÃO P/ 350 COLMÉIAS
Custo Anual Total (R$).................................   9.786,70 
Preço de Venda (R$/kg de mel)......................         1,40
Produção (kg de mel)...................................  10.500,00
Receita Total (R$).......................................  14.700,00
Preço de Custo (R$/kg de mel).......................         0,93
Lucro (R$/kg de mel)....................................         0,47

DISCRIMINAÇÃO P/ 1000 COLMÉIAS
Custo Anual Total (R$).................................  27.281,90 
Preço de Venda (R$/kg de mel)......................          1,40
Produção (kg de mel)...................................   30.000,00
Receita Total (R$) ........................................ 42.000,00
Preço de Custo (R$/kg de mel)......................           0,91
Lucro (R$/kg de mel)...................................           0,49

 100 a 350 colmeias - individua




11 de out. de 2017

História do Mel


O mel (plural: meles ou méis) (pronúncia br:/mɛw/ pronúncia pt:/mɛl/) é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado pelas enzimas digestivas desses insetos, sendo armazenado em favos em suas colmeias para servir-lhes de alimento. 
O mel sempre foi utilizado como alimento pelo homem, obtido inicialmente de forma extrativa e, muitas vezes, de maneira danosa às colmeias. Com o passar dos séculos, o homem aprendeu a capturar enxames e instalá-los em "colmeias artificiais". Por meio do desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de manejo, conseguiu aumentar a produção de mel e extraí-lo sem danificar a colmeia. Com a "domesticação" das abelhas para a produção de mel, temos então o início da apicultura. Atualmente, além do mel, podemos obter diversos produtos como o pólen apícola, a geleia real, a apitoxina e a cera. Além da produção e comercialização de rainhas e em alguns casos de enxames e crias.
O mel é o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. Além do alto valor energético, possui conhecidas propriedades medicinais, sendo um alimento de reconhecida ação antibacteriana.
Juntamente com o mel, as abelhas produzem outros produtos importantes, como a cera, a geleia real e o própolis.
A apicultura é uma das atividades capazes de causar impactos positivos, tanto sociais quanto econômicos, além de contribuir para a manutenção e preservação dos ecossistemas existentes. A cadeia produtiva da apicultura propicia a geração de inúmeros postos de trabalho, empregos e fluxo de renda, principalmente no ambiente da agricultura familiar, sendo, dessa forma, determinante na melhoria da qualidade de vida e fixação do homem no meio rural.
O Brasil apresenta características especiais de flora e clima que, aliado a presença da abelha africanizada, lhe conferem um potencial fabuloso para a atividade apícola, ainda pouco explorado. Nesse sentido, a Embrapa, vem apoiando o desenvolvimento da apicultura no Brasil, especialmente na região Nordeste, por intermédio da Embrapa Meio-Norte, que tem como um de seus objetivos promover a geração e transferência de tecnologias, que visem à melhoria do desempenho do agronegócio apícola, contribuindo dessa forma, com o aumento de produtividade e a melhoria da qualidade dos produtos da colmeia.
Esse documento contém importantes informações, apresentadas de maneira prática, que juntamente com as ações de pesquisa e desenvolvimento que vêm sendo executadas nessa área, irão favorecer o aumento da competitividade do setor, tanto para o mercado interno, como para o externo, contribuindo para elevar o país a uma posição de destaque no mercado mundial de mel.
O mel, que é usado como alimento pelo homem desde a pré-história, por vários séculos foi retirado dos enxames de forma extrativista e predatória, muitas vezes causando danos ao meio ambiente, matando as abelhas. Entretanto, com o tempo, o homem foi aprendendo a proteger seus enxames, instalá-los em colmeias racionais e manejá-los de forma que houvesse maior produção de mel sem causar prejuízo para as abelhas. Nascia, assim, a apicultura.
Essa atividade atravessou o tempo, ganhou o mundo e se tornou uma importante fonte de renda para várias famílias. Hoje, além do mel, é possível explorar, com a criação racional das abelhas, produtos como: pólen apícola, geléia real, rainhas, polinização, apitoxina e cera. Existem casos de produtores que comercializam enxames e crias.
O Brasil é, atualmente, o 6° maior produtor de mel (ficando atrás somente da China, Estados Unidos, Argentina, México e Canadá), entretanto, ainda existe um grande potencial apícola (flora e clima) não explorado e grande possibilidade de se maximizar a produção, incrementando o agronegócio apícola. Para tanto, é necessário que o produtor possua conhecimentos sobre biologia das abelhas, técnicas de manejo e colheita do mel, pragas e doenças dos enxames, importância econômica, mercado e comercialização.
As abelhas são descendentes das vespas que deixaram de se alimentar de pequenos insetos e aranhas para consumirem o pólen das flores quando essas surgiram, há cerca de 135 milhões de anos. Durante esse processo evolutivo, surgiram várias espécies de abelhas. Hoje se conhecem mais de 20 mil espécies, mas acredita-se que existam umas 40 mil espécies ainda não-descobertas. Somente 2% das espécies de abelhas são sociais e produzem mel. Entre as espécies produtoras de mel, as do gênero Apis são as mais conhecidas e difundidas.
O fóssil mais antigo desse gênero que se conhece é da espécie já extinta Apis ambruster e data de 12 milhões de anos. Provavelmente esse gênero de abelha tenha surgido na África após a separação do continente americano, tendo posteriormente migrado para a Europa e Ásia, originando as espécies Apis mellifera, Apis cerana, Apis florea, Apis korchevniskov, Apis andreniformis, Apis dorsata, Apis laboriosa, Apis nuluensis e Apis nigrocincta.
As abelhas que permaneceram na África e Europa originaram várias subespécies de Apis melliferaadaptadas às diversas condições ambientais em que se desenvolveram. Embora hoje essa espécie seja criada no continente Americano e na Oceania, elas só foram introduzidas nessas regiões no período da colonização.

Histórico da Apicultura

Pesquisas arqueológicas mostram que as abelhas sociais já produziam e estocavam mel há 20 milhões de anos, antes mesmo do surgimento do homem na Terra, que só ocorreu poucos milhões de anos atrás.
No início, o homem promovia uma verdadeira "caçada ao mel", tendo que procurar e localizar os enxames, que muitas vezes nidificavam em locais de difícil acesso e de grande risco para os coletores. Naquela época, o alimento ingerido era uma mistura de mel, pólen, crias e cera, pois o homem ainda não sabia como separar os produtos do favo. Os enxames, muitas vezes, morriam ou fugiam, obrigando o homem a procurar novos ninhos cada vez que necessitasse retirar o mel para consumo.
Há, aproximadamente, 2.400 anos a.C., os egípcios começaram a colocar as abelhas em potes de barro. A retirada do mel ainda era muito similar à "caçada" primitiva, entretanto, os enxames podiam ser transportados e colocados próximo à residência do produtor.
Apesar de os egípcios serem considerados os pioneiros na criação de abelhas, a palavra colmeia vem do grego, pois os gregos colocavam seus enxames em recipientes com forma de sino feitos de palha trançada chamada de colmo.
Naquela época, as abelhas já assumiam tanta importância para o homem que eram consideradas sagradas para muitas civilizações. Com isso várias lendas e cultos surgiram a respeito desses insetos. Com o tempo, elas também passaram a assumir grande importância econômica e a ser consideradas um símbolo de poder para reis, rainhas, papas, cardeais, duques, condes e príncipes, fazendo parte de brasões, cetros, coroas, moedas, mantos reais, entre outros.
Na Idade Média, em algumas regiões da Europa, as árvores eram propriedade do governo, sendo proibido derrubá-las, pois elas poderiam servir de abrigo a um enxame no futuro. Os enxames eram registrados em cartório e deixados de herança por escrito, o roubo de abelhas era considerado um crime imperdoável, podendo ser punido com a morte.
Nesse período, muitos produtores já não suportavam ter que matar suas abelhas para coletar o mel e vários estudos iniciaram-se nesse sentido. O uso de recipientes horizontais e com comprimento maior que o braço do produtor foi uma das primeiras tentativas. Nessas colmeias, para colheita do mel, o apicultor jogava fumaça na entrada da caixa, fazendo com que todas as abelhas fossem para o fundo, inclusive a rainha, e depois retirava somente os favos da frente, deixando uma reserva para as abelhas.
Alguns anos depois, surgiu a idéia de se trabalhar com recipientes sobrepostos, em que o apicultor removeria a parte superior, deixando reserva para as abelhas na caixa inferior. Embora resolvesse a questão da colheita do mel, o produtor não tinha acesso à área de cria sem destrui-la, o que impossibilitava um manejo mais racional dos enxames. Para resolver essa questão, os produtores começaram a colocar barras horizontais no topo dos recipientes, separadas por uma distância igual à distância dos favos construídos. Assim, as abelhas construíam os favos nessas barras, facilitando a inspeção, entretanto, as laterais dos favos ainda ficavam presas às paredes da colmeia.
Em 1851, o Reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth verificou que as abelhas depositavam própolis em qualquer espaço inferior a 4,7 mm e construíam favos em espaços superiores a 9,5 mm. A medida entre esses dois espaços Langstroth chamou de "espaço abelha", que é o menor espaço livre existente no interior da colmeia e por onde podem passar duas abelhas ao mesmo tempo. Essa descoberta simples foi uma das chaves para o desenvolvimento da apicultura racional. Inspirado no modelo de colmeia usado por Francis Huber, que prendia cada favo em quadros presos pelas laterais e os movimentava como as páginas de um livro, Langstroth resolveu estender as barras superiores já usadas e fechar o quadro nas laterais e abaixo, mantendo sempre o espaço abelha entre cada peça da caixa, criando, assim, os quadros móveis que poderiam ser retirados das colmeias pelo topo e movidos lateralmente dentro da caixa. A colmeia de quadros móveis permitiu a  criação racional de abelhas, favorecendo o avanço tecnológico da atividade como a conhecemos hoje.

8 de out. de 2017

Montando um Canil



Para quem curte animais e procura por uma oportunidade para iniciar um negócio, montar um canil pode ser uma boa opção. Afinal, o cão ainda é o animal doméstico mais prestigiado nas casas brasileiras e preferido entre crianças e adultos. Se você tem espaço e deseja trabalhar com cães como um negócio, está indo por um caminho bem lucrativo e com certeza de mercado crescente. Veja agora mais detalhes de como montar um canil.

O primeiro passo para que seu canil tenha sucesso é analisar o espaço. Se você já tem uma casa com uma grande área, pode usá-la com adaptações e ainda tem a vantagem de residir no ambiente, cuidar de perto do bem estar dos animais, sem contar que o custo se torna muito mais baixo! Caso tenha que encontrar um espaço, dê preferência a um local longe de bairros residenciais. O ideal são casas amplas como sitio, chácaras ou fazendas, pois os animais podem fazer barulho e correr a vontade, sem incomodar os vizinhos.
Embora Seja Uma Triste Realidade, Existem Pessoas Que Não Suportam “Incômodos”, Podendo Fazer Algo Horrível Com Os Animais, Como Envenená-Los, Roubá-Los Ou Até Mesmo Agredir. Por Isso, Dê Preferência Por Montar Um Canil Longe Da Vizinhança.

Escolhendo Os Cães Ao Montar O Canil – Cão Ideal Para Venda

Todos os animais encontram um dono, mas é importante saber com que raças trabalhar após montar o canil é mais rentável. Seu espaço pode influenciar muito nisso.

Os cães menores tem melhor aceitação no mercado, e o custo de manutenção é menor. Pondere todos os fatores (mercado consumidor, instalações e custos de operação) e decida pela melhor raça ao montar um canil.

Por exemplo: montar um canil com cães de grande porte em regiões metropolitanas onde o público alvo reside em apartamentos, aparentemente não é uma boa opção, não acha?

Pesquise em revistas de criadores e pergunte a veterinários quais as raças estão em alta, tem mais saída e frequentemente são especuladas pelos clientes. O mercado de cães para venda também obedece à lei da oferta e demanda, assim, existe sempre as raças mais procuradas, logo, valem mais e tem o retorno garantido, pelo menos, dificilmente ficará com cães por longos meses sem conseguir vender.

Consulte características da raça para ver se vale a pena cuidar deles por um bom período até que encontrem um dono, sempre releve a possibilidade de não encontrar e ficar com mais um animal, o que representará custos e transtornos.

O Local Para Montar O Canil

Após escolhidas as raças para montar o canil, é preciso partir para a estrutura física antes de receber os animais. Dependendo do porte do cão, o local onde eles vão dormir vai ser menor ou maior. O ideal é criar casas individuais para que eles tenham cada um sua vasilha com água e comida, evitando disputas. O adestrador irá tratar do hábito deles dormirem no mesmo local, comerem sempre em suas rações destinadas, entre outros comportamentos que irá ajudar ao dono.
Pode parecer bobagem em um primeiro momento, mas por favor, não ignore! TENHA UM ADESTRADOR ao montar um canil, não cometa este erro burro. Um adestrador não apenas tornará seu trabalho mais fácil, mas também lhe dará as dicas que você precisa para alavancar seus ganhos.

Obs: Vocês sabem que eu dificilmente negrito e sublinho algo, então, se fiz, é porque é importante mesmo!

É importante deixar uma grande área a céu aberto para que os animais possam se exercitar ao ar livre, com espaço com sombra para descanso, lembrando sempre de colocar vasilhas com água. Precisa ainda ter um local especifico para tosa e banho, bem como para que o veterinário possa ir examinar os animais individualmente, sem que os outros cachorros atrapalhem.

Em casas de criação, é comum que o veterinário vá visitar para fazer os exames de rotina ou partos em caso de complicações na gravidez. Como é mais de um cachorro, é mais cômodo para o criador convidar o profissional a se deslocar até o canil. É preciso ter um veterinário vinculado ao canil para acompanhamento, isso é exigido e cobrado em lei.

Ei, Atenção Aqui! Os Crimes Ambientais Estão Cada Vez Sendo Mais Punidos, Cuidado Para Não Configurar Nenhum MAL TRATO Aos Cães, Você Poderá Ter Sérios Problemas.

O investimento inicial para montar um canil pode chegar a R$ 5 mil reais,  dependendo do conforto, que será bem valorizado e observado pelos compradores na hora da visita para a escolha dos filhotes. O retorno virá em breve, não se preocupe. O custo dos animais varia conforme a raça, podendo superar 10 mil reais reais um casal de pedigree puro por gerações.

Fluxo De Caixa E Sazonalidade Ao Montar Um Canil

Como não é sempre que você terá cães para venda, sendo que alguns especialistas recomendam apenas uma cria por ano, você precisará fazer um planejamento financeiro e operacional do canil. Tente operar o canil de maneira que você sempre tenha cães para venda, bem como um capital de giro de sobra.

Faça seu planejamento financeiro de maneira a responder algumas questões como: Qual a capacidade de produção do canil ao mês, dado a capacidade de gestação anual e o número médio de filhotes gerados pela raça escolhida. Qual o valor médio de venda de cada cão? Faça estes cálculos e você terá uma valor médio de receita mensal.

Outra opção para diminuir este efeito da sazonalidade ou da baixa produção em alguns períodos é aliar ao canil outros tipos de produtos e serviços como:

Venda de matrizes e reprodutores;
Serviço de hospedagem de cães;
Serviço de banho e tosa;
Adestramento de cães;
Revender cães de outros canis.
Venda de produtos para cães, etc.
Com estas medidas você terá uma parte do negócio com uma receita frequente para bancar os custos fixos do canil.

Licenças E Documentação Para Montar Um Canil

Para ter um canil em funcionamento é preciso ter uma licença no Centro de Controle de Zoonoses da cidade, que irá fazer uma inspeção pessoalmente e saber se os animais têm condições de sobreviver. Será observada higiene, local de alojamento para os cães, alimentação, estado de saúde dos animais e se há um veterinário responsável.

Ele não precisa trabalhar diariamente no canil, mas precisa fazer visitas periódicas no espaço e ser responsável pela saúde dos cães.

Planejamento De Marketing Do Canil

Não basta montar um canil, é preciso vender os cães para gerar receita para o negócio. Principalmente se a região escolhida para montar o canil for mais afastada, provavelmente, você terá maior dificuldade para comercializar os cães, ainda mais no começo, quando sua empresa ainda não for conhecida. Nesta etapa, quanto mais você conhecer do seu produto e do perfil de cliente que o comprará mais fácil será atingi-lo.

Pense comigo! Por que não criar um site? É fácil, existe como montar um site grátis, online, assim, seu negócio poderá focar não apenas na sua região física, mas sim aos limites do Brasil inteiro! Veja mais em como montar uma loja virtual.

De modo geral você poderia divulgar seu canil em:

Jornais locais e revistas;
Panfletos para distribuição em locais com grande fluxo de pessoas e veículos;
Folhetos e cartões de visitas;
Parcerias com pet shops e casas de produtos agropecuários;
Montar um canil, como qualquer outro tipo de negócio, necessita planejamento e avaliação dos aspectos de mercado, financeiros e operacionais do negócio. Caso você não tenha experiência ou tenha dificuldade consulte o Kit Como Abrir Um Negocio.

Para os apaixonados por cães, a transformação de lazer em empreendimento pode ser rentável.
Cursos Cpt Cachorro   ediumCriar cães pode ser um grande empreendimento hoje em dia. O dia a dia corrido, a individualidade, pais que saem para o trabalho, enfim, diversos fatores levam as pessoas a procurarem companhia de animais de estimação. E os cachorrinhos são os preferidos.

É preciso profissionalismo para lidar com todos os cuidados necessários para se firmar no ramo.

O negócio começa com a análise de sua viabilidade. Como? Comece analisando quais as raças mais viáveis economicamente. Os animais de pequeno porte, geralmente, têm boa aceitação de mercado, saem com mais facilidade depois de adultos e os gastos com a manutenção são menores.

A escolha das raças com as quais deseja trabalhar determina o tipo e o tamanho das instalações, o manejo e os custos necessários para a implantação do negócio. Questões como afinidade na escolha da raça, facilidade, custo de criação, espaço disponível e valor comercial dos animais são os principais pontos a serem analisados para que o empreendimento tenha viabilidade econômica.

Um canil pode apenas criar e vender filhotes, matrizes e reprodutores ou também prestar serviços de banho, tosa, adestramento e hospedagem. O adequamento da empresa por prestações de serviços torna o empreendimento mais viável, uma vez que, geralmente, o público que procura por eles é de classe mais alta.

Na prestação de serviços, a responsabilidade é ainda maior, pois você vai lidar com animais de estimação das pessoas que têm alto grau de exigência. Os animais são, muitas vezes, tidos como parte da família. Esses clientes esperam tratamento diferenciado e com segurança. Como a maioria desses clientes é de nível social mais elevado eles também estão dispostos a pagar bem para o bem-estar dos bichinhos, desde que o serviço recebido em troca condiga com a importância.

Local

Por ser um ambiente que lida com animais é recomendado que a sua localização seja, preferencialmente, fora do perímetro urbano - sítios, chácaras ou fazendas. Isso porque se localizado na área urbana o proprietário pode ter problemas devido ao barulho e ao mau cheiro.

A utilização de propriedades rurais pode tornar o negócio mais viável para o pequeno investidor.

No caso do canil estar localizado em áreas residenciais algumas medidas de precaução devem ser tomadas. Tenha cautela na hora de escolher as raças. Dê preferência para aquelas que são mais tranqüilas, menos barulhentas. Caso contrário é preciso muito cuidado com os latidos. Repreender os cães desde novos é uma opção, pois assim eles ficam condicionados e aprendem a respeitar limites. No caso de mau cheiro, seja sempre caprichoso e cuide muito bem da higiene dos animais e das instalações.

Seja na área rural ou urbana, opte por locais de fácil acesso. Vias transitáveis e sinalizadas. Dê preferência para as vias asfaltadas e próximas aos centros urbanos.

Instalações e equipamentos

As instalações de um canil são simples, porém devem ser adequadas e funcionais. A área deve ser dividida em alas.

Ala de serviço: escritório e depósito de ração e materiais de uso diário.
Ala de manejo dos animais: local onde fica os boxes para abrigo dos cães, área para banho e tosa, área de exercício e área de maternidade. Os boxes devem ser divididos em duas áreas: uma coberta para abrigo e outra aberta para movimentação.

Boxes

Divididos em duas áreas. Coberta para abrigo e aberta para movimentação.

Exercícios

Plana e gramada para os animais não se machucarem. O local deve ter sombra e vasilhas com água.

Maternidade

O local reservado deve ser quentinho, seco e tranqüilo. Boa opção é o uso de caixas simples ou cestos simples de palha.

Banho e tosa

O tipo de ambiente varia de acordo com as raças podendo ser desde um ambiente simples com tanque, chuveiro com água quente e mesa até uma sala projetada para essa função.

Para os canis que trabalham com prestação de serviços podem ser instaladas estruturas anexas, como sala de cirurgia e área para adestramento.

Higienização dos animais

O processo de higienização de cães varia de acordo com as raças. As mais rústicas, de pelos mais curtos, como o Beagle, necessitam de cuidados básicos. Com as raças mais sofisticadas, como Yorkshire Terrier, a higienização é mais trabalhosa.

Cursos Cpt Banho Em Cachorro   ediumDiariamente, deve-se cuidar dos pêlos, fazer higiene das orelhas e verificar a presença de parasitas e banhos semanais. A escovagem ativa a circulação de sangue na pele, o que melhora a aparência dos pêlos.

No caso das raças mais complexas, os cuidados variam de acordo com cada uma delas. Os Yorkshire Terrier devem ser penteados todos os dias enquanto os pêlos dos Schnauzer não devem ser manuseados com tanta frequência.

Alimentação

Os animais, ainda filhotes, começam a aceitar alimentos sólidos com três a quatro semanas. A partir dessa fase, é preciso manter, o tempo todo, uma ração específica disponível para a categoria.

Deixe os filhotes comerem o quanto desejarem até que estejam desmamados - o que acontece por volta de seis a oito semanas.

Quanto o cão estiver com cerca de 10 a 12 meses de idade a ração de filhote deve ser trocada pela de adulto. Isso deve acontecer de maneira gradual para que não provoque distúrbios digestivos nos animais.

Cuidados com os animais

A vacinação dos animais deve acontecer uma vez por ano com vacinas sêxtuplas e anti-rábica. Para isso, o canil deve possuir, preferencialmente, com uma enfermaria e duas pessoas para aplicar as vacinas. Outro cuidado muito importante com os cães é a vermifugação. Os filhotes devem ser medicados com três a quatro semanas de idade e, daí pra frente, a cada mensalmente até eles completarem seis meses. Passada essa etapa a vermifugação pode ser a cada seis ou doze meses. A terceira medida obrigatória é o controle de transito de pessoas no canil.