8 de dez. de 2015

Mercado e Comercialização de Suínos



No Brasil o peso médio das carcaças de suínos têm apresentado crescimento constante. Entre os anos 1995 e 2000 esse crescimento foi de 8,07%, indo de 73,1 para 79,0 quilos, estimando-se que continue nos próximos anos, já que em 2002 o peso ultrapassa os 83 quilos. 

    
A melhora na qualidade das rações e do material genético tem viabilizado a manutenção dos animais na granja até alcançar maior peso sem grandes perdas em termos de conversão alimentar, possibilitando a obtenção de melhores resultados econômicos. A conseqüência direta disto é maior oferta de carne com o mesmo número de animais produzidos e mais qualidade na carne ofertada ao consumidor e para o processamento industrial. 

    
Os animais que estão sendo abatidos atualmente tem peso vivo médio ao redor de 110 quilos. 


Quadro 8. Peso médio em kg das carcaças de suínos no Brasil.

Anos

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001(*)

2002(**)
Peso73,175,375,575,878,079,081,583,2
Fonte: ABIPECS. (*) Estimativa, (**) Dados de Setembro/2002.Opções de produção / comercializaçãoEm função do grau de independência em relação a agroindústria, o produtor de ciclo completo pode se estruturar para a produção de suínos de duas formas:Produtor independenteÉ o produtor que executa todas as fases, ou seja, cria o leitão do nascimento até o abate, não tendo nenhuma espécie de vínculo com agroindústrias. Compra animais reprodutores e insumos (alimentos e produtos veterinários) no mercado sem fornecedor fixo. O valor recebido pelo animal pronto para o abate, dependendo da quantidade de carne na carcaça é acrescido de uma bonificação (cerca de 6 a 12%) sobre o valor pago por quilo de suíno vivo. Em épocas de excesso de oferta de suínos para o abate, este tipo de produtor encontra certas dificuldades em colocar seus animais no mercado e é forçado a reter os suínos por mais tempo na propriedade até conseguir comprador.Produtor integradoNa cadeia do suíno, o produtor historicamente é o elo mais fraco, é o mais desorganizado, o mais descapitalizado e com menor grau de profissionalização. O grande número de pequenas unidades produtoras de suínos, bem como sua dispersão geográfica, dificulta a organização dos produtores, enfraquecendo o poder de negociação no processo de determinação dos preços.
    
Analisando o desempenho da suinocultura a partir de 1995, com base em dados de Santa Catarina, percebe-se que daquele ano em diante a atividade apresentou ciclos de resultados positivos em média a cada dois anos. Todavia, a duração destes ciclos em que o produtor viu o preço pago pelo quilo de suíno vivo remunerar os custos fixos e variáveis de produção e ainda ter alguma "sobra", não passaram de 05 (cinco) meses, (Gráfico 1). Nas médias anuais do período 1995 - 2002, sempre os preços médios recebidos pelos suinocultores foram inferiores as médias do Custo de Produção.

A situação se apresentou um pouco menos critica para os produtores com maior índice de produtividade que conseguiram terminar 22 leitões/porca/ano.
  
A partir do final do 1º trimestre de 2.002 o preço recebido pelo suinocultor, mesmo para os produtores que conseguem altos níveis de produtividade não está sendo suficiente para cobrir os custos de produção.
  
O estabelecimento de uma política de abastecimento de insumos, principalmente de milho, uma melhora na organização da produção, evitando excesso de oferta, e o crescimento do mercado interno e externo para a carne suína poderão garantir melhor remuneração para o suíno, tornando a atividade menos vulnerável do ponto de vista econômico.

Aquisição de insumos

Em épocas de crise as decisões que o produtor precisa tomar no gerenciamento de sua propriedade, podem significar a sua permanência ou não no mercado. O descarte de matrizes é uma delas. Esta medida deve ser tomada visando principalmente reduzir a demanda de milho, soja e outros insumos. O produtor não pode esquecer que é muito importante, em qualquer época de crise ou não, buscar sempre produzir o maior número possível de leitões por porca/ano. Outra medida importante refere-se a compra de milho. Sugere-se que o produto seja adquirido somente em época de safra, levando-se em conta as condições e capacidade de armazenagem. Historicamente a melhor época vai de fevereiro a maio de cada ano, (Gráfico 2).


Além destas sugestões, o produtor deve analisar também as outras variáveis que compõem o seu custo de produção, buscando sempre otimizar o uso dos seus fatores de produção.




1 de dez. de 2015

Produção de Suínos (Gerenciamento)




A propriedade suinícola é uma unidade de produção operando com um capital (próprio e empréstimos financeiros), e trabalho (familiar e assalariado) devendo gerar um resultado econômico que remunere os investimentos e aporte lucro.

     
De nada adianta um bom planejamento se não forem utilizados mecanismos de controle do desempenho da atividade e de seus funcionários. Para garantir o sucesso da atividade deverão ser adotados métodos eficientes de gerenciamento.
     
Para ter sucesso na atividade o produtor necessita saber como e quanto produzir e, principalmente para quem vender a produção. Nas decisões de médio e longo prazos o gerenciamento desempenha papel preponderante em função das constantes mudanças que ocorrem nas tecnologias, nos preços dos insumos e produtos e nas políticas agrícolas, que levam ao produtor riscos e incertezas.


Organização Administrativa

A organização administrativa das propriedades suinícolas está diretamente relacionada com as suas dimensões. A necessidade de racionalização dos procedimentos administrativos cresce à medida que aumenta a dimensão da empresa suinícola.

     
Nas pequenas granjas a subdivisão de tarefas é mínima. O pequeno produtor de suínos geralmente auxiliado por membros da família, cultiva a terra, trata dos animais e ainda exerce todas as tarefas administrativas, tais como: decidir como e quando plantar, uso de insumos, compras, vendas, aplicação e uso de medicamentos, descarte de reprodutores etc.
    
À medida que a dimensão da empresa suinícola aumenta, o número de pessoas envolvidas na atividade, embora não na mesma proporção, também aumenta. Isto porque, além de ganhos de escala, a "automatização" é um fator que contribui para reduzir a necessidade de mão-de-obra. Na medida que o tamanho da propriedade aumenta, o produtor deve buscar maior nível de especialização, para reduzir custos e minimizar riscos.
   
Objetivando aumentar o poder de barganha tanto na compra de insumos como na venda do produto final, os produtores devem buscar formas associativas como:

  • Associação em condomínios ou cooperativas, que pode levar os produtores a obterem melhores preços na compra de insumos e na venda de suínos.
  • Criação de estruturas associativas de mercado para incrementar a comercialização de carne suína "in natura", como forma de ampliar o mercado consumidor.
Contratação de Pessoal


Normalmente a necessidade de pessoal pode ser definida com base no número de matrizes do sistema de produção. A relação de um homem para cada 50 matrizes é aceita quando o sistema não utiliza a automação das atividades. 


De todos os componentes relacionados com os níveis de produtividade, o funcionário é, sem dúvida, o mais importante, pois através de suas ações e interesse, são gerados grande parte do resultado econômico do sistema de produção de suínos. Os custos com mão-de-obra em um SPS representam de 6 a 18% do custo de produção.

Considerando o grau de responsabilidade, pode-se classificar os funcionários em gerente de produção, responsáveis por setores específicos e/ou tratadores.


Gerente de produção


O gerente de produção pode ser definido como sendo o responsável pelo sistema de produção de suínos, isto é, a pessoa que coordena a equipe de trabalho. O gerente deve transformar oportunidades e desafios em resultados. Um bom gerente de produção é aquele que aposta em si mesmo, na sua capacidade de realizar da melhor forma possível todo e qualquer trabalho por mais difícil que ele seja.

   
As características essenciais do gerente são: liderança; assiduidade; conhecimento e controle da atividade; organização; iniciativa; capacidade de trabalho e asseio.


Tratadores

O tratador deve ser um indivíduo que possui conhecimento básico sobre suinocultura, capacidade de organizar seu tempo, avaliar as prioridades, manter em dia os serviços de rotina, saber reconhecer as alterações do estado de saúde dos animais e propor soluções para os problemas.

Treinamento


Os funcionários devem ser capacitados para exercer as atividades/tarefas a eles confiadas. Portanto, na escolha de pessoal deve-se optar por aqueles que já detêm conhecimento na atividade. Não havendo esta possibilidade, cursos de capacitação deverão ser implementados.

  
Estrategicamente, todos os funcionários deverão saber fazer todas as atividades inerentes ao sistema. Isto assegurará continuidade em caso de falta momentânea de um determinado funcionário. Logo, os funcionários deverão ser capacitados para as atividades a serem desenvolvidas nas diferentes fases de produção, tais como, reprodução, gestação, maternidade, creche e crescimento e terminação.


Controle da atividade e indicadores de produtividade


Atualmente existem no mercado softwares específicos para a avaliação técnica e econômica da atividade suinícola. Estes softwares constituem-se em ferramentas muito úteis ao criador, permitindo um acompanhamento mais detalhado dos resultados da atividade e auxiliando na tomada de decisão. Como exemplo cita-se o programa ATEPROS, desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves.

   
Na falta de um software para o controle dos índices técnicos e econômicos do sistema de produção, deve-se estabelecer uma forma alternativa manual que atenda as necessidades mínimas de controle da produção e da produtividade. Em ambos os casos, via software ou manual, é necessário manter a identificação dos animais e utilizar fichas de controle em cada fase de produção.

  • Identificação dos animais: A identificação dos reprodutores permite acompanhar o desempenho reprodutivo e a dos outros animais o desempenho produtivo. A identificação dos animais pode ser feita através de tatuagem, brinco ou mossa.
  • Fichas de controle: O preenchimento de fichas é importante para o controle do rebanho suíno. Dentre elas destacam-se fichas de controle de porcas, de machos, de coberturas, de leitegadas, de compras de animais e alimentos, de vendas de animais, de despesas gerais, de movimento de animais dentro da granja, de vacinações e de consumo de ração.

Além da observação dos valores críticos e metas estabelecidas para cada fase, o produtor deve manter um controle rigoroso de todas as compras e vendas para garantir um acompanhamento econômico/financeiro da atividade. 

   
Dentre os indicadores de gerenciamento técnico do sistema, destacam-se a conversão alimentar do rebanho e o número de leitões produzidos por porca por ano.


Aspectos sociais


É na qualidade da mão-de-obra, na relação empregado-empregador e na capacidade de motivação dos funcionários que o criador tem hoje grande possibilidade de melhorar o desempenho técnico e financeiro de sua empresa.

   
Cada funcionário deve ser remunerado, no mínimo, de acordo com a legislação trabalhista. Uma estratégia interessante para a melhoria do índices de produtividade é a adoção de um sistema de premiação para os funcionários, o qual pode ser um percentual de ganho a mais para cada meta superada num dado período de tempo, como exemplo número de suínos terminados por matriz por ano. Este procedimento visa estimular os funcionários para a busca constante de melhores resultados na atividade.
   
Deve-se buscar a motivação constante dos funcionários através de reuniões e treinamentos. Esforços devem ser implementados no sentido de manter na escola todos os filhos dos funcionários.


Higiene e segurança do trabalhador


Há necessidade de estabelecer procedimentos básicos de higiene e obediência de normas vigentes de segurança no trabalho.

   
O gerente ou o responsável pela equipe de trabalho deverá exigir dos empregados que lavem as mãos antes de manejar os animais e utilizem vestimentas e equipamentos adequados ao manejo de resíduos.
   
Deve-se monitorar periodicamente a saúde dos trabalhadores nas áreas de produção. As ocorrências referentes à saúde e segurança no trabalho deverão ser registradas em fichas de acompanhamento e arquivadas em um setor específico.
   
Especial atenção deve ser dada quanto ao armazenamento e manuseio de produtos químicos. Esses devem ser armazenados em locais específicos, ventilados e bem sinalizados. Os trabalhadores capacitados a manusear produtos químicos devem ser treinados para utilização dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e para a obediência dos preceitos de higiene pessoal.
   
Deve-se garantir instalações adequadas para alimentação e higiene pessoal de trabalhadores rurais, bem como, manter um programa de higienização e renovação de suprimentos nos sanitários.
  
Todos os empregados deverão ser capacitados para a adoção de boas práticas de higiene pessoal e manejo dos animais.
   
Dispor, em local de fácil acesso, de uma lista de telefones úteis como bombeiros, pronto socorro, laboratórios de análises, órgãos de pesquisa, ambientais, de extensão e fiscalização.


 





24 de nov. de 2015

Manejo Pré-abate na Produção de Suínos



Manejo Pré-abate

O manejo pré abate dos animais tem influência direta sobre a qualidade da carcaça e da carne, devendo merecer toda a atenção do produtor.

Preparo dos animais

  • A alimentação dos animais a serem enviados para o abate deve ser suspensa 12 horas antes da hora prevista para o embarque.
  • Garantir o fornecimento constante de água aos animais até o momento de embarque.

Embarque

  • Os animais devem ser conduzidos para o local de embarque com tranqüilidade, sem estresse e usando tábuas de manejo.
  • A rampa de embarque deve ter no máximo 20º de inclinação e piso antiderrapante, para facilitar a condução dos animais e evitar escoriações.
Transporte para o abate

  • O caminhão a ser utilizado para o transporte dos animais deve ter no máximo dois pisos.
  • Ao chegar na propriedade para carregar os animais o caminhão deve ter sido previamente higienizado e desinfetado, evitando assim a exposição dos mesmos a eventuais agentes contaminantes.
  • Os animais devem ser alojados no caminhão na razão de 2,5 suínos de 100 kg por m2, ou seja, propiciar uma área de 0,40 m2 para cada 100 kg de peso animal.
  • O transporte deve ser efetuado com calma, de preferência durante a noite, sempre aproveitando as horas mais frescas ou de menor temperatura. O cuidado no transporte deve ser redobrado quando este for feito em estradas não pavimentadas ou irregulares.
  • Quando o transporte exceder a duração de três horas, devem ser adotados cuidados especiais.




INSTRUÇÕES MAIS COMPLETAS LEIAM O CAPITULO 10 DESTE PDF, CLIQUE NA SETA PARA LER EM TELA CHEIA

18 de nov. de 2015

Manejo da Produção de Suínos



O manejo da produção compreende todo o processo reprodutivo e produtivo do sistema, devendo ser conduzido com toda a atenção, pois dele depende o atingimento de melhores índices produtivos e o retorno econômico da atividade.

Machos
  • Não permitir contato direto ou indireto do macho com as leitoas antes de completar 5 meses de idade;
  • Fornecer aos machos de 2 a 2,5 kg de ração de crescimento por dia, dependendo do seu estado corporal, até iniciarem a vida reprodutiva.
  • Passar por um período de adaptação de no mínimo 4 semanas antes de realizar a primeira cobrição;
  • Iniciar o treinamento do macho em coberturas aos 7 meses, levando-o várias vezes à baia de cobrição antes de fazer a primeira cobertura;
  • Utilizar uma fêmea que esteja com perfeito reflexo de imobilidade para fazer a primeira cobertura, observando uma igualdade no tamanho do macho e a fêmea;
  • Realizar a cobertura na baia de cobrição, com piso não escorregadio. Recomenda-se o uso de maravalha sobre o piso;
  • Antes da cobertura, realize a limpeza e esgotamento do prepúcio (após secar com papel limpo), bem como, observe se não existe nenhuma alteração no cachaço (orquite, sinal de infecção, etc.);
  • Supervisionar a monta. Retire a fêmea se a mesma for agressiva. Se o macho montar incorretamente, gentilmente coloque-o na posição correta;
  • Realizar no máximo 2 montas por semana (1 fêmea coberta) entre 7 e 9 meses de idade, no máximo 4 montas por semana (2 fêmeas cobertas ) entre 10 e 12 meses de idade e até 6 montas por semana com idade acima de 1 ano;
  • Conduzir com calma os machos e as fêmeas para a baia de cobrição, usando tábua de manejo e nenhum tipo de mau trato;
  • Fazer as cobrições sempre após o arraçoamento dos animais e nas horas mais frescas do dia, início e fim da jornada de trabalho;
  • Fornecer diariamente aos machos, após iniciarem a vida reprodutiva, ração de gestação de acordo com seu peso (Tabela 12);
Tabela 12. Arraçoamento de cachaços adultos.
Arraçoamento diário
Peso vivo dos cachaços (kg)

120 a 150

150 a 200

200 a 250

250 a 300
Quantidade fornecida (kg)2,12,42,83,0



Procedimentos para a detecção do cio

É importante o estabelecer um procedimento padrão para a atividade de diagnóstico de cio, obedecendo uma rotina diária. O contato físico direto pela introdução do macho na baia das fêmeas, pelo menos durante 10 minutos a cada dia garante a melhor estimulação para detectar o estro e é útil para checar porcas que não exibem o reflexo de tolerância. Para fêmeas alojadas em gaiolas, a utilização de um cachaço em combinação com o teste da pressão lombar é o método mais acurado de identificação de fêmeas em estro. Idealmente o diagnóstico de cio deve ser realizado duas vezes ao dia com intervalo ótimo de 12 horas.
  • Levar a fêmea na presença do macho (baia) ou colocá-la frente a frente com o cachaço (em gaiolas);
  • Utilizar um cachaço com idade acima de 10 meses. Também é aconselhável a prática do rodízio de cachaços para e detecção de cio;
  • Iniciar a tarefa de detecção de cio cerca de uma hora após a alimentação. Se ao invés de baias, a granja alojar as fêmeas em gaiolas individuais, um intenso contato "cabeça com cabeça" passando o macho pelo corredor obterá bons resultados.
  • Realizar o teste de pressão lombar imediatamente após mostrar o cachaço para a porca.
  • Gentilmente massagear o flanco e pressionar (com as mãos ou cavalgando) as costas da fêmea. A fêmea em cio para rigidamente, treme as orelhas e mostra interesse pelo macho;
  • Evitar movimentos rudes ou bruscos. O teste é menos efetivo se a fêmea tiver medo do tratador;
  • Procurar alongar a exposição do cachaço quando estiver checando cio em leitoas, uma vez que as mesmas tendem a ser mais nervosas e inquietas. Caso o cio estiver sendo checado em uma baia, não utilizar um cachaço muito agressivo;
  • Após detectar o cio deve-se respeitar um período mínimo para realizar a monta natural ou inseminar. O reflexo de imobilidade normalmente é apresentado em períodos de 8-12 minutos, seguido por períodos refratários de uma hora ou mais, devido a fadiga provocada pelas contrações musculares.
Pré-Cobrição em Leitoas

  • A maturidade sexual das leitoas ocorre entre 5,5 a 6,5 meses de idade, com algumas variações em função da genética, da nutrição, do manejo e do ambiente onde estão alojadas. Considerando que as leitoas, geralmente, chegam na propriedade, em média, com 160 dias de idade e manifestam o primeiro cio dentro de 10 dias, recomenda-se iniciar o diagnóstico do cio, uma vez ao dia, a partir do segundo dia da chegada das leitoas;
  • Evitar que as fêmeas se acostumem com a exposição ao macho por excesso de contato, isto dificulta a estimulação da puberdade e a detecção do cio. Alojar os cachaços de forma que as fêmeas desmamadas e leitoas em idade de cobrição possam vê-los e sentirem seu cheiro. Períodos de exposição direta de 10 a 20 minutos pelo menos uma vez são ao dia, são suficientes;
  • Para iniciar o estímulo da puberdade deve-se utilizar um cachaço com bom apetite sexual, acima de 10 meses de idade, dócil e não muito pesado. Fazer o rodízio de cachaços para o estimulo e detecção de cio;
  • Abrir uma ficha de anotações e controle de cio para cada lote de fêmeas;
  • Se a leitoa entrar em cio e não apresentar idade ou peso para cobrir, mantenha o registro para utilização desta leitoa dentro de 21 dias;
  • Fornecer diariamente às leitoas 2,5 kg de ração de crescimento até duas semanas antes da cobrição. A ração diária deve ser em duas refeições, pela manhã e à tarde;
  • Duas semanas antes da data provável de cobrição fornecer às leitoas ração de lactação à vontade;
  • Realizar a 1ª cobrição no 2° ou 3º cio, com idade mínima de 7 meses e 130 kg de peso;
  • As leitoas que não demonstrarem o 1º cio até 45 dias após o início do manejo para indução da puberdade devem ser descartadas.
Pré-Cobrição em Porcas

  • Período ótimo de duração da lactação é de 21-23 dias permitindo uma perfeita involução uterina e um desgaste não excessivo no aleitamento. Em regra geral as porcas retornam ao cio 4 ou 5 dias após o desmame e se não ficarem cobertas voltarão a repetir o cio aos 21 dias.
  • Agrupar as porcas desmamadas em lotes de 5 a 10 animais, em baias de pré cobrição, localizadas próximas às dos machos;
  • Agrupar as porcas por tamanho, seguido de banho com água e creolina para reduzir o estresse e as agressões. Manter um espaço ideal de 3 m2 por porca;
  • Fornecer ração de lactação às porcas, à vontade ou pelo menos 3 kg/dia, do desmame até a cobrição;
  • Estimular e observar o cio das porcas no mínimo duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 8 horas, colocando-as em contato direto com o macho a partir do segundo dia após o desmame.
Cobrição

Observando-se a detecção de cio com o auxílio do cachaço, duas vezes ao dia, a prática de monta natural com duas cobrições é recomendada dentro das seguintes condições:
  • Porcas com intervalo desmama-cio com 5 ou mais dias e Leitoas:
      Realizar a primeira cobrição no momento em que a porca ou leitoa inicia a aceitação do cachaço. A segunda cobrição deverá ser no máximo 24 horas após.
  • Porcas com intervalo desmama-cio até 4 dias:
    Realizar a primeira cobrição 12 horas após ter demonstrado imobilidade ao cachaço. A segunda cobrição deverá ser feita 24 horas após a primeira.
Protocolo para Inseminação Artificial

Quando as fêmeas são inseminadas deve-se observar o momento da inseminação segundo o estabelecido no Quadro 7.

Quadro 7. Protocolo de inseminação artificial.
IDC*Detecção Cio1º DIA2º DIA3º DIA
Porcas com IDC até 4 diasManhãCio
3ª IA
Tarde1ª IA2ª IA
Porcas com IDC de 5 a 6 diasManhãCio

Tarde1ª IA2ª IA
LeitoasManhãCio2ª IA
Tarde1ª IA

* Intervalo desmama-cio
Obs: Realizar a 3a IA se a porca aceitar.



Gestação

  • Preferencialmente alojar as porcas e leitoas em boxes nos primeiros 30 dias de gestação. Os deslocamentos são claramente desaconselhados entre o dia 7 e o dia 18 de gestação. O ambiente deve ser calmo. Evitar o estresse;
  • Manter as instalações em boas condições de higiene e limpeza. Quando alojadas em baias coletivas a área para leitoas deve ser de 2,0 m2 e porcas de 3,0 m2;
  • Tanto as porcas do início da gestação (até 4 ou 5 semanas pós cobertura) como aquelas do final da gestação (1-2 semanas pré-parto) necessitam especial atenção quanto a temperatura ambiental. Temperaturas elevadas causam efeitos negativos com perdas embrionárias mais evidentes, especialmente entre os dias 8-16 pós-cobrição;
  • Após a cobrição até cinco dias de gestação fornecer às fêmeas de 1,8 à 2,0 Kg de ração por dia;
  • Entre o dia seis e o dia 56 alimentar as porcas em função do seu estado ao desmame (Referência n° 22);
  • Entre os dias 56 e 85 de gestação, fazer ajuste na quantidade de ração (2,0 a 2,5 kg/dia/porca) de forma que a porca esteja em uma boa condição corporal;
  • Dos 86 dias de gestação até transferência para a maternidade deve ser fornecido até 3,0 Kg diários de ração;
  • A ração deve ser fornecida em duas refeições, pela manhã e à tarde. A oferta de água deve ser à vontade, de boa qualidade e com temperatura inferior a 20°C (consumo diário de 18 à 20 litros).
  • Do dia 18 à 24 passar o cachaço em frente às porcas pela manhã e pela tarde, após os horários de arraçoamento para verificar retornos de cio;
  • Fazer diagnóstico de gestação entre 30 - 50 dias com a utilização de ultra-som;
  • Fazer diagnóstico de gestação visual após 90 dias;
  • Aplicar as vacinas previstas para a fase de gestação e para a segunda semana pós-parto;
  • Movimentar as fêmeas no mínimo quatro vezes por dia (duas por ocasião da alimentação) para estimular o consumo de água e a micção. Supervisionar e anotar os corrimentos vulvares durante este período;
  • Identificar os animais com problema, anotar os sinais de inquietação e controlar a temperatura corporal, tratando com antitérmicos se for superior a 39,8°C. Observar e registrar os abortos e retornos tardios;
  • Fornecer alimentação mais fibrosa na última semana de gestação. Lavar as fêmeas antes de irem para a maternidade.


Tabela 13. Valores críticos e metas na fase de cobrição e gestação.

IndicadorValor Crítico(1)Meta
Taxa de partos (%)<80 b="">>86
Taxa de retorno ao cio (%)>13<10 br="">
Intervalo médio desmame cio (dias)>10<7 br="">
Taxa de reposição anual de matrizes - 1° ano (%)<12 br="">15
Taxa de reposição anual de matrizes - 2° ano (%)<20 b="">25
Taxa de reposição anual de matrizes - 3° ano (%)<30 br="">40
Taxa de reposição anual de machos (%)<50 br="">>80
Relação fêmeas por macho18:120:1
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.Maternidade
  • Fazer a transferência das porcas para a maternidade sete dias antes do parto previsto. Conduzir os animais com calma e sem estresse, sempre com o auxilio de corredores e da tábua de manejo. Transferir as fêmeas nas horas quentes do dia durante o inverno e nas horas frescas do dia no verão;
  • Manter a temperatura interna da sala de maternidade próxima de 18º-20ºC. Instalar um termômetro na parte central da sala a uma altura aproximada de 1,50m para facilitar a leitura;
  • Privar as porcas de ração no dia do parto, mantendo somente água a sua disposição (15-20 litros/dia). Acompanhar o parto dando toda a atenção possível à porca e aos recém nascidos. O objetivo no manejo alimentar é evitar a constipação e conservar os aportes de energia; Evitar interferência no parto a não ser nos seguintes casos: a)- Porcas sem contração: aplicar ocitocina e massagear o aparelho mamário; b)- Porcas com contração, sem iniciar o nascimento após 20 minutos, usar mão enluvada para tentar a retirada dos leitões.
  • Manter, para cada porca, uma ficha individual de anotações relativas ao parto e aos leitões, e em especial as medicações individuais ou coletivas.
  • As porcas em lactação devem receber ração à vontade. Nos períodos quentes deve-se fornecer ração molhada, distribuída várias vezes ao dia, para estimular o consumo. Nestes períodos também é muito importante o fornecimento de ração à noite (esta pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior.
  • Fornecer aos leitões ração pré-inicial 1 a partir dos 7 dias de vida até o desmame.
Características ideais da Maternidade

  • Acesso fácil pelo traseiro da porca para facilitar o manejo (porca e leitões);
  • Cela parideira com barra de proteção, para evitar esmagamentos;
  • Fonte de aquecimento com regulagem;
  • Piso com capacidade isolante para evitar perda de calor por contato pelo leitão;
  • Piso confortável para a porca e leitões evitando lesões de casco e articulações;
  • Manter até um máximo de 24°C para a porca e um mínimo de 32°C para o leitão recém nascido;
  • Limpeza diária com retirada dos excrementos no mínimo uma vez pela manhã e outra pela tarde.
Cuidados com os leitões ao nascer

Antes de iniciar o trabalho de parto é necessário ter a disposição os seguintes equipamentos, materiais e medicamentos:
  • Papel toalha ou panos limpos e desinfetados;
  • Barbante em solução desinfetante a base de iodo (iodo 5 a 7% ou iodo glicerinado);
  • Frasco de iodo glicerinado para desinfeção do umbigo;
  • Seringa e agulha;
  • Aparelho de desgaste ou alicate para corte de dentes;
  • Tesoura para corte do umbigo;
  • Rolo de esparadrapo largo;
  • Luvas descartáveis;
  • Dispositivo para contenção dos leitões;
  • Medicamentos (ocitocina, antitérmico, tranqüilizante e antibiótico);
  • Balde plástico para lixo (papel toalha e outros);
  • Balde plástico para receber a placenta os leitões mortos e os mumificados.
Na medida em que os leitões forem nascendo, adotar os seguintes procedimentos:
  • Limpar e secar as narinas e a boca dos leitões; massagear os leitões na região lombar, amarrar o umbigo no comprimento de 4-5 cm, cortar 1 cm abaixo da amarração e desinfetar com iodo glicerinado;
  • Orientar os leitões nas mamadas dando atenção especial para os menores que devem ser colocados nas tetas dianteiras;
  • Práticas dolorosas como o corte dos dentes e cauda dos leitões não devem ser realizadas durante a parição, mas após sua finalização.
Medidas para evitar perdas na maternidade

  • Assegurar um local quente (26º a 32ºC) e seco para os leitões, evitando o choque térmico do leitão e a conseqüente hipotermia dos recém nascidos;
  • Habilidade para fazer o remanejo de leitões logo ao nascer, inclusive estimulando os leitões menores a consumir o colostro;
  • Estimular o consumo de ração para as porcas com grandes leitegadas;
  • Obter parições eficientes diminuindo o número de natimortos e melhorando a viabilidade dos recém nascidos (uma parição normal dura em geral 2h 30m);
  • Cuidado especial deverá ser dado para as porcas velhas, pois tendem a ter maiores problemas com parições muito longas (acima de 4h). Prever uma supervisão intensiva do parto;
  • Estimular mamadas regulares e suficientes;
  • Cuidado com esmagamentos.
Prevenção da agalaxia

  • Observar a falta de apetite e empedramento do úbere;
  • Observar o comportamento de leitões (inquietos e com perda de peso);
  • Observar atentamente os corrimentos vaginais da porca, pela manhã e pela tarde durante 48h, através da abertura dos lábios vulvares;
  • Anotar a temperatura retal nos primeiros 3 dias após o parto das porcas;
  • Para as porcas que apresentarem temperaturas altas (> 39,8°C) entrar imediatamente com medicação (antitérmico e antibiótico) e se necessário com ocitocina (1-2 ml). Para todas as porcas é possível injetar uma dose de prostaglandina F2 α, 36 h após o parto para melhorar o esvaziamento uterino.
Castração dos leitões

Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12 dias de idade, seguindo os passos abaixo:
  • Preparar o bisturi, fio e desinfetante a base de iodo em um balde.
  • Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a captura dos mesmos.
  • Castração de leitões normais:

  • a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de castração ou o leitão é imobilizado usando equipamento apropriado;
    b) Desinfetar a região do escroto com pano embebido no desinfetante:
    c) Realizar a castração fazendo um ou dois cortes sobre os testículos e retira-los por tração;
    d) Desinfetar novamente o local da incisão e liberar o leitão.

  • Castração de leitões com hérnia escrotal (herniados) pelo método inguinal. Este método exige treinamento antes de coloca-lo em prática.

  • a) Uma pessoa deve segurar o leitão pelas pernas traseiras com a barriga voltada para o castrador;
    b) Desinfetar a região inguinal e fazer um corte de mais ou menos 2 cm entre o último par de tetas. Em machos a incisão deve ser feita um pouco afastada da linha média para não atingir o pênis.
    c) Introduzir o dedo minguinho no corte, forçar para liberar o testículo e tracioná-lo envolto na capa;
    d) Tracionar bem o testículo, verificar se o intestino desceu e dar 2 voltas;
    e) Amarrar com barbante desinfetado;
    f) Cortar o testículo, desinfetar o local e liberar o leitão.

Tabela 14. Valores críticos e metas na fase de maternidade.
IndicadorValor Crítico(1)Meta
Nº leitões nascidos vivos/parto<10 b="">>10,8
Peso médio dos leitões ao nascer (kg)<1 br="">>1,5
Taxa de leitões nascidos mortos (%)>5,0<3 br="">
Taxa de mortalidade de leitões (%)>8,0<7 br="">
Leitões desmamados/parto<9 b="">>10,0
Média leitões desmamados/porca/ano<19 br="">>23,0
Ganho médio de peso diário dos leitões (g)<200 br="">>250
Peso dos leitões aos 21 dias (kg)<5 br="">>6,7
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.Descarte de Fêmeas
  • Evitar o acúmulo de porcas muito velhas na granja, mantendo sempre a recomendação de reposição anual de 30 a 40%;
  • As porcas que apresentarem qualquer um dos problemas abaixo relacionados devem ser descartadas:

  • - Não retornarem ao cio até 15 dias após o desmame;
    - Com danos severos nos aprumos;
    - Com falha de fecundação;
    - Com duas repetições seguidas de cio;
    - Que apresentaram dificuldades no parto;
    - Qualquer ocorrência de doença;
    - Com baixa produtividade;
    - Com problemas de Metrite, Mastite e Agalaxia (MMA);
    - Que apresentaram aborto ou falsa gestação.
Creche

A saída da maternidade para a creche representa um choque para os leitões, pois deixam a companhia da porca e, em substituição ao leite materno, passam a se alimentar exclusivamente de ração. Por essa razão, os cuidados dedicados aos leitões, principalmente nos primeiros dias de creche, são importantes para evitar perdas e queda no desempenho, em função de problemas alimentares e ambientais que, via de regra, resultam na ocorrência de diarréias.
  • Alojar os leitões na creche no dia do desmame, formando grupos de acordo com a idade e o sexo.
  • Fornecer suficiente espaço para os leitões, considerando o tipo de baia.
  • Manter a temperatura interna próxima de 26°C durante os primeiros 14 dias e próxima de 24°C até a saída dos leitões da creche, controlando através de termômetro.
  • Fornecer à vontade aos leitões, ração pré-inicial 2 do desmame até os 42 dias e ração inicial até a saída da creche, com peso médio mínimo dos leitões de 20 kg.
  • Fornecer ração diariamente, não deixando nos comedouros ração úmida, velha ou estragada.
  • O consumo diário de ração por leitão entre 5 e 10 kg de peso vivo é, em média, de 460 gramas Entre 10 e 20 kg de peso vivo deve ser estimulado o consumo de ração que em média é de 950 gramas por animal ao dia.
  • No caso de eventuais surtos de diarréia ou doença do edema, retirar imediatamente a ração do comedouro e iniciar um programa de fornecimento gradual de ração até controlar o problema. Buscar auxílio técnico se persistirem os sintomas.
  • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os leitões, com altura, vazão e pressão corretamente regulados.
  • Vacinar os leitões na saída da creche de acordo com a recomendação do programa.
  • Monitorar cada sala de creche pelo menos 3 vezes pela manhã e 3 vezes pela tarde para observar as condições dos leitões, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente.
  • Limpar as salas de creche, diariamente, com pá e vassoura.
  • Lavar as salas de creche com baias suspensas, esguichando água, com lava jato de alta pressão e baixa vazão, no mínimo a cada 3 dias no inverno e a cada 2 dias nas demais estações do ano.
  • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários.
  • Pesar e transferir para as baias de crescimento os leitões com idade entre 56 e 63 dias.

Tabela 15. Valores críticos e metas na fase de creche.
IndicadorValor Crítico(1)Meta
Taxa de mortalidade de leitões (%)>2,5<1 br="">
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho)>2,2<2 br="">
Peso médio de referência dos leitões na saída da creche (kg)
Aos 56 dias<18 br="">>20,0
Aos 58 dias<19 b="">>21,0
Aos 60 dias<20 br="">>22,0
Aos 63 dias<22 br="">>23,5
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.Crescimento e terminação
São as fases menos preocupantes dos suínos, desde que ao iniciarem as mesmas apresentem um peso compatível com a idade e boas condições sanitárias. Assim sendo, pode-se dizer que o sucesso nessas fases depende de um bom desempenho na maternidade e na creche.
  • Manejar as salas de crescimento e terminação segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões.
  • Alojar os leitões nas baias de crescimento e terminação no dia da saída da creche, mantendo os mesmos grupos formados na creche ou refazer os lotes por tamanho e sexo.
  • Manter a temperatura das salas entre 16°C e 18°C, de acordo com a fase de desenvolvimento dos animais, controlando com o uso de termômetro.
  • Fornecer aos animais à vontade, ração de crescimento até os 50 kg de peso vivo e ração de terminação até o abate.
  • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os animais, com altura, vazão e pressão corretamente regulados.
  • Monitorar cada sala de crescimento e terminação pelo menos 2 vezes pela manhã e 2 vezes pela tarde para observar as condições dos animais, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente.
  • Limpar as baias de crescimento e terminação diariamente com pá e vassoura.
  • Esvaziar e lavar semanalmente as calhas coletoras de dejetos, mantendo no fundo das mesmas, após a lavagem, uma lâmina de 5 cm de água, de preferência reciclada.
  • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários.
  • Fazer a venda dos animais para o abate por lote, de acordo com o peso exigido pelo mercado.
  • Não deixar eventuais animais refugo nas instalações.

Tabela 16. Valores críticos e metas nas fases de crescimento e terminação.
IndicadorValor Crítico(1)Meta
Taxa de mortalidade de animais (%)>1,0<0 br="">
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho)>2,8<2 br="">
Peso médio de referência dos animais na saída para o abate (kg)
Aos 133 dias<78 br="">>83,0
Aos 140 dias<85 b="">>90,0
Aos 147 dias<92 br="">>97,0
Aos 154 dias<98 br="">>103,0
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.