13 de fev. de 2016

Criação, Manejo e Reprodução (Betta splendns)



O presente trabalho teve como objetivo uma revisão de literatura sobre a criação, o manejo e a reprodução do peixe Betta splendens, um dos mais belos peixes ornamentais cultivados. Existem variadas formas de criar esses peixes, não existindo um consenso entre produtores sobre qual é a maneira mais eficiente. Nessa revisão, é apresentado um método de criação simples que vem sendo utilizado por produtores, obtendo-se bons resultados há anos. Aspectos ligados à biologia, reprodução, comportamento e genética foram abordados visando elucidar as dúvidas que pairam quanto ao cultivo dessa espécie.


Introdução
O peixe Betta, também conhecido como "peixe de briga", pertence à subordem anabantoidei (Integrated
Taxonomic Information System – ITIS, 2006). É originário da Ásia (Tailândia, Indonésia, Vietnã, China e outros), sendo seu habitat natural as regiões alagadiças com águas estagnadas e pobres em oxigênio, como brejos, pântanos e campos de plantação de arroz.
A origem do seu nome vem da associação com uma tribo guerreira, os Ikan Bettah, a qual dominava as regiões do antigo Sião, onde os guerreiros eram chamados de Bettahs. A relação com os antigos guerreiros é evidente, uma vez que o Betta é um peixe bastante territorialista, tornando-se violento quando em contato com outros machos da mesma espécie.
Em 1874, foram introduzidos na Europa (França) e, em 1910, nos Estados Unidos (Goldstein, 2004;
Aquaworld, 2006) onde o ictiologista C.Tate Regan o denominou de Betta splendens. Os peixes importados tanto na Europa quanto na América do Norte eram de espécies selvagens, os quais apresentavam uma coloração discreta e menor tamanho. As variações de cores e tamanhos existentes nos dias atuais foram conseguidas a partir do trabalho de aquaristas e produtores.
As linhagens comerciais atualmente encontradas são o resultado de uma longa seleção feita por criadores visando a dois aspectos distintos: a produção de peixes com características fenotípicas desejáveis, como belas nadadeiras e corpo colorido com reflexos metálicos e iridescentes, e a criação de peixes mais agressivos para serem utilizados em torneios de luta (mais comuns no Sudeste Asiático), sendo que esses últimos normalmente apresentam nadadeiras curtas e são de maior tamanho.
Atualmente, no Brasil, além do aquarismo convencional, essa espécie tem sido utilizada como controle biológico de mosquitos, como os das espécies Aedes aegypti, no Ceará, e o da Culex quinquefasciatus em Pernambuco (Pamplona et al., 2004).
Anatomia
A anatomia do Betta (Fig. 1 e 2) é semelhante à de outros peixes apresentando, porém, algumas particularidades, como o tamanho de suas nadadeiras e a presença do labirinto, órgão responsável pela respiração acessória.
A partir dos dois meses de idade, o dimorfismo sexual se torna bem evidente, pois as nadadeiras dos machos se desenvolvem mais, apresentando-se, na espécie adulta bem maiores que as das fêmeas. Em algumas espécies nativas, essa distinção é feita somente a partir do comportamento do macho, o qual se apresenta bem mais agressivo que a fêmea.
Fonte: Central do betta, 2006. Figura 2. Anatomia interna do Betta splendens.
Bettas são anabantídeos, ou seja, possuem um órgão acessório de respiração, logo acima das brânquias, através do qual respiram oxigênio atmosférico. Peixes com labirinto têm uma outra característica, todos os órgãos internos estão comprimidos na parte anterior do corpo, de modo que a parte posterior tem somente a espinha, músculos e parte da bexiga natatória (Peixebom, 2006).
Respiração
Por ser um anabantídeo, ele possui além de sua respiração branquial, comum na maioria dos peixes, uma respiração auxiliar realizada pelo labirinto, órgão formado no peixe aproximadamente após duas ou três semanas de vida.
Pode-se dizer que esse sistema respiratório não é só auxiliar, mas de vital importância à sua sobrevivência. O Betta necessita subir à superfície e adquirir ar para respirar periodicamente. Existem relatos de Bettas que morrem "afogados" se algum obstáculo impedi-lo de subir à superfície para respirar.
O labirinto permite que o Betta consiga captar o oxigênio atmosférico, promovendo sua dissolução na corrente sangüínea e aproveitando-o para a sua respiração. Tal mecanismo possibilita que esse peixe consiga sobreviver em águas com baixíssimos níveis de oxigênio dissolvido e é também responsável pela manutenção do seu equilíbrio (Boumendjel, 2006).
O labirinto (Fig. 3) é composto por um número indeterminado de finas placas ósseas na cavidade do ouvido, unidas a um apoio ósseo e fixadas à extremidade superior do quarto arco branquial. O ar é aspirado sendo, então, automaticamente comprimido dentro do labirinto, o oxigênio é absorvido diretamente pelo fluxo sangüíneo, e o ar pobre de oxigênio é rejeitado sob a forma de simples bolhas (Boumendjel et al., 2006).
Comportamento Para defender seu restrito território, em geral pequenas poças de água, o Betta desenvolveu seu instinto
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 136 combativo, a ponto de também ser conhecido como peixe-de-briga. Essa característica não permite a manutenção de mais de um exemplar macho no mesmo aquário, pois, nesse caso, eles travam violentas brigas que, se não houver separação, em geral levam à morte do mais fraco. Nos países de origem, os Bettas são usados em rinhas (Fig. 4), que movimentam grandes apostas, podendo os melhores exemplares atingir um alto valor comercial.
Existem vários estudos na literatura avaliando o comportamento agressivo dos Bettas: Craft et al. (2003) compararam a agressividade desse peixe quando colocado frente a outro exemplar ou frente à sua própria imagem em espelho, afirmando que quando à frente de outro exemplar, esse fica mais violento ainda. Doutrelant e McGregor (2000) observaram que as fêmeas, quando colocadas à frente de uma batalha entre dois machos, tendem a escolher para reprodução o macho que ganhou a disputa. Vários outros trabalhos evidenciam o comportamento territorialista e agressivo do Betta splendens como os de Bronstein (1980) e Bando (1991).
Alimentação
O Betta é um peixe carnívoro; aceita desde alimentos vivos, como artêmias, dáfnias, larvas de mosquito, enquitréia e larvas de drosófila, até alimentos in natura ou processados, como carne ou coração raspado, camarão, patês e outros alimentos.
De acordo com sua morfologia (possuem boca voltada para cima), percebe-se que esses peixes tendem a se alimentar com maior facilidade na superfície da água, sendo que os alimentos que flutuam têm uma boa aceitabilidade por eles (Giampietro, 2006).
Nos primeiros dias de vida, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados; essa deve ser feita várias vezes ao dia e com o cardápio variado. Infusórios, artêmias recém eclodidas, microvermes e gema de ovo são os principais alimentos nessa fase.
Quando mais desenvolvidos, esses peixes começam a comer ração comercial, porém não deve ser a única a ser fornecida. Os alimentos citados anteriormente, como os in natura e os alimentos vivos, estimulam o apetite dos peixes, fazendo com que eles cresçam rapidamente e bem saudáveis.
Em ambas as fases da criação, essa alimentação variada e de boa qualidade é de fundamental importância para o bom desenvolvimento dos Bettas, porém deve-se ter o cuidado com a superalimentação.
Qualquer sobra de comida deve ser evitada, visto que essa sempre apodrece na água, perde a sua qualidade, favorecendo, assim, uma queda de imunidade dos peixes e deixando-os susceptíveis à infecção por patógenos oportunistas.
Ambiente
O habitat natural do Betta, como os pântanos e campos de arroz, tem como características principais uma pequena coluna de água e um baixo teor de oxigênio dissolvido, tornando esses peixes adaptados a condições que seriam extremamente indesejáveis para outras espécies. Portanto, na sua criação em cativeiro, não é necessário nenhuma forma de suplementação de oxigênio, e a coluna de água não precisa ultrapassar 20 cm de altura. Segundo Liem (1987), citado por Aguire (1998), o peixe Betta tolera muito bem condições anóxicas em seu ambiente.
É extremamente resistente a mudanças bruscas na temperatura da água, podendo variar de 23ºC a 34ºC
(Sugai, 1993), sendo a temperatura ideal em torno de 27,5 ºC. O pH ideal está entre 6,8 e 7,2 (Giampietro, 2006), porém resiste muito bem a choques de pH, podendo inclusive se reproduzir em escalas diferentes da citada (Sugai, 1993). O Betta é originário de água de baixa dureza, sendo os valores de 10 a 12 dH considerados ideais
Reprodução
Uma característica interessante dessa espécie é a sua precocidade sexual. Exemplares de três meses, quando bem alimentados estão aptos à reprodução. James e Sampath (2004) avaliaram a idade necessária para a maturidade sexual em juvenis de Betta a partir de 30 dias sendo administrado alimento uma, duas ou três vezes ao dia. Após 7 dias, ou seja, três meses e meio de vida, as fêmeas estavam aptas à reprodução em ambos os tratamentos, apresentando melhor desempenho reprodutivo aquelas que foram as alimentadas duas vezes ao dia.
O aquário de reprodução
O tamanho do aquário geralmente varia de 10 a 30 litros. Para facilitar o manejo e a manutenção, os menores são mais recomendados. O fundo e a parede de trás pintados de preto tem o objetivo de evitar o estresse durante a reprodução e facilitar a coleta dos ovos quando eles caem no fundo. Os equipamentos necessários são: material para iluminação, termômetro, aquecedor com um termostato, uma tampa de vidro para evitar a saída do ar quente, importante à sobrevivência dos alevinos, um tufo de planta, que pode ser de samambaia aquática ou cabomba, para que a fêmea possa se esconder dos ataques, muitas vezes, violentos do macho.
A escolha do casal
Para seguir uma determinada linhagem, deve-se procurar um casal parecido (nas características de cores, caudas, formato do corpo, agressividade, etc), mas se a intenção é ousar ou reproduzir somente de forma doméstica, pode-se escolher aleatoriamente.
É importante que o macho seja maior que a fêmea para facilitar o "abraço nupcial". Ambos devem ser ativos, agressivos, apresentarem cores vivas e responderem prontamente quando lhes são oferecidos alimentos.
Quando próximo do acasalamento, a fêmea deverá ter a cavidade celomática levemente abaulada, apresentando listras bem nítidas na vertical com aparecimento de um pequeno ponto branco semelhante a um ovo no orifício anal, referente ao aparelho ovopositor (Fig. 5).
Figura 5. Fêmea de Betta Splendens pronta para a reprodução. Observam-se listras brancas na vertical e aparelho ovopositor saliente.
Escolhido o casal, é necessário reforçar a alimentação com uma dieta rica em proteínas, principalmente para o macho que, durante o processo de reprodução e manutenção dos alevinos, não irá se alimentar e poderá emagrecer bastante. Essa alimentação deve ser dada duas semanas antes até uma ou duas semanas após a reprodução.
A variação da alimentação nessa fase é muito importante. A utilização de alimentos vivos, além de serem considerados de ótima qualidade, estimula bastante o apetite dos animais. A artêmia salina é o alimento mais recomendado por possuir em sua constituição um nível acima de 60% de proteína bruta. Outros alimentos
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 138 vivos, como a enquitréia, os blood-worms, as dáfnias e o tenébrio, constituem também uma ótima fonte de proteína. Introdução dos peixes no aquário de reprodução
O aquário deve ser montado em um local tranqüilo e com a água estabilizada por pelo menos três dias.
Caso haja necessidade de utilização imediata do aquário, a água deve ser tratada para a retirada do cloro, utilizando 100g de Tiosulfito de sódio para cada litro de água (Giampietro, 2006), uma vez que os peixes, de uma maneira geral, são muito sensíveis ao cloro, mesmo em baixíssimas concentrações (< 0,02 mg/l).
A coluna de água deve ser baixa, geralmente de 10 a 15 cm de altura. Acessórios, como cascalho ou filtro biológico de placas, devem ser evitados, pois dificultam a coleta dos ovos pelos reprodutores.
Após a temperatura estabilizar em 27ºC e o pH estiver próximo da neutralidade, coloca-se a fêmea no centro do aquário. Essa deverá estar dentro de um recipiente (garrafa ou pote transparente), com o nível da água no mesmo nível da água do aquário. A partir desse ponto, a luz ficará acesa até o final do processo reprodutivo.
Tampa-se o aquário para evitar que o calor dissipe e coloca-se um pedaço de isopor no canto para que sirva de suporte para o ninho. Em substituição ao pedaço de isopor, pode-se utilizar uma folha de alface. Ao mesmo tempo em que essa serve como suporte para o ninho, possibilita também a produção de alimentos para os alevinos, como algas, bactérias e protozoários.
A movimentação de pessoas em torno do aquário pode interferir e até mesmo inibir a reprodução. Nas próximas 24 horas, o macho irá cortejar a fêmea e produzirá várias bolhas de ar embaixo do suporte. Segundo Jaroensutasinee e Jaroensutasinee (2001), o tamanho do ninho é proporcional ao peso e ao comprimento do macho, o que não é confirmado por Giampietro (2006; informação verbal).
Após o macho construir o ninho de bolhas, solta-se a fêmea observando o comportamento deles. O macho vai tentar persuadi-la para baixo do ninho. Se o macho for muito agressivo, dando mordidas e arrancando nadadeiras, deve-se prender a fêmea por mais algum tempo e tentar novamente mais tarde. Caso não dê certo, a fêmea escolhida deve ser trocada por outra.
O abraço nupcial
Depois de aceitar o convite, a fêmea irá para baixo do ninho em direção ao macho. Nessa hora, o macho dará o "abraço nupcial" (Fig. 6), que consiste no acasalamento dos peixes, quando o macho pressiona a fêmea, expulsando seus óvulos e, ao mesmo tempo, fertilizando-os com seus espermatozóides. O Betta é uma espécie ovípara, ou seja, os óvulos expelidos pela fêmea são fecundados na água e se desenvolvem fora da barriga da mãe.
Fonte: Autor desconhecido. Figura 6. Casal de Bettas amarelos realizando o abraço nupcial.
Os ovos cairão até o fundo onde o macho os pegará com a boca, colocando com cuidado um a um dentro das bolhas do ninho. Algumas fêmeas ajudam o macho no processo de recolhimento dos ovos fertilizados, mas isso não é uma prática muito comum. Esse ritual deverá se repetir por várias horas. Geralmente são expelidos de 100 a 600 ovos, dependendo da idade e do tamanho da fêmea.
Após a desova, deve-se retirar imediatamente a fêmea com cuidado para que o ninho com ovos não seja danificado, pois o macho pode ficar agressivo na tentativa de defender a prole. Na maioria das vezes, a fêmea,
Faria et al. Criação, manejo e reprodução do peixe Betta splendens (Regan 1910).
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 139 após a desova, vai para o canto oposto ao ninho, sendo mais fácil retirá-la sem muita movimentação na água. Após 20 dias aproximadamente, essa fêmea já está apta à reprodução.
A eclosão dos ovos
O macho deverá revirar o ninho a todo instante, o que possibilita um maior aporte de oxigênio para os ovos, prevenindo a infestação por fungos. Entre 24 e 48 horas após a desova, as pequenas larvas eclodem. Por um período de aproximadamente três dias, elas se alimentarão exclusivamente do saco vitelino e ficarão penduradas numa posição vertical seja no ninho, na parede do aquário ou mesmo nas plantas (Fig. 7).
Figura 7. Larvas com um dia, fixados no vidro do aquário e nas bolhas.
O macho ajuda as larvas a se fixarem no ninho até que elas estejam aptas a nadar na horizontal e procurar seu próprio alimento, o que acontece por volta do quinto dia de vida. A partir desse momento, ele poderá ser retirado do aquário de reprodução, e a luz, que antes ficava permanentemente acesa, poderá ser apagada durante a noite.
Como os alevinos ainda não possuem o labirinto formado, é necessária uma boa quantidade de oxigênio dissolvido na água, o que pode ser feito por meio de aeração suplementar com um soprador ligado a uma pedra porosa. A tampa de vidro não pode ser retirada, a fim de evitar-se modificações bruscas na temperatura, o que poderá prejudicar o labirinto em formação e causar a morte dos alevinos. A formação do labirinto se inicia por volta da terceira e da quarta semanas terminando aos três meses de idade (Gadelha, 2006).
Alimentação da prole
Esse é um dos principais problemas enfrentados por criadores, uma vez que é uma atividade que demanda tempo e paciência. Uma alimentação variada e com alta freqüência de administração é de fundamental importância para a manutenção da prole.
Existem vários tipos de alimentos que podem ser administrados aos alevinos,A partir do quinto dia de vida, eles começam a aceitar alimentação exógena. Os mais utilizados são: infusórios, paramécios, branchonetas, artêmias, gema de ovo, farinha de minhoca e farinha de salmão. A seguir, descreve-se um modelo de alimentação utilizado por alguns criadores alcançando-se bons resultados.
Nos três primeiros dias após a absorção do saco vitelino, alimentam-se os alevinos três ou quatro vezes ao dia em pequenas quantidades. Pela manhã, infusórios e artêmia recém-eclodida;à tarde, microvermes, e, à noite, novamente artêmia. Caso a água comece a parecer turva, provavelmente está ocorrendo uma superalimentação dos peixes ou está na hora de fazer uma troca parcial de água.
Após três dias nessa dieta, cessa-se o fornecimento de infusórios e microvermes, mas continua-se com a artêmia recém-eclodida por duas vezes ao dia. Eles continuam nessa dieta até aproximadamente dois meses de idade, quando começam a comer outros alimentos vivos como blood-worms, enquitréia, tubifex, artêmias adultas, além de ração comercial, ficando a critério do criador escolher a melhor maneira de alimentá-los.
Trocas parciais de água devem ser feitas a fim de controlar a qualidade da mesma, o que permitirá um crescimento mais homogêneo e um melhor desempenho do lote. Quanto mais trocas parciais forem realizadas, melhor será o desempenho dos alevinos. As trocas deverão ser feitas por meio de sifonamentos do fundo do aquário. Exige-se atenção redobrada nesse processo para que não haja sifonamento dos peixes.
Faria et al. Criação, manejo e reprodução do peixe Betta splendens (Regan 1910).
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 140
Um método auxiliar de limpeza dos aquários pode ser realizado por ampularíreos, caramujos que comem o resto de alimentos depositados no fundo. Preferencialmente, usam-se os menores, pois os grandes, ao invés de limpar, sujam muito o aquário.
Próximo aos dois meses de idade, dependendo da quantidade de alevinos, deve-se separar a prole em vários aquários. A partir dessa idade, os machos começam a adquirir seu instinto territorialista e começam as primeiras brigas. Imediatamente quando identificados, os machos devem ser separados em recipientes individuais.
Depois de separados, segue-se com uma alimentação variada juntamente com sifonagem do fundo e trocas parciais da água. Nesse momento. selecionam-se os melhores exemplares para servirem de matrizes, e os demais esperam até que atinjam o tamanho de comercialização, que, em geral ocorre entre cinco e sete meses.
Alimentos vivos
Atualmente, utilizam-se diversos tipos e formas de alimentos na criação de peixes ornamentais, que podem ser vivos, em conserva, congelados, em forma de ração balanceada dentre outros, mas o alimento vivo vem sempre mostrando maior eficácia.
Esses microorganismos, como o caso da Artemia sp., outros microcrustáceos, larvas de moscas, algumas microalgas e protozoários, possuem alto valor nutritivo, suprindo as exigências nutricionais das larvas e dos alevinos dos peixes cultivados. Abaixo são descritos alguns alimentos vivos de maior importância na criação de peixes ornamentais:
Infusórios
Os infusórios são obtidos por meio da infusão de vegetais secos em água. Consistem de bactérias, protozoários, algas e outros microorganismos que servem de alimentos para os alevinos.
Em um recipiente transparente, coloca-se água com folhas secas de alface, amendoeira, bananeira, e outros. Durante dois dias, esse recipiente deve ser mantido em total escuridão, para que as bactérias, futuros alimentos dos protozoários, proliferem-se. A infusão deve ser mantida em local com claridade, e diariamente devem ser administradas algumas gotas de leite ou de Yakult (que contêm lactobacilos vivos) afim de que ocorra a multiplicação de alimento para os microorganismos.
Em laboratório, conseguem-se isolar culturas de paramécios, que são protozoários “gigantes”, os quais constituem uma ótima fonte de alimentos para os alevinos. Para mantê-la, basta seguir os mesmos passos descritos acima e, à medida que o nível de água for abaixando, basta completá-la com água descansada.
Essa infusão é considerada um excelente alimento para os alevinos que acabaram de consumir o saco vitelino, sendo de fundamental importância nos primeiros dias de alimentação.
Microvermes (Anguilula silusiae)
Microvermes são pequenos nematódeos brancos, de formas cilíndricas, que alcançam no máximo 3mm de comprimento. A manutenção de uma cultura é de fácil manejo, e de custo bem reduzido, podendo a cultura inicial ser adquirida em lojas próprias de aquarismo.
Em recipientes de 2 litros de sorvete com 1 centímetro de água filtrada, acrescenta-se farinha de aveia até obter a consistência do mel. Em seguida, colocam-se as matrizes no recipiente, e fecha-se hermeticamente o pote para evitar mosquitos.
A fêmea se reproduz com a ausência do macho e, em poucas semanas podem ser vistos os vermes subindo pelas paredes do recipiente, momento em que eles devem ser coletados. Quando os vermes começarem a parar de subir, acrescenta-se mais aveia. Esse manejo deverá ser efetuado apenas duas vezes em cada cultura (Giampietro, 2006).
É um alimento altamente recomendado para alevinos no seu primeiro mês de vida, mas, por ser muito rico em gorduras, a administração diária não é utilizada.
Artêmias (Artêmia salina)
A Artemia sp é um microcrustáceo, pertencente à ordem dos Anostraca e à família Artemiidae. É rica em proteínas, vitaminas (caroteno) e sais minerais, por isso é utilizada em larga escala em cultivo de camarões e peixes na fase larval.
É um excelente alimento para o peixe Betta, podendo ser administrada congelada, viva (Fig. 8) ou em conserva. A vantagem da artêmia viva é que ela se alimenta por filtragem não seletiva, absorvendo qualquer nutriente colocado na água, podendo ser um importante veículo para a administração de vitaminas, aminoácidos essenciais e medicamentos aos peixes.
Esses microcrustáceos podem facilmente ser produzidos, pois seus cistos são de fácil obtenção. Colocase uma pequena quantidade de cistos em um recipiente cônico, com aeração constante, salinidade de 80 a 100 ppm e temperatura de 25 a 35 ºC; em 24 a 36 horas deverá ocorrer a eclosão.
Depois de desligar a aeração, os náuplios (forma jovem) recém-eclodidos vão se concentrar logo acima dos cistos não eclodidos que estarão no fundo do recipiente. Os náuplios são sifonados, e depois de passados em uma rede de malha fina, podem ser administrados aos alevinos. Esse alimento é considerado o principal na dieta dos alevinos de Bettas até os dois meses de vida.
Branchoneta (Dendrocephalus brasiliensis)
A branchoneta também é um anostraceo, pertencente à família dos Thamnocephalidae, e se difere da artêmia salina por ser uma espécie de água doce. Esse microcrustáceo pode atingir até 30mm de comprimento em condições ambientais favoráveis (Lopes et al., 2006).
Uma das vantagens da utilização da branchoneta é a sua resistência em água doce, o que não ocorre com as artêmias, que morrem rapidamente, deteriorando assim a qualidade da água dos aquários.
Os cistos das branchonetas são colhidos após os esvaziamentos dos viveiros e, quando em contato novamente com a água, eles eclodem. Ainda são necessários mais estudos sobre a biologia desse anostraceo, pois em virtude de suas vantagens, seu uso na piscicultura ornamental se torna bastante promissor.
Enquitréias (Enchytaeus albidus)
As enquitréias são pequenos vermes de cor branca que alcançam até 2cm e constituem uma das mais populares formas de alimento vivo criadas por aquaristas sendo bastante utilizado antes das reproduções. Possuem aproximadamente 70% de proteína, 14,5% de lipídeos e 10% de carboidratos (Memiş et al., 2004).
Em uma caixa pequena de isopor, coloca-se um substrato, que pode ser carvão ativado úmido, colocando sobre ele um pouco de ração, frutas, ou vegetais. Coleta-se um número suficiente de vermes de uma cultura adquirida e transfere-os para a nova cultura. Coloca-se uma cobertura de vidro sobre o solo para que facilite a coleta dos vermes e tampa-se a caixa.
pelos peixes, portanto, não devem ser administradas diariamente
Após alguns dias, as enquitréias já estarão se reproduzindo, e o vidro no interior da caixa estará repleto de indivíduos. Assim como os microvermes, são muito ricas em gorduras, o que dificulta o seu metabolismo Dáfnias (Daphnia pulex e D. magna)
As dáfnias são minúsculos crustáceos, também chamados de pulga-dágua. Atingem 0,2 a 3 m de comprimento, sendo as espécies Daphnia pulex e Daphnia magna as mais cultivadas. Sua reprodução é feita por partenogênese, não sendo necessária a presença do macho (Miller, 2000).
Para começar uma criação, deve-se primeiro ter um recipiente repleto de algas verdes, que facilmente é formado com a exposição do recipiente com água ao sol. Após a proliferação dessas algas, que irão servir de alimentos para as dáfnias, uma pequena cultura será liberada dentro desse recipiente. Outras fontes de alimento para esses microcrustáceos são leveduras ou leite em pó, porém não são tão eficazes como as algas verdes. Sua administração é feita em grandes quantidades, diretamente nos aquários dos alevinos, onde, à

Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 142 medida que os peixes forem crescendo, vão se alimentando desses crustáceos. São bastante eficazes, pois não morrem no aquário e comem bactérias e matéria orgânica.
Tenébrio (Tenebrio molitor)
Os tenébrios são coleópteros muito utilizados, em sua fase larvária, em criações de aves, répteis e peixes carnívoros. São considerados um alimento vivo de boa qualidade e alto valor nutricional, com valores superiores a 60% de proteína bruta.
São extremamente fáceis de serem criados, necessitando, para tanto, de um recipiente que pode ser de madeira, plástico ou vidro e uma pequena quantidade de indivíduos para iniciar a nova cultura. Recipientes de 20cm de altura x 30cm de largura x 40cm de comprimento são suficientes para manter mais de 1000 larvas. Uma tela fina sobre a caixa deve ser colocada, pois evita a fuga dos besouros.
Para sua alimentação, deve-se colocar um substrato que geralmente é composto de farelo de trigo e frutas ou verduras, pois essas fornecem umidade, que é fundamental para o desenvolvimento desses insetos.
As pequenas larvas podem ser administradas aos peixes ainda vivas e inteiras, já em relação a larvas maiores somente o interior deve ser oferecido pois são muito grandes para o consumo.
Blood-worms (Chironomus sp)
Os blood-worms são larvas do mosquito Chironomus sp e um alimento muito usado por aquaristas.
Apresentam aproximadamente 62% PB em sua composição, sendo um ótimo alimento para a fase de crescimento do Betta.
Pela dificuldade de sua criação, os criadores de peixes preferem adquirir essas larvas congeladas ou liofilizadas, o que facilita muito a sua administração.
Variedades de Betta splendens
O Betta splendens é atualmente a espécie mais comum dentro do gênero Betta. A partir da variedade selvagem, foram adquiridas, por melhoramento genético, várias outras linhagens.
Essas linhagens são diferenciadas pela sua coloração, podendo ser vermelhas, amarelas, pretas e em três tonalidades de azul: metálico, royal e esverdeado. Também são diferenciadas pelo formato das nadadeiras, podendo ser de cauda redonda, cauda-de-véu, cauda-dupla, cauda super delta, crowntail e halfmoon.
A partir das mutações genéticas das cores, os criadores conseguiram obter várias outras tonalidades.
Dentre elas, pode-se citar a coloração Camboja (Fig. 9), a qual é produzida por um gene que inibe o pigmento negro do Betta, porém suas nadadeiras não são tão notoriamente afetadas. Apresenta corpo de cor creme e nadadeiras coloridas de outras cores com exceção do preto.
Fonte: Wasanbetta, 2006. Figura 10. Betta halfmoon butterfly.
Fonte: Sonnier, 2006. Figura 9. Betta camboja verde.
A variedade butterfly (Fig. 10) apresenta um gene mutante que imprime nadadeiras com cores misturadas. Um exemplar ideal é aquele em que há uma divisão igual entre as cores, sendo a parte interna da nadadeira de uma cor e a parte externa de outra.
Os mármores (Fig. 1) também são Bettas que apresentam mais de uma coloração. Apresentam pigmento preto de densidade variável em partes diferentes do corpo, sendo muito parecidos com a coloração de
Faria et al. Criação, manejo e reprodução do peixe Betta splendens (Regan 1910).

Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 143 um cavalo pampa. O padrão de cores geralmente altera à medida que os peixes vão se desenvolvendo.
Várias outras tonalidades estão sendo desenvolvidas hoje em dia. Dentre elas, temos o dourado, o black cooper (apresenta uma coloração metálica), o chocolate, o laranja, o albino, o roxo, o lilás, etc.
Quanto à forma das nadadeiras, os tipos de cauda redonda e cauda-de-véu são os mais comuns, podendo ser encontrados facilmente em lojas de aquarismo. Os Bettas de cauda dupla são derivados de uma mutação na qual a nadadeira caudal se divide em dois lóbulos.
Os crowtails e os halfmoons são os exemplares que atingem os maiores valores em leilões e exposições, sendo os mais difundidos em todo o mundo entre os criadores. O International Betta Congress (IBC) determina rigorosos padrões de julgamento nessas exposições.
Nos crowtails (Fig. 12 e 13) o IBC classifica os raios e mede a redução da membrana das nadadeiras, enquanto que nos halfmoons o critério de julgamento é relativo à abertura da nadadeira caudal, à disposição dos raios e à simetria do corpo, fazendo com que os criadores melhorem geneticamente cada vez mais seus exemplares.
O crowntail é um tipo de Betta de “nadadeira com franja”, tendo raios que se prolongam significativamente além da membrana da nadadeira. Para o propósito de julgamento e inserção nessa classe, os peixes devem ter pelo menos 3% de redução da membrana com relação ao comprimento do raio em cada uma
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 144 das três nadadeiras primárias (caudal, dorsal e anal), a fim de a exigência mínima e ser classificado como Betta crowntail (IBC, 2006). Essa exigência deve ser demonstrada em todas as três nadadeiras primárias, mas não necessita estar presente em todos os raios.
Raio duplo – a membrana é reduzida em dois níveis: um entre um par de raios e o outro, mais profundo, entre duas filiais de raios. Criadores valorizam os crowntails de raio duplo e quádruplo. Estes traços são considerados como neutros e não devem ser considerados como acima dos crowntails de raio simples. Prolongamentos de 4 raios e mesmo 8 raios são menos comuns e o efeito está geralmente restrito à nadadeira caudal.
Raio simples – as bordas das membranas são, idealmente, uniformes, e a redução da membrana é igual entre os raios primários e os raios com filiais.
Raio cruzado – manifestado por pares de prolongamento de raios que se curvam um sobre o outro. Halfmoon é um tipo de Betta doméstico cuja característica mais proeminente é o meio círculo perfeito de 180 graus na nadadeira caudal (Fig. 1). No Betta halfmoon ideal, as nadadeiras dorsal e anal são também modificadas, sendo que, junto com a caudal dão forma a um círculo de aproximadamente dois terços em torno do corpo.
Seu desenvolvimento genético é bastante complicado pois não é resultado de um único gene e sim de traços multifatoriais. Mesmo os Bettas possuidores desses traços genéticos podem não mostrar as características esperadas por causa de condições ruins da água ou das técnicas deficientes de criação (Giampietro, 2006).
Alguns Bettas filhos de halfmoons apresentam abertura da caudal inferior a 180º, logo, são desclassificados nessa categoria e vendidos por um menor preço. São chamados de Delta, e muito apreciados por alguns criadores pelo fato de serem a forma mais barata de se conseguir um exemplar halfmoon, cruzando-os entre si.
Outra linhagem de Betta muito importante são os plakats (Fig. 15), muito parecidos morfologicamente com as formas nativas porém desenvolvidos com a finalidade de luta. O desenvolvimento das linhagens é voltado tanto para o formato do corpo, tamanho, potência dos maxilares como para o estilo de luta. São bem disseminados no sudeste asiático, onde as apostas nas rinhas atingem altos valores (Jintasaerewonge, 2006).
Outras espécies
Atualmente, estão crescendo o número de criadores que se mostram interessados em outras espécies do gênero Betta. O gênero abrange mais de 50 espécies, um número que vem crescendo a cada dia à medida que os rios e florestas asiáticos vêm sendo explorados por pesquisadores. (Thorup, 2004). Abaixo são descritas algumas dessas espécies.
Betta imbellis é muito similar ao Betta splendens, sendo por muito tempo considerada uma variedade da anterior. As principais diferenças morfológicas são o menor tamanho e a coloração, que mantém sua origem selvagem, ou seja, menos colorido que o anterior. Seu corpo é mais largo e comprimido, e sua nadadeira pélvica é pontiaguda e mais larga que do Betta splendens (Aquanovel, 2006).
Betta macrostoma apresenta uma coloração muito particular, além de uma grande boca que vai até a altura dos olhos. Atualmente é uma das espécies nativas mais procuradas pelos aquaristas (Fig. 16).
Betta albimarginata (Fig. 17) é encontrado em rios de pouca correnteza e de 5 a 10 cm de profundidade.
Do latim, seu nome significa margem branca, coloração esta apresentada na extremidade das nadadeiras (IBC Species Maintenance Program - SMP, 2006).
Betta smaragdina (Fig. 18) é muito parecido com a fêmea do Betta splendens. Na Tailândia, também é chamado de lutador verde, por ser a cor predominante desses exemplares (Siamese Cyberaquarium, 2006).
Doenças
Muitos dos patógenos que causam doenças nos peixes estão continuamente presentes na água, substrato, ar ou mesmo nos próprios animais. Sob condições ambientais favoráveis, os peixes são resistentes à maioria desses patógenos, porém, quando submetidos a condições estressantes, essa resistência é quebrada. O íntimo contato do peixe com o ambiente em que vive faz com que ele seja muito sensível às variações
Faria et al. Criação, manejo e reprodução do peixe Betta splendens (Regan 1910).
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 146 que ocorrem nesse meio. Alterações bruscas na temperatura e nos parâmetros físico-químicos da água são os principais fatores estressantes aos quais os peixes ornamentais são submetidos.
Após sofrer algum estresse, o sistema imune do peixe fica suprimido, levando a uma queda de resistência, o que favorece a proliferação de patógenos oportunistas, como bactérias, fungos, protozoários e vírus, resultando em doenças e mortalidade.
Os primeiros sinais de doenças são geralmente inespecíficos. A falta de apetite, a perda de coloração e o encolhimento das nadadeiras estão presentes em praticamente todas as enfermidades que acometem o peixe Betta.
Algumas doenças são mais freqüentes, ocorrendo mais na época de inverno quando a temperatura da água dos aquários chega a ser inferior a 15ºC. A seguir, são apresentadas algumas das principais enfermidades que acometem esse peixe.
Ictio (Ichthyophthirius multifiliis)
Trata-se de um protozoário ciliado histófago que se alimenta de células epiteliais e de glóbulos vermelhos. Normalmente, parasitam a pele, as nadadeiras e brânquias, porém, eventualmente, está presente na córnea, na boca e no epitélio do esôfago (Roberts, 1978). É considerado como um dos mais freqüentes e patogênicos para os peixes, determinando altas taxas de mortalidade.
Os peixes contaminados apresentam perda de apetite e ficam inquietos, raspando seu corpo no fundo e no vidro do aquário. Suas nadadeiras ficam encolhidas, e pequenos pontos brancos são observados nas nadadeiras e na pele. Essa doença é conhecida popularmente como doença dos pontos brancos.
O parasita perfura a pele do peixe hospedeiro e aloja-se dentro do tegumento. Os movimentos no tegumento provocam o rompimento da pele, produzindo lesões epiteliais, podendo-se perceber a olho nu pontos brancos que chegam a medir 1mm de diâmetro. Tais pontos são a reação patológica da pele e não propriamente os parasitas. Ao se liberarem do hospedeiro, provocam rupturas nos tecidos, servindo de porta de entrada para fungos e bactérias oportunistas (Klein et al., 2004).
Os parasitas adultos livres procuram o substrato do viveiro, podendo se encistar. Quando os peixes são submetidos a uma queda de imunidade, esses parasitas oportunistas novamente se alojam nos tecidos, iniciando o ciclo de lesões.
Oodinium (Oodinium ocelatum)
O oodinium é um protozoário, flagelado, com ciclo semelhante ao do íctio, podendo se encistar no substrato. Possui um caráter explosivo nos aquários, acometendo geralmente todos os peixes e levando a uma obstrução das brânquias e danos nas nadadeiras (Roberts, 1978).
Os peixes contaminados apresentam perda de apetite, dificuldades respiratórias, nadadeiras fechadas raspando no vidro do aquário e fundo. Os peixes ficam recobertos por uma fina malha de minúsculos pontos brancos, como se estivessem encobertos em talco, dando a impressão de um veludo. Popularmente é conhecida como doença do veludo.
É uma das doenças mais devastadoras dos alevinos de Betta, devendo o criador ficar atento aos primeiros sintomas para iniciar, o mais rápido possível, os tratamentos necessários.
Saprolegniose (Saprolegnia sp)
A saprolegnia parasítica é um dos fungos causadores dessa infecção. É identificada por seu crescimento micelial branco ou cinza claro com aspecto semelhante a algodão. Pode estar presente nos ovos, brânquias, boca e no tecido epitelial dos peixes, geralmente após alguma lesão anterior.
Popularmente é chamada de doença do chumaço de algodão, pois as hifas desses fungos crescem de tal maneira para fora do corpo do peixe que parecem amontoados de algodão (Siqueira 2004).
Segundo Roberts (1981), citado por Siqueira (2004), o termo saprolegniose é utilizado para descrever uma infecção micótica da pele e brânquias, cujo agente etiológico pertence à ordem Saprolegniales. Os gêneros Saprolegnia sp e Achlya sp são os que mais afetam os peixes.
Na criação de Bettas, a incidência dessa doença é relativamente alta, principalmente no período de reprodução. Algumas fêmeas que, durante o acasalamento sofreram algum tipo de lesão causada pelo macho podem desenvolver a saprolegniose. Seus ovos também podem ser acometidos; como prevenção, alguns criadores utilizam antifúngicos na água de reprodução.
Doenças bacterianas
Alguns sintomas, como exoftalmia, hidrópsia, nadadeiras necrosadas, lesões ulcerativas e hemorrágicas nos peixes, sugerem que este foi acometido por uma bacteriose. As contaminações bacterianas podem envolver
Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 147 mais de um microorganismo, ocorrendo algumas vezes de forma simultânea. Alguns desses sintomas estão descritos a seguir.
Exoftalmia ( Pop-eye )
A exoftalmia ocorre geralmente em peixes que habitam águas com baixa qualidade e sem controle de temperatura. Pode ser decorrente de algum trauma, podendo estar associado a outros sinais clínicos, como a hidrópsia. Os olhos apresentam-se inchados e com o aspecto fosco. É considerada uma afecção de fácil tratamento, e esse ocorre por meio de trocas parciais da água e utilização de antibióticos como a tetraciclina. Quando diagnosticado tardiamente, o peixe pode perder o olho afetado (Fig. 19).
Hidropsia
A hidropsia ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade celomática, músculos e pele dos peixes, podendo levar à paralisia dos órgãos afetados. O peixe não consegue eliminar água de seu organismo e fica com o ventre abaulado e com as escamas eriçadas. É uma das enfermidades mais temidas pelos aquaristas por ser de difícil tratamento (Fig. 20).
Necrose das nadadeiras
A necrose das nadadeiras ocorre na sua maioria em peixes jovens submetidos a situações estressantes, como variações de temperatura, excesso de amônia e matéria orgânica na água. As nadadeiras ficam
Faria et al. Criação, manejo e reprodução do peixe Betta splendens (Regan 1910).

Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.134-149 jul./dez. 2006. Disponível em w.cbra.org.br 148 esbranquiçadas e se desfazem. Quando diagnosticada e tratada precocemente com antibióticos, seu prognóstico é bom, podendo ocorrer reconstituição das nadadeiras afetadas (Fig. 21).
Constipação
A constipação intestinal não é provocada por nenhum tipo de parasita, fungo ou bactéria, é o resultado de uma alimentação de má qualidade, em especial quando se utilizam rações peletizadas com baixos níveis de proteína e de consistência muito dura.
O uso rotineiro desse tipo de ração faz com que haja um acúmulo no trato digestivo do animal, impedindo sua defecação. Após aproximadamente meses de utilização desse alimento, a cavidade celomática do peixe fica abaulada, ocorrendo a morte em poucos dias. Rações de boa qualidade nutricional e variações na alimentação diária (utilização de alimentos vivos frescos) podem evitar que essa afecção se instale.
Conclusão
A criação de Bettas é uma atividade simples, podendo ser realizada em pequenos lugares com um baixo custo e com uma boa lucratividade. O emprego de novas tecnologias nas áreas de reprodução, genética e nutrição associado a sua rusticidade e alta prolificidade fazem com que o número de criadores venha aumentando a cada ano.
O enfoque adotado é preponderante para o sucesso do empreendimento, é a diferenciação entre os produtores e aqueles que entram na atividade somente por hobby é um fator decisivo. Sendo assim, a criação de Bettas deve ser encarada de maneira profissional, visando sempre a obtenção de melhores índices zootécnicos e maiores rentabilidades. Referências









22 de jan. de 2016

Criação e Reprodução do Betta Splendens


Manual de Criação e Reprodução do Betta Splendens
2 Anatomia5
3 Nadadeiras, corpo e cauda6
4 Ciclo do nitrogênio8
5 Comportamento e Dicas9
6 Alimentação9
6.1Alimentos Industrializados 9
6.2 Alimentos Vivos9
6.2.1 Artêmia Salina Adulta10
6.2.2 Náuplios de Artêmia10
6.2.3 Microvermes1
6.2.4 Enquitréias1
6.3 Alimentos Congelados12
6.3.1 Artêmia Salina12
6.3.2 Coração de Boi12
6.3.3 Patê Hiperproteico12
7 Reprodução13
7.1 Introdução13
7.2 Preparação13
7.3 Matrizes13
7.4 Equipamento13
7.5 Montagem do Aquário de Reprodução15
7.6 Começando15
7.7 Desova16
7.8 Eclosão18
7.9 Alimentação dos Alevinos21
7.10 Água2
8 Distinguindo o Sexo24
9 Exercitando seu Betta24
9.1 Treinando a sua Agressividade24
9.2 Treinando a sua Agilidade25
9.3 Treinando a Coragem das Fêmeas25
10 Doenças25
10.1 Introdução25
10.2.3 Costiose- Nome Comum: Costia26
10.2.4 Olhos Embaçados ou Dactylogirose27
10.3 Doenças causadas por bactérias:27
10.3.1 Olhos Inchados (Pop-eye)27
10.3.2 Hidropsia27
10.3.3 Fungo na Boca (Cotton mouth)28
10.4 Doenças causadas por fungos28
10.4.1 Doença do algodão ou Saprolegniose28
10.5.1 Problemas de Bexiga Natatória29
1 Características Gerais: O Betta Splendens 4 10.2 Doenças causadas por protozoários e outros parasitas 25 10.2.1 Ictiofitiríase - Nomes comuns: Íctio ou Doença dos Pontos Brancos 26 10.2.2 Oodiniose - Nome comum: Doença do Veludo 26 10.5 Doenças causadas por alimentação inadequada 29 10.5.2 Constipação: 29
10.5.3 Doenças causadas por pH inadequado30
10.6 Prevenção e Profilaxia30
1 Como Desinfetar um Aquário31
12 Como Comprar Seu Betta31
13 Genética das Cores32
14 Genética do Betta32
14.1 COR PRETA EM BETTAS32
14.2 BETTAS CAMBOJANOS3
14.3 BETTAS BLOND34
14.4 BETTAS MÁRMORE34
14.5 BETTAS AMARELO35
14.6 COR VERMELHA NOS BETTAS36
14.7 BETTAS BUTTERFLY36
14.8 COR IRIDESCENTE EM BETTAS37
14.9 BETTA VERDE37
14.10 BETTAS AZUL AÇO37
14.1 BETTAS AZUL38
15.1 NADADEIRA LONGA38
15.2 DOUBLETAIL BETTAS38
15.3 BETTAS DELTATAIL39
15.4 BETTAS CROWNTAIL40
15.5 BETTAS HALFMOON40
16 Betta Selvagem41
17 Fotos43
17.1 Machos43
17.2 Fêmeas61
17.3 Abraço Nupcial64
3 15 VARIAÇÕES NAS NADADEIRAS DOS BETTAS 38 17.4 Alevinos 65
1. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O BETTA SPLENDENS
Nome popular : Betta, Peixe-de-briga. Nome Científico: Betta splendens (Regan- 1910) Tamanho: 6 a 10cm(Macho adulto)
Expectativa de vida: Vivem em média de 2 a 3 anos, Mas podem viver por até 9 anos. Com 6 meses já são adultos e estão aptos a reproduzir.
Dimorfismo sexual: Macho - Mais colorido e com nadadeiras maiores. A nadadeira dorsal apresenta I acúleo e 8 a 9 raios e a anal, I - IV acúleos e 21 a 24 raios. A Linha lateral é constituída de 30 à 32 escamas. Fêmeas - Menores, porém mais resistentes. Apresentam uma faixa transversal mais acentuada.
Temperatura: De 2 a 30ºC. Lembre-se que o peixe é um animal de sangue frio, "pecilotérmico". Quanto maior a temperatura mais alto é seu metabolismo, em conseqüência mais ele cresce, se alimenta e reproduz.
mínimo uma vez por semana. pH 6,6 a 7,2. dH 6 a 8
Água/pH/dH : Gosta de água velha, pobre em oxigênio. Troque a água no
Alimentação: Ração em flocos, BettaMin(tetra), Probetta(maramar) Blood
Worms Secos(Tetra) Tetra Krill (Crustáceos). Alimentos Naturais: Artemias (Vivas, congeladas, conserva) Blood Worms em conservas Insetos (mosquitos, etc) Patês, coração e fígado de boi, Enquitréias.
Descrição e Origem: Originados da Ásia, foram introduzidos na Europa, em 1890. Foi nessa época que eles começaram a aparecer no mercado de peixes para aquários. Sua chegada aos EUA, porém, só ocorreu alguns anos mais tarde. Tanto na europa quanto na América do Norte, no entanto, os Bettas importados, naquela época, eram de espécies selvagens. Somente depois é que os aquaristas os foram criando e obtendo os lindos e coloridos Bettas existentes hoje em dia, em milhões de aquários espalhados em todo o mundo. Como peixes ornamentais para aquários de água doce, os Bettas são dos mais apreciados, o que ocorre, naturalmente com os obtidos e selecionados em cativeiro, através de uma criação racional, pois foram conseguidas variedades já fixadas, de grande beleza, devido às suas lindas cores de tonalidades firmes, metálicas e com reflexos iridescentes e às suas grandes e belas nadadeiras e caudas simples ou duplas.
Reprodução: Peixe Ovíparo
Cuidados diários: Sempre ficar de olho na temperatura da água, e tome muito cuidado com a superfície, essa deve estar livre de: poeiras, sujeiras, ou algo que impossibilite os Bettas de respirarem o ar atmosférico. Caso eles não cheguem a superfície ele pode morrer até "afogado"!!!
Comportamento: Macho agressivo com outros machos(lutam até a morte). Já com outras espécies ele pode se tornar tímido e dificilmente os atacará. As fêmeas podem viver bem em aquários comunitários ou até mesmo com outras fêmeas, mas devem ter bastante espaço pois são territoriais e podem se tornar agressivas.
Beleza dos Bettas: Os Bettas (Splendes) são peixes muito bonitos e charmosos, ele é considerado um dos peixes mais bonito de água doce. As cores dos Bettas podem ser de vários matizes e mistura deles, como: marrom, roxo, rosa, vermelho, violeta, amarelo, bege, preto, branco, albino, azul, azul celestial, verde, e fora as combinações dessas. Procure excitar, todos os dias, seu betta macho, deixe ele olhando à um espelho ou para um outro macho durante dois períodos de 30 minutos, para as nadadeiras serem esticadas e crescerem de forma mais bonita, após o "exercício" alimente-os com alimentos de alto valor protéico.
2. ANATOMIA
3. NADADEIRAS, CORPO E CAUDA:
Os bettas, dependendo da linhagem, podem ter tamanhos diferentes quando adultos: • Existem os pequenos machos, de 4cm.
• Os médios, de 6cm ( que parecem ser os melhores reprodutores),
• E existem os grandes, de 8cm que não são muito bons na reprodução, além de não construírem ninhos de boa estrutura.


As melhores linhagens de caudas duplas são dos peixes que as têm divididas desde o pedúnculo caudal. Veja:

Fique atento!!! As vezes as nadadeiras ficam fechadas no betta e isso ocorre quando a água está muito ácida, por isso que as trocas são importantes.
4. CICLO DO NITROGÊNIO:

5. COMPORTAMENTO E DICAS:
Os bettas machos são muito agressivos entre si, e devem portanto viver em pequenos aquários ( ou vidros de conserva) individuais. Coloque em uma estante os bettas macho em seus respectivos vidros e entre eles deixe uma cartolina, para que os peixes não fiquem estressados, pois um ficará provocando o outro e a constante provocação não faz bem para eles. Basta dois períodos de 30 minutos, assim as nadadeiras ficam esticadas e bonitas.
Na hora de comprar um betta sempre escolha animais ativos que tenham construído ninho de bolhas nos recipientes em que vivem, e sempre que possível dê preferência a bettas de criadores pois assim você obterá mais informações sobre as origens do peixe e cuidados que o peixe tem como costume.
O Betta é um animal com estimativa de vida em torno de 3 anos, ao comprar um betta você deverá observar o tamanho do animal e calcular (aproximadamente) sua idade, para assim saber quanto tempo resta de vida ao seu animalzinho.
O Betta deve ser alimentado de duas a três vezes ao dia, em pequenas porções, para que não fiquem restos de comida na beteira
Procure variar o cardápio do seu betta oferecendo alimentos vivos como artêmia, microvermes e eqnuitréias.
Troque parcialmente a água de seus bettas a cada 5 dias, isso evita que a água fique ácida, evita o surgimento de doenças e mantém o peixe mais saudável livre de possíveis bactérias.
A agua utilizada nas trocas totais ou parciais de água deve ser totalmente desclorada, se possível deixe-a descansando em uma garrafa aberta por 2 dias. Em trocas de emergência utilize algumas gotas de anti-cloro na água que será adicionada.
Utilize plantas naturais para absorção de nitrito e nitrato. Não é aconselhável a utilização de areias ou cascalhos no fundo dos aquários dos bettas, isso dificulta a limpeza parcial da água, porém se seu aquário tem caráter decorativo, de preferência a cascalhos que não soltem tinta e não interfiram no PH da água, como por exemplo o cascalho de rio.
6. Alimentação:
6.1 Alimentos Industrializados:
Os alimentos industrializados são aquelas rações fornecidas diariamente aos
Bettas, ele também é chamado de Alimentação Habitual, o mais recomendado é a ração em pequenos grãos ou flocos e com 46% de proteína bruta que é o que realmente importa na nutrição de um peixe carnívoro como os Bettas, dentre elas estão a Tetramin (Granules) ou Bettamin (Flakes) do fornecedor Tetra.
6.2 Alimentos vivos: O alimento vivo é de vital importância na complementação da alimentação de qualquer Betta saudável.Ele deve ser oferecido aos Bettas de forma intercalada com a alimentação industrializada, existem diversos tipos de alimentos vivos, os mais recomendados são:
6.2.1 Artêmia Salina - Adulta - Alimento super nutritivo e altamente recomendado para Bettas adultos e ou filhotes a partir de 3 meses.

Artêmias Adultas 6.2.2 Náuplios de Artêmia - São filhotes de artêmia adulta, são adquiridos em forma de cistos que devem ser colocados em água salgada com aeração para depois de 24 Horas então obter a eclosão dos cistos e ai sim ter náuplios de artêmia. Esse alimento é INDISPENSÁVEL na nutrição dos filhotes de Bettas desde o quinto dia de vida até 2 meses.
Cistos de Artêmia
6.2.3 Microvermes - Alimento altamente recomendado para alevinos no seu primeiro mês de vida.
Microvermes 6.2.4 Enquitréias - Recomendado para alevinos (filhotes) a partir de 25 dias de vida, pode e deve também ser utilizado periodicamente na alimentação de Bettas adultos.

Enquitréias
6.3 ALIMENTOS CONGELADOS:
6.3.1 Artêmia Salina - O mesmo teor nutritivo do alimento vivo com a praticidade do alimento congelado.

6.3.2 Coração de boi - Alimento com alto teor proteico ideal para o complemento da alimentação de suas melhores matrizes. 6.3.3 Patê Hiperproteico (Carne + Vegetais) - Alimento versátil, congelado e muito nutritivo.
7. REPRODUÇÃO:
7.1 INTRODUÇÃO
A reprodução do Betta é relativamente simples. O criador que deseja reproduzir seus bettas deve ter adquirido uma boa bagagem de informações e muniu-se de uma série de materiais que serão necessários no processo de reprodução e criação dos alevinos.
7.2 PREPARAÇÃO
Se você é iniciante é interessante você entre em contato (mesmo que via internet) com criadores experientes na busca de boas matrizes e culturas de alimentos vivos ( devem ser iniciadas o mais cedo possível ).
7.3 MATRIZES
Matrizes de boa qualidade dificilmente serão encontradas em lojas. Você deve preferencialmente adquiri-las de algum criador. É bom que você adquira, no mínimo, dois casais. Você deve fazer uma boa alimentação no mínimo uma semana antes de colocar as matrizes para cruzar. É interessante preparar duas fêmeas.
7.4 EQUIPAMENTO
Copo plástico ou de isopor cortado na vertical. Este artifício vai servir de suporte para o ninho. O macho dificilmente vai escolher outro lugar para fazer o ninho.
Você pode prendê-lo ao vidro por meio de uma boa fita adesiva (A fita adesiva costuma descolar). Você também pode optar por somente um simples pedaço retangular de isopor no canto do aquário.
No caso do copo plástico, prefira um de cor opaca, pois o transparente ele pode ignorar.
Recipiente para a fêmea - Eu uso uma garrafa PET transparente com o fundo parcialmente cortado, pois assim na hora em que a fêmea for solta, não ira mexer muito na água, correndo menos riscos de lesão ao ninho de bolhas.
Termômetro - Lojas de equipamentos médicos vendem termômetros de precisão muito rápidos e confiáveis por um preço acessível. OBS: Tenha cuidado para não comprar um termômetro clínico de febre, pois eles só medem a temperatura máxima.
Aquecedor com termostato - É muito importante ter um aquecedor com termostato, mesmo em regiões de clima estável. Uma queda brusca de temperatura é, quase sempre, um desastre. Os aquecedores ideais, neste caso são os eletrônicos como o italiano "Visitherm"(varia apenas 0.2ºC), porém são equipamentos caros. Você pode usar os comuns (aquele com a rodinha em cima),porém eles não funcionam direito.Pode ser que depois de uma semana funcionando perfeitamente e você chegar em casa e a água pode estar nos 36º ou nos 15º, não diga que não foi avisado.
40x20x30cm(CxLxH). Pode ser de vidro, plástico, isopor etcDeve ter Tampa. A
Tanque de criação - O tamanho do tanque depende muito da técnica e da experiência de cada criador. Para um iniciante o tamanho ideal é de tampa conserva melhor a temperatura e umidade da superfície, segura o ninho por mais tempo e vai proteger os alevinos de um choque térmico na hora de respirar.
Musgo-de-java - É essencial ter plantas vivas no aquário, devido sua capacidade de filtragem, absorção de toxinas, suporte para os alevinos e como um eventual esconderijo para a fêmea.
Condicionadores e testes de água - Anti-cloro, Teste de pH, etc.
7.5 MONTAGEM DO AQUÁRIO DE REPRODUÇÃO
Você pode preparar o aquário alguns dias antes de colocar o casal.
Ex.: Condicionadores, preventivos etcUse apenas, água limpa (sem cloro)
Assim você terá tempo para testar os equipamentos, pH, temperatura, etc. Mantenha o aquário sem habitantes neste período. Evite artifícios químicos. e plantas naturais (devidamente desinfetadas.).
É importante que você deixe uma coluna de água de 8 a 12 cm e após a eclosão baixe para 6 cm. Uma coluna d’agua acima de 12 cm pode ser prejudicial aos alevinos devido à pressão.
Coloque sobre o vidro do fundo do aquário uma cartolina preta. Isso ajuda o macho a ver os ovos.
Coloque o aquário em um local calmo e tranqüilo para o casal não se assustar.
7.6 COMEÇANDO
Procure cruzar apenas peixes com 6 meses de vida. O macho escolhido é colocado no aquário. Neste momento ele começa a fazer um reconhecimento detalhado do espaço. O tempo que ele fica sozinho é relativo.
Hora de colocar a fêmea. Coloque a garrafa com o fundo cortado em frente ao ninho, de modo que o macho possa rodeá-lo. Coloque a fêmea que vai ficar em "Banho Maria". Este artifício serve para que a fêmea não seja atacada num primeiro momento. O macho percebe que se trata de uma fêmea e em pouco tempo começa a construir o ninho de bolhas (é normal que ele demore um pouco a começar a construção do ninho que pode demorar até umas 2 horas após a colocação da fêmea). O casal deve "namorar" nesta situação até que a fêmea apresente certos sinais de que aceitou o macho e o macho ter construído um bom ninho.
Fêmea apresenta listas verticais.
Nada em "zig-zag", nadadeiras fechadas, sempre prestando atenção no macho.
Deixe a fêmea na garrafa por no máximo 24 horas. Neste período o macho já deve ter construído um bom ninho de bolhas. Caso contrário você pode pegar o ninho de outro macho com uma colher e colocá-lo no local desejado. Isto deve incentivar o macho.
Após este período, mesmo que o macho não tenha construído ninho, você deve soltar a fêmea. Ele pode começar a construir com a fêmea solta.
Ao soltar a fêmea no aquário esteja preparado para ver o "pau comer"! O macho vai dar uns safanões na fêmea e vice-versa.
7.7 DESOVA
O acasalamento propriamente dito (desova) deve demorar um certo tempo. A média é que ocorra em 24h. Se o macho não estiver machucando muito a fêmea você pode ir deixando. Importante é que ela tenha onde se esconder por um certo tempo(musgo de Java). Uma hora ela deve ceder ao macho. Insista!!!
Abraço nupcial.
O macho atrai a fêmea para baixo do ninho de bolhas e se "dobra" apertando a fêmea com o próprio corpo fazendo a fêmea liberar os ovos. Este é o abraço nupcial. No início o macho pode ser um pouco desajeitado, fazendo com que a fêmea libere poucos ovos ou até nenhum. Não se preocupe! Depois de um certo tempo ele "pega o jeito" e então a fêmea começa a desovar de 20 a 50 ovos em cada abraço nupcial. A desova total é de 300 a 1000 ovos branco leitosos (amarelados).
Fêmea "em transe"
Após o abraço nupcial (que dura de 3 a 5 segundos) a fêmea entra numa espécie de transe. O macho por sua vez começa o trabalho de recolher os ovos que caem no fundo do aquário. Por alguns segundos a fêmea vai ficar como se estivesse morta, recobrando os sentidos alguns segundos depois, indo ajudar o macho na procura dos ovos. O casal recolhe delicadamente com a boca cada um dos ovos que caem cuspindoos todos de uma vez no ninho após alguns momentos.
Os abraços nupciais podem levar varias horas e só terminam quando a fêmea não tem mais ovos para expelir. Nesta hora ela começa a ser expulsa pelo macho. Quando você reparar esta situação, retire a fêmea imediatamente ,com uma rede, para que não seja muito machucada pelo macho.
Fêmea depois da desova - machucada.
Ao retirar a fêmea coloque-a em local tranqüilo e água limpa. Você pode fazer uma dose preventiva de Aquarisol e algumas pedrinhas de sal grosso.
Agora sozinho o macho começa o trabalho duro. O macho se transformará num pai muito dedicado, todo momento arrumando o ninho, mudando ovos de lugar e recolocando os que venham a cair. Esta etapa deve durar de 2 à 3 dias. Durante este tempo o macho não vai se alimentar, pois numa outra ocasião, caso lhe falte comida, os ovos serão devorados. Também para evitar sujeira na água.
O macho dificilmente come os ovos. É comum criadores iniciantes ficarem "paranóicos" com esta situação. Na realidade o macho passa o tempo tudo trabalhando na manutenção do ninho e dos ovos, freqüentemente trocando-os de lugar e renovando o ninho. O macho, eventualmente, come os ovos que não foram fecundados e também algum que estejam fungados. Existe na verdade, caso de bettas comedores de ovos. Porém estes acabam com os ovos rapidamente e perdem o interesse no ninho. O comportamento nestes casos é bem característico, porém raro. Nestes casos a matriz deve ser dispensada, já que este é um fator genético, portanto hereditário. Em 24/48h deve ocorrer a eclosão.
7.8 ECLOSÃO
Depois de 24 a 48 horas você vai começar a perceber alguns "fiozinhos" pendurados no ninho. São seus alevinos que acabaram de eclodir e que irão depender somente da ajuda do pai e de seus sacos vitelinos (Sua única fonte de alimento).
O ninho fica escuro ( por causa dos filhotes) e os alevinos ficam na posição vertical durante 3 a 5 dias.
A coluna de água pode ser diminuída para os 6cm, mas é importante que o suporte do ninho desça junto, para que o ninho não se desfaça. Para isto se deve usar uma mangueira de ar com uma pedra-porosa na ponta. Processo deve ser lento. Deve-se evitar uma coluna d'água acima dos 12cm, pois a pressão da água pode matar os alevinos.
Alevinos Recém eclodidos

A partir deste momento eles crescerão rapidamente. Após um dia da eclosão, os alevinos começam a fazer movimentos espasmódicos de subida e descida, como se aprendendo a nadar. Neste momento alguns poderão ir direto para o chão, só conseguindo voltar com o auxílio do pai. Não se preocupe se eles permanecerem no chão, é normal!!!
De 3 a 5 dias após o nascimento dos alevinos, o saco vitelino já foi totalmente absorvido e os alevinos começam a nadar na horizontal, se espalhando pelo aquário. É hora de retirar o pai (exausto) e dar-lhe o tratamento merecido. Deixando o macho além deste período os alevinos correm o risco de serem devorados. A partir deste momento os alevinos dependem exclusivamente de você.
4dias após a eclosão, nadando na horizontal.
Tamanho do Alevino de 5dias.
Ao retirar o macho do aquário de criação, faça isso com as mãos, pois a rede pode aprisionar alguns alevinos.
O Alevino passa por um período crítico, compreendendo o período das primeiras duas semanas de vida.
A primeira coisa a fazer é ligar o aerador com pedra porosa (bem fraca). Desta maneira você "quebra" a tensão superficial, oxigenando a água (isso deve ser feito no dia em que houver a eclosão e só deve ser desligado depois de 30 a 40 dias após, quando o labirinto dos peixes já vai estar formado).
A “corte” entre os bettas as vezes pode ser bastante violenta. Fique atento, pois as fêmeas poderão sofrer muito desta violência.
O crescimento dos alevinos não é homogêneo, observe isso e para evitar o canibalismo, periodicamente, vá separando os peixes maiores dos menores, colocando os machos nos vidros individuais e as fêmeas juntas.
Na escolha de um bom macho para você colocar no aquário de criação observe se ele em seu aquário individual está tentando constantemente construir um ninho de bolhas. Este é o sinal de um bom macho.
7.9 ALIMENTAÇÃO ALEVINOS:
A primeira fonte de alimento deve ser os nauplios de artêmia. O resultado obtido é de mais de 90% de sobrevivência e desenvolvimento normal até a fase adulta.
Não use infusórios! Apesar de muitos criadores questionarem o uso de infusórios, os alevinos menores que necessitam de infusórios morrem já nos primeiros dias. Se salvos seriam aqueles filhotes que demoram muito para crescer e que nunca atingem um tamanho ideal. Sem contar a grande possibilidade de apodrecer a água do aquário.

O tom alaranjado dos os náuplios de artêmia.
Microvermes
Artêmia(nauplios)
Artêmia adulta
Enquitréias
Ração
Patê
Tabela alimento/idade (aprox.) 1ªsem. 2ªsem. 4ªsem. 6ªsem. 8ªsem. 10ªsem. 12ªsem.
Obs.: Importante que os nauplios não sejam a única fonte de alimento, pois os alevinos podem desenvolver problemas de bexiga natatória. microvermes, enquitréias, também são fundamentais.
A receita para uma ninhada saudável não é cara nem complicada. Basta um bom "novelo" de musgo de Java para absorção de nitrito e um filtro de espuma para promover a troca de gazes. pH próximo do neutro, temperatura em 28ª(ou aprox.). Aquário limpo.
Aqui a verdadeira filtragem acontece durante a troca parcial. Filtro não substitui a troca parcial.
A "água nova" deve ter pH e temperatura observados. A entrada da água deve ser lenta.
Nas primeiras duas semanas deve-se evitar fazer trocas. Você pode acrescentar água. Desde que não ultrapasse 1/4 do volume inicial.
Da 2ª semana aos 40dias as trocas devem ser feitas a cada 48h. trocando 40% da água. Para evitar aspirar algum alevino a água é retirada usando uma mangueira de ar com pedra porosa na ponta. Para "sinfonar" o fundo pode-se usar uma mangueira com meia-calça na ponta.
Após 40dias os as trocas podem ser mais freqüentes e em maior quantidade. Lembrando que a quantidade de troca esta ligado diretamente à quantidade de comida.
Tabela de crescimento (aprox.)
Começam a nadar 3mm 1ª Semana 0.5-1cm 2ª Semana 0.8-1.2cm 3ª Semana 1-1.8cm 4ª Semana 2-2.5cm 6ª Semana 3 cm
Tamanho x Idade (em média)
1ª Semana de idade.
2ª Semana de idade.
3ª Semana de idade. 4ª Semana de idade.

6ª Semana de idade. Já apresenta o conjunto de nadadeiras, porém quase nenhuma pigmentação.
8. Distinguindo o Sexo e separando os machos:
A partir da 10ª semana você vai começar a distinguir o sexo dos alevinos. Os
Machos normalmente são os maiores alevinos da ninhada. Tem um corpo mais alongado, nadadeiras mais desenvolvidas (principalmente a caudal e pélvicas) enquanto que as fêmeas tem um desenvolvimento menor e apresentam um ovipositor (ponto branco entre as nadadeiras pélvicas).
Logo que o macho é identificado pode ser separado em recipiente individual.
Com 4 meses de idade você vai ter uma macho adulto de bom tamanho. Aos 6 meses eles já podem estar tendo seus próprios filhotes.
As fêmeas podem continuar juntas, desde que com bastante espaço. Quando separadas, dificilmente vão se adaptar a um tanque comunitário de novo.
9. EXERCITANDO O SEU BETTA:
Esses exercícios os ajudarão a manter a forma física do peixe, aumentando a coloração, a força e a beleza do peixe, deixando ele mais animado para as reproduções.
9.1 Treinando a sua agressividade: Esse exercício eu não aconselho muito, pois deixa o peixe muito agressivo:
Coloque o macho em um aquário, de mais ou menos uns 25 litros, com 5 a 8 fêmeas pequenas. Plante bem o aquário para as fêmeas se esconderem. No primeiro dia o macho não ficará muito interessado em perseguir as fêmeas, mas no segundo você vai ver que o macho esta correndo atrás delas. Deixe o macho persegui-las por no máximo 30 minutos por dia. Faça isso de 5 a 10 dias, e seu macho ficará com um corpo muito forte, rápido e de mandíbulas fortes. Já no terceiro dia você começa a ver a diferença.
9.2 Treinando a sua agilidade:
Coloque o peixe em um pote redondo e rode a água em círculos, o suficiente para o betta ser levado pela correnteza. Faça isso por no máximo 5 minutos. Se o peixe parar de nadar contra a correnteza, pare o exercício imediatamente.
9.3 Treinando a coragem das fêmeas:
Algumas fêmeas morrem de medo do macho, e na hora do acasalamento elas não deixam o macho se aproximar. Esse exercício é especialmente feito para isso, para tirar o medo que as fêmeas tem dos machos. Pegue uma fêmea ovada, pronta para reproduzir e solte-a com o macho, durante no máximo 10 minutos. Faça isso todos os dias, e assim as fêmeas perdem pouco a pouco o medo do macho.
10. Doenças
10.1 INTRODUÇÃO
O Betta Splendens, assim como todos os peixes de cativeiro, está sujeito à uma série de doenças, principalmente transmissíveis. Por isso todo criador deve ter em mente que o maior aliado da saúde do betta é a higiene preventiva. Por que é mais fácil evitar doenças do que curá-las.
10.2 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS E OUTROS PARASITAS:
Protozoários são pequenos seres formados por uma única célula. Podem apresentar duas fases no seu ciclo de vida: a forma de cistos e a forma livre-natante. Na maioria das vezes eles se manifestam quando ocorre uma queda brusca na temperatura da água.
10.2.1 ICTIOFITIRÍASE - NOMES COMUNS: ÍCTIO OU DOENÇA DOS PONTOS BRANCOS:
É causada pelo protozoário Ichthyophthyrius multifiliis, que normalmente se manifesta quando os peixes são submetidos a quedas bruscas de temperatura. No estágio inicial da infestação o peixe se esfrega no fundo e nos objetos de decoração do aquário. As nadadeiras ficam mais fechadas, ocorre perda de apetite e a respiração se torna ofegante. Surgem então pequenos pontos brancos espalhados por toda a superfície do corpo e nadadeiras. Este ectoparasita apresenta um ciclo evolutivo onde os indivíduos alojados sob a epiderme do peixe (trofozoítos) evoluem até alcançar a maturidade. Posteriormente abandonam o corpo do peixe para se alojar no fundo e/ou se fixar nos objetos do aquário e assim iniciar um processo de reprodução através de várias divisões. Um indivíduo maduro gera milhares de novos indivíduos (tomitos), os quais evoluem para uma forma livre nadante (terontes), forma infestante da doença.
Todos os medicamentos destinados ao combate deste ectoparasita somente conseguem eliminá-lo quando este se encontra na fase livre nadante, ou seja, na fase de teronte. Portanto, para se erradicar esta parasitose do aquário é preciso que o medicamento esteja ativo durante todo o ciclo de vida do parasita, para combatê-lo quando este estiver na fase de teronte.
Um detalhe importante é que a velocidade deste ciclo é extremamente influenciada pela temperatura. Enquanto um ciclo de vida se completa em 35 dias a 10 ºC, este mesmo ciclo terá duração de 2 dias se a água for mantida a 27 ºC. Quando a água atinge 32 ºC a reprodução do parasita é prejudicada. Aqui está então um recurso de manejo aplicável durante o tratamento da ictiofitiríase. A elevação da temperatura para a faixa compreendida entre 30 e 32 ºC, aumenta a eficiência dos medicamentos levando ao desaparecimento dos sintomas de forma mais rápida. Tratamento: Temperatura em 30/32º e uso de parasiticida.
10.2.2 OODINIOSE - NOME COMUM: DOENÇA DO VELUDO.
Causada pelo protozoário Oodinium pilullaris. Este protozoário também costuma se manifestar quando ocorrem quedas bruscas de temperatura. Falta de apetite, emagrecimento, respiração ofegante, perda de equilíbrio e numerosos pontinhos dourados conferindo ao peixe uma aparência aveludada, são os principais sintomas desta doença. Ela é muito contagiosa e espalha-se rapidamente no aquário. Seu ciclo de vida é semelhante ao do protozoário causador do Íctio. É comum constatar sintomas de asfixia nos peixes infectados. Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
10.2.3 Costiose - Nome comum: Costia.
Pode ser causada pelos protozoários Ichthyobodo sp. (Costia sp.), Chilodonella sp., Cylochaeta sp. e Brooklynella sp. entre outros. Os peixes apresentam o corpo com aspecto esbranquiçado ou nebuloso, falta de apetite e presença de ramificações vermelhas nas nadadeiras. Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
10.2.4 OLHOS EMBAÇADOS OU DACTYLOGIROSE
Causada pelos trematodos monogenéticos Dactylogirus sp. e Gyrodactylus sp.
Os peixes apresentam os olhos cobertos com uma espécie de névoa, inchaço das brânquias, respiração ofegante, falta de apetite e outros sintomas associados às infecções por fungos ou bactérias. Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
10.3 DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS:
10.3.1 OLHOS INCHADOS (POP-EYE)
Os olhos apresentam-se inchados e com o aspecto "saltado" e fosco. É uma doença causada pela má qualidade da água. Não é uma doença fatal, nem contagiosa e é de fácil tratamento. Ocasionalmente o peixe pode perder o olho afetado. Tratamento: Troque 100% da água. Use um antibiótico.

A Hidropsia não é uma doença, mas um conjunto de sintomas e sinais que surgem no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes, com conseqüências para todos os seus órgãos. Quando isto ocorre, o nível de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui, fica aquoso. Ocorre insuficiência dos rins e do coração do peixe. Ele não consegue eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam.
Tratamento: O início imediato do tratamento é essencial. Quanto mais cedo se iniciar, melhores as chances de o peixe reagir. Contra a inchação do peixe, em si, para ajudá-lo a eliminar água, pode-se tentar o uso do sal grosso. Antibióticos indicados são
Aureomicina (clorotetraciclina) 25mg/L. Terramicina (oxitetraciclina), 50mg/L,em banhos de 24 a 72 horas, renovando-se a solução se estiver dando resultado.
Cloromicetina(cloranfenicol),também é usada na mesma dosagem e tempo que a Terramicina.

10.3.3 FUNGO NA BOCA (COTTON MOUTH)
Apesar do nome, normalmente é causada pela ação da bactéria Flexibacter columaris . Possuí como característica a presença de pequenos filamentos ou tufos de algodão formando uma grossa camada ao redor da boca. É comum a ocorrência simultânea de fungos.
Tratamento: Uso de antibiótico associado com um fungicida.
10.4 DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS:
Possuem como característica o surgimento de estruturas presas aos peixes semelhantes a tufos de algodão. São consideradas doenças oportunistas que se manifestam quando ocorre uma queda na qualidade da água, responsável pela queda no sistema imunológico dos peixes, tornando-os suscetíveis à doença.
10.4.1 DOENÇA DO ALGODÃO OU SAPROLEGNIOSE
Ichthyosporidium spO peixe apresenta tufos semelhantes a algodão na superfície do
Causada principalmente pelos fungos Saprolegnia sp. , Achlya sp. e corpo ou nadadeiras. Muitas vezes pode haver perda de escamas. Tratamento: Uso de fungicida.
10.5 DOENÇAS CAUSADAS POR ALIMENTAÇÃO INADEQUADA:
10.5.1 Problemas de bexiga natatória: Bettas com problemas na Bexiga Natatória nadam com dificuldade e tem problemas em se manter na horizontal. Podem ficar no fundo, nadando por espasmos para chegar à superfície. Podem também ficar sempre na superfície como que "boiando". A causa é a alimentação; má qualidade, pouco variada e(ou) em excesso. Ração em "bolinhas" é o agente nº1 deste problema. Também é um problema muito comum em alevinos de 4/8 semanas que comem apenas náuplios de artêmia. O betta deve voltar ao normal normalmente(principalmente os filhotes), porém em alguns casos o problema é irreversível.
Tratamento: Mudar a dieta. Se possível oferecer alimentos vivos, patês, etc.
Evitar as "bolinhas". É interessante colocar o betta em recipiente com poucos centímetros de água. No caso dos alevinos deve-se adquirir algum alimento alternativo (ex.: microvermes). Interromper os nauplios por alguns dias.
A Constipação Intestinal não é uma doença, pois mesmo com o problema o
Betta ainda se alimenta e porque ela não é provocada por nenhum tipo de parasita, fungo ou bactéria. Ela é o resultado de uma alimentação de má qualidade, em especial aquelas rações que vem em formato de bolinhas. Foi citado as bolinhas porque na grande maioria dos casos de constipação as bolinhas são as principais "vilãs". O problema da bolinha como ração é que ela não possui bons níveis de proteínas e principalmente por ser muito dura, pois o Betta tem um intestino muito delicado e na natureza o come basicamente moscas e pequenos vermes que são facilmente digeridos. Por ser dura, em cerca de 6 a 8 meses a bolinha acaba criando uma espécie de gelatina, ou melhor, um embolado de ração no estômago do animal e este embolo impede a defecação do peixe, e em poucos dias após não defecar mais o Betta morre.
É importante também lembrar que existem Bettas que vivem anos comendo as rações em bolinhas sem apresentarem este problema, isso é possível porque existem Bettas que são mais resistentes, assim como existem Bettas que morrem após 6 meses sendo alimentado com esta ração. Então é melhor não ficar arriscando e brincando com a vida do Betta e garantir uma vida saudável ao peixe comprando uma ração de boa qualidade.
Tratamento para um Betta já constipado, em estágio não muito avançado: É quando o Betta ainda está se alimentando e apresenta uma pequena dilatação do abdômem. 1. Suspenda a alimentação por 3 dias. 2. No terceiro dia comece a oferecer ração da Tetra (Tetra BettaMin) ou qualquer outra de BOA qualidade e artemias vivas ou bloodworms.
Tratamento para um Betta já constipado, em estágio muito avançado: Quando o Betta já está a vários dias sem comer apresenta uma grande dilatação do abdômem.
A única maneira que conheço para este estágio seria pegar o peixe na mão com um paninho para ele não escorregar e introduzir uma agulha pelo ânus do Betta.
Faça assim: Compre uma agulha (só a agulha) de aplicação de insulina que é mais fina, esterilize, e retire o Betta da água segurando-o firmemente com um paninho (cuidado para não machucá-lo) e ao lado direito do orifício anal introduza somente a ponta da agulha e precione levemente. Isso fará com que seja eliminado o líquido que está em seu abdômem. Aconselha-se esta prática apenas para os mais experientes, mas se você notar que não há mais jeito e não conhece ninguém que possa fazer isso para você, então faça você mesmo.

10.5.3 DOENÇAS CAUSADAS POR PH INADEQUADO:
-Água muito ácida Nadadeiras fechadas , escamas eriçadas, natação irregular , tremores.
-Água muito alcalina Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junto à superfície. Pode haver perda de escamas.
10.6 PREVENÇÃO E PROFILAXIA
Regra : Não se usa preventivo em peixes saudáveis
A prevenção é a melhor maneira de evitar doenças. -Quarentena.
A primeira de todas as medidas profiláticas é fazer a quarentena de peixes e plantas adquiridos. Os peixes e as plantas devem ser primeiramente desinfetados numa solução de permanganato de potássio (pode usar labcon clean). Depois, os peixes devem ser colocados num aquário de isolamento por um período de 28 dias e só então colocado no aquário. Caso não tenha apresentado nenhum sintoma de doença.
-Desinfecção. Outra questão importante é a desinfecção de aquários e redes. As redes podem ser desinfetadas com em uma solução de água/cloro numa proporção de 20/1(vinte partes de água por uma parte de cloro.), por um período de uma hora. Depois deste processo a rede deve ser bem enxaguada afim de retirar qualquer resíduo de cloro.
11. COMO DESINFETAR UM AQUÁRIO:
O processo de desinfecção de um aquário é muito simples e mesmo assim muita gente desconhece.
Esta desinfecção sempre precisa ser feita quando um peixe morre em um aquário, ou você consegue curá-lo de uma doença dentro deste aquário. Esse processo é obrigatório principalmente em um aquário que um Betta morreu de HIDROPISIA, que é MUITO contagiosa. Para desinfetar o aquário faça o seguinte:
* Use água sanitária ou permanganato de potássio numa proporção de 20/1(vinte partes de água por uma parte de cloro) e depois lave MUITO BEM. Antes de serem reutilizados devem ficar expostos ao sol, numa solução de água (sem cloro) e sal grosso(1colhe de sopa/L) a fim de eliminar qualquer resíduo de cloro que possa ter sido absorvido pelo silicone. Ah, e se você comprou um Betta com hidropisia na loja, não compre outro lá, porque o lojista pode estar usando uma mesma redinha em todos os aquários, contaminando todos os peixes da loja.
12. COMO COMPRAR SEU BETTA
NUNCA COLOQUE MACHOS DE BETTA JUNTOS NUM MESMO AQUÁRIO, ELES PODEM BRIGAR ATÉ MORRER! 1. Só compre um Betta se tiver tempo para ele pelo menos duas vezes ao dia. 2. Compre antes de tudo um aquário, só depois o peixe. 3. 4. Quando você chegar na loja repare se os peixes não estão muito parados ou doentes.
5. Se o Betta está ativo e feliz você já pode levá-lo para casa com segurança. 6. O melhor Betta é aquele que está constantemente construindo um ninho de bolhas em seu aquário, compre esse de preferência.
13. GENÉTICA DAS CORES
São inúmeras as belas e diferentes cores em que podemos encontrar Bettas hoje em dia. Isso se deve à grande tecnologia de seleção genética que foi aprimorada primeiro pelos chineses desde o início do século, até a chegada das modernas técnicas de seleção genética para reprodução.
Toda esta variedade de cores, sabe-se hoje, deve-se a quatro genes, que interagem e criam as mais belas cores. Então, vamos lá: o primeiro gene controla a cor amarela, o segundo gene controla a cor preta, o terceiro a cor vermelha e o quarto, azul. Isto quer dizer que para ter um Betta amarelo, você tem que ter um que tenha genes para não-vermelho, não-azul (iridescente), e não preto (albino). Existem 3 tipos de azul: Metálico, royal e esverdeado. Royal é a forma misturada das outras duas. Bettas Cambojanos são basicamente bettas com uma cor no corpo e outra na nadadeira.
Entre as camadas de cores existem também dominâncias, Azul, Vermelho,
Preto e Amarelo. Para desenvolvermos uma linhagem, é necessário que escolhamos reprodutores geneticamente compatíveis com o que queremos. Há situações em que temos um exemplar macho ou fêmea que queremos perpetuar, mas não temos um companheiro para a reprodução, com as mesmas características. A solução prática para isso é: conseguir um companheiro o mais recessivo possível, albino, ou amarelo.
Lembre-se: nós só falamos aqui na genética das cores, mas há de se analisar outras características genéticas, como forma e tamanho de nadadeiras, do corpo, etc.
14. GENÉTICA DO BETTA
14.1 COR PRETA EM BETTAS
Em tipo selvagem Preto de Bettas é uma cor que está freqüentemente coberto através de outras cores. A distribuição de pigmento Preto está por toda parte do peixe com exceção da maioria da nadadeira caudal e a área de abdominal. Esta dispersão é de densidade média, mas não é normalmente óbvio por causa de outras cores sobrepostas
Também são chamados BETTAS PRETO Melanos. Um gene mutante causou o pigmento Preto a grandemente ser aumentado em densidade e área de cobertura. A aparência global deste Bettas é bastante preta. O gene transformado que causa aumento na cor Preta em Bettas é recessivo ao gene Preto normal. Isto significa que se um Betta
Melano fossem gerados de um Betta normal que não tem o gene Preto transformado, toda a descendência se pareceria com Bettas Multicor. Estes descendentes estariam levando o gene para melanismo, mas não mostraria na coloração deles. Este Bettas seriam chamados genótipos Pretos e seria indistinguível de Multicolor normal. Características recessivas só ficam visíveis se ambos os pais passarem o gene de mutante à descendência deles. Alguns resultados representativos são apresentados abaixo:
Gen. para o Preto Melano ai M ãe Descendentes reto V ermelha
100% Multicolor (Genótipo Preto)
Preto
Multic olor (Genótipo Preto)
Multicolor (Genótipo Preto)
Preto Preta Fêmeas pretas inférteis
Multic olor
(Genótipo Preto)
Azul 100% Multicolor (50% Genótipo Preto)
Multic olor (Genótipo Preto)
Multic olor (Genótipo Preto)
25% Pretos, 75% Multicolor (67%Genótipo Preto)
14.2 BETTAS CAMBOJANOS
São Bettas corpos com cor creme. Este mutante foi descoberto primeiro no
Camboja. Neste caso a mutação causa uma ausência de pigmentos Pretos no peixe. Outras cores como Vermelho, Amarele, e Azul ou Verde podem estar presente. As nadadeiras não são tão notoriamente afetadas quanto o corpo e são sempre profundamente coloridas (com cores diferente de Preto). Como o gene para Melano o gene cambojano é também recessivo ao gene Preto normal. Alguns resultados representativos gerados serão apresentados...
Gen para o Camboja
Pai Mãe Descendentes
Camboja Verde 100% Multicolor (Genótipo Camboja) Camboja Multicolor (Gen Camboja) 50% Camboja 50% Multicolor (G Camboja) Camboja Camboja 100% Camboja
Multicolor (Gen Camboja) Vermelho (Corpo Escuro) 100% Multicolor (50% Genótipo Camboja) Multicolor (Gen Camboja) Multicolor (Gen Camboja) 25%Camboja 75% Multicolor (67G Camboja)
14.3 BETTAS BLOND
Bettas que enfraqueceram ou perderam cores devido a um gene de mutante que causou o pigmento Preto a ser reduzido significativamente em densidade. A aparência global desse Bettas é completamente pálido com uma falta notável de contraste de cor. Um Betta Vermelho que mostra a mutação Loira exibe uma cor Vermelha luminosa, em lugar de a "Cereja" escura habitual no vermelho. O gene transformado que causa a característica Loira também é recessivo ao gene preto normal.
14.4 BETTAS MÁRMORE
São Bettas com pigmento Preto de densidade variável em partes diferentes do corpo e nadadeiras muito parecidos com a coloração de um boi pintado. As densidades individuais variam de áreas de nenhuma cor Preta todo o modo para áreas Pretas muito escuras. Quando estes Bettas são jovens os padrões de Preto em branco parecem trocar e mudar de semana a semana. Uma vez que o peixe alcançou a maturidade o padrão é bem fixo e há normalmente pequena mudança daquele ponto. Esta mutação Marmórea parece ser um gene dominante com expressão altamente variável. Quando são gerados Bettas Mármores a descendência normalmente é de vários tipos que incluem cambojano, Loiro, Preto, e Mármore.
14.5 BETTAS AMARELO
Também são chamados Bettas Non-red. Isto transformou gene que causa a formação de pigmento Amarelo em vez de Vermelho, ou nós podemos dizer que o pigmento Vermelho foi alterado para Amarelar. Esta mutação afeta ambas coloração Vermelha estendida e Vermelha normal. Um Betta Amarelo (non-red) não terá nenhum pigmento Vermelho em qualquer lugar no peixe. A mutação non-red é recessiva ao gene para cor Vermelha normal e para o gene de mutante para cor Vermelha estendida. Alguns resultados representativos são apresentados abaixo:
Gen para o Non Red (Amarelo)
Pai Mãe Descendentes
Non Red
(Amarelo)
Multicolor (Vermelho Normal) 100%Multicolor (Genótipo Non Red)
Non Red
(Amarelo)
Multicolor (Genótipo Non Red) 50%Multicolor (Genótipo Non Red), 50%Non Red (Amarelo)
Multicolor
(Genótipo Non Red)
Multicolor (Genótipo Non Red) 75%Multicolor (67%G Non Red) 25% Non Red (Amarelo)
Non Red (Amarelo) Vermelho Extendido 100% Vermelho Extendido (Genótipo Non Red)
Non Red (Amarelo) Non Red (Amarelo) 100%Non Red (Amarelo)
14.6 COR VERMELHA NOS BETTAS
Em tipo selvagem Bettas Red é uma camada de cor que há pouco é anterior a camada Preta. As únicas outras cores que podem cobrir o Vermelho são os Azuis Iridescentes e Verdes. A distribuição de Vermelho é limitado, o pélvico, anal, e nadadeira caudal. A densidade de cor é normalmente pesada nessas áreas. A distribuição normal de cor Vermelha pode ser vista facilmente na maioria dos Bettas Multicolor. Também são chamados BETTAS VERMELHO estendido Vermelho porque o pigmento Vermelho normal foi aumentado em densidade e estendido em distribuição cobrir o corpo inteiro e barbatanas do peixe. Este gene mutante faz o Betta parecer ser de cor Vermelho sólido. A mutação Vermelha estendida é dominante em cima do gene para cor Vermelha normal. Alguns resultados representativos são apresentados abaixo:
Gen Para o vermelho extendido
Pai Mãe Descendentes
Vermelho
Extendido Multicolor 100% Vermelho Extendido
Vermelho
Extendido
Vermelho
Extendido 100% Vermelho Extendido
14.7 BETTAS BUTTERFLY
São Bettas que têm o gene de mutante que causa nadadeiras variegadas. A primeira cor afetada por esta mutação era Vermelha, mas agora podem ser achadas BUTTERFLY como bem em a maioria das outras cores. Alguns BUTTERFLY têm nadadeiras que são quase totalmente Vermelho com exceção das extremidades. Outros BUTTERFLY têm barbatanas quase completamente Claras. Há BUTTERFLY de todos os graus. O padrão de BUTTERFLY ideal mostra uma divisão igual entre Vermelho e o translúcido nas nadadeiras. A mutação de nadadeira matizada é dominante, mas os efeitos são altamente variáveis no peixe. Normalmente algumas com o padrão de BUTTERFLY perfeito seriam uma realização notável para qualquer criador.
14.8 COR IRIDESCENTE EM BETTAS
Em Bettas tipo selvagem cor Iridescente (Azuis e Verde) é a camada mais densa que pode cobrir todas as outras cores. A distribuição normal de cor Iridescente é limitada para raio de projeções nas nadadeiras e várias filas de pontos Iridescentes ao longo do corpo do peixe. A densidade de cor normalmente é muito pesada nessas áreas. A cor Iridescente normal em Bettas selvagem é Verde.
14.9 BETTA VERDE
Também são chamados BETTAS VERDE Turquesa porque a cor normalmente tem um matiz Azul. O gene transformado foi nomeado Irisação de expansão porque o pigmento Verde normal foi aumentado em densidade e estendido em distribuição para cobrir o corpo inteiro e nadadeiras do peixe. Este gene mutante faz o Betta se parecer Verde sólido em cor com exceção da área de cabeça. A mutação para Irisação de expansão é dominante ao gene Iridescente normal. Alguns resultados representativos são apresentados abaixo:
Gene para Iridescência Expandida
Pai Mãe Descendente
Iridescência
Expandida
Iridescência
Normal 100% Iridescência Expandida
Iridescência
Expandida
Iridescência
Ausente 100% Iridescência Expandida
14.10 BETTAS AZUL AÇO
São produzidos por um gene de mutação de cor. A cor Verde normal é alterada e se aparece como um Aço cor Azul em vez de Verde. Esta mutação de cor também afeta a distribuição Iridescente normal e a expansão distribuição Iridescente. Isto significa você pode ter Bettas Azul Aço sólido se você combinar esta mutação de cor com a mutação de Irisação de expansão. O gene Verde normal nem o Aço transformado em gene Azul é dominante sobre o outro. Estes genes interagem para produzir uma mistura das duas cores em uma cor nova. Este exemplo principal de domínio intermediário produz a coloração Azul (também chamado Azul Royal). Simplesmente ponha, isto significa que um Betta Verde possui dois genes Verdes normais, um Betta Azul Aço possui dois Aço transformando genes Azuis.
14.1 BETTAS AZUL
Também são chamados Bettas Azul Real. Como declarado sobre estes peixes, eles tem um gene Verde normal e a pessoa transformou o gene Azul Aço que combinados para produzir uma cor Azul intermediária. Muitos sentem que esta é a cor Iridescente mais bonita. Podemos achar isto difícil de compreender, que bettas gerados entre um Verde e um Aço Azul produzirão só descendência Azul. Mas é verdade. Se você não acredita isto - tente! Alguns resultados representativos para as três cores Iridescentes são apresentados abaixo:
Gene para Iridescência Expandida
Pai Mãe Descendentes Verde Verde 100% Verde Verde Azul 50% Verde 50% Azul
Azul Aço Azul Aço 100% Azul Aço Azul Aço Azul 50% Azul Aço 50% Azul Azul Aço Verde 100% Azul Azul Azul 25% Verde 50% Azul 25% Aço
15. VARIAÇÕES NAS NADADEIRAS DOS BETTAS
Em Bettas tipo selvagem a nadadeira normalmente é curto, parecendo um pouco com nossas fêmeas domésticas, só que pequena, mais angular e pontuda. Todos os outros tipos de variações são mutações que afetam as nadadeiras curtas originais. Alguns destes que são genes mutantes herdados como dominantes simples, enquanto outros parecem ser influenciados por sexo ou pares de múltiplo cumulativos.
15.1 NADADEIRA LONGA
Também são chamados Bettas. O rabo do macho é comprido e se inclina para baixo. Este tipo de rabo é gracioso e bonito. Esta mutação também impulsiona as outras nadadeiras a se prolongar ao contrário de tipo selvagem normal de nadadeiras curtas. O mutante de nadadeira longa é dominante sobre de nadadeira curta.
15.2 DOUBLETAIL BETTAS
São produzidos por outro gene de mutante que provoca que a nadadeira caudal (rabo) seja dividida em dois lóbulos. Uma característica secundária desta mutação é uma nadadeira dorsal tremendamente aumentada. O Doubletail dorsal é muitas vezes mais largo que o dorsal em um Singletail Betta. Na realidade, as nadadeiras dorsais e anais em Doubletail parecem ser do mesmo tamanho e largura. A mutação que causa características de Doubletail em Bettas é recessiva ao Singletail normal. Alguns resultados representativos para a nadadeira longa e genes de Doubletail são apresentados abaixo:
Gene para Nadadeira Curta Longa e Cauda Dupla
Pai Mãe Descendentes Curta Longa 100% Longa (curta geno)
Curta Longa (curta geno) 50% longa 50% curta
Longa Cauda Dupla 100$ curta (CD geno)
Longa (CD geno)
Longa (CD geno) 75%longa (67%CD geno) 25%CD
15.3 BETTAS DELTATAIL
É um resultado de procriação seletiva. O grau do palmo de rabo pode estar em qualquer lugar de aproximadamente 120 graus e se aproximar dos 180 graus do Halfmoon. Não se aparece que qualquer único gene é responsável por esta forma de rabo, mas uma combinação de fatores, genético e ambiental. A forma de deltatail é um das mais bonitas e duráveis em Bettas. Até mesmo na velhice estes peixes mantêm o padrão.
15.4 BETTAS CROWNTAIL
Parecem ter sido aperfeiçoados no Leste; Tailândia, Cingapura, e China. Os raios das barbatanas e rabo estendem fora, enquanto dando para alguns destes peixes um aparecimento um pouco surpreendente. (nota: de fato os raios parecem ser de comprimento normal e o webbing parece ser reduzido) Alguns peixes mostram raios que estendem, passando muito distante o webbing - até mesmo 50% do comprimento de rabo. Alguns peixes se mostram ramificados, isso faz um único raio ter 2, 4, 8, ou até mesmo 16 gorjetas de raio.
15.5 BETTAS HALFMOON
Foram criados durante os últimos 10 anos por criadores europeus. A característica mais excelente de HM é o meio círculo na caudal (rabo). As extremidades são diretas - um diretamente para cima e a outra reta abaixo. Os raios e webbing então formam um 180 graus perfeito. No HM ideal as nadadeiras dorsais e anais também são modificadas um pouco e toda a nadadeira forma um padrão circular aproximadamente dois terços do modo ao redor do corpo junto com a caudal. Outra característica fundamental dos HM é raio extra que se ramifica particularmente na caudal. No Betta normal se os raios da caudal se ramificam uma vez, talvez duas vezes em peixe melhor. Mas no HM que os raios da caudal se ramificam em uma terceira vez no melhor peixe, ou até mesmo uma quarta vez. Isso significa um único raio a partir do pedúnculo da caudal pode terminar com 16 raios na extremidade do rabo.

Criação e Reprodução de Bettas


Passo a passo na Reprodução dos Bettas