4 de jan. de 2021

Equipamentos e Instalações na Criação de Perus

 

Ninhos

Tanto o ninho para postura quanto para incubação podem ser feitos com caixotes de madeira, medindo 50 cm de largura e 25 cm de altura. Também pode ser utilizada uma barrica fora de uso, que deve ficar deitada, com a parte superior retirada. Para a postura de ovos, deve-se ter pelo menos um ninho para cada três peruas.

A perua de origem selvagem aprecia muito fazer o ninho numa moita de capim ou qualquer outro tipo de vegetação, onde deposita os ovos para depois chocá-los. A perua é muito matreira, isto é, procura todos os disfarces a fim de que seu ninho não seja localizado. Quando

isso acontecer em criações, caso não descubra o local da postura, devese prender a perua pela manhã, até o meio dia, para depois soltá-la. Isso fará com que ela vá ao seu esconderijo, que será facilmente localizado.

Quando a perua já está chocando em um ninho natural e é feita a transferência para um ninho artificial, ela costuma abandonar os ovos, pelo simples fato de estes terem sido pegos com as mãos. Isso aconteceu muitas vezes numa criação no Mato Grosso do Sul em que as aves são mantidas em plena liberdade.

 

Ninho de palha.

 

No período em que estiver chocando, a perua resguardada daschuvas deve ter comida e água constantemente à sua disposição, pois essas aves são muito fiéis quanto ao choco. Portanto, é necessário uma rigorosa fiscalização diária para certificar-se de que ela se alimentou satisfatoriamente. A ave choca que deixa de se alimentar acaba fraca e debilitada.

Ao se preparar um ninho para choca, pode-se colo-car em seu fundo uma camada de terra úmida, dando-lhe uma forma côncava e cobrindo-a com palha. Além da forma desejada, a terra também fornecerá umidade para os ovos. Outra maneira de fazer o ninho é escavar no chão um buraco em forma de concha, depositando capim ou palha por cima e tijolos ao redor, para que a cobertura não se espalhe. O ninho serve também para tirar o choco .

 

Abrigo

Os abrigos que servirão de dormitório e para proteção contra o vento e o sol devem ser simples, isto é, apenas uma cobertura e poleiros, sendo que a parte em que os ventos são predominantes deve ser fechada. As demais partes poderão ter uma pequena parede com 50 cm de altura e o restante fechado com tela.

Um galpão, por exemplo, que meça 4 x 4 m poderá abrigar mais de vinte perus. A altura será de 1,5 m na parte traseira e 2 m na frente.

Os poleiros deverão ficar a uma altura de 70 a 80 cm do chão, no sentido horizontal, e afastados das paredes pelo menos 60 cm, devendo ter 5 cm de espessura e 10 cm de largura, com os cantos arredondados. O chão dos abrigos deverá ser cimentado, podendo ser coberto com pó de serra ou até mesmo, se houver facilidade, com palha de arroz, a fim de facilitar o recolhimento do esterco. O esterco do peru é superior ao de cavalo ou de vaca, sendo de grande serventia para hortas, pomares e jardins, depois de devidamente curtido.

Cada peru pode fornecer até um quilo de esterco por semana.

 

Abrigo para perua com parque para os peruzinhos tomarem sol.

 

Após o nascimento, os peruzinhos devem ter aces-so a um pequeno parque anexo ao abrigo, nas medidas de 1,2 m de largura por 1,5 m de profundidade, para que possam tomar sol. A perua é mantida presa no abrigo, no qual deve existir um ripado por onde apenas os filhotes possam passar. Desta maneira, a ração distribuída aos peruzinhos não será consumida pela perua.

Nos primeiros dias de vida dos peruzinhos, devemse ensiná-los a comer. Para tanto, pega-se a avezinha com muito cuidado, colocando seu bico em leite desnatado ou água e certificando-se de que ela engula.

Após duas semanas no abrigo inicial, sempre protegida contra as chuvas, a perua já pode ficar solta, a fim de passear com os peruzinhos. Para que eles não se cansem, não devem se distanciar muito do abrigo. Uma perua que choca seus ovos pode chocar até vinte peruzinhos. Quando se procede a incubação natural, é interessante colocar algumas peruas para chocar no mesmo dia. Assim, quando nascerem as aves, poderão ser colocadas duas ninhadas junto a uma única perua; isso depende apenas do nascimento dos filhotes. Essa operação deve ser feita somente durante a noite. Com esse sistema, uma ou mais peruas logo perderão o choco e reiniciarão a postura.

Uma galinha, por exemplo, pode cobrir no máximo 12 peruzinhos. Quando o criador de perus deseja criar mais de cem aves, o melhor sistema é o de incubadeiras, pois será dificil conseguir o número necessário de chocas num determinado período.

 

Pasto

Quando, nos parques destinados aos perus, existem pastos abundantes, essas aves adaptam-se perfeitamente, fazendo grandes caminhadas. Quando são criadas em cercados, é preciso dispor de uma área de 250 m˝ para cada lote de 10 a 12 aves.

No parque cercado destinado aos perus deve haver árvores para proporcionar-lhes sombra nas horas de forte calor, pois é seu costume, nessas horas, o descanso. As cercas deverão ter no mínimo 1,8 m de altura. A água deve es-tar sempre à disposição e em lugares sombreados.

Quando os perus são criados em plena liberdade, a vegetação dos pastos deve ser baixa, isto é, sem moitas ou qualquer outro tipo de esconderijo, pois a tendência dessas aves é se aninhar no mato, fazendo sua postura até que o choco se inicie. Com isso poderá haver perda de ovos, pois não raro mesmo os ovos inférteis são devorados por animais daninhos. Além disso, as ninhadas não são tão boas como quando acompanhadas com certa regularidade e bem manejadas.

 

Parque dividido em quatro seções, com abrigo no centro. Os pastos devem ser cercados e gramados, procedendo-se ao rodízio. Enquanto o pasto “A” está sendo utilizado pelos perus, os pastos “B”, “C” e “D” estão em recuperação. Desta maneira nunca faltará pasto aos perus, desde que se destine uma área razoável e compatível com o número de aves que se deseja criar .

As peruas que vivem em plena liberdade, nos campos, desde quesejam alimentadas pela manhã com ração balanceada para sua idade,bem como à tarde, no regresso, acabam se acostumando a usar os ninhos a elas destinados.

Sempre será interessante colocar nos ninhos um ovo falso, isto é, de gesso, o que servirá de atrativo para criar o hábito.

 Abrigo simples, sem passeio interno.

Comedouros

Depois que os peruzinhos tiverem aprendido a comer, a ração deve ser colocada em comedouros. Eles devem ser feitos de tal maneira que evitem a entrada das aves, que podem espalhar a ração e contaminá-la com as fezes. Também devem ter um pau roliço ou quadrado, giratório na parte superior, para evitar que os peruzinhos se empoleirem e defequem no cocho.

À medida que os perus vão crescendo, os comedouros precisam ser substituídos por outros maiores, para que todos possam comer ao mesmo tempo, evitando aglomeração.

Os comedouros para os perus adultos são fáceis de ser construídos: 25 cm de largura, 25 cm de altura e o comprimento de acordo com a quantidade de aves a serem alimentadas.


Comedouro de folha-de-flandres

Um comedouro de 1 m de para peruzinhos e perus jovens .

 

Comedouro semi-automático de madeira com proteção, para ficar à disposição no parque. Pode ser utilizado também para distribuição de ostras trituradas . comprimento é suficiente para 12 aves adultas se alimentarem utilizando os dois lados.

 

Sobre o comedouro dos adultos também deve-se colocar um pau roliço ou quadrado giratório, a fim de não servir de poleiro.

 Tipo de comedouro higiênico para perus. Na parte superior deve haver um pau roliço giratório.

 

Bebedouros

Nos primeiros 20 dias de vida dos peruzinhos, os bebedouros devem ser se-mi-automáticos, de barro ou alumínio, e podem ser encontrados nas casas de artigos para avicultura.


Bebedouro de folha-de-flandres

Também podem ser feitos semi-automático para peruzinhos com um vasilhame com capacidade para um litro ajustado numa tábua por meio de duas fitas de chapa, com uma vasilha no bocal.

Quando os perus crescerem, a água pode ser dada em bebedouros maiores semi-automáticos, ou mesmo de cimento, desde que protegidos, para evitar a entrada das aves com os pés. Se houver facilidade, a fim de evitar o empoçamento de água, é aconselhável a mudança do bebedouro para outros locais, devendo estar sempre protegido por sombra. Nunca se deve colocar o bebedouro em locais expostos ao sol. jovens e adultos .

Bebedouro semi-automático de Bebedouro simples semialumínio para peruzinhos. automático para peruzinhos.







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18 de nov. de 2020

Incubação dos Ovos de Perus

 Incubação

Natural

Aos iniciantes, aconselha-se a incubação natural, por ser mais racional e prática, pois quem vai cuidar dos ovos durante esse período será a perua choca.

A criação de perus também pode começar de outras formas, dependendo de como se queira encarar sua exploração: sistema caseiro; comercial para venda de aves e ovos; ou para povoar o sítio ou a fazenda. Pode ser iniciada com ovos, desde que sejam adquiridos de criadores idôneos; peruzinhos de um dia; perus com 21 dias ou ainda com aves adultas. Para maior fertilidade dos ovos destinados à incubação, deve-se manter um peru para cada grupo de cinco peruas.

Acreditamos que a melhor maneira para iniciar a criação é adquirir peruzinhos com 21 dias. Sendo assim, o princípio da criação caseira de perus, hoje em dia, é como o de galinhas, em que se dá preferência a pintos de um ou 30 dias ou ainda a frangas de 63 dias, que são mais resistentes, pois já superaram o período de maior mortalidade.

Depois da adaptação, com o decorrer do tempo, pode-se dar início à incubação dos ovos, porém devemse tomar certas precauções a fim de evitar problemas futuros. Os ovos destinados à incubação só devem ser chocados quando as peruas atingirem oito meses de idade e os machos, nove. Os primeiros ovos não servem para incubação, porque muitasvezes são estéreis, além de pequenos. Devem-se incubar os ovos de peruas precoces que tenham entre 75 e 85 gramas.

A coleta dos ovos deve ser feita de uma a duas vezes por dia, e eles devem ser conservados em lugares frescos, onde a temperaturanão ultrapasse os 16º C e nunca seja inferior a 2º C. Os ovos com mais de cinco dias destinados à incubação deverão ser virados duas vezes ao dia.

Uma perua choca pode cobrir de 15 a 18 ovos, dependendo de seu tamanho. A duração da incubação é de 28 a 30 dias.

Para completar o nascimento de todos os peruzinhos, devem-se aguardar 24 horas após o 28 dia. Os que não nascerem dentro desse período goraram, estão mortos dentro do ovo ou muito fracos, caso em que deverão ser sacrificados.

A primeira alimentação após o nascimento dos peruzinhos só deve ser distribuída depois de 24 horas. Quando os ovos são incubados por peruas, elas ensinam os peruzinhos a comer sozinhos, ao passo que os nascidos em incubadeiras precisam ser treinados a recolher o alimento de um papel no chão ou na criadeira.

Percebe-se que a perua ficou choca quando emite sons típicos, mais ou  como as galinhas, e permanece no ninho por longo tempo. Está apta, portanto, a cho-car os ovos. Apesar de uma perua poder chocar de 15 a 18 ovos, o nascimento de 12 perus pode ser considerado um bom resultado.

Durante o período de choco da perua, ela deverá receber água e alimentação sempre perto do ninho, com vigilância constante. Outro ponto importante é manter uma rigorosa higiene no ninho. Por exemplo,se um ovo se quebrar, a palha deverá ser limpa; se a perua evacuar no ninho, ele também deverá ser limpo. O resto ficará por con-ta da perua, que saberá cuidar bem do choco até o nascimento dos peruzinhos. Uma galinha choca também pode substituir a perua, cobrindo de sete a oito ovos.


Antes de colocar a perua para chocar, é preciso verificar se há parasitas em seu corpo. Se houver, é necessário polvilhar a perua com pó parasiticida para aves, a fim de não prejudicar a pele.

Artificial

A incubação de ovos de peruas também pode ser feita em chocadeiras artificiais, assim como ocorre com os de galinha. A temperatura a ser mantida é a mesma utilizada para os ovos de galinha (36º C), podendo-se aumentála um pouco na ocasião do nascimento.

A vantagem da incubação artificial é que os peruzinhos ficam livres de doenças que são transmissíveis pela perua ou galinha que chocou os ovos.

Além disso, há mais peruas para a postura, uma vez que não são utilizadas para o choco e a criação dos peruzinhos. No caso de a perua chocar, é colocada em uma gaiola especial, conhecida como “tirachoco”.

Campânula elétrica para aquecimento dos peruzinhos nascidos em chocadeiras.


A incubação artificial é destinada a grandes criações e, de maneira muito bem controlada, para fornecimento preestabelecido.

Na incubação artificial, do 24ao 28dia, é necessário deixar a incubadeira (chocadeira) fechada, sem tocar nos ovos. No manejo da chocadeira, o criador deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante, ou seja, manter constantes o nivelamento, a umidade e a temperatura.

No início, após três dias de incubação, os ovos devem ser virados duas ou três vezes ao dia. Ao nascerem os peruzinhos, depois de secos, devem ser retirados da chocadeira e colocados em criadeiras com calor artificial ou campânulas.

Para que os peruzinhos aprendam a comer, uma boa medida é manter, perto deles, pintinhos nascidos na mesma época.

Se quisermos chocar, de uma só vez, mais de 50 ovos, aconselhase o uso da chocadeira. Uma chocadeira com capacidade para incubar 60 ovos de galinha pode comportar de 35 a 40 ovos de perua.

Exame dos ovos

No 20dia convém verificar se os ovos estão claros ou com embriões mortos. Muitas vezes, esses ovos se quebram, sujando o ninho e os outros ovos. O exame deve ser feito em lugar bem escuro, usan-do-se um ovoscópio ou o oco da mão, segurando o ovo contra uma lâmpada.

Assim verifica-se facilmente se estão claros ou com embriões mortos.

Os ovos claros podem ser aproveitados, depois de cozidos,misturados à ração, para enriquecer a alimentação dos peruzinhos.

Peruzinhos

Nascimento

A partir do 28ou 29dia de incubação, os peruzinhos iniciam o rompimento da casca, com o bico, livran-do-se do ovo por si próprios.

Não convém auxiliar os peruzinhos que não conseguirem sair por suas próprias forças, pois isso demonstra que são fracos, propensos a doenças e, por certo, não sobreviverão.

Muitas vezes, na incubação natural, alguns ovos demoram mais para eclodir. Com a demora do nascimento dos retardatários, a perua pode ficar irritada no ninho e pisar os demais filhotes, matando-os.

Neste caso convém proteger os peruzinhos já nascidos, colocando-os numa caixa com agasalhos, em compartimento sem vento ou corrente de ar, já que os recém-nascidos são sensíveis ao frio, e esperar que os demais nasçam naturalmente.

Quando todos tiverem nascido, devem ser colocados junto com a perua, tomando muito cuidado com relação ao frio e ao vento. Quando houver sol, eles podem ser colocados ao ar livre.

Um espaço cercado para colocar a perua com os peruzinhos é recomendável, a fim de evitar que outras aves ou mesmo os machos causem danos aos filhotes.

Cuidados

A fase inicial dos peruzinhos é muito delicada, e o criador precisa ficar bem atento. Durante os três primeiros meses, os peruzinhos devem ficar sob a proteção da perua ou em abrigo apropriado, evitando correntes de vento e umidade e mantendo o calor artificial. Quando os peruzinhos estiverem com a perua devem ser enxugados e aquecidos,pois a água e a própria umidade são os piores inimigos dessas jovens aves.

Depois de terem ficado três meses com a mãe, podem ser transferidos para pastos mais amplos, ou mesmo soltos em locais onde encontrem alimentos naturais, e se exercitem o dia todo à procura de insetos, sementes e pas-to verde. Quando o calor for muito forte, eles podem descansar à sombra das árvores.

Ao anoitecer, os peruzinhos devem ser recolhidos aos abrigos, onde passam a noite, a fim de se acostumar ao local. Desta maneira, as fêmeas se habituarão ao galpão e, quando chegar a hora de iniciar a postura, utilizarão os ninhos ali dispostos, facilitando a colheita e o controle, ao contrário das aves acostumadas a procurar capoeiras para a postura.

Os peruzinhos, ao completarem oito semanas, deverão ser vacinados, principalmente contra a bouba. Não havendo manifestações de outras doenças nos arredores, as demais vacinas são dispensáveis.




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Visão geral criada por IA

A incubação de ovos de peru dura 28 dias, exigindo temperatura constante de  e alta umidade, especialmente nos últimos três dias (65% ou mais). Os ovos devem ser virados pelo menos três vezes ao dia até o 25º dia, mantendo-os limpos e armazenados entre:13 e 18 (°C)  antes da incubação. 

Detalhes Essenciais da Incubação

  • Temperatura: Mantenha a incubadora entre 37,5 e 38 (°C) e  Temperaturas muito altas podem causar deformidades e, muito baixas, atrasar a eclosão.

  • Viragem: Essencial para evitar que o embrião grude na casca. Deve ser feita 3 a 5 vezes ao dia, com maior frequência, até o 25º dia.

  • Umidade: Deve ser mantida em níveis altos, acima de 65% na fase final (dias 25-28), para facilitar a saída do peruzinho.

  • Limpeza: Os ovos devem ser limpos e livres de sujidades, mas não lavados com água, para evitar infecções bacterianas.

  • Eclosão: A partir do 25º dia, interrompa a viragem e aumente a umidade para que o filhote rompa a casca (eclosão). 

Ovos de peru de boa qualidade podem ser armazenados por 7 a 10 dias antes da incubação sem perda significativa de taxa de nascimento.

Este vídeo explica o tempo de incubação dos ovos de peru:

11 de nov. de 2020

Criação de Perus - Introdução e Raças


 

De corpo volumoso, o peru pode ser considerado a mais bela ave de quintal.

Atualmente, essa ave ocupa papel preponderante na avicultura brasileira, pois já não é mais consumida somente nas grandes festas anuais, como Natal, Ano Novo e Páscoa, mas durante o ano todo.

Antigamente, a criação de perus era uma espécie de tabu. Diziase que era muito problemática, porque uma grande porcentagem de aves morria antes de atingir os três meses de idade. (Era até comum dizer que, entre dez perus que nasciam, nove não completariam os três meses).

O peru é uma ave originária dos Estados Unidos e do México. Seus antepassados viviam em plena liberdade, em estado selvagem, alimentando-se do que a natureza lhes proporcionava: insetos, vermes, grãos, caramujos, capins e outros verdes, e também grãos de areia para auxiliar a digestão dos alimentos.

Para a reprodução, ou seja, a incubação, o peru se abrigava em capoeiras e lugares bem seguros que o protegiam dos outros animais, o que colaborou para a preservação da espécie. Atualmente ainda existem perus selvagens.

Vemos assim que se trata de uma ave de grande rusticidade, já que sobrevive muito bem em plena liberdade.

Levado para a Europa por volta do século XVI, o peru era conhecido na época como “galinha da Índia”.

Com sua domesticação — e cruzamentos para formação de raças mais rendosas —, a criação de perus como fonte de renda complementar dentro de uma propriedade agrícola, quando bem planejada, pode ser conduzida a contento.

Os três primeiros meses de vida são muito importantes na criação de perus. Nesta fase, eles deverão ficar a salvo de chuva, umidade e frio. Deve-se evitar o forte calor, para que não contraiam a “crise do vermelho”, uma espécie de insolação.

Após esse período de máximo cuidado, a rusticidade do peru é muito grande, e ele pode viver em plena liberdade, desde que haja espaço suficiente para seu desenvolvimento. Áreas com pastagens são mais recomendáveis, pois o peru se alimenta de capim, insetos e outros bichinhos. Temos observado criações em que os perus permanecem livres, sempre em pequenos bandos. Até mesmo os abrigos são substituídos por árvores. A alimentação é constituída apenas do que encontram nos campos; numa criação com melhor manejo, porém, será necessário alimentá-los com ração pelo menos duas vezes ao dia, não só para suprir as necessidades de proteínas como para habituá-los à convivência com o criador.

A melhor maneira de carregar um peru.


Raças

Todas as raças de perus domésticos descendem dos perus selvagens, cuja origem, como já vimos, é dos Estados Unidos e do México. Os índios daquelas regiões caçavam os perus, enriquecendo sua alimentação e aproveitando as penas em seus adornos.

Com a domesticação dos perus, por meio de cruzamentos e trabalhos de genética, conseguiu-se chegar a várias outras raças com características próprias, não só na mutação de cores como também no peso de cada espécie.

Há uma raça de peru que está em grande evidência nos Estados Unidos e não atinge um peso exagerado, servindo mais, como se costuma dizer, para o consumo familiar: é o peru beltsville branco. O macho chega a pesar 8 quilos quando adulto e a fêmea, 6 quilos. Perus jovens, com seis meses de idade, pesam cerca de 3,5 quilos e uma fêmea com um ano, 5 quilos.

Essa raça pode ser encontrada à venda com facilidade. Os exemplares com 21 dias já passaram pela fase crítica da vida, mas não queremos dizer com isso que se-jam aves às quais não deverão mais ser dispensados os devidos cuidados. Até os três meses o peru é muito delicado e precisa de resguardo, principalmente quanto a chu-vas, umidade, frio e calor. Depois dessa fase crítica, os perus readquirem seus hábitos ancestrais, tornando-se aves bem resistentes quando tratadas com os princípios básicos de higiene e alimentação.

Além do peru beltsville branco, as raças mais criadas no Brasil são as do peru standard bronzeado, a bronze peito largo, a holandês branco, a bourbon vermelho, a narragansett, a negro de Norfolk e a ardósia. O macho holandês branco chega a pesar 15 quilos, e sua fêmea, 8 quilos.

Já o macho bourbon vermelho atinge 16 quilos, enquanto sua fêmea pode ter até 9 quilos.



Peru holandês branco .

Originário do continente americano, o peru foi domesticado há mais de 200 anos pelo povo nativo do México. Apesar do peru comum ser o mais conhecido, há uma grande variedade de espécies. Neste artigo, conheça 8 delas.

O peru é uma ave conhecida mundialmente. Sua carne, apesar de ser considerada sem graça por alguns, é a mais vendida no período natalino. Por isso, a criação de perus tem se estendido por todo o mundo. Você sabe quais tipos de peru existem? Contaremos a seguir!

 

8 tipos de peru

Certamente há duas espécies que você já conhece, o peru comum e o pavão. Porém, estas não são as únicas. Vamos apresentar muitas outras a seguir.

Bronzeado americano

Esse tipo de peru – imagem principal do artigo – é muito parecido com o peru selvagem, porém seu tamanho é muito maior. Ele pode chegar a pesar até 15 kg, um tamanho que provavelmente não cabe em nenhum forno durante o Natal.

 

Suas asas são brancas, sua cauda é negra e partes do pescoço e da cabeça apresentam tons avermelhados. Um arco-íris de plumagem!

 

Holandês branco

Como seu próprio nome sugere, a maior parte de sua plumagem é branca, possuindo poucas manchas de outras cores alterando essa uniformidade. Sua cabeça parece se unir completamente à sua papada e ambas possuem uma cor vermelha intensa.

 

Peru holandês branco

Raça negra

Ao contrário do peru branco, esse é totalmente preto. Sua cor é brilhante, quase metálica, com um reflexo esverdeado que o caracteriza. Talvez esta seja a raça que mais se parece com o peru comum, o mais conhecido.

 

Peru negro

Vermelho bourbon

Esta raça possui uma mistura explosiva de cores. Sua plumagem brilhante possui um tom marrom chocolate, fazendo com que o branco em suas asas e cauda se destaque.


 

Peru vermelho Bourbon

Sua pequena cabeça com bico largo, seu pescoço e sua papada avermelhada são muito pequenos em relação ao resto do corpo, que se assemelha a um pompom gigante.

 

Branco de Beltsville

Esses perus chegam a pesar quase 8 kg e são animais caracterizados por serem muito saudáveis, possuindo um forte sistema imunológico. Por isso, muitos criadores escolhem essa espécie para começar sua produção.

 

Peru Branco de Beltsville

Possui grandes aptidões para a reprodução, sendo capaz de colocar até 158 ovos por época, dos quais 70% chegam a nascer. Incrível!

 

Bronzeado gigante

Esse tipo de peru é capaz de chegar aos 20 kg. Caracteriza-se por seu peito duplo, que é gigantesco, como é de se imaginar. Sua cauda em forma de um pequeno abanador possui a mesma cor uniforme de sua plumagem, que geralmente é marrom.

 

Perus bronzeados gigantes

As bordas das plumas possuem um tom grisalho, e na parte superior de seu pescoço destaca-se uma cor roxa, ressaltada com o vermelho da região.

 

Branco gigante

Esse também pode pesar entre 15 e 20 kg e, curiosamente, sua plumagem pode variar de tons dourados ao branco puro. No entanto, esta última cor foi mais aceita e os dourados foram descartados, dando lugar a uma raça totalmente branca.

 

Peru branco gigante

Esta escolha foi feita porque as plumas brancas fazem com que o animal tenha menos imperfeições na pele, algo muito mais aceito entre os consumidores da carne.

 

Ardósia

A cor de sua plumagem geralmente é cinza, apesar de algumas partes serem brancas. Seu pescoço é vermelho e sua cabeça possui uma tonalidade azulada.

 

Peru ardósia

Na cauda, ele apresenta uma bela linha preta que separa claramente as duas cores, o cinza e o branco, como se fosse um desenho da natureza.

É curioso que, apesar de haver muitas raças de perus, as mais utilizadas para consumo são as geradas em incubadoras, que são híbridos criados pelo homem. A maioria destes híbridos é descendente do Holandês branco.







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6 de set. de 2020

Instalações e Alimentação dos Marrecos


Instalações

As instalações para os marrecos podem ser simples, a fim de abrigá-los do sol, das chuvas, dos ventos e da umidade. A diferença que existe entre abrigar patos e marrecos é que, para estes últimos, as cercas podem ser mais baixas, isto é, de apenas 60 cm de altura, enquanto para o pato precisam ter 1,80 m, para evitar as avoadas.
Para fazer as instalações para uma criação caseira, podem-se utilizar materiais como tijolos de barro, blocos de cimento, tábuas, qualquer tipo de madeira e até paus roliços ou mesmo bambus. A cobertura pode ser de telhas de barro, eternit e até mesmo de sapé.



Por exemplo, para abrigar um lote de marrecos reprodutores, composto por seis fêmeas e um macho, o abrigo poderá ter 2 m de frente por 1,2 m de fundo, devendo possuir um parque com pelo menos 10 x 4 m de extensão. Para criar vinte fêmeas e quatro machos, uma área de 6 x 3 m também é aceitável. A água, sendo natural, isto é, vinda de uma nascente, por exemplo, seria ideal, mas na sua falta podem-se também construir tanques, renovando a água quando necessário. O banho dos marrecos deve ser sempre no fundo do parque, a fim de evitar que traga umidade para o abrigo.
Se os dormitórios dos marrecos forem feitos em série, para abrigar alguns lotes de idades diferentes, as divisões internas não precisam ter mais do que 60 cm de altura, pois isto também facilita o trabalho do tratador, que poderá pulá-las para atingir os vários lotes.
O chão dos abrigos do dormitório deve ser cimentado, a fim de facilitar a limpeza, porém recoberto com cavaco de madeira ou material semelhante. É necessário colocar na porta de entrada das aves um sarrafo com 4 cm de altura, para que não levem para fora a cobertura
do piso.

Abrigo rústico e simples para marrecos. Parque com 10 x 4 m para seis marrecas e um marreco.

As aves convivem em harmonia.

Independentemente da porta do tratador, deve-se fazer uma portinhola em cada abrigo para a saída e entrada dos marrecos, a qual deve ser fechada como uma guilhotina, principalmente à
noite, evitando-se que animais possam perturbar a tranqüilidade das aves.

Gaiola para manter a choca presa,ficando os marrequinhos livres.

Quando os marrecos são confinados, deve-se distribuir nos cochos, ou juntamente com a ração, casca de ostra moída, a fim de supri-los com o que encontrariam em
liberdade como, por exemplo, cascalhos. Também
convém juntar à ração 10% de farinha de carne, para nutri-los com proteínas, e areia grossa à
vontade.
Os marrecos podem ser criados em completa liberdade, sem nenhuma cerca e dispondo apenas de um abrigo para se recolherem à noite.
Devem criar esse hábito desde pequenos, mas se forem adquiridos adultos, é suficiente que haja um marreco treinado a se recolher no abrigo para que os novatos o sigam.

Observações
Para transportar o marreco, deve-se apanhá-lo pelo pescoço; para carregá-lo, deve-se passar a mão por baixo do peito. As pernas são fracas e podem se quebrar facilmente.

Alimentação

Na primeira semana, deve-se distribuir a ração cinco vezes ao dia: às 7, 10, 13, 16 e 18 horas. É importante dar o suficiente para que não falte nem sobre. Na segunda semana, deve-se dar quatro vezes ao dia: às 7, 11, 16 e 19 horas; e, até a sexta semana, três vezes ao dia:màs 7, 13 e 18 horas.
Quando os marrecos são tratados racionalmente, desde que tenham boa procedência, com ração adequada (de crescimento, postura e engorda) e equilibrada, o ganho de peso do marrequinho até o abate é muito rápido. Pode ser comercializado a partir de 60 dias de seu nascimento, possuindo carne bem tenra e deliciosa, superior à carne do pato.



Regras para o sucesso
. • Iniciar a criação com bons reprodutores.
. • Localizar as instalações das aves em um lugar seco, sem umidade.
. • Fornecer proteção nas horas de forte calor.
. • Dispensar cuidados especiais aos marrequinhos nos primeiros 30 dias.
. • Fornecer alimentos pastosos e água abundante.
. • Resguardar as aves das chuvas em abrigo/dormitório.
. • Garantir uma boa higiene.
. • Escolher boas chocas para a incubação.
. • Fornecer muito verde na alimentação, picado ou em feixes pendurados.
. • Fornecer ração de boa procedência é muito compensador.
. • Proporcionar às aves um ambiente tranqüilo, sem que sejam importunadas por outros animais domésticos.






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