As aves silvestres, de modo geral, que se alimentam daquilo que a natureza lhes oferece, vivem tranqüilamente e em condições de boa saúde. A alimentação natural é de origem animal e vegetal, como minhocas, vermes, insetos, capins, sementes e frutos silvestres, e contém os elementos necessários para seu desenvolvimento e reprodução.
Se assim não fosse, acreditamos que a maioria das espécies desse gênero estaria extinta.
O homem, porém, deseja que o rendimento, ou melhor, o crescimento e a reprodução sejam mais rápidos, a fim de auferir maiores lucros com uma criação racional.
Graças a pacientes estudos, foram criadas várias rações balanceadas, umas a fim de suprir tudo o que a natureza pode oferecer e outras que podem acelerar o desenvolvimento das aves. Basicamente são as rações de engorda, postura e crescimento.
É por isso que, para aqueles que possuem espaço suficiente, falamos da criação caseira mista de perus: deixar as aves no pasto, completando suas necessidades com ração balanceada, e ao mesmo tempo fazer com que se habituem a dormir e botar no lugar desejado. Com esse sistema, ficam mais fáceis o manejo e o controle.
Os cuidados com a alimentação também devem ser maiores até os animais atingirem três meses de idade. Como este pequeno manual se destina àqueles que desejam iniciar uma criação de perus, não vamos complicar com fórmulas de rações, pois isso seria mais adequado para uma granja comercial.
Vamos nos limitar ao que é mais fácil e prático.
A alimentação para os peruzinhos recém-nascidos pode ser constituída da ração inicial que se costuma dar aos pintinhos, porém acrescida de ovo cozido (qualquer ovo) bem esfarelado e misturada com verduras, exceto al-face, cortadas bem fininhas. A distribuição deve ser feita sobre um jornal, a fim de que os perus aprendam a comer.
Perus criados em cativeiro . Comer em seguida, a ração deve ser colocada em comedouros apropriados para o tamanho das aves, servida três vezes ao dia, até as aves completarem 30 dias. Após esse período, deve-se fornecer a ração de crescimento, até os 90 dias. Essas mudanças sempre devem ser feitas paulatinamente. Depois, usa-se a ração engorda e postura, que deverá conter pelo menos 20% de proteína animal — como farinha de carne, farinha de peixe e farinha de sangue — e 80% de cereais — como milho, cevada, trigo e similares.
Aos peruzinhos jovens também se deve dar leite desnatado, que poderá ser adicionado a pedaços de pão amanhecido ou colocado em vasilhames.
Quando os perus se tornarem adultos, se houver pastagem onde possam viver soltos, darão pouquíssimo trabalho, e as despesas com alimentação diminuirão muito. Pela manhã pode-se dar uma pequena quantidade de ração; a seguinte, constituída de grãos e fareladas, só deverá ser dada na hora do recolhimento.
Aos perus criados soltos, pode-se dar apenas uma refeição por dia, quando recolhidos. No pasto é que eles encontram aquilo de que necessitam, tornando-se mais fortes e sadios. Os futuros reprodutores devem ser escolhidos entre os que são criados livres, não só por sua rusticidade como, principalmente, pela maior probabilidade de se tornarem bons reprodutores.
O consumo de ração para as aves criadas em pastos é de aproximadamente 50 a 60 gramas por ave por dia.
Engorda
O tempo ideal para se abater o peru é de seis meses para as fêmeas e sete para os machos. Depois dessa idade aparecem as penas novas, dando um aspecto ruim às aves.
Antes desse período, porém, convém fazer um regime de engorda. Durante trinta dias antes do abate, devese eliminar da ração a farinha de peixe e o óleo de fígado de bacalhau, caso estes ingredientes estejam na composição, pois transmitem à carne o gosto do peixe.
É necessário distribuir milho, fubá, trigo, mandioca, sobras de comida e muita verdura picada, que deixam a pele amarelada e com boa aparência, principalmente o milho amarelo. A farinha de peixe pode ser substituída por soja ou similar. Essa mistura deve ser servida com água ou leite desnatado, pois os alimentos moles são ingeridos mais facilmente pelos perus. A distribuição deve ser feita três vezes ao dia.
A dieta alimentar dos perus, além de insetos e grãos, água limpa e fresca, poderá ser feita por meio da aplicação de ração balanceada e da alimentação verde. Em caso de engorda, é permitido também o fornecimento de outros alimentos, como frutas, verduras e, inclusive, restos de comida.
Tanto o ninho para postura quanto para
incubação podem ser feitos com caixotes de madeira, medindo 50 cm de largura e
25 cm de altura. Também pode ser utilizada uma barrica fora de uso, que deve
ficar deitada, com a parte superior retirada. Para a postura de ovos, deve-se
ter pelo menos um ninho para cada três peruas.
A perua de origem selvagem aprecia muito fazer
o ninho numa moita de capim ou qualquer outro tipo de vegetação, onde deposita
os ovos para depois chocá-los. A perua é muito matreira, isto é, procura todos
os disfarces a fim de que seu ninho não seja localizado. Quando
isso acontecer em criações, caso não descubra
o local da postura, devese prender a perua pela manhã, até o meio dia, para
depois soltá-la. Isso fará com que ela vá ao seu esconderijo, que será
facilmente localizado.
Quando a perua já está chocando em um ninho
natural e é feita a transferência para um ninho artificial, ela
costuma abandonar os ovos, pelo simples fato de estes terem sido pegos
com as mãos. Isso aconteceu muitas vezes numa criação no Mato Grosso do Sul em
que as aves são mantidas em plena liberdade.
Ninho de palha.
No período em que estiver chocando, a perua
resguardada daschuvas deve ter comida e água constantemente à
sua disposição, pois essas aves são muito fiéis quanto ao choco.
Portanto, é necessário uma rigorosa fiscalização diária para
certificar-se de que ela se alimentou satisfatoriamente. A ave choca que deixa de se
alimentar acaba fraca e debilitada.
Ao se preparar um ninho para choca, pode-se colo-car
em seu fundo uma camada de terra úmida, dando-lhe uma forma côncava e cobrindo-a
com palha. Além da forma desejada, a terra também fornecerá umidade para os
ovos. Outra maneira de fazer o ninho é escavar no chão um buraco em forma de concha,
depositando capim ou palha por cima e tijolos ao redor, para que a cobertura
não se espalhe. O ninho serve também para tirar o choco .
Abrigo
Os abrigos que servirão de dormitório e para
proteção contra o vento e o sol devem ser simples, isto é,
apenas uma cobertura e poleiros, sendo que a parte em que os ventos
são predominantes deve ser fechada. As demais partes poderão ter uma
pequena parede com 50 cm de altura e o restante fechado com tela.
Um galpão, por exemplo, que meça 4 x 4 m
poderá abrigar mais de vinte perus. A altura será de 1,5 m na
parte traseira e 2 m na frente.
Os poleiros deverão ficar a uma altura de 70 a
80 cm do chão, no sentido horizontal, e afastados das paredes
pelo menos 60 cm, devendo ter 5 cm de espessura e 10 cm de largura, com
os cantos arredondados. O chão dos abrigos deverá ser cimentado, podendo ser
coberto com pó de serra ou até mesmo, se houver
facilidade, com palha de arroz, a fim de facilitar o
recolhimento do esterco. O esterco do peru é superior ao de
cavalo ou de vaca, sendo de grande serventia para
hortas, pomares e jardins, depois de devidamente
curtido.
Cada peru pode fornecer até um quilo de esterco por semana.
Abrigo para perua com parque para os
peruzinhos tomarem sol.
Após o nascimento, os peruzinhos devem ter
aces-so a um pequeno parque anexo ao abrigo, nas medidas de
1,2 m de largura por 1,5 m de profundidade, para que possam tomar
sol. A perua é mantida presa no abrigo, no qual deve existir um
ripado por onde apenas os filhotes possam passar. Desta maneira, a ração
distribuída aos peruzinhos não será consumida pela perua.
Nos primeiros dias de vida dos peruzinhos,
devemse ensiná-los a comer. Para tanto, pega-se a avezinha com
muito cuidado, colocando seu bico em leite desnatado ou água e
certificando-se de que ela engula.
Após duas semanas no abrigo inicial, sempre
protegida contra as chuvas, a perua já pode ficar solta, a fim de
passear com os peruzinhos. Para que eles não se cansem, não devem se
distanciar muito do abrigo. Uma perua que choca seus ovos pode chocar até
vinte peruzinhos. Quando se procede a incubação
natural, é interessante colocar algumas peruas para chocar no mesmo
dia. Assim, quando nascerem as aves, poderão ser colocadas duas
ninhadas junto a uma única perua; isso depende apenas do nascimento
dos filhotes. Essa operação deve ser feita somente durante a
noite. Com esse sistema, uma ou mais peruas logo perderão o choco e
reiniciarão a postura.
Uma galinha, por exemplo, pode cobrir no
máximo 12 peruzinhos. Quando o criador de perus deseja criar mais de
cem aves, o melhor sistema é o de incubadeiras, pois será
dificil conseguir o número necessário de chocas num determinado período.
Pasto
Quando, nos parques destinados aos perus,
existem pastos abundantes, essas aves adaptam-se
perfeitamente, fazendo grandes caminhadas. Quando são criadas em cercados, é
preciso dispor de uma área de 250 m˝ para cada lote de 10 a 12 aves.
No parque cercado destinado aos perus deve
haver árvores para proporcionar-lhes sombra nas horas de forte
calor, pois é seu costume, nessas horas, o descanso. As cercas deverão
ter no mínimo 1,8 m de altura. A água deve es-tar sempre à disposição e em
lugares sombreados.
Quando os perus são criados em plena
liberdade, a vegetação dos pastos deve ser baixa, isto é, sem moitas ou
qualquer outro tipo de esconderijo, pois a tendência dessas aves é se
aninhar no mato, fazendo sua postura até que o choco se inicie. Com isso poderá haver perda
de ovos, pois não raro mesmo os ovos inférteis são devorados por
animais daninhos. Além disso, as ninhadas não são tão
boas como quando acompanhadas com certa
regularidade e bem manejadas.
Parque dividido em quatro seções, com abrigo
no centro. Os pastos devem ser cercados e gramados, procedendo-se
ao rodízio. Enquanto o pasto “A” está sendo utilizado pelos perus, os
pastos “B”, “C” e “D” estão em recuperação. Desta maneira nunca
faltará pasto aos perus, desde que se destine uma área razoável e
compatível com o número de aves que se deseja criar .
As peruas que vivem em plena liberdade, nos
campos, desde quesejam alimentadas pela manhã com ração
balanceada para sua idade,bem como à tarde, no regresso, acabam se
acostumando a usar os ninhos a elas destinados.
Sempre será interessante colocar nos ninhos um
ovo falso, isto é, de gesso, o que servirá de atrativo para criar
o hábito.
Abrigo simples, sem passeio interno.
Comedouros
Depois que os peruzinhos tiverem aprendido a
comer, a ração deve ser colocada em comedouros. Eles devem
ser feitos de tal maneira que evitem a entrada das aves, que podem
espalhar a ração e contaminá-la com as fezes. Também devem ter um
pau roliço ou quadrado, giratório na parte superior, para
evitar que os peruzinhos seempoleirem e defequem no cocho.
À medida que os perus vão
crescendo, os comedouros precisam ser substituídos por outros
maiores, para que todos possam comer ao mesmo tempo, evitando aglomeração.
Os comedouros para os perus adultos são fáceis de ser
construídos: 25 cm de largura, 25 cm de altura e o comprimento de
acordo com a quantidade de aves a serem alimentadas.
Comedouro de folha-de-flandres
Um comedouro de 1 m de para peruzinhos e perus jovens .
Comedouro semi-automático de madeira com
proteção, para ficar à disposição no parque. Pode ser utilizado
também para distribuição de ostras trituradas . comprimento é suficiente para 12 aves adultas
se alimentarem utilizando os dois lados.
Sobre o comedouro dos adultos também deve-se
colocar um pau roliço ou quadrado giratório, a fim de não
servir de poleiro.
Tipo de comedouro higiênico para perus. Na
parte superior deve haver um pau roliço giratório.
Bebedouros
Nos primeiros 20 dias de vida dos peruzinhos,
os bebedouros devem ser se-mi-automáticos, de barro ou
alumínio, e podem ser encontrados nas casas de artigos para avicultura.
Bebedouro de folha-de-flandres
Também podem ser feitos semi-automático
para peruzinhos com um vasilhame com capacidade para um litro
ajustado numa tábua por meio de duas fitas de chapa, com uma vasilha no bocal.
Quando os perus crescerem, a água pode ser dada
em bebedouros maiores semi-automáticos, ou mesmo
de cimento, desde que protegidos, para evitar a entrada das aves
com os pés. Se houver facilidade, a fim de evitar o empoçamento de
água, é aconselhável a mudança do bebedouro para outros locais,
devendo estar sempre protegido por sombra. Nunca se deve colocar o bebedouro
em locais expostos ao sol. jovens e adultos .
Bebedouro semi-automático de
Bebedouro simples semialumínio para peruzinhos. automático para
peruzinhos.
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Aos iniciantes, aconselha-se a incubação natural, por ser mais racional e prática, pois quem vai cuidar dos ovos durante esse período será a perua choca.
A criação de perus também pode começar de outras formas, dependendo de como se queira encarar sua exploração: sistema caseiro; comercial para venda de aves e ovos; ou para povoar o sítio ou a fazenda. Pode ser iniciada com ovos, desde que sejam adquiridos de criadores idôneos; peruzinhos de um dia; perus com 21 dias ou ainda com aves adultas. Para maior fertilidade dos ovos destinados à incubação, deve-se manter um peru para cada grupo de cinco peruas.
Acreditamos que a melhor maneira para iniciar a criação é adquirir peruzinhos com 21 dias. Sendo assim, o princípio da criação caseira de perus, hoje em dia, é como o de galinhas, em que se dá preferência a pintos de um ou 30 dias ou ainda a frangas de 63 dias, que são mais resistentes, pois já superaram o período de maior mortalidade.
Depois da adaptação, com o decorrer do tempo, pode-se dar início à incubação dos ovos, porém devemse tomar certas precauções a fim de evitar problemas futuros. Os ovos destinados à incubação só devem ser chocados quando as peruas atingirem oito meses de idade e os machos, nove. Os primeiros ovos não servem para incubação, porque muitasvezes são estéreis, além de pequenos. Devem-se incubar os ovos de peruas precoces que tenham entre 75 e 85 gramas.
A coleta dos ovos deve ser feita de uma a duas vezes por dia, e eles devem ser conservados em lugares frescos, onde a temperaturanão ultrapasse os 16º C e nunca seja inferior a 2º C. Os ovos com mais de cinco dias destinados à incubação deverão ser virados duas vezes ao dia.
Uma perua choca pode cobrir de 15 a 18 ovos, dependendo de seu tamanho. A duração da incubação é de 28 a 30 dias.
Para completar o nascimento de todos os peruzinhos, devem-se aguardar 24 horas após o 28 dia. Os que não nascerem dentro desse período goraram, estão mortos dentro do ovo ou muito fracos, caso em que deverão ser sacrificados.
A primeira alimentação após o nascimento dos peruzinhos só deve ser distribuída depois de 24 horas. Quando os ovos são incubados por peruas, elas ensinam os peruzinhos a comer sozinhos, ao passo que os nascidos em incubadeiras precisam ser treinados a recolher o alimento de um papel no chão ou na criadeira.
Percebe-se que a perua ficou choca quando emite sons típicos, mais ou como as galinhas, e permanece no ninho por longo tempo. Está apta, portanto, a cho-car os ovos. Apesar de uma perua poder chocar de 15 a 18 ovos, o nascimento de 12 perus pode ser considerado um bom resultado.
Durante o período de choco da perua, ela deverá receber água e alimentação sempre perto do ninho, com vigilância constante. Outro ponto importante é manter uma rigorosa higiene no ninho. Por exemplo,se um ovo se quebrar, a palha deverá ser limpa; se a perua evacuar no ninho, ele também deverá ser limpo. O resto ficará por con-ta da perua, que saberá cuidar bem do choco até o nascimento dos peruzinhos. Uma galinha choca também pode substituir a perua, cobrindo de sete a oito ovos.
Antes de colocar a perua para chocar, é preciso verificar se há parasitas em seu corpo. Se houver, é necessário polvilhar a perua com pó parasiticida para aves, a fim de não prejudicar a pele.
Artificial
A incubação de ovos de peruas também pode ser feita em chocadeiras artificiais, assim como ocorre com os de galinha. A temperatura a ser mantida é a mesma utilizada para os ovos de galinha (36º C), podendo-se aumentála um pouco na ocasião do nascimento.
A vantagem da incubação artificial é que os peruzinhos ficam livres de doenças que são transmissíveis pela perua ou galinha que chocou os ovos.
Além disso, há mais peruas para a postura, uma vez que não são utilizadas para o choco e a criação dos peruzinhos. No caso de a perua chocar, é colocada em uma gaiola especial, conhecida como “tirachoco”.
Campânula elétrica para aquecimento dos peruzinhos nascidos em chocadeiras.
A incubação artificial é destinada a grandes criações e, de maneira muito bem controlada, para fornecimento preestabelecido.
Na incubação artificial, do 24o ao 28o dia, é necessário deixar a incubadeira (chocadeira) fechada, sem tocar nos ovos. No manejo da chocadeira, o criador deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante, ou seja, manter constantes o nivelamento, a umidade e a temperatura.
No início, após três dias de incubação, os ovos devem ser virados duas ou três vezes ao dia. Ao nascerem os peruzinhos, depois de secos, devem ser retirados da chocadeira e colocados em criadeiras com calor artificial ou campânulas.
Para que os peruzinhos aprendam a comer, uma boa medida é manter, perto deles, pintinhos nascidos na mesma época.
Se quisermos chocar, de uma só vez, mais de 50 ovos, aconselhase o uso da chocadeira. Uma chocadeira com capacidade para incubar 60 ovos de galinha pode comportar de 35 a 40 ovos de perua.
Exame dos ovos
No 20o dia convém verificar se os ovos estão claros ou com embriões mortos. Muitas vezes, esses ovos se quebram, sujando o ninho e os outros ovos. O exame deve ser feito em lugar bem escuro, usan-do-se um ovoscópio ou o oco da mão, segurando o ovo contra uma lâmpada.
Assim verifica-se facilmente se estão claros ou com embriões mortos.
Os ovos claros podem ser aproveitados, depois de cozidos,misturados à ração, para enriquecer a alimentação dos peruzinhos.
Peruzinhos
Nascimento
A partir do 28o ou 29o dia de incubação, os peruzinhos iniciam o rompimento da casca, com o bico, livran-do-se do ovo por si próprios.
Não convém auxiliar os peruzinhos que não conseguirem sair por suas próprias forças, pois isso demonstra que são fracos, propensos a doenças e, por certo, não sobreviverão.
Muitas vezes, na incubação natural, alguns ovos demoram mais para eclodir. Com a demora do nascimento dos retardatários, a perua pode ficar irritada no ninho e pisar os demais filhotes, matando-os.
Neste caso convém proteger os peruzinhos já nascidos, colocando-os numa caixa com agasalhos, em compartimento sem vento ou corrente de ar, já que os recém-nascidos são sensíveis ao frio, e esperar que os demais nasçam naturalmente.
Quando todos tiverem nascido, devem ser colocados junto com a perua, tomando muito cuidado com relação ao frio e ao vento. Quando houver sol, eles podem ser colocados ao ar livre.
Um espaço cercado para colocar a perua com os peruzinhos é recomendável, a fim de evitar que outras aves ou mesmo os machos causem danos aos filhotes.
Cuidados
A fase inicial dos peruzinhos é muito delicada, e o criador precisa ficar bem atento. Durante os três primeiros meses, os peruzinhos devem ficar sob a proteção da perua ou em abrigo apropriado, evitando correntes de vento e umidade e mantendo o calor artificial. Quando os peruzinhos estiverem com a perua devem ser enxugados e aquecidos,pois a água e a própria umidade são os piores inimigos dessas jovens aves.
Depois de terem ficado três meses com a mãe, podem ser transferidos para pastos mais amplos, ou mesmo soltos em locais onde encontrem alimentos naturais, e se exercitem o dia todo à procura de insetos, sementes e pas-to verde. Quando o calor for muito forte, eles podem descansar à sombra das árvores.
Ao anoitecer, os peruzinhos devem ser recolhidos aos abrigos, onde passam a noite, a fim de se acostumar ao local. Desta maneira, as fêmeas se habituarão ao galpão e, quando chegar a hora de iniciar a postura, utilizarão os ninhos ali dispostos, facilitando a colheita e o controle, ao contrário das aves acostumadas a procurar capoeiras para a postura.
Os peruzinhos, ao completarem oito semanas, deverão ser vacinados, principalmente contra a bouba. Não havendo manifestações de outras doenças nos arredores, as demais vacinas são dispensáveis.
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Visão geral criada por IA
A
incubação
de ovos de peru dura 28
dias,
exigindo temperatura constante dea e
alta umidade, especialmente nos últimos três dias (65% ou mais). Os
ovos devem ser virados pelo menos três vezes ao dia até o 25º dia,
mantendo-os limpos e armazenados entre:13
e 18 (°C)antes
da incubação.
Detalhes Essenciais da Incubação
Temperatura: Mantenha a incubadora entre 37,5 e 38 (°C)e Temperaturas muito altas podem causar deformidades e, muito baixas, atrasar a eclosão.
Viragem: Essencial para evitar que o embrião grude na casca. Deve ser feita 3 a 5 vezes ao dia, com maior frequência, até o 25º dia.
Umidade: Deve ser mantida em níveis altos, acima de 65% na fase final (dias 25-28), para facilitar a saída do peruzinho.
Limpeza: Os ovos devem ser limpos e livres de sujidades, mas não lavados com água, para evitar infecções bacterianas.
Eclosão: A partir do 25º dia, interrompa a viragem e aumente a umidade para que o filhote rompa a casca (eclosão).
Ovos de peru de boa qualidade podem ser armazenados por 7 a 10 dias antes da incubação sem perda significativa de taxa de nascimento.
Este vídeo explica o tempo de incubação dos ovos de peru:
De corpo volumoso, o peru pode ser considerado a mais bela ave de quintal.
Atualmente, essa ave ocupa papel preponderante na avicultura brasileira, pois já não é mais consumida somente nas grandes festas anuais, como Natal, Ano Novo e Páscoa, mas durante o ano todo.
Antigamente, a criação de perus era uma espécie de tabu. Diziase que era muito problemática, porque uma grande porcentagem de aves morria antes de atingir os três meses de idade. (Era até comum dizer que, entre dez perus que nasciam, nove não completariam os três meses).
O peru é uma ave originária dos Estados Unidos e do México. Seus antepassados viviam em plena liberdade, em estado selvagem, alimentando-se do que a natureza lhes proporcionava: insetos, vermes, grãos, caramujos, capins e outros verdes, e também grãos de areia para auxiliar a digestão dos alimentos.
Para a reprodução, ou seja, a incubação, o peru se abrigava em capoeiras e lugares bem seguros que o protegiam dos outros animais, o que colaborou para a preservação da espécie. Atualmente ainda existem perus selvagens.
Vemos assim que se trata de uma ave de grande rusticidade, já que sobrevive muito bem em plena liberdade.
Levado para a Europa por volta do século XVI, o peru era conhecido na época como “galinha da Índia”.
Com sua domesticação — e cruzamentos para formação de raças mais rendosas —, a criação de perus como fonte de renda complementar dentro de uma propriedade agrícola, quando bem planejada, pode ser conduzida a contento.
Os três primeiros meses de vida são muito importantes na criação de perus. Nesta fase, eles deverão ficar a salvo de chuva, umidade e frio. Deve-se evitar o forte calor, para que não contraiam a “crise do vermelho”, uma espécie de insolação.
Após esse período de máximo cuidado, a rusticidade do peru é muito grande, e ele pode viver em plena liberdade, desde que haja espaço suficiente para seu desenvolvimento. Áreas com pastagens são mais recomendáveis, pois o peru se alimenta de capim, insetos e outros bichinhos. Temos observado criações em que os perus permanecem livres, sempre em pequenos bandos. Até mesmo os abrigos são substituídos por árvores. A alimentação é constituída apenas do que encontram nos campos; numa criação com melhor manejo, porém, será necessário alimentá-los com ração pelo menos duas vezes ao dia, não só para suprir as necessidades de proteínas como para habituá-los à convivência com o criador.
A melhor maneira de carregar um peru.
Raças
Todas as raças de perus domésticos descendem dos perus selvagens, cuja origem, como já vimos, é dos Estados Unidos e do México. Os índios daquelas regiões caçavam os perus, enriquecendo sua alimentação e aproveitando as penas em seus adornos.
Com a domesticação dos perus, por meio de cruzamentos e trabalhos de genética, conseguiu-se chegar a várias outras raças com características próprias, não só na mutação de cores como também no peso de cada espécie.
Há uma raça de peru que está em grande evidência nos Estados Unidos e não atinge um peso exagerado, servindo mais, como se costuma dizer, para o consumo familiar: é o peru beltsville branco. O macho chega a pesar 8 quilos quando adulto e a fêmea, 6 quilos. Perus jovens, com seis meses de idade, pesam cerca de 3,5 quilos e uma fêmea com um ano, 5 quilos.
Essa raça pode ser encontrada à venda com facilidade. Os exemplares com 21 dias já passaram pela fase crítica da vida, mas não queremos dizer com isso que se-jam aves às quais não deverão mais ser dispensados os devidos cuidados. Até os três meses o peru é muito delicado e precisa de resguardo, principalmente quanto a chu-vas, umidade, frio e calor. Depois dessa fase crítica, os perus readquirem seus hábitos ancestrais, tornando-se aves bem resistentes quando tratadas com os princípios básicos de higiene e alimentação.
Além do peru beltsville branco, as raças mais criadas no Brasil são as do peru standard bronzeado, a bronze peito largo, a holandês branco, a bourbon vermelho, a narragansett, a negro de Norfolk e a ardósia. O macho holandês branco chega a pesar 15 quilos, e sua fêmea, 8 quilos.
Já o macho bourbon vermelho atinge 16 quilos, enquanto sua fêmea pode ter até 9 quilos.
Peru holandês branco .
Originário do continente americano, o peru foi domesticado há mais de
200 anos pelo povo nativo do México. Apesar do peru comum ser o mais conhecido,
há uma grande variedade de espécies. Neste artigo, conheça 8 delas.
O peru é uma ave conhecida mundialmente. Sua carne, apesar de ser
considerada sem graça por alguns, é a mais vendida no período natalino. Por
isso, a criação de perus tem se estendido por todo o mundo. Você sabe quais
tipos de peru existem? Contaremos a seguir!
8 tipos de peru
Certamente há duas espécies que você já conhece, o peru comum e o pavão.
Porém, estas não são as únicas. Vamos apresentar muitas outras a seguir.
Bronzeado americano
Esse tipo de peru – imagem principal do artigo – é muito parecido com o
peru selvagem, porém seu tamanho é muito maior. Ele pode chegar a pesar até 15
kg, um tamanho que provavelmente não cabe em nenhum forno durante o Natal.
Suas asas são brancas, sua cauda é negra e partes do pescoço e da cabeça
apresentam tons avermelhados. Um arco-íris de plumagem!
Holandês branco
Como seu próprio nome sugere, a maior parte de sua plumagem é branca,
possuindo poucas manchas de outras cores alterando essa uniformidade. Sua
cabeça parece se unir completamente à sua papada e ambas possuem uma cor
vermelha intensa.
Peru holandês branco
Raça negra
Ao contrário do peru branco, esse é totalmente preto. Sua cor é
brilhante, quase metálica, com um reflexo esverdeado que o caracteriza. Talvez
esta seja a raça que mais se parece com o peru comum, o mais conhecido.
Peru negro
Vermelho bourbon
Esta raça possui uma mistura explosiva de cores. Sua plumagem brilhante
possui um tom marrom chocolate, fazendo com que o branco em suas asas e cauda
se destaque.
Peru vermelho Bourbon
Sua pequena cabeça com bico largo, seu pescoço e sua papada avermelhada
são muito pequenos em relação ao resto do corpo, que se assemelha a um pompom
gigante.
Branco de Beltsville
Esses perus chegam a pesar quase 8 kg e são animais caracterizados por
serem muito saudáveis, possuindo um forte sistema imunológico. Por isso, muitos
criadores escolhem essa espécie para começar sua produção.
Peru Branco de Beltsville
Possui grandes aptidões para a reprodução, sendo capaz de colocar até
158 ovos por época, dos quais 70% chegam a nascer. Incrível!
Bronzeado gigante
Esse tipo de peru é capaz de chegar aos 20 kg. Caracteriza-se por seu
peito duplo, que é gigantesco, como é de se imaginar. Sua cauda em forma de um
pequeno abanador possui a mesma cor uniforme de sua plumagem, que geralmente é
marrom.
Perus bronzeados gigantes
As bordas das plumas possuem um tom grisalho, e na parte superior de seu
pescoço destaca-se uma cor roxa, ressaltada com o vermelho da região.
Branco gigante
Esse também pode pesar entre 15 e 20 kg e, curiosamente, sua plumagem
pode variar de tons dourados ao branco puro. No entanto, esta última cor foi
mais aceita e os dourados foram descartados, dando lugar a uma raça totalmente
branca.
Peru branco gigante
Esta escolha foi feita porque as plumas brancas fazem com que o animal
tenha menos imperfeições na pele, algo muito mais aceito entre os consumidores
da carne.
Ardósia
A cor de sua plumagem geralmente é cinza, apesar de algumas partes serem
brancas. Seu pescoço é vermelho e sua cabeça possui uma tonalidade azulada.
Peru ardósia
Na cauda, ele apresenta uma bela linha preta que separa claramente as
duas cores, o cinza e o branco, como se fosse um desenho da natureza.
É curioso que, apesar de haver muitas raças de perus, as mais utilizadas
para consumo são as geradas em incubadoras, que são híbridos criados pelo
homem. A maioria destes híbridos é descendente do Holandês branco.
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As instalações para os marrecos podem ser simples, a fim de abrigá-los do sol, das chuvas, dos ventos e da umidade. A diferença que existe entre abrigar patos e marrecos é que, para estes últimos, as cercas podem ser mais baixas, isto é, de apenas 60 cm de altura, enquanto para o pato precisam ter 1,80 m, para evitar as avoadas.
Para fazer as instalações para uma criação caseira, podem-se utilizar materiais como tijolos de barro, blocos de cimento, tábuas, qualquer tipo de madeira e até paus roliços ou mesmo bambus. A cobertura pode ser de telhas de barro, eternit e até mesmo de sapé.
Por exemplo, para abrigar um lote de marrecos reprodutores, composto por seis fêmeas e um macho, o abrigo poderá ter 2 m de frente por 1,2 m de fundo, devendo possuir um parque com pelo menos 10 x 4 m de extensão. Para criar vinte fêmeas e quatro machos, uma área de 6 x 3 m também é aceitável. A água, sendo natural, isto é, vinda de uma nascente, por exemplo, seria ideal, mas na sua falta podem-se também construir tanques, renovando a água quando necessário. O banho dos marrecos deve ser sempre no fundo do parque, a fim de evitar que traga umidade para o abrigo.
Se os dormitórios dos marrecos forem feitos em série, para abrigar alguns lotes de idades diferentes, as divisões internas não precisam ter mais do que 60 cm de altura, pois isto também facilita o trabalho do tratador, que poderá pulá-las para atingir os vários lotes.
O chão dos abrigos do dormitório deve ser cimentado, a fim de facilitar a limpeza, porém recoberto com cavaco de madeira ou material semelhante. É necessário colocar na porta de entrada das aves um sarrafo com 4 cm de altura, para que não levem para fora a cobertura
do piso.
Abrigo rústico e simples para marrecos. Parque com 10 x 4 m para seis marrecas e um marreco.
As aves convivem em harmonia.
Independentemente da porta do tratador, deve-se fazer uma portinhola em cada abrigo para a saída e entrada dos marrecos, a qual deve ser fechada como uma guilhotina, principalmente à
noite, evitando-se que animais possam perturbar a tranqüilidade das aves.
Gaiola para manter a choca presa,ficando os marrequinhos livres.
Quando os marrecos são confinados, deve-se distribuir nos cochos, ou juntamente com a ração, casca de ostra moída, a fim de supri-los com o que encontrariam em
liberdade como, por exemplo, cascalhos. Também
convém juntar à ração 10% de farinha de carne, para nutri-los com proteínas, e areia grossa à
vontade.
Os marrecos podem ser criados em completa liberdade, sem nenhuma cerca e dispondo apenas de um abrigo para se recolherem à noite.
Devem criar esse hábito desde pequenos, mas se forem adquiridos adultos, é suficiente que haja um marreco treinado a se recolher no abrigo para que os novatos o sigam.
Observações
Para transportar o marreco, deve-se apanhá-lo pelo pescoço; para carregá-lo, deve-se passar a mão por baixo do peito. As pernas são fracas e podem se quebrar facilmente.
Alimentação
Na primeira semana, deve-se distribuir a ração cinco vezes ao dia: às 7, 10, 13, 16 e 18 horas. É importante dar o suficiente para que não falte nem sobre. Na segunda semana, deve-se dar quatro vezes ao dia: às 7, 11, 16 e 19 horas; e, até a sexta semana, três vezes ao dia:màs 7, 13 e 18 horas.
Quando os marrecos são tratados racionalmente, desde que tenham boa procedência, com ração adequada (de crescimento, postura e engorda) e equilibrada, o ganho de peso do marrequinho até o abate é muito rápido. Pode ser comercializado a partir de 60 dias de seu nascimento, possuindo carne bem tenra e deliciosa, superior à carne do pato.
Regras para o sucesso
. • Iniciar a criação com bons reprodutores.
. • Localizar as instalações das aves em um lugar seco, sem umidade.
. • Fornecer proteção nas horas de forte calor.
. • Dispensar cuidados especiais aos marrequinhos nos primeiros 30 dias.
. • Fornecer alimentos pastosos e água abundante.
. • Resguardar as aves das chuvas em abrigo/dormitório.
. • Garantir uma boa higiene.
. • Escolher boas chocas para a incubação.
. • Fornecer muito verde na alimentação, picado ou em feixes pendurados.
. • Fornecer ração de boa procedência é muito compensador.
. • Proporcionar às aves um ambiente tranqüilo, sem que sejam importunadas por outros animais domésticos.
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