30 de mar. de 2022

CARACTERÍSTICAS ZOOTÉCNICAS DAS CODORNAS

 

CARACTERÍSTICAS ZOOTÉCNICAS DAS CODORNAS

Taxa de crescimento: as codornas são aves de rápido crescimento. Nascem com cerca de 7,5 a 10 g. A codorna japonesa aos 07 dias de vida triplica o seu peso corporal. Aos 28 dias pesa dez vezes mais que o peso inicial. A codorna europeia nesta idade pesa 20 vezes mais do que o peso ao nascimento. A codorna japonesa adulta pesa em torno de 140 a 160 g e a codorna europeia em torno de 250 a 270 g. Estão aptas para postura ou abate em torno de 40 a 45 dias. 

Rusticidade: são consideradas aves resistentes a uma diversidade de doenças, podem ser criadas em regiões quentes ou frias, desde que tenham instalações que possuam um bom conforto térmico. 

Precocidade sexual e produtiva: decorrente de seu rápido cresci­mento, a codorna atinge a maturidade sexual entre 40 e 45 dias de vida, ou seja, inicia a fase de postura em idade precoce. No caso da codorna para produção de carne, pode-se realizar um abate seletivo, somente as fêmeas, aos 35 dias de vida, tornando a criação ainda mais vantajosa economicamente. 

Consumo e conversão alimentar: um animal adulto para corte con­some entre 30 a 35 g de ração por dia e animal para postura consome cerca de 25 a 28 g por dia. 

Pequeno porte: por ser uma ave de porte pequeno, ocupa pouco espaço para a sua criação, sendo uma excelente alternativa econômica para as pequenas propriedades rurais. 

Produtividade: as codornas japonesas quando bem manejadas e alojadas, a produção de ovos pode chegar a 300 ovos/ave/ano. O perí­odo de produção varia entre 12 a 14 meses. 

Rendimento de carcaça: quando criadas para a produção de carne, tanto as fêmeas como os machos apresentam um rendimento de carca­ça na ordem de 75% em relação ao seu peso vivo.


PRODUÇÃO DE CODORNA PARA CORTE 

O que diferencia a codorna europeia da codorna japonesa é o peso vivo na fase adulta, a codorna europeia é mais indicada para corte devi­do ao seu maior peso por ocasião do abate (250 a 270g), enquanto que a codorna japonesa atinge peso menor na fase adulta (140 a 160g), fato compensado por sua alta postura de ovos. 

O agricultor interessado em criar codornas para produção de carne deve ter uma atenção especial ao adquirir estas aves. As codorninhas de um dia devem ser compradas de fornecedores registrados nos serviços de defesa Agropecuária municipais, estaduais ou do Ministério da Agricultura. 

No caso do Distrito Federal, como não existem fornecedores de co­dorna para corte, os coturnicultores adquirem as codorninhas de gran­jas matrizeiras localizadas no estado de São Paulo, principalmente da região de Suzano. Estas granjas importam as matrizes, destinadas à produção de codorninhas de um dia, dos países europeus situados na região do Mediterrâneo: França, Itália, Espanha e Grécia. Nessa região existem linhagens com boa carga genética e as aves são selecionadas exclusivamente para este fim. 

Figura 07. Codorna japonesa (esquerda). Codor­na europeia (direita) Fonte: José Gonçalves.

As aves são enviadas pelas granjas matrizeiras por via aérea, sendo retiradas no aeroporto pelos criadores (figura 08 e 09). O transporte até as propriedades é realizado em veículo adequado, deve possuir boa ventilação e não permitir a entrada de chuva ou ventos fortes. 

Figura 08. Caixas para transporte aéreo de codornas de 01 dia. 

Figura 09. Caixas com codornas de 01 dia. 




13 de jan. de 2022

CLASSIFICAÇÃO DAS CODORNAS


 

CLASSIFICAÇÃO DAS CODORNAS 

A codorna pertence à classe das aves e ordem dos Galináceos, família das Faisanidas, subfamilia dos Perdicinae e do gênero Cotur­nix, existindo grandes quantidades de espécies. As mais conhecidas e difundidas são: a codorna japonesa Coturnix coturnix japonica, a codorna europeia ou selvagem Coturnix coturnix coturnix, a codorna americana conhecida como “Bobwhite Quail” Colinus virginianus, e a codorna chinesa Coturnix adansonii, muito utilizada como ave deco­rativa e ornamental. 

Descrição das espécies 

Codorna japonesa (Coturnix coturnix japonica): predomina a plu­magem de coloração bege com tonalidades tipo carijó. Entretanto, é normal na criação terem algumas com plumagem de cor branca e mista. É conhecida com uma “máquina” de produzir ovos, pois tem a capaci­dade de botar 300 ovos por ano. Animal dócil e muito resistente a do­enças, de fácil criação e manejo. 

Figura 03. Codorna Japonesa (Coturnix coturnix japonica).


Codorna europeia (Coturnix coturnix coturnix): as codornas euro­peias são aves mais precoces do que as japonesas, sendo uma melhor opção para a criação destinada ao corte. Com 42 dias de vida podem atingir peso de até 270g. Elas apresentam uma postura menor que as ja­ponesas, mas os ovos têm um peso maior, em torno de 13g enquanto os ovos das japonesas pesam 10g. Possuem rendimento de carcaça de 75%. Sua plumagem apresenta diversas cores, variando entre bege, branca, marrom e mista. Predomina a cor tipo carijó. (figura 04).

Figura 04: Codorna Europeia (Coturnix coturnix coturnix). 

Codorna chinesa (Coturnix adansonii): a codorna chinesa é criada principalmente como ave ornamental. Sua plumagem é muito variável, tornando-a bastante atraente para o mercado “pet”. É uma ave dócil e fácil de criar, de tamanho pequeno atingindo uma média de 13 centíme­tros o que a torna ideal para coabitar em viveiro com outras aves. Para identificar o macho, basta observar a plumagem do pescoço que apre­senta manchas pretas e brancas. Na cabeça a plumagem é de um tom escuro de azul e a coloração inferior da plumagem um marrom-averme­lhado. De baixa postura, seu ovo é menor do que os ovos da japonesa o que diminui a escolha da criação para postura.

Figura 05. Codorna Chinesa (Coturnix adansonii) 

Codorna americana (Colinus virginianus): a codorna americana é originária dos Estados Unidos. É também conhecida como Bob White. A sua plumagem é de coloração marrom tipo carijó tendo como destaque as listas brancas na cabeça. Suas penas traseiras são mais alongadas. A Bob White possui dupla aptidão, ou seja, é boa para a produção de carne e ovos, sendo estes bastante utilizados nas agroindústrias para a produção de ovos em conserva em virtude do seu maior tamanho. A casca do seu ovo não possui pigmentação como o da codorna europeia e o da japonesa. Em função desta característica não é aceito pelo con­sumidor quando vendido in natura. Possui baixa conversão alimentar quando comparada com a linhagem europeia e baixo índice de postura em relação à japonesa. 

Figura 06. Codorna Americana (Colinus virginianus)





21 de dez. de 2021

INSTALAÇÕES PARA INICIAR A CRIAÇÃO DE CANÁRIOS

 

INSTALAÇÕES PARA INICIAR A CRIAÇÃO

Os canários são pouco exigentes no que diz respeito ao local de sua criação. Pode-se tê-los em apartamentos, garagens, sacadas ou até em complexos e bem estruturados viveiros. No entanto, deve-se observar sua segurança, seu conforto e sua tranquilidade, uma vez que são aves sensíveis a correntes de vento, baixa temperatura, poluição e locais estressantes.

O recomendado é que o seu canário fique protegido do sol direto, de insetos e animais que o vejam como um possível lanche da tarde, como gatos, ratos e até mesmo gaviões.

VIVEIROS:

Caso você tenha intenções profissionais na criação de canários, será necessária a construção de um local especialmente destinado a essa atividade, normalmente conhecido como canaril ou criadouro, que deve ser arejado, com grandes janelas fechadas por telas do tipo mosqueteira e com capacidade para comportar os casais e os filhotes que nascerão. Veja, a seguir, um exemplo de projeto para o seu criadouro, canaril:

CANARIL

No projeto acima tem um local específico para a Quarentena, que deve ser utilizado no momento em que adquirir novos pássaros para o plantel, ou para pássaros que estejam doentes, necessitando de cuidados especiais, assim você isola o pássaro doente dos demais, para que a doença não se propague pelo plantel.

OBS: Não esqueça de instalar uma pia grande para limpeza e higienização dos utensílios, telhas transparentes para ajudar na iluminação natural, telas mosqueteiras nas janelas, um armário para guardar os alimentos, e utensílios reservas, medicações, vitaminas, etc.

GAIOLAS:

Diferentemente do que vemos por aí, a gaiola mais indicada para a criação de canários é a de ferro e não a de madeira. Por ser de mais fácil limpeza, as gaiolas de arame são as preferidas, tanto na reprodução quanto na exposição das aves.

A gaiola mais usada e indicada para a fase de reprodução é a modelo Argentina, que possui seis suportes para comedouros externos, grade no piso, bandeja removível e grade de separação dos casais ou filhotes.

GAIOLA

Uma dica interessante para facilitar a vida dos criadores é a padronização das gaiolas. Procure sempre adquiri-las com boa qualidade e de fabricantes conhecidos, o que facilitará a aquisição de novas gaiolas no caso da necessidade de se aumentar o plantel. Essa padronização irá ajudar muito na hora do trato dos animais, diminuindo o tempo necessário para essa atividade.

A voadeira é um outro tipo de gaiola muito usada após a separação dos filhotes ou até mesmo do casal. É nesse local que os pássaros irão se exercitar, terminar seu crescimento, passar o período de muda de penas e iniciar os primeiros cantos (no caso de filhotes machos).

ACESSÓRIOS:

Os fabricantes esmeram-se, a cada dia, no desenvolvimento de novos formatos, materiais e tipos de acessórios, na intenção de facilitar a vida do criador. Entende-se como acessório todo tipo de objeto utilizado para facilitar o trato das aves. É interessante que alguns deles sejam adquiridos em duplicidade, tais como poleiros, comedouros, potes, bebedouro, etc.

ACESSÓRIOS:




11 de dez. de 2021

Criação de Codornas para Corte

 

O crescimento constante da avicultura industrial possibilitou ao Brasil tornar-se um dos maiores produtores e exportadores de carne in natura. Com a evolução e a modernização tecnológica desse segmento, algumas atividades que antes eram consideradas domésticas, tornaram-se uma excelente fonte de renda para os produtores, dentre elas destaca-se a criação de codornas ou a coturnicultura. 

A criação de codorna teve o seu início na primeira década do século passado, quando os japoneses iniciaram estudos e cruzamentos entre as codornas europeias com espécies selvagens, obtendo como resultado a codorna domesticada, ou seja, a codorna japonesa. 

Atualmente, os produtores dispõem de raças desenvolvidas especialmente para a produção comercial, dentre elas, além da japonesa, destacam-se a codorna européia, a americana e a chinesa. De acordo com a aptidão de cada uma, essas aves possuem características diferentes entre si, tais como: tamanho, peso, precocidade, coloração da casca do ovo, coloração da plumagem e índice de postura. 

A criação empresarial de codornas para corte no país teve início em 1989, quando uma grande empresa avícola brasileira resolveu implantar o primeiro criatório e abatedouro no Sul do país. Com a introdução dessas linhagens europeias para a produção de carne, houve um maior estímulo ao consumo do produto, aumentando a demanda e surgindo assim uma excelente oportunidade para os criadores. 

HISTÓRICO 

Os primeiros dados históricos sobre a origem da codorna datam do século XII na Europa, onde vivia como ave migratória. Por possuir uma carne rara e de excepcional sabor, era uma das principais atrações nas grandes caçadas, hobby esportivo da época praticado pelos lordes europeus. A ave foi posteriormente levada para a Ásia (China e Coréia) e depois introduzida no Japão. A codorna foi domesticada pelos japoneses em função do canto melodioso dos machos. 

A criação de codornas com a finalidade de produzir carne e ovos iniciou-se no Século XX, mais precisamente na década de 1910, com os japoneses e chineses que por meio de diversos cruzamentos entre as codornas europeias com espécies selvagens, conseguiram obter a subespécie Coturnix coturnix japônica, ou seja, a codorna japonesa ou doméstica. 

No Brasil, as codornas foram introduzidas pelas mãos do italiano Oscar Molena em 1959. Em seu país, o criador possuía a caça dessa ave como um hobby. Entretanto, em solo brasileiro esta prática tornou-se impossível em função de não existir codornas domesticadas. Numa ocasião, ao retornar de um passeio ao seu país, o italiano conseguiu trazer 20 dúzias de ovos de codornas galados, iniciando assim, a criação exclusivamente para a caça. Somente em 1961, com o declínio da criação destinada ao hobby esportivo, começou a criação de codornas para a produção de ovos. Devido à grande aceitação do produto e à fama de alimento afrodisíaco difundida com o sucesso da música “ovo de codorna”, cantada por Luiz Gonzaga, várias pessoas demonstraram interesse na atividade, principalmente os imigrantes japoneses que passaram a desenvolvê-la no Estado de São Paulo. Desse Estado, a criação expandiu para todo o País.

A coturnicultura como uma atividade agropecuária empresarial altamente viável, capaz de gerar emprego e renda para os pequenos agricultores, principalmente em função de apresentar as seguintes características: rápido crescimento da ave, precocidade na produção, alta produtividade, ave de pequeno porte, pouco espaço exigido para implantação da granja, baixo uso de mão de obra, proximidade do mercado consumidor, baixo investimento e rápido retorno financeiro. 

Figura 01. Coturnicultura, alternativa para agricultura familiar. 

Figura 02. Codornas em confinamento. 




1 de dez. de 2021

RAÇAS DE CANÁRIOS

 

AS RAÇAS DE CANÁRIOS

As raças de canários dividem-se em três grupos:

Os canários atualmente estão classificados em:

• Canários de cor (com ou sem fator vermelho);

• Canários de porte (posição, forma, desenho, com topete e frisados);

• Canários de canto (Harzer, Malinois e Timbrado Espanhol).

Modalidades de criação:

Três grandes grupos dividem a espécie e a preferência dos criadores, são eles:

Canários de cor: São os mais difundidos no mundo todo e estão divididos em cinco subclasses:

As melânicas preto-castanho, as melânicas castanho, as lipocrômicas, as ágatas e as isabeis.

Canários de porte: Em se tratando de tamanho, temos os canários de forma e porte nos quais encontramos mais de uma dezena de subclasses, sendo as principais: Gloster, Norwich, Lizard, Frizados, Bossu Belga, Giboso.

Canários de canto: Há criadores que apreciam o canto e, nesse contexto, também existe uma espécie que foi trabalhada arduamente para que expressasse o mais melodioso dos cantos. Os canários de canto clássico, como são chamados, emitem um som mais baixo, mais suave, praticamente sem abrir o bico. Nessa categoria, podemos destacar três subclasses principais: o Harz, o Malinolis e o Timbrado Espanhol.

Canário de Canto “Timbrado Espanhol”

Canário de Cor “Amarelo Intenso”

Canário de Porte “Gloster”

É desejável que o iniciante visite uma exposição de canários onde possa observar e ouvir (no caso dos canários de canto) todas as variedades.

Aqueles que optarem por canários de porte deverão especializar-se em uma determinada raça. Da mesma forma, os que se dedicarem à criação de canários de cor, deverão especializar-se em canários de uma série, seja da linha clara (lipocrômicos) ou da linha escura (melânicos).

Os canários de fator vermelho exigem utilização de intensificador de cor (cantaxantina) durante a muda, sejam da linha clara ou da linha escura, inclusive os canários vermelhos de porte.

Tanto os canários de cor quanto os de porte e de canto possuem características próprias, definidas oficialmente por um padrão, que deverão ser observadas e melhoradas.

Com relação aos canários de canto é necessário que o criador seja dotado de ouvido absoluto, isto é, seja capaz de distinguir as qualidades e defeitos canoros dos pássaros, porque estes canários são avaliados pelas notas ou conjuntos de sons musicais que emitem. Também é necessário selecionar apenas uma raça para criar, conforme a preferência do canto, sabendo-se que, no Brasil, só existe campeonatos para os canários da raça Harzer, conhecidos também pela denominação de canários de canto clássico.

Escolha da cor

Os canários de cor dividem-se em dois grupos: LIPOCRÔMICOS (linha clara) e MELÂNICOS (linha escura).

Lipocrômicos– tem a sub-plumagem branca e a cor das penas isenta de pigmentos preto ou marrom e classificam-se de acordo com a variedade (cor de fundo), em Branco Dominante (inibição do lipocromo, com traços visíveis nas penas das asas); Branco Recessivo (inibição total do lipocromo) chamado apenas de Branco; Amarelo; Vermelho; existindo também uma mutação de olho vermelho denominada Ino, nas mesmas

variedades de cor, outra Marfim (lipocromo diluído) e a mais recente mutação, o canário vermelho de bico vermelho, ocorrida no Brasil, reconhecida com a denominação de Urucum.

A seleção é feita em função de: pureza (qualidade do lipocromo); intensidade (quantidade depositada nas penas) e uniformidade (distribuição da cor no pássaro).

Não são admitidas manchas melânicas na plumagem. Bicos pés e unhas também devem ser totalmente claros.

Melânicos– tem a sub-plumagem pigmentada e são caracterizados pelo desenho formado de estrias escuras (eumelaninas negras e/ou marrons e feomelanina canela) na cabeça, dorso e flancos/peito, além do manto ou envoltura que se distribui sobre o lipocromo.

Bico, pés e unhas escuros.

Além dos melânicos clássicos, existem as mutações: pastel, opalino, feo (inomelânico), acetinado, asa cinza, topázio, eumo, ônix, cobalto e jaspe.

Classificam-se de acordo com a variedade (conforme lipocromo de fundo) em verde ou amarelo, azul ou prateado e cobre ou vermelho e quanto ao tipo (natureza e grau de pigmentação) em oxidados, os possuidores de estrias escuras largas e contínuas (verde, azul, cobre, canela) e diluídos onde as estrias são mais claras, finas e interrompidas (ágata e isabelino).

CATEGORIAS:

Tanto os lipocrômicos quanto os melânicos subdividem-se, de acordo com o depósito de lipocromo nas penas, em três categorias:

– Intenso (o lipocromo cobre toda a superfície da pena estendendo-se até a extremidade);

– Nevado (o lipocromo não atinge o bordo das penas deixando uma faixa branca) e

– Mosaico (o lipocromo atua somente em algumas regiões: – no macho, máscara facial, peito, encontro das asas, e uropígio, diferenciando-se das fêmeas, dimorfismo sexual, estas, sem máscara, com marcações apenas no uropígio, peito e risco nos olhos).


CANÁRIOS DE COR (alguns)



CANÁRIOS DE PORTE (vários)


Além dos canários de porte que aparecem nas fotos, também são reconhecidos oficialmente o Bossu Belga, Gibber Italicus, Bernois, Fife Fancy, Crest, Raça Espanhola, Fiorino, Frisado do Sul, Frisado Suiço, Padovano, Gibboso Espanhol, Frisado Gigante Italiano, Mehringer, Melado Tinerfenho, Llarguet Espanhol, Irish Fancy, Rheinländer e Arlequim Português.




26 de nov. de 2021

A ORIGEM DOS CANÁRIOS

 

A origem do canário belga é, obviamente, a Bélgica. No entanto, apenas a linhagem a que ele pertence é que veio de lá, pois os antepassados dos exemplares dessa e de outras variedades têm raízes nas ilhas Canárias, um arquipélago do Atlântico junto ao continente africano. Os canários-do reino, por exemplo, são da mesma espécie do belga, mas ganharam essa denominação por que as aves costumavam chegar ao Brasil vindas do ‘reino’ de Portugal. Já o canário-da-terra, sim, faz parte de uma outra espécie, nativa do Brasil.

Pertencente à família dos Fringilídeos, o canário-belga mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio. A plumagem é compacta e lisa, sem frisos. Como é um animal de origem estrangeira, a criação não precisa de autorização do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis.

Existem mais de 400 cores de canários reconhecidas no mundo. Mas é a amarela, da linhagem belga, a mais popular por aqui. A busca por novas e diferentes tonalidades e combinações é um dos principais objetivos de boa parte dos criadores, que também se interessam pela definição do porte do pássaro. Apresentação em exposições e melhoramento genético da raça são outras finalidades da criação comercial do canário, que ainda desperta a atenção pelo seu belo canto.

O canário não dá trabalho. Exige pouco espaço, e sua criação pode ser mantida na cidade ou em áreas rurais, servindo até como terapia para algumas pessoas. Entretanto, como é pequeno e frágil, demanda cuidados no manejo. Quando em grupo, os pássaros podem ser acomodados em viveiros; casais podem ficar em gaiolas separadas. As gaiolas mais recomendadas são as de arame galvanizado, que podem ser encontradas facilmente no varejo.

Apesar de vulneráveis a doenças respiratórias, os canários logo se curam se prontamente tratados com medicamentos vendidos em lojas especializadas. Mas é preciso separar o pássaro doente, no caso de enfermidades mais prolongadas. É recomendável manter limpo o local de criação e fora do alcance do sol e do vento. Para evitar acúmulo de sujeira e falta de ventilação, mantenha a posição da gaiola a dois centímetros da parede.

Os objetivos da criação de canários podem ser:

1 – Diletantismo ou lazer (“hobby”);

2 – Terapia ocupacional;

3 – Ganhar concursos;

4 – Interesse científico;

5 – Criação de novas raças ou mutações;

6 – Melhoramento das espécies;

7 – Interesse financeiro;

8 – Interação social;

9 – Outros.

Quaisquer que sejam os objetivos, o início será sempre o mesmo – aprender acriar. Só depois é que se poderá  pensar na consecução dos objetivos pretendidos.

A proposta desta publicação é exatamente esta – ensinar os conceitos básicos, regras e procedimentos, orientando os interessados a dar os primeiros passos na criação de canários.

Como só se aprende a fazer, fazendo, a criação de canários ensejará muitas oportunidades para praticar esses ensinamentos e evidenciará a necessidade de aprofundar os conhecimentos, mediante pesquisas e estudos complementares.

Convém esclarecer que não existe obstáculo legal quanto à criação do canário doméstico e que a matéria é regulada pela Instrução Normativa nº03/2011, de 1º de abril de 2011, do IBAMA.

Quanto à questão de manter os canários aprisionados em gaiolas, por muitos considerado como maldade, saibam todos que libertá-los é que seria uma tremenda maldade, pois não encontrariam alimentos, não resistiriam às intempéries e muito menos saberiam se proteger dos predadores, não conseguindo sobreviver, isto porque há séculos que o mesmo é criado em cativeiro, tendo sofrido várias modificações através dos anos, inclusive em seu código genético, que, hoje, é muito diferente do pássaro silvestre de origem. Tanto é verdade que até muitos canários já não criam seus filhotes.

A contrapartida do esforço e dedicação empregados na criação de canários é a alegria de vê-los saudáveis, cantando e as emoções da reprodução, com o nascimento e crescimento de filhotes e para alguns, a felicidade de ver seus pássaros premiados em concursos e ter canários campeões.

Aqueles que desejarem participar de concursos e exposições deverão filiar-se a algum clube de criadores de canários e identificar seus pássaros com anéis da FOB – Federação Ornitológica do Brasil, fornecidos pelo clube.




10 de nov. de 2021

Sistemas de Criação de Galinhas Caipiras no Brasil

 

Definir um sistema que seja adequado para a propriedade é fundamental para o processo de criação de aves. 

Com base no sistema escolhido o avicultor vai projetar os espaços necessários para o manejo adequado de sua criação. 

A ocupação dos galpões deve ser de no máximo 10 aves por metro quadrado de área e os piquetes de 4 a 5 metros de área para cada ave. 

Para manter um bom programa de biosseguridade o avicultor deve obedecer o sistema de criação onde todas aves alojadas tenham a mesma idade, essa pratica é conhecida popularmente como “todos dentro todos fora”. Assim, é possível fazer uma limpeza e higienização de forma mais efetiva e que combinada com o vazio sanitário possa eliminar boa parte das bactérias do lote anterior. 

Sistema Intensivo

Assim como na criação industrial de frangos de granja, o sistema intensivo também se aplica na criação de galinha caipira. As aves são mantidas em confinamento do nascimento até a data de abate e é fundamental manter a densidade correta de aves para a capacidade do galpão, obedecendo um limite de no máximo 8 aves por metro quadrado. 

Sistema Semi Intensivo

O sistema semi-intensivo é bastante usado na criação de galinhas caipiras ele é uma combinação da criação intensiva com a criação solta, para isso é necessário a utilização de piquetes para as aves fazerem o pastoreio durante algumas horas do dia. O espaço para o piquete deve ser de no mínimo 4 metros quadrados por ave. 

Sistema Extensivo

Esse é o sistema que oferece as melhores condições para a criação de galinhas caipiras. Nesse sistema as aves passam o dia todo soltas, ciscando e se alimentado com gramíneas e restos de frutas e verduras produzidas na propriedade. Ao entardecer, são recolhidas no galpão onde possam se proteger contra predadores as intempéries climáticas e onde possam receber ração balanceada. O limite de ocupação dos piquetes é de uma ave para cada 5 metros quadrados de área.