22 de jun. de 2021

Espécies de Rãs

 

QUE ESPÉCIES ESCOLHER

Para começar a criar rãs para o mercado há que começar pela definição das espécies a criar.

Das centenas de espécies de rãs apenas algumas reúnem as características necessárias, ou mais interessantes para o consumo humano e criação.

Além da ausência de toxicidade ser obviamente um dos requisitos necessários, a adaptação às condições climáticas do meio artificial e o rendimento em carne, são algumas das características a ter em consideração.

Em todos os países onde se estabeleceu a produção industrial de rãs foram feitas duas escolhas: 

A primeira, e aparentemente mais tentadora, a produção de animais de espécies nativas, e eventualmente cruzamentos industriais destas; 

Na segunda opção deu-se preferência à produção de rã touro, principalmente da espécie nor­te americana Rana catesbeiana ou Lithobates catesbeiana, espécie que já sofreu melhoramen­to, e que se encontra melhor estudada em termos de produção industrial, sendo carnívora (hominívora quando girino), bem adaptada a regimes de ração granulada e com indivíduos adultos que ultrapassam os 2 kg de peso vivo.

Embora haja explorações realizadas na Europa utilizando espécies nativas de rã, sendo a Rana ridibunda e a Rana temporária as espécies preferidas em França, a informação sobre sis­temas de produção é ainda muito escassa, liderada, sobretudo, por pesquisas feitas em França, 

onde florescem nos últimos 5 anos as pri­meiras unidades industriais de R. ridibunda, exploradas ainda de forma bastante intuitiva, mas já muito bem sucedida dado o apoio dado pelo governo francês.

Em Espanha, a Rana perezi (também muito comum em Portugal, e já testada em França, incluindo em cruzamentos indus­triais) é a que se encontra em produção há mais tempo, tendo a rã touro tido uma his­tória curta, que culmina com a proibição da sua produção e até detenção, na Europa, dado o risco de fuga para o ambiente, sendo que se trata de um animal considerado de alto risco ecológico.

Do ponto de vista da produção industrial, o ideal, para um país com as características climáticas de Portugal, onde se esperariam elevadas produtividades, seria a introdução da rã touro sobretudo por se poder impor­tar com facilidade o modelo de produção, incluindo factores de produção sem grande necessidade de adaptação. Porém, em Portu­gal vigora para esta espécie anfíbia, e só para este espécie de rã touro, uma total proibição de produção, e até de detenção caseira, para fins lúdicos.

A rã touro é uma espécie omnívora, caça­dora implacável, que se alimenta, sem clemên­cia, inclusivamente, de outras espécies de rãs, sapos, ratos, lesmas, caracóis e até peixes. As­sim se compreende a importância de se pro­duzir em circuitos fechados e com redobradas cautelas para evitar perturbações ambientais irreversíveis, como sucedeu noutros países onde estes animais foram acidentalmente ou 

deliberadamente libertados no ambiente. A fa­cilidade com que se podem produzir fugas para o ambiente (bastam alguns ovos), vedou, nes­ses países, esta possibilidade de exploração.

Além de outras espécies exóticas (conside­radas como de fora da Europa), que se podem vir a introduzir em produção em Portugal, a opção que se perfila como mais imediata é a linha industrial, “Rivan 92”. Trata-se de uma linha obtida em França por melhoramento genético a partir da R. ridibunda, apresen­tando grandes diferenças face aos indivíduos selvagens, quer na pele, que é totalmente ver­de (água) na face superior e creme na inferior, quero pelo facto de apresentar uma excelente adaptação à alimentação granulada artificial (índice de conversão de 1,5:1 kg ração/carne produzida), elevada fertilidade e viabilidade, rapidez de crescimento precocidade e também porte, podendo passar dos 20 centímetros, maior do que a média selvagem da R. ridibun­da e que já é, por si, a maior das rãs europeias.




MODO IA

As rãs pertencem à ordem Anura e são caracterizadas pela pele lisa e úmida, além de pernas traseiras longas adaptadas para o salto e a natação. Elas são encontradas em quase todo o mundo, exceto na Antártida.

Abaixo estão as principais espécies e categorias de rãs:

1. Rãs Comuns e Comestíveis

Muitas espécies são criadas para consumo humano (ranicultura) ou são comuns em jardins e lagos. 

  • Rã-touro americana (Lithobates catesbeianus): Espécie invasora no Brasil, é muito grande, voraz e a mais utilizada na culinária comercial.

  • Rã-comestível (Pelophylax kl. esculentus): Um híbrido europeu amplamente consumido na Europa.

Rã-manteiga (Leptodactylus labyrinthicus): Nativa do Cerrado e Caatinga, é conhecida pelo seu porte robusto e hábitos semiaquáticos. 

2. Rãs Venenosas (Família Dendrobatidae) 

Essas rãs são famosas por suas cores vibrantes, que servem como alerta para predadores sobre sua toxicidade. 

  • Rã-dardo-dourada (Phyllobates terribilis): Considerada o animal mais venenoso do mundo, possui toxinas letais até para seres humanos.

  • Rã-flecha (Gênero Dendrobates): Espécies coloridas da Amazônia cujas toxinas eram usadas por indígenas em pontas de flechas

3. Rãs Gigantes e Miniatura

  • Sapo-golias (Conraua goliath): Apesar do nome "sapo", é tecnicamente a maior rã do mundo, podendo pesar mais de 3kg.

  • Rãs-pingo-de-ouro (Gênero Brachycephalus): Rãs minúsculas encontradas na Mata Atlântica brasileira, medindo entre 9 e 13 milímetros.

  • Rãs-gigantes-de-corredeira: Espécies recém-descobertas na Mata Atlântica de São Paulo, como a Phantasmarana curucutuensis

Diferenças Rápidas

Característica 

Rãs

Sapos

Pererecas

Pele

Lisa, úmida e viscosa

Seca e rugosa

Lisa e muito úmida

Habitat

Aquático/Semiaquático

Terrestre

Arborícola (vivem em árvores)

Patas

Longas com membranas

Curtas e robustas

Possuem discos adesivos nos dedos

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18 de jun. de 2021

Criação de Rãs

 

 Todos já ouviram falar de “coxinhas de rã” como sendo um petisco e, embora poucos as tenham realmente provado, a verdade é que, quem experimenta, considera-as verdadeiras iguarias, estando disposto a pagar elevados preços por esta carne considerada das mais finas, nutritivas e saudáveis. 

O consumo de carne de rã só se generalizou na gastronomia europeia por volta do século XVI, e apesar de proibido o seu consumo pelo livro Levítico da Bíblia, a procura do anfíbio não para de aumentar em todo o mundo, sobretudo em França, principal consumidor mundial. 

Em algumas espécies, como a rã touro, a mais criada, a pele é ainda valorizada para marroquinaria, como outro qualquer couro, embora muito mais delicado, e certas partes dos intestinos são utilizados para fins cirúrgicos, embora em menor escala. 

Em Portugal, além da captura amadora para consumo local, e pontual exportação de espécies selvagens, eventualmente em regime de tráfico, a carne (importada) é proposta aos consumidores congelada nas maiores cadeias de hipermercados, embora os amantes considerem que desta forma se perdem algumas das suas características mais refinadas. 

A França, principal país consumidor do mundo (o Estado do Louisiana, nos EUA, é o segundo), durante anos foi praticamente auto-suficiente, mas à medida que o consumo ia aumentando, e as reservas selvagens foram rareando, chegou-se a um ponto em que se tornou inevitável a proibição de caça de rãs, que se estabeleceu em França nos anos 80. Deste modo, abriu-se um enorme mercado de importação, estimando-se que atualmente este ultrapasse as 4.000 toneladas por ano, sobretudo de “coxas” congeladas, e pouco mais de 1.000 toneladas por ano de animais vivos, para abate em França, sobretudo provenientes de criações industriais. 

De referir ainda que no espaço europeu se estima que o consumo de coxas de rã ultrapassa as 10.000 toneladas ano sendo a Suiça e a Alemanha, dos maiores importadores, a seguir à França. 

A Europa é abastecida, sobretudo, por duas vias: 

1) Carne congelada proveniente de caça, em países asiáticos, como Indonésia, Tailândia, China e cada vez mais do Brasil, onde a produção é industrial. 

2) Animais vivos, de abastecimento feito sobretudo a partir de países da orla mediterrânica, como Turquia e Egipto, e destinados maioritariamente a restaurantes. 

 A maior parte dos animais que entram no espaço comunitário provém de capturas de animais selvagens, com as consequências que daí advêm para os ecossistemas e que têm impulsionado alguns países, e também numa lógica de aumento da rentabilidade, a aumentar a produção em criatórios industriais. 

Precisamente por esta razão, e pela rentabilidade, é no Brasil onde a fileira se vem afirmando como uma das mais sustentáveis e vigorosas, fazendo com que este país seja já o segundo maior produtor industrial a seguir a Taiwan, sendo uma fileira ambientalmente sustentável. 

Aliás, o Brasil passa por um interessante período em que a indústria da ranicultu­ra, (e este país é um dos países que tem esta produção num estado mais avançado de desenvolvimento), inicialmente projetada nos anos 80 para abastecer sobretudo os mercados externos, está com dificuldade em abastecer a própria procura local, em virtude do acelerado aumento da procura. 

Nos dois gráficos que acompanham este texto encontram-se os preços médios pagos em França, no mercado Internacional de Rungis, principal porta de entrada de carne de rã. Aí vemos que no histórico recente a cotação do produto congelado tem-se mantido muito estável em torno dos 12,5€/kg, e o produto fresco está normalmente cotado entre o dobro e o triplo do valor do produto congelado.

Estas cotações são muito atrativas, sobretudo as do mercado fresco, que dão a países extremamente próximos, como Portugal, a apenas 1 dia de viagem, uma vantagem competitiva quase inigualável, havendo quem chame, em França, à produção de rã, “pequeno tesouro verde”.

O elevado preço da carne de rã (e a rentabilidade que esta pode dar aos criadores) tem impulsionado, na França, a instalação de uma fileira zootécnica profissional para a produção de rã apoiada pelo INRA (Institut National de Recherche Agricole), sobretudo das espécies nativas, constituindo uma oportunidade de negócio em acelerado crescimento, fenômeno que se verifica, igualmente noutros países da orla mediterrânica.

Além da importância econômica e a oportunidade que representa, sobretudo na exploração de pequenas áreas, esta produção zootécnica mostra-se como um imperativo ambiental, uma vez que só é possível refrear a destruição furtiva dos ecossistemas selvagens, na Europa, e sobretudo das regiões asiáticas, com a produção industrial.

Visão geral criada por IA

A criação de rãs (ranicultura) no Brasil foca na rã-touro gigante (Lithobates catesbeianus), com ciclo completo que inclui acasalamento, desova, girinagem, metamorfose e engorda, geralmente em estufas para controle térmico. O negócio oferece alta rentabilidade, com abate para produção de carne nobre, exigindo licenças ambientais e manejo de alimentação com ração extrudada.

Principais Aspectos da Criação:

  • Espécie: Rã-touro americana (Lithobates catesbeianus), adaptada ao cativeiro.

  • Ciclo de Vida 

  • Inclui fases de acasalamento, desova, girinagem (2-3 meses), metamorfose e engorda (cerca de 4 meses), atingindo abate ideal com cerca de 200g a 400gAmbiente: Uso de estufas com telas de sombreamento é comum para manter a temperatura ideal, especialmente no inverno, aumentando a produtividade.

  • Mercado: A carne de rã é valorizada em restaurantes sofisticados e hotéis, rica em proteínas e com baixo teor de gordura.

  • Desafios: Alto custo da ração e necessidade de licenciamento da defesa agropecuária por ser um animal exótico.

A região Oeste do Paraná destaca-se na produção, com alguns produtores utilizando sistemas de confinamento intenso, como o Ranabox (bandejas sobrepostas) ou tanques inundados.

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7 de jun. de 2021

CRIATÓRIO PARA AVESTRUZES


 

CRIATÓRIO

O criatório ideal deve ter:

1. Área para quarentena com:

• 2 piquetes de 20 por 50 metros, com piquetes de contenção cobertos de 4 por 5 metros para comedouros, bebedouros e manejo. A cerca dos piquetes podem ser de arame liso ou de preferencia tela tipo alambrado, com os palanques virados para fora e contos a quarenta e cinco graus.

• Os piquetes devem ter também um corredor de serviço com 3 metros de largura, para que possa passar um carro se for necessário. A cerca externa, (proteção para os piquetes )devem ser de alambrado para evitar a entrada de animais estranhos.

• Galpão coberto com pelo menos 50 metros quadrados, piso de cimento rústico para facilitar a limpeza e desinfeção diária.

2. Piquetes para adultos:

• Os piquetes devem ter 1.500 metros quadrados por trio, sugerimos piquetes de 30 por 50 metros. Também deve ter boa drenagem e pouca inclinação.

• O alambrado deve ter malha de 3.0 polegadas, com 1,7 m de altura, ou cerca de arame liso com os palanques virados para fora.

• Piquetes de contenção cobertos (eternit, sapé ou telhas) de 5 por 5 m e 2.5 m de altura para comedouros e manejo das aves. Deve ter também uma porteira para confinamento temporário dos animais, lembrando sempre que comedouro e bebedouro sempre do lado oposto do piquete.

• A pastagem destes piquetes pode ser brachiara com outro pasto resistente ao pisoteio.

• Sombra natural ou artificial (tela, quiosques).

3. Galpão berçário:

• Galpão coberto com pelo menos 50 metros quadrados, piso de cimento rústico lavável, com comedouro e bebedouro removíveis no caso de permanecerem por tempo prolongados(dia de chuva).

• Campânulas a gás para aquecimento noturno.

• Comedouros, bebedouros e termômetro.

• Piquetes externos (longos e estreitos) com pelo menos 10 metros quadrados para cada animal, lembrando que quanto maior melhor para estimular a corrida.

• Estes piquetes devem ter comedouros, bebedouros e sombra.

• A base destes piquetes é de terra batida ou de pasto.

4. Incubatório e Laboratório:

• Azulejo frio higiênico nas paredes e piso, fácil de lavar e desinfetar.

• Lâmpadas germicida.

• Controle de temperatura e umidade 24 horas por dia.

• Ar condicionado com exaustor.

• Gerador de energia.

• Desumidificador

• Termo higrômetro

• Ovoscópio.

• Incubadoras, Chocadeiras e Nascedouros.

• Microscópio para estudos.

 • Equipamentos para sexagem por D.N.A.

• Sistemas de microchipagem e identificação para as aves.

5. Enfermaria:

• Vacinas, remédios e antibióticos.

• Tronco para curativos.

• Área para confinamento temporário.

• Equipamento para autópsias.

6. Outros:

• Escritório para administração do criatório.

• Escritório para administração das vendas.

• Sala para palestras.



RESUMO

Cuidados Diários

- Não deixar tomar chuvas fortes até o quinto mês.

- Recolher a noite até o Quinto mês e em caso de chuvas.

- Água sempre Fresca e limpa.

- Pedregulhos de tamanho variado em quantidade no piquete, lembrando que o avestruz ingere pedras com tamanho aproximado da metade de sua unha.

- Pastos e abrigos sempre livres de pregos, arames , grampo de cerca, toco de cigarro, cavaco de madeira, linha de nylon, etc...

- Permanecer o máximo de tempo junto aos animais; a partir dos seis meses, você que não convive junto ao animal diariamente, muito cuidado ao entrar no piquete, o animal poderá estranha-lo, lembrando que a unha do animal é muito afiada e o chute é sua principal defesa.

Galpão e Piquetes

Galpão: de 3 m2 / animal, máxima ventilação possível, piso de cimento grosso e de fácil limpeza e desinfeção diária, alimentação no galpão só no caso de chuvas, de fácil acesso para os piquetes.

Piquetes: Formato retangular com os cantos a quarenta e cinco graus, quanto maior melhor, manter o pasto sempre baixo, cocho de ração e água de preferencia que possa ajustar a sua altura , lembrando que a avestruz é um animal que cresce diariamente, chegando até 2,50 metro de altura.

Cercas : altura mínima de 1,70 m até 2,00 m ,podendo ser de arame liso a partir de 40 cm de altura do solo, 10 em 10 cm os primeiros quatro fios passando para 20 cm no restante até chegar na altura necessária, ou de tela; palanques com distancia máximas de 3 metros, não deixar pontas na cercas para evitar acidentes desagradáveis.

Pastagem e Ração

Pasto : gramíneas e leguminosas, considerando que o avestruz pasta com maior eficiência do que o gado; quanto mais nutritiva a pastagem , menor a necessidade de ração.

Ração : nos três primeiros meses, a melhor forma de alimentação é a ração desintegrada, após três meses ração peletizada , sendo melhor aproveitada pela ave e homogeneidade dos nutrientes e vitaminas.

Como a necessidade nutricional das aves se modificam com o seu crescimento , abaixo apresentamos a composição básica da ração para estes ciclos.

Ração Inicio: Proteína -20 a23%, Gordura 3%, Fibra 8%, Cálcio 1,5%, Fósforo 0,7% (até 2 meses de idade)

De 2 a 6 meses: Proteína 18%, gordura 3%, Fibra 10% , Cálcio 2% , Fósforo 1%.

De 6 a 10 meses: Proteína 14%, Gordura 3%, Fibra 14% , Cálcio 3%, Fósforo 1%.

De 10 a 14 meses: Proteína 12%, Gordura 3%, Fibra 16%, Cálcio 3%, Fósforo 1%.

Após 14 meses : Proteína 10%, Gordura 3%, Fibra 16%, Cálcio 3%, Fósforo 1%.

Vitaminas

- Até cinco meses de idade: Vitaminas solúveis na água de bebida; Rosivol C - Roche, Celtz -Sanpar, Nopstress - Guabi, Vita Gold - aplicações de acordo com o fabricante.

Antibiótico

- Baytril - Bayer , Advocin - Pfizer , aplicações de acordo com o fabricante; Usar somente em casos de infeções graves, sendo que logo após fornecer iogurte dissolvido na água em abundância. Local de aplicação intramuscular parte superior da coxa

Parasitas

Internos - Vermes chatos e redondos , controle de seis em seis meses com produtos a base de Febendazol ou albendazol ( produto para avicultura) , ou Ivomec liquido dosagem de acordo com o fabricante.

- Externos - Carrapatos ou Piolhos, pulverizar com Malation, quando houver necessidade. Machucados , Cortes , Lesões , Bicheiras

- Pomadas Furacim , Equiderme , etc..., não usar Lepecid ou similares.

Vacinas

Não é necessário a não ser em regiões, onde há alta incidência da doença de New - Castle, usar vacina oleosa subcutânea com aplicação na base do pescoço a cada seis meses.

MODO IA

Montar um criatório de avestruzes (estrutiocultura) exige planejamento de espaço, estrutura para as diferentes fases de vida do animal e atenção ao manejo sanitário. No Brasil, a ave é considerada um animal doméstico, o que facilita a implementação em propriedades rurais ou mesmo em áreas menores, desde que respeitadas as necessidades de exercício e alimentação. 


Espaço e Estrutura Necessária

A infraestrutura básica deve prever áreas específicas para cada etapa do desenvolvimento das aves:

  • Piquetes de Exercício: Essenciais para aves adultas. Recomenda-se cerca de 400 m² por animal para que possam correr e pastar livremente.

  • Abrigo: Um galpão simples de pelo menos 20 m² com cobertura é necessário para proteger as aves de sol forte, chuvas e ventos. Pisos de cimento facilitam a limpeza e o manejo.

  • Berçário e Maternidade: Espaços controlados onde os filhotes permanecem logo após o nascimento (cerca de 2 a 3 dias), com fontes de calor (lâmpadas) mantendo a temperatura inicial em 32°C.

  • Creche: Setor de alto risco para filhotes até 42 dias de vida, exigindo monitoramento constante devido à maior taxa de mortalidade nesta fase. 

Ciclo de Produção e Manejo

O ciclo completo de criação dura aproximadamente 14 meses, quando o animal atinge cerca de 100 kg e está pronto para o abate. 

  • Reprodução: Matrizes de boa genética podem pôr mais de 60 ovos por ano. A incubação artificial é preferida para aumentar a taxa de eclosão, durando cerca de 37 a 39 dias.

  • Alimentação: Avestruzes são onívoros. A dieta deve incluir volumosos (capim) para evitar problemas digestivos, complementada com ração específica ou grãos como milho, farelo de soja e trigo. É vital fornecer pedras pequenas, que as aves engolem para ajudar a triturar o alimento na moela.

  • Higiene: Manter o ambiente limpo é crucial para prevenir doenças bacterianas e parasitoses, especialmente em aves jovens. 

Viabilidade Econômica

A criação é versátil e permite lucrar com diversos produtos de alto valor agregado: 

  • Carne: Considerada saudável e rica em ômega-3.

  • Óleo e Banha: Utilizados para fins nutricionais e terapêuticos.Couro e Plumas: O couro de avestruz é o segundo mais valioso do mercado, e as plumas têm grande demanda ornamental.Ovos: Vendidos cheios para consumo ou reprodução (aprox. R 55,00). 

  • Você pretende focar na reprodução e venda de filhotes ou no abate para carne e couro?



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31 de mai. de 2021

Perspectiva e Projeção do Mercado de Avestruzes

 

Perspectiva e Projeção do Mercado de Avestruzes.

Primeira fase – Breeding Phase. É a fase de criação e desenvolvimento do plantel nacional. Durante esta fase ainda não há abate, vendem-se apenas animais matrizes. Esta fase dura em média 20 anos.

• A venda de matrizes é pelo menos 10 vezes mais lucrativa que a venda de produtos.

• Nos U.S.A., a fase de Breeding durou 20 anos e um casal de matriz adulto chegou a custar U$ 60.000,00, hoje já caiu para preços bem mais razoáveis (U$ 8.000,00).

• Na Europa a fase de Breeding já dura 17 anos e ainda não está concluída.

• Para ser importador de matrizes de avestruz, é necessário ter uma firma que esteja devidamente credenciada pelo IBAMA (mais ou menos 9 meses) e pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (10 dias).

• Para ser criador de avestruzes, não é necessária nenhuma licença específica. A única exigência é que as aves que não forem nascidas no Brasil tenham sido compradas de um importador credenciado

.Segunda fase – Commercial Phase. É a fase de venda dos produtos do avestruz abatido: carne, couro e plumas.

• Quando o Brasil entrar na fase de abate das aves, surgirão especialistas em todas as etapas da criação: Incubação, Sexagem, Microchipagem, Abatedouro e Curtume.

• Para abater as aves é necessário um abatedouro especial, pois o avestruz por sua altura e pescoço não pode ser abatido nos abatedouros comuns.

• No início da fase de abate, os criadores usarão os abatedouros já existentes, feitos para outros animais: Ex. Gado e Suínos. Em seguida será desenvolvido um abatedouro próprio e exclusivo para avestruzes.

• Para que se possa vender os produtos do avestruz, é necessário garantimos:

1. Continuidade da oferta.

2. Homogeneidade na qualidade dos produtos.

3. Custos gerais homogêneos.


Potencialidade do mercado:

A carne do avestruz entrará no mercado como uma carne exótica e se difundirá devido a:

• Alta produtividade do avestruz.

• Grande capacidade da ave de se desenvolver em áreas marginais.

• Características saudáveis da carne.

• Diminuição dos custos de produção.

O Brasil tem algumas vantagens na criação pecuarista:

• Tradição na criação bovina e outros.

• Sensibilidade do consumidor para carnes exóticas (saudáveis e saborosas).

• Técnica de criação “natural” preocupada com o bem estar dos animais (grande espaço à disposição e alimentação não forçada).

• Tradição no tratamento e na utilização do couro.

• Por ser um mercado novo, desperta muito interesse dos pecuaristas, sendo que as matrizes apresentam ótima rentabilidade.

Os fatores limitantes para a criação de avestruzes são:

• Investimento alto e para poucos.

• Carência de informações.

• Falta de experiência dos veterinários.

• Dificuldades burocráticas em geral.





26 de mai. de 2021

Fase de Reprodução do Avestruz


 

Fase de Reprodução – de 2 anos em diante:

Características Gerais:

• Início da postura aos 2 anos, vida reprodutiva de 20 a 30 anos. Há casos de animais que começaram a botar ovos com 18 meses.

• A média de postura é de 50 – 60 ovos por ano. Há fêmeas que chegam a botar até 100 ovos por temporada reprodutiva.

• A temporada reprodutiva, neste hemisfério, é de setembro a março, colocando um ovo a cada 48 horas (coloca 8 a 10 ovos, para uns dias, recomeça fazendo assim a recuperação necessária etc...).

• Normalmente a postura é feita no terreno, pode-se fazer um ninho na área coberta do piquete para a fêmea, ou fazer um ninho conforme croquiz e induzir a ave por os ovos ali. Também costuma-se colocar um ovo de madeira (ovo de indes) neste ninho para estimular a postura.

• Machos e fêmeas têm comportamento bem definidos para o acasalamento. O macho faz a dança nupcial, mexendo todo o corpo, asas e pescoço. A fêmea abaixa e levanta a cabeça a toda hora em resposta à dança do macho.

Instalações:

• Piquetes de 400 – 500 m2 por animal (20 x 50 = 1.000 m por casal)ou até maiores.

• O piquete deve ser feito em terreno com boa drenagem, pouca inclinação e com porteira, com cerca de arame liso de acordo com nossa planta.

• Corredor de 3m de largura entre os piquetes e cerca externa de alambrado com 1,8m de altura com malha variando de 2,5 a 3,0 polegadas.

• Área coberta para comedouros, de 4 x 5m e altura mínima de 2.5 m, com porteira para confinamento temporário dos animais.

• Pastagem resistente ao pisoteio.

• Muito cuidado durante a construção dos piquetes! Não jogar pedaços de arame, pregos lascas de madeira, ponta de cigarros etc..

• Depois de terminada a construção dos piquetes deve-se fazer uma revisão MUITO cuidadosa para retirar todos os materiais que possam ser ingeridos (arames, pregos, tocos de madeira, etc.).

Manejo:

• Fora da temporada de reprodução, machos e fêmeas ficam em piquetes separados. No início da primavera são formados os trios de reprodutores sempre levando em conta a relação macho-fêmea que propicia a melhor produtividade em termos de ovos fecundados (casais ou trios).

• O manejo pode produzir organização no estado selvagem, com o macho sendo posto em um piquete com uma ou mais fêmeas.

Contudo uma das fêmeas será predominante, ou seja, será mais coberta pelo macho. As outras fêmeas serão menos cobertas e conseqüentemente botarão menos ovos fecundados (que não gerarão filhotes).

• Por este motivo não convém por muitas fêmeas para um só macho; em geral nos criatórios comerciais os animais são postos em piquetes formando casais ou no máximo trios.

Alimentação:

• Ração com 12 % de proteína e suplementação de cálcio.

• Entre 1.200 e 1.400 gr de ração\dia.

• Água à vontade. Cada avestruz adulto bebe em média 10 litros de água por dia.

Patologias mais comuns:

• Traumatismos - Por serem animais assustadiços e estabanados, podem esbarrar numa cerca ou escorregar, sofrendo fraturas, luxações ou lacerações. Têm ossos longos. As lacerações resolvem-se bem, mas fraturas e luxações não são tão simples assim.

• Oclusão digestiva - Significa ingestão em excesso.

Pode ser causada por stress, devido a viagem ou a adaptação (mudança de piquete) onde as aves ingerem grande quantidade de alimento(ração ou pasto), ou de outros materiais (folhas secas, areia, etc.) causando a interrupção do trânsito digestivo e a morte por desnutrição. Podemos tentar uma solução fazendo lavagem gástrica com Nujol, massageando a barriga da

ave ou colocando-a no soro(cura difícil).

• Perfuração digestiva – É causada pela ingestão de materiais estranhos nos piquetes, (pedaços de madeira, areia, cimento ou longas hastes de capim) e não tem cura.

• Doenças infecciosas - Trata-se de espécie robusta, recém introduzida no território e criada em boas condições sanitárias (piquetes amplos, expostos ao sol com poucos animais). Maior atenção deve ser dada ao aparecimento de micoses sob os dedos dos pés (em geral ligadas a um piso freqüentemente úmido e/ou com urina e fezes acumuladas) e a parasitoses intestinais como helmintoses ou ácaros. Usamos mais ou menos o mesmo tratamento do gado ou aves.

• As doenças genitais podem afetar a reprodução dos animais, e, portanto devem ser tratadas até a cura completa do animal.

Postura:

• Os ovos pesam entre 1.200 e 1.800 gr.

• Tem a casca bem resistente e porosas, geralmente para identificação usa-se escrever nas casca com uma caneta hidrográfica, grafite ou etiqueta.

• O ovo deve ser coletado o mais rápido possível para evitar contaminação.

• Apesar de não ser um animal agressivo, o avestruz tem forte instinto de defesa do seu território e dos ovos. Por isso é preciso Ter instalações que facilitem o manejo e a coleta dos ovos.

• As fêmeas costumam por 1 ovo a cada 2 dias, fazendo assim um rodízio de postura.

• Os ovos são coletados, desinfetado e armazenados em ambiente fresco (18/20 Graus) e limpo (desinfetado) e posteriormente colocados nas incubadeiras , de preferencia uma vez por semana.

• É perigoso deixar os ovos em descanso por mais de uma semana pois há risco de morte embrionária e conseqüente diminuição da taxa de eclosão.

Incubação:

• A maior vantagem da incubação artificial é que, a fêmea não precisa interromper a postura dos ovos para chocálos, nem para cuidar de seus filhos.

• Permite uma maior taxa de eclosão.

• A incubação dura entre 41 e 42 dias.

• A temperatura na incubadora deve estar sempre entre 36 e 37 graus Celsius.

• A umidade relativa do ar deve estar entre 50% e 60%.

• Deve-se fazer a primeira ovoscopia na primeira semana para avaliar se há desenvolvimento embrionário. Depois disso, acompanha-se o desenvolvimento do embrião com o ovoscópio a cada duas semanas.

• Ao constatar que não está havendo desenvolvimento embrionário em qualquer dos ovos, este deve ser imediatamente retirado da incubadora para evitar a proliferação bacteriana e fonte de infecção para os outros ovos.

• Viragem automática de 2 em 2 horas

• Uma incubadora para 18 ovos custa em torno de R$4.800,00.

• É interessante ter 2 ou 3 incubadoras menores em vez de uma só grande para que se possa ter mais opções de temperatura e umidade, sendo que, alguns ovos perdem mais umidade que outros, assim fica mais fácil controlar a umidade entre os ovos.

Eclosão:

• Período que precede a eclosão e dura entre 2 e 3 dias.

• A temperatura nesta época deve estar entre 35,5 e 36,5 graus Celsius.

• A umidade relativa do ar no mesmo período deve estar entre 45% e 59%.

• Neste período interrompe-se a viragem dos ovos.

• O pinto leva em média 48 horas para sair do ovo, sendo que às vezes é preciso ajudá-lo.

• Após o nascimento , o pinto fica mais 3 horas na chocadeira, passando para o berçário climatizado a 36 graus, reduzindo a temperatura um grau dia até atingir a temperatura ambiente.

Problemas com a diminuição da taxa de eclosão:

• A má posição do embrião dentro do ovo, com dificuldade em romper a casca e sair, causando a morte nas horas que imediatamente antecedem ou sucedem a eclosão, é um dos problemas mais freqüentemente encontrados.

• Pode estar havendo uma infecção dentro da própria incubadora, causando a morte embrionária.

• A inexperiência de alguns criadores pode ser fatal para sua granja, sugerimos portanto que o criador terceirise a incubação dos ovos produzidos no seu criatório, recorrendo a granjas bem equipadas e com técnicos preparados. Desta maneira, o criador economiza em

investimentos e aproveita a experiência de criatórios especializados.

Transporte:

• Ovos e pintinhos de um dia: Transporte bem fácil e barato, quase sem traumas.

• Filhotes até 6 meses: Transporte fácil, custo médio, com poucos riscos e traumas.

• Adultos: Transporte difícil, bem caro, com muitos riscos de perdas por stress e traumatismos diversos. Há ainda, o risco de stress pela adaptação no novo criatório.

MODO IA

A reprodução do avestruz é um processo biológico fascinante, marcado por um sistema social complexo e um dos maiores ovos do reino animal.

Acasalamento e Cortejo

  • Sistema Poligâmico: O macho dominante geralmente acasala com várias fêmeas, formando um harém.

  • Dança do Cortejo: Para atrair as fêmeas, o macho realiza uma exibição que inclui agitar as asas e balançar o corpo, destacando sua plumagem preta e branca.

  • Cópula: Diferente da maioria das aves, os machos possuem uma estrutura fálica (pênis) que se projeta da cloaca durante a reprodução. 

Postura e Ninho

  • Ninho Comunitário: As fêmeas do harém depositam seus ovos em um único ninho escavado no chão pelo macho.

  • Hierarquia: A fêmea dominante coloca seus ovos no centro do ninho para garantir maior proteção, enquanto as outras fêmeas colocam os seus ao redor.

  • Quantidade: Uma fêmea pode botar entre 20 a 60 ovos por ano. O ovo de avestruz é o maior do mundo, pesando cerca de 1,5 kg. 

Incubação e Cuidados

  • Revezamento: O casal dominante compartilha a incubação, que dura cerca de 42 dias. A fêmea, com plumagem cinza para camuflagem, choca durante o dia, enquanto o macho, de penas pretas, assume o turno da noite.

  • Nascimento: Os filhotes já nascem com os olhos abertos e conseguem caminhar pouco tempo depois da eclosão.

  • Proteção: Ambos os pais são extremamente protetores e cuidam dos filhotes nas savanas. 

Você gostaria de saber mais sobre as técnicas de incubação artificial em criadouros ou prefere detalhes sobre a anatomia reprodutiva dessas aves?


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